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12/09/2015

ANIVERSÁRIO DE MEU PAI




Ai que saudade

Hoje mais que nos outros dias senti saudades de ti … pai … saudades de te ter por perto, de te abraçar, saudades do teu sorriso suave … saudades da tua face e teus olhos… hoje senti saudade de te olhar… saudades da tua voz aveludada… senti saudades de te ouvir falar, de me aconselhar hoje senti saudades de ti… afinal são longos anos sem a tua presença.

Saudades do meu Pai
Pai, onde tu estiveres já deves saber que a morte não existe, por isso não pode matar um AMOR VERDADEIRO como o nosso!!!! EU TE AMO TANTO meu velho lindo!!! A palavra AMOR só existe porque tu crias-te na tua infinita existência.... Meu pai; minha vida e razão do MEU SER!!! Cada lágrima de saudade que cai dos meus olhos é também uma lágrima de orgulho por saber que sou teu fruto. Todos os dias serão sempre TEUS, MEU PAI!!!

A saudade, esse sentimento único. Que nos mostra quem são as pessoas, que realmente marcaram nossas vidas. Tu és uma dessas raras pessoas, que eu nunca irei esquecer.

A saudade é um sentimento que nos alegra por nos dar a certeza que temos pessoas importantes no nosso convívio e também nos entristece, por lembrar que essas pessoas estão distantes.

Senti a tua falta

Hoje dia do teu aniversário lembrei–me de ti , com muitas saudades. Se estivesses entre nós farias 85 anos.

Hoje, de qualquer forma, celebramos silenciosamente o dia do teu nascimento, o dia que tu chegaste ao mundo para escrever a tua história e ser parte da nossa.

Perder um ente querido é uma situação difícil. Comemorar o aniversário de um pai que já faleceu é uma boa maneira de honrar a sua memória.

ZÉ ANTUNES
2015

09/09/2015

FOTOS TIPO PASSE


Muitas vezes é necessário colocar uma galeria de fotos em determinado artigo que fala de algum evento onde participámos ou então simplesmente ter uma galeria de imagens! Neste artigo vou colocar todas as minhas fotos.

1955
 
1958
 
1961
 
1964
 
1967
 
1970
 
                                                                            1971
 
 
1973
 
1976
 
1977
 
 
1978
 
 
1980
 
1981
 
1989
 
 
2004
 
2005
 
 
2006
 
 
2008
 
 
2009
 
 
2010
 
 
2011
 
 
2012
 
 
2014
 
 
2015
 
 
ZÉ ANTUNES
2015
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

19/03/2014

DIA DOS PAIS

























Em Portugal, o dia do pai é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).


Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Ike Turner teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Na família houve várias manifestações alusivas a seus pais, aqui transcrevo o que recebi:

Bruno escreveu: "É ao meu Pai que eu devo tudo o que tenho, e tudo o que devagarinho conquistei na vida ... Por isso, feliz dia do Pai ao melhor Pai do meu Mundo.

Sofia Lopes escreveu: Saudades do meu pai! Era um pai maravilhoso. Se estivesse “ cá “ comprava-lhe um saco cheio de figos (era viciado!), escrevia-lhe um postal cheio de mimo e juntava um desenho da Bia! Ia amar!
Como todos os dias, envio-te montanhas de amor, beijos e muitas, muitas saudades!!! Feliz dia, meu querido “mocho“ (esta só os meus manos vão perceber).

"Feliz Dia do Pai a ti, que me fizeste querer e ser Mãe! Lindo é o brilho nos teus olhos quando olhas para a nossa menina a fazer as brincadeiras com que tanto adora fazer-nos sorrir! Parabéns pelo Pai que és! És maravilhoso!"

Zé Antunes : Pai, tantas coisas eu te queria dizer. Os dias passaram-se e não tive tempo, e até coragem, para dizer o quanto foste importante na minha vida e no meu dia a dia. Nos momentos de alegria, Tu estavas ao meu lado. Nos momentos de tristeza, ali estavas Tu. E hoje, neste dia, gostaria muito que estivesses ao meu lado. Palavras não são suficientes para expressar o quanto amor tive e tenho por Ti, e o quanto sou grato por tudo o que foste na minha vida. Feliz dia dos pais.

ZÉ ANTUNES
2014

21/05/2013

HERANÇAS

Tia Genoveva como tantas mulheres, novas nos anos 1950, vem para Lisboa, pois a vida na província está mal e não tem perspetivas de futuro, e dedica-se ao trabalho. Contrai matrimónio e tem um filho.

