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12/08/2012

PEQUENAS FÉRIAS



Do dia 23 de Abril, até ao dia 13 de Maio deste ano de 2012, e porque minha irmã se deslocaria a Lisboa para umas merecidas férias mais o marido, resolvi neste período aproveitar e gozar também umas pequenas férias, aproveitando para ser o cicerone visto o Rogério ser a primeira vez que se deslocava a Portugal.

Desembarcaram no dia 25 de Abril num voo via Madrid da Ibéria e deslocamo-nos até ao Cacém, onde resido. Depois de acomodados e desfeitas as malas, no dia seguinte rumamos até ao Laranjeiro onde fomos visitar a Família Mota que eram nossos vizinhos em Luanda no Bairro Popular, abraços , beijinhos aquela emoção que nestas ocasiões ocorrem, seguindo pouco depois para Setúbal onde almoçamos no Restaurante do Peixe “ O Barracão “onde degustamos uma bela refeição de magníficos peixes.

Deslocamo-nos depois até a casa da família da Dona São Pinto Ferreira, onde passamos uma tarde maravilhosa recordando com saudade a nossa infância, tendo depois no regresso a Lisboa passado pelo emprego do Acácio Ferreira ( Cacito ) de onde nos despedimos com um até breve.

Dias seguintes e ainda em Lisboa visitou-se os pontos mais turísticos da Capital, começando por ir tomar o pequeno almoço aos famosos Pasteis de Belem, visitando também a Praça do Império, Mosteiro dos Jerónimos, Museu da Marinha, Torre dos Descobrimentos, acabando por almoçar em Belém numa esplanada bem acolhedora nos jardins de Belém.

Arco da Rua Augusta - Lisboa


No dia 5 de Maio foi o tão desejado encontro anual dos moradores dos Bairros Popular, Sarmento e Palanca, onde a Melita se encontrou com muitas pessoas amigas da sua infância e que não as via há muito tempo. Aquele aperto de saudade, aquelas recordações, e a nostalgia, que se ia apoderando dela quando se recordava com mais calor e enfase de vivências com mais sentimentalismo. Fotos daqui, fotos dali para mais tarde recordar e assim terminou este encontro de amigos que sempre estarão nos corações uns dos outros.

Semana seguinte rumamos ao Norte para visitar outras pessoas e mostrar ao Rogério as nossas belas paissagens, mostrar o Portugal pequenino mas bonito.

Neste inicio de viagem ainda houve um pequeno incidente, pois fomos albarroados na IC 19 por um veiculo que por qualquer razão não estaria atento a condução, resolvido o acidente lá seguimos viagem até Guimarães, onde fomos pernoitar, sem antes de tomarmos uma ligeira refeição na casa do Manuel Ribeiro.

No dia seguinte, com um tempo invernoso, fomos até à feira das Taipas, ver como é uma feira ambulante onde se vende quase todos os artigos necessários para o dia a dia. Seguimos para Barcelos onde visitamos a cidade e compramos o famoso galo de Barcelos, tendo regressado a Guimarães pois o tempo não ajudava a que nos aventurasse-mos no passeio que nos tínhamos proposto, almoçamos num pequeno Restaurante no Centro da Cidade.





Centro de Barcelos

Num dos últimos dias da nossa estadia em Guimarães fomos jantar com a Linda, mais a Maria do Céu, a sua filhota e com o Sr. João Fonseca pai da Linda, eu, Amélia, Rogério e a Dona Tercília, degustamos um belo jantar e conversamos sobre muitos temas da vida.


Num dos últimos dias da nossa estadia em Guimarães fomos jantar com a Linda, mais a Maria do Céu, a sua filhota e com o Sr. João Fonseca pai da Linda, eu, Amélia, Rogério e a Dona Tercília, degustamos um belo jantar e conversamos sobre muitos temas da vida.

