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09/12/2014

HÁ, EM PORTUGAL, MUITA POBREZA INFANTIL!


Há um fator muito importante e com grande impacto sobre as crianças, que é o desemprego. O desemprego é um fator que tem um peso enorme, pela privação enorme que isso representa para as famílias na diminuição dos rendimentos, mas também na menor disponibilidade que os pais têm, porque estão preocupados, em procurar formas alternativas, que lhes possam dar algum rendimento.” Essa austeridade tem causado sérios impactos sociais, principalmente a Portugal, país resgatado pela Troika. 

É que além da geração perdida de jovens desempregados, essa crise também hipotecou a vida de milhões de crianças! Há famílias desesperadas, a viverem cheias de medo. Medo, porque os empregos não são seguros; medo, porque trabalham alguns meses e pouco tempo depois estão desempregadas; medo de ficar sem a reforma; medo de não conseguirem emprego e de não sobreviverem a todas essas privações; medo de serem despedidas, ou serem mal classificadas pelo chefe e, no meio de todos esses medos, quem sofre são as crianças! Essa severidade, tem vindo a causar um impacto forte na vida dos mais novos. Cerca de 500 mil pessoas ficaram sem abono de família; 120 mil dependem de ajuda alimentar para escapar à fome e mais de 85% destes desempregados têm filhos. 

E há quem já nem sequer tenha subsídio de desemprego nem Rendimento Social de Inserção. Há crianças que vivem em lugares onde não é possível crescer e aprender valores positivos. Essa rispidez de governação, é uma autêntica violação dos direitos das crianças e do homem. O ilustre Dr. Jorge Sampaio (ex-Presidente da República), disse na Gulbenkian que, «Não estamos a conseguir garantir igualdade de oportunidades às gerações mais jovens nem sequer a mostrar-lhes que o sucesso não depende de alguém ter nascido rico ou em privilégio, mas sim do seu próprio mérito». 

A desigualdade dos mais jovens, como a pobreza infantil, não são chagas apenas do presente, terão reflexos cruéis no futuro. Comprometer o futuro é o que estamos a fazer com aquilo que Sampaio descreve como a «aplicação severa e drástica de medidas de austeridade centradas no curto prazo e unicamente movidas pelo intuito da redução de défices». Por outro lado, a distinta Magistrada Drª. Maria José Morgado, denunciou que: “A classe política aproveitou a sua oportunidade, que não é a oportunidade do bem comum. Choveram fundos europeus para ajuda a Portugal, mas esses fundos foram apropriados individualmente, para enriquecimento individual, para a miséria da população e não para o desenvolvimento económico, tal como foram atribuídos os fundos sociais europeus.” 

Meus Senhores: nos próximos sete anos, Portugal vai receber 1600 milhões de euros do Fundo Social Europeu, para ser usado em colmatar a pobreza e minorar, o sofrimento e a fome dessas crianças. Pergunto: Será que vai ser mesmo usado, para esse fim? Termino com essa sentença de Almeida Garret, que dizia que “Para fazer um rico, são necessários milhares de pobres!”

Cruz dos Santos

2014

05/11/2014

O DRAMA DA SOLIDÃO NA VELHICE!


Tem esta a finalidade de satisfazer alguns pedidos, oriundos de alguns elementos de instituições de caridade, sobre o desfecho pesaroso que muitos dos nossos "Seniores" estão a passar e que são verdadeiras "condenações de solidão" e de outras "atrocidades" ao seu bem-estar. Por essa razão, foi-me solicitado que publique, com a brevidade que me seja possível, esta pequena contribuição, no sentido de "aliviar" esse pesado "fardo", que todos nós, depois de velhos, estamos sujeitos a suportar.

Tem, ultimamente, chegado até nós, através dos meios de Comunicação Social, tristes e pesarosas notícias, alusivas ao desaparecimento de alguns idosos (a maioria sofrendo de Alzheimer), de outros a viverem sós e doentes, enfrentando “espinhosas” e consternadas batalhas de solidão, tremendamente aflitiva. Seguem-se aqueles que morrem sozinhos, em suas casas, sem um braço amigo ou uma palavra de conforto, que os possa aliviar ou socorrer. naquelas horas derradeiras de maior aflição. São esses dramas melancólicos, que ultimamente se têm registado, e que têm provocado estados de depressão e de revolta, a todos nós.

As ruas são lugares estranhos. As pessoas cruzam-se distraídas, de olhar abstrato e, nem sequer olham para aquilo que vêm. Uma senhora mais velha ou mais nova, pode tropeçar e cair, sem que ninguém pare, para a ajudar. Assusta perceber a indiferença nos outros. Deixa-nos vulneráveis, perplexos e, simultaneamente confusos, perante essas indiferenças. Perguntamos: mas…de onde vem tanta frieza, tanta inércia e negligência? “Quem são os responsáveis por esses nossos idosos?” Quando as relações com a família estão cortadas, deverão ser os vizinhos a ter essa preocupação, por uma questão de solidariedade? Existem associações ou entidades que possam prestar assistência a estas pessoas, sem fins meramente lucrativos? Também, nem todas as famílias têm disponibilidade para acompanhar o envelhecimento dos seus familiares. E é aqui que se levantam outras questões: devem estes idosos ser colocados em instituições onde, à partida, terão um melhor acompanhamento a todos os níveis, ou será uma egoísta transferência de deveres da família para uma instituição? O que leva a família a optar por esta solução privando, muitas vezes, o idoso do relacionamento familiar? Será, na verdade, uma solução válida, ou puro abandono de responsabilidades? E até que ponto estarão essas instituições preparadas para fazer face às necessidades dos idosos? Um escritor e psiquiatra francês (não me recordo o nome), escreveu sobre a “nossa bela civilização de sprinters”, para sublinhar esta espécie de corrida contra o tempo (e contra tudo e todos) em que vivemos, e nos deixa sem margem para olhar, para quem passa ao nosso lado. Sem capacidade de olhar e ver, de atender às necessidades dos que nos procuram, de parar e vermos (com olhos da alma), perdermos um “pedacinho” de tempo, para com o nosso semelhante. “Hoje eles, Amanhã nós!” Esta imensa passividade (ou sofrimento) que se instalou à nossa volta contraria as leis da natureza. Pelo menos, as da natureza do ser humano. Por tudo isso, é essencial ter presente, que os idosos não passam de um número, de uma mensalidade a mais a receber, em que apenas lhes é proporcionada uma cama, alimentação e pouco mais. E não são raros os casos de maus tratos e falta de condições. De qualquer forma, quem optar por essa solução, deve acompanhar, sempre que possível, os seus familiares, manter-se informado sobre a forma como são tratados, e constatar que realmente se sentem bem. Acima de tudo, é uma questão de amor – de cuidar e zelar pelo bem-estar e qualidade de vida daqueles que, um dia, já o fizeram por nós!
BANGA NINITO 

2014

21/10/2014

ANDAMOS AMORDAÇADOS E À ORDEM DOS PODEROSOS


A União Europeia (EU), nem sempre teve as dimensões atuais. Em 1951, ano em que se iniciou a cooperação económica na Europa, apenas a Bélgica, a Alemanha, França, Luxemburgo e os Países Baixos participavam nesse projeto. Com o passar do tempo, o número de países interessados em fazer parte da UE foi aumentando e, com a adesão da Croácia em 1 de julho de 2013, a UE passou a ter 28 Estados-Membros. No entanto, a população europeia em vez de crescer…está a decair. Nas previsões da ONU, constata-se que os países que constituem a atual União Europeia, vão perder mais de 23 milhões de pessoas até 2050. Só Portugal, vai perder um (1) milhão, mais que a média. Como o globo, no mesmo período, aumentará mais de 2.500 milhões de pessoas, o peso demográfico da Europa cairá acentuadamente.

