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26/09/2015

VIAGEM A LUANDA


Incrível como as conversas sobre aquilo que não vemos mas que amigos nossos nos vão contando, sobre Luanda nos desperta o nosso consciente. Nestas férias de 2005, ter sabido de novidades de Luanda por intermédio do Mário Canário que está no Soio, do Belchior ( irmão do Zé Ideias ) que está em Luanda, do Sanguito que trabalha na Taag em Luanda, do Jorge Russo ( Russo da Garelly ) que está em Viana, e de outros avilos que quando veêm a Lisboa, o ponto de encontro é no Rossio onde a malta da Confraria os recebe para saber novidades. Depois de mais uma tertúlia báquica e gastronómica, fui para casa e deitei-me, adormeci, adormeci e sonhei, sonhei que...........

Teria que ir a Luanda, e a 26 de Setembro de 2005, cheguei a Luanda, ao fim da tarde, já quando a noite se ia fechando, tive oportunidade de ver a bordo do moderníssimo avião da Taag, Boeing 777, para 300 passageiros, toda a cidade de Luanda profundamente iluminada, o que me causou espanto pois tinham-me dito que havia muitas interrupções de luz e de água para abastecimento da cidade.



Boeing 777 da TAAG ( Foto net )
 

 O desembarque e a passagem pela Alfândega não teve, para mim, problemas, pois tinha amigos à minha espera que trataram de me abrir caminho e ninguém me pediu satisfações. Soube, no entanto, que por vezes os funcionários da Alfândega pedem a um ou outro passageiro para abrir as suas malas o que acontece também em qualquer aeroporto da Europa.

Mais à frente darei mais pormenores sobre a viagem para o centro da cidade, mas esta análise vai incidir somente sobre assuntos que possam ter interesse para os amigos do Bairro Popular nº 2, que na eventualidade de se deslocarem a Luanda. Um ponto importante devo mencionar, no Aeroporto de Luanda não se consegue arranjar transportes para o Centro da cidade, pois não há táxis nem maximbombos públicos.

Existem carros privados aos milhares, pintados de azul e branco. São carrinhas fechadas que transportam 8 a 10 passageiros cada uma, para serviço das populações locais que precisam de se deslocar dos muceques para o centro da cidade, pagando 500 Kuanzas cada passageiro, Aproveito a altura para informar que em Luanda o euro vale 100 Kuanzas e o dólar 80 kuanzas. O dólar é aceite com mais facilidade, em qualquer ponto, do que o Euro, mas existem casas de câmbio e Bancos que trocam euros por Kuanzas, sem problemas.



 
               Os chamados Taxis ( Candongueiros )

 
Existem empresas que alugam carros, com ou sem motorista. Não é aconselhável alugar carro sem motorista pois não conseguiriam guiar no actual trânsito da cidade. Também não aconselho a utilização das carrinhas azuis, onde facilmente seriam roubados. A cidade vai surpreende-los. De 1975 a 2005 nada foi feito para a aumentar. A única coisa que aumentou foi a construção indiscriminada de muceques com casas de madeira, de lata e algumas poucas de tijolos ou blocos de cimento.

Actualmente estão construídos ou em construção dezenas de grandes prédios, com 10 a 20 andares, muitos deles já habitados por grandes empresas. A vida em Luanda está mais cara do que em Lisboa. Um almoço ou jantar, com um prato, fruta ou doce, vinho, cerveja ou água e café não fica por menos de 2500 Kuanzas , 25 euros. Um café custa à volta de 200 Kuanzas dois euros. Não há problemas com Restaurantes. Por toda a parte se encontram bons restaurantes, com preços mais ou menos iguais. Os próprios hoteis e algumas pensões podem fornecer almoço ou jantar. A diária inclui o pequeno almoço, sendo pago á parte as restantes refeições.

Na Ilha de Luanda existem dezenas de Restaurantes, quase todos eles de bom nível. Alguns são Self-service, com preços mais em conta, existindo um grande restaurante com esse tipo de serviço, logo à saída da ponte mas na estrada de regresso á cidade. Pode-se escolher uma grande variedade de pratos, incluindo lagosta grelhada ou cozida, com os acompanhamentos à escolha, e o preço por kilo são sempre os mesmos, tomei conhecimento desses preços pois num dos almoços mais os meus amigos saboreamos lagosta grelhada e pagamos bem caro, ai constatei que Luanda é a cidade mais cara do mundo de verdade.

Na antiga Rua General Carmona, mesmo ao cimo da rua, do lado direito, junto *as antigas instalações do Grupo Desportivo da Fábrica Macambira*, existe um restaurante denominado Veneza pertencente a portugueses com um bom serviço. É um grande restaurante, para mais de 50 pessoas, onde uma dose de comida dá perfeitamente para duas pessoas. Várias vezes almocei lá e ainda ficava comida na travessa. Se pensam que vão encontrar os restaurantes cheios de angolanos, enganam-se! A maior percentagem de clientela é de portugueses ou estrangeiros. Grande percentagem de angolanos recebem salários em kuanzas que não lhes permitem frequentar restaurantes.

À noite a ilha de Luanda fica entupida com carros pois grande parte da população estrangeira janta nos Restaurantes da Ilha. Bebidas não faltam . As fábrica Cuca, Nocal e Eka foram privatizadas e estão a trabalhar bem. Cervejas portuguesa e holandesas aparecem por toda a parte. Vinho de Portugal há de todas as marcas e produtores e é o preferido por todas as classe sociais, mas os preços são altos. Um fino (Imperial) custa quase 2 euros. Não devem beber água da Companhia pois embora seja tratada não merece grande confiança. Não vi ninguém beber dessa água. Mas água engarrafada, em garrafas de plástico, pequenas e grandes, há de todas as marcas portuguesas e francesas.

A cidade está invadida por vendedores ambulantes. Vendem de tudo, desde alfinetes até rádios, televisões, barracas de praia e até preservativos, se necessitarem. Mas atenção a esses vendedores, começam por um preço muito alto e chegam a vender por metade do preço e ainda menos. Também não deixam de roubar o que o cliente tiver à mão, desde que tenham oportunidade para isso.

O Bairro Popular nº2, que agora se chama Neves Bendinha, desistam de o visitar. Visitei o Bairro e fiquei deprimido com o que vi ou não vi. O asfalto acabou! Nem na estrada principal de acesso ao Bairro ele existe. Todas as ruas do Bairro são ornamentadas com buracos que um carro normal não pode transpor. As casas estão irreconhecíveis. Para encontrar a minha casa que habitei durante 20 anos, tive de subir e descer a rua de Serpa várias vezes e mentalmente ir vendo quem outrora, morava nelas, pois todas as casas estão praticamente tapadas por tapumes de madeira ou de lata, construídas no pequeno espaço de quintal e jardim que as casas tinham à frente. O lixo está amontoado em toda a parte, nalguns pontos dificultando o trânsito. 


 
 Bairro Popular nº 2 ( Cine São João )

 
O cinema foi vendido a uma seita religiosa cujo nome não fixei. A escola primária foi fechada e serve agora de escola industrial, com alunos de maioridade.

