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25/02/2015

VENCER A MORTE


Denunciava o Jornal “Público”, que o Neurologista e Escritor de contos clínicos, Oliver Sacks, sofria de cancro terminal, restando-lhe apenas algumas semanas de vida. Num discurso simples e emotivo, disse: -“Há um mês sentia-me bem, com saúde robusta…com 81 anos, conseguia nadar uma milha por dia”. E acrescentava nostálgico: -“Mas a minha sorte começou a andar para trás– há poucas semanas, soube que sofria de metástases múltiplas no fígado” e explicava que se devia ao desenvolvimento de um “tumor raro num olho…que tinha sido tratado há nove anos”. O distinto Esculápio, avança como vê o tempo que lhe resta para viver, dizendo: -“Sinto-me muito vivo, sem medo e espero que o tempo que me resta me permita aprofundar as minhas amizades, despedir-me daqueles que amo, escrever mais, viajar…alcançar novos níveis de conhecimento e compreensão”.

Por sua vez, o Dr. Adolfo Rocha (Miguel Torga), Médico e distinto Escritor, em fase terminal, deixava escrito no seu Diário (XVI), estas palavras: -“E aqui estou na vala comum de uma enfermaria a ver agonizar outros infelizes à minha volta. Passei a vida a tratar doentes (…) Mas faltava-me a prova suprema de sofrer sem esperança numa cama ao lado deles…mimado do mesmo mal incurável, mas…sem medo! Com a diferença apenas de que a ignorância lhes permite alimentar um absurdo fio de esperança, que, eu, por sabedoria profissional, não posso compartilhar (…) e sem forças para erguer uma palha…nem a escrita me deixa em paz. (…) Mas tenho de me render à evidência. A caneta cai-me da mão aos primeiros rabiscos. E ainda bem. Nasci para cantar a glória da vida e não para cronista da humilhação da morte”. 

Por outro lado, o célebre Advogado e Escritor Dr. António Duarte Arnaut (o Pai da Saúde), no seu livro “Vencer a Morte”, escreveu:-“O homem nunca aceitou a morte. Torga chamou-lhe um “escândalo sem remissão”. Não admira, pois, que desde o alvor dos tempos, a tenha tentado vencer pelas mais diversas e variadas formas, desde a magia à religião, passando naturalmente, pela filosofia e pela ciência. (…) A crença em Deus foi, desde os primórdios, a solução encontrada para vencer a morte (…)”. 

Meus Senhores: a morte física, faz parte do ciclo natural da vida, mas a morte da consciência humana é inaceitável. A Medicina, está mais preocupada em olhar de frente a Senescência (envelhecimento), deixando a morte para o Filósofo e o Teórico se ocuparem dum tema, que aceitamos como irremediável. Em 1882, Weismann foi categórico: “A morte biológica é obrigatória, para seres tão complexos na sua organização, como é o Homem”. Timidamente, o Homem, o único produto da natureza que põe questões a ele mesmo, deixa no ar a pergunta: “Morre-se de velhice”? Bom…Até ao momento, só o escolasticismo medieval deu uma resposta: “A vida é uma lamparina a óleo que se gasta queimando-se, enfraquece-se e finalmente extingue-se”!

Diz tudo e…não diz nada. É uma imagem demasiado terrena.

Cruz dos Santos 

2014

27/01/2015

CORTEM, E DESCONTEM, A QUEM NÃO PRECISA!


Senhor Diretor:

Permita-me V. Exa. que enumere algumas injustiças, cometidas contra todos os contribuintes sérios, que – honradamente - se preocupam com o pagamento dos seus impostos. Qualquer política social, salvo melhor opinião, tem de obedecer sempre a um princípio: o “Estado tem de ajudar a quem precisa”! Até aqui tudo certo. Mas…é baseado nessa filosofia (já gasta), que este pobre país é constantemente “inundado” de oportunistas (“chicos-espertos”), que sabem tirar proveito das circunstâncias de dado momento em benefício de seus interesses. Porque esse mesmo Estado, quando distribui dinheiro dos contribuintes, tem de ter a certeza de que quem está a ser ajudado necessita mesmo dessa ajuda. É que existem p’raí, infelizmente, muitos “chorões” e aldrabões a “pedinchar”, mas…com avultadas somas depositadas em instituições bancárias. Até há bem pouco tempo, podia candidatar-se ao “Rendimento Social de Inserção” (RSI), quem não tivesse rendimentos, mesmo que tivesse uma conta bancária com 99.999 euros. É verdade! Eu disse bem, noventa e nove mil, novecentos e noventa e nove euros. “A poupança do candidato só não poderia ser igual ou superior aos 100 mil euros”. Inacreditável, não é? Mas, poderia ter o primeiro valor referido em dinheiro depositado, mais a posse de barcos, carros e casa, no valor de centenas de milhares de euros, esses “pobrezitos” coitados! O discernimento e a sensatez, como é óbvio, foi recentemente alterada. Mas a chamada condição de recurso para os candidatos ao Rendimento Social de Inserção (RSI) e outros apoios, ainda permite a posse cumulativa de: conta bancária com saldo até 25 mil euros; bens móveis sujeitos a registo, como carros, motas e outros, até ao valor de 25 mil euros; casa para habitação própria e permanente de valor até 188 mil euros. Tudo somado, a condição de recurso ainda permite ao candidato ao “subsídio social a posse de um patrimônio avaliado em 238 mil euros”.

Quantas famílias portuguesas conseguiram acumular esta riqueza? Mas afinal, perguntarão os Leitores do Diário de Coimbra, se alguém tiver patrimônio até este valor, fugir ao fisco, não declarar rendimentos e alegar que é pobre, pode receber o RSI? Em que país estamos? Estamos num país de oportunistas, de burlões, em que diretores de escolas particulares revelam que, ainda hoje lhes aparecem pais “a pedirem os formulários para pedido de ajuda do Estado ao pagamento da mensalidade dos filhos”, quando sabem que esses mesmos pais têm negócios, vivem bem, mostram sinais exteriores de riquezas, mas os mesmos responsáveis das escolas não podem recusar o “encaminhamento dos pedidos de ajuda”. Mas há mais “chicos-espertos” escondidos, cheios de “papel”, que passam por “gente de bem”, muito carinhosa, religiosa, crente em Jesus, amigos de comungar aos domingos, na santa missa! Bendito seja Deus!

Cruz dos Santos

2015

12/03/2014

EM PORTUGAL, HÁ MUITAS REFORMAS DE LUXO!


A pior pobreza não é material; é a pobreza de alma, a pobreza espiritual! Se a pobreza espiritual não existisse, cada pessoa saberia dividir o seu pão com o próximo, acabando assim com todas as formas de pobreza! O que é preciso não é melhorar a condição dos pobres, mas acabar com ela! Ou seja, saber partilhar o muito que têm, por aqueles que nada têm, principalmente acabar com estas miseráveis reformas de velhice. 

