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02/11/2016

NOSTALGIA


Muitas vezes acontecem coisas para as quais não temos explicações. De vez em quando temos nostalgia dos tempos já vividos, é um turbilhão de memórias inesquecíveis. Na realidade, quando era miúdo, queria.... ser rico. Penso, que esse até aos dias de hoje não foi o meu destino. Conheci muitos lugares, muitas pessoas, e vivi muitas aventuras e desventuras. 

Nem sequer vos consigo transmitir o que significa para mim estas lembranças da minha adolescência e Juventude.

Não há sensação melhor do que relembrar as coisas do passado, ver fotografias antigas, lembrar aqueles momentos inesquecíveis que jamais irão voltar. Aquele leve sentimento despertado pela lembrança de uma época boa, daqueles brinquedos de infância feitos por nós próprios. Tudo isso faz parte de uma nostalgia, que faz sabermos, que somos felizes !

A nostalgia não se resume a saudade das pessoas, mas também dos bons momentos que foram passados ao lado daqueles que eu sinto falta. Quando estamos em estado nostálgico, desejámos que aquelas pessoas (e aqueles momentos especiais) nunca tivessem desaparecido! 

Mas de vez em quando vem uma nostalgia dos dias da minha infância... de quando jogava á bola no Largo do Preventório Infantil de Luanda , lançava o papagaio, brincava de Índios e Cow-Boys e até tinha uma casa de madeira no Cajueiro em frente á casa de meus pais, e até me lembro quando tentava fintar o meu pai e minha mãe com as horas de chegar a casa.

Tenho saudades, do tempo em que havia ....tempo.

E até tenho saudades dos amigos com quem brincava:
Manelito, Chico, Litó, Cacito, Quim, Jorge, João, Manel João, Bia, Capoon, Albuquerque, Tó Barata, Beto, Galiano, Juca, Luís Van-Dúnem, Dário, Carlos Sousa, Luis Alfaiate, Peralta, Luis Gordo, Quim Mota, Festas, Adão, Pompeu, Salvador, infância feliz depois recordações dos mais velhos, Chico Leite, Moedas, Teixeirinha, Guimas, Caroças, Fernando Simões, Touringa, Castelo, Jaimito, Toalhinha, Bronson, Tony Novo, Augusto ( Russo ) que ficávamos ali no Muro do Matias até altas horas a contar e ouvir anedotas, e mais tarde das farras nos clubes, e ainda os mais cotas Nascimento, Delmar, Nogueira, Lobo , João Ferreira, Alberto ( Gugu), Américo Nunes, Manuel Alves da JOC, os manos Borges, Filipe Santarém, Cid Adão, Adelino ( Ninito ) Zé das Senas……..

E muitos mais, aos quais rendo a minha singela homenagem, pois fizeram parte de um tempo, em que havia tempo.

Muitos já partiram, outros andam por aí, talvez com a nostalgia do passado como eu. Tudo era novidade naquela fase da vida, e eu não sabia muito bem como lidar com os meus sentimentos. Assim, todas as emoções, alegrias e dores ficam desproporcionais e mais intensas, hoje vou sentindo essa nostalgia que me faz bem. 

 Alguns irão ler este pequeno texto que escrevi, pois fazem parte deste "Novo Mundo"!

Não falei ainda das miúdas do bairro. Ficaram para o fim pois já adolescente pulava de clube em clube para as conhecer e botar em qualquer funguta e numa boa dança, alguma conversa interessante, isso também é nostálgico. 

Lembro-me bem das garinas do Bairro: Dina, Virinha, minha irmã Amélia, Mila, Bety, Linô, Celina, Chú. Judite, Graciete, Leta Pita Grós, Nixa, Florinda, Mimi, Preciosa, Alice, Guiomar, Fernanda, Paula, Lena, Belinha, Fatinha, Ivone, Goretty, Felismina, Fernanda, Maria João, Tiza, Bela Mota, Alda, Ana Bela, Ana Maria, Cândida, Beatriz, Berta, Célia, Rosário, Crisanta, Zinha, Zita, Ester, Elisabete, Inês, Madalena, Helena, Ilda, Letinha, Zeza, São, Lili, Sónia e muitas mais que com o tempo a memória foi esquecendo mas de vez em quando abre-se a gavetinha das memórias e lá vem á lembrança outras garinas e os bons tempos da minha juventude.

ZÉ ANTUNES
2016

17/10/2016

RESTAURANTES E AFINS….

 
Como na maioria dos posts que escrevi, as minhas recordações de infância passadas no bairro Câncio Martins ( Bairro Popular nº2 ), mais especificamente na Rua de Serpa e Largo do BAIRRO.

Fui para Angola com oito meses de idade e regressei com 20 anos. Lembro-me perfeitamente, que quando ia para a Escola primária nº 176, havia ali próximo daquele estabelecimento de ensino, um bar chamado: "Bar Cravo", que servia uns apetitosos e saborosos "franguinhos de churrasco", que eram uma verdadeira delícia. Perto dali, no Largo do chamado "Bairro Popular nº 2", ficava o bar: "São João", do Matias e do Jorge. Um pouquinho mais à frente, encontrava-se uma conhecida pastelaria a Détinha (perto da casa do Cid), onde eu e os meus companheiros de infância, "curtíamos" as nossas amizades, envoltas num sentimento de afeição, que perduram até hoje. Mais adiante, mais concretamente no bairro "Sarmento Rodrigues", existia uma popular cervejaria chamada de "Tirol", onde colocávamos a nossa “escrita em dia”. E quem se dirigia para o "bairro do Golfe", avistávamos logo ali o "Bar Pisca-Pisca", que era outro ponto de encontro das nossas trocas de amizade, bem como desta ou daquela notícia mais merecedora de atenção. Não me recordo lá muito bem, mas suponho que naquela época (metade do final da década de 60), o referido "Bar Cravo" só abria as suas portas no período da tarde, mas sei que, nos fins-de-semana, essas mantinham-se abertas durante todo o dia, devido ter anexado uma pequena mercearia. No entanto, a fragrância dos referidos "churrasquinhos", ainda se encontra presente no meu olfato (sentido responsável pela distinção dos cheiros e odores), que me têm provocado imensas saudades...!! Recordo-me ainda (se a memória não me atraiçoa), que nos Sábados à tarde, bebíamos uns finos ou "canhangulos" (cerveja servida em copos altos), a acompanhar uns pratinhos de "dobrada", que era um verdadeiro regalo, um louco
pitéu a "servir de boca", como se dizia em gíria mucequeira.  Aos domingos, como era tradição, o dia da semana, indicado pelos nossos pais e avós, para se almoçar fora do "cubico", geralmente íamos comer aos célebres restaurantes: do "Vilelas" enfardar umas valentes e saborosas postas de bacalhau; à "Floresta", junto à estátua da "Maria da Fonte", deglutir um deleitoso "Cozido à Portuguesa"; ao "Cacuaco", ingerir umas tentadoras e apetecíveis "gambas" grelhadas (mariscada); "Bar América", situado no popular Bairro de São Paulo "mamarmos" uns pratos de "mão de vaca" com grão e muitos outros restaurantes existentes em Luanda, mas que a memória envolta neste sentimento nostálgico provocado pela distância de (algo ou alguém), ou pela ausência de nossos Entes Familiares e Amigos, nos tem vindo a bloquear a identificação dos mesmos.

