TuneList - Make your site Live

11/12/2012

LIAMBA E SEXO


Após o 25 de Abril de 1974, o País sofreu profundas alterações estruturais nas suas componentes Políticas, Sociais e Econômicas.

Muitos dos Portugueses que até ai viviam de um modo acomodado, aproveitaram a Revolução dos Cravos para darem largas à sua, em alguns casos, abusada liberdade, e de uma forma descontrolada procederam a excessos vários como foram as ocupações “selvagens” de propriedades rurais, fábricas, instituições bancarias, órgãos de comunicação social e praticamente tudo quanto no entendimento dos “cabecilhas” dos movimentos revolucionários, eram mais que muitos, poderia dar algum lucro direto e ao mesmo tempo a uma nova classe política em formação e que necessitava de status social para se afirmar na sociedade e por outro uma nova classe; os chamados novos ricos.

O ambiente em Lisboa era muito diferente daquele a que estava habituado na calmaria de Luanda por onde me movia: a coisa era mais urbana, mais nervosa quase me sentia numa grande Capital.

Nessa época dourada ou se era fascista, ou anti-fascista e portanto assumia-se como democrata todo aquele que batia forte no peito e gritava “eu nunca fui do antigo regime”. Era o antes e o depois de 25 de Abril de 1974, mas o mais estranho era que quase ninguém assumia ter sido apoiante do regime deposto, tendo surgido assim milhares de democratas, anti-fascistas, de aviário, auto-fabricadas da noite para o dia, e que surgia de tudo quanto era canto.

Saber perdoar é realmente uma grande virtude dos homens, ou de alguns homens, mas esquecer não deve ser uma regra para ser seguida, pois quem um dia ajudou a lançar nas masmorras do regime, homens e mulheres, só pelo simples facto de pensarem diferente, nunca pode ser alguém confiável, passem os anos que possam vir a passar sobre os acontecimentos.

Para Portugal Continental ficou reservada a parte de leão de acolher dezenas de milhares de portugueses espoliados e escorraçados das antigas colônias, quantos deles nascidos já em solo de Angola, Timor, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, e que assim eram banidos das suas terras e recambiados para Portugal, na sua maioria com uma mão á frente e outra atrás, deixando para o passado das suas vidas uma memória de realizações e muitos sonhos não concretizados, com uma vida perfeitamente alterada e destruída de um dia para o outro.

O Portugal de 1975 não tinha estruturas nem condições políticas, Sociais, Geográficas e Econômicas entre outras para conseguir com o mínimo de condições absorver todos aqueles milhares de Portugueses, a quem pomposamente desde logo batizaram de “retornados”, bem como, muitos militares que passaram à disponibilidade.

Todo o país sofreu profundas transformações e Lisboa não foi exceção, na receção de muitas centenas de “novos” portugueses que vinham tentar adaptar-se ás condições do continente e por seu lado o próprio continente teve que se adaptar a esta nova realidade social e econômica.

Esta nova formula de vida que transformou Portugal de um dia para o outro num centro de acolhimento de desalojados que chegavam carregados de novas culturas e formas de vida, e obviamente como seria também de esperar, de muitos fatores nefastos para a sociedade, nomeadamente e em especial, a toxicodependência, até então praticamente inexistente em Portugal e que num ápice explodiu em termos de qualidade e quantidade.

Da simples “Maconha - Liamba”, passaram para outras ervas, para o L.S.D. para os ácidos, foi a explosão de uma geração para uma nova realidade em principio popularmente aplicada em termos culturais, mas que por detrás escondia os muitos jovens que fumavam Maconha - Liamba, tomavam os comprimidos de ácidos variados, etc, etc, e a escalada foi rápida e silenciosa, com efeitos terríficos e incontabilizáveis em termos de perdas e custos reais para o País, até aos dias de hoje, pois esta escalada nunca mais teve fim.

De forma alguma se pode acusar os alegados “retornados” pelo facto de que Portugal é um País tão igual a todos os outros em termos de toxicodependência, pode-se isso sim ter a certeza de que apenas diminuíram o tempo de surgimento e concretização desse processo de uma forma determinante.

Aquela geração, saída daqueles históricos acontecimentos, pode bem apelidar-se para alguns, sem ofender ninguém, de “Geração da Liamba e dos Ácidos!”

