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12/09/2012

A HISTÓRIA DO CORNETEIRO





Um esclarecimento que se fazia necessário...Agora sim, entendi tudo

Pois é! Afinal... é por isso!

O Corneteiro "omitiu-se" desde os primórdios da nacionalidade. Então... foi tudo a seguir:

Conquistas, "saqueando" nuestros hermanos, arredando os Mauritanos para lá dos Algarves; alargando nossas fronteiras; descobrindo outras terras além-mar, por Américas, Áfricas e Índia, espalhando a Fé e o Império, intercâmbiando culturas diversas, explorando e desenvolvendo, e assentando arraiais de amor por esta Terra de Deus.

Pois... mas porque é que o Dr. Júlio V. da Silva, na matéria de História Universal, nunca nos falou deste famoso Cornetim de D. Afonso filho de Tareja, deveras marcante na Lusa História, e que se finou (ou fizeram finar) antes do tempo, permitindo que o saque, que só era da praxe, se transformasse numa abundância frenética e tresloucada, eterna e aparentemente inesgotável?!.. Já sei! - Fora excluído do programa de ensino e calado para sempre!

Enfim... não há ninguém - nenhum Barão Assinalado - que brade lá pelo Paço: "Viva o Corneteiro de D. Afonso Henriques!", para ver se este povo estremece e CAI NA REAL, por um momento, e que alguém desobstrua, de verdetes e tampões, e toque o raio do saudoso Cornetim?

Ah! Estava a pensar no Corneteiro da Ilha da Tábua, do Funchal, José Manuel Coelho, mas o rapaz não é brazonado, só tem fôlego, sopra à toa e não tem, concerteza, habilidade e afinação para tocar a fim-de-saque comme il faut.


Afinal a culpa é mesmo do corneteiro!...
Nos primeiros tempos da fundação da nacionalidade - tempo do nosso rei D. Afonso Henriques - no fim de uma batalha o exército vencedor tinha direito ao saque sobre os vencidos.

(Saque - s.m.: ato de saquear. Roubo público legitimado).

Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar "início ao saque" a que as tropas tinham direito e que só terminaria quando o mesmo corneteiro desse o toque para pôr “fim ao saque”.

Porém, fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se, antes de conseguir tocar o "fim ao saque".

E, até hoje, ninguém voltou a tocar, anunciando o fim do saque.

Não haverá por aí alguém que conheça o toque?

Recebido via mail de um mangolê da Quibala, foi adaptado do blog- http://olindaolinda.blogspot.com/

11/09/2012

CARTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL

O texto que publico na íntegra é do escritor e ensaísta Eugénio Lisboa. Os sublinhados são da minha responsabilidade.
O autor foi presidente da Comissão Nacional da UNESCO / conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Londres entre 1978-1995 / professor catedrático especial de Estudos Portugueses na Universidade de Nottingham / professor catedrático visitante da Universidade de Aveiro / e coordenador do ensino da língua portuguesa na Suécia. É Doutor Honoris Causa pelas universidades de Nottingham e Aveiro. A Câmara de Cascais outorgou-lhe a medalha de Mérito Cultural.
Em Moçambique foi sucessivamente administrador e director das petrolíferas SONAPMOC, SONAREP e TOTAL.


Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.

Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito —
todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! — mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.

Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice — a minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco — ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.

A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta — as físicas, as emotivas e as morais — um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado The Garden Party: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos.
Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo, utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo. Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais — tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter, para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.

Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos, situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14º andar, explicava, a desolação que se comtempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto.
V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa, e do seu robôtico Ministro das Finanças — sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... — têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.

Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão.
 Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida — tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher — como o “conservador” Passos Coelho — quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.

Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados.
É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. — e com isto termino — uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras: “Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.” Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.