 


              Bairro Popular nº2 ( Escola Primária 176 )


Cheguei a pedir ao motorista que ali parasse, mas ele aconselhou-me a não o fazer pois muitos desses alunos são perigosos e ele lá tinha as suas razões para o afirmar. Só parámos perto da minha antiga casa para fazer perguntas a dois moradores que estavam à porta. Perguntei a razão daquele descalabro do Bairro e fui informado que a maioria dos antigos moradores angolanos, que tinham comprado as casas aos portugueses ou tomado conta delas, venderam as mesmas por bom preço aos refugiados do Zaire e do Mali que as pagaram por bom preço. 

 
                 Largo do Bairro Popular nº2 (Sapataria)
 

 
                     Bairro Popular nº 2 ( Rua da Gabela )


 
O Bairro foi praticamente abandonado à sua sorte e por isso vos digo: Não percam tempo a visitar um bairro que já não é bairro mas sim um amontoado de barracas ornamentadas pelo lixo que têm à porta.


                 Bairro Popular nº 2 ( Bar do Matias )

 

 Se persistirem em visitar o Bairro, não o façam num carro normal, terão de utilizar um Land-Rover e mesmo assim será necessária muita perícia do motorista. A rua de acesso que sai da Estrada de Catete, junto ao Cemitério de Santa Ana, a antiga Machado Saldanha está sempre pejada de viaturas, andando a 5 klms, por hora, tanto na ida como no regresso. 

 
                Bairro Popular nº 2 ( Rua Machado Saldanha )



 A própria Estrada de Catete, onde andei várias vezes, embora em razoável estado de conservação, comparando com a estrada para o Bairro, a todas as horas do dia, mantém intenso fluxo de viaturas, e metade desse tráfego é feita pelas carrinhas de passageiros, pintadas de azul e branco..

Para quem viaja sem ter onde ficar em Luanda , o principal problema é a saída no Aeroporto. Antes de viajar é preciso efectuar reservas num hotel. Tem que se tratar com eles para que um carro os vá buscar ao Aeroporto.. Não acontece com quem tenha pessoas a residir em Luanda que foi o meu caso, que tinha pessoas amigas à minha espera.

Uma visita à Ilha do Mussulo é indispensável. Há barcos rápidos para nos levar à Ilha onde existe um belíssimo Restaurante Self-service que nos apresenta mais de 20 pratos diferentes, à escolha. Também tive oportunidade de comer belas lagostas, saborosas gambas ou apetitosos caranguejos de Moçâmedes, expostos numa comprida mesa.. Há só um preço mas pode-se comer tudo o que nos apetecer. Quando lá estive esqueci-me de perguntar o preço, pois almocei lá, e paguei um dinheirão, mas se lá forem podem contactar o proprietário Sr. Gonçalves, que é português. Em conversa com ele vim a saber que tinha um irmão que trabalhou na Fábrica Imperial de Borracha e que eu conheci, nos meus tempos de estudante. 


 
                                                                    Ilha do Mussulo


 Está em construção uma auto - estrada que sai da Samba, contonado Viana e vai até ao Cacuaco ( Via Expresso ). Alguns quilómetros, logo à saída de Luanda, já estão operacionais. Também na Praia do Bispo está em construção outra auto - estrada. Toda a zona da Xicala estava transformada em muceque, com centenas de barracas, mas o Governo mandou-as demolir, colocou os seus moradores em Viana, e no Cazenga, em casas construídas pelo Governo, só para que a estrada fosse iniciada.

Uma visita à barra do Kuanza também é aconselhável. Já ali existe um Restaurante Self-service muito bom. O Cabo Ledo, a uns 10 klms. também tem Restaurante e toda a zona está linda, com uma praia maravilhosa. A ponte sobre o Kuanza foi restaurada, mas tem de se pagar portagem.

Se não quiserem sair de Luanda têm as praias da Ilha que estão muito limpas, principalmente na ponta da Ilha onde existem muitos restaurantes com praias privativas. Algumas alugam cadeiras e chapéus de sol pelo preço de 300 kuanzas.

Em todas as cervejarias e restaurantes pode – se pedir um prego no pão ou um prego no prato, como nos tempos antigos. Quem é que nunca se deliciou com um bom prego no pão, com ou sem gindungo? Depois da independência isso acabou, pois não havia carne mas agora até há carne demais.

Luanda, vias secundárias e terciárias do Bairro Popular nº 2 no município do Kilamba Kiaxi estão fechadas ao trânsito, para remodelação que se irá iniciar, no quadro do Programa de Reabilitação de Infra - estruturas a nível de Luanda.

Enquadradas no Programa da gestão municipal, os trabalhos estão a cargo de uma empreiteira que atua na circunscrição de modo faseado. Segundo constatei, a obra contempla o asfaltamento dos arruamentos, construção de passeios e lancis, iluminação pública, arborização e sinalização, bem como a restauração do sistema de distribuição de água potável e rede de esgoto. Isto é o que se consta no Bairro.
A intervenção está a contar com a colaboração da EDEL (Empresa de distribuição de Eletricidade) e EPAL (Empresa Provincial de Abastecimento de Água de Luanda) para não obstruir o abastecimento de água, fornecimento e distribuição de energia elétrica na área.  

Para o êxito da empreitada de desenvolvimento urbano de vias integradas, o trânsito ficou fechado em várias ruas, tais como a principal Machado Saldanha ( só se vai circular num sentido entrada para o Bairro a saída será pela rua ao fundo do Cemitério), Ruas de Vila Viçosa, do Crato, do Cubal e do Andulo.

No largo está projetado um jardim infantil e um ringue para a pratica de desportos ( futsal, basquetebol e outros ) vai ficar mesmo defronte da Igreja de Santa Ana.


 

               Bairro Popular nº 2 ( Igreja de Santa Ana )

A Cidade está diferente. Zonas e edifícios novos muito bonitos. E mil e uma histórias de vida marcadas pelo ritmo e cultura Angolana. A baía. Sempre a bela Baía, a vista lindíssima da marginal, mas os arredores em total e degradação principalmente os bairros de Luanda.

Voltei a Lisboa feliz por ter visto Luanda 30 anos depois, mas triste por toda a inercia e degradação, mas na baixa de Luanda vi a cidade a crescer como um ritmo alucinabte.

 
 

ZÉ ANTUNES

2005




 
 

29/08/2013

F É R I A S


Caríssimos amigos:
Férias, Feriado, período de descanso a que todos ( penso eu ) temos direito, depois de passado um ano de trabalho ou de atividades. No Brasil, quando o feriado é religioso, até o ateu comemora. E eu, prefiro ser um homem de paradoxos que um homem de preconceitos. Um homem começa a ficar velho quando já prefere andar só do que mal acompanhado, mas felizmente ainda tenho boas companhias.

POIS É…Vim de Férias e que bem aproveitei, este descanso, o estar com alguns amigos que já não os via à longo tempo, bons convívios e boas leituras, regresso ao trabalho, cá estou eu para mais uma maratona.

Mas sou sincero, ainda ando cansado, acreditem! Mas…entre a Tristeza e as Saudades, prefiro a Felicidade e a Alegria. Não há que ter vergonha de preferir a felicidade! O tempo, é muito mais que a espera de todas as horas. Ele faz-se pequeno e estende-se quando o abraço se faz necessário entre as ruas e os corpos perdidos. E é entre as Saudades, a Tristeza e a Felicidade, que a palavra emerge como um trovão, ou solta-se silenciosa como um sopro…Uma após outra, a palavra oferece-se em frase, mascarada de enigma tantas vezes e outras tantas vestida de evidência clara e distinta. É com os acasos que nos atiram da direita e da esquerda que urdimos o nosso destino. Acreditamos dizer o que queremos, mas é quem nos fez falar pela primeira vez que fala escondido por dentro das nossas palavras… Vamos é trabalhar enquanto podemos… Que isto está mal e com tendências a piorar!!!!!!!!!!!!!

