01/07/2012
22º ENCONTRO DOS BAIRROS POPULAR nº 1 e 2 - SARMENTO E PALANCA
Satisfazendo o pedido de muitos SANZALEIROS, para a realização do 22º Encontro do Bairro Popular nºs 1 e 2, Sarmento Rodrigues e Palanca,
ANEXO aqui, a circular recebida, afim de darmos continuidade (como tem sido anualmente), a esses nossos Convívios, onde a Velha e Nova Amizade se fazem sempre sentir, através de uma salutar e abrangente IRMANDADE, que sempre existiu e existirá, graças ao esforço desmedido dos colaboradores assíduos a esses afectuosos e religiosos encontros.
ENCONTRE AQUI O SEU VELHO AMIGO DE INFÂNCIA!
ENCONTRE AQUI, PEDACINHOS DE ANGOLA, DE LUANDA!
"MATE ESSAS SAUDADES"...NA NOSSA COMPANHIA!
ESTAMOS JUNTOS!
INSCREVA-SE JÁ, Antes que seja tarde!
ZÉ ANTUNES
GANDA "DEMENGUENO"
Luaaandaaaaa, debruçada sobre o maaaar, com o teu BAIRRO bonito.
Dia 05 de Maio de 2010
22º ENCONTRO DOS BAIRROS POPULAR nº 1 e 2 - SARMENTO E PALANCA
PROGRAMA
Dia : 05/05/2010
Início : a partir das 11H00
Almoço : 13H00 ( servido à mesa)
Local : Restaurante "Manjar do Marquês"
POMBAL
Preço : até aos 4 anos Grátis
dos 05 aos 12 anos - € 11,50
a partir dos 12 anos - € 23,00
PERITIVOS
martini,whisky,gim,vinho verde,águas,sumos,pão,resunto ibérico,frutos secos,pasteis de bacalhau
***
Sopa de Legumes
Bacalhau Assado no Forno
Rojões com migas e Morcela de Arroz
Leite creme queimado e salada de frutas
café e Digestivos
BOTEQUIM INCLUIDO
Vinho Branco e Tinto
Àguas e Refrigerantes
A ementa inclui Bolo Comemorativo e Espumante
15.00H: MÚSICA P/ DANÇAR
com a actuação dos Afro-Samba ou na Versão actual os Avozinhos do Condado
As inscrições estão abertas a partir deste momento, até 24 de Abril, por e-mail
sao.convivio@gmal.com
carlosabreu.convivio@gmail.com joseantunes.convivio@gmail.com
PASSEM A PALAVRA AOS VOSSOS CONTACTOS!
ESTAMOS JUNTOS
ZÉ ANTUNES
2010
HISTÓRIAS
Tanta coisa acontece no decorrer da nossa vida. Se as não escrevemos, esquecemo-las...e algumas são até dignas de reparo, de exemplo e semelhantes ás de outros.
Há dias fiz uma viagem de avião e junto a mim, vinha um cavalheiro que me disse que não deveríamos escrever, fazer notas, do que se passa connosco, porque desse modo estamos a trair o cérebro, ou seja a fazer com que ele (o cérebro) se acomode e não faça o seu trabalho que é recordar, puxar pela memória...e um cérebro não estimulado, apaga-se.
Pessoalmente não concordo muito com esta ideia, já que no presente, podemos estar em plena função, capazes...mas, como o amanhã é desconhecido... podemos mesmo, precisar da ajuda das memórias escritas para voltarmos atrás, ás situações que nos parecem ter sido boas.
Decidi portanto, registar o que tem passado por mim, nos anos que já vivi, acreditando que assim também faço exercício mental que me ajuda a sobreviver.
A MARIA
A Maria, nasceu da mesma forma que toda a gente. Mas pensando que alguém tenha histórias iguais, vou deixando aqui registado pontos que acho interessantes.
Quando Anselmo, o irmão da Maria, tinha 6 anos de idade...o pai começou a pensar na menina para lhe fazer companhia.
Como estava destacado na cidade do Lobito, fazendo serviço para o Ministério da Justiça, onde trabalhava...e como Luanda era sua terra e morada inicial...ao chegar a altura do nascimento da Maria, decidiu que a sua mulher iria ter a
criança, lá na sua cidade, que no Lobito, nem pensar!.
Assim foi, mas a D. Conceição, também não estava pelos ajustes em ter o filho sozinha, sem marido e sem a mãe por perto e assim decidiu que o parto seria feito
em Benguela onde nascera e vivia a sua mãe.