Lutadora, granjeou a estima e consideração pelos colegas, família e amigos. Mais tarde por divergências familiares separa-se do marido em comum acordo fazem as partilhas dos bens que ambos possuem.

Começa a adoecer e é internada num lar, pois a morte do filho, pouco tempo antes abala com a sua estrutura efetiva e emocional aos quais os seus 78 anos não suportaram, veio a falecer pouco tempo depois.
São seus herdeiros os irmãos dos quais: Jaime, António e Conceição também já falecidos ficando os sobrinhos, filhos destes irmão como herdeiros e os sobrinhos dos irmãos vivos, João e Alice. Como irmã mais velha, tia Alice ficou como cabeça de casal da herança.

Alguns sobrinhos só saberão da morte da Tia Genoveva, meses depois. Na entrega da Relação de bens não teve problema, mas mais tarde na entrega da habilitação de herdeiros, é que se lembram dos sobrinhos ausentes, a Sobrinha Sandra na Africa do Sul, os sobrinhos Hélder e Leonor no Brasil e o sobrinho Alcino na Alemanha.

O sobrinho Alfredo que está em Lisboa é chamado, e é ai que ele toma conhecimento de tudo o que se está a passar e da morte da tia Genoveva.

Indignado o sobrinho Alfredo diz:
Só agora depois deste tempo todo e porque precisam da minha documentação e de meus irmão é que me dizem que a tia Genoveva faleceu!!!!
Alfredo não teve resposta.
Depois de algumas trocas de palavras, pois pensavam que como o António, pai do Alfredo era falecido que os filhos não tinham direitos à Herança, foi por isso que não disseram nada.

Mais tarde Alfredo telefona ao seu tio Gualter ex- esposo da tia Genoveva, e ficou admirado de também a ele não lhe terem comunicado a morte da ex esposa.

Alfredo reuniu os documentos necessários e fizeram a habilitação de herdeiros tendo, como a lei consagra a irmã mais velha eleita Cabeça de Casal da herança da Tia Genoveva.

Mais tarde aparece a conta das finanças sobre a transmissão dos bens da tia Genoveva. Até à data presente e que Alfredo saiba, nunca tal conta foi paga, entrando a dívida das finanças para relaxe e a render juros para o Estado.

Entretanto um dos bens valiosos é vendido antes da tia Genoveva falecer, andando alguns sobrinhos em guerras, pois segundo as duas versões a tia Genoveva tinha prometido aos dois o mesmo bem, mas esse bem já estava escriturado para outra pessoa.

No outro bem, por meio de telefonema que Alfredo recebeu, soube que foi vandalizado, levando inclusive algumas mobílias, portas e janelas.

Nesse telefonema Alfredo alertou que há o imposto sobre imóveis ( I M I ) para pagar, sendo que quem tem que tratar disso é o Cabeça de Casal, e ao que Alfredo sabe, ninguém ainda pagou. Está ali um bem valioso sem nenhuma rentabilidade.

Segundo o tio Gualter existe ainda um bem que não foi vendido e que está alugado, Alfredo pergunta sobre as rendas da loja comercial e ninguém lhe sabe responder.
A ser verdade alguém está a ficar com os alugueres ou então o locatário não paga a respetiva renda, pois ninguém lá vai receber.
Alfredo quis individualmente pagar a parte sua e de seus irmãos, em tudo relacionado com a herança, mas não poderá, pois terá que ser o cabeça de casal a pagar, indo-se agravar sempre, se não se pagar até ao valor do bem em causa, ou quem sabe se não vêm buscar outros bens.  Comentário 
O filho do tio João responde a este pequeno texto enviado via mail

Olá Alfredo.
Como vai isso?
Por cá está tudo bem, graças a Deus.

Estive a ver o blogue e a ler o mail que envias-te e achei estranho a principio teres resolvido colocar os factos todos por escrito com a descrição da situação da tia Genoveva, mas é um direito que te assiste.

Também, tal como tu, não tenho interesse nenhum com os possíveis lucros gerados pelos referidos bens, só não gostava de ainda ter de suportar encargos quando julgo que também já fiz o que deveria fazer, até fiquei com a tia a meu cargo durante uma semana, quando ela foi para o Egas Moniz e tentei ser sempre um sobrinho (e afilhado) digno, na medida das minhas possibilidades económicas e de tempo.

