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16/07/2012

CASAMENTO DO MARCO E SILVIA

                                                          



























Nossa Senhora da Victória

Casamento ou matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é a coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
Na maior parte das sociedades, só é reconhecido o casamento entre um homem e uma mulher, embora Portugal reconheça o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, tal como outros países no mundo (em Maio de 2009, a Holanda, a África do Sul, o Canadá, a Noruega, a Bélgica, a Espanha, a Suécia e alguns dos Estados dos EUA: Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont, Maine e, em Junho de 2011, foi aprovado no Estado de Nova Iorque).

As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afectiva, para buscar estabilidade económica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.
Um casamento é frequentemente iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor), por um oficial do registo civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se.
Em direito, é chamado "cônjuge" a qualquer das pessoas que fazem parte de um casamento. O termo é neutro e pode se referir a homens e mulheres, sem distinção entre os sexos.

Neste dia 8 de Outubro de 2011 foi o casamento do Marco Octávio e da Ana Sílvia, do qual fomos convidados ( Zé Antunes e a Marinha Ribeiro ) como padrinhos da parte do noivo, matrimónio esse   que se realizou na capela de Nossa Senhora da Victória, Nossa Senhora da Vitória é um ícone católico venerado em Portugal, em particular na Freguesia de Famalicão, concelho da Nazaré, Portugal. Do culto à Senhora da Vitória em Famalicão no concelho da Nazaré, sabe-se que foi trazido pelas gentes da Praia das Paredes da Vitória, que no início do século XVI se vieram fixar, trazendo com eles o culto de Nossa Senhora da Vitória. Paredes da Vitória é uma pequena localidade costeira da freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça.

A cerimónia teve inicio ás  12 h 00, tendo alguns convivas lido as passagens do evangelho ( Bruna, Sofia ) e tendo as alianças sido trazidas pela Beatriz num carrinho de madeira puxada por outros dois meninos, cerimónia terminada com as assinaturas de quem de direito e com as fotos da praxe que sempre acontece, encaminhamo-nos para o lugar onde seria servida a  boda ou o chamado copo de água na Quinta dos Lagos no sitio de Vale do Horto – Azóia -  perto de Leiria, pelas 15 h 30, deu-se a degustação de tão saboroso menú. Na hora das sobremesas alguém comeu o gelado e deixou os profiteroles para a Sofia.
Uma ressalva para dizer que a Beatriz foi a princesa do dia pois portou-se maravilhosamente muito bem.

Durante a festa houve o corte do bolo que foi seguido de uma salva de foguetes e a passadeira ficar iluminada com tochas de fogo preso.





A Ementa foi a seguinte:

ENTRADA
Festival de Camarão e ananás

SOPA
Creme de Agrião e Creme de Peixe

PEIXE
Bacalhau à Quinta dos Lagos

CARNE
Cabrito à Lavrador e Vitela Arouquesa da quinta-feira

SOBREMESA
Três Maravilhas ( Doce + Gelado + Fruta )

BUFFET
Mariscos, Queijos, Saladas, Leitão, Doces, Fondue, Crepe e Frutas

BOLO DE NOIVA  e  ESPUMANTE


Nessa noite como muitos convivas vieram de Guimarães e de Lisboa foram pernoitar a Martingança na Residencial Via Marinha, e nessa noite no quarto do Chico, António e Ricardo,  houve comédia, pois ele como rádio amador o chamado macanudo  deixou o rádio ligado numa frequência em que a altas horas da madrugada só se ouvia  alguém a dizer que se ia matar com facas e coisas mais aterradoras, e na manhã ao pequeno almoço foram comentadas.
No Domingo foi o almoço na casa dos pais da Sílvia em Martingança de onde depois do repasto cada um seguiu o seu caminho, desejando aos recém casados as maiores felicidade.



ZÉ ANTUNES


2011



BRASIL



Neste ano de 2005 resolvemos eu e a Marinha tirar umas férias que fossem diferentes das que costumamos passar, que era estar nas férias todas na Ilha da Armona na ria Formosa em Olhão, no Algarve, e assim resolvemos ir ao Brasil, e ai aproveitava para ver os meus irmão a Amélia e o Victor, apesar de a Amélia não ter tantas saudades como o meu irmão Victor, pois a Amélia desde a morte da minha mãe, veio a Lisboa duas vezes, resolvemos pensamos e ai fomos....