Fez-se o parto em casa, nasceu a Maria, mas o seu registo, por exigência do pai, teve que ser feito em Luanda, como se lá tivesse nascido.
Com toda esta situação, o tempo previsto para o registo obrigatório, claro, foi ultrapassado e então a data foi também diferente da verdadeira.
No Bilhete de Identidade da Maria, há a localidade e a data de nascimento, completamente erradas. Mas, isso nunca a incomodou muito, já que acabava por ser natural da capital de Angola e era um mês mais nova.
Depois, foi viver para Luanda, quando estava para fazer 6 anos de idade.
Sendo ali criada, sempre considerou ser essa a sua terra, mas veio o 25 de Abril, com toda a história que os mais velhos conhecem na pele e os mais novos, pelo que lhes foi ensinado nas escolas e conforme a tendência politica de quem explica...e
passados alguns anos, houve necessidade de emigrar e aí vai a Maria com família já constituída, para a Austrália.
Hoje, pergunta muita vez:
Fui "fabricada" no Lobito, parida em Benguela, registada em Luanda, criada em Angola e vivo na Austrália...
Afinal de onde sou?
ESCOLA DO MEU TEMPO
Antes de continuar a usar este espaço para as memórias da minha vida, quero informar que os episódios são verídicos, mas os nomes dos participantes não. Porquê?
Porque alguns dos casos não me dizem respeito directamente e então, ao falar de outros, devo respeitar a identidade.
Assim, qualquer nome indicado, não é o correspondente e portanto não se refere a alguém que possivelmente se identifique com a história.
O Quim, teve uma infância atribulada. Os pais separaram-se quando ainda era um menino e asneira das asneiras, o juiz que tratou do litigio, entregou dois dos filhos ao pai e outros dois à mãe. Já não bastava uma separação, ele foi também separado dos irmãos.
Como lhe calhou ficar com o pai e este não tinha condições para cuidar dele, colocou um filho na casa dum familiar e o outro num colégio católico, ou melhor dizendo... de padres.
Sofreu toda a espécie de injúrias, desde verbais a físicas. Mostra ainda hoje, com mais de 60 anos de idade, uma mão com um osso deslocado, fora do lugar...pela brutalidade de um dos padres que lhe deu com uma régua grossa e pesada, apenas porque ele fez um barulhinho com os dedos no tampo da carteira.
Também foi assediado sexualmente, embora sendo já um rapazote, se tenha conseguido desviar da situação. Os pais lá o visitavam, mas raramente.
Passaram-se pelo menos 8 anos e quando fez os 18, pode então alistar-se na Força Aérea e saiu para lá, como voluntário... continuando a partir daí o seu sistema de vida.
Com tanto desgosto, pancada dum lado e do outro, o Quim tornou-se um homem amargo. Muito difícil lhe foi conservar alguns amigos que ainda conseguia fazer.
Para se casar, precisou fazê-lo por procuração (que naquele tempo era assim.) Não conhecia a noiva, mas para ele valeu a pena, não se podendo dizer o mesmo em relação a ela, uma santa que nunca se lamentou, mas que todos os que os conheciam, sabiam a dificuldade que tinha em lidar com pessoa tão maltratada pela vida e que não soube seguir por outro caminho, senão aquele que aprendeu e lhe impuseram.
Lamento muito por ele, já que nem os próprios filhos e outros descendentes se importam muito com ele. Não conseguiu fazer amor à sua volta.
GUSTAVO
Outro caso que conheço...é o do Gustavo. Ele e a Zita, irmã mais nova, todos os natais pediam ao menino Jesus, em suas cartas, que lhe desse a ele a bicicleta que tanto ansiava. Ela pedia uma boneca linda de louça.
Estes pedidos, eram feitos na escola e incentivados pelos professores. Incutiam nas crianças a esperança de virem a ter um presente lindo e a seu gosto, como afinal, parecia acontecer com os filhos dos senhores ricos. Claro que estes tinham o que pediam, já que os próprios pais se encarregavam de os satisfazer.. O Menino Jesus ficava por algum tempo amaldiçoado pelo Gustavo e irmã, que não compreendiam porque não eram atendidos e só conseguiam receber algum brinquedo já usado por outros.
Todavia, à escola não queriam faltar, mesmo odiando-a. É que na hora do recreio, sempre vinha um quarto de pão grande com uma meia dúzia de figos e aquilo era muitas das vezes a única comida do dia. Aqui, as coisas não são muito diferentes das de hoje, infelizmente.
Um dia, um professor ofereceu-lhe uma lousa. Coisa que ele nunca tinha visto e ficou emocionado por ter algo seu e onde podia escrever o que quizesse...apagar e voltar a escrever.