O facto desse descalabro, é que os europeus desistiram de ter filhos, agravado pela confusão ideológica e estratégica de que padecem os europeus. A União parece ser a única zona do mundo, que não sabe o que quer, ou que quer coisas inconsistentes. Enquanto os outros Povos lutam por afirmação civilizacional e trabalham arduamente para o desenvolvimento produtivo e influência político-militar, Portugal, esgota-se em controvérsias axiais, debates conceptuais e abstratos que, mesmo se resolvidas, só confirmarão o crepúsculo. Daí, sermos hoje, uma reserva de eucaliptos para uso de uma obscura entidade económica, que tem o pseudónimo de CEE.

Cunha Leal, um dos políticos mais ativos e esclarecidos no final da Primeira República, numa conferência que pronunciou na Sociedade de Geografia em 1925, afirmou: “O Exército não deve realmente actuar contra os partidos, mas tem o direito de fazer ouvir a sua voz e indicar aos poderes públicos que, se lhe compete neutralizar as ameaças de dissolução da sociedade portuguesa, também lhe compete o direito de agir…”. Por sua vez, o Prof. Fidelino de Sousa Figueiredo, político, historiador e crítico literário português, fez a síntese da situação catastrófica que se vivia naquele final de 1925, nos seguintes termos: “Desprestigiados o poder, perseguidos a inteligência e o carácter como irritantes superfluidades, e criados os falsos valores, os governos não governam, só pensam durar au jour le jour e infiltrar-se na burocracia e na finança”. 

Hoje, certamente, ninguém terá dúvidas de que a nossa dependência se agravou e cada dia temos menos liberdade para decidir do nosso futuro. Será o que os outros quiserem como quiserem. Estamos amordaçados e à mercê dos interesses dos poderosos. Pequenos mas “orgulhosamente acompanhados”, como afirmava recentemente o Sr. Primeiro-Ministro. Eu diria antes, “envergonhadamente dominados”.

Cruz dos Santos

2014
 

09/09/2014

VOZES ANTIEUROPEIAS, RECLAMAM ATENÇÃO E CUIDADO…!

A democracia é o regime de todos, incluindo os não democratas. Pode ser infeliz, arriscado, mas…é assim! No dia em que a democracia excluir os antidemocratas, está a negar, a sua essência. É certo que os regimes democráticos têm a obrigação de se defender. Ou seja, os democratas têm de defender a democracia, impedindo, por meios lícitos, que os seus adversários cheguem ao poder. 

No entanto, se estes lá chegarem, por caminhos democráticos, não podem ser impedidos. Ora, para evitar que a democracia seja destruída por dentro, existem “obstáculos constitucionais” contra tais desígnios. Não se pode é agir de modo a que a democracia seja um feudo (um domínio) de certos democratas certificados. Não é possível, em particular, invocando princípios, acarinhar uns déspotas e perseguir outros, nomeadamente aqueles que se escondem por trás de uma máscara de “bom samaritano”. Aqueles que, ao longo das últimas décadas, têm representado essa duplicidade (defensores da liberdade e igualdade), mas que não passam de conservadores manhosos e astutos traidores.

A União Europeia e Portugal, estão – cada vez mais – a trilhar esse funesto caminho, minados por “vermes”, como larvas da fruta, por todo o lado. Abundam por aí, a trepar sorrateiramente como a hera, envolvendo corpos vizinhos, por meio de uma haste venenosa, enrolando-se como o feijão, através de órgãos especiais (nepotismo), confundindo, baralhando essa gente, esse Povo inerte, abatido, inativo, desprovido de força física, descolado das realidades nacionais e locais.

Há anos que vozes minoritárias, julgadas céticas e antieuropeias, reclamam atenção e cuidado. Que pedem uma retificação de estratégias, uma alteração de políticas e uma mudança de rumo. Lembrem-se, que a Europa comunitária ignorou agricultores e pescadores. Esmagou aldeias e paróquias. Deixou as cidades transformarem-se em inóspitas semelhanças. Passou por cima dos pobres, das diferenças de cultura. 
 
Aumentou os salários e as reformas aos mais ricos e cortou aos mais pequenos. Habituou-se à corrupção e à promiscuidade. Há anos que esses fenómenos nacionalistas e racistas, de esquerda e direita, vão pôr em causa a Europa em nome de ideologias populistas, que faz da democracia a sua moral, mas que a não pratica convenientemente.

Há anos que se ouvem estas vozes, há tanto tempo quanto o da surdez dos dirigentes nacionais e europeus. Cuidado…olhem que a “fratura já não é entre a esquerda e a direita, é entre o social e o negócio”!

Cruz dos Santos

2014

16/07/2014

AFINAL ANDÁVAMOS A PAGAR “ERROS” DOS BANCOS!


Junto te envio, revoltado contra este dirigente político dr. Passos Coelho, o texto abaixo redigido, para que o meu Amigo da "BANDA", publique no, "Blogue"...LUANDA TROPICAL… ("Giputo"), que dirige! É que, Hoje, já não existe divisão; existe, antes, desagregação que é a última fase de desunião e que procede à falência. Não obstante isto, as "falcatruas" (burlas) repetem-se, multiplicam-se, malbaratam-se, sinal evidente de que não se compreende a sua função, daí todos esses conflitos de agitação e desordem, nas manifestações que, ultimamente, se têm vindo a registar.

Não sei se compreendes este "paleio" da União Europeia, sim, porque tás habituado à "lenga-lenga" do Bê-Ó e do "Bairro Zangado"...Mas, enfim, vou arriscar!
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Sua Exaª o Sr. Primeiro-Ministro, disse: “…que os erros de avaliação dos bancos não devem ser pagos pelos contribuintes (…) Que as empresas que olham mais aos amigos, do que à competência, pagam um preço por isso, mas esse preço não pode ser imposto à sociedade como um todo e muito menos aos contribuintes”. Que é o mesmo que dizer, que não deve ser o dinheiro dos impostos dos portugueses (erário público), a cobrir as dívidas contraídas por esses seus gestores e família. Aliás, é até um roubo, pois em programa de nenhum partido diz que os contribuintes devem pagar os prejuízos causados por irresponsáveis corruptos. 

