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01/10/2012

ESTA POLÉMICA, NEM ATA…NEM DESATA!



A política mudou. A sociedade mudou. E os políticos ainda não se deram bem conta. Ou antes, deram, mas querem manter as regras e os costumes a que estão habituados. As “brumas da memória”, impendem-nos de compreender como é que vivem milhares de portugueses. Ou de medir as consequências dramáticas, que todos eles nos deixaram como herança. O Povo, sente-se desconsolado, desgostoso e enganado. Alegam que “são todos iguais” e que há, cada vez mais, “galifões” com sede e ganância do poder. Os portugueses, sentem-se prostrados, por não verem uma solução credível, e de não haver ninguém responsável, no sentido de a encontrar.

Nesta ridícula querela (acusações, denúncias) destas ocorrências, o que é confrangedor é a dimensão que certos estadistas, astutos, usam, para esconder a verdade histórica, ocultando as realidades, através de uma filosofia demagógica e já gasta, no sentido de favorecer as paixões populares, mas…obscurecendo a razão crítica, fazendo de contas que tudo vai bem e que a culpa é sempre dos anteriores governos. Os protestos portugueses, são resultado de uma espécie de lamúria de fidalguia arruinada, que já não tem motivos para se fazer respeitar e, por isso, transforma os preconceitos em princípios. Uma coisa é certa: “Esta polémica, nem ata…nem desata”! Vivemos (todos), sob o manto da austeridade, "espicaçados" pela Troika e por este desastroso défice, convencidos de que a orientação das políticas económicas e orçamental não nos conseguem levar a “bom porto”! Vivemos num país, em que as pessoas, apesar de revoltadas com tudo isso, olham para as alternativas políticas e vêem “zero”, mais do que económica e financeiramente, é um país moral, cívico e politicamente falido! Quem pensa e age fora da “máquina da situação”, não sendo também um “bolchevique” raivoso, não tem espaço e é, muitas vezes, censurado. Trinta e oito anos depois, a “ditadura” mantém-se, sob a máscara da democracia e da liberdade. Essa é que é essa!

Mais palavras para quê?

Cruz dos Santos

O NOSSO BAIRRO



Mais um tema agora debruçado para "novos olhares sobre o atual ex-"nosso" bairro". Aqui fica mostrado, para quem ainda tinha algumas dúvidas, de que África é assim e obviamente Angola/Luanda/Bairro Popular nº2 não poderia contrariar esse "modus" de estar e de viver dos africanos no seu meio ambiente, no seu habitat. Se é assim, que assim seja. O que quer dizer que neste assunto, que não é novo, mas sim velho de séculos. Veja-se como ficaram todos os países africanos que ao longos dos anos se foram libertando do chamado colonialismo europeu, embora agora estejam sujeitos ao neo-colonialismo africano. Mas sempre foi agradável ver de novo ruas por onde andamos e estabelecimentos da nossa infância, nesse ex-bairro Popular nº2 que, tanto quanto penso, agora está agregado e inserido na "comuna do Kilamba Kiaxi ". que segundo noticias o nosso Largo vai ser todos remodelado. Recordar, entre outras, a entrada do portão do cine São João (onde trabalhei no bar) e vislumbrar o largo onde de um lado tinha a sapataria que antes era uma peixaria, a casa de moda casa Confiança do Sr. Novo e ao fundo o Talho e a tabacaria do outro lado a mercearia do Sr, Amaro, o Bar São João do Jorge e do Matias ao fundo a casa de gelados , a Escola Primária, a Capela e a Igreja, o Proventório Infantil de Luanda, o mercado e as suas lojas assim como outros estabelecimentos.

". Num outro aspecto tèem razão, é que Luanda não era só marginal, baia e praias que é aquilo que sempre se encontra quando se pesquisa imagens sobre Luanda. Luanda era alicerçada em todo o conjunto dos seus bairros que iam desde a Boavista até à Corimba, da Ponta da Ilha até ao Bairro do Cazenga.