Enquanto em Luanda se começavam timidamente a fumar uns charros de erva; ( liamba ), nome Angolano, pois com a descolonização alguns dos retornados das províncias ultramarinas trouxeram como carga nos caixotes alguns quilos do vegetal, num país onde tinham chegado de mãos a abanar. E, de repente, a calmaria de Lisboa foi sacudida por aquela substância ilegal (cujo nome, unificador e botânico, é Cannabis sativa), que inundou a cidade em tal quantidade que nos anos entre 1975 e 1976 era mais rápido comprar erva em alguns cafés de Lisboa principalmente no Rossio do que um maço de cigarros!

Em Lisboa encontrei um ambiente diferente, não faltava o sexo. Recordo até hoje uma amiga, que estudava com uma prima minha, que na melhor oportunidade convidou o Fernando para uma ida a sua casa, que redundou numa tarde de estudos anatômicos e corporais, que culminou com a grande satisfação da sua vida, ou seja ter-se tornado mulher.

Nessa altura o Fernando teria 25 anos e a jovem adolescente 16 ou 17 e o Fernando não escondia que ficou com o ego de “macho” elevado, mas por outro lado ficou deveras constrangido, assustado mesmo, com o ocorrido, e ela maravilhada, diria mesmo extasiada como tudo tida decorrido, na verdade nessa época o Fernando já tinha tido aquelas maravilhosas lições da Espanhola, e portanto achava-se o homem mais experiente e conhecedor dos segredos de alcova do mundo. Ela não se conteve e contou para algumas amigas, tendo como resultado imediato um grande assédio por parte de outra sua colega que, ao seu contacto para esse fim, ele recusou, por manifesto medo dos resultados posteriores.

Anos mais tarde em 1986 aconteceu um encontro casual com essa pessoa, e ela acabou por me confessar que tinha ficado curiosa e frustrada, ia-se casar e que para ela, só o facto de agora poder concretizar esse seu sonho a podia de alguma forma compensar daqueles dias de tristeza passados no ano de 1976.

Lá estava o rock’n’roll (com a música brasileira e o jazz embutidos), mas, no que diz respeito a drogas, o panorama era mais pesado. Nalgumas garagens e arrumos do rés-do-chão das entradas de prédios degradados, havia gente que tratava por tu a coca e a heroína e, para grande arrepio meu – a quem as agulhas davam um terror gelado – não apenas fumada, mas injetada. E, com angústia de permeio (nomeadamente nalguns membros da família), havia depois os amigos de Angola completamente agarrados àquilo na bela idade da Juventude.

Em 1976, quando isto se passou, eu tinha 21 anos de idade, e esses foram os meus primeiros contactos com quem estava agarrado á droga ( Zé Huila que era empregado bancário em Sá da Bandeira e deambulava pelo Rossio embrulhado num cobertor e já só se alimentava com um bolo de arroz esfarelado e metido dentro de uma garrafa de coca cola, já falecido no ano de 1981, eu e mais amigos conversávamos sobre isso, e se aquele caminho seria um caminho tão legítimo como qualquer outro para se chegar à idade adulta, à sabedoria, sabe-se lá onde... Nem nós sabíamos bem por onde ir nem de que era feito o mundo. O Toguta que diambulava ali nas tascas da Rua do Arco Bandeira, sempre pedrado, uma vez vi-o tão pedrado que comia uma maçã, bebia uma cerveja, dormia em pé e arrumava carros, e sempre que tinha 500 Escudos até de táxi ia a meia Laranja no casal Ventoso comprar a dose, faleceu em 2006.

Os metralhas que arranjaram maneira de vender e consumir, eram três irmãos e um deles matou o próprio irmão à facada já nos idos anos de 1983, os outros dois faleceram em 1985, nesse ano também faleceram os irmãos o Tico e o Teco, filhos de uma ilustre família vinda de Angola que moravam no Estoril.