Ao chegar a casa, lembrou-se de lavá-la muito e muito, para que parecesse novinha. O resultado foi abrir uma racha. Foi o suficiente para o fazer sofrer um desgosto que só ele mesmo é capaz de descrever e não permitir que dormisse sossegado, como devia dormir uma criança que é amada.
Ao chegar à escola, o professor ao descobrir... com as costas da mão deu-lhe uma tal bofetada que o pobrezinho deu duas voltas sobre si mesmo e se estatelou no chão.
Eu próprio me recordo de algumas vezes, por coisas simples, como por exemplo não saber.
a tabuada...ir parar de joelhos ao tapete de arame que havia à entrada da classe.
Coisas incríveis que parecem até ter acontecido num mundo sem qualquer civilização.
Estas histórias recebias via mail
Escrito no Mazungue por Sombra
2012
PROIBIDO FUMAR
O Zé Antunes entra no Comboio da Linha de Sintra, que se dirige para o a sua residência no Cacém e se senta cansado de calcorrear a baixa de Lisboa. Almeja paz e serenidade no percurso de regresso a casa, mas pressente confusão ao ver que um tipo de cabeça fresca acender o cigarro dentro da carruagem . Ainda não é proibido fumar nos transportes públicos, mas vai havendo já uma consciencialização para os malefícios do tabaco. Em baforadas profundas, o fumador aprecia a estação do Rossio pela janela. Nisso, um zeloso passageiro, diante de tamanha intoxicação de fumo e insubordinação, diz:
- É favor deixar de fumar pois o fumo do cigarro está a incomodar-me. Apague o cigarro. E já é proibido fumar em recintos fechados e nos transportes públicos.
- É favor deixar de fumar pois o fumo do cigarro está a incomodar-me. Apague o cigarro. E já é proibido fumar em recintos fechados e nos transportes públicos.
- Não apago.
Então o zeloso vai até ao factor ( Revisor ) , e se ouve a voz do fumador: provocante
- É proibido falar com o pica bilhetes.
Então, alguns passageiros decidem apoiar o do cigarro e vários cigarros são acesos. Ao olhar para trás, o reclamante se irrita com o desaforo e ordena ao factor:
- Chame já o Chefe da Estação, pois nãp viajo neste comboio com este fumo todo não se respira aqui.
O reclamante desce para a gare e se põe a parlamentar e a gesticular junto do chefe da estação, chama dois policias de serviço na estação do Rossio, e retorna à carruagem do comboio acompanhado das autoridades.
Ao entrar, ninguém fuma: um lê o jornal, outro aprecia distraidamente a Estação e o vai e vem de outras composições que chegam à gare, e outro finge dormir... Indagados sobre o fumo, o silêncio é absoluto. Alguns passageiros torcem o queixo e fazer bico com os lábios a modo de "Este senhor está louco?".
Então, o zeloso cidadão evidenciando-se por estar acompanhado da autoridade diz ao seu desafeto:
- Fume agora, vamos!
- Não fumo. Não estou com vontade.
Sem provas, o policial diz:
- Meu caro senhor, não posso dar flagrante e não há corpo de delito (as piriscas e as beatas jazem na gare da estação). Foram atiradas pelas janelas. Não há como dar voz de prisão, e a lei aprovada só proibe fumar dentro dos transportes públicos.
Então, o policial desce e o chefe da Estação dá a partida ao comboio que segue o destino. Não mais incomodado, o zeloso volta à sua poltrona e o maquinista segue viagem. Mais adiante, na Estação de Benfica o comboio para, e pela janela o não mais incomodado pelo fumo vê um bando de crianças a pedir esmolas. Mas como aquilo não o afecta directamente, não se sente indignado e segue de consciência tranquila e orgulhosa de si.
Poucos anos depois era proibido fumar em recintos fechados, era proibido fumar nos transportes públicos, e era proibido fumar em alguns restaurantes.
Zé Antunes
2008
Então o zeloso vai até ao factor ( Revisor ) , e se ouve a voz do fumador: provocante
- É proibido falar com o pica bilhetes.
Então, alguns passageiros decidem apoiar o do cigarro e vários cigarros são acesos. Ao olhar para trás, o reclamante se irrita com o desaforo e ordena ao factor:
- Chame já o Chefe da Estação, pois nãp viajo neste comboio com este fumo todo não se respira aqui.
O reclamante desce para a gare e se põe a parlamentar e a gesticular junto do chefe da estação, chama dois policias de serviço na estação do Rossio, e retorna à carruagem do comboio acompanhado das autoridades.