Mas…os direitos humanos essenciais são violados, os apoios do Estado são uma fraude e a reinserção social uma ficção. A pobreza é constante no nosso dia-a-dia. Cada vez mais são aqueles que adotam as ruas como o seu lar. Pessoas como nós, com sonhos, esperanças, desejos e ambições, que por inúmeros motivos não têm possibilidade de os realizar. Velhos, que trabalharam uma vida inteira, a receberem míseras reformas de 160 a 360 euros! Qual a diferença entre Portugal e Suíça? É que na Suíça, ao contrário de Portugal, não há reformas de luxo para evitar a ruína da Segurança Social. Ou seja, aquele Governo fixou, o máximo que um Suíço (todos eles) pode receber de reforma: mil e setecentos euros (1.700 euros). Sobra assim dinheiro para distribuir pelas pensões mais baixas, garantindo uma reforma de velhice digna a todos. Ou seja, com casa, com uma boa alimentação, cuidados de saúde e até algum dinheiro para gastar, em vez de premiar com reformas de milhares de euros, quem já ganhou muito, durante a sua vida. É essa a primeira diferença em relação a Portugal, que aliás é uma regra essencial para proteger o sistema. É que se houvesse reformas ilimitadas, em função do ordenado, reformas de 15 a 20 mil euros, como acontece por cá, é óbvio que o lado financeiro poderia sofrer repercussões terríveis, talvez mesmo, a falência na Segurança Social. 

Outra regra, que existe na Suíça:, é que só há uma reforma para cada pessoa. –“Mas então, “não podem ter uma reforma como militar e como professor?” -Não senhor! Claro que vão examinar a renda, um montante para as necessidades diárias; verem se o beneficiário tem dívidas, pensão de alimentos, etc. O outro aspeto importante, é quem não pôde trabalhar por razões familiares, é recompensado. Nas pessoas que educaram crianças, há bonificações de taxa educativa, que são rendimentos efetivos. Esse é o primeiro elemento que irá permitir calcular a reforma e dar rendimentos a uma pessoa, mesmo que não tenha trabalhado. Outra diferença: as contribuições efetuadas durante o casamento, são divididas pelos cônjuges, antes da atribuição da reforma. Partilham os rendimentos dos dois cônjuges, durante o casamento. –“E em caso de divórcio?” 

Também! Na Suíça, os “PPR” (Planos de Poupança de Reformas), são obrigatórios e constituem um segundo pilar, que aí sim, quem mais descontar, é quem mais vai receber um dia. O importante, é que o Estado garanta o essencial aos Aposentados mais carenciados, evitando a pobreza na velhice. Um País, bem diferente do nosso, onde há homens, mulheres e casais, a usufruírem, mensalmente, verdadeiras e chorudas riquezas, catalogadas de “reformas de velhice”! E…sabem que mais? São os mais revoltados contra esta austeridade!


Cruz dos Santos

2014
 

07/03/2014

OS NOSSOS MINISTROS, SÃO MUITO MAIS FINOS!


Eles, não têm culpa! Nunca ninguém lhes ensinou ou indicou um autocarro, um eléctrico, ou metro. O primeiro-ministro britânico. 



David Cameron

David Cameron, desloca-se quase sempre de metro e, muitas vezes não encontra sequer lugar sentado. David Cameron frequentou Eaton, colégio privado de rapazes, considerado o melhor de Inglaterra, onde andaram vários Primeiros-Ministros e os príncipes William e Harry. 

É formado pela Universidade de Oxford, sobejamente conhecida, não necessitando de adjectivos. É altamente qualificado, não lhe faltando mestrados. Tem sido um Primeiro-Ministro de mão cheia, batendo o pé a Bruxelas sempre que é preciso defender o seu povo e seu Pais! Tem punhos de ferro! ACHO QUE JÁ MERECIA UM CARRO e MOTORISTA! 

Como curiosidade, vem-me á lembrança que nos Países Nórdicos, os governantes e os deputados andam no meio do povo, nos transportes públicos e não têm nem metade das mordomias dos nossos queridos representantes parlamentares. Até o Rei Norueguês andava nos transportes públicos até há bem pouco tempo (até ao ataque que vitimou mais de 70 cidadãos)! O que vale é que nós somos ricos e enche-nos de orgulho o pagar todos aqueles carros (cerca de 250), viaturas “topo gama” e seus magníficos Motoristas. 

Queremos que os nossos membros do governo e deputados se desloquem confortavelmente e com a máxima segurança! Partilhem se acham que em Portugal os políticos deviam seguir o mesmo exemplo e digam-nos, por favor:

JÁ ENCONTRARAM ALGUM MINISTRO PORTUGUÊS, A VIAJAR DE METRO?

BANGA NINITO

2013

20/02/2014

AMEAÇAS DOS TEMPOS PRESENTES

Essa coisa de calcular, reconhecer a grandeza, a intensidade que engloba um Orçamento de Estado, onde estão inseridas as contas públicas, cheias de detalhes e subtilezas, principalmente quando os cálculos da receita e despesa da administração pública costumam conter mini reformas fiscais, bem como a soma de todos os montantes gastos pela globalidade do Sector Público Administrativo, (incluindo Estado, Fundos e Serviços Autónomos, Administração Regional e Local e Segurança Social) e outras avaliações, além de ser medonho, é complicado e…mete medo! Mesmo dispondo de ilustres Economistas e meios técnicos da informática, com motores de pesquisa e acesso a tudo o que se possa imaginar, a complexidade não deixa de ser enorme!


Durante muito tempo, tivemos o medo da guerra nuclear, hoje arrumada algures nas profundezas da inconsciência, mas...continua a prevalecer a insegurança de todos os instantes. As sociedades ricas preocupam-se com os riscos para a saúde, mesmo ínfimos em probabilidade, provenientes de sistemas de alimentação ou de serviços. Sociedades pobres, em vias de industrialização e de modernização, começam a descobrir as ameaças para a saúde ou para a vida de poluições ou de acidentes industriais na utilização de materiais ou de produtos perigosos, enfim, por tudo isso, é que existem tantos estudos, debates, opiniões, controvérsias e enfoques, e o público acaba sempre confuso perante um novo Orçamento de Estado. 


Mas há um ponto que domina todos os outros e que tantas vezes acaba esquecido no meio de todas estas discussões, que é o “peso do Estado na Economia”! As despesas que os homens do poder, consomem com o dinheiro dos nossos impostos! É que mais de metade do que os portugueses produzem, é “engolido” pelo Estado. Daí o “défice”...que nunca mais é pago.