Acrescenta ainda o Sr. Primeiro-ministro: “que o povo não deve pagar os erros dos capitalistas”. Mas…Sr. Primeiro-ministro, afinal, é exatamente o contrário, o que temos vindo fazer. Andámos todos a pagar, há mais de dez anos, os erros desses gestores bancários! E não é só! Por exemplo, V. Exa., Sr. Primeiro-ministro (digo eu, agora), dispõe de um “arsenal de gente que surpreende não apenas pelo número como pela obscura natureza das ocupações. Vejamos, tem a seu cargo: um chefe de gabinete, dez assessores, sete adjuntos, quatro técnicos especialistas, dez secretárias pessoais, uma coordenadora, treze técnicos administrativos, nove elementos para apoio auxiliar, doze motoristas e não estão aqui incluídos, neste “batalhão”, o avultado grupo de platirríneos (“gorilas”) que o protege de eventuais percalços. Este pessoal custa, por mês, ao erário público, perto de 150.000 euros. E é V. Exa, que se prepara para aumentar, ainda mais, os impostos, “cortar outra vez nas reformas e nas pensões. Sinceramente!

Os exemplos procedentes de quem os devia dar estão “camuflados”, porque fundados numa forma de reflexão assente no cifrão e na cifra. E quando se pensa – e como não pensar? – que todo esse “esbanjamento” de dinheiros públicos, gastos nas costas dos contribuintes, nesta sociedade que despreza o futuro dos mais novos e ignora o desespero sem saída dos mais velhos, o que há mais a dizer? 

Meus Senhores: os vexames a que têm sujeitado os portugueses (alguns), são das situações mais tristes e ignóbeis registadas no nosso tempo. A Europa tem servido de respaldo, a muitas “patifarias”, que nos têm sido feitas, em subserviência à chanceler Merkel. O que a Alemanha não conseguiu, com duas guerras mundiais, está a obtê-lo agora, com a mediocridade ultrajante e a cumplicidade servil desses dirigentes políticos europeus. E... ainda têm a sorte de ganharem o “campeonato mundial de futebol”, estes plebeus! 

Aqui fica o ABRAÇO (Kandando, na línguagem dus Pretus) de grande Amizade, acompanhado dos Votos de muita saúde, para ti e para os nossos "Artilheiros" do Penico D'ourado! 

Do sempre AMIGO ao dispor
NINITO
(nome de motoqueiro Sanzaleiro)
Cruz dos Santos
 (nome de Escritor da União Europeia)

 
 2014

25/06/2014

SENHORES DIRIGENTES: APOSTEM NO TURISMO!


Vivemos num Estado esmorecido, desalentado, desprovido de alento, sem forças para agir, cansado, esfalfado, sem esperança, um Estado sem graça, sem carisma, sem motivação, sem crença. Parece não bastar às pessoas serem, terem ou fazerem. Além disso, é absolutamente necessário que os outros saibam que eles são, têm e fazem – sob pena de, aparentemente, nada valer a pena. 

É que os políticos gostam de prometer programas impossíveis e absurdos como os da “revitalização do interior” ou da “fixação das populações nas suas regiões de origem”. Pensam que assim conseguem a adesão do eleitor. Deveriam tão-só apostar no Turismo, investindo nessas Aldeias e Vilas destruídas, despovoadas, nesse mundo rural feio, decrépito, sujo e desordenado. 

É que esse mesmo mundo, dá-nos a todos, belíssimas recompensas: Natureza, árvores magníficas, floresta linda, caça, pesca, passeio, repouso e reparação. Devem apostar forte no Turismo, mas com utilidade económica, desde que cuidada. Conhecem-se áreas despovoadas, habitações abandonadas, destruídas com o tempo, que poderiam ser recuperadas e ampliadas. 

Campos ricos para o desenvolvimento da agricultura, com proveito económico para toda a gente, deixados ao abandono, desertos. O descuido e o não aproveitamento são fruto dos homens, sejam eles proprietários, agricultores, autarcas ou governantes. É difícil, mas não é impossível imaginar Portugal com o interior rural ou natural belo e cuidado. Olhemos em volta, de norte a sul. Que sobra de interessante, aproveitado, arranjado e belo em mais de três quartos de território? Uma fração do Gerês.

O Alto Douro. O Douro vale pelo seu vinho. Mas também por si próprio. Pequenas áreas de Trás-os-Montes. Um pouco da serra da Estrela. O montado alentejano, os socalcos durienses e outros. Parte do Alentejo. Quase todos os Açores, com certeza. Enfim, estas e outras, são áreas onde o campo ou é aproveitado e produtivo, mas ainda equilibrado, com locais pacíficos e repousantes, onde os urbanos podem encontrar sossego, afeto, convívio e reparação. Uma função essencial, para o nosso bem-estar e felicidade, oferecida pelos nossos campos e interior (Vilas e Aldeias), desse belíssimo e atraente país!

Cruz dos Santos

2014
 

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO CINISMO…!


Vivemos no tempo da imagem, da fama e da reputação. Vivemos debruçados sobre o nosso umbigo e de costas viradas para todos aqueles que sofrem – penosamente - com essa austeridade inconstitucional! A opinião e a figura de “mandachuva” são hoje omnipotentes, mas andam controladas por inconstância, irregularidades, suspeitas e apego excessivo a formalidades e a etiquetas. 

Não admira portanto, que os resultados de todas essas injustiças, estão à vista de todos. É que na relação entre a aparência e a realidade, existe um estranho e perverso desequilíbrio. Quando a imagem é má, principalmente quando ela aparece suja, envolta em ganância pelo poder, coberta pela prepotência e embelezada pela petulância do “posso, mando e quero”, ninguém tem dúvidas quanto à hipocrisia, que a mesma encerra. Se o aspeto é bom, e tem “dom” de palavra, sabe comunicar, exprimir, orar e ornamentar, acima de tudo, a mentira com promessas delirantes e fogosas, embora levante suspeitas, o Povo, impávido e sereno, deixa-se levar no chamado “conto do vigário”, condenando-os mais tarde, em praça pública, arrependidos por terem acreditado nesses “magnatas” de colarinho branco.

E se juntarmos a isto, uma comunicação social hiperativa, com uma influência sem par na História, os resultados são terríveis. Organiza-se a indústria do juízo precipitado, promove-se a “institucionalização do cinismo”, completa-se o paroxismo da murmuração e da “mexeriquice”. Como vivemos num tempo, que confundiu democracia com populismo e, como este elemento continua a “reinar” incontestadamente, entre nós – graças a Deus – o Povo, desta Nação, que já foi valente, Vota nos mesmos, alegando, simultaneamente, que “podem regressar, porque estão perdoados”! 