Zé Antunes

2013

29/07/2013

VOU PARA FÉRIAS



Vou ausentar-me por uns escassos dias, da vossa prestigiosa e valiosa Amizade e companhia.

Vou respirar outros ares (“Made-In-Portugal”), contemplar outros rostos, tentar fazer outras Amizades (efémeras), escutar outras opiniões, enfim, deixar Lisboa por três semanas (01 a 26 de Agosto).

Vou repousar o sistema imunitário, que é o mesmo que defender o “Físico” dos invasores (gérmenes e micro organismos), que abundam aqui pelo meu bairro.

Vou “BAZAR”, mas de carteira “encolhida”, magra (ando a fazer dieta) e, provavelmente, estacionar junto ao MAR e dialogar, amistosamente e sózinho com as ondas.

Sabem por que razões, os portadores de psicose, falam sozinhos? É que quando não têm personagens reais com quem se relacionar, criam-nas no seu psiquismo; caso contrário, implodem o seu sentido existencial, vivem o caos da solidão. Os que botam no seu imaginário angustiam-se mais. Por essa razão é que ADORO falar com as ondas, escutar o MAR.Ó mar salgado, / quanto do teu sal, são lágrimas de Portugal”!! As suas ondas entendem-me perfeitamente. Vão e vêm, pois trazem sempre na sua companhia, notícias da minha/nossa terra, recados da minha/ nossa Ilha de Luanda.

A vida é um espetáculo, mas, sem ondas, sem MAR, ela pode tornar-se num espetáculo sem sabor, monótona, fria, doente.
E PRONTO, NÃO VOS MAÇO MAIS!!
Portanto já sabem, entre os dias 01 a 26 de Agosto, não me mandem nada para o correio eletrónico, com bastante mágoa minha.

E o que são três semanas hoje? Ainda ontem fiz 22 anos e estávamos em 1977.

UM GRANDE KANDANDU aos avilos e

BEIJOCAS ás garinas
ZÉ ANTUNES

2013

05/11/2012

LISBOA EM 1970



Da minha estadia em Portugal no ano de 1970, passei quase todo o verão entre a praia de Carcavelos e a Praia do Navio em Santa Cruz-Póvoa de Penafirme, e nesse Verão fiquei alojado na casa da minha avó ti Quitas Pedro na Póvoa de Penafirme, ou seja na casa onde nasci, e ia sempre com as minhas primas e primos para a praia ou para os passeios, pois só nessa altura é que comecei a conhecer a família, ia quase sempre para a praia do Navio ou então mesmo para a praia Formosa em Santa Cruz.

Em Carcavelos, meu tio Joaquim nesse verão alugava as barracas e as cadeirinhas de praia que era um serviço sazonal que ele tinha, Eu tinha sempre uma barraca para depois do almoço ferrar uma soneca até as 16h00.

Entretanto começaram as aulas e fui estudar para Torres Vedras. Começo das aulas em Setembro na Escola Industrial e Comercial de Torres Vedras, levantava-me às 06h00 da manhã para apanhar um maximbombo dos Claras e ia da Póvoa de Penafirme a Torres Vedras ( 10 km ) para ter aulas às 07h30, muito frio, muita chuva, numa altura disse a meu pai que queria ir para Luanda pois não me adaptava ao clima e meus amigos estavam todos em Luanda.

Nesse entretanto vinha a Lisboa muitas vezes, principalmente aos fins de semana, e como sempre, vinha para casa da minha tia Lourdes, ali perto da Praça da Alegria.

De frequentar os Bombeiros da Praça da Alegria que todos os sábados faziam os bailes de Fim de Semana, conheci o Zé Carlos que morava na Travessa da Glória, ía até casa dele fumar e ler os famosos livros aos quadradinhos, e alguns livros que eram proibidos, aproveitávamos que os pais saiam para trabalhar e ficávamos sozinhos durante o dia.

Ou então, íamos para a porta de uma loja de discos que existia ali na Rua de São José, quando o Led Zeppelin se formaram para se tornarem poucos anos mais tarde "a maior banda do mundo", ouvir o "Whole lotta lovin" dos Led Zeppelin em altos berros.

O empregado da loja o Alberto Aguiar estava apanhadinho pelos Led Zeppelin. Nessa década começou a sair boa música e os Led Zeppelin, com o Jimmy Page a mandar pedradas na guitarra e o Robert Plant soltar aqueles gritos selvagens, nessa altura curtia os Roling Stones, os Pink Floid e os Beatles, os Beatles em "Sgt. Pepper's lonely hearts club band", Jimi Hendrix e seu ambicioso "Electric ladyland”, ai já vi muita juventude a fumar o seu charro para curtir a música, conheci muitos a começar pela marijuana e liamba, e mais tarde, no ano de 1975, ja estavam agarrados nas drogas pesadas. O Jardim do Borel naquele tempo era um chamariz para a juventude, ia-se para lá namorar, e fumar.

Frequentava muitos os “Pro-fi-rios” loja que estava na berra com umas farrapeiras ( roupas ) todas prá frentex, todas modernas e que a juventude já se começava a libertar de certos preconceitos que a sociedade lhes impunha, eu ia lá mais era para ver as meninas que lá trabalhavam.

Eu e o meu amigo Zé Carlos, mais tarde com a companhia do Luis que morava na Rua das Taipas e do Mário mais a namorada a Mena que moravam na Rua do Salitre, percorríamos a cidade de lés a lés, o Mário, mais velho tinha 18 anos, não tinha Carta de Condução mas tinha um Carocha 1200 preto, do Pai que rústia pela cidade e arredores sem problemas de ser intercetado pelas autoridades, já tinha sido mandado parar numa operação stop, mas não fazia a mínima e continuava a fazer Banga com o chiante ( automóvel ). Para mim era novidade ir ás tascas mais frequentadas pela juventude, Uma Pastelaria que frequentava muito era a Pastelaria Roma na Av. de Roma, outra e que me agradava mais era a Mexicana, na praça de Londres onde na altura paravam os motards todos, e ai se discutia tudo sobre as duas rodas, eu como gostava já de motos era muito bom estar ali com pessoas mais velhas a falar de motas.

Também e apesar de só ter 15 anos frequentava muito o Ritz ( o porteiro era nosso amigo ) perto da Praça da Alegria e o Bolero na calçada de São Lázaro onde se comia cozido à Portuguesa ás 07 h 00 da manhã, e se ouvia uns fados cantados por fadistas amadores. Perto do Parque Mayer existia o Café Lisboa mesmo na Avenida da Liberdade, íamos lá beber um cafezinho e aproveitar para ver as coristas e bailarinas, bem como os artistas de nomeada que trabalhavam nas Revistas dos Teatros do Parque Mayer. Nesse tempo também íamos aos cinemas e lembro-me do Arco Iris e do Politíama, com sessões continuas, com dois filmes um de Cow boys e outro de Capa Espada e ou de Espadachim, no Condes era só a sessão da noite, ou de ir-mos à Marisqueira Solmar enquanto esperava-mos pela hora de entrada no cinema Condes íamos comer o já e bem afamado Bife no Prato.