05 de agosto de 2005 rumo ao aeroporto da Portela a fim de embarcarmos na Ibéria às 19 horas, e rumo a São Paulo no Brasil, pequena escala em Madrid, com 9 horas de viagem. Chegados ao aeroporto de Guarulhos da capital financeira do Brasil, pelas 7 horas da manhã, diferença horária entre Lisboa e São Paulo de três horas, minha irmã Amélia estava à nossa espera para nos levar a Pindamonhangaba, primeira contrariedade uma das malas ficou retida em Madrid só dois dias depois chegaria a São Paulo e à nossa posse.
Em Pindamonhangaba, descansamos esse dia com a visita da cidade e arredores. No dia seguinte rumamos ao litoral de São Paulo, descendo a serra passando por Taubaté e outros lugarejos, chegamos a Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e ilha Bela, lugares aprazíveis onde passeamos e visitamos o projeto Itamar que é o de salvar o habitat natural das tartarugas, compramos uns belos camarões que serviram para um jantar na casa da Amélia, tudo grelhado na churrasqueira, regressamos pela Estrada de Tomoios até São José dos Campos, onde fomos visitar uma grande Superficie Comercial que está aberta 24 horas, tendo ido dormir a Pindamonhangaba. No dia seguinte pela Dutra fomos para São Paulo e ai vi o trânsito caótico que São Paulo tem, impressionante, mas teremos que ver que a cidade é uma metrópole comospolita com quase 20 milhões de habitantes, dirigimo-nos para a Paes de Barros e ai fomos visitar a familia do Rogério Prieto, mãe e irmãs, tendo visitado alguns pontos turísticos da cidade, Mercadão, Rodoviária, Portuguesa dos Desportos, Museu e Jardins do Ipiranga, Av. Paulista, Pacaembú e Morumbi.

Dia 9 de Agosto com o vaucher das viagens que iriamos fazer estavamos em Guarulhos para rumar até Fortaleza no Ceará, a viagem era para ter inicio as 09h00 da manhã, depois de estarmos dentro do avião, e de fazermos as primeiras manobras rumo à pista, eis que regressamos à sala de embarque pois o avião tinha uma avaria numa das asas, espera e mais espera, ninguém dizia nada, sobre a avaria, mas fomos bem tratados, deram-nos umas senhas para o almoço, uns atores das novelas da globo que iriam nessa noite atuar num espetáculo em Fortaleza, estavam aborrecidos pois teriam que adiar esse espetáculo e endemizar o público, com estes atritos todos e com a espera de tantas horas, acabamos por só embarcar às 17h00 e chegamos a Fortaleza às 23h00, estando uma pessoa a nossa espera com um cartaz onde se lia José e Marinha, embarcamos numa Vanette e fomos para o Hotel Diogo Praia Hotel mesmo no centro da cidade na praia do Meireles.

Fizemos as formalidades da reserva e fomos para os nossos aposentos, quarto espaçoso com tv, bar e uma grande instalação sanitária, onde logo ali tomei um banho refrescante.

No dia seguinte levantamo-nos e dirigimo-nos ao restaurante do Hotel, para ai degustarmos o pequeno almoço e conforme reserva da agência C.V.C. onde o nosso guia o Luis um argentino radicado em Fortaleza à muitos anos estava à nossa espera para nos dirigirmos ao Beach Praia, um parque temático onde passamos o dia. Chegados lá pulseira no braço para podermos entrar e sair pois eu preferi também ir tomar banho ao Mar e deitar-me ali naquelas espreguiçadeiras, tendo só almoçado no parque, onde conhecemos um casal de médicos que nos fizeram sempre companhia, tendo depois as 18h00 regressado ao Hotel, onde depois de um banho retemprador, fomos visitar a cidade, pelo calçadão da avenida principal onde os artesões e vendedores expôem as suas obras. Chegando a praia da Iracema onde um mercadinho que só vendia camarão e peixe fresco estava aberto até as 21h00, ali compramos um kilo de camarões e ficamos na fila nuns quiosques com umas mesas e cadeiras onde umas tias. Sempre sorridentes nos atenderam e nos fritaram os camarões, sentamo-nos e com umas cervejas Brahma 600 ml degustamos tão saboroso pitéu, ai tivemos companhia de um casal de professores que nos acompanharam depois nos restantes 5 dias que ficamos em Fortaleza, também apareciam grupos de malta bem disposta que a troco de umas cervejolas, tocavam e cantavam para nós, pois apercebiam-se que eramos turistas, dali iamos a pé até ao Hotel, onde adormeciamos, cansados mas felizes de um dia bem agitado.