Portanto, não admira que, apesar do justo orgulho nos direitos humanos e no sistema judicial, se cometam, infelizmente, enormes e repetidas injustiças, toda a gente sabe que “anda meio mundo a enganar outro meio”, pelo que existe uma predisposição para pensar sempre o pior. 

Mais palavras para quê? Para bom entendedor…!

Cruz dos Santos
2014

18/06/2014

O PORTUGAL DOS PEQUENINOS E DOS GRANDES!



“Orgulhosamente sós” e pequenos, mas…diferentes. Com muito orgulho? Que motivo de orgulho há na pequenez? Cresçamos! Austero, intransigente é o tempo. O “Portugal dos Pequenitos” já existe. Urge construir o Portugal dos Grandes.
Grandes, em que sentido? Ficamos de “boca aberta” e deitamos as mãos à cabeça, ante o cenário que se nos depara no dia-a-dia: pessoas sãs a serem tratadas como débeis mentais, e gente doida tida como normal; criminosos com cama, mesa, roupa lavada, jogos, ginásios e música, a contrastarem com inocentes sem abrigo e sem migalha de pão; promovem-se os incompetentes e bloqueiam-se carreiras dos competentes; louva-se a parvoíce e despreza-se a lucidez; esconde-se a verdade e enaltece-se a mentira e a hipocrisia; passam-se “atestados” de estupidez a quem vê e sente as coisas, enquanto se despreza a sabedoria; fecham-se as portas às pessoas honradas e sérias, para as abrirem-nas aos gatunos e aos “pulhas”; amnistiam-se condenados, e tiram-se liberdades a cidadãos cumpridores da lei.
Dantes “chamavam-se os bois pelos cornos”; agora são os “cornos” que chamam "boi", àqueles que o não são! Os donos deste país de eufemismos, delirantes, pelos vistos, com cada revolução linguística, enchem de efeitos palavras rebuscadas, dúbias, inócuas de qualquer sentido da realidade, dentro do eterno conceito de “brandos costumes” que nos caracteriza.
 
Assim, os "meninos mal comportados", são aqueles dotados de “hiperatividade comportamental”; “Ladrão”, deixou de ser “gatuno”, para passar a ser “corrupto”; a menina que faz birra e bate o pé, não é “teimosa”, mas uma: ”voluntariosa”; também não é bonito dizer-se: “aleijadinho”, “manco”, “perneta”, “maneta”, “marreco”, mas: “deficientes físicos”; da mesma forma que não se deve dizer, que um sujeito destituído de juízo é “maluco” ou “doido”, mas de: “portador de patologia do foro psiquiátrico”. Um “drogado”, passou a ser um “toxicodependente”; “Aborto” é a “interrupção voluntária da gravidez” e…atenção! –“Cego”, é um “Invisual”! Quanto aos: “Canalizadores”, “reparador de máquinas de lavar”, esquentadores, frigoríficos e outros, são: “Técnicos de eletrodomésticos”. Os “eletricistas”, são hoje: “Técnicos de energia elétrica”.
Sob o mesmo critério se englobam os “pedreiros”, “ladrilhadores”, “pintores de edifícios” e “trolhas”, como sendo: “Técnicos de construção civil”! As “criadas de casa” e “mulheres-a-dias”, são “empregadas domésticas”; os “contínuos”, “Auxiliares de educação” e os chamados “serventes”, passaram a ser “Auxiliares de limpeza pública”. Nem as prostitutas escaparam ao sacramento, para serem transformadas em “Profissionais do Sexo”. Mas estas, quiçá por terem a profissão mais antiga do mundo, são imunes a modernices terminológicas, que nenhuma conseguirá retirar o primitivo e autêntico valor semântico à suas expressões. 

É esta a imagem do País que somos. Quanto ao diagnóstico? Este não pode ser senão um: estado crítico!

Cruz dos Santos

2014

29/04/2014

"A EUROPA MORREU EM CHIPRE”!


Portugal vive “atafulhado” de Economistas, daqueles Mestres dos números ligados à Ciência das grandezas, do raciocínio lógico e abstrato, das equações diferenciais, da “álgebra matricial” e programação matemática e outros métodos computacionais. É a matemática, que permite aos economistas formular proposições significativas e testáveis sobre muitos assuntos complexos e abrangentes que não poderiam ser adequadamente expressas informalmente. É essa linguagem, que leva os economistas a fazer afirmações claras, específicas e positivas sobre esses assuntos controversos ou“ contenciosos” que seriam impossíveis. 

Mas, concretamente, o que é a economia? Não é a Organização, ou a distribuição da produção em função das populações e do seu bem-estar? Ou é a utilização ou a marginalização das populações em função de flutuações financeiras anárquicas, sem ligação com as pessoas, mas exclusivamente ligadas ao lucro, em detrimento delas? Estaremos numa verdadeira economia ou, pelo contrário, na sua negação? É que no meio de tantas previsões e perante essa miséria agravada das populações, confundimos o escamoteamento da economia com o da política. Ou seja, os poderes políticos com o poderio económico. Já se sabe que a ideologia neoliberal, não respeita as leis da economia nem as obrigações do direito. Quando Viriato Soromenho-Marques escreve que “a Europa morreu em Chipre”, acrescentando: 

“Com ela, uma certa "Europa do humanismo e da solidariedade também”! E talvez para sempre, porque a capitulação daquele pequeno país prova que a mutação do ideal social em um estado omnipotente e autoritário (a Alemanha é que manda, até por interpostas economias) não é capricho do acaso, sim um projeto hegemónico (supremo) e perigosíssimo, pode conduzir à guerra (avisou Jean-Claude Junker). 

Mas há uma pergunta a formular: alguma vez essa "Europa do humanismo e da solidariedade" existiu? Meus Senhores: é o capitalismo que ordena as coisas e a própria vida das pessoas, que chegou excessivamente longe, com o apoio das irresponsabilidades e das cedências de quem devia ter uma posição moral irredutível. Nesta conjuntura avultam muitas traições e imprevidências. Chegámos a esta miséria. E agora? 

“Salvemos os bancos!”

Cruz dos Santos
2014
 

11/04/2014

HÁ CRISE FINANCEIRA? OU FALTA DE MORAL?


Sim, há de facto uma crise na vida política portuguesa. Não é uma crise do sistema ou das instituições, mas sim uma crise a nível do carácter e dos valores das pessoas que fazem parte dessas mesmas edificações. O que é grave na crise, é que ela não é conjuntural. Não! O grave é que as demissões, os escândalos e as acusações cruzadas, são o resultado de um mal que vem das profundezas e que vai crescendo como um cancro, roendo aos poucos a credibilidade do regime. Parece que nada se discute e tudo se admite, com subserviência e resignação.