Mas nesse ano de 1970 também trouxe o fim dos Beatles, numa altura em que eu começava a conhecê-los melhor. Pouco depois, comprei o "Abbey Road" e só no ano de 1973, acabei por comprar todos os discos dos Beatles, já em Luanda, na famosa discoteca “ Bonzão “. A sua música exercia sobre mim um fascínio, que ainda hoje se mantém, e não me perguntem porquê. Nesse ano, fui ver o filme "Let it Be" ao cinema São Jorge e comecei a perceber a palavra nostalgia. Quis ir para Luanda o mais rapidamente possível e assim foi, embarquei a 30 de Novembro de 1970.



ZÉ ANTUNES

1970

12/08/2012

PEQUENAS FÉRIAS



Do dia 23 de Abril, até ao dia 13 de Maio deste ano de 2012, e porque minha irmã se deslocaria a Lisboa para umas merecidas férias mais o marido, resolvi neste período aproveitar e gozar também umas pequenas férias, aproveitando para ser o cicerone visto o Rogério ser a primeira vez que se deslocava a Portugal.

Desembarcaram no dia 25 de Abril num voo via Madrid da Ibéria e deslocamo-nos até ao Cacém, onde resido. Depois de acomodados e desfeitas as malas, no dia seguinte rumamos até ao Laranjeiro onde fomos visitar a Família Mota que eram nossos vizinhos em Luanda no Bairro Popular, abraços , beijinhos aquela emoção que nestas ocasiões ocorrem, seguindo pouco depois para Setúbal onde almoçamos no Restaurante do Peixe “ O Barracão “onde degustamos uma bela refeição de magníficos peixes.

Deslocamo-nos depois até a casa da família da Dona São Pinto Ferreira, onde passamos uma tarde maravilhosa recordando com saudade a nossa infância, tendo depois no regresso a Lisboa passado pelo emprego do Acácio Ferreira ( Cacito ) de onde nos despedimos com um até breve.

Dias seguintes e ainda em Lisboa visitou-se os pontos mais turísticos da Capital, começando por ir tomar o pequeno almoço aos famosos Pasteis de Belem, visitando também a Praça do Império, Mosteiro dos Jerónimos, Museu da Marinha, Torre dos Descobrimentos, acabando por almoçar em Belém numa esplanada bem acolhedora nos jardins de Belém.

Arco da Rua Augusta - Lisboa


No dia 5 de Maio foi o tão desejado encontro anual dos moradores dos Bairros Popular, Sarmento e Palanca, onde a Melita se encontrou com muitas pessoas amigas da sua infância e que não as via há muito tempo. Aquele aperto de saudade, aquelas recordações, e a nostalgia, que se ia apoderando dela quando se recordava com mais calor e enfase de vivências com mais sentimentalismo. Fotos daqui, fotos dali para mais tarde recordar e assim terminou este encontro de amigos que sempre estarão nos corações uns dos outros.

Semana seguinte rumamos ao Norte para visitar outras pessoas e mostrar ao Rogério as nossas belas paissagens, mostrar o Portugal pequenino mas bonito.

Neste inicio de viagem ainda houve um pequeno incidente, pois fomos albarroados na IC 19 por um veiculo que por qualquer razão não estaria atento a condução, resolvido o acidente lá seguimos viagem até Guimarães, onde fomos pernoitar, sem antes de tomarmos uma ligeira refeição na casa do Manuel Ribeiro.

No dia seguinte, com um tempo invernoso, fomos até à feira das Taipas, ver como é uma feira ambulante onde se vende quase todos os artigos necessários para o dia a dia. Seguimos para Barcelos onde visitamos a cidade e compramos o famoso galo de Barcelos, tendo regressado a Guimarães pois o tempo não ajudava a que nos aventurasse-mos no passeio que nos tínhamos proposto, almoçamos num pequeno Restaurante no Centro da Cidade.





Centro de Barcelos

Num dos últimos dias da nossa estadia em Guimarães fomos jantar com a Linda, mais a Maria do Céu, a sua filhota e com o Sr. João Fonseca pai da Linda, eu, Amélia, Rogério e a Dona Tercília, degustamos um belo jantar e conversamos sobre muitos temas da vida.


Num dos últimos dias da nossa estadia em Guimarães fomos jantar com a Linda, mais a Maria do Céu, a sua filhota e com o Sr. João Fonseca pai da Linda, eu, Amélia, Rogério e a Dona Tercília, degustamos um belo jantar e conversamos sobre muitos temas da vida.

Hotel da Penha – Guimarães

No dia da nossa viagem directos a Lisboa, ainda fomos até à Penha e ao Pio IX, e ao Castelo de Guimarães, fazendo uma pequena visita ao magestoso miradouro que é o alto da penha que tem a cidade a a seus pés, e ao secular castelo onde nasceu Portugal. Fomos ainda até a Lixa onde almoçamos com o Minguitos e com a Mila e o Filho e donde veio o vinho branco verde que trouxemos para Lisboa. O outro dia almoçamos na casa da Dona Tercília e depois rumamos até a magnifica vila de Óbidos onde se viu as grandiosas muralhas que envolvem todo o casario,

Óbidos

seguimos directos à Póvoa de Penafirme onde pernoitamos na casa da Tia Victória, depois de saborearmos um delicioso leitão da bairrada que previamente adquirimos no Pedro dos Leitões na Mealhada.

Pedro dois Leitões - Mealhada

Chegados ao Cacém, comecei a preparar tudo, pois começarei a trabalhar em breve e a Melita e o Rogério a prepararem as suas imbambas pois logo seguirão até ao Brasil, onde vão contar estas histórias aos familiares e aos amigos.

2012

ESPANHA



Neste ano de 2011, fui até a ilha da Armona, onde estive a descansar 4 dias e onde fui protagonista da história do homem ao mar, pois ao atracar o barco do meu cunhado Manuel, ele deixou o barco descair para trás e eu atirei-me para dentro de água e agarrei-me ao gancho de prender as embarcações, foi um fartote de rir depois de estar a salvo, tendo ficado sem o telemóvel que se encharcou todo. Interrompi estas curtas férias para participar na Volta a Portugal em Bicicleta que iria começar no dia 4 de Agosto na Cidade de Fafe. Depois de ter acabado a Volta a Portugal em Bicicleta, eu e a Marinha, mais a Dona Tercilia e o Chico Maia, fomos numas curtas férias para Espanha de 21 de Agosto, mais propriamente para a Galiza, para as praias de Pontevedra ( sanxeixo, portonovo ) e foram mais umas férias para retemperar forças e descansar de mais um ano de intenso trabalho, antes de me deslocar para as merecidas férias, fui a São Bento da Porta Aberta e dai para o famoso restaurante “ABADIA” onde degustei o famoso bacalhau à abadia, tendo seguindo para o ponto mais alto do Gerês a Pedra Bela, de onde segui direto à fronteira da Portela do Homem e entrando na Galiza indo até à cidade de Ourense e depois Vigo, chegando a Sanxeixo e ao hotel já noite, indo nessa noite jantar a Portonovo. Dias seguintes, idas à praia e passeios pelos arredores, tendo regressado a Guimarães onde fui almoçar ao Etc. a famosa salada, e depois vindo para Lisboa dia 26 de Agosto.


