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20/07/2012

HOSPITAL


O Hospital de Santa Cruz, que comemorou em 2005 o seu 25.º aniversário, iniciou a sua actividade a 23 de Abril de 1980, nas instalações de uma clínica privada criada nos anos 60 e que se encontrava desactivada na sequência do 25 de Abril de 1974. O projecto que esteve na sua origem era o de colmatar as carências que se faziam sentir em Portugal, nessa época, em termos de procedimentos altamente diferenciados nas áreas da cirurgia cardíaca e da nefrologia, situações em que era frequentemente necessário recorrer ao estrangeiro.Foi lá que fiz as cirurgias ásd minhas hénias inguinais.
                        Hospital de Santa Cruz em Carnaxide

As hérnias mais frequentes são as congénitas, produzidas por uma debilidade da parede abdominal possam surgir posteriormente devido a uma esforço excessivo, vómitos, esforço para tossir ou prisão de ventre.

O inchaço pode inclusive estender-se até à zona do saco escrotal. O diagnóstico de uma hérnia não deve suscitar receio porque, embora seja preciso operá-la, a sua detecção precoce é fundamental para combatê-la.



As causas
A hérnia inguinal surge na maioria dos casos quando o canal inguinal não se fecha completamente.

Diagnóstico precoce

Quando a hérnia é detectada tem indicação para ser feita uma cirurgia, para que a parte do intestino que provoca a hérnia seja recolocada na cavidade abdominal e o orifício por onde passava seja encerrado. A sua urgência dependerá do tamanho, características e evolução.

Uma hérnia inguinal é um problema frequente

A cirurgia

Regra geral o doente não fica hospitalizado mais do que umas horas, podendo regressar a casa no próprio dia. O facto de o doente necessitar de realizar uma intervenção cirúrgica após o diagnóstico, é muitas vezes causa de alarme, fica-se aterrorizados com a ideia de ter de se submeter a uma cirurgia. No entanto, estas intervenções são praticadas sem o menor risco, mesmo nos mais pequenos. A cirurgia - clássica ou laparoscópica - é a melhor solução para erradicar a hérnia, uma vez que esta tende a aumentar com o passar do tempo, podendo ocasionar consequências graves.

Na 5ª feira dia 07 de Outubro de 2010 fui submetido a uma Cirurgia de Ambulatório a uma Hérnia Inguinal (acho que é assim) do lado esquerdo ás partes moles, e tenho curiosidade em saber se a recuperação é morosa? dolorosa? Quanto tempo até poder andar de novo de bicicleta?

São questões que coloquei ao médico naquela 5ª feira. Recuperação após cirurgia a Hérnia Inguinal. Conselhos do meu médico!

Os primeiros dias são um pouco dolorosos! Na casa de banho então... ui ui... Se tiveres muitas dores, toma paracetamol.

Força!! Daqui a algum tempo já nem te lembras disto!!!

Na primeira semana, deveras passar grande parte do tempo deitado, sem esforços. No entanto, umas pequenas voltas a pé, dentro de casa, ajudam muito. Cuidado para não te constipares. Espirros e tosse nesta altura são uma desgraça!

À medida que vais recuperando, vai aumentando um pouco as voltas a pé. Na segunda semana já te vais sentir melhor. Embora te sintas com vontade de sair, não o faças pois, o risco de algo acontecer fora de casa que te obrigue a um esforço mais intenso pode ser prejudicial.

Começas a fazer a tua vida normal, no final da terceira semana. Na quarta, começas com as tuas voltinhas de bicicleta mas, só em estrada plana. O risco aqui são as quedas que podem comprometer a recuperação.

A partir daqui , é sempre a evoluir e, ao final de dois meses, voltas aos montes!

A partir dos 2-3 meses começas a fazer uns abdominais de forma consistente e evolutiva para fortalecer essa zona. O meu médico sempre me disse que, antes de 3 meses, não deveria fazer nenhum esforço!

Sempre me surpreendeu que jogadores da bola (Pedro Barbosa, Nuno Gomes, Nani, etc) operados a hérnias inguinais, uma semana depois, já tinham voltado aos treinos!!!!

Em relação aos futebolistas e outros desportistas de alta competição, realmente não sei como são operados ou como recuperam, mas a verdade é tal como se diz, com maior ou menor sacrifício 3 ou 4 semanas depois estão como novos.

Curiosamente na 5ª Feira dia 29 de Setembro de 2011, fui submetido a nova cirurgia de ambulatório, desta vez a hérnia inguinal do lado direito das partes moles, estou já bem elucidado de tudo que me possa acontecer e estou confiante.

Na entrevista preliminar com a médica anestesista e com o medico cirurgião foi dito que já estava elucidado pois era igual a primeira cirurgia que tinha feito, mas mesmo assim foi-me dito tudo como se fosse a primeira vez.

De ressalvar que praticamente a equipa que me operou na 1ª vez foi a mesma da 2ª vez só mudando o médico cirugião, na altura João Granho e agora Paula Magro

Recepcionista Célia santos , cirurgia ambulatória: Enf. Fátima, Susana e auxiliar Manuela Zorro, bloco operatório: Paula Magro, João, Cristina e anestesista Vitória no recobro, Enf. Hugo, Iracema e auxiliar Felicidade. Cirurgia decorreu bem e desta vez a anestesia foi Raqui ( Raquidiana ) com histórias contadas por alguns dos intervenientes fui para casa para recuperação desta 2ª cirúrgia.Regressei dia 14 de Outubro para retirar os pontos, estando marcada uma consulta para dia 13 de Dezembro. Agora só me resta ir recuperando.