A crise é outra coisa. É a consciência da absoluta incapacidade dos dirigentes para as funções que desempenham e que só exercem como resultado da inaptidão e incompetência. Mas o mal além de ser profundo, está instalado. O mal é este clima político, sem uma fiscalização, sem uma auditoria rigorosa (os relatórios de uma auditoria são fontes seguras de orientação imparcial e especializada para os negócios), sem um exame minucioso, sem um escrutínio moral e já quase sem vergonha, onde, à superfície, temos os senhores regionais e a sua teia de “clientelismo” partidário larvar e, nos “subterrâneos do sistema”, temos o jogo escondido de influências e mútuos álibis entre empreiteiros, sucateiros e organismos públicos, entre grandes empresas e grandes escritórios de “advogados-governantes”, entre lugares públicos e lojas de irmãos maçons, entre privatizações e influências políticas, entre negócios nos PALOP e política externa do Estado, entre dinheiros públicos e universidades privadas, centros de saúde e hospitais privados, autódromos privados, urbanizações privadas, está tudo privado! Até nós, infelizmente, já estamos privados de liberdade.

Meus Senhores, já basta de tanta polémica ligada à “crise”, ao “défice”, à “austeridade”, enfim, a todos esses medos, que ultimamente nos têm vindo a ameaçar. Já enjoa isso tudo! É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multimilionários de um dia para o outro, é um “caldo de cultura”, que pode acabar mal. Aliás, a maioria de nós, receia mesmo que acabe e…muito mal! Os portugueses que interpretem o que quiserem.

Cruz dos Santos

2014

 

01/04/2014

CRITICAR E DENUNCIAR, ALIVIA-NOS A ALMA!


A política portuguesa, atingiu o nível mais baixo até hoje registado. Vivemos na sociedade mais criticada e desprezada da História. O descalabro do desemprego, a queda abissal da economia e, por fim, a consciência de que todo o programa tinha falhado, assim como as previsões, todas as provisões “cientificamente” consumadas, assistimos - cobardemente- impávidos e serenos (confortavelmente bem instalados), a toda esta miséria de encenações e aldrabices, exibidas por todos estes “fazedores de opinião”,comentadores, “treinadores de bancada”, nos canais portugueses da Televisão.
 
Contudo, a vergonha, nestes tempos sombrios, está, ela também, falida, esfarrapada e nem resquício da sua presença se advinha no horizonte das nossas preocupações. Vivemos num tempo, que adoramos o ódio em nós mesmos. Talvez por termos acumulado, no fim de tanto tempo, tanto rancor violento, tanta ira contida, tanta raiva e repulsa, a tantas injustiças e crimes arquivados, a “aguardarem melhor prova”!

Como pode uma sociedade odiar-se a si própria? Como na esquizofrenia, existe um processo de transposição. Ao detestar a sua cultura e comunidade, cada um assume-se externo a ela. Assim, apesar de pertencer ao alvo agredido, desvia o ataque para outros, através do mito da tal sociedade conservadora e bolorenta. Mas está a desprezar-se a si mesmo sem dar por isso. Chocar, denunciar, incomodar é tudo o que se faz. Está na moda e sabe bem. E, faz-se até à exaustão. –“E qual é a utilidade disso?”
 
Ó meus Amigos: alivia-nos a alma e o “stress”, “amansa-nos” a fera que temos em nós. Julgo até, salvo melhor opinião, que a sociedade sente-se muito melhor assim. E…aqui para nós: “Não é tão fácil destruir?” Difícil, difícil, é construir sobre os escombros, pois requer tarefa de criadores, e estes (os artistas), ou se demitiram ou estão desempregados. Mas, o mais engraçado, é que os tais comentadores, em geral, falam com sobranceria sobre o que desconhecem. É como na paixão amorosa, na “febre do futebol” ou no “fervor religioso”, só quem vive por dentro consegue compreender.
 
De longe, sempre distantes e escondidos por trás do televisor, ou em conjuntos com os nossos amigos, nos cafés e restaurantes, lá vamos mandando as nossas “bocas”, cheios de jactância, admirando ou reprovando, mas nunca avaliar ou analisar. Somos todos assim, incluindo eu! Lá diz o Povo: “De médico e louco, todos temos um pouco”!

Cruz dos Santos

2014

28/03/2014

IR AO MÉDICO PODE CUSTAR MEIA REFORMA

Pior do que os casos em si, que se acumulam uns sobre os outros, é a aparente indiferença com que assistimos a estas injustiças, ligadas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Corta o coração”, quando deparamos – diariamente – com os nossos idosos que são transportados sozinhos, para longe de casa, numa urgência e vivem a angústia do preço que têm de pagar para regressar à aldeia. Trata-se de uma falta de dignidade e de respeito pelos nossos idosos, no que concerne ao acesso à saúde. É uma situação de injustiça gritante, flagrante, que é urgente reparar.

Uma ida ao médico, pode levar metade da reforma e há denúncias de pessoas, que não vão à consulta, porque não lhes chega o dinheiro para o transporte e, muito menos para a compra dos medicamentos. Instituições como a Santa Casa da Misericórdia, conhecem bem estas dificuldades entre os utentes do lar de idosos com idades entre os 80 a 90 anos. Há mesmo “situações dramáticas”, sobretudo da população idosa, que “vive daquelas reformas rurais de 200 e poucos euros e que chega a pagar para regressar às suas aldeias 60, 70 ou 80 euros de táxi”. 

Os bombeiros “já têm ido em viaturas particulares buscar essas pessoas”, quando estão nos hospitais e se apercebem destes casos, esperam por elas e ainda facilitam o pagamento do transporte nas ambulância da corporação, porque sabem “o drama que vai ser pagar, o que para muitos é metade da reforma”.

É uma vergonha para todos nós Portugueses, essa miséria! Dados do INE, falam em dois milhões de portugueses em risco de pobreza, que comprovam que a classe média foi empurrada para o limiar da pobreza, alargando-se deste modo, o fosso em relação aos mais ricos. “Não há democracia que resista a uma falta de coesão social”, meus Senhores:

Não podemos deixar que o cortejo de aldrabices continue impune. Já não se trata, apenas, da miséria material em que vivemos, da fome que assola milhares de portugueses. É da degradação, da ruína, do abatimento da alma, da destruição do espírito que nos confunde e desorienta. Não podemos, nem devemos admitir que destruam o que ainda resta do decoro, da honradez, da moral e respeitabilidade desta Nobre Nação. 

Até onde nos levará o ideário desses governantes, que são áulicos servis? 

Cruz dos Santos

 2014
 

19/03/2014

“EM TERRA DE CEGOS, QUEM TEM OLHO É REI”


Que podemos fazer por nós próprios, tendo em conta que os propósitos políticos em causa, pouco ou nada projetam em nosso favor? Devíamos, talvez, aplicar a sabedoria dos nossos erros, para recriminar aqueles que nos conduziram à situação em que nos encontramos. Mas…recriminar quem? Gente importante? Os jornais publicam uma notícia sobre qualquer pessoa muito importante, que alegadamente fez qualquer coisa muito má.