De V. Exa., atentamente,

Eugénio Lisboa



10/09/2012

EXAME DA 4ª CLASSE E ADMISSÃO


A professora que saudosamente recordo deu-me aulas na 3.ª e na 4.ª classes da já extinta Escola de Primária nº 176 no Bairro Popular nº2 em Luanda.
A escola existe , mas não é mais primária. Era alta, seca de carnes e muito afável, segundo o que a minha memória consegue resgatar da lonjura dos tempos de infância (tinha 9-10 anos na altura). Mas o facto que mais me marcou na convivência com a professora Amélia, assim se chamava, foi a sua disponibilidade para me dar gratuitamente explicações de preparação para os exames de admissão, após o final da 4.ª classe, Eu fiz exame de admissão, como os jovens da minha geração que concluíam a 4ª classe, que decidiam o acesso ao liceu ou à escola técnica (fiz os dois exames, e passei nos dois ) tendo optado pela Escola Técnica na altura e fiz o preparatório na novíssima Escola “ João Crisóstomo” na Rua dos Quarteis, Era novinha em folha! Tinha sido inaugurada naquele Verão e, uma escola tão grande perante os meus dez anos, deixava-me perdido. Era novidade a mais! Ingressei depois na Escola Industrial de Luanda.

É que, "antigamente", os estudantes da quarta classe sujeitavam-se a ter até três exames no final do ano: o da quarta classe, feito na própria escola, a que habitualmente não se chamava exame, mas "prova", feito em folha dupla de papel de 25 linhas e folha dupla de papel quadriculado, dobradas a um terço para anotar a classificação; e um ou mesmo dois exames de admissão, um ao liceu, outro à escola técnica, para os que usavam de cautela, não fossem reprovar num deles e ficar "paraquedistas" (nem na escola primária, nem no liceu ou escola técnica). Este exame era feito no liceu ou na escola técnica a que se concorria, com impressos próprios. Por razões óbvias, o exame da quarta classe a ("prova") só tinha solenidade para as famílias que já sabiam que o estudante iria ficar por aí, nem sequer concorrendo ao exame de admissão.

Em ambos os exames de admissão, na Escola Emidio Navarro e depois no Liceu Salvador Correia. Primeiro, a prova escrita. Chamaram-me. Um nervoso pequenino, que se foi desfazendo ao subir a escada. Lá em cima, alguém a chamar pelo meu nome, e a encaminhar-me para uma sala grande, enorme, com janelas à esquerda. Depois, foi a oral. E a seguir, a festa da passagem.

Eu passei para a Quarta classe, e a professora Amélia a quando do inicio do ano letivo tinha-nos dito que íamos aprender a escrever com caneta de tinta permanente e que por isso tínhamos que comprar uma. À saída da escola dei o recado à minha mãe que o deve ter transmitido ao meu pai. Meu pai veio ter comigo e disse-me “pronto filho, aqui tens a caneta para levares amanhã para a escola, hoje à tarde vais à papelaria comprar tinta para a pôr a escrever”. Eu fiquei contente por ter logo a questão resolvida, mas quando me mostraram a caneta que tinha sido do Sr. Calisto (o padrinho do meu irmão Vitor ), preta com uma argola dourada, todo o meu entusiasmo se desvaneceu. No dia seguinte cheguei à escola com a dita caneta. a professora começou logo a ensinar-nos a escrever com ela, tarefa que não achei nada fácil, e quando todos os alunos abriram os estojos e tiraram as suas, eu fiquei com uma lágrima no canto do olho, a olhar para a minha. Todos tinham canetas com super heróis, no caso dos rapazes, e cor-de-rosa ou com corações no caso das raparigas, tive vergonha, digo-o hoje, quando tive que tirar a minha caneta preta de argola dourada do estojo. Toda a manhã a escrever com aquela caneta, “feia” de bico estranho e com mau jeito… olhava para os outros meninos de língua ao canto da boca a aplicarem-se a escrever com as suas novas canetas de tinta permanente tão bonitas…

Ao almoço, minha mãe perguntou-me como é que tinha sido a manhã na escola e eu, com quase duas lágrimas a deslizarem-me pela cara, contei-lhe a minha manhã de caneta-de-tinta-permanente-preta-de-argola-dourada. Os meus pais registaram os meus queixumes mas não reagiram logo, coisa que me angustiou.


Caneta Parker 51

O assunto tinha ficado em stand by, passaram-se mais uns dias e eu sem nova caneta de tinta permanente, e, uma tarde, quando cheguei a casa minha mãe

tinha-me comprado uma caneta de tinta permanente nova bem bonita dourada e preta uma Parker 51, que estava na moda, resolveu ali todas as minhas preocupações e foi assim que no dia seguinte eu cheguei à escola com uma caneta nova, e com os respectivos frascos de tinta e ainda o famoso mata borrão.