Ao entrar, ninguém fuma: um lê o jornal, outro aprecia distraidamente a Estação e o vai e vem de outras composições que chegam à gare, e outro finge dormir... Indagados sobre o fumo, o silêncio é absoluto. Alguns passageiros torcem o queixo e fazer bico com os lábios a modo de "Este senhor está louco?".
Então, o zeloso cidadão evidenciando-se por estar acompanhado da autoridade diz ao seu desafeto:
- Fume agora, vamos!
- Não fumo. Não estou com vontade.
Sem provas, o policial diz:
- Meu caro senhor, não posso dar flagrante e não há corpo de delito (as piriscas e as beatas jazem na gare da estação). Foram atiradas pelas janelas. Não há como dar voz de prisão, e a lei aprovada só proibe fumar dentro dos transportes públicos.
Então, o policial desce e o chefe da Estação dá a partida ao comboio que segue o destino. Não mais incomodado, o zeloso volta à sua poltrona e o maquinista segue viagem. Mais adiante, na Estação de Benfica o comboio para, e pela janela o não mais incomodado pelo fumo vê um bando de crianças a pedir esmolas. Mas como aquilo não o afecta directamente, não se sente indignado e segue de consciência tranquila e orgulhosa de si.
Poucos anos depois era proibido fumar em recintos fechados, era proibido fumar nos transportes públicos, e era proibido fumar em alguns restaurantes.
Zé Antunes
2008
GINGINHA
Ginginha Sem Rival – Portas de Santo Antão
A afamada Ginginha é um ponto "obrigatório" para todos os que visitam a cidade de Lisboa!
A afamada Ginginha é um ponto "obrigatório" para todos os que visitam a cidade de Lisboa!
Com "elas" ou sem "elas", é um ritual muito popular entre os Lisboetas há mais de 150 anos!
Meu falecido pai quando regressou de Angola tomou conta da “Ginginha da Avenida” que se situava na Avenida da Liberdade, 143 perto do Parque Mayer, onde se serviam os afamados pontapés na ………….., tendo como clientes os artistas que trabalhavam nos teatros do Parque Mayer, destacando-se o falecido actor Victor Mendes, pois pelo seu porte entrava e mais ninguém era servido pois o dito senhor ocupava o estabelecimento, sendo dele a famosa frase “ Estou no mais pequeno bar do mundo “.Eu e meus irmãos ainda trabalhamos lá, a quando da impossibilidade da presença de nosso pai, mas infelizmente com a morte dele deixamos o dito estabelecimento. Era um barzinho que só vendia Ginginha e Eduardinho, tinhamos sempre companhia de figuras da sociedade Lisboeta, que ali se reuniam para beber uma ginga e depois irem para os seus afazeres.
Existem várias casas especializadas na ginginha, outra imagem de marca da nossa cidade, na zona do Rossio, a "Ginginha sem Rival" (Rua das Portas de Santo Antão) e a "Ginjinha Espinheira" (Largo de São Domingos) são as mais antigas da cidade, fundadas no séc. XIX.
Não passam de moda e cativam cada vez mais adeptos!! Todos a provam pelo menos uma vez na vida!
ZÉ ANTUNES
1980
C. P. - MIRANDELA
A tarde de 28 de Outubro de 1856, ficou para a História de Portugal como o início da circulação de comboios em Portugal. A 1ª viagem teve o seu inicio em Lisboa Santa Apolónia com destino ao Carregado, tendo o percurso de cerca de 40 quilómetros demorado 40 minutos, foi o começo da materialização do sonho que agitava todos os que ansiavam gozar as apregoadas excelências da viação acelerada.
Foi o governo da regeneração que operou o milagre, e, como principal obreiro deste, Fontes Pereira de Melo. Na verdade o caminho de ferro, por mais aperfeiçoadas que sejam as máquinas e por mais delicadas e precisas as instalações, é essencialmente uma obra de homens. O trabalho humano sobrepõe-se e domina as máquinas, as instalações, toda a orgânica ferroviária.
O progresso do transporte desde o séc XVII até 1935, com o aumento da velocidade obtida elucida-nos sobre o progresso que, para facilidade do transporte das cargas, representou o invento do carril, o triunfo da via férrea.
Em Portugal até 1927 os caminhos de ferro eram constituídos por uma panóplia vasta de Empresas, vindo os caminhos de ferro do estado a ser fundidos na CP – Caminhos de Ferro Portugueses. A Sociedade do Estoril só passou para a CP em 1974.