ZÉ ANTUNES

2011

RECORDAÇÕES DO Bº. POPULAR Nº2

Cinema S. João

Cine São João, Rua de Serpa no Largo do Bairro Popular nº. 2 cinema que marcou muito a minha infância. Olho as fotos e parece que estou a viver as matinés ao Domingo. Entrada de portão de ferro do lado direito à esquerda as bilheteiras entrada com um grande Hall e o bar atrás das bilheteiras e atrás do Ecran eram os sanitários de um lado homens e do outro mulheres, ecran esse com um pequeno palco para variedades. Esta descrição é do cinema novo, porque o velho era com bancos de madeira e não tinha declive na plateia. Quantos filmes vi neste cinema, ( pedi ao sr. Reinaldo gerente do cinema para trabalhar no bar só para assistir aos filmes). Num belo domingo fui ao fim da tarde a uma matiné mais a minha namorada que é hoje minha mulher vim directo do moto – cross e como tinha dado uma bassula estava todo dorido e não me sentia bem, fiquei doente nessa noite, a garina perguntava o que é que eu tinha e eu para me mostrar forte dizia que estava tudo bem.

                                                               2005 – Cine são João


O Bar S. João ( Matias e Jorge )
Bairro Popular nº 2, Bar São João no Largo, Matias e Jorge os seus proprietários,  a acompanhar as Nocais , as Cucas e os finos, lá vinham uns pratinhos de ginguba e tremoços ou uns pratinhos da famosa dobrada com gindungo  que era para se beber mais uma cervejolas para apagar o quente do picante. Um dos empregados que eu  me lembro era o Joaquim sempre na berrida a servir as mesas pois o pessoal gostava de bebê-las bem fresquinhas.

Curioso ninguém bebia  água. Era neste bar que o maralhal se reunia e convivia no  dia a dia, contando as suas histórias.

Mesmo com a guerra civil já dentro de Luanda, o Bar São João estava sempre cheio e como a cerveja já não abundava, tinha-se obrigatóriamente que ser acompanhada com pratinhos dos ditos cujos e bitoques tudo a pagar. Eram pratos cheios que voltavam para a cozinha,  porque a malta queria era beber porque a sede apertava e o calor era imenso.

Muitas vezes estavam aos tiros M.P.L.A e F.N.L.A  e nós só saiamos quando parava o tiroteio, parecia que estava tudo combinado, e lá saiamos e cada um ia à sua vida.

 
As Farras





Tempos em que no Sábado à noite se ia dançar ali para o clube do Bairro do Sarmento Rodrigues, do Clube do Bairro Popular nº 2, na Boavista, na Textang, no Ferrovia, no Clube da Terra-Nova, Casa do Alentejo, Casa do Minho ou no Transmontano e dançar ao som do Nelson Ned. E outras músicas  soul, para estar bem agarradinho. Depois, no Domingo de manhã pegar na toalha e ir desfrutar das águas cálidas do Atlântico, na praia da Floresta, na de S. Jorge, no Restinga, na Tamar, na Praia do Sol, na Barracuda,  até o sol se afundar no mar e ouvir o silvo como se ele fosse esfriando para esse mesmo sol se transformar em Lua.
 
                                                Espanhola, Zé Antunes, São Ribeiro, Paquito, Rosário 
                                                e de costas a Bety Sabino ano de 1973



 


ZÉ ANTUNES

   

SANTA ANA



Santa Ana ou Sant'Ana foi mãe de Maria, avó de Jesus Cristo.
Veneração por – Igreja Católica Romana, Igreja Ortodoxa, Igreja Anglicana
Festa Litúrgica – 26 de Julho
Atribuições – Menino Jesus, Sagrada Família
Padroeira – Viúvas, Carpinteiros, Avós, Rendeiras, Navegantes

Mulher nazarena que apesar de não ser mencionada nos Evangelhos, pela tradição da Igreja Católica seria a mãe da Virgem Maria e, portanto, avó materna de Jesus Cristo. De acordo com a tradição, era filha de Natã, sacerdote belemita, e de Maria, e foi a mais jovem de três irmãs bíblicas. Suas outras irmãs mais velhas seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e Sobé, mãe de santa Isabel, que geraria são João Batista. Casou-se com são Joaquim e por muitos anos permaneceu estéril, só dando a luz a Maria em avançada idade. Teria morrido pouco depois de apresentar Maria no Templo, consagrando-a a Deus, quando a filha contava apenas três anos de idade. Seu culto difundiu-se no Oriente, e no século VI o imperador Justiniano mandou erguer-lhe um templo em Constantinopla. Nos séculos seguintes a veneração expandiu-se também pela Europa. Em uma bula (1584) o papa Gregório XIII instituiu que sua festa seria comemorada no dia 26 de Julho, mês que passou a ser denominado mês de Sant'Ana. Venerada como padroeira das mulheres casadas, especialmente das grávidas, cujos partos torna rápidos e bem-sucedidos, é também protectora das viúvas, dos navegantes e marceneiros.

