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09/07/2012

DESABAFOS… PERDOA-ME LUANDA

De uma amiga, professora, jornalista, mulher de mil artes mas acima de tudo, angolana que ama seu povo e a sua terra, mas que tem o azar de ter as suas raízes em dois continentes ...
Perguntam-lhe sempre porque deixou de viver em Luanda. Dá sempre a mesma resposta.

Cansou! Da falta de energia, de andar atrás de camiões cisternas para ter água em casa, cansou das filas intermináveis no trânsito, dos corruptos, da discriminação contra mulatos (segundo algumas pessoas, todas de pele negra..., os mulatos são muito armados e geralmente ricos, por isso, merecem ser maltratados).

Cansou das discotecas com porteiros negros e que a deixam entrar a ela mas, barram as amigas negras dela, porque "mulata atrai". Complexados!
Cansou dos mal educados da DEFA, do gerador velho que todas as semanas avariava, de não lhe venderem combustível para o gerador nas bombas, "porque não se vende". Ai sim?
Num país que tem cortes de energia diários, onde os alimentos cheiram a mofo nos frigoríficos porque mesmo quando há energia eléctrica ela não chega para arrancar alguns electrodomésticos.
Cansou  dos vaidosos, que moram no musseque e andam de Prada, que vivem de aparências, são 'mobília de muitos clubs' mas, comem funge 7 vezes por semana, não por escolha mas, para poupar para festas de 100 dólares.
Pessoas que nunca te convidam para as suas casas, marcam encontros em grandes restaurantes porque, na realidade, têm vergonha das próprias casas.

Cansou da exploração, quem trabalha sem preguiça e tem dois palmos de testa é para ser explorado ao máximo e, fazer o trabalho de 5 pois a Lei do trabalho - como muitas outras - foi engavetada e comida por ratos, cansou também das professoras do Infantário que ensinam "Ou me matam ou quê" aos putos. Cansou.

Assim, em Dezembro de 2010,  voltou para casa, para Portugal.
Onde são mais pobres, onde diamante não se vê nem em montras de lojas, onde não têm um único centro comercial, onde há poucos carros de luxo ainda a circular mas, as pessoas moram em casas a sério e não ganham 4 mil dólares, nem perto disso. Ela ganha  quatro vezes menos do que ganhava lá mas, vive quatro vezes melhor.
Tem saudades e vai voltar com certeza - se não virar persona non grata depois deste post - mas, a passeio. Quer rever o mussulo, ouvir boa música no 'Domingo Vivo' do Miami, comer o peixinho grelhado da Chicala, percorrer os corredores do Belas, falar crioulo na Praça do São Paulo, rever amigos e visitar Benguela, Lobito e Lubango. Visitar Porto Amboim e Huambo e matar saudades do português cantado dos angolanos.
Saudades sim e, muita pena de ver angolanos da South ou dos States falarem mal do seu país no facebook enquanto demoram 15 anos a fazer um curso superior no estrangeiro.
Enquanto lá esteve deu o seu humilde contributo para o desenvolvimento daquele país. Ensinou primeiro no Ispra e depois na UnIA tudo o que lhe tinham ensinado a ela sobre jornalismo, corrigiu erros ortográficos crassos a jovens e adultos mais velhos do que ela, deu sermões e foi apelidada de 'chata' por alguns alunos (outros preferiam amenzar a ofensa e chamavam-lhe 'a competente') mas, puxou por eles e viu muitos progredirem e serem eles agora os contribuintes para o desenvolvimento económico e social das terras de Agostinho Neto. Apresentadores de TV, artistas de teatro, realizadores de cinema, jornalistas e até misses ficaram com um pouco do melhor que ela tem para dar.E ainda ajudou a fundar o primeiro canal de televisão privado do país e agora acompanha a sua degradação ao longe por incompetência de gestão.
Chegou a hora de ajudar o seu país e, ser mais feliz.
Perdoa-lhe Luanda porque não aguentou mas, aprendeu a amar-te como és e a desejar dias melhores para ti.
Nota: Por questões de proteção e segurança, não colocaremos a fonte.

ZÉ ANTUNES

GERAÇÃO À RASCA



A geração dos meus pais não foi uma geração à rasca.

Foi uma geração com capacidade para se desenrascar. Numa terriola de Trás os Montes as condições de vida não eram as melhores. Mas o meu pai Júlio não ficou de braços cruzados à espera do Estado ou de quem quer que fosse para se desenrascar. Veio para Lisboa, aos 14 anos, onde um seu irmão, um pouco mais velho, o Manuel, já se encontrava. Mais tarde veio o Delmar, o irmão mais novo. Depois vieram as raparigas (Branca, Madalena e Esperança). Apenas sabendo tratar da terra e do pastoreio, perdidos na grande e desconhecida Lisboa, lançaram-se à vida.