Em 1997 pelo Decreto lei n.º104/97 foi constituída a REFER, Empresa esta que veio a ficar com toda a parte da Infra-estrutura ferroviária.
Já neste século foi criada a Empresa Fertagus que opera os comboios urbanos no Eixo Roma/Areeiro e Setúbal, pela Ponte 25 de Abril..
Ingressei na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses – C.P. a 02 de Janeiro de 1980, e fui destacado para Mirandela para as Oficinas de Manutenção, e fui colocado ali porque já estava a viver em Guimarães e para todos os efeitos para a Companhia, eu era da Região Norte, nessa altura a C.P. era gerida por três zonas, Norte, Centro e Sul, por conseguinte ia para Mirandela como Serralheiro Mecânico.
Mirandela fascinava-me por ter sempre ouvido o meu pai e a família dele, que eram do Concelho que Mirandela freguesia de Aguieiras, que Mirandela é a princesa do Tua, até fiquei contente e verdade seja dita, a cidade e os arredores são lindos e encantadores.
Só que para me apresentar dia 02 de Janeiro tive que sair de casa às 09h30 para estar na Estação de Guimarães, pois o Comboio tinha a sua marcha prevista para as 10h00 e chegada ao Porto Trindade ás 11H50, o que daria para almoçar no Restaurante de um Amigo de Luanda que se tinha estabelecido ali na Trindade “Restaurante Moamba”, tinha tempo , pois o Comboio para a linha do Douro que me levaria ate à estação do Tua , sairia às 14H00 da Estação de São Bento.
Comboio com carruagens de Aço Inox fabricados na Sorefame, em marcha e a expectativa de ser a primeira vez que viajava naquela Linha, que diziam maravilhas da paisagem e fiquei maravilhado com tudo que ia vendo, chegada à Regua uns minutos de espera para o cruzamento de um comboio que ia para o Porto e entretanto sou apresentado a um futuro colega residente na Régua o (Magalhães ) que também ia para Mirandela como eu, e lá fomos até ao Tua. Chegados à Estação do Tua perto da 18H00 aconselharam-me a comer qualquer coisa, pois iriamos chegar a Mirandela um pouco tarde e poderia não haver nada para me alimentar, e lá fomos ao Calça Curta vitaminar uma bifana e um Caldo Verde para aquecer pois estavamos em pleno Inverno e a noite chegou depressa e com as temperaturas a descer rapidamente, de realçar que em frente à estação do Tua, existia ou ainda existe a Tasca do Sr. Alberto que revalizava com o Calça Curta (nunca soube o verdadeiro nome).
Iniciada a derradeira viagem, saimos à tabela e lá fomos Linha do Tua acima até Mirandela, ai não deu para ver muita coisa pois tinha anoitecido e não se dislumbrava nada a frente dos nossos narizes, comboio já com uma máquina e as carruagens ainda de madeira e pouco cómoda para se viajar, já existiam as automotoras Allan. Chegados a Mirandela estava o Silva à nossa espera, também ele oriundo de Angola de Luanda, trabalhava nas Oficinas da Marinha na Ilha de Luanda, lá desembarcamos e fomos com ele ver onde seriam os nossos aposentos às 21H00 estavamos instalados e no exterior fazia 4 graus negativos. Ficamos bem instalados e para o que eu estava à espera, as instalações eram muito boas, quartos com aquecimento, duches com água quente, cozinha equipada com forno de lenha, enfim quase um hotel.
No outro dia, levantei-me, duche da ordem, mata-bicho á maneira e fui-me apresentar às chefias e receber orientações de com seria o trabalho, paisagem linda , estava tudo coberto com um manto branco e ainda caia farrapos de neve, foi a primeira vez que vi neve. Nos primeiros tempos adorei, mas mais para o verão estava saturado de viajar, pois o regresso ao fim de semana procedia-se da mesma maneira com a agravante no Porto não ter ligação para Guimarães, ficando a dormir muitas vezes em Ermesinde, só chegando a casa ao meio dia de sábado, entretanto em Abril nasce o Bruno Miguel, meu filho e eu só o via um dia por semana, saturei e pedi transferência para o Porto, fui colocado em 22 de Dezembro de 1980 nas instalações da Boavista onde existia o Posto de Manutenção, e como a vida é cheia de surpresas, em abril de 1983 abriu um concurso de desenhador para a conservação de Pontes, em Lisboa, claro que concorri na hora e fui colocado em Santa Apolónia, onde me mantenho até aos dias de hoje .