Hotel da Penha – Guimarães

No dia da nossa viagem directos a Lisboa, ainda fomos até à Penha e ao Pio IX, e ao Castelo de Guimarães, fazendo uma pequena visita ao magestoso miradouro que é o alto da penha que tem a cidade a a seus pés, e ao secular castelo onde nasceu Portugal. Fomos ainda até a Lixa onde almoçamos com o Minguitos e com a Mila e o Filho e donde veio o vinho branco verde que trouxemos para Lisboa. O outro dia almoçamos na casa da Dona Tercília e depois rumamos até a magnifica vila de Óbidos onde se viu as grandiosas muralhas que envolvem todo o casario,

Óbidos

seguimos directos à Póvoa de Penafirme onde pernoitamos na casa da Tia Victória, depois de saborearmos um delicioso leitão da bairrada que previamente adquirimos no Pedro dos Leitões na Mealhada.

Pedro dois Leitões - Mealhada

Chegados ao Cacém, comecei a preparar tudo, pois começarei a trabalhar em breve e a Melita e o Rogério a prepararem as suas imbambas pois logo seguirão até ao Brasil, onde vão contar estas histórias aos familiares e aos amigos.

2012

ESPANHA



Neste ano de 2011, fui até a ilha da Armona, onde estive a descansar 4 dias e onde fui protagonista da história do homem ao mar, pois ao atracar o barco do meu cunhado Manuel, ele deixou o barco descair para trás e eu atirei-me para dentro de água e agarrei-me ao gancho de prender as embarcações, foi um fartote de rir depois de estar a salvo, tendo ficado sem o telemóvel que se encharcou todo. Interrompi estas curtas férias para participar na Volta a Portugal em Bicicleta que iria começar no dia 4 de Agosto na Cidade de Fafe. Depois de ter acabado a Volta a Portugal em Bicicleta, eu e a Marinha, mais a Dona Tercilia e o Chico Maia, fomos numas curtas férias para Espanha de 21 de Agosto, mais propriamente para a Galiza, para as praias de Pontevedra ( sanxeixo, portonovo ) e foram mais umas férias para retemperar forças e descansar de mais um ano de intenso trabalho, antes de me deslocar para as merecidas férias, fui a São Bento da Porta Aberta e dai para o famoso restaurante “ABADIA” onde degustei o famoso bacalhau à abadia, tendo seguindo para o ponto mais alto do Gerês a Pedra Bela, de onde segui direto à fronteira da Portela do Homem e entrando na Galiza indo até à cidade de Ourense e depois Vigo, chegando a Sanxeixo e ao hotel já noite, indo nessa noite jantar a Portonovo. Dias seguintes, idas à praia e passeios pelos arredores, tendo regressado a Guimarães onde fui almoçar ao Etc. a famosa salada, e depois vindo para Lisboa dia 26 de Agosto.


2011

ESCRITOR MOÇAMBICANO


Mia Couto - Geração à Rasca - A Nossa Culpa

"Um dia, isto tinha de aconter.

Existe uma geração à rasca?

Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes  as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar  com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.

Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós  1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes  deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de
diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível  cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de  aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem,  querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que
este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o  desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e  nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como  todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Escrito por Mia Couto ( escritor moçambicano )

MAS QUE ( DES ) GOVERNO!



Com o devido respeito, não pretendo, neste meu pequeno texto, fazer um balanço dos Governos constitucionais deste regime. Mas, sinceramente, este Governo deve ser, provavelmente, o pior de todos. Com apenas um ano de vida, exibe já uma saúde decrépita, uma incoerência e sensibilidade inadmissível, jamais registada nos anais da nossa História. Parece chegar ao fim, antes mesmo de ter começado. Anda a pequenos “passos”, sem saber onde se encostar. Rente às paredes, parece abrigar-se, mesmo quando não chove e quando decide mostrar energia, apenas revela estridência artificial, fraqueza, desentendimentos.