Decorridos todos esses anos e já a trabalhar, vêm-me à lembrança outros cafés e pastelarias na baixa, nomeadamente no centro de Luanda, que eu frequentava e dos quais me recordo, nomeadamente do célebre "Polo Norte", "Tongo", "Apolo XI", "Mutamba", "Baia", "Xenú", "Paris"," Pastelaria Ateneia", "Versailhes", tendo também neste leque de rememorações, as cervejarias "Amazonas", "Restinga", a "Munique", "Mónaco", "Portugalia", a "Biker" e muitas outras. Ainda na rua “Sá da Bandeira”, havia o “Bar Tutti-Frutas”; e nas traseiras do distinto “Liceu Salvador Correia”, o “Bar Acadêmico”, onde permanecíamos vigilantes a aguardar a chegada das “garinas” (jovens estudantes), que saiam da escola e lhe pedíamos namoro. Entretanto, neste intervalo, e como o calor apertava, ingeríamos as distintas cervejas “Cuca” ou “Nocal”, acompanhadas sempre de um bom petisco, que o paciente “velhote Hermínio” nos preparava e que era de “estalos”! Na velha “Mutamba”, local destinado à paragem dos “maximbombos” (auto-carros), existiam outros Snack’s-Bares, dos quais se destacava a “Tendinha”, devido ao seu conhecido e notório “prego no pão”; mais um pouco afastado, lá estava o afamado “Baleizão”, onde serviam as conhecidas e invulgares “sandes de presunto”, como o extraordinário e apetitoso gelado. Uns metros mais acima, percorrendo em direcção ao “Largo Serpa Pinto”, ficava a “Suissa” (bar famoso), onde forneciam umas apetecíveis “moelinhas”; atravessando outras ruas e bifurcações, seguindo a “Serpa Pinto” na Maianga, ficava, ali mesmo, a “Mexicana”, onde o pessoal das “torraites” se reunia à noite, afim de programarem as respectivas saídas de entretenimento. Outros estabelecimentos comerciais se faziam ouvir, como por exemplo, o “Mariazinha”; o “boteco” do “Velho Campino”, famoso com as suas sandes de peixe frito em óleo de palma; o “Bar Cravo” e a sua deliciosa “dobradinha”; a pastelaria “Vouzelense”, com as suas instalações no “Bairro de São Paulo” e “Bairro Operário” (Bê-Ó), respectivamente. Quero aqui informar-vos que a gastronomia Angolana, era quase toda ela confeccionada com “gindungo” (piri-piri), gengibre e outras ingredientes tropicais.

O glamour de ir a um restaurante, vestido com roupa social, deixou de existir, de qualquer modo, não poderia acabar este “post” sem vos falar – abertamente e com algum prestígio - do célebre “Restaurante da Quinta Rosa Linda”, situado no “Futungo de Belas”, que era ali o lugar onde se realizavam quase todos os sábados casamentos e batizados. Deste modo e em virtude de sabermos que se tratava de um lugar – luxuoso - “chique”, lembro-me, que numa bela tarde de Sábado, bastante quente e ensolarado, uma prima do meu amigo João e seu namorado, tinham chegado de Carmona (por se encontrarem de férias), fui convidado a acompanhá-los a um casamento, que ali se realizava. Chegados lá, qual não foi o nosso espanto, quando nos barraram a entrada, em virtude de nos apresentarmos com umas indumentárias, que não eram indicadas, porque ali, todos se encontravam ornamentados em suas belas e vistosas fatiotas.

De momento, não me recordo de todos os restaurantes, porque a minha memória – provavelmente - não seria capaz de evocar, relembrar, mas, sei que nos anos setenta, em Luanda existiam:


CABARÉS


Tamar, Casa Portuguesa, Embaixador, Bambi, Choupal, Copacabana, Estoril, Marialvas, Rex, Gruta, Maxime, Flamingo.


BOITES


Grill-Room do Grande Hotel Universal, N'Goma, Tunel, Adão, Aquário

BARES


Calhambeque, Cortiço, Caixote, Coqueiro, Joquei, Gandola, El Chicote, Zorba, Lord, Nina, Acrópole, Quatro, Xeique, XVII Clube, Escape livre.

CINEMAS E TEATROS


Nacional Cine-Teatro, Restauração, Tropical, Colonial, Miramar, Aviz, N'Gola, Tivoli, Império, Kipaka, África, São João, Lis, Teatro Avenida.

RESTAURANTES e CERVEJARIAS

A Kaverna e El Pátio (Grande Hotel Universo), Cubata, Mar e Sol,
Portugália, Kitanda, Tongo, Restinga, Farol Velho, Versaillses, Amazonas, Charcuterie Française, Clube Naval, Z'ero, Kimbo, Tia Conceição, Munique, Palladium, Monte Carlo, Académica, Ganso, Chave de Ouro, Expresso, Caçarola, Tairoca, Polo Norte, Apolo XI, Madrid, S. Jorge, Tamariz, Barracuda.


RESTAURANTES TIPICOS


Embaixador, Belo Horizonte, Esplanada St. António, Retiro da Conduta, Estalagem do Leão, Escondidinho, Retiro Transmontano, Retiro da Mulemba, Esplanada Verde, Casa do Alentejo.


ZÉ ANTUNES

2016
 

01/10/2014

SAUDADES DE QUANDO EU ERA “KANDENGUE”!


Estou só e silenciosamente a meditar, naquelas “velhas” e saudosas recordações de infância, que trago gravadas até aos dias de hoje. Daí eu partilhar convosco, estas rememorações, de tempos que já não voltam. Quero manifestar, dividir, com todos vós, essas lembranças, todos esses fascículos que ficaram por escrever, interrogações sem fim, separações, despedidas…que brotam da minha já cansada memória e que julgo terem sido verídicas, porque se fossem uma ilusão, não poderiam resistir ao tempo nem magoarem tanto. Se fossem apenas a criação imaginária de um espelho, elas não seriam aquele foco, que me tem atraído, constantemente, até à exaustão. Será a razão, a técnica ou o pensamento despidos do afeto que são capazes de ganhar essa luta desigual?

Óh que recordações meu Deus!, a envolverem lugares, terras, ocorrências passadas com pessoas, misturada com a fragrância da terra molhada, dos amigos de escola, das feridas causadas em “berridas” e nas “baçulas”, dos “trumunos” com bolas de borracha e de catchú, da Feira Popular, que ficava ali para os lados da avenida Lisboa em Luanda e de centenas de lugares, que me marcaram para todo o sempre! Óh…como me recordo de tudo! Estava a lembrar-me daquelas corridas de carros, onde tínhamos que “bater” num manípulo, para que uma bola passasse dentro de uma espécie de cesto que fazia o carro lá em cima avançar. E quando era mesmo pequeno adorava andar nos Póneis e numa pista que lá havia que fazia um 8 e uma parte passava por cima tipo viaduto.