Porque recusaram ser uma geração à rasca fizeram uma coisa muito simples. Foram trabalhar.

Não havia condições para fazerem o que sabiam e gostavam. Não ficaram à espera.
Foram taberneiros, Carvoeiros, Carpinteiros, Governantas e Mulheres a dias. Fizeram milhares de bolas de carvão e serviram milhares de copos de vinho ao balcão.
Foram simples empregados de tasca. Mas pouparam. E quando surgiu a oportunidade estabeleceram-se como comerciantes no ramo, ou mesmo assim emigraram.

Cada um à sua maneira foram-se desenrascando.

Porque sempre assumiram as suas vidas pelas suas próprias mãos. Porque sempre acreditaram neles próprios. E nós, eu e os meus primos, nunca passámos por necessidades básicas. Nós, eu e os meus primos, sempre tivémos a possibilidade de acesso ao ensino e à formação como ferramentas para o futuro. Uns aproveitaram melhor, outros nem tanto, mas todos tiveram as condições que necessitaram. E é este o exemplo de vida que, ainda hoje, com 55 anos, me norteia e me conduz. Salvaguardadas as diferenças dos tempos mantenho este espírito.

Não preciso das ajudas do Estado.
Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.

Não preciso das ajudas da família que também têm as suas próprias vidas. Não preciso das ajudas dos vizinhos e amigos. Porque o meu pai e tios também não precisaram e desenrascaram-se.

Preciso de mim. Só de mim.
E, por isso, não sou, nunca fui, de qualquer geração à rasca. Porque me desenrasco. Porque sempre me desenrasquei.

O mal desta auto-intitulada geração à rasca é a incapacidade que revelam.

Habituados, mal habituados, a terem tudo de mão beijada.

Habituados, mal habituados, a não precisarem de lutar por nada porque tudo lhes foi sendo oferecido. Habituados, mal habituados, a pensarem que lhes bastaria um canudo de um qualquer curso dito superior para terem garantida a eterna e fácil prosperidade.
Sentem-se desiludidos.

E a culpa desta desilusão é dos "papás" que os convenceram que a vida é um mar de rosas.Mas não é.

É altura de aprenderem a ser humildes.É altura de fazerem opções. Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não encontram emprego "digno". Podem ser "encanudados" de qualquer curso mas não conseguem ganhar o dinheiro que possa sustentar, de imediato, a vida que os acostumaram a pensar ser facilmente conseguida.Experimentem dar tempo ao tempo, e entretanto, deitem a mão a qualquer coisa.

Mexam-se.Trabalhem.Ganhem dinheiro.

Na loja do Shopping.Porque não ? Aaaahhh porque é Doutor... Doutor em loja de Shopping não dá status social.Pois não.Mas dá algum dinheiro. E logo chegará o tempo em que irão encontrar o tal e ambicionado emprego "digno". O tal que dá status.

O meu pai e tios fizeram bolas de carvão e venderam copos de vinho.
Eu, que sou Desenhador de Estruturas, Construção Civil e Maquinas, em alturas de aperto, vendi bolos, ginginhas, trabalhei em cafés, etc.
E garanto-vos que sou hoje muito melhor e mais reconhecido socialmente do que se sempre tivesse tido a papinha toda feita.

Geração à rasca ? Vão trabalhar que isso passa.

À rasca, mesmo à rasca, também já tenho estado.
Mas vou à casa de banho e passa-me.

Recebido na net com alterações

Zé antunes

05/07/2012

PAGUEM OS SUBSIDÍDIOS SEUS IMPUDENTES!



“…A política, transformou-se em Portugal, numa mega central de negócios! Os negócios, digamos, que dominam a política. E não só sou eu que o digo. A transparência internacional desenvolve, periodicamente, um barómetro e os inquéritos feitos em Portugal, dizem que 83% da população, acha que a corrupção subiu nos últimos 3 anos…”, quem disse isso, foi o ilustre Advogado Medina Carreira, ex-ministro das Finanças.

Mas ao que se deve todas estas quezílias políticas e financeiras? Porquê, todo este emaranhado de despesas e dívidas? Naturalmente, porque se gasta mais do que se ganha! Todos os dias, deparamos com o facto de os políticos, parecerem sempre surpreendidos, de como é que se endividam? “Tadinhos”! Encalacram-se, por serem inexperientes e incompetentes. Há distorções de “fachadas” que dificultam o entendimento das mudanças. Numa sociedade com níveis elevados de desemprego, com uma pobreza que, na escala europeia, é crescente e com graus de desigualdades que, no mínimo, permanecem imutáveis, é insuportável a verificação da rapidez e da falta de fundamento conhecido com que algumas personalidades ligadas aos poderes públicos, ou o que deles foram titulares, apareçam, de um dia para o outro, ricos ou muito ricos. Alguns poderão ter justificação legítima, mas uma maioria, sabe-se que não. Analisando o seu passado, nunca se encontra aí uma profissão de altas remunerações ou uma próspera actividade económica empresarial, ou outro modo legítimo e normal de ganhar dinheiro, principalmente muito dinheiro. Consequentemente, há aqui uma situação gravíssima e inaceitável, num país europeu como o nosso, sem “cheta” e atravessar uma crise medonha, andem a desperdiçar, esbanjar milhões e mais milhões, desavergonhadamente, para o BPN, ou para outras edificações bancárias e fundações, e não tenham dinheiro para pagar os nossos subsídios! E o que se tem visto fazer aos responsáveis políticos, perante escândalos sem nome, para debelar este estado de coisas?