Recordam-se daquele debate televisivo, entre o dr. Passos Coelho, num frente-a-frente, com o engº. Sócrates, na RTP1, em 20/5-2011? Quando Passos Coelho, disse: (passo a citar): “-…O engº. Sócrates é o primeiro-ministro da área Socialista, que mais maldades e mal feitorias fez ao Estado Social (…) cortou salários na função pública (…) reduziu as prestações sociais e levou os custos de acesso à saúde; diminuiu as comparticipações nos medicamentos e acabou com muitos milhares de abonos de família. O Senhor, que tem vindo por razão de insustentabilidade das finanças públicas, a colocar em causa, a sustentabilidade do Estado Social, vem agora dizer ao País: Se Isto está mal, é por causa da crise internacional e que não tem culpas? Sr. Engº. Sócrates, se o Estado Social está mal tratado e, o sinal da falência que o Senhor seguiu, está nos 700.000 desempregados…historicamente mais elevado e com o Estado Social, menos presente para apoiar as pessoas, depois de me responder a esta questão…nós podemos falar da divisão Constitucional!”

Pois é, Sr. dr. Passos Coelho, “cá se fazem, cá se pagam”! Já agora diga-nos, o que é que o Senhor tem feito pelo Estado Social? E pelo desemprego? Olhe: aumentou a intranquilidade dos Cidadãos relativamente às doenças, à protecção da saúde pública, à defesa do consumidor e aos direitos dos utentes dos serviços públicos. Deixou crescer o desespero de todos, perante a incapacidade de organização do sistema de saúde, a desordem hospitalar, as filas de espera e a desumanidade dos serviços. Olhe, Sr. Primeiro-Ministro: Oiça os Srs. Juízes e a Ordem dos Advogados! Oiça os Médicos! Oiça os Enfermeiros, que estão a ser tratados como lacaios! Oiça os nossos Professores! Oiça os Agentes da PSP e da GNR! Oiça os Pensionistas e os Funcionários Públicos, que ficaram, inconstitucionalmente, sem os seus Subsídios de férias e de Natal! Oiça o Povo! O catálogo poderia continuar. Mas corre-se o risco de fadiga depressiva. Verdade é que nem sequer uns arremedos de energia, talvez na Justiça, quem sabe se na Segurança Social, eventualmente no ambiente, conseguem equilibrar um quadro tétrico de imperícia. A ponto de ser difícil definir, em poucas palavras, o seu principal defeito. Será a descrença? Já agora, oiça os Militantes do PSD e do CDS e vai ver a surpresa que irá ter. Vocês, não sabem governar. Julgam que a gestão substitui a direcção. Souberam chegar lá, não são capazes de agir e reformar. Gostam de estar, não sabem ser! DEMITAM-SE!

BANGA NINITO

2012

COMO SERÁ O NOSSO MUNDO AMANHÃ?



Com esta correria louca às sofisticadas e desenvolvidas tecnologias da Informática, tendo em conta o que a humanidade evoluiu no último século, é caso para perguntarmos: o que nos reservará o futuro? É que o mundo virtual, está a tomar proporções maiores do que as reais. Até muito recentemente, as pessoas confiavam em “tertúlias de café”, através de diálogos amistosos, opiniões, tínhamos ouvidos prontos para pegar a última palavra do “boca em boca”, estávamos atentos a tudo o que era anunciado e chorávamos, juntos, a perda deste ou daquele Amigo…Sentiam-se as saudades! Com a banalização da Internet e da Ciência, os centros de decisão fundiram-se num só, ou seja, num imenso “quartel-general “Online”. A Internet fornece-nos todas as informações sem sairmos da nossa sala e só deixa de ser usada quando a demanda física nos ultrapassa. Outros tempos, outras modernidades…! Mas a vida é isso! Um “turbilhão impetuoso, que arrasta e envolve desordenada e veemente o vento dos negócios. Senão, vejamos: no passado, os objectos eram neutros. Não eram inteligentes e não possuíam um estado de espírito. Se tinham uma personalidade, esta, era-lhes atribuída pelos seus dotes imaginativos e superficiais. As bonecas, por exemplo. Antigamente, não passavam de objectos inertes e pobres da sua forma humana (“bonecas insufláveis”), que serviam para simular o sexo. Hoje, com o avanço da tecnologia, há bonecas “Hiper realistas”, conhecidas por “Real Doll”. Um olhar descuidado pode nos fazer confundir com uma mulher de carne e osso! Para se ter uma ideia, a pele é feita de “cyberskin”, um material muito parecido com a textura da pele humana. O cabelo é trabalhado fio por fio, sem falar nos detalhes impressionantes do corpo: lábios da boca, dentes, olhos, orelhas, dedos, unhas, vagina, pelos e mamilos. E para deixar o negócio ainda mais realista, o fabricante aconselha que a boneca seja colocada numa banheira com água morna por uns vinte minutos para deixar a temperatura da pele igual à temperatura do nosso corpo. Os possuidores da “Amazing Amanda”, podem já conversar com a sua boneca e a “Inteligência” está disponível sob a forma de acessórios de reconhecimento facial, reconhecimento de voz e dispositivo de identificação por frequência de Rádio, etc. Portanto, se esta ou aquela pessoa estiver só, pode adquirir uma “parceira ou um parceiro amoroso, de tamanho natural e fisicamente realista, entre os 7.000 a 10.000 euros, a uma empresa denominada “Realdoll.com” (boneca real).