O que não queria era preocupar o meu pai, nem o meu filho com esta situação pois o teu tio João tem uma saúde um pouco frágil que eu nem sei como iria reagir ao saber que estás ainda a mexer nisto, quanto ao meu filho também tem a vida ocupadíssima com os estudos e a profissão pelo que não queria que eles voltassem a ficar preocupados com tudo isto.

Foi por isso que me despedi de ti daquela forma no Estádio da Luz, também não tenho nada contra ti, és uma pessoa que estimo muito, como sabes, e que respeito por tudo o que conseguiram na vida.

Agora não sei como resolver tudo isto, parece-me que só com o auxilio de um profissional, mas também para isso é necessário fazer despesas e os tempos não estão famosos para os funcionários públicos, como também deves saber.
Acresce ainda o facto da tia Alice ainda estar vida (e que Deus a conserve por muitos anos) que era a pessoa mais indicada a subscrever qualquer iniciativa.
Assim, não sei como resolver isto, mas se quiseres, vai dando noticias tuas e dos teus irmãos e restante família.

Um forte abraço.


Anibal
Abril 2013

 

ZÉ ANTUNES

2013

08/01/2013

PRINCESA DO UIGE



 
     
   Brazão da Cidade                                                                   

Marinha Ribeiro, no ano de 1958, nasce em Sanza Pombo, (Kongo Diantotila) vila do Distrito do Uige. Tinha a Missão Católica e o Hospital civil ao fundo da Avenida do Clube. Seu pai foi para Angola e estava a tomar conta de uma Fazenda de café em Macocola, Seus irmãos Manuel e Francisco também vivem nesta fazenda.

Sanza Pombo (foto net)

No ano de 1961, as condições de sobrevivência começaram a degradarem-se devido aos ataques dos movimentos de Libertação principalmente F.N.L.A. e porque os bens de essenciais não chegavam via terreste, eram trazidos de avionetas, que lançavam os caixotes de para-quedas, mas ao chegarem ao solo, os caixotes danificavam-se e os mantimentos que vinham no seu interior espalhavam-se pelo solo empoeirado, em Santa Cruz a aldeia mais próxima que distava 25 km de Mococola, foram retirados os postes de iluminação e fez-se uma pequena Pista para o Sr. Rosado, que foi o primeiro piloto, a poisar naquele curto espaço com uma avioneta monomotor “DORNIE”.  No Livro de Reis Ventura pode-se ler mais sobre Mococola.

Sangue no Capim


Posteriormente fez-se a Pista de Aviação atrás das casas da Aldeia, nesse entretanto a Família Ribeiro decidiu regressar a Luanda.

Ela a Marinha Ribeiro ter nascido em Angola é marcante, sobretudo por ser um Pais muito grande, com uma grande liberdade de ideias, de modo de vida, porque cria uma abertura de espirito que se transporta ao longo dos anos. É uma noção de limite infinito. As barreiras e dificuldades não se colocam ás pessoas que nasceram e viveram em Angola. Tudo é possível. As distâncias eram enormes, mas havia tempo para se ir de Norte a Sul e de Esta a Oeste.

Ela ficou com muitas memórias principalmente olfativas e gostativas. O cheiro da terra molhada depois de grandes chuvadas, o sabor dos frutos tropicais, o cheiro da areia branquíssima das praias de Luanda.

Após o 25 de Abril de 1974, com a instabilidade que reinava em Luanda, resolve vir de férias a Portugal, em 30 de Maio de 1975, com a ideia de regressar, mas nunca mais voltou. Como é sabido a situação em Angola piorou, tudo foi nacionalizado, ainda houve durante uns tempos a esperança do regresso, Foi viver para a cidade de Guimarães. Achava Portugal estranho e pequenino, escuro antiquado, estradas pequenas e muito conservador. O Povo português era muito fechado e a menina que iria fazer 17 anos em Dezembro de 1975, via pela primeira vez Televisão a preto e branco mas só até á meia noite.

Não havia Coca-Cola, não havia Mission de Laranja, não havia nada.

Fica a viver em Guimarães com seus pais e irmãos e começa a trabalhar numa empresa de Confeções a “ DARFIL “ como Técnica de Controlo e Produção. A empresa dedicava-se à confeção de fatinhos de bébé e os principais clientes eram os países árabes.

Casa-se em Dezembro de 1978 e vem viver para Lisboa, regressa a Guimarães em 1980, onde nasce o filho o BRUNO MIGUEL, regressando definitivamente a Lisboa em 1983 onde se encontra até hoje, vivendo no Cacém.