Paróquia de Santa Ana no Bairro Popular nº 2 em Luanda. E uma paróquia urbana, com bairros suburbanos. Dessa paróquia já nasceram três paróquias, com estruturas físicas feitas pela Igreja, escolas, salas para catequese e outro tipo de formação. Para além duma equipa de leigos comprometidos deixámos duas comunidades de irmãs que muito trabalham na pastoral e na promoção social escola, saúde, alfabetização.

                Santa Ana  ( foto net )
Neste momento a paróquia tem uma superfície muito reduzida mas com muita gente, cerca de 100.000 habitantes. Aqui trabalham os Padres Orlando Martins e António Frazão. Santa Ana pertence agora ao chamado Bairro Neves Bendinha.

Até aos anos 70 do século xx era o Páraco Costa Pereira que geria a paróquia e fazia-se as procissões de Santa Ana que percorriam algumas ruas do Bairro Popular com muitas pessoas a integrar o cortejo.

  Procisão  de Sant`Ana ( foto net )
  Procisão de Sant`Ana( foto net )


Boas festas no largo ainda kandengue, lembro-me que todas as ruas ficavam bonitas.

Estas festas em honra de Sant'Ana eram lindas!
Havia a parte religiosa onde a procissão era o "prato forte" e havia o arraial, à noite, onde todo o mundo se divertia nos bailaricos, cadeiras giratórias e os carrinhos de choque, o carrocel eram o que mais gostava, barraquinhas com os mais diversos jogos e tasquinhas com os mais diversos sabores (fazia lembrar, em ponto pequeno, a famosa Feira Popular). O espaço escolhido era mesmo o Largo em frente à Igreja, que naquele tempo era amplo.

Nos Santos Populares, eram as fogueiras em frente a igreja quem tivesse mais lenha e pneus fazia a maior fogueira.

       Largo do Bairro ( foto net )




ZÉ ANTUNES

18/07/2012

ANIVERSARIO



É um evento comemorado por muitos tipos de cultura ao redor do mundo. Em vários países lusófonos, em aniversários de nascimento de uma pessoa, é comum que se faça uma festa e todos cantem ao aniversariante a canção "Parabéns a você". E vou aqui narrar os últimos aniversários em que participei.

No passado dia 23 de Dezembro de 2010 a Marinha e seu marido, José Antunes, quiseram presentear os amigos com um faustoso jantar para comemorar o aniversário da mesma. Não me questionem quantas primaveras festejava pois não se pergunta a idade a uma senhora!
Já há muito tempo que não se festejava assim. Na verdade os anfitriões mostraram como se servem os amigos e não deixaram os créditos por mãos alheias!
Além das pinguitas habituais para as entradas, começaram por nos brindar com umas amêijoas pretas, da rocha, ou lá como se chamam, confecionadas pelo amigo e exímio cozinheiro, do Restaurante da Tala, que estavam deliciosas! Seguiu-se um saboroso bacalhau à lagareiro e de seguida uma saborosa feijoada acompanhada de um tinto maduro, não sei de que adega, que ajudou a degustar tão apaladado manjar! Como não estávamos satisfeitos ainda foi necessário comer um Cabritinho assado no forno acompanhado de batatinhas assadas , salada de arroz, saladas diversas e outros acompanhamentos dos quais não sei dizer o nome!
Continuou tão divinal repasto com a parte que eu gosto mais: a sobremesa. E que boa estava! Os doces, não sei quantos, degustei os que não conseguiram escapar-me. As frutas eram tantas e tão diversas que só consegui provar meia dúzia! Ah, faltou a melancia (provar, claro). Não faltaram os queijos diversos dos quais também tive o cuidado de provar uma pequena fatia.
Para finalizar a comezaina comeu-se o bolo de aniversário e bebeu-se champanhe após cantar o "Parabéns a Você", por sinal algo desafinado (os homens são assim, apesar de haver muitas mulheres com melhor voz). Como não podia deixar de ser houve uma chuva de champanhe que nos deixou bem fresquinhos!
A festa continuou pela noite dentro com fados e guitarradas e muita alegria e divertimento!



No dia 01 de Março de 2011, foi dia de aniversário do Américo. Foi uma festa como só ele sabe fazer. Deliciou-nos com um borrego grelhado que só os mais sabedores sabiam distinguir se era cabrito ou borrego. Delicioso! Claro que não faltaram umas gambitas suculentas nem a boa pinga que já é apanágio da casa. bebeu-se bom tinto, verde e champanhe! A sobremesa doce não faltou, incluindo o bolo - rei.
A animação foi total e o grelhador mostrou o seu préstimo. Obrigado Américo, temos que utilizar mais vezes o dito! No final comeu-se o bolo de aniversário e bebeu-se o champanhe. E o folar de carnes, estava delicioso!



Adivinhem quem fez ontem 20 de Maio de 2011, 42 aninhos? (um doce para o primeiro que adivinhar!) foi a Filomena Adão que na casa do irmão Ventura fez a festança ao qual se relata.
Como sempre esteve o convívio muito animado e bem frequentado! os convivas eram alguns e bem dispostos! O cozinheiro confeccionou um belo bacalhau assado na brasa e um arroz de lebre que estava divinal e nem podia ser de outra maneira.