Como será o nosso mundo amanhã? Bom!...A previsão é um jogo perigoso – o futuro nunca é uma linha recta, uma extrapolação linear a partir do presente. Porque as inovações e acontecimentos inesperados podem conspirar para uma viragem nos planos estabelecidos - , mas é melhor do que não pensar no futuro de todo. Como a vida quase nunca é como gostaríamos que fosse e a realidade raramente coincide com a ficção, cabe-nos perceber que, em matéria de afectos, tudo seria infinitamente mais fácil se deixássemos de viver numa atitude defensiva. Todos teríamos a ganhar se apostássemos em conhecermo-nos melhor, e se conseguíssemos acreditar mais em nós e nos outros. E é justamente porque a confiança e a coragem fazem toda a diferença na vida, que vale a pena falar em ousar amar.

BANGA NINITO

2012

OUTROS BAIRROS

Meus kambas, temos que "alimentar" a criança que ainda habita em nós, com estas pequenas recordações...que já não voltam mais!
Recordar outros bairros como  o  "Bê-Ó", (Mana Fató era dona delas ), Sambizanga, Bairro Marçal, Bairro Zangado, Lixeira, Samba, Praia do Bispo, Maianga, Vila Alice, Vila Clotilde, Bairro de São Paulo, ( aiuê Zé Ideias, Sousa e o Banga Ninito) Bairro da Cuca, Bairro Popular nº 1 e 2,   Bairro  N`gola , Bairro Sarmento Rodrigues ,Bairro  Palanca...Enfim, todas aquelas ruas, becos e avenidas, que ficarão para todo o sempre na nossa memória. Recordar...Mas, recordar o quê?! Somos uns "Matumbos  chapados", p'rá aqui desprezados, entregues ao "Deus dará", "corridos" como ladrões da nossa própria Terra! Calvos, gordos, magros, velhos, novos, endinheirados, pelintras, "homens sérios" em manga de camisa, de fato completo, militares e marinheiros...
MAS...Porquê nós?
E quando vinha alguma companhia teatral com amáveis e prestimosas coristas, a cidade toda tremia de emoção: velhos e novos, de preferência, sozinhos, ou com as "patroas", caíamos no velho "Nacional" no “Miramar” e no “Avis “ mais tarde o Imperio (os  cinemas "dus branco de 1ª", os  outros eram  o " São João " no Bairro Popular ou o " N`gola" ou ainda o "Colonial", no Bairro dos "Kapangas"...o São Paulo! Éh cuidado Mano...Aí "soprava" o perigo das "Kibionas (dedo na bunda), apalpadelas na escuridão, corte de fita, intervalo, e, o próprio Sabú do Cononial  na refinada e meticulosa fiscalização:
-Éh pá, Tu aí, mostra-me o teu bilhete se é "Superior" ou "Geral"! Se for Geral, passa lá prá frente, prá aqueles bancos de cimento ou madeira cheios de percevejo, meu "Liambeiro dum raio", meu "Kamanguista", "Pilha Galinhas", "Mutut..... de m****"!!