Tornou-se assim, uma espécie de “míssil nuclear” que tem vindo a arrasar, não só com a dignidade de cada um de nós e os riscos que dizem respeito às degenerescências da democracia (acordos não cumpridos, enriquecimento pessoal dos eleitos - anteriores e estes - desvio dos recursos públicos, corrupção) etc.. Irresponsabilidades associadas e cúmplices, enraizadas no egoísmo das nossas gerações. A nossa sociedade está a “esfrangalhar-se”, criando autênticos enclave de estratificação e discriminação social: os mais ricos “aprisionados” atrás de sólidos muros e portões de ultra vigiados e protegidos condomínios; os mais pobres excluídos e ignorados, ficam entregues a um destino implacável! É triste, mas é verdade: esta é uma geração de restos de tantas coisas...

Cruz dos Santos 
2014




05/02/2014

CORRUPÇÃO É CRIME GRAVE!


Na sua essência, a corrupção, ao nível político-administrativo de um Estado, consiste num acto secreto praticado por um funcionário ou por um político, que solicita ou aceita para si ou para terceiros, com ele relacionados, e por ele próprio ou por interposta pessoa, uma vantagem patrimonial indevida, como contrapartida da prática de actos ou pela omissão de actos contrários aos seus deveres funcionais. A corrupção pode ser definida como utilização do poder ou autoridade para conseguir obter vantagens e fazer uso do dinheiro público para o seu próprio interesse, de um integrante da família ou amigo. A corrupção é crime. Veja alguns exemplos que revelam práticas corruptas: “favorecer alguém prejudicando outros"; "aceitar e solicitar recursos financeiros para obter um determinado serviço público (retirada de multas ou em licitações favorecer determinada empresa”); “desviar verbas públicas, dinheiro destinado para um fim público e canalizado para as pessoas responsáveis pela obra”; até mesmo desviar recursos de um condomínio", etc. Os efeitos que gera são profundamente complexos, constituindo um problema grave para o Estado de Direito. Isto porque a sua divulgação conduz à desregulação dos sistemas politico, social e económico, e à degradação incontrolável dos serviços do Estado, especialmente porque são ignorados os princípios de imparcialidade e igualdade que devem nortear a Administração Pública, as Polícias e os Tribunais. Numa lógica de corrupção, o poder político ou administrativo dos titulares de cargos públicos transforma-se numa mercadoria, num objeto de negócio, orientado quase exclusivamente para objetivos criminosos de enriquecimento ou de poder, individual ou de um grupo.” Toda sociedade corrupta sacrifica a camada pobre, que depende puramente dos serviços públicos. A violação dos deveres do cargo, do político, autarca ou funcionário, tem um defeito de afinação, com implicações políticas e socioeconómicas corrosivas para todo o aparelho estatal, incluindo o autárquico e para a sociedade. Por essa razão e outras, de carácter mais grave, é que se tem de eliminar, de uma vez por todas, com a corrupção e seus vis autores, ligados ao mundo do crime. É que ao reproduzir-se – impunemente – a corrupção, essa vai contaminando toda a “estrutura pública”, criando uma subversão desregulada, porque a complexa teia de interesses e cumplicidades criada vicia o desenvolvimento do país e do próprio mercado.
Cruz dos Santos

2013

10/01/2014

EPISÓDIOS CARICATOS NO DIA DE NATAL!

Foi durante estes dias festivos, que por vezes se registam acontecimentos inéditos, soltos ou isolados, relacionados com uma série de outros factos, nomeadamente daqueles que estão ligados a essa terrível austeridade, a essa crise monumental, onde houve mais de 300 mil reformados com cortes sucessivos nas pensões nos últimos anos.


O episódio que vos vou narrar, ocorreu precisamente o ano passado, a uma semana antes do dia de Natal. Como sabem, há nos Correios uma pessoa especialmente designada para processar a correspondência cujo destino seja ilegível ou fora dos padrões autorizados. Certo dia apareceu uma carta, cujo destinatário aparecia escrito por mão pouco firme, e onde se percebia vagamente a palavra “Deus”. O homem resolveu então abrir e ler a carta. Dizia isso: “Meu querido Deus, tenho 83 anos, sou viúva e vivo com uma pequena pensão mensal que me deixou o meu falecido marido. Ontem, no autocarro, alguém roubou a minha carteira. Tinha lá 100 euros, que era todo o dinheiro que tinha. Para a semana que vem, já é Natal e eu, tinha convidado para jantarem comigo, as duas únicas amigas que me restam. Sem esse dinheiro não me vai ser possível comprar nada para o jantar. Não tenho família e Tu És a minha última esperança...Será que me podes ajudar? Com os melhores cumprimentos, Maria das Dores.

O Funcionário dos Correios, não pôde deixar de se emocionar com o teor da carta e mostrou-a aos restantes colegas. Resolveram então, todos, ajudar a Senhora, tendo cada um oferecido dois ou cinco euros. No final do dia, o homem tinha conseguido juntar 96 euros, que colocou num envelope e os remeteu, de imediato, à pobre Idosa. Após o Natal uma segunda carta chegou, nos mesmos moldes e escrita pela mesma mão. Todos os colaboradores da agência, cheios de curiosidade se juntaram, quando a carta foi aberta. Dizia: “Meu querido Deus, jamais poderei agradecer-Te o que fizeste por mim. Graças à Tua Generosidade pude cozinhar um jantar belíssimo e apreciá-lo na companhia das minhas duas queridas amigas. Tivemos as três, uma maravilhosa ceia de Natal, durante a qual lhes pude contar o teu bonito gesto de amor. Já agora aproveito para Te dizer que apenas recebi 96 euros, ou seja faltavam quatro euros. Devem ter sido aqueles “Sacanas” dos Correios que ficaram com eles...Mas não faz mal!

Bem Hajas e Obrigado Meu Deus!

Cruz dos Santos

2013

08/01/2014

A ADVERTÊNCIA DO PAPA FRANCISCO….!


-“Os pobres não se manifestam nem vão à televisão”, proferiu Paulo Portas. Ou seja, o vice-primeiro-ministro sugere que os pobres estão satisfeitos com a situação? Que por estarem habituados a serem pobres, embora sofredores, estão resignados a este estado e como tal, com o decorrer do tempo, acabam por se acostumar a viverem da mendicidade e a curvarem-se perante toda esta “alcateia” de “condes” e “condensas”, aceitando a “caridadezinha” recheada de migalhas? Já todos temos conhecimento que em Portugal, os governantes são tiranos e egoístas, que não gostam dos pobrezinhos e fazem crer ao Povo que o empobrecimento é a única alternativa para o reequilíbrio das contas públicas, porque os mais pobres, têm vivido sempre acima das suas possibilidades. Esta subserviência e reverência perante os ricos é, aliás, outro traço atávico do provincianismo “Tuga”, no que ele tem de mais reles e desprezível.