2011

31/07/2012

PUNTA CANA



Bahia Principe Babaro



 No Hotel Gran Bahía Príncipe Babaro poderá relaxar, ir ao Spa e obter uma massagem oriental, passear pela imensa praia de areia branca e tomar um banho nas suas cristalinas águas.
E se tem o dia agitado, pratique quaisquer das atividades na praia, uma excursão pela zona e sair de festa à noite. Tem vontade?



Spa no próprio paraíso, com os tratamentos mais exóticos que possa imaginar

.


A praia mais bonita e exclusiva de Punta Cana, a praia Bávaro.






Uma grande piscina com forma de lago, com um bar na própria piscina para ir nadando até seu copo.






Para os mais agitados também há actividades. O tempo acompanha e a temperatura também. Tem coragem?




Nadar junto dos golfinhos, dirigir buggies pela selva, tomar um banho na praia virgem de Macau e muitas coisas mais






Discotecas, bachata e merengue, restaurantes à la carte e festas com música dos anos 80. Que o ritmo não pare!



 UM DIA TIPICO DAS MINHAS FÉRIAS


     Quarto 09:00


Acorda-se e pode-se desfrutar do quarto, uma olhada rápida nas vistas desde a varanda, decide-se tomar um banho relaxante no jacuzzi. Está-se de férias e deve-se começar o dia de boa maneira.




Buffet 10:10


Entramos no buffet, decidi que hoje eu tomarei o pequeno almoço como um rei, torradas, geleia, croissants, um pouco de bolo, ovos mexidos, omelet, fruta e, para arrematar, um chocolate com bolachas. Por que parar se é um buffet e posso tomar o que quiser?





Na piscina 11:30



É hora de queimar algumas calorias e para me divertir e, por que não para me bronzear. Tudo em um. Com o traje de banho e a toalha, o vólei na piscina é demais


          Na praia 12:30


Vai-se a caminho da excursão que se reservou: dirigir buggies pela selva tropical. Nunca imaginei que dirigiria em um lugar tão bonito, ou atravessar de barcaça o rio Chevron e ver a paisagem majestosa onde o Silvester Sttaloni fez o filme da saga Rocki I, e o melhor é que me espera um banho na praia virgem da ilha Saona, onde foi filmado a filme Lagoa Azul, com almoço de lagosta grelhada, debaixo dos majestosos coqueiros. Como será banhar-me em um lugar virgem? E no regresso vir nos rápidos com a água do mar a salpicar-nos todo o corpo e a andrenalina da viagem de regresso, nos dar tão gostoso prazer. Piscinas naturais, ou tomar banho com os tubarões, a Marinha ficou deslumbrada em fotografar os tubarões ali tão perto, também realçar que estes tubarões são vegetativos.







O almoço 14:00


Estou na piscina e tenho fome. ... dúvidas entre seguir deitado ao sol e comer rápido no snack bar ou levantar e desfrutar de uma grande variedade de pratos no restaurante buffet, mmmm! Tudo bom.







Nas espreguiçadeiras 16:00




O café com gelo ou um coco louco? Não sei qual escolher. O que sei é que o pedirei no bar, ao pé da praia e que o beberei na espreguiçadeira, enquanto relaxo rodeado pela areia branca, o mar azul-turquesa, as palmeiras. Lá vou eu! Tomar um banho de mar enquanto a Marinha fica a dormitar.







No Bahía Spa 17:00


Quem quiser tratar da pele ela agradece! O tratamento de chocolate está me esperando no fantástico Bahía Spa, a Marinha depois finalizará com manicure e pedicure francesa. Eu sairei esplêndido. Minha mulher também .....está mais carinhosa depois da massagem relaxante ...
Vamos ao quarto nos deitar um pouco na cama e nos preparar para o jantar. Hoje reservamos o restaurante gourmet.. jantar temático ... então é hora da elegância. ... Esta noite é especial.. ... comemoramos qualquer acontecimento estamos de férias e há sempre um pretexto para se comemorar.





No restaurante 20:30


A fome aperta e o agradável cheiro que provém do restaurante Gourmet junto com o maravilhoso sorriso dos garçons, antecipa uma noite mágica, que fica totalmente confirmada na primeira mordida.. ... Que sabores!!!





Na sala de baile 22:30




Podemos dar um pé de dança nas diversas discotecas existentes. Para descomprimir de tanta agitação






No quarto 24:00

A cama cheia de pétalas de rosas, o jacuzzi pronto, uma bandeja de frutas e como chave de ouro, a garrafa de espumante com duas taças. Quanta noite de amor, que feliz sou nos melhores dias da minha vida. Estas férias em Agosto de 2009 ficarão para sempre na minha memória, foram 8 dias maravilhosos.


ZÉ ANTUNES


2009




























16/07/2012

BRASIL



Neste ano de 2005 resolvemos eu e a Marinha tirar umas férias que fossem diferentes das que costumamos passar, que era estar nas férias todas na Ilha da Armona na ria Formosa em Olhão, no Algarve, e assim resolvemos ir ao Brasil, e ai aproveitava para ver os meus irmão a Amélia e o Victor, apesar de a Amélia não ter tantas saudades como o meu irmão Victor, pois a Amélia desde a morte da minha mãe, veio a Lisboa duas vezes, resolvemos pensamos e ai fomos....

05 de agosto de 2005 rumo ao aeroporto da Portela a fim de embarcarmos na Ibéria às 19 horas, e rumo a São Paulo no Brasil, pequena escala em Madrid, com 9 horas de viagem. Chegados ao aeroporto de Guarulhos da capital financeira do Brasil, pelas 7 horas da manhã, diferença horária entre Lisboa e São Paulo de três horas, minha irmã Amélia estava à nossa espera para nos levar a Pindamonhangaba, primeira contrariedade uma das malas ficou retida em Madrid só dois dias depois chegaria a São Paulo e à nossa posse.
Em Pindamonhangaba, descansamos esse dia com a visita da cidade e arredores. No dia seguinte rumamos ao litoral de São Paulo, descendo a serra passando por Taubaté e outros lugarejos, chegamos a Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e ilha Bela, lugares aprazíveis onde passeamos e visitamos o projeto Itamar que é o de salvar o habitat natural das tartarugas, compramos uns belos camarões que serviram para um jantar na casa da Amélia, tudo grelhado na churrasqueira, regressamos pela Estrada de Tomoios até São José dos Campos, onde fomos visitar uma grande Superficie Comercial que está aberta 24 horas, tendo ido dormir a Pindamonhangaba. No dia seguinte pela Dutra fomos para São Paulo e ai vi o trânsito caótico que São Paulo tem, impressionante, mas teremos que ver que a cidade é uma metrópole comospolita com quase 20 milhões de habitantes, dirigimo-nos para a Paes de Barros e ai fomos visitar a familia do Rogério Prieto, mãe e irmãs, tendo visitado alguns pontos turísticos da cidade, Mercadão, Rodoviária, Portuguesa dos Desportos, Museu e Jardins do Ipiranga, Av. Paulista, Pacaembú e Morumbi.