Disso tudo fizeram parte os excessos (de drogas leves e duras e álcool), avilo da Vila Alice, tivesse os defeitos que tivesse, o Tó Zé ( c…. de égua ), esteve no Canadá, voltou em 2009, as impurezas das drogas duras, muitas vezes misturadas com outros produtos, sobretudo quando injetadas, entopem o filtro que é o fígado. O facto de se usarem agulhas, muitas vezes em condições de esterilização duvidosa e partilhadas com outros, atrai o vírus da hepatite C, doença que deixa marcas permanentes no fígado e o torna num tecido cicatricial que vai perdendo a habilidade de filtrar seja o que for. Ah! e o álcool, a tequila – por exemplo, faz um efeito sobreponível ao da hepatite C: transforma um organismo vivo e vital para nos livrar das impurezas que o nosso canastro produz num courato sem préstimo, parecendo uma isca requentada de roulotte de porta do Campo Pequeno. Por todos estes excessos, que se potenciam uns aos outros, o fígado do Tó Zé deu o berro, é hospitalizado em 2010, e de um modo tão definitivo que tiveram de fazer uma cirurgia e trocar o fígado por outro, mas houve rejeição e faleceu.

No caso concreto da cidade de Lisboa, na segunda parte dos anos 70 as escolas tornaram-se um alvo apetecível para espalhar uma cultura de alegada modernidade, que vinha acompanhada de novos ritmos musicas, novas modas de vestuário, uma auto-colonização a nível da linguagem, a que a memória desses tempos não mata expressões como: Maningue, Bué, Avilo, Yá meu, Fixe, Bunda, Frique, Ok; e uma abertura a novas realidades de convívio social com a importância da “curtição” como polo determinante da sociabilização entre os jovens, quem não se adaptava a estas novas regras de convivência e conduta adotadas pela maioria era logo designado como “careta!”

Nesta época tornou-se perfeitamente normal, “curtir”, ou seja namoriscar com várias garotas ao mesmo tempo, e em especial as mais atualizadas/modernizadas, já iniciavam a utilização dos meios anti-concetivos para não existirem novidades, por outro lado alteraram-se profundamente os hábitos de decisão e muitas vezes as jovens decidiam por sua livre iniciativa levar um relacionamento afetivo mais além em termos de liberdades, consumando o ato com quem elas decidiam ser o “macho” mais adequado para esse importante passo nas suas vidas, e quantas vezes nós os potenciais “Machos Latinos” ficávamos como que encavacados com alguns convites mais ousados, que a nossa mentalidade da época mandava ter prudência para evitar novidades indesejáveis de formação de famílias de um modo precoce.

Com a chegada dos jovens das ex-colonias chegaram também ás escolas os novos hábitos do tabaco e da bebida com fartura.

Na bebida misturavam-se refrigerantes para atenuar as largas quantidades de álcool, especialmente encontradas no vodka que se diluía em sumo de laranja em quantidades generosas, de acordo com os resultados a obter, desde que fosse ingerido com fartura.

No tabaco misturavam a “maconha” de um modo que só mesmo o cheiro intenso e de alguma forma adocicado deixava transparecer a preparação para uma passa, que corria de mão em mão dos apreciadores.

Um largo grupo de amigos da minha geração derrapou nesta “nefasta” nova realidade sócio-cultural, e se alguns conseguiram de alguma forma acautelar o seu futuro e jogar com a realidade, outros infelizmente entraram nesse túnel escuro e húmido de onde nunca mais conseguiram sair, continuando a viver muitos deles dentro desse pesadelo como foi o caso do já citado Zé Huila, um autentico farrapo humano, que vivia “vegetava” de esmolas e deambulava ali no Rossio só com um cobertor a servir de roupa.

Outros companheiros de juventude, conseguiram gozar a vida à sua maneira e manter posteriormente uma distância considerável desse sub-mundo, com uma postura correta e normal perante a sociedade, tendo vivido esse período pós vivencia atribulada de um modo normalíssimo.

Felizmente que a maioria dos nossos amigos, nem sequer chegou a entrar por esses caminhos, da descoberta das luzes brilhantes e vindas do além diretamente para a imaginação de cada um, dos fumos que davam “Bué de pica”, das passas que deixavam entorpecidos os músculos e os sentimentos, e os únicos vícios que realmente nos levaram a andar muitos dias e noites nas “borgas” foram a loucura pelo futebol, pelas garotas, e por uns bons petiscos acompanhados por umas boas canecas de cerveja bem fresca.