Não ia deixar os créditos por mãos alheias. estava de "comer e chorar por mais" a que se seguiu um arroz de lebre também delicioso.
Seguiu-se uma fresquinha salada de fruta! Para finalizar comeu-se do bolo de aniversário e bebeu-se champanhe, do françês e do português! Foi pena uns malandros beberem uma garrafa do dito às escondidas!
Esteve uma festa de arromba!


Doze de Maio de 2012, meu aniversário, levantei-me de manhã e recebi os parabéns de minha esposa e fui trabalhar pois estava assim decidido e almocei no Perola do Rato, fui para casa e pensava eu que teria um lanche em família e assim comemorava os meus 57 anos. Estou sossegadinho em casa e as mulheres todas a prepararem-me uma surpresa mandam-me ir a garagem e estava a festa já montada, convidados surpresa e tudo para ser um lanche jantar de arromba
O António era o assador mor com a picanha a ser assada à maneira, as gambas na brasa estavam também a ser supervisionadas por ele , e estavam bem assadas e suculentas, havia vinho sangria e muita cerveja.
Como sempre esteve o convívio muito animado e bem frequentado! os convivas eram alguns e bem dispostos!
Presenças de:
Tio André
Rosário
Mena e companheiro
Kátia
Bruno
Sofia
Beatriz
Minha irmã Amélia que ainda se encontrava em Lisboa
Rogério
Paula e Companheiro
António
Brandão
Lucilia
Dona Elvira
Seguiu-se uma fresquinha salada de fruta! Para finalizar comeu-se do bolo de aniversário e bebeu-se champanhe, do françês e do português!
A festa estava tão boa que ninguém queria arredar pé e prolongou-se até bem tarde!


ZÉ ANTUNES


17/07/2012

TABACO


Na altura a FTU fabricava a saber: AC, LUANDA, INFANTE, EMBAIXADOR(estes com filtro) MARINA E SWING sem filtro e para vender avulso tinha CARICOCOS e NEGRITOS, pelo menos destes eu ainda me lembro.
O  swing era sem filtro e maço era branco com um par de dançarinos estampados, depois também havia o BAIA e o AC, e havia o DELTA o BELMAR, o MC. E o  365, e outros. Vou contar-vos que quando apareceu à venda o BAIA, por volta de 1972/1973 logo as letras foram, conotadas como B= boa A= altura I= independência A= Angola e o MC quando o Marcelo Caetano chegou ao poder MC= Marcelo Caetano, Rodava-se o maço de cigarros aparecia MC na outra face MC=merda continua.   
Meus amigos fumavam e eu achava que era bom acender o cigarro e soltar aquelas baforadas, com ar de gente grande.
Naquela época havia muita publicidade de cigarro na rádio e no  cinema, o que estimulava muito os jovens a se iniciar neste vício.
Um dia, sozinho, em casa, sem nada para fazer, tinha um cigarro e experimentei. Não gostei confesso, detestei. Mais tarde voltei a experimentar e até comecei a descobrir-lhe um certo prazer. Um prazer solitário (isto não soa lá muito bem), um momento para mim, adorava o sabor do cigarro depois do jantar, à noite, à janela, a ouvir e sentir o pulsar da cidade, no escuro total, a ver o fumo do cigarro a dançar à minha frente. Durante anos o tabaco era apenas isso, um prazer solitário, localizado no tempo e no espaço. Era apenas isso. Comecei a fumar sempre às escondidas. Durante anos mantive este hábito, estes momentos de solidão ou acompanhado, mas momentos localizados, e esporádicos. era o prazer do fumo, foi a altura em que tive a melhor relação com o tabaco. Comecei a fumar mais quando fui estudar para a Escola Industrial, tinha já 16 anos, a partir desse momento nunca mais deixei de comprar cigarros, mas mesmo assim o tabaco ainda era um hábito, não um vício, fumava nos momentos que tinha anteriormente, e fumava na escola,  no café em frente com um café, pouca coisa
Comecei a fumar aos 11/12 anos. No início eram barbas de milho seco e um cigarrito pedido aos amigos, depois comecei a ir a pé para a escola e gastava o dinheiro do maximbombo 22  nos cigarros, comecei a trabalhar e «já tinha dinheiro para o vício. Há 40 anos atrás, ainda jovem, a trabalhar num mundo de adultos, fumar «era um sinal de afirmação e de machismo.

Aos 40 anos fumava dois maços por dia. Ainda solteiro e em noitadas de fim-de-semana fumava ainda mais. A seguir ao almoço, enquanto sentia o sabor do café, fumava quatro ou cinco cigarros seguidos. Fumava compulsivamente, sem parar.
Um dia, no final da festa de Natal, em Guimarães. e ao deslocar-me para Lisboa, senti-me completamente intoxicado. Comecei então a mentalizar-me que tinha de parar e deixar de fumar, e decidi: Não fumo mais. E assim foi.
Não bati com a cabeça na parede,  engordei, limitei-me a fazer algum exercício físico. 10 anos depois de ter acabado com o tabaco não tenho dúvidas: Ganhei saúde.

 
Fumar é uma escolha! Um vício! Um prazer!
Para quem não fuma e é alérgico ao tabaco, é um verdadeiro suplício.
Para quem já fumou, sabe que tal acto é um verdadeiro prazer.
Para quem está entre as dez e as onze, tanto pode lidar com gregos como com troianos.