Dia 9 de Agosto com o vaucher das viagens que iriamos fazer estavamos em Guarulhos para rumar até Fortaleza no Ceará, a viagem era para ter inicio as 09h00 da manhã, depois de estarmos dentro do avião, e de fazermos as primeiras manobras rumo à pista, eis que regressamos à sala de embarque pois o avião tinha uma avaria numa das asas, espera e mais espera, ninguém dizia nada, sobre a avaria, mas fomos bem tratados, deram-nos umas senhas para o almoço, uns atores das novelas da globo que iriam nessa noite atuar num espetáculo em Fortaleza, estavam aborrecidos pois teriam que adiar esse espetáculo e endemizar o público, com estes atritos todos e com a espera de tantas horas, acabamos por só embarcar às 17h00 e chegamos a Fortaleza às 23h00, estando uma pessoa a nossa espera com um cartaz onde se lia José e Marinha, embarcamos numa Vanette e fomos para o Hotel Diogo Praia Hotel mesmo no centro da cidade na praia do Meireles.

Fizemos as formalidades da reserva e fomos para os nossos aposentos, quarto espaçoso com tv, bar e uma grande instalação sanitária, onde logo ali tomei um banho refrescante.

No dia seguinte levantamo-nos e dirigimo-nos ao restaurante do Hotel, para ai degustarmos o pequeno almoço e conforme reserva da agência C.V.C. onde o nosso guia o Luis um argentino radicado em Fortaleza à muitos anos estava à nossa espera para nos dirigirmos ao Beach Praia, um parque temático onde passamos o dia. Chegados lá pulseira no braço para podermos entrar e sair pois eu preferi também ir tomar banho ao Mar e deitar-me ali naquelas espreguiçadeiras, tendo só almoçado no parque, onde conhecemos um casal de médicos que nos fizeram sempre companhia, tendo depois as 18h00 regressado ao Hotel, onde depois de um banho retemprador, fomos visitar a cidade, pelo calçadão da avenida principal onde os artesões e vendedores expôem as suas obras. Chegando a praia da Iracema onde um mercadinho que só vendia camarão e peixe fresco estava aberto até as 21h00, ali compramos um kilo de camarões e ficamos na fila nuns quiosques com umas mesas e cadeiras onde umas tias. Sempre sorridentes nos atenderam e nos fritaram os camarões, sentamo-nos e com umas cervejas Brahma 600 ml degustamos tão saboroso pitéu, ai tivemos companhia de um casal de professores que nos acompanharam depois nos restantes 5 dias que ficamos em Fortaleza, também apareciam grupos de malta bem disposta que a troco de umas cervejolas, tocavam e cantavam para nós, pois apercebiam-se que eramos turistas, dali iamos a pé até ao Hotel, onde adormeciamos, cansados mas felizes de um dia bem agitado.

Dias seguintes com o mesmo ritmo passavamos em diferentes praias, Canoa Quebrada, onde naveguei de canoa até ao alto mar, e pude verificar o quanto é quente as águas do mar do Ceará, Morro Branco onde nas grutas se recolhe areia com muitas cores e se fazem os desenhos dentro de garrafas com os ditos grão de areia de várias cores, ai conheci um casal em que ele é deputado em Brasília, nesta praia andei de buggi pelas dunas, Sete Mares, fui para as dunas junto a um grande lago onde fiz Skibunda, e onde no filme que temos destas inesqueciveis férias, eu era o realizador, pois eu é que dizia ao jovem que filmava qual os planos e vistas que queria, e não é que o filme ficou uma maravilha. Fomos ainda a Cumbuco e à Prainha onde vimos o artesanato local e as famosas rendas de bilros. Visitei a Sé de Fortaleza e a Fortaleza do tempo colonial português e dai advir o nome da cidade, por causa da fortaleza que defendeu a cidade do ataque dos holandeses. Num dos jantares na cidade, depois de saborearmos um bom peixe grelhado e beber um bom vinho, o empregado de mesa ao que vim a saber era estagiário, nos recebeu bem e nos atendeu melhor, na hora do pagamento, duplicou a conta e ainda meteu os famigerados 10% do final que no brasil dizem que é para o empregado, ora bem não estava pelos ajustes e pedi a presença do gerente ou proprietário, me responderam que não estava, tudo bem disse eu, está aqui a minha identificação e o meu hotel é o Diogo Praia Hotel, eu não pago esta a conta e quando corrigirem a conta estarei lá para pagar o que for justo, agora se quiserem chamar a policia, estarei ao dispor, num abrir e fechar de olhos apareceu o gerente e retificando a conta me apresentou uma conta metede da original, mesmo assim vi lá os 10% e disse que não pagava, argumentaram que era de lei que era para os empregados, eu sei lá o que justificaram, o certo é que lá tiraram os 10% que eram para ai 12 reais depois de pagar pequei em 20 reais e dei de gorgeta ao funcionário que nos atendeu, que ficou a olhar para mim, e eu expliquei que os funcionários valem aquilo que os clientes acharem justo e não os 10% da conta, me agradeceu e foi mais um episódio destas férias em Fortaleza.

Daqui de Fortaleza no dia 15 de Agosto embarcamos para o Recife e no aeroporto de Guararápes estava uma guia com os nossos nomes numa placa e nos conduziu para Porto de Galinhas onde fomos instalados no solar Porto de Galinhas, daqui foram 4 dias com imensas visitas à cidade do Recife, onde vi uma placa numa praia que dizia que era perigoso tomar banho de mar por causa dos tubarões, onde visitei o antigo presidio e que hoje é um centro de artesanato, fui visitar a cidade de Olinda onde vi a arquitetura genuinamente portuguesa e o seu artesanato, Olinda está num sitio previlegiado, fazendo lembrar a nossa cidade de Sintra, fui a Porto de Galinhas, onde fazíamos algumas compras, a noite havia sempre animação lá no solar, peças de teatro, música, declamação de poesia, com companhia de várias pessoas de Portugal que lá se encontravam, lá íamos convivendo e lembrando Portugal.

Dia 20 de Agosto num voo da Varig rumamos a  Salvador da Bahia, lá estava neste caso o Chico Negão que nos levou para o Hotel Bahia em Lauro de Freitas que ficava do Cento da Cidade a uns 20 Kilometros. Por intermédio do Chico Negão e como não tinhamos passeios agendados, combinamos que o cunhado que era guia nos veria buscar para visitarmos a cidade, no dia seguinte ai estava o sr. Wanderley que nos foi mostrar a cidade, o lago de Mangabeira e o Estádio de futebol, o elevador do Lacerda, o farol, a academia de policia, o miradouro onde está as ossadas de uma baleia gigante e o famoso Pelourinho onde visitei as igrejas, principalmente a igreja de São Francisco de Assis, visitei o Museu Jorge Amado e onde comi a tão famosa Acarajé quente, que é um bolo feito de feijão frade moído com recheio de camarão e ao qual o quente é a pimenta que tem, ao se comer tem que se beber logo uma cerveja, a tia que vendia os ditos bolos já tinha as cervejas bem geladinhas, claro que como era a primeira vez, a Marinha só se ria das caretas feias que ia fazendo ao comer o petisco. Visitei também um Centro Comercial que existe ao pé da praia, onde almoçei um dia e convivi com um português de Celorico da Beira, que tinha lá a recriação de uma casa de pasto ( Adega ) à antiga portuguesa de um bairro de Lisboa.