ZÉ ANTUNES
2013

02/12/2012

BRUNO I



No meu casamento com a Marinha e de estarmos mais ao menos estabilizados na questão dos empregos, eu a trabalhar na C.P. e a Marinha na Darfil, trabalhando eu em Mirandela e a Marinha em Guimarães.

São – Bruno – Zé Antunes

Decorria o ano de 1980 nasce o Bruno precisamente no dia 15 de Abril. Com uma infância até 1983 com os avós maternos, regressamos a Lisboa, e de 1983 a 1990 esteve na Associação Pró-Infância Santo António, frequentando a Escola Primária nº 26 nos Anjos, Poderia contar muitas histórias da infância do Bruno, mas cito esta por ser bem caricata e ter deixando a Marinha bem preocupada. Nessa época a Marinha trabalhava no Centro Comercial Gália eu já em Santa Apolónia, mas tinha um part-time no restaurante “O Galo” na Rua do Salitre junto ao Parque Mayer. A Marinha foi buscar o Bruno aos tempos livres, à Associação Pró-Infância Santo António, descem as escadas para o Metro do Intendente e a Marinha distrai-se com a lojinha dos chineses que existia na altura na Estação, o Bruno na rotina diária entra na composição do Metro e sai na Estação da Avenida da Liberdade, e vem ter comigo, calado, mas mesmo muito calado para o que era habitual, senta-se num canto do bar da parte de dentro do balcão, como que a esconder-se, pergunto pela mãe e ele diz que já vem ai, pergunto se quer comer e diz-me que não tem fome, mas com a convicção que tinha feito asneira, tudo bem, continuei a trabalhar, nesse entretanto está a Marinha e já a policia a procura dele, toda aflita, pois foram uns segundos de distração, e vem ter comigo e na entrada da porta do Restaurante diz: Zé o Bruno desapareceu, sorri e disse: o Bruno está aqui! A Marinha com uma expressão de raiva, mas mais de alivio diz: Meu maroto estou aqui preocupada pois nunca mais te vi, a partir de hoje não sais mais de ao pé de mim, que esta situação não se repita!

Tendo depois até 1991 frequentado a António Sérgio e a Gama Barros onde concluiu o 12º ano de escolaridade. Teve o seu tempo da prática de Futebol de 1994 a 1997 , no “Sol nasce para todos” depois o “Atlético do Cacém” e mais tarde o “Real Massamá”

No ano de 1996 ou 1997 depois de assistirem a um jogo de Futebol Portugal – Alemanha deslocando-se com uns quatro ou cinco amigos para a Estação de Comboios de Benfica, um grupo de uns 15 indivíduos jovens todos felizes por Portugal ter ganho fazem uma barreira aos putos que vendo-se encurralados e ameaçados com armas brancas, tiveram que se despojar do que tinham de mais valor: casacos, sapatilhas e dinheiro, o Bruno ficou sem um casaco de penas de pato que na época custou muito caro.

Começando o seu vinculo profissional em 2000 no Ministério da Educação, onde se mantem até a presente data no I.S.C.T.E

Teve uma motinha acelera, que se fazia transportar nas suas saídas tanto para a escola ou outro sitio, vendeu-a ao primo Carlitos, depois mais tarde teve um automóvel.


Opel Corsa 2002

Certa vez dormia eu um belo sono quando as cinco horas da manhã toca o telefone meio a dormir meio acordado atendo e o Bruno com uma voz calma diz! Pai tive um acidente, despistei-me, eu estou bem, o carro é que não. Ok disse eu chama o reboque da Assistência em Viagem que já ai vou ter contigo. Chegado ao local apercebi-me logo da situação e dos estragos do automóvel, triangulo da Suspensão direita torcida, chegada do reboque carregar o veiculo e levá-lo para a oficina.

Depois de o Bruno conhecer a Sofia e estando a viver como casal á vários anos, eis que em 2010 mais propriamente no dia 04 de Agosto nasce a Beatriz, que é um encanto de neta, esperando que ela cresça com saúde. Foi um dia muito feliz para os avós e mais ainda quando no dia 29 de Maio de 2011 se realizou o seu batismo e simultaneamente o casamento do Bruno e da Sofia.


Beatriz Lopes Gonçalves Batismo da Beatriz

2011

19/10/2012

O BRUNO


O Bruno foi conscientemente planeado, tendo em conta a vontade que nós tínhamos de ter um filho, até apetece dizer que a gravidez da Marinha foi, no fundo, uma ação inconsciente que acabou por nos levar a obter o que desejávamos.

