Equando o Carlos Barbara ( Bronson ) foi buscar a mota novinha e teve o acidente na rotunda do pescador na Ilha de Luanda. Apareceu no Bairro parecendo um cristo e de braço ao peito, a mota ficou logo na oficina do Gaspar na General Carmona, mais tarde o Bronson tinha a YAMAHA 650 do miúdo Zeca que trabalhava num entreposto de produtos alimentares em Catete.
03/09/2012
MOTO NOVA
Equando o Carlos Barbara ( Bronson ) foi buscar a mota novinha e teve o acidente na rotunda do pescador na Ilha de Luanda. Apareceu no Bairro parecendo um cristo e de braço ao peito, a mota ficou logo na oficina do Gaspar na General Carmona, mais tarde o Bronson tinha a YAMAHA 650 do miúdo Zeca que trabalhava num entreposto de produtos alimentares em Catete.
MOTO-CROSSE
Eu mais alguns avilos do bairro íamos assistir aos motocrosses do Cazenga, partecipei num com a motorizada do Zé Ideias, motorizada montada por ele com um motor saches cabeça cromoniquel e com quadro da Tohatsu. Quem organizava esses motocrosses era o Carnapeto do Desportivo União de São Paulo, mais tarde começou a organizar nas Barrocas do Miramar.
Alguma malta do Bairro começou a correr na Lagoa do Roldão e no Golfe, lembro-me do Gaspar, Zé Custódio, Rui Raposo, Toalhinha Novo, Vasco Leite, Zé Tó, Nandito, Russo da Garelli, Tony Sanguito, Zé Anunes e muitos mais....
BRONSON
Ainda me lembro do baile que o Carlos Barbara ( Bronson) deu quando a Polícia nos fez o cerco junto a Igreja de Santana. Estava-mos a fazer corridas na Rua do Andulo nas traseiras do cinema e da Igreja e alguém chamou a Polícia! Não sei quem foi entalado, mas penso que alguns canucos que até não estavam a correr, tinham as motas paradas, quando foi para fugir as motas não trabalhavam e ai carregaram as ditas, e foram transportadas para a 7ª Esquadra, na Estrada de Catete, no dia seguinte os donos foram buscá-las e pagaram as multas, uns pagaram por ter o escape livre e o Gaspar por não ter os documentos da motorizada, pois a mota não era dele.
CARLOS CAPACETE
E a queda que o Carlos Capacete deu no largo, ele mal sabia tripular a torraite, foi de encontro aos bancos da igreja, subindo o lancil do passeio, partindo a motorizada e partiu a cabeça.
PADRE COSTA PEREIRA
E o Vasco Leite com a mini Suzuki que se punha a fazer corridas e piruetas em frente à igreja na hora da missa da tarde e o falecido padre Costa Pereira todo zangado, com o barulho do mega, comprou uma mangueira grande e vinha com ela dar banho ao Vasco e a malta sentada nos Bancos da igreja a gozar o panorama só se ria a bom rir.
MURO DO MATIAS
Todos nós nos lembramos, quando o Matias pintou a parte de cima do muro da casa dele ( o nosso poleiro ) com óleo queimado, e aplicou de seguida massa consistente? para não nos sentarmos lá...
Nesse dia esgotamos os jornais que se vendiam na Papelaria da Rua de Porto Alexandre, para limpar o ( óleo e massa consistente ), para nos podermos-nos sentar, e continuar ali a ouvir e a contar as nossas anedotas. E nos dias seguintes em que ele saiu com a pistola de alarme às duas da manhã e pôs-se a dar tiros para o ar. Fugimos para trás dos muros e pedia-mos " só mais um " e ele já bem zangado respondia com mais um disparo. Nesse mesmo dia à tarde estava-mos sentados no bar a comer uma dobradinha e a beber uns finos ( imperiais ). À noite voltamos a sentar-nos no muro e alguns de nós pondo ainda as folhas da figueira ou de mangueira que existia no quintal da casa do Matias para secar melhor o muro. Anos mais tarde comentei com o Matias no Café Alameda em Guimarães, estas situações e ele com aquele sorriso matreiro disse: Vocês todos eram o diabo em forma de gente.
NELO CAROÇA
Uma história gira que recordo, Da garrafa de vinho do porto do Nelo Caroça, mas ainda assim bastante divertida... Penso que terá acontecido no Natal de 72 ou 73... A rapaziada do Largo e das motoretas, já não recordo todos os que faziam parte do grupo... resolveu nesse Natal visitar todas as capelinhas, ou seja a casa de todos os amigos... Então em cada casa que passávamos para dar as Boas Festas, os pais dos ditos amigos, faziam questão que comesse-mos das suas iguarias e bebesse-mos dos seus vinhos... - Resultado lógico... uma ganda bezana...
Assim quando calhou a vez de visitar a casa do Teixeirinha, que ficava lá prás bandas do Palanca, ao subir a "avenida" de terra batida que dava acesso ao dito Bairro, aconteceu apanharmos uma curva, em que "estranhamente" havia "alguma" areia e o tipo da mota da frente espalhou-se ao comprido e, em consequência disso, todos os que vinham atrás se foram espalhando igualmente em cadeia. Na mota do Zé Antunes ia à pendura o Bacalhau que ficou ali deitado a chorar e a dizer “ ai minha mãe que morri “, Resultado... uma risada geral e a festa continuou...
Pra fechar a noite o Zé Avelino resolver gamar a garrafa de Porto que o Nelo Caroça tinha levado para o Largo para partilharmos mais tarde na noite enquanto se realizava a Missa do Galo e "mamou-a" sozinho às escondidas, tendo sido depois atacado por uma crise de tristeza e de choro, confessando-nos que o pai não gostava dele e acabou debruçado na janela da casa dele, a vomitar tudo o que tinha comido e bebido... Cenas dos tempos... da nossa Juventude.
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