Zé Antunes e o Silva 1980
Zé Antunes
1980
Em Portugal até 1927 os caminhos de ferro eram constituídos por uma panóplia vasta de Empresas, vindo os caminhos de ferro do estado a ser fundidos na CP – Caminhos de Ferro Portugueses. A Sociedade do Estoril só passou para a CP em 1974.
Em 1997 pelo Decreto lei n.º104/97 foi constituída a REFER, Empresa esta que veio a ficar com toda a parte da Infra-estrutura ferroviária.
Já neste século foi criada a Empresa Fertagus que opera os comboios urbanos no Eixo Roma/Areeiro e Setúbal, pela Ponte 25 de Abril..
Ingressei na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses – C.P. a 02 de Janeiro de 1980, e fui destacado para Mirandela para as Oficinas de Manutenção, e fui colocado ali porque já estava a viver em Guimarães e para todos os efeitos para a Companhia, eu era da Região Norte, nessa altura a C.P. era gerida por três zonas, Norte, Centro e Sul, por conseguinte ia para Mirandela como Serralheiro Mecânico.
Mirandela fascinava-me por ter sempre ouvido o meu pai e a família dele, que eram do Concelho que Mirandela freguesia de Aguieiras, que Mirandela é a princesa do Tua, até fiquei contente e verdade seja dita, a cidade e os arredores são lindos e encantadores.
Só que para me apresentar dia 02 de Janeiro tive que sair de casa às 09h30 para estar na Estação de Guimarães, pois o Comboio tinha a sua marcha prevista para as 10h00 e chegada ao Porto Trindade ás 11H50, o que daria para almoçar no Restaurante de um Amigo de Luanda que se tinha estabelecido ali na Trindade “Restaurante Moamba”, tinha tempo , pois o Comboio para a linha do Douro que me levaria ate à estação do Tua , sairia às 14H00 da Estação de São Bento.
Comboio com carruagens de Aço Inox fabricados na Sorefame, em marcha e a expectativa de ser a primeira vez que viajava naquela Linha, que diziam maravilhas da paisagem e fiquei maravilhado com tudo que ia vendo, chegada à Regua uns minutos de espera para o cruzamento de um comboio que ia para o Porto e entretanto sou apresentado a um futuro colega residente na Régua o (Magalhães ) que também ia para Mirandela como eu, e lá fomos até ao Tua. Chegados à Estação do Tua perto da 18H00 aconselharam-me a comer qualquer coisa, pois iriamos chegar a Mirandela um pouco tarde e poderia não haver nada para me alimentar, e lá fomos ao Calça Curta vitaminar uma bifana e um Caldo Verde para aquecer pois estavamos em pleno Inverno e a noite chegou depressa e com as temperaturas a descer rapidamente, de realçar que em frente à estação do Tua, existia ou ainda existe a Tasca do Sr. Alberto que revalizava com o Calça Curta (nunca soube o verdadeiro nome).
Iniciada a derradeira viagem, saimos à tabela e lá fomos Linha do Tua acima até Mirandela, ai não deu para ver muita coisa pois tinha anoitecido e não se dislumbrava nada a frente dos nossos narizes, comboio já com uma máquina e as carruagens ainda de madeira e pouco cómoda para se viajar, já existiam as automotoras Allan. Chegados a Mirandela estava o Silva à nossa espera, também ele oriundo de Angola de Luanda, trabalhava nas Oficinas da Marinha na Ilha de Luanda, lá desembarcamos e fomos com ele ver onde seriam os nossos aposentos às 21H00 estavamos instalados e no exterior fazia 4 graus negativos. Ficamos bem instalados e para o que eu estava à espera, as instalações eram muito boas, quartos com aquecimento, duches com água quente, cozinha equipada com forno de lenha, enfim quase um hotel.
No outro dia, levantei-me, duche da ordem, mata-bicho á maneira e fui-me apresentar às chefias e receber orientações de com seria o trabalho, paisagem linda , estava tudo coberto com um manto branco e ainda caia farrapos de neve, foi a primeira vez que vi neve. Nos primeiros tempos adorei, mas mais para o verão estava saturado de viajar, pois o regresso ao fim de semana procedia-se da mesma maneira com a agravante no Porto não ter ligação para Guimarães, ficando a dormir muitas vezes em Ermesinde, só chegando a casa ao meio dia de sábado, entretanto em Abril nasce o Bruno Miguel, meu filho e eu só o via um dia por semana, saturei e pedi transferência para o Porto, fui colocado em 22 de Dezembro de 1980 nas instalações da Boavista onde existia o Posto de Manutenção, e como a vida é cheia de surpresas, em abril de 1983 abriu um concurso de desenhador para a conservação de Pontes, em Lisboa, claro que concorri na hora e fui colocado em Santa Apolónia, onde me mantenho até aos dias de hoje .