BANGA ZÉ

O ESTADO E O “RACIONAMENTO” NA SAÚDE!

O Ministério da Saúde e os SNS, é dos ministérios e sectores mais problemáticos do país, com um défice crónico, e que contribui grandemente para o estado a que chegaram as contas do Estado, porque engloba, enfim, um leque gigantesco de questões muito complexas, e que deveriam ser resolvidas por um processo científico, matemático, devido tratar-se de uma luta contra o desperdício e a ineficiência, que é realmente enorme. Sabermos, concretamente, quantos médicos temos; quantas horas trabalham, incluindo horas extraordinárias, e quanto custam aos cofres do Estado.

Adalberto Campos Fernandes, médico e professor na Escola Superior da Saúde Pública, sobre a polémica alusiva ao “racionamento de medicamentos”, defende que estes assuntos deveriam “acontecer no meio científico, técnico e académico e não na praça pública”. Alerta ainda para o facto, que é preciso “que os critérios de selecção de medicamentos sejam equitativos e baseados na ciência, na evidência clínica em parceria com os médicos e não contra os médicos e contra os doentes”. A “Troika” sobre a dívida dos Hospitais, diz: “…é necessário estabelecer um calendário vinculativo para limpar todas as contas a pagar aos fornecedores nacionais e, controlar os compromissos para evitar o ressurgimento de contas em atraso. Fornecer uma descrição detalhada das medidas destinadas a alcançar uma redução de 200 milhões de euros nos custos operacionais dos hospitais em 2012”. O distinto Jurisconsulto Dr. António Arnaut, o “pai” do serviço Nacional de Saúde, defende que o sistema é sustentável e deixa um aviso ao Governo: “Se tentarem destruir o SNS, vai haver um levantamento popular”. Acrescentou ainda, “que hoje, a pressão dos lóbis, dos grupos económicos que exploram a saúde como um negócio, é mil vezes superior à que existia em 78” (…) e que “a luta pelo SNS continua porque vários governos de direita tentaram sabotar a aplicação da lei”, e que “Tardaram a regulamentá-la”.

Quase dois salários mínimos, que cabe a cada português, todos os anos, para garantir o financiamento e normal funcionamento dos serviços de Saúde, que o Estado português suporta. Portugal é o quinto país da União Europeia, que mais despesa faz. Gastou, o ano passado, 9763,5 milhões de euros com a Saúde (5,66% do Produto Interno Bruto) o que equivale a dizer que, por cada cem euros de riqueza criados pelos trabalhadores e empresas em Portugal, 5,66 euros foram gastos com o Serviço Nacional de Saúde e restantes organismos públicos ligados à área da Saúde. Se estas despesas fossem repartidas por todos os residentes, cada cidadão teria de desembolsar 917 euros por ano, para sustentar este sector, o que significariam 23 dias de trabalho. “Podemos gastar menos? A resposta é sim, porque sabemos que há desorganização, desperdício, má utilização dos serviços”, quem afirma é o professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova Lisboa, Pedro Pita Barros. Ontem, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) emitiu um parecer em que defende que o Ministério da Saúde “pode e deve racionar” o acesso a tratamentos mais caros para pessoas com cancro, Sida e doenças reumáticas.

Sobre as medidas da “Troika”, o Dr. Arnaut, (um "Irmão-Maçon" que sempre defendeu os direitos humanos), disse que: “tais medidas não afectam o SNS no seu modelo actual. A Troika impõe uma redução das despesas, mas isso pode fazer-se sem que haja perda de qualidade”!

Banga Ninito

29/09/2012

A-DOS CUNHADOS



A dos Cunhados é uma freguesia portuguesa do concelho de Torres Vedras, A fundação de A-dos-Cunhados data de 15 de Dezembro de 1581 por decisão de D. Jorge de Almeida, arcebispo de Lisboa (com o aval do Bispo de Targa) depois de, em 1572 ter autorizado a celebração de missas na capela (mais tarde igreja) que tinha sido começada dois anos antes “por decisão dos moradores dos cunhados e sobreiro curvo”. e a elevação a vila aconteceu a 21 de Junho de 1995.