Frascos de Tinta

Esses exames eram obrigatoriamente feitos com canetas de tinta permanente, e durante a 4ª. Classe, tínhamos que treinar o manuseamento da dita caneta, e a fazer uma caligrafia o mais arredondada possível.


Mata borrão




Os meus livros de leitura da Instrução Primária



ZÉ ANTUNES

06/09/2012

GANGUES JUVENIS, EM LUANDA


"Squad", é o nome dado à maior parte dos gangues juvenis da cidade de Luanda, que nem sequer sabem o que aquilo quer dizer. Muitos desses gangues, de juvenis não têm nada, apesar de apresentarem B.I. de componentes com 16 e 17 anos, a verdade é que a maior parte deles até já têm 30, bigode e barba cerrada. São jovens que já "cheiraram" de tudo, mesmo gasolina e outros materiais corrosivos. Kabiri (Cão), era um garoto que frequentava um desses gangues, chamado assim porque tinha arrancado um naco de carne do braço de um companheiro, quando este lhe quis roubar um pacote de liamba, enquanto dormia nas arcadas do prédio Treme - Treme, na baixa da capital. Já não regulava muito bem da cabeça, mas era um perigoso, já levava muitos assaltos e até mortes e violações no seu cadastro. Drogava-se com dibanga, cocaína misturada com outras drogas pesadas, droga que começou a aparecer em todos os sítios da Luanda nocturna e ultimamente nos mercados do Kazenga. Dizia ele, que tinha ficado assim, porque incarnou o espírito do seu avô, feiticeiro e fundador de uma seita misteriosa que actuava de noite, as sessões eram à porta fechada, onde os crentes se despiam ao som dos ngomas (tambores), dançando e gritando até ao chegar do Sol, incluindo mulheres e crianças. O espirito do tal avô tinha entrado na sua cabeça e lhe ordenava coisas estranhas para fazer. Para afastar os espíritos maus tinha que boiar. Andou muito tempo a bater a zona das bombas de gasolina da Avenida Comandante Jika, vendendo de dia, cigarros e discos, e à noite, droga, Viagra e filmes pornográficos. Numa noite, apareceu baleado, ninguém sabe como foi, se foi gangue rival ou a polícia. Morreu um bandido, mas apareceram muitos mais para o substituir.

NOTICIAS DE ANGOLA

2010

PORTUGAL, QUE FUTURO?



PORTUGAL, UM PAÍS À DERIVA E GOVERNADO POR INCOMPETENTES.

Sócrates atirou em Abril a toalha ao chão. Disse a todos os portugueses, usando as suas palavras de mentiroso esquisito e tentando atirar as culpas para a crise internacional (basicamente para os outros), que todas as medidas que o seu governo que (des)governa Portugal deste 2005 levaram Portugal à situação em que hoje se encontra, à bancarrota. Não, Portugal não está na bancarrota e infelizmente na miséria por culpa da crise internacional. Não, Portugal não está entre os países mais pobres da Europa por culpa do PSD. Portugal está no estado que está 99% por culpa do Partido Socialista e por culpa de José Sócrates.

Desde que tomou posse em 2005 o pais mergulhou rapidamente numa profunda crise económica e social, não confundir com crise internacional que é outra crise que pouco nos atingiu comparativamente a outros paises da europa. A moral da pessoas baixou drasticamente, o desemprego atingiu milhares de jovens. Este governo PS de Sócrates maltratou os professores e os agricultores, quis acabar com vários serviços de urgência sem oferecer alternativas. Tendo como expoente máximo além do mentiroso José Sócrates (que de Engenheiro nada tem) Manuel Pinho (o tal que fez corninhos na assembleia da república), Mário Lino (aquele que disse que o aeroporto "Jamais" seria construído em Alcochete, local onde vai mesmo ser construído), Maria de Lurdes Rodrigues (sendo ministra da educação conseguiu ter 90% dos professores contra ela) e Teixeira dos Santos (o tal que disse que a crise era um cenário improvável e que todos os bancos estavam seguros... nota-se... bpn...bpp!!!). Não esquecer as centenas de agricultores que estão perto de atingir o colapso, a insegurança que se agravou brutalmente em 6 anos e meio, os processos nos tribunais que se acumulam cada vez mais (processo casa pia durou quantos anos?), etc, etc.