Dias seguintes com o mesmo ritmo passavamos em diferentes praias, Canoa Quebrada, onde naveguei de canoa até ao alto mar, e pude verificar o quanto é quente as águas do mar do Ceará, Morro Branco onde nas grutas se recolhe areia com muitas cores e se fazem os desenhos dentro de garrafas com os ditos grão de areia de várias cores, ai conheci um casal em que ele é deputado em Brasília, nesta praia andei de buggi pelas dunas, Sete Mares, fui para as dunas junto a um grande lago onde fiz Skibunda, e onde no filme que temos destas inesqueciveis férias, eu era o realizador, pois eu é que dizia ao jovem que filmava qual os planos e vistas que queria, e não é que o filme ficou uma maravilha. Fomos ainda a Cumbuco e à Prainha onde vimos o artesanato local e as famosas rendas de bilros. Visitei a Sé de Fortaleza e a Fortaleza do tempo colonial português e dai advir o nome da cidade, por causa da fortaleza que defendeu a cidade do ataque dos holandeses. Num dos jantares na cidade, depois de saborearmos um bom peixe grelhado e beber um bom vinho, o empregado de mesa ao que vim a saber era estagiário, nos recebeu bem e nos atendeu melhor, na hora do pagamento, duplicou a conta e ainda meteu os famigerados 10% do final que no brasil dizem que é para o empregado, ora bem não estava pelos ajustes e pedi a presença do gerente ou proprietário, me responderam que não estava, tudo bem disse eu, está aqui a minha identificação e o meu hotel é o Diogo Praia Hotel, eu não pago esta a conta e quando corrigirem a conta estarei lá para pagar o que for justo, agora se quiserem chamar a policia, estarei ao dispor, num abrir e fechar de olhos apareceu o gerente e retificando a conta me apresentou uma conta metede da original, mesmo assim vi lá os 10% e disse que não pagava, argumentaram que era de lei que era para os empregados, eu sei lá o que justificaram, o certo é que lá tiraram os 10% que eram para ai 12 reais depois de pagar pequei em 20 reais e dei de gorgeta ao funcionário que nos atendeu, que ficou a olhar para mim, e eu expliquei que os funcionários valem aquilo que os clientes acharem justo e não os 10% da conta, me agradeceu e foi mais um episódio destas férias em Fortaleza.

Daqui de Fortaleza no dia 15 de Agosto embarcamos para o Recife e no aeroporto de Guararápes estava uma guia com os nossos nomes numa placa e nos conduziu para Porto de Galinhas onde fomos instalados no solar Porto de Galinhas, daqui foram 4 dias com imensas visitas à cidade do Recife, onde vi uma placa numa praia que dizia que era perigoso tomar banho de mar por causa dos tubarões, onde visitei o antigo presidio e que hoje é um centro de artesanato, fui visitar a cidade de Olinda onde vi a arquitetura genuinamente portuguesa e o seu artesanato, Olinda está num sitio previlegiado, fazendo lembrar a nossa cidade de Sintra, fui a Porto de Galinhas, onde fazíamos algumas compras, a noite havia sempre animação lá no solar, peças de teatro, música, declamação de poesia, com companhia de várias pessoas de Portugal que lá se encontravam, lá íamos convivendo e lembrando Portugal.