Lembro-me também que os meus Pais ralhavam comigo por ficar acordado até mais tarde a ler os livros aos quadradinhos do Mandrake, Cisco Kid, Major Alvega, Fantasma, etc. etc.

É verdade, também me lembro de jogar à bola em frente do portão da minha casa, no Largo do Preventório Infantil de Luanda, descalço ( para não estragar os pancos ) jogava de manhã á noite, até cansar, era de deixar os velhotes quase doidos principalmente minha mãe, que queria que eu estudasse, e eu o que queria era jogar á bola, lembro-me do jogo do espeto, jogar ao berlinde, bate pé, quarto escuro, os carrinhos de rolamentos, as trotinetes e as rodas feitas de arame com uma gancheta, dos jogos do Monopólio e da Glória. Bons tempos.

Também me lembro de o meu pai ouvir os relatos dos jogos do campeonato Português de futebol principalmente os jogos do Benfica, que era quase sempre campeão!!

Lembro-me dos bolos que vendiam á porta da Escola João Crisóstomo e da Escola Industrial , os famosos bolos ROCHA, malvados bolos, mas tão bons, foram logo batizados de MATA-FOME.

Quando era kandengue não tínha TV em Luanda, mas acordava cedo aos sábados para arrumar as minhas bicuatas ( a minha mãe fazia questão que cada um dos seus filhos arruma-se o que era seu ), depois do almoço, como não tinha aulas e então ai estávamos todos para brincar, ia-mos para a rua jogar à bola, às escondidas, ao bate pé, enfim, uma série de brincadeiras que hoje não se vê mais nas ruas.

Lembro-me das quedas que dava na terra batida, era com cada ferida nas pernas que eram só desinfetadas e logo depois estava tudo bem, hoje é um cabo de trabalhos quando isso acontece.

Eu uma vez a jogar à bola caí (mas que valente baçúla) e de seguida levantei-me e disse não foi nada. E o pessoal a olhar para mim como se estivesse a ver um fantasma. Quando reparei tinha um fio de sangue a escorrer pelo braço abaixo, tinha feito uma grande ferida no cotovelo.

Conclusão, fui a casa, desinfetei, coloquei um penso grande e siga para o jogo.

Nas férias de verão, aderia muito aos encontros organizados pelo Padre Costa Pereira, como os passeios que se faziam na companhia de todos e das catequistas que nos davam catequese, as idas ao “ campo e à praia".

Bons tempos mesmo! SAUDADES

Belos tempos, o que eu me divertia . 

Os tempos passam e sempre fica a saudade.

Lembro-me, de acontecimentos narrados pela Emissora Oficial de Angola, pela Rádio Eclésias de Luanda, e pela Voz de Angola;

1º Festival da Eurovisão que Portugal participou em 1964 (António Calvário ) com "A Oração"

Das transmissões do Mundial de 1966 ( mais tarde vi em cinema )

Na inauguração a 6 de Agosto de 1966 da Ponte Salazar (hoje 25 Abril)

Das "Conversas em Família" do Prof. Marcelo Caetano (1968/73) ( era uma seca meu pai queria silêncio enquanto ouvia o Marcelo )

Do "Zip-Zip", programa transmitido em direto do Teatro Villaret, com R. Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia, em 1969, que mexeu com muita coisa no País, era reproduzido na Rádio, lembro-me que á tarde mais ao menos pelas 18 h00, quase todas as mães ouviam a radionovela “MARIA” transmitida pela Rádio Eclésia.

Da agitação juvenil nas universidades e das eleições legislativas de 1969 e 1973. No ano de 1970 (eu estava em Lisboa a estudar).

Da eleição da miss Portugal ganha pela Riquita.

Da revolta fracassada do RI 5 das Caldas da Rainha, a 16 de Março de 1973.

Assisti "in loco", á revolução do "25 Abril ", em Luanda, íamos ouvindo e lendo os jornais da capital Angolana sobre o ocorrido em Lisboa.

Vivi toda a turbulência politica ou social ( o chamado PREC ) ou ( Verão quente de 75 ) ocorrida após o 25 Abril (manifes, paralisações, greves, quedas de governos sucessivamente, tentativas de tomada do poder, golpes militares, como o 11 de Março e 25 Novembro de 1975, etc. etc. etc. tudo isso porque já estava em Lisboa. Lembro-me da descolonização, e tantas e tantas outras coisas, que passaria aqui o resto do dia a enumera-las.

Eu sou do tempo em que me lembro de comer de manhã as "sopas de leite" e a farinha 33 que tinha como slogan, algo parecido a isto: Come farinha 33 e valerás por 3, e ainda a célebre farinha Amparo.

Já nos tempos de jovem dos bons velhos tempos, dos anos 1975 já a residir em Lisboa, em que na época só existia 2 canais de TV para ver, e em que não havia telemóveis que hoje se diz indispensável, hoje tenho 2 telemóveis um da empresa e um particular, ( hoje tenho 100 canais, internet e telefone ).

Depois já adulto lembro-me do que o meu filho gostava :

Os Soldados da Fortuna (a primeira vez que passou, para os mais novos, antes da versão Esquadrão Classe A da Herbert Richards ) e o Norte e Sul.

Nas séries lembro-me que ele adorava o D´Artacão. Gostava igualmente de ver o Alf, o Allô Allô, os Marretas...

E da Orangina e do Caprisonne (que agora voltou em força) e do Topo Gigio. e os Jogos Sem Fronteiras. Ele não perdia um. 

E dos Kalkitos, alguém se lembra???

E as mini tortas da DanCake, ou não???

A Heidi e o Marco

A Pipi das meias altas

O fungágá da bicharada

O jornalinho

Sou a favor da modernidade, mas ás vezes dá-me a nostalgia e fico com saudades de quando não existiam telemóveis, multibancos, nets, TV`s por cabos, shoppings, fast foods, as Auto Estradas a A7, A8, A9...A49, IC´s e afins.

E quando demorávamos 7 horas a fazer a viagem de Lisboa a Guimarães, em que passávamos pelo interior de muitas cidades, pois só existia auto estrada de Lisboa a Vila Franca de Xira e dos Carvalhos ao Porto

Até destes tempos mais atuais tenho saudades, e que saudades.

O sempre igual, o repetitivo, cansa nesse eterno retorno do acontecer. O espaço da vida precisa desse tempo sem tempo que só o amor e a arte engendram pelos tortuosos caminhos da sem razão. E há palavras mudas que o olhar desenha…Palavras que discretamente moram no fundo de um silêncio, palavras que enunciam a certeza de um sentido oculto…!


ZÉ ANTUNES

2014
 

25/06/2014

SAUDADES DO BANGA NINITO




PÁREM UM BOCADINHO, PARA RECORDAR OS NOSSOS "BECOS", AS NOSSAS "BERRIDAS"...!??  E...


CANTEM...CANTEM...MINHA GENTE!
DEIXEM A TRISTEZA P'RÁ LÁ...
CANTEM FORTE, CANTEM ALTO
QUE A VIDA VAI MELHORAR!!!
QUE A VIDA VAI MELHORAR!!!

 Mas...será que vai melhorar????


Que saudades tenho de ti

MARTINHO DA VILA!!