Zé Antunes e o Silva 1980
Zé Antunes
1980
C. A. R. GUIMARÃES
Depois de casar e vir para Lisboa residir para a casa da Avª da Liberdade ainda estive a trabalhar na Ginginha e no Teatro Variedades, e a Marinha arranjou um part-time, de ter algumas horas a cuidar de pessoas idosas e de crianças, sendo que depois em Outubro de 1979 rumamos a Guimarães, para por contas própria explorar um Snack Bar de uma a colectividade de Guimarães, o Circulo de Arte e Recreio ( C. A. R. ).
Coletividade essa que como sócios tinha ilustres personalidades de várias quadrantes, tais como artistas de belas artes, desportistas, politicos, intelectuais e músicos jovens que na irreverência das suas idades animavam muitas vezes os convívios com belas canções.
Do pouco tempo que lá estive gostei e granjeei boas amizades.
Sendo que na altura a Marinha ( São ) foi trabalhar para a mesma fábrica de onde tinha saido, a Darfil, onde e contra os seus principios o Sr. Alvaro Fernandes não admitia nenhuma funcionária grávida e a Marinha encontrava-se nesse estado há precisamente dois meses e foi admitida sem restrinções, indo ocupar o mesmo cargo de outrora.
No C.A.R. de manhã abastecia-se de tudo que viesse a ser consumido, á tarde era mais movimentado, depois dos almoços bebiam os seus cafézinhos e ficavam ali a jogar os mais variadissimos jogos de cartas ( sueca, canasta, ramy, loba ) ou ao xadrez e damas, badmington de mesa ( pingue-pongue ) , paciências, etc.etc. tendo sempre pessoas até muitas vezes as duas e três horas da manhã.
Nesse pouquissimo tempo que estive na gerência do snack e a pretexto de uma qualquer comemoração, aos sábados a noite havia sempre mais movimentação e servia-se mais bebida e comida que os presentes degustavam. Tenho a agradecer que nesses convivios tinha a preciosa colaboração da familia e amigos.
Sempre tive a ajuda da Marinha, da Nélita, bem assim como a Dona Tercilia que cozinhava umas pataniscas de Bacalhau de comer e chorar por mais.
Em Janeiro de 1980 e em virtude de ter entrado para os caminhos de ferro portugueses ( C.P. ) o primo da Marinha, o Zé Custódio ficou ele a comandar a gerência do bar do ( C.A.R. ). O pouco tempo que estive nesta gratificante missão, guardo-o com imensa saudade.
´Zé Antunes
1979
Coletividade essa que como sócios tinha ilustres personalidades de várias quadrantes, tais como artistas de belas artes, desportistas, politicos, intelectuais e músicos jovens que na irreverência das suas idades animavam muitas vezes os convívios com belas canções.
Do pouco tempo que lá estive gostei e granjeei boas amizades.
Sendo que na altura a Marinha ( São ) foi trabalhar para a mesma fábrica de onde tinha saido, a Darfil, onde e contra os seus principios o Sr. Alvaro Fernandes não admitia nenhuma funcionária grávida e a Marinha encontrava-se nesse estado há precisamente dois meses e foi admitida sem restrinções, indo ocupar o mesmo cargo de outrora.
No C.A.R. de manhã abastecia-se de tudo que viesse a ser consumido, á tarde era mais movimentado, depois dos almoços bebiam os seus cafézinhos e ficavam ali a jogar os mais variadissimos jogos de cartas ( sueca, canasta, ramy, loba ) ou ao xadrez e damas, badmington de mesa ( pingue-pongue ) , paciências, etc.etc. tendo sempre pessoas até muitas vezes as duas e três horas da manhã.
Nesse pouquissimo tempo que estive na gerência do snack e a pretexto de uma qualquer comemoração, aos sábados a noite havia sempre mais movimentação e servia-se mais bebida e comida que os presentes degustavam. Tenho a agradecer que nesses convivios tinha a preciosa colaboração da familia e amigos.
Sempre tive a ajuda da Marinha, da Nélita, bem assim como a Dona Tercilia que cozinhava umas pataniscas de Bacalhau de comer e chorar por mais.
Em Janeiro de 1980 e em virtude de ter entrado para os caminhos de ferro portugueses ( C.P. ) o primo da Marinha, o Zé Custódio ficou ele a comandar a gerência do bar do ( C.A.R. ). O pouco tempo que estive nesta gratificante missão, guardo-o com imensa saudade.