Dia 20 de Agosto num voo da Varig rumamos a  Salvador da Bahia, lá estava neste caso o Chico Negão que nos levou para o Hotel Bahia em Lauro de Freitas que ficava do Cento da Cidade a uns 20 Kilometros. Por intermédio do Chico Negão e como não tinhamos passeios agendados, combinamos que o cunhado que era guia nos veria buscar para visitarmos a cidade, no dia seguinte ai estava o sr. Wanderley que nos foi mostrar a cidade, o lago de Mangabeira e o Estádio de futebol, o elevador do Lacerda, o farol, a academia de policia, o miradouro onde está as ossadas de uma baleia gigante e o famoso Pelourinho onde visitei as igrejas, principalmente a igreja de São Francisco de Assis, visitei o Museu Jorge Amado e onde comi a tão famosa Acarajé quente, que é um bolo feito de feijão frade moído com recheio de camarão e ao qual o quente é a pimenta que tem, ao se comer tem que se beber logo uma cerveja, a tia que vendia os ditos bolos já tinha as cervejas bem geladinhas, claro que como era a primeira vez, a Marinha só se ria das caretas feias que ia fazendo ao comer o petisco. Visitei também um Centro Comercial que existe ao pé da praia, onde almoçei um dia e convivi com um português de Celorico da Beira, que tinha lá a recriação de uma casa de pasto ( Adega ) à antiga portuguesa de um bairro de Lisboa.

Aqui na Bahia foi muita praia pois o tempo convidava e apesar de não ser a época de verão no Brasil o tempo estava propício a uns bons banhos, um reparo não gostei do hotel pois os nossos aposentos ficaram mesmo em frente ao elevador e era uma chiadeira sempre que o elevador entrava em funcionamento.

Dia 25 de Agosto com o Chico Negão a nos ir levar ao aeroporto de Salvador da Baia rumamos ao Rio de Janeiro, onde nos esperava um operador turistico que nos levou para o hotel Otton em plena Copacabana, nessa noite deu para passear o calçadão e ver os chamados camelôs a vender o seu artesanato, o centro da Avenida é invadida por muitos que com a autorização da perfeitura ali mostram os seu produtos.

No outro dia, dia 26 depois de um belo pequeno almoço seguimos para a Urca afim de ir ao pão de açucar, uma visão deslumbrante do alto do penedo, vê-se praticamente todo o Rio de Janeiro, adorei visitar o pão de açucar.

No dia 27 foi ir conhecer o Corcovado fomos até ao sopé do monte onde se vai no trem até ao alto onde está a estátua do cristo redentor, pena que neste dia levantou-se um nevoeiro e não se pode ver a cidade que esta cá em baixo, paciência ficará para outra próxima ida a Rio de Janeiro que adorei, restantes dia foi visitar a Barra da Tijuca , Ipanema, e a praia do leme, ficamos mais em Copacabana na praia em frente ao nosso hotel. Certa noite fomos de metro até ao Largo Machado visitar a irmã da Augusta e da São ( duas manas que trabalhavam no ISCTE ) e nessa noite lá convivemos com ela.

Fomos para São Paulo no dia 30 de Agosto embarcamos e contando que nos esperaria o meu irmão Victor, ele não apareceu tendo depois aparecido a minha irmã Melita que nos levou para a casa da Sogra na Paes de Barros e ai fomos conhecer o pulmão de São Paulo o jardim de Ibirapuera, visitando também o Bairro da Mocca e a Sé de São Paulo, bem como a Avenida da Liberdade onde só tem japonês. Ficamos mais dois dias e rumamos a Pindamonhangaba onde fomos visitar o templo da Senhora Aparecida, a santa negra, fez –me lembrar Fátima mas ali em Aparecida é bem mais imponente, mais grandioso, adorei visitar todos os cantos de tão majestoso templo.

Regressamos a Lisboa via Ibéria no dia 03 de Setembro, saindo de Guarulhos as 15 horas, chegando a Madrid ao aeroporto de Barajas ás 8 horas da manhã do dia seguinte, e ai não tivemos ligação para Lisboa tendo que esperar mais duas horas , chegamos a Lisboa era uma hora da tarde, cansados mas felizes pelas férias e por conhecer tão lindas cidades e lugares.