Se é certo que o tabaco incomoda, também o é saber que o fumador é tratado como um proscrito.
Convenhamos no entanto que é tão mau, para quem não fuma estar ao lado dum tabagista, como para quem fuma estar ao lado dalguém que nem lhe suporta o cheiro.

É que, é muito fácil estar do lado do contra, seja ele qual for, só que o nosso egoísmo apenas nos faz olhar para as nossas opções.
Eu, que já fumador fui, ainda hoje tenho alguma saudade  dumas boas fumaças. Assim a saúde o aconselhasse e o medo de males maiores no ar não pairasse.
O que faz mal não é fumar, o que faz mal é o exagero!
Parafraseando um amigo, dizia-me ele – eu vou morrer doente e tu vais morrer com saúde. Assim fosse! Tão simples como isto!

Já tinha deixado em 1976, mas foi sol de pouca dura pois no baptizado do meu afilhado Ricardo em 1977, depois de uns valentes copos, para a brincadeira fumei um charuto, no outro dia estava a comprar um maço de SG gigante que era o tabaco que fumava antes, outra vez depois de estar doente em 1994 deixei de fumar mas retomei em 1999, deixando definitivamente no natal de 2003.
Na qualidade de ex-fumador posso dizer que foi a melhor opção que tomei nos últimos dez anos (quase, faltam 6 meses para fazer dez anos). O tabaco estava a prejudicar a minha saúde. Foi uma decisão difícil, adiada várias vezes, mas finalmente "deu-se o clic" - como costumo dizer - e deixei!
Nunca me senti tão tranquilo em relação ao cigarro. Parece que toda a memória da nicotina desapareceu. A ansiedade, o medo de não resistir a determinados ambientes e situações...
Hoje, posso dizer com firmeza que nunca estive tão distante do cigarro. Excepto, é claro, antes de fumar o primeiro, há muitos anos.
Estou-me sentindo poderoso em relação à minha vontade. Como se nada pudesse abalar minha determinação de não fumar. Para ser sincero, o cigarro me é absolutamente indiferente.

Caramba, não fumo um cigarro há dez anos... Ou seja, está na hora de tomar cuidado, muito cuidado.
Mas, por enquanto, deixem eu curtir meu barquinho navegando nas águas mais calmas do mundo. É muito bom me sentir livre.

Conheço algumas pessoas que na mesma situação ficam absolutamente insuportáveis tornam-se antitabagistas ferrenhos (e incomodativas!!!)
Não sei porquê  talvez porque sou, por natureza, tolerante, não me incomoda minimamente que fumem ao pé de mim.
De qualquer modo compreendo que possa ser muito desagradável, para quem não fuma, ter que suportar o fumo do tabaco. O fumo não só me incomoda pelo cheiro mas provoca-me logo uma falta de ar. 
Mas... se vamos a falar de direitos... penso que os direitos são iguais, e a convivência tem que ser feita na base da compreensão e da boa educação.
E que não se esqueçam, os não fumadores, que não é fácil deixar de fumar; pelo contrário, é muito, muito difícil. Eu ainda hoje fumo em sonhos ;)))))))))))))
Parar de fumar é o sonho da maioria absoluta dos fumadores. Essa mesma maioria, acham que é uma empreitada super difícil ficar um só dia sem fumar. Esse medo é que impede que os fumadores  dê o primeiro passo.
Depois de superado esse medo e dado o primeiro passo, vem o primeiro dia sem fumar, o segundo, o terceiro... uma semana! Agora é só alegria, euforia, comemoração, nesse momento o fumador percebe que consegue viver sem cigarros.


O que mais motiva os ex-fumadores  a se manterem sem fumar são os elogios, as felicitações da família e amigos, só que depois de algum tempo as pessoas tendem a diminuir os elogios,  as pessoas que antes te felicitavam, admiravam, agora já se acostumaram contigo sem fumar e parecem ter "esquecido" que tu ainda está a esforçar-te enormemente para te manteres  sem fumar.

                Meu ultimo maço de cigarros                      

16/07/2012

CASAMENTO DO MARCO E SILVIA

                                                          



























Nossa Senhora da Victória

Casamento ou matrimónio é o vínculo estabelecido entre duas pessoas, mediante o reconhecimento governamental, religioso ou social e que pressupõe uma relação interpessoal de intimidade, cuja representação arquetípica é a coabitação, embora possa ser visto por muitos como um contrato.
Na maior parte das sociedades, só é reconhecido o casamento entre um homem e uma mulher, embora Portugal reconheça o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, tal como outros países no mundo (em Maio de 2009, a Holanda, a África do Sul, o Canadá, a Noruega, a Bélgica, a Espanha, a Suécia e alguns dos Estados dos EUA: Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont, Maine e, em Junho de 2011, foi aprovado no Estado de Nova Iorque).

As pessoas casam-se por várias razões, mas normalmente fazem-no para dar visibilidade à sua relação afectiva, para buscar estabilidade económica e social, para formar família, procriar e educar seus filhos, legitimar o relacionamento sexual ou para obter direitos como nacionalidade.
Um casamento é frequentemente iniciado pela celebração de uma boda, que pode ser oficiada por um ministro religioso (padre, rabino, pastor), por um oficial do registo civil (normalmente juiz de casamentos) ou por um indivíduo que goza da confiança das duas pessoas que pretendem unir-se.
Em direito, é chamado "cônjuge" a qualquer das pessoas que fazem parte de um casamento. O termo é neutro e pode se referir a homens e mulheres, sem distinção entre os sexos.