No entanto, a partir do momento que soubemos que a Marinha estava mesmo grávida, o Bruno passou a ser o Desejado, e foi Bruno logo desde o início, se não fosse Bruno, teria sido Rita, mas nós tínhamos a certeza de que seria um rapaz.

Os meses que decorreram até ao nascimento do Bruno foram caracterizados por uma angústia latente. No princípio, quando ainda não tínhamos a certeza se havia ou não gravidez, não soubemos ou não quisemos interpretar os sinais. A Marinha queixava-se de dores lombares, toca a fazer uma radiografia da coluna; a Marinha dizia que tinha dores de estômago, azia e náuseas (tudo fruto da gravidez) toca a fazer uma radiografia do estômago e duodeno. O raio X terá afetado o desenvolvimento do bebé? Esta era a pergunta que nós não fazíamos em voz alta, mas que estava sempre presente.

Tudo sucedeu tão depressa que a adaptação é difícil. Sempre habituado a ser filho, de repente vou ser promovido a pai. Não sei se me percebem. Não é parecido com nada que tenhamos feito antes. É uma pessoa, um ser humano, que fala, que come, que corre, que pensa. É um conjunto de células vivas, de tecidos, de órgãos, devidamente estruturados, organizados em forma de ser humano. E és tu que o transportas. És tu que o trazes acondicionado, isolado das águas sujas e do ar negro do mundo, escondido dos monstros uivantes e dos bichos tentaculares. Não podia encontrar melhor refúgio, o pimpolho…

E depois vem a parte pior, a parte em que o futuro pai, com a mania que é detentor da verdade, pensa já na maneira de moldar o filho à sua imagem e semelhança:

E já pensamos nas respostas às suas perguntas curiosas, e nos divertimentos essencialmente culturais que lhe vamos proporcionar: vamos dar-lhe a conhecer os grandes compositores, os grandes pintores, os grandes escritores, os grandes arquitetos, enfim dar-lhe cultura geral. Vamos tentar afastá-lo da televisão e de tudo que aliena as crianças, Mas tudo isso sem ser à força, com palavras corretas e gestos amigos.

Desculpa lá, Bruno, mas o teu pai era um tonto, um pateta que pensava que o intelecto salvava o mundo, um chato que começava a renegar o prazer que lhe dava o rock and roll e se enfronhava, cada vez mais, no trabalho. Estou destacado em Mirandela e a angústia apodera-se de mim, residimos em Guimarães e eu só venho a casa de 8 em 8 dias.

O tempo acabou. O bébé está pronto a brotar do ventre da Marinha. Como vai ser? Sinto que vou passar um enorme cansaço psicológico, e do outro lado, tudo estará resolvido. Como será ele? Gordo? Magro? Bonito? Feio? Sou um cobarde! No fundo, tenho medo que não seja uma criança, mas um monstrozinho, vitima da nossa ignorância! Como será? Quando será? O abismo das possibilidades! Nessa semana não me apetecia ir trabalhar, mas que angústia!

No dia 14 de Abril de 1980, A Marinha foi trabalhar, mas as 10 horas teve que ir para o Hospital de Guimarães.

E lá estava a Marinha, a valentona, que só chamou a enfermeira quando sentiu que o bébé ia nascer, que não gritou. E lá estava o Bruno todo pimpão, com a cara de quem já tinha nascido há dias, dormindo calmamente. Ah! Monstros e fantasmas e sei lá o quê todo o resto de cretinices que me encheram a cabeça durante estes dias! Venho de Mirandela para Guimarães de táxi, era o transporte que tinha mais próximo e rápido.

É mesmo um bébé, pronto!

Todos o acharam bonito, mas mesmo que não fosse, era o Bruno!

Quando cheguei ao Hospital de Guimarães era pai há seis horas e meia! Vivó o Bruno! Vivó!!!

Para festejar o nascimento do Bruno fui, nessa noite de 15 de Abril de 1980, para o Restaurante Alameda o dono era o Matias que tinha o Bar São João do Bairro Popular em Luanda, mais os meus amigos, comemorar com umas gambas e muita cerveja. Este escrito é especial, já que foi escrito para narrar o dia que o Bruno nasceu.

Tive 11 dias de férias para poder estar com o Bruno e de seguida tirei as férias correspondentes a que tinha direito, ou seja estive logo um mês em companhia do Bruno.