Dia 5 de Setembro estava a trabalhar, com imensa alegria e a mostrar aos colegas de trabalho as fotos que tiramos.



ZÉ ANTUNES

CHIADO

                                                        Estátua de Fernando Pessoa no Café a Brasileira




Percorri anos a fio a Avenida da Liberdade, em Lisboa!

Nos anos quentes da «revolução dos cravos», no tempo do PREC, morava na Avenida da Liberdade, junto ao Parque Mayer e fazia sempre o mesmo trajeto, Parque Mayer, Largo dos Restauradores, Largo do Rossio… Era por ali que ia à procura dos avilos do Bairro Popular nº 2 e de uma maneira geral de Angola, à procura de informação da «nossa terra», da Luanda onde tivera que deixar a «alma», o pensamento, parte da (minha) história da minha juventude… Depois fui colocado em Santa Apolónia, nos Caminhos de Ferro Portugueses, onde ainda estou á 30 anos. No tempo em que se interrompia o trabalho durante duas horas para o… almoço! Tempo para ir ao Rossio, almoçar na Mó ou noutro qualquer Restaurante previamente selecionado, tomar um café no Pic-Pic, ir ao fim da tarde, ao Leão D`Ouro, ao Bessa, ao Zé da Adega do Rossio, beber um copo e estar na cavaqueira com os avilos de Angola…

Foi quando numa noite de fados e vindo do Bairro Alto para a estação do Rossio, que contemplei o incêndio que permitiu mais tarde a remodelação e reconstrução da nova «face» da zona do Chiado… Na década de 1980, devido à mudança nos hábitos dos Lisboetas e à inauguração do centro comercial Amoreiras, o Chiado ficou decadente. Em
1988, na madrugada do dia 25 de Agosto, entre as 3 e as 4 da manhã, deflagrou um incêndio nos edifícios Grandela, que viria a tomar grandes proporções alastrando-se a mais dezassete edifícios. Os carros de bombeiro não conseguiram entrar na rua do Carmo, reservada aos peões cuja obra polémica se deve ao mandato executivo de Nuno Abecassis, o então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tendo o fogo propagado rapidamente aos edifícios contíguos à Rua Garrett. O Chiado ficou destruído e a sua reconstrução levou toda a década de 1990, ficando o design a cargo do arquiteto Álvaro Siza Vieira.

Gosto particularmente dessa zona de Lisboa! O Chiado é um dos bairros mais emblemáticos e tradicionais da cidade de Lisboa. Localiza-se entre o Bairro Alto e a Baixa Pombalina. Em 1856, com a criação do grémio literário, um clube dos intelectuais da época, o Chiado tornou-se o centro do Romantismo Português, ponto de passagem obrigatório para quem queria ser conhecido na cidade. O escritor Eça de Queiroz na sua obra "Os Maias" fazia grande referência ao Chiado e ao Grémio literário. O Chiado divide-se pelas freguesias do Sacramento e dos Mártires, duas das mais pequenas de Lisboa. Hoje o Chiado voltou a ser um importante centro de
comércio de Lisboa, sendo uma das zonas mais cosmopolitas e movimentadas da Capital Portuguesa.

Não imaginei que, tantos anos mais tarde, o Chiado voltasse a ter tanto significado para mim. Por uma razão quase sem importância, no mundo em que vivemos, cheia de notícias, de acontecimentos, de manifestações culturais (e das «outras» também…). “Fui ao Chiado, num dia do ano de 2008, ao entardecer, sentir o coração de Lisboa, e ver a apresentação do novíssimo Fiat 500 no Largo Luis de Camões “ Depois, alegria das alegrias, jantámos na Trindade, o bife à moda da casa, em alternativa à Tasca aonde nos dirigimos, no Bairro Alto, que estava a abarrotar, com gente à espera, eu, a minha mulher e o meu filho, o que já não acontecia há tanto, tanto tempo...