De que Governo precisa Portugal? De que estratégia? É que, por essas contas, por todas essas injustiças, pelo clima depressivo que se sente no país e na vida política, não se vê como sair deste caminho, que cada vez mais se vai afunilando para o desespero e para a revolta! Termino com as palavras do exímio e popular escritor António Vilhena, denunciadas (habitualmente) no Diário de Coimbra, e que nesta sua crónica, intitulada: “Depressão Nacional”, diz isso: “…Quando uma mãe se suicida com os filhos, para não os abandonar, porque não tem que lhes dar de comer, e porque acha que a morte é mais honrosa que a fome, todos somos convocados para reflectirmos sobre o que está a acontecer em Portugal…”!

E então? Estamos à espera de quê? Não acham que chegou a hora de dizermos: Basta, a todas estes Impudentes?

2012

Banga Ninito


A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA 5

Madiés…“Como é”? Ête boba! Ête baná! Aqui s’tou di novo no “Ruanda Tropical”, amandar us minha “bocas” malembe-malembe, p’rá não fazer “Máka à toa”…! Ando “chateado” com esses “nhunguentas”, esse “Tugas” du caraças! Andam a “gamar” o povo, a fazer “s’plingues”, e a prometerem, prometerem…HUM!!...Makuto Kaxe!! Estes “gajos”, são “Bugueiros”! São “espreitadores” das casas dos outros…Quê qui jurgam? Ah, porqui são das Sécretas??! Secretas…mas é o…Caraças!!!

-AHUÁ! Então como é João Kajipipa…TÁS AQUI?

-Ah! É Vucê?!...Não te contava! Vucê não disse, ontem qui não vinhas?

-Disse! maje o “Benfikista” mi informou qui estavas aqui no “Ruanda Tropical” e…Cá ‘tou”…meu Irmão, p’rá ti ver!

-Ainda bem qui “vortaste!” Precisava lhe ver…Você onde estava? Ainda moras no Bairro da Lixeira?

-No bairro da lixeira…eu?? Mas…Tás a falar com quem? Desconfiança sua…Vucê já é dono da minha vida pra querer m’insultar?

-CÁLA-TE À BOCA, meu Preto di merda! Eu ti Insurtei? Estava só a querer saber, onde moras? Se ainda, era na Lixeira?

-Móro nu Bairro Zangado! Ah male nisso? E p’rá quê queres saber? P’rá andares a “Bufar” à toa?

-“Kuabo Caxe”! Gicula ó Messo…Boba bu Puto! Kanan bu Angola é!! Falas demais! Tambula ó conta!

-AH…VOU BAZAR…És muito ardrabão, Pópilas!!

Mungué !!

Banga Ninito

04/07/2012

CONTO DO VIGÁRIO




Significado: Cair no “conto do vigário” significa levar um golpe, ser passado para trás, perder dinheiro, ser enganado.

A origem: Duas igrejas em Ouro Preto receberam um presente: uma imagem de santa. Para verificar qual da paróquias ficaria com o presente, os vigários resolveram deixar por conta da mão divina, ou melhor, das patas de um burro. Exactamente no meio do caminho entre as duas igrejas, colocaram o tal burro, para onde ele se dirigisse, teríamos a igreja felizarda. Assim foi feito, e o vigário vencedor saiu satisfeito com a imagem da sua santa. Mas ficou-se sabendo mais tarde que o burro havia sido treinado para seguir o caminho da igreja vencedora. Assim, conto do vigário passou à linguagem popular como falcatrua, vigarice.


Outra explicação: A segunda, veio da pesquisadora de Minas Gerais no Brasil Lourdes Aurora. Segundo ela, a expressão inicial era cair na conta do vigário, pois esses recebiam ouro roubado e pagavam pouco aos escravos. Várias igrejas foram construídas segundo Lourdes, pela conta do vigário. Daí que veio a palavra vigarista, pessoa que agia como os vigários.