Os primeiros dias do Bruno no nosso quarto-casa foram dias de encantamento. Tínhamos um brinquedo novo, totalmente feito por nós e eu começava a adivinhar que esse pequeno ser iria, a pouco e pouco, transformar-me completamente. O que se passou foi que, em vez de sermos nós a moldar o Bruno, foi o Bruno que, só por existir, nos foi moldando ao longo dos anos.

Claro que isto não foi bem assim. A vida nunca é bem assim. Há milhares de outros pequenos-grandes fatores que nos influenciam, que nos levam a tomar este ou aquele rumo e quem acredita, como nós acreditávamos, que é senhor do seu destino, está completamente enganado. Sublinho que também não acredito que o destino esteja traçado algures. Sou crente. O destino vai-se traçando, à medida que se vive, com impulsos dados por nós próprios e com impulsos dados pelo acaso.

Foram esses primeiros dias de vida do Bruno. Aquelas insónias, afinal, não eram propositadas, claro. Se fosse feita a nossa vontade, dormiríamos calmamente a noite inteira. Mas o Bruno não deixava.

O Bruno reveste-se já de artimanhas com as quais nos faz desesperar nas longas noites em que queremos dormir e o sacaninha se agarra à sua única mas que mortífera arma de chatear o próximo: os berros e o choro! Nós, que nos gabávamos antecipadamente que o nosso filho daria umas belas noites, se chorasse, nós deixávamo-lo até se convencer que não tinha outro remédio se não calar-se, não aguentamos mais do que cinco minutos de choro pegado. Corremos a embalar o menino ou a levantá-lo da cama, passeamo-lo pelo quarto, assobiando, batendo-lhe ritmicamente no rabo. O danadinho do puto cala-se. Vai fechando os olhos aos poucos e nós, contentes por irmos dormir, deitávamo-lo devagar, em câmara lenta. Assim que se sente na cama, aí está o Bruno a berrar. E assim passamos um bom bocado da noite, até o conseguirmos enganar de vez. Mas, mesmo a dormir, o raio do miúdo ainda entreabre os olhos e sorri. Como que a dizer-nos que vai dormir porque quer e não porque o tenhamos enganado.

E claro que, com o Bruno, acabaram, durante uns tempos, as idas ao cinema, pelo que, de vez em quando, deitava um olhinho à televisão. E não gostava de muitos programas que via. O Telejornal era o programa que mais gostava de ver pois interessava-me por tudo sobre o pais. Em Dezembro desse ano foi o trágico acidente do Sá Carneiro.

No final de 1980, com o Bruno já com oito meses, continuávamos a depender do meu vencimento da C.P. e a Marinha da Darfil. Os nossos gastos mensais eram gastos correntes, tabaco, Alimentação, para ajuda da renda da casa dos Sogros. Sobravam poucos escudos por mês. Das despesas correntes faziam parte as bicas, os fósforos, o Jornal a Bola (custava 10 escudos). Não pagava habitação, mas ajudava, porque nesse tempo vivia na casa dos meus sogros. Resumindo: éramos uns tesos!

No entanto, já então a Marinha mostrava toda a sua perspicácia para a economia doméstica. Desde o princípio da nossa relação que deleguei nela a pasta das Finanças. Tinha jeito para a matemática, mas sou capaz de errar a conta de somar mais fácil, de me enganar a preencher um cheque, de me baralhar completamente. Portanto, a Marinha é que toma conta das nossas contas, desde o princípio. Aí, muito provavelmente, o segredo do nosso sucesso...

Hoje o Bruno é pai da minha neta Beatriz.

ZÉ ANTUNES

1980

12/08/2012

DIA DO PAI





História

Dia dos Pais tem origem na antiga Babilônia, há mais de 4 mil anos. Um jovem chamado Elmesu moldou em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar o Dia dos Pais em 1909, motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard Nixon oficializou o dia dos pais.

Comemoração

Devido à história, nos Estados Unidos, ele é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de Março. No Brasil, é comemorado no segundo domingo de Agosto. A criação da data é atribuída ao publicitário Sylvio Bhering, em meados da década de 50, festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família. (dia que também se comemora o dia do padrinho segundo a tradição católica).

Este ano de 2011, meu filho presenteou-me com um almoço do dia do Pai, alguns convidados, mais familia e degustou-se uma boa moambada. E conviveu-se lembrando histórias a nossa vida.