Papa Francisco, lembra o Apóstolo São Tiago ao retomar o “clamor dos oprimidos”: -“Olhai que o salário que não pagastes, aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, está a clamar; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo”. A advertência de Francisco que se destina aos ouvidos dos príncipes que nos governam, é clara e cristalina como a água! A caridade não é o Estado social, posto em causa, é um exemplo da sociedade civil que desafia e procura suprir a insuficiência ou inércia do poder político. Por isso, o Papa Francisco reza para que “tenhamos mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o Povo, a vida dos pobres. Consequentemente, é indispensável que os governantes e o poder financeiro levantem o olhar e alarguem as suas perspetivas, procurando que haja trabalho digno, amor aos seus semelhantes, instrução e cuidados de saúde para todos os cidadãos”.

FELIZ ANO NOVO DE 2014 A TODOS!
Cruz dos Santos
2013

27/11/2013

MALDITA CRISE !!!!


Todo o ser humano tem sonhos e desejam vê-los realizados, por isso estudam, trabalham, fazem sacrifícios para terem essa benesse esse seu sonho realizado.

Só que o resultado na vida de muitos tem sido a frustração ao ponto de irem ao desespero, pensando que não existe mais saídas para a falta de realização e também pelas dificuldades porque todos estamos a passar neste conturbado momento de nossas vidas. Muitos procuram apoio, mas não encontram ninguém, para os poder ajudar. Outros socorrem-se da família, dos pais e muitas vezes dos avós, quem ainda os tenha e os outros??????

Não são poucos os que assim estão, e diz-se que o pior ainda está para vir, é o vazio que trazem no seu intimo, que mesmo com tantas tentativas não encontram soluções para saírem do fundo do poço.

Sem trabalho, sem nenhuma perspetiva de vida é caso para amaldiçoar tudo e todos............ Maldita Troika, Maldito Governo, etc, etc,

Tenho um amigo o Artur Gomes que no ano de 2008, reformou-se, recebeu uma compensação generosa e ficou com uma razoável aposentadoria, e um dia em conversa sobre a vida e a sua saída da empresa disse-me:

Amigo Zé Antunes, tenho a minha reforma, o filho está a trabalhar, comprou uma casa com um empréstimo bancário, está casado e a minha nora também trabalha, deram-me uma neta que é a menina dos meus olhos, eu e a minha Celeste agora pudemos usufruir um pouco do bom que a vida nos dá.

Naquela época eu fui lhe dizendo:

Amigo Gomes, olhe que a crise já começou, ainda não se nota, mas ela está aí e vai piorar a nossa vida!!

Veja o seu caso! Não é por acaso que estão a mandar muitos trabalhadores para a Pré- Reforma e mesmo para a Reforma.

Neste ano de 2013, por casualidade encontrei o nosso amigo Gomes, já não nos via-mos a bastante tempo, depois de nos cumprimentar, ele foi logo dizendo:

Sabes amigo Zé Antunes, estava relativamente bem, e de repente, foi tudo por água abaixo, desabou tudo, caiu tudo como um baralho de cartas.

Respondi:

Então amigo Gomes o que de tão grave aconteceu?

E lá foi-me dizendo, com uma amargura na voz que fiquei deveras preocupado com a situação.

O filho ficou sem emprego, a nora “idem” “idem” “ aspas” “ aspas” orgulhoso não disse nada aos pais e a situação financeira deles degradou-se, ao ponto do Banco acionar a hipoteca da casa e vendê-la em leilão, a neta teve que sair do Infantário e são os avós que tomam conta dela.

Era eu e a minha Celeste, mais o filho, saiu o filho quando casou, ficamos os dois, com esta maldita crise na época eramos três, agora somos cinco e sou eu e a minha Celeste que governamos esta situação.

Maldita Crise!!!!!!

Pensei cá para com os meus botões, na situação deste meu amigo, devem haver muitos mais e com situações piores de frustrações e impotências, para solucionarem a CRISE.


ZÉ ANTUNES

 2013

 

19/11/2013

PARA QUÊ AS ORIGENS DOS JOGADORES? INTERESSA SÃO OS GOLOS!


Terminaram as eleições autárquicas, com nomeações e promoções, com vencidos e derrotados, como é óbvio. Foi uma “campanha alegre”, recheada de recados: centenas de SMS (mensagens) distribuídos pelos telemóveis, assim como E-mails; telefonemas, convites, cartazes gigantes, taipais coloridos, ostentado rostos embelezados dos nossos “famosos” (a maioria conhecidos), bem como panfletos e postais abastados de gente de todas as idades, distribuídos pelas caixas de correio, acompanhadas de muitas promessas programadas e outras ofertas ideológicas. Nunca em parte nenhuns como ali, a hipocrisia, a lisonja, a adulação e o afago, foram recebidos com tão curvada paciência e civismo, assim como o desmentido acolhido com tão sentida resignação. Bem hajam! 

Estivemos uns dias recheados de delírio da vida pública, sem sabermos ao certo se se tratavam de eleições Autárquicas ou se eram Legislativas, com novos pináculos de ridículo, mas…de muita alegria. “Pobretos, mas…Alegretos”, lá diz o Povo. No meio de todo esse “regabofe”, porém, ainda houve dúvidas sublimes, acompanhadas de discussões relevantes. Por exemplo, essa de se saber se o treinador do Benfica: Jorge de Jesus, vai ser castigado ou não, ou se vai ser multado e qual o valor da coima. 

Tem sido uma enorme preocupação para os Benfiquistas. Jesus, não era merecedor de tal injustiça! Quanto às Autárquicas, o prof. Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou na TVI, que: “Passos Coelho, tem sido um dos piores líderes do PSD e que se cumpriu a profecia da sua famosa frase: “Que se lixem as eleições”, pois, na leitura do comentador social-democrata as “eleições estão lixadas”. No entanto, o antigo líder do partido apela: “Ao menos salve-se o País”, senão “lixa-se tudo!” Entretanto Carlos Moreno, Juiz Jubilado do Tribunal de Contas disse que “Tem de se tornar obrigatória, antes de se gastar um tostão dos contribuintes, além do cumprimento das formalidades legais, uma justificação destas despesas”. Ou seja, na opinião desse Sr. Dr. Juiz Carlos Moreno, tem de se pôr o controlo interno a funcionar, porque não há, neste momento, um controlo interno e exaustivo digno desse nome a funcionar em Portugal. Acrescentando: “Os gastos têm de ser feitos de forma racional e explicados de forma compreensível para todos os cidadãos” 

É disto que é feito o País. O poder esvai-se…Voam os desmentidos. Fervilham as injúrias. Nos momentos mais serenos é a “graçola” e a troça. E das bancadas, o público assiste, ora indignado ora divertido, ao espetáculo sem igual. Não interessa a origem dos jogadores, mas a sua capacidade de marcar golos!