Aqui na Bahia foi muita praia pois o tempo convidava e apesar de não ser a época de verão no Brasil o tempo estava propício a uns bons banhos, um reparo não gostei do hotel pois os nossos aposentos ficaram mesmo em frente ao elevador e era uma chiadeira sempre que o elevador entrava em funcionamento.

Dia 25 de Agosto com o Chico Negão a nos ir levar ao aeroporto de Salvador da Baia rumamos ao Rio de Janeiro, onde nos esperava um operador turistico que nos levou para o hotel Otton em plena Copacabana, nessa noite deu para passear o calçadão e ver os chamados camelôs a vender o seu artesanato, o centro da Avenida é invadida por muitos que com a autorização da perfeitura ali mostram os seu produtos.

No outro dia, dia 26 depois de um belo pequeno almoço seguimos para a Urca afim de ir ao pão de açucar, uma visão deslumbrante do alto do penedo, vê-se praticamente todo o Rio de Janeiro, adorei visitar o pão de açucar.

No dia 27 foi ir conhecer o Corcovado fomos até ao sopé do monte onde se vai no trem até ao alto onde está a estátua do cristo redentor, pena que neste dia levantou-se um nevoeiro e não se pode ver a cidade que esta cá em baixo, paciência ficará para outra próxima ida a Rio de Janeiro que adorei, restantes dia foi visitar a Barra da Tijuca , Ipanema, e a praia do leme, ficamos mais em Copacabana na praia em frente ao nosso hotel. Certa noite fomos de metro até ao Largo Machado visitar a irmã da Augusta e da São ( duas manas que trabalhavam no ISCTE ) e nessa noite lá convivemos com ela.

Fomos para São Paulo no dia 30 de Agosto embarcamos e contando que nos esperaria o meu irmão Victor, ele não apareceu tendo depois aparecido a minha irmã Melita que nos levou para a casa da Sogra na Paes de Barros e ai fomos conhecer o pulmão de São Paulo o jardim de Ibirapuera, visitando também o Bairro da Mocca e a Sé de São Paulo, bem como a Avenida da Liberdade onde só tem japonês. Ficamos mais dois dias e rumamos a Pindamonhangaba onde fomos visitar o templo da Senhora Aparecida, a santa negra, fez –me lembrar Fátima mas ali em Aparecida é bem mais imponente, mais grandioso, adorei visitar todos os cantos de tão majestoso templo.

Regressamos a Lisboa via Ibéria no dia 03 de Setembro, saindo de Guarulhos as 15 horas, chegando a Madrid ao aeroporto de Barajas ás 8 horas da manhã do dia seguinte, e ai não tivemos ligação para Lisboa tendo que esperar mais duas horas , chegamos a Lisboa era uma hora da tarde, cansados mas felizes pelas férias e por conhecer tão lindas cidades e lugares.

Dia 5 de Setembro estava a trabalhar, com imensa alegria e a mostrar aos colegas de trabalho as fotos que tiramos.



ZÉ ANTUNES

13/07/2012

ILHA DA ARMONA



Primeira vez que fui passar férias à ilha da Armona foi no ano de 1990, a convite do meu Cunhado Manuel Ribeiro, rumamos a Olhão e ai com as bicuatas normais de férias fomos de barco até a ilha. Esperávamos o Manel que chegava à noite de 6ª feira, vindo de Guimarães, e como ele viajava com a Nelita e os 3 filhos muitas coisas necessárias iam na minha viatura, pois só ia eu a São e o Bruno. Saiamos bem cedo pois ainda não existia a autoestrada para o Sul para não chegarmos atrasados devido ao fluxo de viaturas que iam para férias também, íamos pela estrada velha e na Aldeia de Canal Caveira, parávamos para saborearmos as belas sandes de Carne assada, depois de todos se terem alimentado seguimos viagem até à bela cidade cubista de Olhão, deixávamos as viaturas nas Garagens do Sr Gomes e dirigiamo-nos para o cais de embarque para no pequeno barco o “ Praias do Sado” navegávamos até à bela ilha da Armona. Lá chegado fiquei logo encantado com a calma e tranquilidade e da linda paisagem da ilha. Certo é que até hoje, vá para onde for, acabo por passar sempre pelo menos uma semaninha de férias na ilha, além das idas a várias alturas do ano.

No ano de 1992 estive de férias com a minha mãe, pois tendo regressado do Brasil, logo ai se rumou a ilha, e ela adorou passar aquelas férias junto de nós. Mais tarde no ano de 1995, nas férias desse ano também tive a presença da minha irmã Amélia, que veio por causa do falecimento de minha mãe.

Lembrar ainda que no ano de 1994 organizamos uma equipa de futebol de praia e que muito nos divertia jogar, bons trumunos, eu era o treinador, e os jogadores eram o Bruno Ribeiro, o Marco Octávio e outros, havia também a claque que era a família toda, e diga-se de passagem que até incentivavam muito bem os jogadores.



ZÉ ANTUNES

04/06/2012

FIM DAS FÉRIAS

No regresso das minhas férias em Abril de 1975, já em pleno período de confrontos entre os três movimentos acreditados pelo governo português, ao passar no Alto Hama, encontrei uma barragem na estrada de militares da UNITA, que nos mandaram  parar.


Huambo
Era um posto de controlo, que passava revista a todas as viaturas.
“KWACHA” irmãos, foi assim que o comandante daquele posto nos saudaram.
Mandou abrir a lona que tapava alguns sacos de feijão, batata e milho da Carrinha do Gama e depois de olhar o interior pediu para abrir o saco de viagem.
Mostrei o que levava, roupa e o necessário para a higiene pessoal (escova de dentes, pasta dentífrica, sabão e pincel para a barba, gilete e sabonete).
Uma pasta com alguns livros, e um volume de cigarros  AC e outro de  Hermínios que eram os cigarros que fumava na altura.


 
Cigarros Herminios e  A C

Ao redor da viatura estavam 5 ou 6 soldados, todos com as armas apontadas para mim,  e para o Gama
O comandante perguntou-nos o que é que nós fazíamos  e para onde ia-mos.
O Gama respondeu que tinha ido a Monte Belo no Bailundo, onde se encontravam  os pais  e que regressávamos a Luanda. Que o que se encontrava dentro das sacas eram produtos alimentícios, que tinham sido dados por eles.
Pediu-me, se lhe  dava alguns cigarros e que podíamos  seguir viagem.  Assim fiz, dei-lhe três maços de tabaco, despedimo-nos e seguimos viagem.
Almoçamos  na Cela.
Ao chegarmos  á Quibala, o mesmo, outra barragem de estrada, mais um posto de controlo da UNITA, mais outra verificação da bagageira e lá se foram o resto dos cigarros..


Cidade da Cela


Posto de Controlo na Quibala
Chego ao Alto do Dondo, cruzamento para a barragem de Cambambe, agora a controlar a estrada estava a FNLA. Procedimento quase idêntico aos anteriores. De onde vens, para onde vais, abre a lona da carrinha queremos ver o que levam. Desta vez ficamos sem os cigarros Hermínios e uma saca de feijão.


Alto Dondo
Paramos  no Dondo,  fui  ao Hotel junto ao rio Quanza e compro novamente um volume de cigarros, como não têm Hermínios compro Java.