Mas aquilo eram só "Bafos" à Mucequeiro, até porque o Fernando Sabú só tinha "Es'plingue de Sanzala". Era exibicionista quando estava junto das "garinas"...só para meter estilo e "paleio de chimba"! Filho da Mãe...Fiteiro do Caraças!! Pai dele tinha sido "Cipaio" do "Poeira" (Chefe do Posto do Sambila...filho da p..., reaccionário e racista de m****)!  O Alfaite mucequeiro  o  Pacavira ( BOM MOÇO ) lá apaziguava as questões entre eles.
Eu lembro-me bem até dos inevitáveis boatos, por todo o nosso bairro, por toda aquela cidade, acerca do ricaço "tal" apanhado na estrada de Catete ou do Cacuaco  com a bailarina "tal",  a conhecidíssima Laurinda , ou a corista, ao pé do "Morro dos Veados" amandar a sua "Q.... desportiva"...Éh estes "gajos" eram lixados!!
Lembro-me bem do "Balsemão" (o Porfírio, nome de baptizado) "afinfar" grandes "bocas" nos "Kaingas" (Chuis), alegando que conhecia OPAN, qualquer coisa como "Organização Pública Administrativa da Nação", e eu a olhar de soslaio p'rós rostos "Boamados" da "Bófia"!
Tempos que vão...e que se vão, diluindo nesta saudosa existência de vida. "Malhas que o Império tece...Jaz morto e arrefece / O Menino de sua Mãe"!
Um abraço a todos os Sanzaleiros;
Um abraço a todos os nossos Irmãos Angolanos / Portugueses!
Um abraço a todos os nossos "Kandengues" (jovens);
Um abraço a todas as nossas "Garinas", dispersas por lá e por cá!
Um abraço a todas aquelas Mulheres (com "M" grande) Um abraço a todos aqueles que "tombaram" e que ficaram "depositados" ou no Cemitério do "Alto das Cruzes" ou no "Cemitério Novo" (Santa Ana ) da "Estrada de Catete"! Um abraço a todas as nossas "Quitandeiras"!
Um abraço à Zita Soares, do Bairro São Paulo, à São Costa Pereira e ao Passarinho do Bairro Popular um Kandandu ao Esteves e ao Paiva da Escola Industrial , que tudo têm feito para juntar todos estes nossos Manos nos almoços anuais (Mucequeiros, paranóicos, gente fina, gente grossa, gente que merece respeito, Vovós (Kotas), Papás, Mãezinhas, Filhas e Netos, toda esta gente, este nosso Povo ("Tugas" e "Kamundongos"), numa só IRMANDADE!!

E PARA TODOS VÓS, QUE ESTÃO SEMPRE PERTO DO MEU CORAÇÃO, AQUI VAI AQUELE "KANDANDU" DE PEITO!!   
QUE SAUDADES!!!!!!!!
  AIUÉ meu Irmão...que saudades!! Saudades da "Bitacaia", do "Calulu", dos
"Quimbadas", dos "Candengues", da "Kitaba", do "Kiabo", "doce de Jinguba",
"Mufete", "Kimbombo", dos sacrificados "Monangambés"...Ai ué
"Gananzambi"...que saudades...!!!   Banga NINITO


ESTAMOS JUNTOS
ZÉ ANTUNES 
 2008

BAIRROS DE LUANDA

MEUS AVILOS... (um trecho  para recordar os Bairros de Luanda)