Neste dia 8 de Outubro de 2011 foi o casamento do Marco Octávio e da Ana Sílvia, do qual fomos convidados ( Zé Antunes e a Marinha Ribeiro ) como padrinhos da parte do noivo, matrimónio esse   que se realizou na capela de Nossa Senhora da Victória, Nossa Senhora da Vitória é um ícone católico venerado em Portugal, em particular na Freguesia de Famalicão, concelho da Nazaré, Portugal. Do culto à Senhora da Vitória em Famalicão no concelho da Nazaré, sabe-se que foi trazido pelas gentes da Praia das Paredes da Vitória, que no início do século XVI se vieram fixar, trazendo com eles o culto de Nossa Senhora da Vitória. Paredes da Vitória é uma pequena localidade costeira da freguesia de Pataias, concelho de Alcobaça.

A cerimónia teve inicio ás  12 h 00, tendo alguns convivas lido as passagens do evangelho ( Bruna, Sofia ) e tendo as alianças sido trazidas pela Beatriz num carrinho de madeira puxada por outros dois meninos, cerimónia terminada com as assinaturas de quem de direito e com as fotos da praxe que sempre acontece, encaminhamo-nos para o lugar onde seria servida a  boda ou o chamado copo de água na Quinta dos Lagos no sitio de Vale do Horto – Azóia -  perto de Leiria, pelas 15 h 30, deu-se a degustação de tão saboroso menú. Na hora das sobremesas alguém comeu o gelado e deixou os profiteroles para a Sofia.
Uma ressalva para dizer que a Beatriz foi a princesa do dia pois portou-se maravilhosamente muito bem.

Durante a festa houve o corte do bolo que foi seguido de uma salva de foguetes e a passadeira ficar iluminada com tochas de fogo preso.





A Ementa foi a seguinte:

ENTRADA
Festival de Camarão e ananás

SOPA
Creme de Agrião e Creme de Peixe

PEIXE
Bacalhau à Quinta dos Lagos

CARNE
Cabrito à Lavrador e Vitela Arouquesa da quinta-feira

SOBREMESA
Três Maravilhas ( Doce + Gelado + Fruta )

BUFFET
Mariscos, Queijos, Saladas, Leitão, Doces, Fondue, Crepe e Frutas

BOLO DE NOIVA  e  ESPUMANTE


Nessa noite como muitos convivas vieram de Guimarães e de Lisboa foram pernoitar a Martingança na Residencial Via Marinha, e nessa noite no quarto do Chico, António e Ricardo,  houve comédia, pois ele como rádio amador o chamado macanudo  deixou o rádio ligado numa frequência em que a altas horas da madrugada só se ouvia  alguém a dizer que se ia matar com facas e coisas mais aterradoras, e na manhã ao pequeno almoço foram comentadas.
No Domingo foi o almoço na casa dos pais da Sílvia em Martingança de onde depois do repasto cada um seguiu o seu caminho, desejando aos recém casados as maiores felicidade.



ZÉ ANTUNES


2011



BRASIL



Neste ano de 2005 resolvemos eu e a Marinha tirar umas férias que fossem diferentes das que costumamos passar, que era estar nas férias todas na Ilha da Armona na ria Formosa em Olhão, no Algarve, e assim resolvemos ir ao Brasil, e ai aproveitava para ver os meus irmão a Amélia e o Victor, apesar de a Amélia não ter tantas saudades como o meu irmão Victor, pois a Amélia desde a morte da minha mãe, veio a Lisboa duas vezes, resolvemos pensamos e ai fomos....

05 de agosto de 2005 rumo ao aeroporto da Portela a fim de embarcarmos na Ibéria às 19 horas, e rumo a São Paulo no Brasil, pequena escala em Madrid, com 9 horas de viagem. Chegados ao aeroporto de Guarulhos da capital financeira do Brasil, pelas 7 horas da manhã, diferença horária entre Lisboa e São Paulo de três horas, minha irmã Amélia estava à nossa espera para nos levar a Pindamonhangaba, primeira contrariedade uma das malas ficou retida em Madrid só dois dias depois chegaria a São Paulo e à nossa posse.
Em Pindamonhangaba, descansamos esse dia com a visita da cidade e arredores. No dia seguinte rumamos ao litoral de São Paulo, descendo a serra passando por Taubaté e outros lugarejos, chegamos a Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e ilha Bela, lugares aprazíveis onde passeamos e visitamos o projeto Itamar que é o de salvar o habitat natural das tartarugas, compramos uns belos camarões que serviram para um jantar na casa da Amélia, tudo grelhado na churrasqueira, regressamos pela Estrada de Tomoios até São José dos Campos, onde fomos visitar uma grande Superficie Comercial que está aberta 24 horas, tendo ido dormir a Pindamonhangaba. No dia seguinte pela Dutra fomos para São Paulo e ai vi o trânsito caótico que São Paulo tem, impressionante, mas teremos que ver que a cidade é uma metrópole comospolita com quase 20 milhões de habitantes, dirigimo-nos para a Paes de Barros e ai fomos visitar a familia do Rogério Prieto, mãe e irmãs, tendo visitado alguns pontos turísticos da cidade, Mercadão, Rodoviária, Portuguesa dos Desportos, Museu e Jardins do Ipiranga, Av. Paulista, Pacaembú e Morumbi.