O que acontece logo a seguir? Essa pessoa, que é muito importante, considera-se vítima de perseguição e recorre imediatamente aos seus Advogados, que são Juristas muito importantes e célebres no mundo da Justiça. Surgem depois outras figuras importantes, que vêm alertar para o vergonhoso desrespeito do chamado “segredo de justiça” em Portugal, que possibilita a atuação de “forças ocultas”. Iniciam-se então discussões, debates, denúncias, com requintes habilidosos de engenho e arte para justificar e reparar a difamação, o deserto de ideias, os projetos avulso para coisa nenhuma. Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar na legislação portuguesa para que estas coisas não aconteçam. Toda a gente conclui, “que não se pode mudar a quente a legislação portuguesa”. 

Então surgem outras pessoas importantes, que se sentam frente-a-frente no ecrã da televisão, à hora do jantar, para vomitar um “empadão” de palavras sem sentido. E a legislação portuguesa não chega a ser mudada para que estas coisas não aconteçam. As coisas voltam a acontecer! E os jornais publicam notícias sobre essa pessoa muito importante, dizendo que ainda fez coisas piores do que as muito más. Após um período suficientemente alargado de diligências (para que já ninguém se lembre do que se estava a investigar), a justiça finaliza as investigações e conclui que a pessoa muito importante, não fez nada de muito grave e que já prescreveu o que quer que tenha feito de muito mau.

Outras pessoas importantes, acusadas de outras maldades, vão para as suas luxuosas vivendas, ornamentados de pulseiras eletrónicas. E nós “Otários”, serenos e cobardes, lá nos vão conformando com esta rotina de mentiras, servida respeitosamente com ferrete obediente, escudados pelo discurso da culpa alheia e pela esquizofrenia do politicamente correto. Vivemos numa época, em que o que se diz ser é o que conta. Mas precisamos de enfrentar esse ardil e resistir à falácia. É que aos ricos, prescrevem os delitos e aos pobres, prescrevem os direitos! 


Cruz dos Santos

2014

07/03/2014

MAS… DE QUE GOVERNO PRECISA PORTUGAL?


Estamos todos endividados de uma forma preocupante, famílias, empresas, Estado e País; a economia desacelera, ano após ano, provocando todo esse mal-estar, em cada um de nós. E o caso não é pra menos! É que por essas contas e “derrapagens” que se têm vindo a registar e pelo clima depressivo que se sente no país e na vida política, não se vê como sair deste abismo económico. Os maus comportamentos, “pressentidos” e nunca confirmados pela Justiça, de alguns políticos, gestores e outros, no que respeita a dinheiros, públicos e privados, permite pensar que o “saque” está instalado e que, sendo arriscado o assalto a bancos ou a bombas de gasolina, aos autores de crimes de “colarinho branco” nada acontece. 

Por essas irregularidades e injustiças imputadas aos mais pobres, a Constitucionalista Drª. Isabel Moreira disse: “é incompreensível que o Governo insista em fazer uma correcção orçamental sempre sacrificando os mesmos”. Por outro lado, o distinto Constitucionalista, Prof. Dr. Jorge Miranda, declarou que “se trata de um imposto sobre os mais fracos, de uma medida inconstitucional (…) de uma violação dos princípios da proteção da confiança e da proporcionalidade (…), que há muito por onde cortar no Estado. O que é preciso é fazer um estudo objectivo sobre a tão falada reforma, para se perceber o que há a fazer. Seja em certas fundações ou mesmo instituições particulares de solidariedade pessoal, ou ainda na despesa com pessoal nos ministérios, há outras soluções, e a mim choca-me profundamente este tratamento desigual em relação a um grupo mais frágil". Por sua vez, a Presidente da direcção da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE) Drª. Maria do Rosário Gama, alegou que “esta decisão tem vindo a provocar um sobressalto constante aos reformados, que vivem na angústia de não saber o que vai ser o dia seguinte”, adiantando que os “Aposentados, pensionistas e reformados vivem permanentemente preocupados, desde que o Governou tomou posse e decidiu afrontar deste modo os pensionistas”. 

Efectivamente, “sem” a economia conveniente haverá ainda mais desemprego, maiores desigualdades, mais pobreza, mais insegurança. É que se estão a acumular “danos sociais” e desequilíbrios financeiros, que prenunciam o aparecimento de perigosas tensões a médio/longo prazo, sobre a sustentabilidade financeira do País. Perguntamos: estarão ameaçadas a qualidade da saúde, o nível das pensões e dos diversos subsídios, a extensão e a qualidade do ensino? Como vamos enfrentar o crescimento da pobreza? Mas…então, de que Governo precisa Portugal? E de que estratégia?

Cruz dos Santos

2014

05/02/2014

ERGAM-SE …DESSE MARASMO DE SUBMISSÃO!


Este texto, que é um "grito" de revolta que sinto, por essa "cambada" de mafiosos, que em vez de estarem na cadeia, se fazem passear cheios de jactância, sem que haja uma Entidade ligada ao Ministério Público, que os julgue num Tribunal Popular, sob a jurisdição da distinta Polícia Judiciária.

O País, salvo melhor opinião, já devia estar entrega - há muito - à JUDICIÁRIA! E havias de ver, que em meia dúzia de meses, os "Larápios" (Burlões, falsificadores de documentos e outros), já estavam, há muito, atrás das grades.

Desculpem-me o desabafo, mas, sinceramente, isso REVOLTA! Há muita gente a passar fome; muitas crianças mal nutridas; muitos idosos a viverem sózinhos, sem ninguém e sem assistência médica...enquanto estes ladrões se fazem transportar em luxuosas viaturas e outras mordomias, que todos nós pagámos com muito sacrifício.

Vegetais da obediência, submissos e religiosamente serenos, perante esta “Corja” de malfeitores. O desalento, a ansiedade e o desespero consomem-vos, de se converterem, respeitosamente, a estes “meninos de bem”! “Praxados” por estes “Jotinhas”, nascidos em berço d’ouro, revolucionários de microfone e de heróis “ de café! 

Uma vez abandonados por uma caterva de promessas, fazem revoluções “caseiras”, como as crianças jogam à bola. E em gritos demenciais, e “algazarras” lancinantes, gritam, que “o Povo unido, jamais será vencido”, implorando, servis: “Basta de cortes! Não nos castiguem mais!” E, apeados que foram os velhos “espanta-pardais”, consomem-se em manifestações pacíficas, exibindo cartazes, suplicando justiça, mendigando trabalho, fazendo greves, obedecendo aos unificadores das almas que os imobilizam na abulia da uniformidade. São os pobres, a revoltarem-se contra os pobres! Avante, proletários das estrelas! Anuncio-vos o fim das relações germinadas do vício. Clamem por “Justiça”, mesmo sabendo que há uma Justiça a duas velocidades, e que há uma Justiça para ricos e uma Justiça para os pobres.