Quando em vez vou ao Chiado para viver assim momentos de felicidade, seja o pretexto de algum evento, seja tomar um café com um amigo, seja para revisitar a história, seja para voltar a jantar com quem amo tanto…


Zé antunes

GAMBUZINOS



Em Luanda havia alguns adeptos de uma caçada que era organizada para rececionar os recém chegados da Metrópole chamada caçada aos gambuzinos. Um grupo de brincalhões convencia a vítima a participar dessa caçada que teria que ser no período noturno

Afinal o que são gambuzinos ?. Alguém já os viu

Gambuzinos não existem sendo, portanto, seres imaginários. Os convidados em participar dessa caçada eram normalmente pessoas ingénuas, a vítima era levada para um lugar ermo, longe de áreas povoadas normalmente na Estrada do Golfo e convidada a bater em uma lata, cujos batimentos ouvidos pelos gambuzinos, eram atraídos para aquele local. A vítima destas brincadeiras era convencida de que a turma munida com sacos e estrategicamente escondida capturavam esses seres. Na verdade nós regressávamos para o Bairro e o desgraçado cansado de tanto bater na lata quando se apercebia que tinha sido ludibriado com uma brincadeira, parava de tocar regressando ao Bairro ou então era recolhido após algum tempo pelos próprios amigos.

Pois meus amigos, fui muitas vezes ao "Panguila" caçá-los, juntamente com outros "Mávilos" Luandenses e não fazem ideia a loucura de sabor, que esses petiscos têm?!! E que Saudades meu Deus! Então "grelhados" na brasa e acompanhados de Cacusso com feijão de óleo de palma...MEU DEUS, não vos digo nada!

Mas...não é com o bater de latas que se caçam?!!! Quem é que vos disse isso, enganaram-vos! Eles são bons, muito saborosos mesmo, quando são apanhados junto ao rio...no escuro e em silêncio!! Leva-se um saco de mateba, com um "rabo de junco" lá dentro, preso por uma patita; Abre-se o mesmo e coloca-se perto do rio...Afastamo-nos para uma distância cerca de 10 / 15 metros. Depois, muito devagarinho, cantamos uma das músicas do Elias Diá Kimuezo e, simultaneamente, rezámos 2 avé-marias à Nª. Srª. da Muxima. ÉH!! Vais vê-los...a entrar no saco, às centenas!! É claro que depois temos que separá-los e selecioná-los! Os que têm o ventre amarelo, são altamente, venenosos; os de barriga vermelha, fazem mal aos intestinos mas não matam um gajo....Mas, aqueles que têm o bucho AZULADO! Porra...não vos digo nada!! Uma loucura! Nem churrasco, nem mesmo o leitão, sabem assim tão bem!
Uma vez, eu, e um grupo de 6 avilos, comemos cerca de 150 Gambuzinos (cada um), bem tostadinhos, assados por aquelas "aleijadinhas" (irmãs gêmeas) do BÊ-Ó, que acompanhamos com um Palheto (Banga-Sumo), comprado na tasca do "Campinos"...que só Deus é que sabe?!! Gambuzinos daqueles nunca mais encontrei nenhum! Um dia, disseram-me que num restaurante da Costa da Caparica, havia-os lá e muito bons. Fui, mais uns "Deguebos"...porra, nada que se parece! Já estavam todos queimados do gelo....eram provenientes de
Moçambique...Grande M…..!!!

Mas...se estiverem interessados, tenho aqui um amigo que trabalha na Judite, um Inspetor-Chefe, que costuma ir a Angola, dar instruções à DISA e o fulano, se eu lhe pedir, com toda a certeza trás-me aí cerca de 10 kilos...só que temos que depositar já cerca de 100 euros...se quiserem, podem enviá-lo pelo correio, que dentro de 15 a 20 dias...estão cá e...fresquinhos.



PS:
Aguardo o dinheiro. Não se esqueçam???

13/07/2012

BALBÚRDIA POLITICA



Uma Nação é uma família…de pessoas: não de privados. Se um Governo não visa o bem-estar dos seus cidadãos, para que é que ele serve?”