Dia 9 de Agosto com o vaucher das viagens que iriamos fazer estavamos em Guarulhos para rumar até Fortaleza no Ceará, a viagem era para ter inicio as 09h00 da manhã, depois de estarmos dentro do avião, e de fazermos as primeiras manobras rumo à pista, eis que regressamos à sala de embarque pois o avião tinha uma avaria numa das asas, espera e mais espera, ninguém dizia nada, sobre a avaria, mas fomos bem tratados, deram-nos umas senhas para o almoço, uns atores das novelas da globo que iriam nessa noite atuar num espetáculo em Fortaleza, estavam aborrecidos pois teriam que adiar esse espetáculo e endemizar o público, com estes atritos todos e com a espera de tantas horas, acabamos por só embarcar às 17h00 e chegamos a Fortaleza às 23h00, estando uma pessoa a nossa espera com um cartaz onde se lia José e Marinha, embarcamos numa Vanette e fomos para o Hotel Diogo Praia Hotel mesmo no centro da cidade na praia do Meireles.

Fizemos as formalidades da reserva e fomos para os nossos aposentos, quarto espaçoso com tv, bar e uma grande instalação sanitária, onde logo ali tomei um banho refrescante.

No dia seguinte levantamo-nos e dirigimo-nos ao restaurante do Hotel, para ai degustarmos o pequeno almoço e conforme reserva da agência C.V.C. onde o nosso guia o Luis um argentino radicado em Fortaleza à muitos anos estava à nossa espera para nos dirigirmos ao Beach Praia, um parque temático onde passamos o dia. Chegados lá pulseira no braço para podermos entrar e sair pois eu preferi também ir tomar banho ao Mar e deitar-me ali naquelas espreguiçadeiras, tendo só almoçado no parque, onde conhecemos um casal de médicos que nos fizeram sempre companhia, tendo depois as 18h00 regressado ao Hotel, onde depois de um banho retemprador, fomos visitar a cidade, pelo calçadão da avenida principal onde os artesões e vendedores expôem as suas obras. Chegando a praia da Iracema onde um mercadinho que só vendia camarão e peixe fresco estava aberto até as 21h00, ali compramos um kilo de camarões e ficamos na fila nuns quiosques com umas mesas e cadeiras onde umas tias. Sempre sorridentes nos atenderam e nos fritaram os camarões, sentamo-nos e com umas cervejas Brahma 600 ml degustamos tão saboroso pitéu, ai tivemos companhia de um casal de professores que nos acompanharam depois nos restantes 5 dias que ficamos em Fortaleza, também apareciam grupos de malta bem disposta que a troco de umas cervejolas, tocavam e cantavam para nós, pois apercebiam-se que eramos turistas, dali iamos a pé até ao Hotel, onde adormeciamos, cansados mas felizes de um dia bem agitado.

Dias seguintes com o mesmo ritmo passavamos em diferentes praias, Canoa Quebrada, onde naveguei de canoa até ao alto mar, e pude verificar o quanto é quente as águas do mar do Ceará, Morro Branco onde nas grutas se recolhe areia com muitas cores e se fazem os desenhos dentro de garrafas com os ditos grão de areia de várias cores, ai conheci um casal em que ele é deputado em Brasília, nesta praia andei de buggi pelas dunas, Sete Mares, fui para as dunas junto a um grande lago onde fiz Skibunda, e onde no filme que temos destas inesqueciveis férias, eu era o realizador, pois eu é que dizia ao jovem que filmava qual os planos e vistas que queria, e não é que o filme ficou uma maravilha. Fomos ainda a Cumbuco e à Prainha onde vimos o artesanato local e as famosas rendas de bilros. Visitei a Sé de Fortaleza e a Fortaleza do tempo colonial português e dai advir o nome da cidade, por causa da fortaleza que defendeu a cidade do ataque dos holandeses. Num dos jantares na cidade, depois de saborearmos um bom peixe grelhado e beber um bom vinho, o empregado de mesa ao que vim a saber era estagiário, nos recebeu bem e nos atendeu melhor, na hora do pagamento, duplicou a conta e ainda meteu os famigerados 10% do final que no brasil dizem que é para o empregado, ora bem não estava pelos ajustes e pedi a presença do gerente ou proprietário, me responderam que não estava, tudo bem disse eu, está aqui a minha identificação e o meu hotel é o Diogo Praia Hotel, eu não pago esta a conta e quando corrigirem a conta estarei lá para pagar o que for justo, agora se quiserem chamar a policia, estarei ao dispor, num abrir e fechar de olhos apareceu o gerente e retificando a conta me apresentou uma conta metede da original, mesmo assim vi lá os 10% e disse que não pagava, argumentaram que era de lei que era para os empregados, eu sei lá o que justificaram, o certo é que lá tiraram os 10% que eram para ai 12 reais depois de pagar pequei em 20 reais e dei de gorgeta ao funcionário que nos atendeu, que ficou a olhar para mim, e eu expliquei que os funcionários valem aquilo que os clientes acharem justo e não os 10% da conta, me agradeceu e foi mais um episódio destas férias em Fortaleza.