Este governo e o sr. Sócrates são aqueles que em 2005 diziam que nunca iriam aumentar impostos. Quantas vezes é que já aumentaram? 3? 4? O iva, o irc... todos os impostos? Pois é, é fácil prometer e mentir descaradamente. Também dizia este senhor que ia criar 150 mil postos de trabalho, até existiam slogans com este anúncio.. Pois claro, Portugal inteiro já viu do que é capaz o PS em termos de criação de empregos ou seja um desemprego record! Nunca Portugal teve tantos desempregados na sua história como agora.

O único mérito que dou a Sócrates e à máquina socialista é o de ter excelentes trabalhadores na área do marketing. Através das suas palavras e imagem conseguem, infelizmente, enganar muitos portugueses. Veja-se aquando do anúncio das medidas que o FMI impôs a Portugal, Sócrates disse todas as medidas que não vai tomar menos o que era relevante, o que vai ser duro. Falou de tudo menos do acordo que foi concretizado com o fundo monetário internacional. Disse aos portugueses que não vamos ficar sem o 13º e 14º mês para que ficassem mais contentes antes de saberem a desgraça. Basicamente foi

dizer aos portugueses que vamos ficar vivos... esqueceu-se foi de dizer que vamos ficar sem pernas nem braços!

Os números do desastre socialista



1. O PS governou o país 14 anos nos últimos 16 anos. E deixou o país assim:

2. 24% dos jovens dos 20 aos 30 anos no desemprego.

3. 70 mil licenciados sem emprego.

4. 300 mil a receberem RSI (rendimento social inserção); muitos há mais de dez anos.

5. Justiça parada, lenta e partidarizada. Veja-se o caso do juíz Rui Teixeira.

6. Imprensa controlada e domesticada com saneamentos de jornalistas incómodos. Veja-se os casos da TVI e do Público com o primeiro-ministro a fazer sucessivos ataques públicos aos jornalistas Manuela Moura Guedes e José Manuel Fernandes (casos completamente abafados mas não esquecidos).

7. Um primeiro-ministro que acumula suspeitas atrás de suspeitas e casos no mínimo estranhos (caso freeport, apartamento onde Sócrates vive comprado a um preço 60% inferior ao do mercado, licenciatura tirada a um Domingo, caso da cova da beira, compra de Figo ilicitamente, negociatas por baixo da mesa com a PT, etc, etc).

8. O PIB a cair mais de 2% em média desde 2005. A economia do país estagnada nos últimos dez anos. Portugal a divergir da média da UE estando entre os últimos cinco lugares.

9. O endividamento recorde das famílias e empresas.

10. Défice público a ultrapassar os 9% (!!!!!!!). Há economistas que dizem que já vai nos 10%.

11. Taxa de desemprego oficial de 11%. Na realidade, são mais de 600 mil desempregados.

12. Leis penais que impedem os juízes de prender os criminosos. As penas mais leves da União Europeia para homicídios.

13. Uma carga fiscal desadequada que está a empobrecer a classe média.

14. Uma escola pública obrigada a fabricar sucesso educativo estatístico sem preocupação pela qualidade das aprendizagens.

15 Humilhação e ataques continuados ao maior grupo profissional do país, os professores, obrigando-os a passar o tempo mergulhados em papéis.


UM PAÍS NESTAS CONDIÇÕES, NÃO AVANÇA.

FORA COM ESTE GOVERNO PS, FORA COM SOCRATES PARA SEMPRE.



Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise.

No período de 2005-2008 com Sócrates, o crescimento económico em Portugal foi, em média, igual a menos de metade da média da União Europeia, pois em quatro anos Portugal cresceu apenas 4,8% enquanto a UE27 aumentou 9,8%. Como consequência o PIB por habitante SPA, ou seja, anulado da diferença de preços, cresceu em Portugal apenas 2.500 euros, enquanto subiu em média na UE27 mais de 3.300 euros. Portugal durante este período afastou-se em todos os anos, em termos económicos, ainda mais da União Europeia.