Está a ficar desagradável viver em Portugal! A paz indispensável à nossa vida colectiva está ameaçada. Ora, nessa circunstância, as instituições e alguns homens que as dirigem parece não estar à altura das dificuldades. Resta-nos esperar que haja quem sabe garantir o essencial e prepare, com excepcional firmeza, mas também com sabedoria, as correcções e as reformas necessárias, a fim de preservar a liberdade e a justiça. Os poderes judiciais têm a obrigação de, sem prejudicar o curso da justiça, esclarecer a opinião pública sobre múltiplos aspectos da sua actuação e preparar severa punição dos responsáveis pelas fugas de informação e pelas informações dadas ou obtidas com malícia. O Sr. Procurador-Geral da República tem de explicar melhor ao país o que faz e porquê. Ele também tem deveres. A Srª. Ministra da Justiça, sem se envolver em casos concretos e processos, tem de explicar ao país o que se passa, com todas estas “querelas” e denúncias contra sérios e competentes Jornalistas, envolvendo ilustres directores, chefes, nesse rol das “Secretas”, “Espionagem”, ou seja, nessa “balbúrdia” de “bufaria”! Governo, Magistrados Judiciais e Agentes do Ministério Público não podem esconder-se atrás dos equívocos da “separação de poderes”.

Pergunta o Povo e com razão: “Então, para que serve a nossa distinta e competente Polícia Judiciária? Para que serve a ilustre Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da PJ? Para que servem as notáveis Direcções de Investigação e Acção Penal? Para que servem as nossas egrégias e destemidas Forças de Segurança (PSP e GNR)? É necessário existirem esses “Pides”? O estado moral em que se encontra a população, o clima de “boateira” e denúncia, o de dar o dito por não dito, o provável recurso à informação paga, a delação (acusação) encorajada, o medo que começa a instalar-se, acompanhado do descrédito que essas figuras responsáveis do Estado têm vindo a propagar, a eventual violação de direitos fundamentais, bem como a histeria política de alguns e a descrente inquietação generalizada de outros…são problemas reais do momento actual, perante os quais não se admite covardia nem silêncio. Todos esses actos indecorosos, têm vindo a provocar indignação e são verdadeiras manifestações vergonhosas para todos nós, como para a imagem que transmitimos à Europa!

Termino com as palavras da distinta Drª. Maria José Morgado, actual Procurador-Geral Adjunta no Tribunal da Relação de Lisboa, que diz isso: “A falta de actuação dos tribunais (…), o número diminuto de condenações, a morosidade e a incapacidade da justiça penal, para reagir em tempo útil, geraram um clima de impunidade que marcou para sempre a sociedade portuguesa, e que se revela ainda hoje através de um clima de clonagem deste tipo de comportamentos, e de um desenvolvimento económico incipiente”.


BANGA NINITO

FOME



O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.

A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.

O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!

Isto foi escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d' As Farpas.
pois...

A POBREZA ENVERGONHADA PODE ESTAR AO NOSSO LADO!...ENQUANTO ALGUNS GASTAM À TRIPA FORRA O QUE PERTENCE AO POVO!!!!......... NÃO FIQUE CALADO, SINTA-SE ANTES INDIGNADO, E FALE. SE CALHAR AO SEU LADO EXISTE ALGO IDÊNTICO, ABRA OS OLHOS E FALE.......

O Diário do Professor Arnaldo - A fome nas escolas

Publicado em 19 de Novembro de 2010 por Arnaldo Antunes

Ontem, uma mãe lavada em lágrimas veio ter comigo à porta da escola. Que não tinha um tostão em casa, ela e o marido estão desempregados e, até ao fim do mês, tem 2 litros de leite e meia dúzia de batatas para dar aos dois filhos.

Acontece que o mais velho é meu aluno. Anda no 7.º ano, tem 12 anos mas, pela estrutura física, dir-se-ia que não tem mais de 10. Como é óbvio, fiquei chocado.
Ainda lhe disse que não sou o Director de Turma do miúdo e que não podia fazer nada, a não ser alertar quem de direito, mas ela também não queria nada a não ser desabafar.