Almoço dia do Pai

Programa

Dia 20-03-2011

Inicio : 12 H 00

Almoço : 12H30 (servido a mesa)

Local : Garagem da São e Zé Antunes

Aperitivos

Martini, Whisky, Vinho Verde, Águas, Sumos, etc. ….

Entradas

Presunto Ibérico; Queijo

Pasteis de Bacalhau, Rissóis, Croquetes, Ovos Verdes

Prato:

Kiche

Moamba De Galinha

Botequim Incluído

Vinho Branco e Tinto

Águas e Refrigerantes

Café e Digestivos

Doces

Bolo Comemorativo do dia dos pais E algumas surpresas…Parabéns ………………………..

Zé antunes





23/07/2012

VIDA DIFICIL ..........

Depois do 25 de Abril de 1974, a vida em Angola não foi fácil para ninguém. Houve um período em que todos os “brancos” eram considerados “persona non grata” e por isso assistiu-se ao abandono em massa de cerca de 300 mil que regressaram a Portugal e aqui foram designados por “retornados”. Também para os angolanos, aqueles dias não foram melhores, porque logo se iniciou uma feroz guerra civil entre os movimentos de libertação.

Alguns queriam ficar, mas a falta de alimentos e as condições de trabalho começaram a degradar-se, ninguém sabia já quem mandava.

É aqui que José João, querendo ficar, pois até era Angolano, nascera em Luanda, e até estava a trabalhar num Banco, mas vendo que as coisas estavam a piorar resolve embarcar nos últimos aviões da Ponte Aérea, desembarca em Lisboa num dia de Outubro e vai para casa de sua mãe que já se encontrava em Lisboa, como empregado Bancário vai ao Sindicato dos Bancários e rapidamente se encontra colocado e a trabalhar.

Tempos depois é chamado para o serviço militar, tempo reduzido pois vivíamos numa democracia e não se necessitava de tão grande contingente militar, acabado o serviço cívico, regressa ao seu posto de trabalho no Banco.

Como jovem ambicioso, e porque conhecera alguém no norte do pais, com quem queria partilhar a sua vida , pede a transferência para o Norte e ai se casa e se estabelece, tem dois filhos e trabalhando no Banco a vida está-lhe a sorrir e a correr bem.

Fora do Banco tem três estabelecimentos de pronto a vestir, que lhe dão um dinheirinho extra ao fim do mês, vidinha boa até aos anos 85, depois..............

A partir daqui é só especulação, é o que se houve falar, é o pouco que se sabe ..........

No Banco conhece duas clientes já de idade e com a confiança cliente / Banco as ditas perguntam ao nosso José João o que teriam de fazer para rentabilizar uma boa maquia de dinheiro, que tinham em depósito. O nosso prestativo funcionário bancário logo tratou de gerir o dinheiro ás idosas, pois as lojas estavam a ter prejuízo e aquele dinheiro vinha a calhar, para pagar umas certas dívidas..

Entretanto, lá ia vivendo e fazendo festas como se as lojas estivessem a dar muito bom lucro , e é ai que os fornecedores começam a apertar o cerco, não havendo saída para pagamentos das dividas, o nosso José João despede-se do Banco ou é despedido ninguém sabe, e vem rapidamente para Lisboa, não diz nada a ninguém e primeiramente quer ir para a América, mas para ir para os Estados Unidos é preciso um visto de entrada e é muito burocrático pedir um visto e demora algum tempo, embarca rapidamente para o Brasil para São Paulo.

Colegas do José João ficaram admiradíssimos com tudo o que aconteceu, pois não sabiam de nada, e até pensavam que estava tudo bem e que os negócios iam de vento em poupa, mas a vida é mesmo assim, está-se bem hoje, amanhã não sabemos, é preciso é ter a mente sempre descansada. E se era só o dinheiro das clientes que isso se resolveria, mas que o caso com os fornecedores era mais complicado dai a fuga. Ainda falam hoje em dia porque é que ele tomou a atitude que tomou, mas vá lá o diabo saber, ele é que sabe e é segredo dele.

Entretanto no Norte de Portugal começam a circular Editais com a foto dele a saber se alguém saberia do seu paradeiro, entretanto o caso foi para a Justiça, tendo sido arrestado tudo que se encontrava no seu apartamento, tendo a mulher mesmo assim salvado alguns tarecos, que os levou para casa dos pais.