E de ti ELEUTÉRIO SANCHES, com a tua canção do subúrbio!!

 E TETA LANDO, onde é que andas? Vê lá se encontras aí na nossa "banda" o

ELIAS DIA KIMUEZO, 

ou o TITO PARIS...!!!

AIUÉ...N'GOLA RITMOS!!

BARTOLOMEU,

SOFIA ROSA,

MINGUITO com a sua concertina a fazer o seu estilo;

ONDINA TEIXEIRA no "Chá das Seis" em matinée no Restauração; 

DUO OURO NEGRO, 

PAULO FLORES com as "Coisas da Terra"; 

a saudosa CESÁRIA ÉVORA! 

EDUARDO NASCIMENTO sempre com o seu "Vento Mudou", no Festival da Canção...

BONGA, 

RUI MINGAS com os seus "Meninos à Volta da Fogueira"; 

AIUÉ QUE SAUDADES!!! DOS MEUS MANOS AMIGOS LÁ DA BANDA:

Pateira "ganda" maluco das motas

Américo Alves "bom Mano", mas era "kandengue"

Xico Gonçalves “ possas, nem sei o que dizer! Verdadeiro "Santo"

António Gomes, o homem dos "Porches", que virou engº aqui no "puto"  

Henrique Tomé: 1º Sargº do "Bê-Ó"

Hernani Sebastião, virou já professor dos "kandengues" 

Juvenal, qui foi Alferes milº e Capitão das "gambas" e do "carangueijo de Moçamedes", rei da "Cuca"

Norberto, amigo de infância, branco di 1ª e filho do dono da "Casa Branca"..."Ti-Braz"

Zé Nobre, mais conhecido por "Zé da Minerva", qui vendia livro di "tabuada" e a "gramática portuguesa", para uso dos alunos do ensino liceal. Atualmente virou Engº da Informática..."gajo porrero", paciente, amigo do seu amigo, aliás, sempre foi...estou sempre a "xateá-lo", "madié", qualquer dia "vira bicho"

Aurélio dos Santos, "kandengue" "Lelinho"; "Bugueiro" 100%, sai ao Tio-Ninito,..."malandro", p'rá caraças!

Marçal, Sargº.-Mor, "ganda" maluco por carros alemães 

Zé Antunes, mais conhecido por "Benfiquista"..."Bué di Fixe", virou diretor do Blog "Luanda Tropical"

Zé Ideias, o verdadeiro "Trumuno" e Chefe de "Kazekuta"

Resende..."ganda" Amigo du Pêto 

Braguez (irmão do outro Braguez), professor porrêro, pensador do "Mufete" e "karindolo" guizado 

Cachuchito..."ganda kamanguista" e jornalista do Conselho da Revolução du "Karibala"

António Gonçalves... Alf. milº Eh! Cuidado com ele, "bugueiro" até dizer basta! Bastante "fixe", "ganda" Mano...juro mesmo!

Eurico Breda, moçambicano, "maningue" di fixe, "ganda" Camarada de luta 

Evaristo, chefe du posto do "bairro zangado"

Lopes da Silva, nem é bom falar..."porrero" até dizer basta! Amigo do seu Amigo, "ganda" amigo de Aquilino Ribeiro

Agostinho, "ganda" atleta, esquecido da "banda" porque não é jogador de futebol...se fosse, era campeão do mundo! 

Pedro Oliveira...nem sei o que dizer! Está junto da minha "muxima"! 


Fernando das Quarras, sempre a enganar o seu amigo para beber umas nocais.

Escaqueirado sempre a fugir dos Cangas

Cacepita, filho da Mariazinha irmão do Arturinho

Abraço a todos os "Kimbundos" qui vieram di Lá, sem "kumbús", "malaikos" dum raio...!

Para todos um valente "kandando"

Do sempre

Banga Fukula 

que virou Kota no "Puto", mais concretamente na cidade de Coimbra, porque levou "berrida"...TÁS A BRINCAR ou QUÊ???

Di seu nome verdadeiro, criado e batizado no São Paulo de Luanda!

Do verdadeiro
NINITO

2014


 

 

01/04/2014

SAUDADES AIUÉ SAUDADES

Ah!...Como eu gostaria de te ver de novo LUANDA! Regressar ao meu bairro, correr naqueles teus “becos” malucos, pisar a tua terra vermelha, “chapinar” nos teus “charcos”, ouvir o “tamborilar” da chuva a cair no telhado de zinco, na cubata de adobe, rebocada e caiada a cal; caçar os “kinjongos” nas “barrocas” da “Casa Branca”; “pelejar” nas areias quentes da tua ilha; mergulhar, dar umas “fimbas” naquelas tuas ondas do Mussulo; andar descalço nas tuas “picadas”; sentar na “Tasca” do “Zé-Kituba”, beber, uma laranjada “Mission”, comer doce de ginguba, feitos pela Tia Donana…AIUÉ minha Nossa Senhora! AIUÉ, que saudades! 

A vida ali era diferente. Não era igual no Rangel, nem quando a gente morava no “BÊ-Ó”, ou no Bairro de São Paulo”! Mas…porque razão, as nossas “Kintandeiras” e todas aquelas Mulheres que usavam panos de “chita”, nunca se sentavam nos bares ao pé da gente? Mesmo eu nunca vi as mulheres antigas, como a minha mãe, e as amigas dela, se sentar nesses sítios, mas porquê, então? Também era mania delas! Eu lhes disse uma vez: Minhas Senhoras: mi desculpem, porque não tiram esses “mileles negros” e estas sandálias di pneu e, nos fazem companhia? Insistia: “muxoxou”, me respondiam: -“Esta é a nossa roupa…Vocês d’agora não prestam!” Como lhes conhecia bem, cresci com elas no Sambizanga, não mais diantava conversar, ficavam com as zangas delas e me davam uma “Berrida”! 

Mas eu via bem que o coração delas estavam da cor dos panos coloridos, que usavam no domingo. Nenhum de nós esquece mais esses momentos! Se eu mesmo naqueles tempos, me dedicava mais, a brincar às escondidas, ou a “cabra cega”, ou ainda “dá-me fogo…vai ali”, ainda que estava melhor. Mas nas aulas, nos recreios e até no catecismo, só queria falar das minhas “gajas”, quase todas minhas namoradas. E quando, algumas delas me falavam no “Cine São João”?! e me convidavam, eu ficava “arrasca”, porque ainda era “kandengue” p’rá entrar no cinema e, mais a mais, com o Fernando Sabú na porta! –“Onde é que pensas que vais ó Miúdo?” Perguntava-me ele, todo cheio de peneiras, parecia ser ele, o “dono daquela m….”! O irmão dele, o Artur, era um gajo fixe, diferente, por isso me dizia: -“Espera aí um koxe, que já te deixo entrar”! 

Na primeira vez que fui assistir a um filme, me assustei, com o barulho e assobios que vinham da “geral”, naqueles bancos de madeira corridos sem costa, (cheios de percevejos). Em cima, nas melhores cadeiras, ficavam alguns brancos com as mulheres deles e os “monas” crescidos, que nunca faziam barulho. Eram os “brancos de primeira”! Brancos de primeira, mas é uma ova! Nem sabiam falar, era cada “parolo”! “Vinham lá de Xima”, como a “malta” dizia. Todos vermelhos…”Uá Kussuka”!