BANGA NINITO

2013

18/10/2013

A TROIKA ORDENOU! ELES NÃO CUMPREM!



Há anos que vozes minoritárias, julgadas céticas e antieuropeias, reclamam atenção e cuidado com as verbas do erário público. Vozes que advertiram nesse sentido e que pediram e pedem uma retificação de estratégias e fiscalização rigorosa às Câmaras Municipais. Há anos, que se ouvem esses alertas para a existência da corrupção. Há tanto tempo! Quanto o da surdez dos dirigentes nacionais e europeus. O Estado é demasiado pesado, burocrático e não existe qualquer tentativa de melhorar a eficiência dos organismos públicos. João Duque, economista e presidente do ISEG, disse que “a maior parte dos organismos não produz riqueza, representa apenas despesa para o Estado, e isso atrasa a economia”. Por outro lado, a Troika queria reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores), bem como os carros “top-gama” distribuídos aos ex-Presidentes da República e reduzir o número de deputados da Assembleia da República (AR), de 230 para 80 (Oitenta), profissionalizando-os como nos países a sério. Até porque a maioria desses deputados, 117 estão em regime de part-time, acumulando as funções parlamentares com outras atividades profissionais no sector privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestam serviços remunerados a empresas que operam em sectores de atividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos deputados integram. “Noutros casos exercem cargos de administração ou fornecem serviços de consultoria a empresas que beneficiam, direta ou indiretamente, de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas”. Uma vergonha!
Aqui está Sr. Primeiro-Ministro, a “receita” para conseguir atingir a meta dos 4,5%, estabelecido como meta para o défice orçamental em percentagem do PIB de 2014.“Medidas” essas, que deveriam fazer parte do “Programa de Assistência Económica Financeira”. A Europa comunitária ignorou agricultores e pescadores. “Esmagou” aldeias e paróquias. Deixou as cidades transformarem-se em inóspitas semelhanças. Passou por cima das diferenças de cultura. Habituou-se à corrupção e à promiscuidade. Acumulou dezenas de milhões de desempregados, humilhando-os na sua Honra e Dignidade. Dos eleitos locais, fez administradores dependentes e, dos governantes, mordomos de luxo. Quanto à maioria do Povo.…lá continua ajoelhado e agarrado à fé, subserviente, escondido nos cacifos da intriga política, a postos para votar, bajulando os seus líderes partidários, esses “pimpões” do infantilismo revolucionário. 

Cruz dos Santos

2013 




30/09/2013

TURISMO E OS NOSSOS “LUXUOSOS” VINHOS!


Aqui vai um tema, que julgo merecer atenção de todos os Leitores do Blogue: "LUANDA * TROPICAL", que é alusivo a uma Atividade bastante popular em Portugal e digna de ser denunciada, não só para incentivar a comercialização dos nossos Vinhos, como para "Convidar" todos os Turistas, a visitar o nosso País.

Temos os mais bonitos e portentosos lugarejos (aldeias, povoações), dignos de serem visitados, não só devido ao seu extraordinário clima, como pela sua magnífica e saborosa gastronomia. Sem sombras de dúvidas, Portugal, é o melhor país para visitar! Aliás, o portal de viagens “Globe Sposts”, atribuiu ao território português o destaque especial no ranking dos dez melhores destinos para o Turismo. Onde Portugal surge em primeiro lugar, inserido na categoria de "melhor destino para grandes paisagens".

Bom! Mas hoje, é dia de beber um “copito” de vinho com todos vós, Amigos, inseparáveis, do blog LUANDA TROPICAL! Para vos falar e refletir sobre os nossos “sumos de uva”. Sabiam que os vinhos portugueses, foram premiados no concurso “Internacional Wine Challenge” (que decorreu em Londres), com medalhas de ouro (57, mais duas que o ano passado), prata e de bronze? Se existe sector ou produto no qual se fez obra importante, foi no vinho e, na vinha! Apesar da União Europeia e dos governos, a história da modernização da vinha e do vinho, com vinte ou trinta anos, serve para ensinamentos. Os vinhos premiados em maior número foram os generosos, seguidos dos tintos (maioritariamente do Douro e Dão) e dos brancos. Foram provados por um painel de quase 400 júris de vários países. Nos anos 70, encontrar bons vinhos no comércio e nos restaurantes, era fruto de investigação meticulosa. 

Os vinhos a granel (em garrafão, oriundos do produtor), condenavam a saúde de qualquer um. Eram de qualidade medíocre, mal fermentados e engarrafados. Eram vinhos, sem gosto nem carácter. O “Barca Velha”, o “Frei João”, o “Luís Pato” ou os vinhos do Buçaco, eram exceções. Hoje, tudo mudou! Produzem-se excelentes vinhos, capazes de comparar com os melhores do mundo. Os Portos, os do Douro, Alentejo, Dão, da Estremadura e até os “verdes”, figuram – honrosamente – nas listas internacionais dos melhores vinhos do mundo! Segundo o Instituto da Vinha e do Vinho, o 2.º trimestre de 2013 registou uma subida das exportações, em volume e em valor, registando um aumento de 5,2% em valor face ao período homólogo de 2012. Com esta evolução, a exportação de vinhos durante os primeiros seis meses de 2013 mantém uma subida face ao período homólogo de 2012, de mais de 2,6% em valor e mais de 7,7% em preço médio, apesar de ligeiro decréscimo em volume. As exportações para países extracomunitários são 42% do valor, com quatro destinos (Angola, EUA, Canadá e Brasil) a figurarem no grupo dos 10 principais mercados de exportação dos vinhos nacionais, bem como na Europa (Polónia e para Espanha), com crescimentos de 27,4% e 37% em volume e em valor, respetivamente. E até para a China!

Como se fez isto? Com empresários dedicados. Com investimento, enólogos e agrónomos qualificados. Com escolas superiores empenhadas na vinha e na enologia. Com tratamentos da vinha; seleção de castas e uvas; ciência e tecnologia; adegas decentes; boas rolhas; estratégia comercial; com muito trabalho e responsabilidade; determinação de preservar o singular, o rústico, o “terroir”,como se diz na gíria. Com os olhos postos na exportação, no Turismo; sem absentistas, e protecionismo. Tudo mudou? Quase tudo! Ainda há dezenas de milhares de produtores sem qualificação e sem capacidade, que pensam, que a Natureza dá e que não é preciso trabalharem. Também foi nesta Atividade Industrial, que menos se fizeram obras de fachada, para dar nas vistas. Foi no vinho que se resistiu à moda de fazer igual ao estrangeiro. O que se está a fazer, não começou nas leis, nem em planos ordenados pelo FMI ou pela Troika. Começou no princípio, pelos Trabalhadores ao sol e à chuva, nos sérios empresários honestos e nas quintas. É por isso, que não basta ter cheque, “fundo europeu” e lei. Por vezes, isso até atrasa.