Falar em pão quente é recordar o Bairro Popular, era na padaria no largo ao lado da sapataria do surdo que as meninas iam lá e ficavam na fila ao sábado a tarde para comprar o pão para domingo, e está-se mesmo a ver que o maralhal com as suas torraites iam para lá para dar um dedo de conversa, ou mesmo namorar, outros era rua da Gabela a baixo rua da Gabela a cima, e outros mais exibicionistas a dar grandes voltas ao largo e a fazer cavalinhos claro que está de vez em quando era bassaúla na certa.  Recordar o Bairro Popular é recordar as farras nos Clubes do Bairro Popular,  do Sarmento Rodrigues,  as particulares no quintal de qualquer um de nós  ( grandes  farras na casa da Goretti ,  da Ivone,  do Zé Antunes ,  Na casa do Pompeu e do Salvador, na casa do Passarinho na Rua da Gabela e  em especial na Serração do Salgueiro)
Recordar ainda,  os trumunos que fazíamos nos terrenos do Preventório Infantil de Luanda quando jogávamos a bola até  mesmo de noite, Tó e Rui  Barata, Fernando,  Victor e Zé Antunes, Beto , Galiano, Dário, miúdo Agostinho ,Carlos Perninhas e irmão,    ( alguém tirou  dinheiro do pai que era taxista e com esse dinheiro fomos comprar uma bola de catchú ) ,  Carlos Capacete já falecido,  Américo  e muitos mais,  são as Corridas que faziamos de mota a volta do Largo  ( com os invariáveis despistes na casa do Cid),  isso é lembrar o Toalhinha, o Vasco Leite, o Perninhas, o Bronson, o Gaspar, o Zé Antunes (Russo) que uma vez  para não ficar debaixo do maximbombo 22 foi para cima do FIAT 124 do Moedas e a mota para debaixo do maximbas e  outra  vez bateu no Toyota Celica de um mais velho do Sarmento e ai teve que ir para o Hospital de São Paulo com a cana do nariz fracturada. é recordar as idas aos casamentos,  baptizados e festas  afim  como penetras ( sempre havíamos  sido convidados ou éramos convidados da noiva ou do noivo consoante o que nos parecia melhor ).  Tempos que vão... e que se vão,  diluindo nesta saudosa existência de vida.
Recordar o Bairro Popular é recordar ainda kandengue, as idas  até ao Bar São João ( do Matias e do Jorge ) e os mais cotas tais como o Necas ( Nascimento guarda redes do ASA suplente do Cerqueira ), o Garrido, o Pita –Grós, o Nogueira , o Américo Nunes, o João Doutor, o miúdo Lobo, o Carlos Enfermeiro, o Sotero,  o Manel Zé, o falecido Alberto ( Gugu ), o Moedas, o Zé das Senas,  o Fernando e o Nelo Caroça, os Vandúnem, o Zeca Dificil, o Bronson, o Cruz, o Barros,  (os irmãos Borges  - Zé, António. Chico, Carlos e o João  ) e  muitos outros avilos  que pagavam uns finos cá ao menino, está-se mesmo a ver que depois  de  beber  dois  ou  três  finitos  levavam-me  a  casa  e  a  tia  Carmitas  ( minha falecida mãe ) barafustava com a malta pois dizia ela que me queriam matar com a cerveja, " temos que nos irmos recordando com estas pequenas lembranças...que já não voltam mais!
É recordar ainda  as idas ao cinema São João ( eu e meus irmãos e o Chico meu cunhado  trabalhávamos no bar ( sr. Reinaldo era o gerente  ) só para ver o filme sem pagar ) e depois no fim das sessões iamos para o muro do Matias e estavamos ali até ás 4 da manhã a contar anedotas " ás vezes era com cada susto pois o Matias vinha á janela e com a pistola de alarme afugentava o pessoal" ou então quando colocava alcatrão no muro (ao qual chamávamos carinhosamente de o nosso poleiro ) para não nos podermos sentar .
Recordar o Sarmento Rodrigues era ir para o Tirol ou o Pisca Pisca e petiscar uns pipis com mocotós e moelas e beber uns finos junto da malta.
Lá aparecia o Brinca na chica que farto de andar de bicicleta pedia para dar uma volta na minha torraite e eu dizia xê canuco vai lavar a cara e vestir uma camisa e umas calças limpinhas. Xê este branco é mesmo carrula.
malta da Banda Kaluandas do Bairro é recordar a loja do Dias onde o Munhungo  também chamado Cassequel,  o maximbombo 23 fazia a inversão junto ao imbondeiro. Nesse maximbas era mais barato e o maralhal ia nele e as vezes não pagava, o falecido Zé Pinguiço uma vez ficou todo arranhado pois  a fugir do cobrador  e com o maximbombo em andamento caiu na estrada de Catete junto aos Maristas .