Daqui de Fortaleza no dia 15 de Agosto embarcamos para o Recife e no aeroporto de Guararápes estava uma guia com os nossos nomes numa placa e nos conduziu para Porto de Galinhas onde fomos instalados no solar Porto de Galinhas, daqui foram 4 dias com imensas visitas à cidade do Recife, onde vi uma placa numa praia que dizia que era perigoso tomar banho de mar por causa dos tubarões, onde visitei o antigo presidio e que hoje é um centro de artesanato, fui visitar a cidade de Olinda onde vi a arquitetura genuinamente portuguesa e o seu artesanato, Olinda está num sitio previlegiado, fazendo lembrar a nossa cidade de Sintra, fui a Porto de Galinhas, onde fazíamos algumas compras, a noite havia sempre animação lá no solar, peças de teatro, música, declamação de poesia, com companhia de várias pessoas de Portugal que lá se encontravam, lá íamos convivendo e lembrando Portugal.

Dia 20 de Agosto num voo da Varig rumamos a  Salvador da Bahia, lá estava neste caso o Chico Negão que nos levou para o Hotel Bahia em Lauro de Freitas que ficava do Cento da Cidade a uns 20 Kilometros. Por intermédio do Chico Negão e como não tinhamos passeios agendados, combinamos que o cunhado que era guia nos veria buscar para visitarmos a cidade, no dia seguinte ai estava o sr. Wanderley que nos foi mostrar a cidade, o lago de Mangabeira e o Estádio de futebol, o elevador do Lacerda, o farol, a academia de policia, o miradouro onde está as ossadas de uma baleia gigante e o famoso Pelourinho onde visitei as igrejas, principalmente a igreja de São Francisco de Assis, visitei o Museu Jorge Amado e onde comi a tão famosa Acarajé quente, que é um bolo feito de feijão frade moído com recheio de camarão e ao qual o quente é a pimenta que tem, ao se comer tem que se beber logo uma cerveja, a tia que vendia os ditos bolos já tinha as cervejas bem geladinhas, claro que como era a primeira vez, a Marinha só se ria das caretas feias que ia fazendo ao comer o petisco. Visitei também um Centro Comercial que existe ao pé da praia, onde almoçei um dia e convivi com um português de Celorico da Beira, que tinha lá a recriação de uma casa de pasto ( Adega ) à antiga portuguesa de um bairro de Lisboa.

Aqui na Bahia foi muita praia pois o tempo convidava e apesar de não ser a época de verão no Brasil o tempo estava propício a uns bons banhos, um reparo não gostei do hotel pois os nossos aposentos ficaram mesmo em frente ao elevador e era uma chiadeira sempre que o elevador entrava em funcionamento.

Dia 25 de Agosto com o Chico Negão a nos ir levar ao aeroporto de Salvador da Baia rumamos ao Rio de Janeiro, onde nos esperava um operador turistico que nos levou para o hotel Otton em plena Copacabana, nessa noite deu para passear o calçadão e ver os chamados camelôs a vender o seu artesanato, o centro da Avenida é invadida por muitos que com a autorização da perfeitura ali mostram os seu produtos.

No outro dia, dia 26 depois de um belo pequeno almoço seguimos para a Urca afim de ir ao pão de açucar, uma visão deslumbrante do alto do penedo, vê-se praticamente todo o Rio de Janeiro, adorei visitar o pão de açucar.

No dia 27 foi ir conhecer o Corcovado fomos até ao sopé do monte onde se vai no trem até ao alto onde está a estátua do cristo redentor, pena que neste dia levantou-se um nevoeiro e não se pode ver a cidade que esta cá em baixo, paciência ficará para outra próxima ida a Rio de Janeiro que adorei, restantes dia foi visitar a Barra da Tijuca , Ipanema, e a praia do leme, ficamos mais em Copacabana na praia em frente ao nosso hotel. Certa noite fomos de metro até ao Largo Machado visitar a irmã da Augusta e da São ( duas manas que trabalhavam no ISCTE ) e nessa noite lá convivemos com ela.

Fomos para São Paulo no dia 30 de Agosto embarcamos e contando que nos esperaria o meu irmão Victor, ele não apareceu tendo depois aparecido a minha irmã Melita que nos levou para a casa da Sogra na Paes de Barros e ai fomos conhecer o pulmão de São Paulo o jardim de Ibirapuera, visitando também o Bairro da Mocca e a Sé de São Paulo, bem como a Avenida da Liberdade onde só tem japonês. Ficamos mais dois dias e rumamos a Pindamonhangaba onde fomos visitar o templo da Senhora Aparecida, a santa negra, fez –me lembrar Fátima mas ali em Aparecida é bem mais imponente, mais grandioso, adorei visitar todos os cantos de tão majestoso templo.

Regressamos a Lisboa via Ibéria no dia 03 de Setembro, saindo de Guarulhos as 15 horas, chegando a Madrid ao aeroporto de Barajas ás 8 horas da manhã do dia seguinte, e ai não tivemos ligação para Lisboa tendo que esperar mais duas horas , chegamos a Lisboa era uma hora da tarde, cansados mas felizes pelas férias e por conhecer tão lindas cidades e lugares.

Dia 5 de Setembro estava a trabalhar, com imensa alegria e a mostrar aos colegas de trabalho as fotos que tiramos.



ZÉ ANTUNES