Ó “santa ignorância”, não vêm que um indivíduo pobre não tem condições para que se lhe faça justiça. Não tem dinheiro para contratar um Advogado, é-lhe nomeado um “defensor oficioso”, pede à segurança social apoio judiciário, até pode não ter com que pagar as custas. A defesa dos pobres, pelo sistema da “defesa oficiosa” nem sempre será, dada a sua própria natureza, a forma mais correta de acautelar os interesses dos defendidos e de assegurar o integral cumprimento de todos os objetivos da defesa. Ou seja, não pode ter, um Advogado de primeira linha. Um pobre, numa comunidade de abutres, não tem direito a nada. Execrai a aberração que pelo ânus vos inculcou a concupiscente (a gananciosa) serpente, “amando-vos uns aos outros”! E a mais elevada forma de realizar esse amor é despojar-vos uns aos outros dos gozos materiais com que os viciosos répteis vos têm mentido, vos têm aliciado para este engano a que chamais “democracia” e que mais não é do que um ludíbrio (trampolinice) que vos fez errar nessa galáxia de corruptos.

Levantem-se! Ergam-se, desse marasmo de submissão. Não se deixem pisar por essa escória de aldrabões. Olhem que eles têm tudo preparado…a fábula está pronta. Falta cercá-la de arame farpado. E “Eles comem tudo e…não vos deixam nada”!

BANGA NINITO

2013

NÓS E A MANIA DAS GRANDEZAS!


Andamos “Tesos”, porque tivemos sempre a “mania das grandezas e das fachadas”! É natural que, em obras como as realizadas no Alqueva, Centro Cultural de Belém, sede da Caixa Geral de Depósitos, com a “Expo”, auto-estradas (por todo o país), pontes, Organismos Públicos, campos de futebol, aquisição de material de guerra, incluindo carros de combate, submarinos e outros “colossais” empreendimentos, adquiriram uma dimensão apocalíptica, aos olhos de toda a Europa. Nunca se viu tanto desperdício! Precipitação, falta de planeamento, caprichos políticos, mania das grandezas e “mitologia nacional” são traços comuns a estes “grandes projectos”, que fizeram as “delícias” dos interesses económicos e tiverem o condão de “entontecer” o poder político. Como é óbvio, os custos, para o contribuinte, foram e continuam a sê-lo enormíssimos (porque há obras dessas que continuam), mesmo se os Governos e os promotores dessas obras persistirem em afirmar, que tudo será pago com “receitas próprias”. Parte dos custos de alguns desses empreendimentos, foi e ainda deve ser, habilmente transferida para o contribuinte, nomeadamente para as tais chamadas “obras colaterais”, tais como as efectuadas com a ponte sobre o Tejo, os acessos rodoviários, o alongamento, ou seja, o estender do metropolitano, o caminho de ferro, a “Gare do Oriente”, o saneamento básico, a deslocação dos petróleos e do gás nas refinarias de Sines, os transportes urbanos, os telefones e a electrificação, quase tudo a cargo de empresas públicas. Outros custos de “viabilização económica”, que foram sempre suportados pelo contribuinte, seja por intermédio de “impostos excepcionais de mais-valias” ou pela especulação fundiária, etc., tudo isso se tornou num “oceano” de despesas (custos e atrasos), que vieram sempre estimular a curiosidade da imprensa e do público. 

Qual a razão, de termos cada vez mais a impressão de vivermos apanhados no seio de um poder fatal, “mundializado”, “globalizado”, tão poderoso que seria inútil pô-lo em causa, fútil analisá-lo, absurdo opor-se-lhe e delirante simplesmente sonhar em libertar-se de uma tal omnipotência que se diz confundir-se com a História?

Viviane Forrester, romancista e ensaísta francesa, crítica do jornal “Le Monde” e membro do júri do prémio literário Fémina, diz isto: “Não vivemos sob o domínio da globalização, mas sim sob o jugo de um regime político único e planetário, inconfessado – o ultraliberalismo, que gere a globalização e se aproveita dela, em detrimento da grande maioria dos cidadãos. Esta ditadura sem ditador não aspira a conquistar o poder, mas sim a dispor de todo o poder sobre aqueles que efectivamente o detêm”.

Mais palavras para quê?

Cruz dos Santos

2013

16/01/2014

SOCIEDADE, PROGRESSO E OBIDIÊNCIA!


Todos nós fomos ensinados a encarar a educação com seriedade. Disseram-nos que a educação molda e governa as nossas vidas. Disseram-nos que, se trabalharmos arduamente na escola e na universidade, havemos de colher os benefícios mais tarde.

O que nos disseram é verdade! 

Mas não nos disseram, o preço que teríamos de pagar pelos nossos anos de educação. Nunca nos disseram o preço que a sociedade espera cobrar por termos as nossas vidas moldadas e formadas. Dividiram-nos! Estamos divididos em classes, regiões, gerações e grupos. Por essa razão, é que o ministro da Educação Nuno Crato, pretende ou já está a substituir o Ensino Público, por colégios particulares, “enchendo”, não só os cofres desses mesmos estabelecimentos, como de outros empresários. Não lhes serviu o exemplo das universidades privadas, que passavam diplomas a troco de chorudas benesses. Por outro lado, os Hospitais públicos estão – desavergonhadamente – a ser cambiados (trocados) por hospitais privados e casas de saúde, luxuosamente equipadas. É assim. Hoje, os ministros, em vez de governarem, estão a dividir os portugueses para, desta forma, poderem ser os “donos” deste falido País. É por essa razão, que no meio da maior crise de que há memória, o número de milionários (mais de 85) aumentou, sendo que a fortuna conjunta dos 870 que detêm esse estatuto ter crescido, este ano, cerca de 11% que vale 75 mil milhões de euros, quase metade do PIB anual do país. É coisa para nos deixar a todos abismados e preocupados.

O Jornalista e Diretor da TSF Paulo Baldaia, pergunta: “Como é possível que menos de 0,01% da população tenha ficado cerca de oito mil milhões de euros mais rica, enquanto a maioria da população ficou bastante mais pobre? Onde estava o Estado? Onde estavam os senhores e as senhoras que elegemos para governar o País?” É verdade! Nós criámos um mundo e uma sociedade que agora nos controla a nós. Não temos poder sobre o nosso destino. O nosso presente e o nosso futuro, são controlados pela estrutura social que nós inventámos. Uma coisa é certa: a sociedade não está interessada na verdade nem em qualquer compromisso. A sociedade precisa de progresso desenfreado para poder crescer. As instituições da nossa sociedade, têm um apetite insaciável pelo progresso. A política é como a publicidade. Tanto uma como outra, alicerçam-se em promessas que raramente são cumpridas. São concebidas para substituir liberdade por constrangimento. Elas obtêm sucesso, tornando as pessoas infelizes. A publicidade é o símbolo da sociedade moderna. Ambas alimentam tentações falsas, esperanças vãs, infelicidade e desencanto, e inspiram muitas vezes valores baseados no medo, na ganância e na avareza.

Cruz dos Santos 

2013


31/12/2013

O ESTADO PORTUGUÊS, ENDIVIDOU-NOS A TODOS!