Recordar o Bairro Palanca e o Golfe ( Lagoa do Roldão ) é recordar as corridas de moto – cross que ai se realizavam,  meu grande amigo Carnapeto do Desportivo União de São Paulo  que organizava os moto crosses antes de ser nas Barrocas do Miramar , artilhava-se as torraites fazia-se o moto cross e ainda tínhamos tempo para ir ás  Matinés  no Cine S. João  para estar com as  Garinas.
Lembro- me  perfeitamente do negrão  Vai a Lua  com uns  pés  enormes  e era  Cambaio   que tinha uma deficiência numa perna  e  que queria sempre jogar a guarda - redes!!!
Lembro- me de matar sardões à pedrada no Jardim do Preventório, de brincar as corridas de automóveis "dinkitows"  com o Manelito  filho da Dona Florinda (alguns "dinkitows"  gamados no Quintas e Irmão deixávamos as caixas vazias) com uns amigos de que me recordo alguns nomes ou alcunhas e moradas: O Manelito tinha uma irmã a Linô  que moravam  na casa ao lado do  Sr. Vicente  pai da Celina e da Chú, lembro-me de passar tardes inteiras a jogar monopólio  com os meus irmãos na casa dele .
Os Teixeiras  que moravam  na Rua de Serpa mesmo ao meu lado ( António, Quim, Chico e a sobrinha Mila que mais tarde casou com o Minguitos da Terra Nova ).
Lembro-me do Carlos Capacete  um kandengue  (quer dizer, um jovem ) um madiê que tinha um cabelo muita espetado e muita forte,  que quando crescia, parecia mesmo um capacete, razão porque lhe puseram tal alcunha? Tinha uma  TORRAITE uma Honda SS50Z, faleceu pouco depois de vir de Luanda.
Lembro-me das nossas brincadeiras com trotinetes e carrinhos de rolamentos que arranjávamos nas oficinas de automóveis (da Renault da Sabb e da Robert Hudson representante da Ford).
Lembro-me dos Pára-quedistas  que saltavam no Golf. Íamos lá para tirar o fio que era bem resistente e um dia numa  dessas largadas, em que houve uma menina "pára" que por ser muito leve, foi arrastado pelo vento, tendo ido cair em cima (e depois dentro) de um galinheiro no Sarmento.  Perto da Serração do Salgueiro, e uma outra que o paraquedas não abriu e ela morreu.
COMO GOSTARIA AGORA DE FAZER E ORGANIZAR UMA CORRIDA DE CARRINHOS COM AS PISTAS DESENHADAS NO CHÃO COM GIZ !!!
 Lagoa do Roldão bem atrás do aeroporto  na carreira de tiro dos comandos  já bem afastado do Golfe ia lá correr nos motocrosses  mais o Zé Tó  com a minha Honda SS 50  Z,  desmontava a mota  e aplicávamos o  escape livre  (tinha feito um escape cónico tipo corneta o chamado mega ) era cá uma barulheira. Depois no fim montava tudo e chegava a casa,  o meu Kota ia ver se a mota estava suja mas nada tinha sido bem lavada,  um bom banho  para não se notar a lama.  Para a Lagoa do Roldão ia-se  acampar e fazer "aquela famosa caçada noturna" caça dos gambuzinos e ai entra o Luis Gambuzo tinha acabado de chegar a Luanda e ao Bairro nos anos 72 ou 73, conversa de Gambuzinos e nós a picarmos e ele curioso quis saber como era e nós como bons amigos quisemos ensinar-lhe como se caçava , e lá o levamos para o Golfe  com o saco de sarapilheira e a lanterna e o deixamos a espera que ele enche-se o saco com gambuzinos e piramo-nos dizendo que os íamos afugentá-los  para a direcção dele indo claro está para  o bar do Matias , passadas duas horas ele todo danado pois ficou lá sozinho  e nada de gambuzinos foi uma rizada de partir o coco,   ficou conhecido pelo Luis Gambuzo, e  com vergonha da alcunha mudou-se para a Madame Berman.
 Para a Lagoa do Silvares, que era mais pequena,  ia-se apanhar os passarinhos, com os arames com o visgo extraído das mulembeiras e depois de muito mexer com os dedos, enrolando o leite da dita cuja arvore.
Lembro-me de um senhor muito forte, negro  enfermeiro que morava ao lado da casa do Sr. Acácio das camionetas pai da Virinha, Dininha e Cacito., batia no filho a toda a hora pois o kandengue queria jogar a bola com a malta mas o pai queria que o miúdo estudasse para ser médico, dizia que nos prendia a todos,  pertencia ao M.P.L.A .
Já agora ainda me lembro de um rapaz que treinava no Benfica  o José Luís Cordeiro e que me queria levar para essas andanças do Atletismo, mas eu nessa  altura queria era motas .
 Lembro-me da mercearia do Sr. Amaro , da casa de Moda do Sr. Novo, da Sapataria do  sr. Silva  ( mudo ) do Sr.  Matias e Jorge do Bar São João, do sr. Pinto Ferreira do Talho,  da Padaria  da Rua da Gabela, da Tabacaria na Rua de Porto Alexandre, da casa de Gelados na Rua de Ourique, da loja do Cravo, da Loja do Dias  onde comprávamos ginguba, do Colégio Santo Expedito . Lembro-me de uma senhora onde íamos comprar gelados feitos de gelo  ou era a mãe do Garção ou do Carlos Buritty.