Amigo e com muita confiança convivendo todos os dias foi o que se passou com um amigo já falecido que atrapalhou a vida de várias pessoas. Com a colaboração de um funcionário Bancário, assinavam vários aceites de letras bancárias ao qual receberiam uma percentagem, conto do vigário bem engendrado, tendo mais tarde todos os que procederam a esse esquema sido chamados a tribunal para regularizarem a situação tendo que pagar tudo, pois as letras eram por si avalizadas e o mais incrível é que o aceitante nem era conhecido pois as livranças eram forjadas com identificações falsas, logo ai viram no logro que tinham cometido. Esse amigo não tinha necessidade desses esquemas pois tinha um bom emprego numa seguradora da nossa praça, a esposa também trabalhava e ganhava razoavelmente bem, mas como viciado na noite e no jogo clandestino procedia a esses esquemas para poder ter avultadas somas de dinheiro, e para poder pagar as suas dividas de jogo, quem ficou mal foram inúmeros amigos que tiveram que vender muitos dos seus bens para poderem satisfazer os supostos empréstimos bancários. Últimamente andava sossegado fazendo uma vida até ai impensável aos seus amigos a chamada vida certinha, os amigos diziam agora é que ele ganhou juízo, pois já tinha recebido uma ameaça que mais dia menos dia o liquidavam, pois as dividas eram já muito elevadas. Mas foi sol de pouca dura a nova situação do seu modo de vida e até a convivência com os amigos, estavam todos boamados com tamanha mudança de seus hábitos, logo depois recebemos a triste noticia que tinha sido morto tragicamente, num dia foram a casa dele, tocaram a campainha da porta e quando ele abriu a porta foi baleado com oito tiros. Até hoje nunca se soube quem foram os assassinos

ZÉ ANTUNES

2010

ALMOÇO DA BOAVISTA

Almoço-convívio dos antigos trabalhadores do Posto de Manutenção da Boavista em 12-11-2011.

Já não e lembrava, quando recebo um telefonema do Machado a convidar-me para este almoço convívio que se realizou em Marco de Canavezes, um Convívio de uma forte, longa e sã CAMARADAGEM e de uma Amizade desmedida, inexplicável, ornamentada de muitas saudades sentidas, ao longo de todos estes anos de separação!

Dirijo-me para Santa Apolónia e viajo no Alfa,  chegado ao Porto Campanhã faço transbordo e rumo no horário previsto para o Marco de Canavezes, chegando  lá está o Machado à minha espera e levando-me  de seguida para o Restaurante.
Como fui o último a chegar cumprimentei um a um todos os convivas o que me deu um grande gozo e prazer,  pois a cada um que cumprimentava me lembrava das   recordações outrora vividas.

A comida estava deliciosa. O silêncio manteve-se durante a operação do enchimento das  barriguinhas. O vinho caia nos copos e dali para as goelas sedentas. Liberta as vozes, entrou-se na animação, o que é natural quando nos damos bem com o “ Baco “

Mais umas larachas e anedotas dos nossos tempos de inicio da entrada na Companhia,  e pelas 14H40 deu-se a  debandada geral, pois o comboio para o Porto tinha como horário  as 15 h 00, pondo fim a mais um encontro convívio gastronómico e báquico de  bons amigos.


ABRAÇÃO A TODOS DO

ZÉ ANTUNES
  2011

10 º. ALMOÇO DO Bº. SÃO PAULO




Almoços-convívios dos antigos moradores dos Bairros de Luanda são convívios de uma forte, longa e sã CAMARADAGEM e de uma Amizade desmedida, inexplicável, ornamentada de muitas saudades sentidas, ao longo de todos estes anos de separação!

Já não me lembrava, que este era o Décimo almoço do Bairro de São Paulo. Lembro-me do primeiro em que fui convidado pelo Zé Ideias que me disse que era a Zita Soares quem se propunha a tão espinhosa missão. E já são passados dez anos de sucessos nos almoços que tenho participado, sempre sobre a coordenação da ZITA.

Os meus votos são que sejam mais e muitos mais para termos estes convívios com a juventude que deixamos lá e que sempre nos vamos lembrando e recordando nestes pequenos convívios e saber novidades atuais. Muitas caras novas que pela primeira vez compareceram ao convívio, mas muitas ausências por vários motivos os ausentes estiveram impossibilitados de comparecer ou por assuntos particulares ou mesmo por estarem adoentados.

Deste dia 19 de Maio de 2012 participei no convívios que esteve maravilhoso, comida deliciosa.

Cantou-se os parabéns, comeu-se o bolo que estava delicioso, e bebeu-se champanhe, fez-se os brindes da praxe e desejou-se felicidades aos presentes e aos ausentes.

Mais umas larachas daqui e dali e pela noitinha deu-se a debandada geral, pondo fim a este encontro gastronómico e báquico de bons amigos.

Kandandus a todos e até para o ano

Zé Antunes

2012