Em Portugal é urgente, salvo melhor opinião, tomar consciência da realidade, o que significa apender as novas circunstâncias em que vivemos. Logo no plano político e partidário, há distorções de “fachadas” que dificultam o entendimento das mudanças. Muitas promessas, acompanhadas duma economia debilitada e “esmagada” por uma repugnante austeridade, que apenas enriquece os ricos, não traz prosperidade, “contraria o princípio da igualdade de oportunidades e só leva à pobreza, a desigualdade social” à maioria dos Portugueses.

De uma ponta à outra do “leque parlamentar”, todos são “social-democratas” no sentido de que ambicionam, acima de tudo, uma maior igualdade, uma economia próspera, pleno emprego, a redistribuição equilibrada da riqueza e o Estado social digno para todos. Ali estão eles a “pregar no deserto”, distinguindo-se, basicamente, pelos lugares que ocupam na sala, pelos protagonistas que promovem, pelo tom dos discursos que fazem, pelo grau do “liberalismo moral” que defendem ou pela expressão dos receios que o “aquecimento global” lhes provoca. Dos 230 deputados à Assembleia da República, 117 estão em regime de “part-time”, acumulando as funções parlamentares com outras atividades profissionais no sector privado. Prestam serviço remunerados a empresas que operam em sectores de atividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos deputados integram. Noutros casos exercem cargos de administração ou fornecem serviços de consultoria a empresas que beneficiam, direta ou indiretamente, de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas.

Deste modo, enquanto o país empobrece, a classe média se extingue e o desemprego alastra, a corrupção continua a aumentar, os mecanismos das despesas do Estado agravam-se e cresce a promiscuidade entre a política e os negócios.

Cruz dos Santos
2013

18/12/2013

E AGORA? VAMOS SAIR DO EURO?


Para resolver todos esses problemas financeiros, que temos, penosamente, vindo a defrontar (austeridade), através de cortes nos salários e reformas, o aumento do desemprego, aumentos nos transportes públicos, na água e na eletricidade, enfim, a todo esse amontoado de divergências, que vieram a criar essa gigantesca crise sem precedentes e a nível internacional, seguida desta recessão económica, que…a saída do Euro seria solução ideal, para pôr fim a toda esta miséria! Será, que se sairmos do Euro e fazermos as desvalorizações competitivas da nova moeda nacional, era a única solução? Ou, colocados perante a crueza da realidade que é o conjunto de exigências de disciplina e rigor decorrentes da integração na moeda única, seria pagarmos as dívidas monstruosas entretanto contraídas? Como? 

Alterando radicalmente o estilo de vida que levamos, baseado num consumo moderado, cortando nas despesas, queimando as “gorduras” escondidas. Pergunto com mais atualidade: aceitar que a Troika nos continue a enfiar o “colete-de-forças” da disciplina do trabalho, do rigor e da poupança? Ou fazermos como certa esquerda propõe, que é o de dizermos, claramente, aos financiadores externos que não vamos pagar o que devemos? E lançar de novo, como pede essa mesma esquerda, uma política de estímulo à economia, acabando com a austeridade e reprogramando um ambicioso plano de investimentos do Estado, saindo do Euro.

Meus Senhores: Se saíssemos do Euro, o dinheiro depositado nos bancos em Portugal, “voava” para o estrangeiro num ápice e, o sistema bancário ia à falência em pouco tempo. Reparem: se disséssemos aos nossos credores internacionais, que íamos escolher uma moeda própria, para a poder desvalorizar logo a seguir e que, por isso, já não podíamos nem sequer queríamos pagar as nossas dívidas, não estaríamos a condenar o País a viver em pobreza humilhante, durante os próximos 40, 50 anos? É claro que muita gente, principalmente os “rendeiros” deste regime, preferiam voltar ao escudo a perder privilégios.

Mas, uma coisa é certa, a maioria seria facilmente enganada com a saída do Euro e, com moeda própria, então, sim, os pobres ficariam muito mais pobres e os ricos mais facilmente se protegeriam. Portanto, e em resumo, o que não se deve fazer: sair do Euro! Devemos pagar as dívidas em euros, para reconquistarmos a confiança dos investidores e fazer tudo, não só para garantir o crescimento económico, mas…como “cortar” nas despesas do Estado, aliviando, deste modo, aqueles que mais sofrem e que mais necessidades têm de sobreviver, a toda esta “criminosa” austeridade.

Cruz dos Santos
2013


 

14/12/2013

O BORRABOTAS !


Por natureza, o homem é gregário e isto implica em estar integrado na sociedade e ter à sua volta outros indivíduos. 

Pois, o mais certo, quase de certeza, entre estes, está o Borrabotas a que me refiro. Talvez ainda não te apercebesses, mas certamente até já tivesses tomado junto umas cervejas e quem sabe, já não sentiste nas costas, as palmadinhas da praxe, em aparente boa harmonia. Digo aparente, porque tu que és bom, que és são, nem te passa pela cabeça que as tuas frases, ou simples palavras, estariam a ser dissecadas no intuito cínico de nelas ser descoberto algo que o Borrabotas possa apelidar de ofensivo ou depreciativo para alguém, principalmente para indivíduos de quem estais na dependência. Quantas alusões cínicas o Borrabotas te teria já feito para provocar em ti alguma reacção na qual ele pudesse imaginar, porque o veneno das tuas reacções é pura imaginação do Borrabotas, uma vez que tu és bom, sério e honesto nas tuas acções e até reacções.

Por isso é que nem fazes ideia, o trabalho de sapa, que se desenrola à tua volta, e de que poderás ser vítima, como quase sempre acontece aos que por não serem cínicos só tarde dão conta do cinismo que os rodeia. Repara ainda que tanta vez até os influenciáveis, acabam por cair nas malhas da teia que subtilmente e a coberto das patifarias que te foram feitas, e outros, lhes estará sendo urdida, e que mais cedo ou mais tarde também os imobilizará, porque o Borrabotas, não denegride só num sentido. Para estes, a teia demora mais tempo e, tem de ser feita com melhores fibras e com maior subtileza, para mais facilmente os imobilizar e neutralizar à custa do veneno que hábil e lentamente estará sendo destilado para esse efeito. E quem sabe, se neste momento até, aqueles influenciáveis já estarão sentido os efeitos do Borrabotas! Não é nenhuma novidade a presença do Borrabotas na sociedade. Já Viriato e Sertório foram vítimas do Borrabotas, que por sua vez também fez rolar no cadafalso a cabeça de Robespierre, que se considerava seguro na sua quase omnipotente posição. Até Jesus Cristo foi empurrado para o calvário por intriga tecida à sua volta.

Continua o teu trabalho sério e honesto, mas cuidado....descobre o Borrabotas para te defenderes dele, com prudência, pois só assim, poderás evitar as suas nefastas artimanhas. Contra a gripe, há a vacina! Mas contra o Borrabotas, ainda nada se inventou .


CRUZ DOS SANTOS
2013