Vai um “copito” à nossa Saúde?




BANGA NINITO


 2013

23/09/2013

É ESTE O “ CAMINHO DO PROGRESSO”?


Nunca houve tanta riqueza e, simultaneamente, tanta pobreza como hoje. Há mais pessoas a passar fome, hoje em dia, do que nunca houve em toda a História da Humanidade. E o seu número tem vindo a aumentar. Hoje, somos cerca de 7,2 mil milhões de seres, a estanciar neste Planeta. Em 2050, seremos perto de 10 mil milhões! Os números são avassaladores e revelam bem as razões da exaustão de recursos da Terra que habitamos. 

Comemos, bebemos, respiramos, consumimos energia, poluímos, ocupamos espaços, organizamo-nos cada vez mais em cidades, construímos e demolimos casas, dizimamos florestas - incendiando-as - abrimos estradas, construímos pontes, sacrificamos e matamos animais e matam-nos uns aos outros. Apatia, ilegalidade, acracia adoecem o nosso mundo. Com o poder, cresce a irresponsabilidade. Mais do que nunca, o "Caminho do Progresso" é indissociavelmente o "Caminho do Pior": mesmo sabendo disso, continuamos a avançar, criando desta forma, o abismo de todos os perigos.

Estamos a exaurir (esvaziar) este rico planeta de uma maneira tão sufocante, que nós próprios nos dividimos entre gente que não quer saber de tais assuntos, com medo de enlouquecer e gente obcecada com a visão inevitável de um Apocalipse. Reparem nas imagens "Infernais" e trágicas, que os canais televisivos nos transmitem diariamente: desde os acidentes mortais, a jovens mortos com armas químicas na Síria, ao flagelo criminoso dos incêndios que tem vindo a alastrar pelo mundo, à hipocrisia desses políticos causadores dessas mortes por negligência ou para servir ideologias de destruição. Destruição, mentiras e casos, são para eles "armas legítimas" para tomar o poder.

Há sempre, no meio de todas estas adversidades, dessas catástrofes, uma clara oposição de interesses, estratégias e alianças, que dividem e demarcam as posições, deste ou daquele país. Os interesses movem-se! No entanto, ninguém parece ter certezas sobre as consequências que poderão advir de todas estas divergências e, muito menos de uma guerra. Deus sabe como, na história e na pré-história, a "monstruosidade" pode prejudicar a Humanidade. Guerras mundiais, campos de massacre e morte de civis inocentes, de inúmeros deficientes, de...atrocidades horríveis. 

Com o nosso Século, essa mesma "monstruosidade" também mudou de escala; é por milhões ou por dezenas de milhões que se têm de contar as vítimas. Os arsenais disponíveis podem, muitas vezes, arruinar a totalidade da terra, e nós trabalhamos sem parar em novas armas. Para satisfazer as necessidades sistematicamente renovadas e exacerbadas, destruímos a energia, sujamos a água, as espécies vivas, a matéria, o ar, os solos, prejudicamos os equilíbrios do nosso planeta e destruímos a saúde dos nossos filhos e netos. 

Somos uns seres esquisitos, choramos as consequências, mas não somos capazes de averiguar as causas. Na verdade, não há causas sem consequências nem consequências sem causas.

Cruz dos Santos
2013

10/09/2013

OS POLITICOS ESCONDEM A VERDADE COM ESTRANGEIRISMOS!




Os nossos políticos portugueses, ultimamente nos seus discursos defensivos, utilizam expressões em língua estrangeira, os chamados “estrangeirismos”, que além de dificultar não só a comunicação, também bloqueiam a interpretação desses mesmos discursos, deixando a maioria do povo cética e, simultaneamente, pasmada! Mas também há termos técnicos que não têm ainda uma tradução feita ou realizada para a nossa língua e que por serem específicos de uma determinada área (como a política) são usados pelos profissionais que a dominam. É que eles gostam de falar bonito e de “baralhar” o “Zé-Povinho”, como forma de exibicionismo e de esconder a verdade, nesta imensa floresta de epítetos, vocábulos, ditos conceituosos e prolóquios, cujo significado não se pode deduzir pelo simples e vulgar significado, independente dos termos, que constituem a frase. A interpretação à letra, levar-nos-ia a caminhos errados ou até mesmo ao vácuo. Estrangeirismos indiscriminados, que mais não são palavras importadas diretamente do léxico estrangeiraram, para exprimir noções que pela primeira vez surgem na cultura portuguesa ou para designar o nome de objetos. Tradicionalmente, temos chamado anglicismos às palavras de origem inglesa e galicismos às palavras de origem francesa. Certas palavras são aportuguesadas fonológica e graficamente (chapéu, sutiã) enquanto outras conservam-se nas suas formas originais (laser, catering). Essas mesmas “Estrangeirices”, são introduzidas na Língua Portuguesa através de fatores históricos, socioculturais, políticos, avanços tecnológicos, relações comerciais ou, simplesmente, por modismos. Assim, temos atualmente o uso indiscriminado de algumas delas, como por exemplo os“Briefings”, os “Swaps”, as “SCUTs”, as “off-swores” e tantas outras. Deste modo, os políticos quando confrontados com questões que lhes causam incómodo, refugiam-se no uso exacerbado de palavras a cujo significado não acede, de imediato, grande parte da população - que ainda os ouve - dando azo ao multiplicar de dúvidas que conduzem a mais e maiores incertezas que vão esboroando a esperança dos portugueses.


C. dos Santos

2013

02/09/2013

TEMOS DE AGIR JÁ, E...SEM MEDO!


Portugal precisa de conservar a coragem, que já demonstrou em épocas Históricas. Não tem que ter medo. Ninguém vai expulsar Portugal do euro. Portugal soube marcar bem as fronteiras em não aceitar todas as imposições. Porque quando chega a uma situação de elevado desemprego jovem e em que as pessoas não têm grande esperanças nem expectativas, estas, acabam por revoltar-se e, com razão! Nós portugueses, temos que reclamar! Ou seja, temos de pôr de parte as telenovelas, "mandar à fava" os "famosos" e os "craques" da bola e sair à rua para exigirmos justiça e igualdade para todos. Aquela mesma equidade, que é referida na Constituição da República, no seu Artigo 13º "Princípio de Igualdade". Portanto, não podemos permitir, que tudo se mantenha como até aqui. É preciso que os políticos tenham vergonha na cara, não só por deixarem o país neste estado, como deixarem de mentir ao povo, através de promessas eleitoralistas.