Ocupando uma vasta área de cerca de 45 Km2, situa-se entre o verde da paisagem rural, salpicado por inúmeras quintas e casais, e os tons azuis e esverdeados do mar. O seu território está encravado entre o oceano Atlântico e inúmeras freguesias: Silveira e S. Pedro e Santiago a Sul, Ramalhal e Campelos a Este, e Maceira a Norte. A sede da freguesia dista doze quilómetros da cidade de Torres Vedras e dez da praia de Santa Cruz.

A freguesia de A-dos-Cunhados apresenta um número significativo de quintas e de casais dispersos por toda a freguesia, acentuando a sua forte componente rural, e ainda as seguintes localidades:






Nesta freguesia existiram apenas doze moradores. Eram duas famílias e três “sem eira nem beira”. As duas famílias tinham entre si laços familiares, visto que os dois irmãos eram os chefes de família.
O nome desta freguesia era para ser A-dos-Irmãos, mas como este nome já existia, a freguesia acabou por ficar designá-la por “A-dos- Cunhados”




Se em 1527 se contavam apenas “vinte e sete vizinhos” na freguesia (que na época era formada por “Aldeia dos Cunhados, ditas do Sobreiro Curvo, Paradas e Póvoa, dita da Maceira e dita da Pai Correia com casais”), em 2001 ja habitam mais de 6936 pessoas (e a freguesia era agora formada por A-dos-Cunhados, Boavista, Bombardeira, Brejenjas, Casais do Rego, Casais da Serpegeira, Casais Vale da Borra, Casal da Barreirinha, Casal da Carrasquinha, Casal da Popa, Casal da Portela, Casal de Serpa, Casal da Varzinha, Casal das Paradas, Casal de Além, Casal do Seixo, Casal dos Feros, Casal Figueira Velha, Casal Ventoso, Louribetão, Palhagueiras, Pinheiro Manso, Póvoa de Além, Póvoa de Penafirme, Praia da Vigia, Quinta da Piedade, Santa Cruz – Pisão, Sobreiro Curvo, Vale Janelas, Valongo).


A ocupação desta zona, que segundo sabemos aconteceu desde o chamado paleolítico Antigo, está infimamente ligada à fertilidade dos solos, Principalmente os que envolvem as margens do rio Alcabrichel. Este lugar tornou-se vila em 21 de Junho de 1995.
A 1997 a Maceira é elevada a Freguesia, deixando, portanto, de pertencer à freguesia de A-dos-Cunhados.



Mapa do Concelho de Torres Vedras

25/09/2012

“ELES COMEM TUDO E...NÃO DEIXAM NADA”!

 
“…São os mordomos do Universo todo / Senhores à força Mandadores sem lei / Enchem as tulhas Bebem vinho novo / Dançam a roda no quintal do rei”…assim cantava Zeca Afonso!

Que homens são estes? Déspotas? Exploradores? Lacaios do FMI? “FMI…não há truque que não lucre ao FMI. / FMI, não há graça que não faça o FMI. / FMI, o Bombástico de plástico para si. / FMI, não há força que reforça o FMI”! “Acordai” soberanos do poder, que o POVO está na rua.

“Passar fome, não é um dever Constitucional”, disse o distinto Prof. Adriano Moreira. “O grande problema é o problema da legitimidade moral, política, e essa só existe se houver uma distribuição tendencialmente equitativa dos sacrifícios”, quem proferiu isso foi Paulo Rangel, o euro deputado do PSD.