Mas foi, na Escola Primária “nº 176” (no bairro Popular nº 2), que aprendi a ler. Minha professora era uma Transmontana, má p’rá caraças. Apanhei cada “bordoada”, com aquela “palmatória de 5 olhos” e aquela puta daquela vara, que a “Madié” tinha ao pé do quadro, dava-me com ela na cabeça, quando eu não sabia distinguir uma vogal dum ditongo, e muito menos o que era uma consoante! –“Diz lá ó rapaz” (perguntava-me ela na aula de português): “No singular, diz-se: Ele tem! E no plural, como é que se diz?” –“Ele tinhavas”, respondia-lhe. –“Quem te “Entinhava” era eu! Seu branco-preto!” E malhava-me com aquele pau na “cachola”! Filha da p…, dizia eu baixinho. Nesses tempos, eu pensava era preciso aprender a namorar como a tabuada. 

Agora, quando me lembro, até me rio de mim mesmo, e até tenho saudades daquela transmontana que me ensinou a ler e a multiplicar, que dois vezes dois, são quatro! A Domingas (uma das minhas namoradas, mulata, natural da Kibala, aquela que mais saudades me deixou) é que tinha razão, quando dizia: -“O Sol é que faz tudo! A gente cresce, começa também a crescer as mamas, limão, maboque, laranja e, um dia, se queria mesmo os dedos dum rapaz a “desrespeitar” as nossas blusas… Uns que ficavam arrasca quando a gente lhes grita e finge que está zangada, mas outros… Se não lhe agarramos…”!

Porra!...Tenho Saudades da minha Sanzala e da minha (nossa) Angola! 

Bangas: Zé Antunes / Ninito

2014






23/09/2013

FRUTOS DE ANGOLA

Irei incluir neste tema uma grande variedade de frutas angolanas, tanto frutas selvagens das matas de Angola, como frutas tropicais que se cultivam e se consomem nesse território. Em primeiro lugar apresentarei as frutas selvagens típicas da flora angolana, seguidas depois das frutas tropicais que se cultivavam e continuam a cultivar-se no país.
 


Vejam e tentem lembrarem-se dos sabores…
 
… vá lá, não fiquem com água na boca…
 
… é que se podem afogar, com tanta saudade….
 
Frutas de Angola
 

MÚCUA

A Múcua é o fruto do Imbondeiro que é uma árvore africana de grande porte e uma das mais grossas do mundo. O imbondeiro é uma árvore selvagem verdadeiramente emblemática que vegeta a baixas altitudes, em climas quentes. O imbondeiro destaca-se pelo grande volume do seu tronco e pela nítida escassez das suas folhas. As múcuas pendem dos ramos altos da árvore suspensas pelos seus longos pecíolos.

Múcua

A Múcua é um fruto cuja parte comestível é seca, ou seja, não tem sumo. Desfaz-se na boca quase como se estivesse a comer suspiros de pastelaria e o sabor é adocicado, mas com uma ligeira acidez. Esta fruta é rica em vitaminas e minerais.

Múcua

Se dissolvermos a Múcua em água a ferver obtemos um sumo de múcua que depois de arrefecido e tomado como uma bebida fresca tem um soberbo sabor inigualável.

Um imbondeiro carregado de frutos.
Nitidamente se nota a escassez de folhas da árvore.

A árvore é também conhecida por Baobá e chega a alcançar alturas de 5 a 25 metros (excecionalmente 30 m), e o diâmetro do seu tronco atinge frequentemente os 7 metros, (excecionalmente 11 metros). Destaca-se pela grande capacidade de armazenamento de água dentro do seu tronco, que pode alcançar até 120.000 litros.

MABOQUE

É uma planta indígena própria da África tropical e subtropical e vegeta excelentemente nos planaltos do sul de África. Produz uma fruta suculenta, doce, de cor amarela-alaranjada com algumas manchas acastanhadas, que contêm no seu interior sementes castanhas, duras e bastante numerosas. As flores brancas-esverdeadas crescem nas extremidades dos ramos florais nos meses de Setembro a Fevereiro.

Maboques

Os frutos ficam maduros na época chuvosa. O fruto é esférico, liso, duro, grande e verde (antes da maturação), parecendo uma pequena cabaça redonda, tornando-se amarelo-alaranjados quando fica maduro.

Uma maboqueira com frutos ainda verdes

No interior do fruto situam-se as sementes firmemente dispostas, envolvidas por coberturas carnudas comestíveis, que têm um gosto agridoce característico bastante apreciado pelos animais selvagens (elefantes, rinocerontes, macacos, por alguns antílopes de grande porte e pelos javalis quando caídos no solo.


LOENGO


O loengo africano é um fruto roxo do tamanho de uma nêspera que nasce nas matas de Angola e que é muito apreciado pelas pessoas e pelos animais selvagens, nomeadamente os macacos. O loengo tem um único caroço e o seu paladar típico é ácido e agradável. Com este fruto selvagem faz-se uma belíssima compota. A folha é verde escura na face externa e castanha cor de ferrugem na parte de trás. No tempo da sua maturação é muito procurado e colhido pelas mulheres africanas que os consomem e vendem.

                                  






 
 
Loengos

 
 
LOMBULA

A lombula é uma fruta selvagem abundante nas matas tropicais abertas das regiões planálticas de altitude. A árvore nunca chega a ser muito desenvolvida e tem folhas largas e amareladas com nervuras bem vincadas. A fruta é bastante parecida com a nêspera, mais redonda e com uma coloração marron com pequenas pintinhas brancas.

Lombula

A fruta forma-se nas pontas dos ramos terminais da planta. A fruta tem bastantes caroços revestidos com alguma polpa amarela que apresenta gomos em forma triangular. É uma fruta muito apreciada pelos africanos e por alguns animais selvagens.


MIRANGOLO


Muito vulgar, no sul de Angola, o mirangolo (omuniangolo), é semelhante a um bago de uva preta. O seu sabor é agridoce e a planta é do tipo arbusto. É um fruto silvestre próprio de regiões secas de altitude com o qual se podem confeccionar excelentes compotas e geleias. O mirangolo não tem nada a ver com o loengo. O loengo é uma fruta bem maior e com um caroço bem grande.

Mirangolos


PITANGA

A pitanga é o fruto da pitangueira, árvore de origem brasileira, nativa da Mata Atlântica. Mede de 2 cm a 3 cm de diâmetro. Tem sabor agridoce, polpa aquosa, … A pitangueira é muito abundante em Angola em climas tropicais. A planta é um arbusto de tamanho médio que se enche de fruto na estação própria. As cerejas da pitanga como se pode perceber nas imagens têm um formato denteado e no auge da maturação são de cor vermelho escuro ou mesmo roxo.


Pitanga

As plantas são muito decorativas e é comum ostentarem frutos em diversas fases de maturação, que exibem colorações que contrastam do verde, ao amarelo, ao cor de laranja e ao roxo. A pitanga faz excelentes doces e compotas.