Meus Senhores, temos - todos juntos- que combater a corrupção, denunciando, sem medo, às Entidades Policiais e responsáveis destes crimes, todos aqueles que deixam de cumprir com as suas obrigações, porque com os níveis de corrupção elevados, que ultimamente se tem vindo a registar, estaremos definitivamente não só arredados dos caminhos de desenvolvimento, como nunca mais nos livramos desta maldita crise. Os culpados desse descalabro défice financeiro, deveriam ser chamados a explicar aos portugueses, onde foram gastos todos esses milhões, este brutal desperdício de dinheiro. Numa linguagem mais simples, mas igualmente rigorosa, nunca na história moderna do nosso país, tão pouca gente estragou tanto dinheiro em tão pouco tempo! "O combate à corrupção, é uma tarefa que deve ser iniciada já! É um combate colectivo e constitui uma maratona. É um exercício de resistência para aqueles que o abraçam". A intervenção ao nível dos efeitos sociais, económicos e políticos da corrupção, implica o funcionamento da Justiça, com a consequente punição dos corruptores, ou seja, dos "ladrões"! Mas também medidas, que permitam ao Estado português, recuperar os bens que nos têm vindo a ser "roubados" pela via da corrupção. Estes "mafiosos" de colarinho sujo, não podem estar a viver em grandes mansões luxuosas e a fazerem-se transportar em luxuosas viaturas "top-gama", à nossa custa!

Pensem nisso!
Cruz dos Santos
2013



28/05/2013

CORTES SIM! MAS… A COMEÇAR POR CIMA!


Será que a única solução de nos vermos livres da “Troika”, é a “dissolução do Euro”? Mas será, que o atual Sr. Ministro das Finanças, distinto Economista, especializado em parcimónias científicas do manejo do dinheiro (erário público), não veja que a saída desta calamitosa crise da dívida, não se combate com mais endividamento, desemprego, e muito menos com mais “cortes salariais” e “cortes” nos subsídios? E será também, que de entre tantos Peritos, versados em Finanças, não sabem, que cada vez mais, os contribuintes estão atentos ao modo como é gerido ou gasto o dinheiro dos seus impostos? Será, que todos estes distintos Senhores, não vejam, que há uma saída, e que esta saída é-lhes indicada pelos "princípios da boa gestão das verbas", baseada pela orientação imparcial de exame formal das finanças, maior controlo, uma mais eficiente e séria "avaliação dos custos" e benefícios, dos recursos disponíveis e, principalmente em “cortes” nas despesas do Estado?
 
Não eram essas medidas, que se deveriam impor, como tarefa cívica e nacional? Ou é sempre com esta austeridade, imposta constantemente aos mais desfavorecidos, que se consegue reduzir esta polémica dívida? Mas será, que de entre todas estas sumidades em matemática, não haja ninguém, que consiga corrigir ou calcular isso? “Cortes”? Sim senhor!…Mas a começar por cima! São eles que deveriam dar o exemplo. Miguel Torga em 1993, dizia: “…Não posso mais com tanta lição de Economia, tanta megalomania e tão curta visão do que fomos (…) tanta subserviência às mãos de uma Europa sem valores”. 

Meus Senhores, com o devido respeito, mas um Estado moderno exige flexibilidade, transparência, simplificação, responsabilidade, descentralização, menos burocracia, coordenação, respeito pelos contribuintes, pelos seus Reformados, pelos seus Universitários, pelos seus distintos Professores e Cientistas, subsidiariedade, proximidade, avaliação e, acima de tudo, Justiça!
 
 É indispensável haver um cuidadoso, solícito e zeloso cumprimento da lei. Só assim se defenderá o interesse de todos e se cuidará do bem comum com exatidão e regulamentação que garante a satisfação de indivíduos ou instituições. Termino, com uma frase de De Gaulle, que dizia: “Política é uma questão muita séria, para ser deixada para os políticos”!


Cruz dos Santos

2013

24/05/2013

BALADA DA CRISE EXTERNA OU ETERNA?


Pode dizer-se que uma Europa “acabou” em redor de 1975 e outra “evoluiu” desde então. Evoluiu? Sim! Evoluiu para pior, pelos muitos sinais que ultimamente têm vindo a inquietar a nossa sociedade e que são estes: a elevada taxa de desemprego (mais de 950 mil Cidadãos); a crescente precarização do emprego; as cargas fiscais, que são cada vez mais elevadas; a “mobilidade” decretada para o pessoal da Administração Pública, sem critérios objetivos estáveis, e ameaçada com despedimentos; a subida elevada, inconstitucional, das rendas de casa; o pesado endividamento das famílias, que suportam ainda as sucessivas subidas das taxas de juros; os preços dos medicamentos que se agravam e os milhares de cidadãos que continuam sem médicos; a certeza, já presente, de que as pensões irão perder valor e de que os salários públicos terão de baixar; as “fronteiras físicas” do Estado social, que não param de recuar com o fecho de maternidades, de centros de saúde, de estações dos correios, de escolas, de tribunais, de esquadras de polícia; os pobres que estão cada vez mais pobres, enquanto alguns ricos ficam cada vez mais ricos; a perda de valores éticos; a pesada atmosfera de suspeição sobre a corrupção e o compadrio, que se adensa em redor dos principais partidos, indiciante da distorção dos mecanismos da economia e fator de desigualdades cada vez mais fundas e mais ilegítimas; os elevados índices de suicídios, criminalidade e prostituição; a descrença em redor da maioria dos responsáveis políticos e da democracia “representativa”, que representa muito pouco e cada vez menos: o sistema do governo, dito “semipresidencialista”, que é ineficaz, irresponsável e incapaz de produzir, em tempo útil, as “verdadeiras” mudanças de cujos resultados precisamos obter…enfim, com todas estas austeridades e injustiças penosas, olhamo-nos e interrogamo-nos sobre se o festejado “projeto europeu” (que tanto prometia), não é demasiado ambicioso para o nosso desejo de “conservação” e se, por isso, não estaremos já a concretizar um outro de “reaproximação” da costa africana, 590 anos depois do desembarque em Ceuta.