Falta de fiscalização, falta de equidade, transparência nas contas, fuga de impostos, falta de auditorias em Empresas, Autarquias, Clubes de futebol, ginásios, e outras investigações sob a Direcção dos nossos Procuradores da República, DCIAP/DIAP, Brigada Especial da Polícia Judiciária, Agentes Especiais do Ministério das Finanças e outras Autoridades. Dou, como exemplo, esta notícia: “O Fisco Britânico, vai inspeccionar cerca de 200 mil contribuintes, cujos bens superem os 1,25 milhões de Euros. O anúncio foi feito, pelo Secretário de Estado do Tesouro do Reino Unido, Danny Alexander. Assim, foi criada uma unidade especial das Finanças britânicas, integrada por 300 Inspectores, que vai estar encarregada de vigiar estreitamente os mais de cerca de 400 mil residentes com propriedades e bens valorizados em mais de 3,12 milhões de Euros. Segundo Danny Alexander, a este número vão juntar outros 200 mil contribuintes para se certificar que pagam todos os impostos correspondentes à sua riqueza”. Ora aqui está meus Senhores, uma medida exemplar, salvo melhor opinião, que o Sr. Primeiro-Ministro deveria de imediato a aplicar, uma vez que há muitos “Lordes” (comendadores, dirigentes e comentadores políticos, desportivos, gestores, autarcas, jogadores de futebol, etc) que amealharam (e ganham) milhões em anos do “Boom Económico”. Consequentemente, era mais do que justo, que agora paguem o que devem ao Estado, para não serem sempre os mesmos a pagarem. Porque é de uma injustiça tremenda, de uma violência jamais registada, que haja grandes accionistas a beneficiarem de isenções e a desviarem o dinheiro para as “Offshores” ou para países de taxas reduzidas, e hajam centenas de milhares de portugueses a sobreviverem com salários de miséria, a sofrerem na carne, “cortes constantes” nos seus parcos recursos financeiros.

Este Executivo, “não tem um programa, tem uma agenda ideológica para cumprir e tudo fará para isso: não governa o País, cuida dos números dos credores”.
CRUZ DOS SANTOS

UMA HISTÓRIA DO MOEDAS


Nunca contei esta história por vergonha...

Acabado de chegar de Luanda convidaram-me para ir a Moimenta da Beira.
Quando me levantei e quis tomar o pequeno almoço nenhum café servia galões pela simples razão de que não tinham leite...

Foi-me sugerido que talvez fora da vila a caminho de Viseu talvez conseguisse poia a dona teria um bébé e talvez ai conseguisse o dito galão...enfim assim foi
Ao principio da noite e depois de um Café ouvi um barulho ensurdecedor de música Pimba e fui espreitar para perceber como eles se divertiam...pensei deve ser uma farra à maneira do pessoal daqui...

O meu maior espanto e desilusão foi que quando já me vinha embora e de frente para o palco não queria acreditar...eu conhecia aquela "Banda" de outros carnavais...
E mais não posso contar !!!!!!!!!!!!!!!! ( JOÃO LUIS MOEDAS )

A Barragem de Vilar é uma barragem portuguesa erguida no
rio Távora, perto da vila de Vilar (Moimenta da Beira), esta barragem serve para criar uma albufeira, a qual para além de regularizar os caudais deste rio serve para abastecer de água a central hidroelétrica de Tabuaço (destinada à produção de energia elétrica), a qual fica a cerca de 5 km da vila com o mesmo nome Tabuaço.

A albufeira de Vilar é também utilizada atualmente para a captação de água destinada ao abastecimento público de diversos
municípios da região.

Situado nas margens da Albufeira do Vilar, tem o Parque de Campismo, que está dotado dos mais modernos equipamentos de Campismo, Lazer e Desporto.

A Barragem do Vilar foi construída nos anos 60, e para poder albergar os trabalhadores da dita barragem foi feito um casario de casas todas iguais. Com todas as infraestruturas na Aldeia do Vilar em Moimenta da Beira, em que foram para lá viver algumas pessoas da dita aldeia. Com a conclusão dos trabalhos da Barragem, muitos moradores e porque não eram da região foram-se embora e deixaram muitas casas ao abandono. Foi quando em 1975 o I.A.R.N. começou a colocar os ditos RETORNADOS nas casas vagas. Um dia fui Moimenta da Beira pois a Familia Loureiro estava lá a residir em Vilar e encontro o João Luis Venâncio mais a Esposa a Isabelinha e mais malta de Luanda entre eles, alguns elementos dos Rúbis de Luanda. O Bondoso, o Chico Leite e o Claudino. O Rui Bondoso primo ou sobrinho do Bomba é funcionário da Camara Municipal de Moimenta da Beira. Naquela altura tocavam ao fim de semana para animar a população local no chamado clube da Aldeia num recinto próprio para o evento. ( INTERNET )