Pitangueira


ABACAXI


O abacaxi tem um papel importante para nossa saúde, é indicado para a celulite, a má digestão e principalmente para emagrecer.

Abacaxi

O fruto, quando maduro, tem um sabor bastante ácido e muitas vezes adocicado. Em culinária pode ser utilizado como um poderoso amaciante de carnes. Habitualmente usa-se a polpa da fruta, mas o seu miolo e as cascas podem ser aproveitados para produção de sucos.

Ananázeiros

O abacaxi é um fruto altamente utilizado na industria alimentar e na industria dos refrigerantes.

O abacaxi é um fruto-simbolo de regiões tropicais e subtropicais, de grande aceitação em todo o mundo, quer ao natural, quer industrializado: agrada aos olhos, ao paladar e olfato. Por essas razões e por ter uma “coroa”, cabe-lhe por vezes o cognome de “rei dos frutos”, que lhe foi dado, logo após a sua descoberta, pelos portugueses.

ABACATE
(também chamado de pera abacate)

O abacate é um fruto tropical muito nutritivo, rico em calorias e em vitaminas. É uma fruta com muitas propriedades medicinais. É um fruto proveniente do México muito espalhado pelo mundo, que se cultiva em muitos países. Israel e Brasil são dois grandes produtores de abacate. O abacateiro é uma árvore que atinge grandes proporções e que produz com muita abundância.

Abacateiro

A planta tem um grande poder de adaptabilidade. É frequente encontrar-se o abacateiro nas regiões do Sul da Europa, incluindo Portugal e Espanha. Uma das melhores propriedades do abacate é a sua riqueza em vitamina E, em sais minerais e em poderosos antioxidantes. É ainda óptimo para aumentar o bom colesterol que ajuda a manter a saúde das artérias e do coração.

Pera abacate

A gordura e polpa do abacate são também utilizadas em produtos de beleza, e tratamento de pele, devido à sua forte riqueza em vitaminas A e E. Existem indícios de que algumas das substâncias presentes no abacate possuem a capacidade de estimular a produção de colagénio, excelente para reduzir as rugas, dando à sua pele um aspeto melhor. Pela sua grande utilidade como alimento dietético é hoje uma fruta de grande consumo, que pode ser encontrada na maior parte dos supermercados e casas de fruta. Tende a ser uma fruta cara.

CAJÚ

O cajueiro é uma planta tropical, originária do Brasil, e hoje dispersa em diversos territórios tropicais do Mundo. O maior produtor mundial de caju é o Brasil, onde a sua cultura e exploração comercial geram em divisas um valor que chega a atingir muitos milhões de dólares. A planta é uma árvore frondosa com grande poder de adaptabilidade e que não requer grande assistência. Em Angola encontra-se em estado selvagem, vegetando nos platós próximos da costa.

Cajú e a sua castanha

É constituído de duas partes: a castanha que é a fruta propriamente dita, e o pedúnculo floral, pseudofruto confundido com o fruto. Esse compõe-se de um pedúnculo piriforme, carnoso, amarelo, rosado ou vermelho.

É rico em vitamina C e ferro e ajuda a proteger as células do sistema imunológico contra os danos dos radicais livres. Além de ser consumido ao natural, o caju pode ser utilizado na preparação de sucos, doces, passas, sorvetes e licores.

Cajúeiro

A castanha, depois de torrada, é utilizada como petisco para acompanhar bebidas, sendo exportada para quase todo mundo. A castanha verde é usada na confeção de alguns pratos quentes.


MAMÃO


O mamão é o fruto do mamoeiro. Não podemos concretamente dizer que o mamoeiro seja uma árvore, visto que tem uma configuração completamente diferente. Os frutos do mamoeiro nascem do tronco e possuem um pequeno pedúnculo que os liga a ele. Os frutos são normalmente grandes e predispõem-se em camadas sucessivas, sendo as camadas de baixo aquelas em que os frutos se apresentam maiores e onde iniciam o seu amadurecimento.

Mamoeiro

O mamoeiro tem um tronco pouco lenhoso e não emite ramos axiais. As folhas do mamoeiro são grandes e têm um grande pecíolo e caem da planta à medida que se formam novas folhas. A flor do mamoeiro é grande e branca e tem bastante pólen. Os frutos do mamoeiro quando maduros tornam-se amarelos salpicados de verde e a sua polpa amarela é macia e suculenta. As sementes crescem no interior do mamão e são muito abundantes e pretas. A sua germinação é fácil e é a única forma conhecida de reproduzir a planta.

Papaias

A reprodução do mamoeiro como se disse já, faz-se por sementes e quando as pequenas plantas atingem um tamanho razoável são transplantadas para os lugares definitivos. A polpa do mamão é muito usada em culinária e em sobremesas de todos os tipos. Da sua polpa amarela faz-se também uma boa compota, que é muito saudável. O mamão tem propriedades laxativas e a sua polpa é rica em vitaminas. Quando os mamões ficam demasiado maduros são alvo dos ataques dos pássaros e se não forem colhidos acabam por apodrecer no tronco. Os morcegos frugíveros têm uma grande predileção pelo mamão maduro.

Plantação de Mamoeiros

Mamoeiro
 
Existem dois tipos distintos de mamões, um de polpa amarela e outro de polpa rosa escuro. O mamão com polpa cor de rosa tem uma configuração diferente. É um fruto mais longo e maior a que vulgarmente se dá o nome de papaia. A papaia é normalmente mais doce e apaladada que o mamão e usa-se também na alimentação humana como fruta cristalizada. Tanto o mamão como a papaia dão excelentes batidos de fruta e excelentes saladas. As plantas não têm uma vida muito longa, mas possuem uma rápida vegetabilidade. As folhas, são bastante grandes e usam-se com muita frequência para amaciar carnes duras.


MANGA


A manga é um fruto tropical produzido por uma árvore chamada mangueira. A mangueira é uma árvore que pode atingir grandes proporções. Existem muitas variedades de mangas em que foram introduzidas para as melhorar nas suas características diversas variações genéticas e que são hoje objeto de uma cultura comercial extensiva dirigida comercialmente para a exportação. 

Mangas

 
Tornou-se rapidamente um fruto muito popular e muito apreciado. Em Angola existem ainda, em diversas partes do território, mangueiras bravas que nascem expontaneamente e que produzem mangas de sabor ácido agradável, embora mais pequenas e que possuem um forte índice de fibras.

Mangueira

As mangas têm uma polpa de um amarelo acentuado e um caroço bastante volumoso. O seu sabor é característico e único, do tipo agridoce. Quando verdes ou pouco maduras, cheiram e sabem bastante a terebentina. A manga de importação é um fruto caro, quando de boa qualidade. Da manga fazem-se excelentes sumos e batidos, bem como compotas e marmeladas. A mangueira é uma planta com alguma dificuldade de adaptação aos climas frios, mas já se encontram mangueiras produtivas nas costas do Mediterrâneo. A mangueira reproduz-se através da sua semente A manga é um fruto muito nutritivo e muito rico em vitaminas.