Mas mesmo crescendo pouco, uma parcela cada vez maior da riqueza criada foi transferida para o estrangeiro, ficando no País para investimento e para melhorar as condições de vida dos portugueses cada vez menos. Em 2004, foram transferidos para o estrangeiro, sob a forma fundamentalmente de juros e de dividendos, 25.943 milhões de euros, ou seja, 18% da riqueza criada nesse ano em Portugal (PIB). Depois de três anos de governo de Sócrates, ou seja, em 2007, e antes da crise se declarar com força, foram já transferidos 33.398 milhões de euros, isto é, 20,5% do PIB. Dividindo este último valor pela população empregada nesse ano obtém-se 6.460 euros por empregado, o que representa mais 27,5% do que em 2004.

Entre 2005 e 2008, o saldo negativo da Balança Corrente, ou seja, das nossas contas com o exterior, aumentou 33%. No conjunto dos quatro anos, o saldo negativo acumulado atingiu 64.081 milhões de euros. Em 2008, ele corresponderá a 11% do PIB, quando em 2005 era 9,5% do PIB. Esta variação negativa do saldo da Balança Corrente é também um indicador importante da crescente falta de competitividade da economia portuguesa. E apesar do défice das contas externas do País ser superior em cerca de 5 vezes ao défice orçamental, este governo apenas se preocupa e fala do défice orçamental ignorando o défice das contas externas do País cujas consequências no desenvolvimento futuro do País serão certamente muito graves.

Em 2005 a divida líquida do País ao estrangeiro atingia 93.510 milhões de euros e, em 2007, já era de 146.592 milhões de euros, ou seja, mais 56,8%. No mesmo período, o PIB cresceu apenas 12,9%. Como consequência a divida externa aumentou, entre 2004 e 2007, de 64,8% do PIB para 90% do PIB. Em todos os anos de governo de Sócrates a divida externa cresceu de uma forma rápida, e não apenas depois de se ter declarado a crise financeira internacional.

Entre 2004 e 2007, a divida das famílias aumentou 30,5%, pois passou de 112.198 milhões de euros para 146.393 milhões de euros, enquanto as remunerações dos trabalhadores, sem incluir contribuições para a Segurança Social, subiram apenas 10,9%, ou seja, praticamente um terço da subida verificada no endividamento das famílias. Em 2007, a divida média por família era já de 40.665 euros quando em 2004 era de 31.100 euros por família.

Em relação às empresas o endividamento foi também rápido e crescente nos anos de governo de Sócrates. Entre 2004 e 2007, passou de 139.804 milhões de euros para 185.728 milhões de euros, ou seja, aumentou 32,8%, com o consequente disparar dos encargos financeiros.


Recebi via mail do Passarinho

03/09/2012

CASA DOS RAPAZES DE LUANDA

Quem se lembra da reta da casa dos rapazes de Luanda no Palanca, onde iamos testar a velocidade de ponta das torraites. A concentração era no Bar 24 Horas na Estrada de Catete, íamos fazer as corridas e depois ficávamos ali até ás tantas a comentar os resultados obtidos, e lembro-me que vinha malta de quase todos os Bairros. Acabaram-se essas corridas quando o miúdo Nelson da Terra Nova numa Suzuki se despistou, ele vinha todo deitado em cima da mota e não se apercebeu que o cruzamento estava próximo, atravessando a estrada de Catete foi embater de fronte numa barreira de terra que havia do outro lado da estrada, ainda foi transportado ao hospital de São Paulo mas veio a falecer pouco tempo depois.

CORRIDAS NO LARGO

E as corridas no Largo em que havia moradores que durante a noite punham areia e óleo no alcatrão principalmente nas curvas para a malta cair, alguém não me recordo quem, caiu e partiu o muro da casa do Cid que era na esquina da rua de Ourique com o Largo, ainda teve que ir ao Carlos Enfermeiro tratar das escoriações e mazelas, e ficou também com o nariz partido.

JOSE CAROÇA
E lembram-se da cena das corridas à volta do largo à 1 ou 2 da matina, entre Bronson, Moedas e não me lembro já quem mais, e que uma das nossas "queridas" vizinhas teve a infeliz ideia de despejar óleo na curva junto à casa do Santarém, que quase fez o Bronson despistar-se e enfiar-se pela casa adentro. Depois para eliminarem o óleo da curva resolveram colocar as motas dentro do largo que era de terra acelararem-nas para levantar terra para tapar o óleo, fazendo uma barulheira ainda muito maior, que levou os vizinhos a chamarem a polícia?