No ano de 2010 voltei a Moimenta da Beira e fui lá ver como estava a Aldeia do Vilar, o tal recinto virou discoteca abandonada e no local moram meia dúzia de pessoas quase todas da terceira idade. Tem mais movimento no tempo de verão.

Por isso podes contar o resto das histórias, pois se a Banda é de músicos nossos avilos que foram nesses tempos conturbados viver para essa aldeia longinqua, a quando da chegada de Luanda em 1975, e foram para ali quase obrigados, pois na altura estava dificil ter emprego e habitação.

Podes contar pois eles se calhar até vão achar um piadão, tu te lembrares destas histórias 37 anos depois ( ZÉ ANTUNES )
1975

NÓS E A MANIA DAS GRANDEZAS!


Andamos “Tesos”, porque tivemos sempre a “mania das grandezas e das fachadas”! É natural que, em obras como as realizadas no Alqueva, Centro Cultural de Belém, sede da Caixa Geral de Depósitos, com a “Expo”, auto-estradas (por todo o país), pontes, Organismos Públicos, campos de futebol, aquisição de material de guerra, incluindo carros de combate, submarinos e outros “colossais” empreendimentos, adquiriram uma dimensão apocalíptica, aos olhos de toda a Europa. Nunca se viu tanto desperdício! Precipitação, falta de planeamento, caprichos políticos, mania das grandezas e “mitologia nacional” são traços comuns a estes “grandes projetos”, que fizeram as “delícias” dos interesses económicos e tiverem o condão de “entontecer” o poder político. Como é óbvio, os custos, para o contribuinte, foram e continuam a sê-lo enormíssimos (porque há obras dessas que continuam), mesmo se os Governos e os promotores dessas obras persistirem em afirmar, que tudo será pago com “receitas próprias”. Parte dos custos de alguns desses empreendimentos, foi e ainda deve ser, habilmente transferida para o contribuinte, nomeadamente para as tais chamadas “obras colaterais”, tais como as efetuadas com a ponte sobre o Tejo, os acessos rodoviários, o alongamento, ou seja, o estender do metropolitano, o caminho de ferro, a “Gare do Oriente”, o saneamento básico, a deslocação dos petróleos e do gás nas refinarias de Sines, os transportes urbanos, os telefones e a eletrificação, quase tudo a cargo de empresas públicas. Outros custos de “viabilização económica”, que foram sempre suportados pelo contribuinte, seja por intermédio de “impostos excecionais de mais-valias” ou pela especulação fundiária, etc., tudo isso se tornou num “oceano” de despesas (custos e atrasos), que vieram sempre estimular a curiosidade da imprensa e do público.

Qual a razão, de termos cada vez mais a impressão de vivermos apanhados no seio de um poder fatal, “mundializado”, “globalizado”, tão poderoso que seria inútil pô-lo em causa, fútil analisá-lo, absurdo opor-se-lhe e delirante simplesmente sonhar em libertar-se de uma tal omnipotência que se diz confundir-se com a História?

Viviane Forrester, romancista e ensaísta francesa, crítica do jornal “Le Monde” e membro do júri do prémio literário Feminino, diz isto: “Não vivemos sob o domínio da globalização, mas sim sob o jugo de um regime político único e planetário, inconfessado – o ultraliberalismo, que gere a globalização e se aproveita dela, em detrimento da grande maioria dos cidadãos. Esta ditadura sem ditador não aspira a conquistar o poder, mas sim a dispor de todo o poder sobre aqueles que efetivamente o detêm”.

Mais palavras para quê?

CRUZ DOS SANTOS