´Zé Antunes
1979
VIVA PORTUGAL VIVA O FUTEBOL
Futebol, Futebol…eis a questão! Para trás, ficaram jogos, golos, discórdias…sonhos tornados pesadelos. A alegria de uns, é a tristeza de outros. Resta-nos para a “história”, algumas análises e opiniões, após escutarmos “A Portuguesa”: “Heróis do mar, nobre povo…nação valente, imortal”, na voz de cerca de duas mil pessoas, que aguardavam no Aeroporto de Lisboa, a selecção nacional! Bom! Mas…vamos, primeiramente, às felicitações proferidas pelo Sr. Presidente da República (PR): “-Eu quero felicitar muito, calorosamente, todos os jogadores e a equipa técnica, que por terras da Polónia e da Ucrânia, se bateram com brio, com determinação e, com muito desportivismo e que alcançaram um excelente resultado…”! Seguiram-se as palavras de Paulo Bento, treinador que levou Portugal aos “quartos-de-final” do Euro2012: “…Sei que muitos estavam desejosos que ela (a caminhada de Portugal no Euro) acabasse hoje”, acrescentando: “…deixem os jogadores em Paz”! E entre os “nossos meninos” a fintarem o guarda-redes para que o esférico beijasse as malhas, entre os lances de “bola parada” e bolas pontapeadas passo a passo, histeria, cabeçadas, encontrão a encontrão…Lá íamos seguindo os trajectos da bola, cheios de esperança, eufóricos e rendidos ao acontecimento. “-É uma alegria imensa e estamos orgulhosos pelo que fizemos…” disse Humberto Coelho, o vice-presidente da Federação.. Cá fora, ouviam-se cânticos: “Campeões! Campeões”! “Obrigado”! Obrigado”, abafados por gritos histéricos: “Ronaldo”, “Ronaldo”! “-Não falhou nada. Aquilo que houve foi mérito da Espanha. Sentimos grande orgulho e satisfação por esta recepção”, bradou Paulo Bento aos Jornalistas. Do outro lado da bancada, Eusébio sofria mais um “aperto” naquele coração de “pantera”! Por cá, Manuel José, céptico, declarava ao DN, que ajudou a equipa nacional a unir-se, com as declarações que fez, ainda antes do Euro começar, acrescentando que a selecção parecia um circo! João Tordo, cronista da revista “Expresso” de -2Junho/12, falou assim do futebol e da nossa Selecção: “….Vinte e tal jogadores, que em nada contribuem para ajudar a situação dificílima que o país atravessa; que na sua maioria, residem noutros países; que não partilham dos nossos salários ou das nossas preocupações; e que seguiremos, segundo a segundo, como se a nossa vida dependesse disso (…) Ninguém merece ganhar quinhentos euros por mês, como ninguém merece ganhar um milhão! Os números são absolutamente relativos (contradição?) e absurdos. Um operário trabalha muito mais horas do que um futebolista; o primeiro ganha quinhentos euros, o segundo quinhentos mil por mês. Onde é que está a meritocracia disto”? (….) “Perante jogadores que chegam aos treinos de helicóptero, com brincos, anéis, correntes e pulseiras mais valiosas do que as nossas casas, salários milionários que são pagos por entidades privadas que se alimentam do dinheiro dificílimo de ganhar dos seus adeptos – aqueles com quem a meritocracia nada quis -, não é complicado perceber que nos estão a vender gato por lebre”.
E termino com as palavras do distinto Jornalista Manuel Queiroz: “…Portugal é uma selecção da “Nike”, mas quem manda nos Europeus é a “Adidas”, claro. Nas últimas competições, as bolas costumavam ser terríveis para os guarda-redes, criando trajectórias impossíveis. Desta vez a bola que a Adidas desenhou não era nada disso, pelo contrário, Ronaldo foi campeão das bolas ao poste. Nem tudo é só azar, como é evidente…”
É isso a bola e o Futebol! É como a vida…nem tudo são “rosas Senhor”!
Banga Ninito
E termino com as palavras do distinto Jornalista Manuel Queiroz: “…Portugal é uma selecção da “Nike”, mas quem manda nos Europeus é a “Adidas”, claro. Nas últimas competições, as bolas costumavam ser terríveis para os guarda-redes, criando trajectórias impossíveis. Desta vez a bola que a Adidas desenhou não era nada disso, pelo contrário, Ronaldo foi campeão das bolas ao poste. Nem tudo é só azar, como é evidente…”
É isso a bola e o Futebol! É como a vida…nem tudo são “rosas Senhor”!
Banga Ninito
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