Quem não se lembra de ir  apanhar  mangas, bananas, pitangas, fruta pinha  e cajús na horta do Preventório    
Quem não se recorda do pão quente da Padaria da Estrada de Catete? Quem ia para O bairro da Terra Nova depois do  ABC
Uma história gira que recordo,  Da garrafa de vinho do porto do Nelo Caroça,  mas ainda assim bastante divertida... Penso que terá acontecido no Natal de 72 ou 73... A rapaziada do Largo e das motoretas, já não recordo todos os que faziam parte do grupo... resolveu nesse Natal visitar todas as capelinhas, ou seja a casa de todos os amigos... Então em cada casa que passávamos para dar as Boas Festas, os pais dos ditos amigos, faziam questão que comessemos das suas iguarias e bebessemos dos seus vinhos... - Resultado lógico... uma ganda bezana...
Assim quando calhou a vez de visitar a casa do Teixeirinha, que ficava lá prás bandas do Palanca, ao subir a "avenida"  de terra batida que dava acesso ao dito Bairro, aconteceu apanharmos uma curva, em que "estranhamente" havia "alguma" areia e o tipo da mota da frente espalhou-se ao comprido e, em consequência disso, todos os que vinham atrás se foram espalhando igualmente em cadeia. Na mota do Zé Antunes ia à pendura o Bacalhau que ficou ali deitado a chorar e a dizer “ ai minha mãe que morri “, Resultado... uma risada geral e a festa continuou...
Pra fechar a noite o Zé Avelino resolver gamar a garrafa de Porto que o Nelo Caroça  tinha levado para o Largo para partilharmos mais tarde na noite e "mamou-a" sózinho às escondidas, tendo sido depois atacado por uma crise de tristeza e de choro, confessando-nos que o pai não gostava dele e acabou debruçado na janela da casa dele, a vomitar tudo o que tinha comido e bebido... Cenas dos tempos...
Lembras-te Nelo Caroça
Meu Deus !!! RECORDAR É VIVER !!! ESTAMOS JUNTOS