Ao abrigo de uma lei em que se um dos conjugues estiver desaparecido durante um ano , a esposa pediu ao Ministério Público o divorcio ao qual lhe foi concedido.

Vida difícil para esta mulher, que sozinha criou os dois filhos, praticamente sem ajudas pois sua mãe entretanto falecera e ainda tinha que tratar e cuidar de seu pai que está muito doente. Mas ela sente-se feliz e apesar das agruras da vida, conseguiu educar os filhos que se encontram dentro do possível a trabalhar, e ela agora diz que só quer continuar a trabalhar até a sua reforma, e a tratar dos netinhos, que entretanto nasceram.

ZÉ ANTUNES
2008


16/07/2012

CASAMENTO DO MARCO E SILVIA

                                                          



























Nossa Senhora da Victória

Casamento ou matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é a coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
Na maior parte das sociedades, só é reconhecido o casamento entre um homem e uma mulher, embora Portugal reconheça o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, tal como outros países no mundo (em Maio de 2009, a Holanda, a África do Sul, o Canadá, a Noruega, a Bélgica, a Espanha, a Suécia e alguns dos Estados dos EUA: Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont, Maine e, em Junho de 2011, foi aprovado no Estado de Nova Iorque).

As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afectiva, para buscar estabilidade económica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.
Um casamento é frequentemente iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor), por um oficial do registo civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se.
Em direito, é chamado "cônjuge" a qualquer das pessoas que fazem parte de um casamento. O termo é neutro e pode se referir a homens e mulheres, sem distinção entre os sexos.

Neste dia 8 de Outubro de 2011 foi o casamento do Marco Octávio e da Ana Sílvia, do qual fomos convidados ( Zé Antunes e a Marinha Ribeiro ) como padrinhos da parte do noivo, matrimónio esse   que se realizou na capela de Nossa Senhora da Victória, Nossa Senhora da Vitória é um ícone católico venerado em Portugal, em particular na Freguesia de Famalicão, concelho da Nazaré, Portugal. Do culto à Senhora da Vitória em Famalicão no concelho da Nazaré, sabe-se que foi trazido pelas gentes da Praia das Paredes da Vitória, que no início do século XVI se vieram fixar, trazendo com eles o culto de Nossa Senhora da Vitória. Paredes da Vitória é uma pequena localidade costeira da freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça.

A cerimónia teve inicio ás  12 h 00, tendo alguns convivas lido as passagens do evangelho ( Bruna, Sofia ) e tendo as alianças sido trazidas pela Beatriz num carrinho de madeira puxada por outros dois meninos, cerimónia terminada com as assinaturas de quem de direito e com as fotos da praxe que sempre acontece, encaminhamo-nos para o lugar onde seria servida a  boda ou o chamado copo de água na Quinta dos Lagos no sitio de Vale do Horto – Azóia -  perto de Leiria, pelas 15 h 30, deu-se a degustação de tão saboroso menú. Na hora das sobremesas alguém comeu o gelado e deixou os profiteroles para a Sofia.
Uma ressalva para dizer que a Beatriz foi a princesa do dia pois portou-se maravilhosamente muito bem.

Durante a festa houve o corte do bolo que foi seguido de uma salva de foguetes e a passadeira ficar iluminada com tochas de fogo preso.





A Ementa foi a seguinte:

ENTRADA
Festival de Camarão e ananás

SOPA
Creme de Agrião e Creme de Peixe

PEIXE
Bacalhau à Quinta dos Lagos

CARNE
Cabrito à Lavrador e Vitela Arouquesa da quinta-feira

SOBREMESA
Três Maravilhas ( Doce + Gelado + Fruta )

BUFFET
Mariscos, Queijos, Saladas, Leitão, Doces, Fondue, Crepe e Frutas

BOLO DE NOIVA  e  ESPUMANTE


Nessa noite como muitos convivas vieram de Guimarães e de Lisboa foram pernoitar a Martingança na Residencial Via Marinha, e nessa noite no quarto do Chico, António e Ricardo,  houve comédia, pois ele como rádio amador o chamado macanudo  deixou o rádio ligado numa frequência em que a altas horas da madrugada só se ouvia  alguém a dizer que se ia matar com facas e coisas mais aterradoras, e na manhã ao pequeno almoço foram comentadas.
No Domingo foi o almoço na casa dos pais da Sílvia em Martingança de onde depois do repasto cada um seguiu o seu caminho, desejando aos recém casados as maiores felicidade.



ZÉ ANTUNES


2011