                                                                     Cidade do Dondo



Seguimos  viagem, e na ponte sobre o rio Lucala, perto de Cassoalala, outra barragem, agora com militares do MPLA.

 
                                     Posto de Controlo do MPLA  em Cassoalala

À nossa  frente temos  duas viaturas, um jeep Land Rover e uma carrinha de caixa fechada. O condutor do Land Rover reclama com os militares, estes sobem para a caixa do jeep e obrigam-no a seguir para Massangano onde estava o comando daquela unidade.
Aproximam-se de nós e temos a sorte de sermos reconhecidos por um dos elementos do MPLA, era natural de Luanda, e tinha feito parte da minha turma da escola João Crisóstomo no 2º ano em 1968/1969.
Fica contente de me ver e manda que levantem o pau que barra a estrada para     nós  seguirmos  viagem, não sem antes de nos  avisar de que dali até Luanda não havia mais controlos de estrada e que se eu visse algum, passasse com velocidade e não parasse pois eram bandidos.
Catete aproxima-se, passamos a vila já de noite, ao longe nota-se no céu o clarão das luzes sobre a cidade de Luanda, de repente surgem no meio da estrada uns vultos de que identificamos serem do MPLA, uns quase fardados, (só tinham camisa de camuflado o resto era vestimenta civil), outros com o chapéu característico das FAPLA.
                                                            Posto de Controlo



Erguem as mãos em sinal de paragem, Seguimos  o conselho que nos deram na última paragem, o Gama acelera a carrinha e segue em frente.
Desviam-se saltando para os lados da estrada, passamos a grande velocidade, de repente ouvimos rajadas de metralhadora, sinto o impacto de balas nas costas da caixa da carroceria do Datsun 1200 , sentia as pernas a tremer e um ligeiro suor corria-me pela testa.
Só paramos  junto ao prédio no Bairro Prenda. Abri a porta e fui ver a traseira da carrinha. Notavam-se 5 buracos na carroceria da carrinha. Descarregamos a carga num armazém e seguimos para o Bairro Popular com outra agravante era recolher obrigatório e já passava das 20 h 00, mas lá chegamos a casa sem mais sobressaltos. Entrei em casa e não contei nada à família para não causar preocupações. Assim acabaram as férias, regressando ao trabalho e em Junho regressei definitivamente a Portugal.


                                   Bairro Prenda

                1975


NOVA LISBOA

A Cidade
Cidade virada para o progresso, onde não faltam monumentos e jardins e onde todos os dias se levantam novas estruturas para novos prédios . A caracteristica  desta cidade é a falta de movimento, é muito pacata, uma cidade onde a limpeza impera e embora sendo uma cidade do interior sem praias, tem outras belezas nos morros que a circundam, isto sobre Nova Lisboa em 1974.
A ideia inicial quando conheci Nova Lisboa, era de uma cidade pacata demais para o meu gosto habituado ao bulício da cidade de Luanda. Dias mais tarde não queria outra coisa. Apaixonei-me por esta cidade.
Nos poucos fins de semana que estive em Teixeira da Silva ( Bailundo ),  quase sempre, ia a Nova Lisboa que distava de Teixeira da Silva uns 60 kilómetros,  ia para casa de um irmão do José Gama,  creio que se situava perto de umas bombas de gasolina numa rua paralela ao Ruacaná.  Lembro-me de me levantar, ir para a varanda da casa  e sentir o pulsar da cidade o  “acordar”. O tempo, esse, era magnífico. Ao contrário do clima de Luanda quente e húmido, em Nova Lisboa o tempo era fresco e quase sempre havia uma neblina matinal e como eu gostava de sentir o fresco da manhã ali naquela varanda. Os cinemas a que ia frequentemente eram ao “Ruacaná” e ao “Cine Estúdio 404” (dizia na altura que era mais ou menos o estilo do Cine Estudio de Luanda.  Com estes anos passados  já não sei situar esse cinema em Nova Lisboa.A melhor casa de modas, a “Nova York”, com diversas secções cada uma apresentando os seus artigos  era como os “Armazéns do Minho” da baixa de Luanda.

                Casa Nova York de Eduardo Pires Rock  1974

Um jardim que muito frequentava era o Jardim da Praça Salazar perto do Ruacaná onde passava horas a ler (comprava os livros na “Livraria Lello”), onde haviam umas árvores que “pingavam”. Um amigo disse-me que eram conhecidas por “árvores choronas”. Choronas ou não, era um jardim muito bonito, como eram quase todos os jardins desta cidade, com uma fonte, a «Fonte Luminosa», com um espectáculo de luzes ao anoitecer.



                                               Jardim Fonte Luminosa 1974
O Restaurante que muito frequentei, estava situado mesmo em frente a este jardim era o “Koringas”. Ali tomava as minhas refeições.   Também fui algumas vezes até ao Restaurante “Imbondeiro”. “Se alguém passar a vosso lado e vos segredar em vóz de desânimo procurando convencer-vos de que não podemos manter tão grande império expulsai-os do convívio da Nação”.Palavras de Norton de Matos fundador da Cidade de Nova Lisboa, que se encontravam inscritas na coluna do monumento a ele dedicado na Praça Manuel Arriaga.
  As figuras de mulher esculpidas no monumento representam um dado atributo ao fundador desta cidade: Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança.
Em frente ao monumento eram os Correios (belo edifício).  Na imagem em baixo do lado esq., uma escola do Ensino Secundário na Rua 5 de Outubro rua que nos levava ao Ruacaná. No jardim, no lado dto, havia uma Gelataria chamada “Veneza” onde os estudantes esgotavam o stock de semi-frios rapidamente. Havia também o Himalaia onde, além dos gelados, tinha um bom vinho verde e muitas imperiais lá bebi.
Haviam dois mercados Municipais, um na cidade Alta com uma arquitectura moderna … E um outro mais antigo na Praça Vicente Ferreira (com um Monumento muito bem conseguido). Um mercado bem mais pequeno e com poucas bancas de venda no seu interior.


                      Mercados de Nova Lisboa 1974
Havia uma piscina do “Club” du Chemin de Fer,  ou seja, a Piscina do “Ferrovia” piscina que  frequentei algumas  vezes, pois as férias eram curtas para tanta beleza

                                         Piscina do Ferroviário 1974

Bairros de Nova Lisboa tinham nomes de Santos, S. Pedro, S. João, este era muito conhecido,   outros eram o Bº do Benfica, Académico, do C.F.B., Cavalo Branco mas um dos Bairros que me lembro bem era o Bº Bom-Pastor perto do Mambroa (campo do Benfica do Huambo). Perto do bairro havia um bosque frondoso com pinheiros onde corria uma brisa fresca e suave. Era ali que muitas vezes a população ia descansar e “piquenicar”. Além do Estádio do Mambroa  havia o “Estádio de  Cacilhas” no Bairro do Cacilhas.
Fazia-se por lá, uma feira onde a diversão imperava, com carrinhos de choque, carrosséis e umas boas febras se comiam, e uns bons finos se bebiam  nas barracas de comes  e bebes. 
Uns meses depois, mudaram-se os tempos, e as vontades,  Era para  continuar num país que tinha espaço para todos. Infelizmente assim não aconteceu e, a Nova Lisboa que conheci, foi derrubada ao som de tiros e morteiradas. Hoje só resta lembranças.

                                                     Cinema Ruacaná 1990
              1975