De vez em quando, dão-lhe dois ou três pães na padaria lá da beira, que ela distribui conforme pode para que os miúdos não vão de estômago vazio para a escola. Quando está completamente desesperada, como nos últimos dias, ganha coragem e recorre à instituição daqui da vila - oferecem refeições quentes aos mais necessitados. De resto, não conta a ninguém a situação em que vive, nem mesmo aos vizinhos, porque tem vergonha. Se existe pobreza envergonhada, aqui está ela em toda a sua plenitude.

Sabe que pode contar com a escola. Os miúdos têm ambos Escalão A, porque o desemprego já se prolonga há mais de um ano (quem quer duas pessoas com 45 anos de idade e habilitações ao nível da 4ª classe?). Dão-lhes o pequeno-almoço na escola e dão-lhes o almoço e o lanche.

O pior é à noite e sobretudo ao fim-de-semana. Quantas vezes aquelas duas crianças foram para a cama com meio copo de leite no estômago, misturado com o sal das suas lágrimas...

Sem saber o que dizer, segurei-a pela mão e meti-lhe 10 euros no bolso. Começou por recusar, mas aceitou emocionada. Despediu-se a chorar, dizendo que tinha vindo ter comigo apenas por causa da mensagem que eu enviara na caderneta.
Onde eu dizia, de forma dura, que «o seu educando não está minimamente concentrado nas aulas e, não raras vezes, deita a cabeça no tampo da mesma como se estivesse a dormir».

Aí, já não respondi. Senti-me culpado. Muito culpado por nunca ter reparado nesta situação dramática. Mas com 8 turmas e quase 200 alunos, como podia ter reparado?

É este o Portugal de sucesso dos nossos governantes. É este o Portugal dos nossos filhos. É este o Portugal de sucesso e orgulho do Sócrates!!!!

Divulguem e não se cansem de divulgar por esse mundo fora... Não se calem... Pode ser que chegue à assembleia da República das Bananas!

Perguntem ao Sócrates e aos Boys se têm passado muita fome e quem é que lhes paga a gasolina e os fatos comprados em Nova Iorque! Ainda há professores que não fizeram greve! Eu fiz e faço já outra se for preciso!

Professor Arnaldo Antunes

ILHA DA ARMONA



Primeira vez que fui passar férias à ilha da Armona foi no ano de 1990, a convite do meu Cunhado Manuel Ribeiro, rumamos a Olhão e ai com as bicuatas normais de férias fomos de barco até a ilha. Esperávamos o Manel que chegava à noite de 6ª feira, vindo de Guimarães, e como ele viajava com a Nelita e os 3 filhos muitas coisas necessárias iam na minha viatura, pois só ia eu a São e o Bruno. Saiamos bem cedo pois ainda não existia a autoestrada para o Sul para não chegarmos atrasados devido ao fluxo de viaturas que iam para férias também, íamos pela estrada velha e na Aldeia de Canal Caveira, parávamos para saborearmos as belas sandes de Carne assada, depois de todos se terem alimentado seguimos viagem até à bela cidade cubista de Olhão, deixávamos as viaturas nas Garagens do Sr Gomes e dirigiamo-nos para o cais de embarque para no pequeno barco o “ Praias do Sado” navegávamos até à bela ilha da Armona. Lá chegado fiquei logo encantado com a calma e tranquilidade e da linda paisagem da ilha. Certo é que até hoje, vá para onde for, acabo por passar sempre pelo menos uma semaninha de férias na ilha, além das idas a várias alturas do ano.

No ano de 1992 estive de férias com a minha mãe, pois tendo regressado do Brasil, logo ai se rumou a ilha, e ela adorou passar aquelas férias junto de nós. Mais tarde no ano de 1995, nas férias desse ano também tive a presença da minha irmã Amélia, que veio por causa do falecimento de minha mãe.

Lembrar ainda que no ano de 1994 organizamos uma equipa de futebol de praia e que muito nos divertia jogar, bons trumunos, eu era o treinador, e os jogadores eram o Bruno Ribeiro, o Marco Octávio e outros, havia também a claque que era a família toda, e diga-se de passagem que até incentivavam muito bem os jogadores.



ZÉ ANTUNES