Mangueira brava, centenária


SAPE-SAPE


O sape sape é um fruto de cor verde, muito saboroso que pertence à família das anonáceas. A árvore que o produz pode atingir uns quinze metros de altura. Possui folhas perenes de cor verde escura. Os frutos têm um formato cordiforme e são cobertas de saliências espinhosas. A polpa do fruto é branca e muito adocicada. Tal como as restantes frutas anonáceas o fruto possui excelentes propriedades medicinais, e diz-se que a sua ação é fortemente efetiva no tratamento dos tumores malignos. As folhas são utilizadas na medicina tradicional. A semente forma-se no interior da polpa branca e é preta e numerosa.

Sape Sape

Sape Sape


ANONA


Este fruto é um próximo parente do sape sape, mas é mais pequeno e tem uma cobertura lisa. A sua polpa é branca e as sementes são pretas e numerosas. É vulgar encontrar-se esta fruta nas superfícies comerciais e nas frutarias. São importadas do Brasil e dos países da América Central e devido à sua procura atingem preços elevados. A Espanha cultiva e produz anonas em grande quantidade. A planta é uma árvore de porte médio com folhas em tom verde escuro. Adapta-se bem aos climas do Sul da Europa e também a temos visto prosperar e frutificar no Algarve e no Alentejo. A anona possui um forte fator medicinal que a recomenda para o tratamento dos tumores malignos, podendo ser comida livremente e sem contra indicações pelos doentes portadores desse mal. Diz-se até que a ação desse princípio ativo é muitas vezes superior na sua eficácia, aos tratamentos de quimioterapia e de radioterapia.

Anonas


FRUTA PINHA


Outra fruta aparentada com as restantes anonáceas e com as mesmas propriedades. Registe-se como única diferença o facto de ser constituída por pequenos gomos sobrepostos 

Fruta Pinha

Fruta Pinha

Esta anonácea não é muito comercializada pois é muito mais frágil do que a anona e o sape sape e suporta mal o manuseamento.


ROMÃ


A romã é o fruto da romanzeira, um arbusto relativamente pequeno, muito decorativo, que produz uma inflorescência carnuda. A romã tornou-se uma fruta muito procurada a partir da altura em que foram amplamente divulgadas as suas grandes propriedades anti-oxidantes e medicinais. Hoje pode encontrar-se com relativa facilidade nas grandes superfícies comerciais, embora o seu preço seja bastante elevado.

Romã


O arbusto é de fácil cultura e pode ser cultivado em qualquer jardim ou quintal. A semente germina com relativa facilidade, mas a planta pode também reproduzir-se por estaca. Normalmente as plantas que se reproduzem por estacas conservam com maior fidelidade as características das plantas mães.

Romãnzeira

A reprodução por semente, devido à polinização cruzada pode perder algumas das suas características. O fruto quando maduro é de cor vermelho vivo e o seu interior é formado por grãos vermelhos com alguma polpa a emvolver a semente. É na polpa destes grãos que se concentram todas as propriedades do fruto. Devem-se adquirir romãs bem maduras em que os grãos sejam realmente vermelhos. Romãs com os grãos de cor rosa ou quase brancos não têm as mesmas propriedades medicinais.

Romã


BANANA


Talvez seja um dos frutos mais emblemáticos dos países tropicais húmidos e talvez aquele que participa num maior volume na alimentação humana. A banana é hoje universalmente conhecida e constitui a coluna dorsal das exportações de fruta de muitos países das Américas do Sul e Central, de África e de países orientais da Ásia Tropical e de toda a Oceânia. A banana é um fruto de grande valor nutritivo e com um alto grau de digestibilidade. A polpa da banana é hoje integrada em doces, compotas, batidos, bebidas de vários tipos, como aperitivo sob a forma de banana fatiada frita e integrada em alimentos do tipo muesli combinada com cereais e em purés para bebés.

Bananeira

A planta é a bananeira, uma planta de enormes folhas, que depois de alcançar um certo desenvolvimento dá origem a um cacho que termina por uma flor, que vai desabrochando por etapas e produzindo o fruto. A banana é normalmente colhida depois do cacho atingir o seu desenvolvimento completo, mas ainda no estado verde. As bananas são exportadas para os mercados consumidores em barcos especialmente equipados com frigoríficos. A banana é depois ajudada a amadurecer artificialmente em câmaras próprias para esse efeito, sendo então destríbuida pelas superfície comerciais.

Bananal

Bananas


MARACUJÁ


O maracujá é um fruto muito conhecido e consumido no mundo inteiro. A planta do maracujá é uma trepadeira robusta e de grande poder de adaptabilidade. É possível cultivá-la em países de clima temperado, como na Europa do Sul, em toda a costa mediterrânica. A planta do maracujá pertence ao género passiflora e o seu nome mais conhecido é maracujazeiro. O fruto é uma baga grande que pode ser amarela ou roxa e cujo interior é formado por uma polpa amarelada de sementes, revestidas e suculentas de paladar verdadeiramente sui-generis mas muito agradável e com gandes propriedades calmantes.

Maracujás

O seu sumo é uma bebida refrigerante muito procurada. O maracujá serve de base a uma poderosa indústria de refrigerantes e de compotas. O maracujá mais comercializado é o roxo que se pode encontrar à venda nas frutarias e nas superfícies comerciais.

Flor do Maracujá


É um fruto que não está ao acesso de todas as bolsas por ser um fruto importado. O maracujá reproduz-se por sementes que têm um alto poder germinativo. A planta é muito prolífica.

Maracujá

Maracujá


COCO


O coco é um fruto exótico, próprio de climas equatoriais e tropicais, e cria-se nos coqueiros que vegetam normalmente em terrenos situados ao longo das praias, ou em regiões baixas não muito afastadas do mar. O coqueiro é uma árvore que pode atingir os 30 m de altura e que possui folhas pinadas de grande comprimento, que vão caindo do tronco à medida que envelhecem, deixando o tronco da planta completamente liso. Os cocos encontram-se dispersos através das regiões inter tropicais ao longo das linhas costeiras. Como o fruto é pouco denso e flutua, a dispersão da planta é feita pelas correntes marinhas que podem transportar o fruto a enormes distâncias.

Coqueiro
 
 
A árvore é uma palmeira que prospera em solos arenosos e salgados em regiões com bastante luz solar, o que faz com que a colonização da espécie se torne fácil na linha dos litorais oceânicos dos países tropicais. O fruto é uma drupa de casca fibrosa que contém um “caroço” interno (um endocarpo ). Este endocarpo duro tem três poros de germinação que são claramente visíveis na superfície exterior, uma vez que a casca é removida. É através de um destes poros que a pequena raiz emerge quando o embrião germina. 

Cocos

Foram os antigos navegadores portugueses que batizaram o fruto com o nome de coco. Todas as partes do coco, salvo talvez as raízes são úteis e as árvores têm comparativamente um alto rendimento (até 75 cocos por ano); É um fruto que possui significativo valor econômico. De facto em Sânscrito o nome para o coqueiro é kalpa vriksha, o qual se traduz por “a árvore que fornece todas as necessidades da vida”. 

Coco

Os usos das várias peças da palma incluem: não só o seu conteúdo alimentar formado por uma polpa branca de sabor muito agradável, com a qual se preparam vários pratos de culinária e que é bebida como refresco nas praias.