Termino com as saudosas palavras do Ex-General (sem medo). Humberto Delgado, que dizia isso, no tempo de Salazar:“ Qual é o nome que merece um governo que procede assim? Um governo sem pudor; um governo mentiroso; Um governo que não serve; É um governo que tem de se ir embora. O país cansou-se. Todos nós, cidadãos pacíficos de uma candidatura pacífica, queremos pacificamente conquistar a paz. Mas os “esbirros” do governo como têm visto, andam a chamar-nos subversivos nos jornais e a tratar-nos na via pública como malfeitores. Ninguém sabe portanto, minhas Senhoras e meus Senhores, onde isto pode ir ter. Há uma coisa porém que eu quero jurar aqui: estou pronto a morrer pela liberdade”!

 Mais palavras para quê?

C.R.


2013

29/04/2013

“CONTINUAMOS NO FIO DA NAVALHA….”!




Uma Nação é uma Família…de Pessoas; não de Privados. Se um Governo não visa o bem-estar dos seus Cidadãos, para que é que ele serve? Só uma alternativa se nos depara: ou uma rápida “adaptação” ao novo mundo, ou expectativas de bem-estar sempre falhadas. “Isto não à volta a dar”! Ora entre este cenário negativista e um outro “cor-de-rosa”, existe a fase em que nos encontramos. É a fase do pleno conhecimento dos problemas que nos afectam, em que pode haver divergências nas soluções, mas já não nos objectivos, e em que se adquiriu –colectivamente – a consciência de que não nos resta outra alternativa senão procurar soluções novas para regressar ao caminho do crescimento. Diz o Povo: “as dificuldades aguçam o engenho” e, nessa medida, elas podem ser impulsionadoras do salto necessário e inadiável de que o País precisa. Uma coisa é certa: não podemos estar agarrados, eternamente, ao “fado choradinho”; sempre a protestar, a barafustar, de barriga cheia, a vermos “passar os comboios”! É preciso acabarmos com os benefícios concedidos pelo Estado a altos funcionários, constante de morada, alimentação e serviços gerais. É preciso reduzir o número de deputados, reduzir o número de viaturas no Estado e outras mordomias. É preciso trabalhar mais, inovar mais, ousar mais para conseguirmos crescer mais. É preciso “dividir o mal pelas aldeias”, como se diz em gíria popular. É que são sempre os mesmos a pagar! E já não existem as condições, que no século XX, permitiram o êxito sem paralelo de um Estado a um tempo “redistribuidor”, “regulador”,“desenvolvimentista” e “estratega”. Agora a Europa, não é já a dos “30 gloriosos anos”. Longe disso! Caríssimos Amigos: a Europa está falida, assim como nós. O Estado português perdeu poderes em consequência da “europeização”! Necessitamos de “investir” quatro vezes mais, ou, de “exportar” três vezes mais para conseguirmos o mesmo resultado final, dum certo valor do aumento de “consumo”. É urgente, tomarmos consciência da realidade, o que significa aprender as novas circunstâncias em que vivemos. Quanto ao plano político e partidário, continuam a existir distorções de “fachadas” que dificultam o entendimento das mudanças. E a falta da “ajuda” presidencial, como a que tem vigorado, poderá transformar-se numa fragilidade cada vez mais penosa, para todos nós.

Perceber-se-á então, quanto é prejudicial essa falha, num País decadente e notoriamente fora do tempo como o nosso, carecido de organização, persistência, exigência e de responsabilidade, onde, por certo, havemos de continuar a penar, mendigar e, pior que tudo, encostados ao “fio da navalha”!



C  S


2013

 
 
 

17/04/2013

OS MEUS SEGREDOS


Férias – República Dominicana, Punta Cana, ano de 2008, férias inesquecíveis num Resort maravilhoso “ O BAÍA PRINCIPE “ foram oito dias intensos e ao mesmo tempo relaxantes para repetir um dia.

Paixão – Há muitos anos que se mantem a tradição que no último dia de férias, irmos todos e os mais corajosos á meia noite se atiram ao mar e tomam o último banho de água salgada, nos dias de hoje só alguns e principalmente os mais novos da família praticam essa paixão de tomar banho de mar á meia noite, paixão essa que me vem da minha vivência em Africa em Luanda – Angola, que era mais no fim do ano, ia-mos para a Ilha de Luanda e lá tomava-mos o nosso banho a meia noite.

Asneiras – Fiz muitas mas sem relevância, mas a maior asneira que me deu ânsia, stress, nervos, perda de tempo e de dinheiro, ou seja tudo de mal, no ano de 1992, a caminho do Algarve, ainda não existia a Auto Estrada A2, a querer fugir ao trânsito na Nacional 2 ( quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos ) ter que durante 5 horas suportar a fila interminável de automóveis, penso que todos se lembraram do mesmo que eu. Nunca mais me meti em atalhos.

Aventura – Em Punta Cana na República Dominicana, nadei ao lado dos tubarões vegetarianos, com a andrenalina nos máximos de tanta emoção e medo ao mesmo tempo apesar de nos dizerem que nada aconteceria e noutro tanque em alto mar estar com uma raia gigante, nos braços, tocar nela foi uma aventura que me recordarei sempre.

Lição - Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar, ás vezes somos mais ambiciosos e queremos mais e acabamos por perder tudo, não nos contentamos com um pouco de cada vez, meu pai ensinou-me que tudo tem o seu tempo, grão a grão enche a galinha o papo.

Uma Ideia – Tenho uma ideia que os desperdícios alimentares que se deitam fora, daria para alimentar os povos mais carenciados de África e não só. Gostaria de um dia poder ajudar essas pessoas carenciadas, sendo voluntário numa ONG.

Um Segredo – Tenho um certo medo do escuro do desconhecido.

Desabafo – Com os anos a passar e a velhice a chegar, tenho um certo receio da solidão, eu que sempre tive amigos e tenho sempre convivido com eles, será que depois terei essa bengala psicológica ou ficarei sozinho como muitos idosos que acabam por falecer sem terem um suporte para os seus últimos dias.

ZÉ ANTUNES

2013




04/04/2013

OS PORTUGUESES, NÃO SÃO POBRES, SÃO É MUITO ESTÚPIDOS…


Este texto está muito bom
Um português recebeu de um seu amigo nova-iorquino, que conhece bem Portugal a seguinte resposta, quando lhe disse: Sabes, nós os portugueses, somos pobres ... Esta foi a sua resposta: "Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?

Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de eletricidade e de telemóvel 80 % mais caras do que nos custam a nós nos EUA?

Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e por cartas de crédito ao triplo que nós pagamos nos EUA?

Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.

Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2 % de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 23% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 23%, pagais ainda impostos municipais.

Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado.*

*E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA...

Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da Nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e dos seus autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
 
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre o ordenados e ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 ?euros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e da eletricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.

Vocês enviam os filhos para colégios privados, financiados pelo estado (nós) enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

Vocês, portugueses, não são pobres, são é muito estúpidos........." 

Recebido via email que reencaminhei
 
ZÉ ANTUNES

2013