Coco

A água do coco é quase idêntica ao plasma do sangue e já foi usada como líquido inter-venoso de hidratação para substituir o plasma em transfusões de sangue. Este líquido possui elevados teores de potássio, cloreto e cálcio e é utilizado nas situações em que se pretende fazer aumentar esses eletrólitos.


GOIABA


A goiaba é um fruto originário da América tropical muito abundante no Brasil e nas Antilhas. O fruto é formado por uma baga, carnosa de casca verde ou amarelada ou até roxa, com uma superfície irregular e tem cerca de 8 centímetros de diâmetro. No interior deste fruto existe uma polpa rosada, ou branca, onde se alojam as sementes pequenas e duras. Somente se comercializam as variedades de polpa rosa e de polpa branca. As sépalas da flor da goiaba conservam-se no fruto. Consome-se o fruto ao natural ou na forma de doce, sendo o mais popular a célebre goiabada que o Brasil exporta em grande quantidade para todo o Mundo. É também utilizada na produção de sumo ou em geleia. Esta fruta é muito rica em vitamina C, possuindo um maior índice de vitamina do que a laranja ou o limão. A goiaba tem um baixo teor de açúcar e praticamente não contém gordura pelo que é muito recomendada para dietas. .
 
A fruta é contra-indicada para quem tenha um aparelho digestivo débil ou para quem tenha problemas intestinais. As folhas da goiabeira são frequentemente utilizadas para tratar diarreias intestinais devido âs suas comprovadas propriedades medicinais.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Goiabeira
 
 
 
Doce de Goiaba ( Goiabada)
 
 
  

 
 
 
 
 
MELANCIA


É produzida por uma planta rastejante própria de regiões secas e de terrenos arenosos. É oriunda de África e foi introduzida no Brasil, pelos escravos africanos que para lá foram levados nos séculos XVII e XVIII. A planta é rasteira e anual com folhas triangulares e trilobadas e flores pequenas e amarelas, gerando um fruto redondo alongado e que contém uma polpa vermelha e suculenta de sabor muito agradável e adocicado. A casca é verde escuro, ou verde raiado de branco e que chega a pesar entre 3 e 4 kg havendo até exemplares maiores. 

Melancias

Possui um alto teor de água que contém muito açúcar, vitaminas do complexo B e sais minerais, nomeadamente cálcio, fósforo e ferro. É um fruto muito agradável para se comer no Verão e para matar a sede. 

Melancias


NÊSPERA


A nespereira é uma árvore originária da China e é ela que dá o fruto que vulgarmente se conhece hoje no mundo inteiro pelo nome de nêspera. Há quem, no Brasil, também lhe dê o nome de ameixa amarela, embora, nem o fruto nem a árvore, tenham algo a ver com a ameixa que conhecemos. É uma árvore de pequeno porte de copa circular e de tronco curto, podendo, no entanto, chegar a atingir os 10 m de altura. Possui uma folhagem abundante no tom verde carregado e as suas folhas são simples e alternadas, podendo atingir os 25 cm. O reverso das folhas tem uma tonalidade da cor da ferruge. A sua textura é rígida e tem um bordo serrilhado. As suas flores surgem no Outono ou no início do Inverno e os seus frutos amadurecem no final do Inverno, início da Primavera. As flores da nespereira são brancas e agrupam-se em cachos de 3 a 10 flores.

Nêsperas

Nem todas as flores chegam a produzir fruto, mas todas se inserem nos terminais floridos da planta, formando cachos. O fruto tem uma cor que vai do amarelo claro e esverdeado ao amarelo carregado a tender para a cor de laranja.

Nêsperas

O fruto no interior tem uma polpa amarela, semelhante à do pêssego amarelo maduro, e possui de 1 a 3 caroços que são as verdadeiras sementes da árvore. O fruto é ligeiramente ácido se a sua maturação não se tiver completado, mas as nêsperas bem maduras são muito saborosas e têm um bom teor de açucar. A nespereira é uma árvore muito rústica e resistente e adapta-se bem aos climas europeus temperados, sendo um fruto bastante apreciado. Em Angola a árvore desenvolve-se até em estado selvagem e encontra-se por todo o lado. As nêsperas são também muito utilizadas na confeção de doces diversos, nomeadamente compotas, prestando-se também ao fabrico de vinho e de licor. A planta reproduz-se facilmente por sementes. Com os caroços (sementes) da nêspera pode preparar-se um licor fino. O Japão é o maior produtor e consumidor mundial de nêsperas.

Nespereira carregada de frutos.


JOÁ-DE-CAPOTE


O joá-de-capote ou lanterna da China é uma planta herbácea anual da família Solanaceae, que cresce de forma erecta e que pode chegar a atingir 1,4 m de altura. A planta reproduz-se por sementes e vegeta com facilidade nos quintais e nas hortas.

Flor de Joá

O seu fruto é uma baga amarela, encerrada dentro duma camisa vegetal que se assemelha a um pequeno balão chinês de papel.

Joá

A parte comestível do fruto é a pequena baga amarela repleta de sementes

Joá

que tem um sabor ácido açucarado. As folhas da planta são tóxicas e nunca devem ser consumidas.

Dados Biográficos do Autor

O autor, Afonso Soares Lopes, nasceu em Angola, em 1929, na Província de Benguela, Concelho do Lobito. Viveu grande parte da sua mocidade e juventude no Distrito do Huambo, onde seu pai foi um prestigiado e rico comerciante. Viveu, estudou e trabalhou em Angola até 30.06.1975, ano em que, por razões de segurança, foi forçado a sair da sua terra natal, para poder salvar os únicos bens que ainda lhe restavam, a família e a vida. Refugiou-se temporariamente na Rodésia, território africano independente sob governo europeu, agora República do Zimbabwe. Daí saiu um ano depois para se ir fixar no Brasil, país onde viveu e trabalhou até 1981. Durante os 45 anos de vida em Angola, trabalhou 18 anos para uma importante Companhia estrangeira, que se dedicava à exploração de petróleo on shore. Assistiu ao nascimento e desenvolvimento da poderosa indústria petrolífera angolana, atividade que se transformou no principal suporte económico do território angolano. Enquanto viveu em Angola efetuou algumas viagens pela maior parte dos territórios africanos situados ao Sul do Equador com o objetivo de estudar vários aspetos da sua realidade económica. Depois de ter regressado a Portugal em 1981, procedente do Brasil exerceu importantes funções empresariais, tendo nessa altura visitado os U.S.A., grande parte da Europa Ocidental, a Hungria e os territórios de Macau e de Hong Kong. Cursou em Angola na Universidade de Economia de Luanda, mas não tirou o curso de economia como desejava, por causa da Guerra Colonial e dos seus importantes deveres profissionais na Empresa em que trabalhava. Reformou-se em Portugal com 65 anos de idade tendo-se dedicado então à atividade seguradora e imobiliária. Atualmente está dedicado em exclusivo às obras literárias que escreve, sendo autor de algumas obras já publicadas e de outras a publicar brevemente.

ZÉ ANTUNES
 
2013