Nenhum de nós pode esquecer que de qualquer forma pertencemos a esta geração construída debaixo dos efeitos da Revolução dos Cravos e da Liamba que chegou em quantidades industriais trazidas da África Colonialista, e que tudo isto nos ajudou a formar e nos tornou nos homens que hoje somos e que quando olhamos para trás realmente como que se nos torna o passado florescente aos nossos olhos, mas pelas melhores razões, de saudades de uma infância e juventude muito bem vivida, apesar de todas as condicionantes que circulavam em nosso redor.
1976

02/12/2012

AVENIDA DA LIBERDADE



A Avenida da Liberdade, liga a Praça dos Restauradores à Praça Marquês de Pombal e é considerada um dos lugares mais elegantes da cidade de Lisboa, ponto de eleição de escritórios, árvores centenárias, lojas de moda de renome internacional, centro de cortejos, festividades, manifestações e local de passagem de milhares e milhares de trabalhadores diariamente.
Após o grande terramoto de 1755, foi este o local eleito pelo Marquês de Pombal (Ministro do Rei D. José I na altura do terramoto, que estabeleceu todo o plano urbano, reconstrutivo e reorganizativo da cidade) para favorecer a classe que muito cooperou para o seu plano urbanístico, criando neste espaço, mais propriamente na área ocupada pela parte inferior da Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores, o então chamado “Passeio Público”, rodeado por muros e portões por onde só passavam os membros da alta sociedade. Lugar de eleição da elite nobre e burguesa, teve os seus muros derrubados em 1821 aquando a subida ao poder dos Liberais, que assim fizeram jus ao “Público” deste Passeio, tornando-o aberto a todos.

A Avenida que hoje se pode ver foi construída entre 1879 e 1882 no estilo dos Campos Elísios, em Paris, compreendendo cerca de 90 metros de largura e pavimentos decorados com padrões abstratos, sendo hoje em dia a 35ª avenida mais cara do mundo, conservando alguns dos seus edifícios e mansões originais, e repleta de hotéis, cafés, teatros, universidades e lojas de luxo.

Muitos dos edifícios originais da avenida foram sendo substituídos nas últimas décadas por edifícios de escritórios e hotéis. Hoje a avenida ainda contém edifícios muito interessantes do ponto de vista artístico e arquitetónico, sobretudo do século XIX tardio e século XX inicial. Há ainda estátuas de escritores como
Almeida Garrett, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho e outros, e um Monumento aos Mortos da Grande Guerra (Primeira Guerra Mundial) que foi inaugurado em 1931, obra de Rebelo de Andrade e Maximiano Alves, e que se situa perto do Parque Mayer.

Concedendo agradáveis passeios por entre árvores centenárias, fontes e esplanadas magníficas, encontram-se ainda alguns monumentos, como o de homenagem aos que morreram na Primeira Guerra Mundial.

A avenida da Liberdade é ainda o palco principal dos desfiles tradicionais das festas da cidade que se executam na noite de véspera da festividade de
Santo António de Lisboa (noite de 12 para 13 de junho), em que os bairros de Lisboa competem entre si pela "melhor marcha". Texto retirado da net.

E foi nesta avenida que vivi no nº. 141, hoje 131 da Avenida da Liberdade, pois na época o 131 era a entrada da Loja de eletrodomésticos Dardo, 139 a entrada da tabacaria, o 141 a entrada para o Prédio Ala Sul e Ala Norte, o 143 era A Ginjinha da Avenida, 145 e 147 era da Loja de eletrodomésticos Dardo, antes ainda de eu residir neste prédio e no ano de 1970 a quando de umas férias em Lisboa o que é hoje o Hermenegildo Zegna era o Café Lisboa onde se reuniam as várias tertúlias dos teatros do Parque Mayer e mesmo das touradas, frequentei muito esse famoso café.

Quando do Retorno a Lisboa devido à descolonização das colónias, por intermédio da comissão de moradores de São José e Madalena, fez-se um contrato de Arrendamento, com a minha mãe para vivermos no 5º andar lado Norte do dito Prédio, ficou acordado em contrato próprio da Junta de Freguesia, que a renda seria de 60 Escudos, e fez-se esse contrato para se puder requisitar os contadores da Água e da Eletricidade, mesmo assim teríamos que ter um fiador que foi o meu tio Martins que na altura tinha uma mercearia na rua de Santo António da Glória, andamos a pagar a renda durante dois anos á ordem do Juiz do Tribunal Civil de Lisboa, na Caixa Geral de Depósitos no Largo do Calhariz, pois os proprietários eram os Condes de Lafões e tinham o Edifício hipotecado, as lojas, a pensão e os moradores assim como o Porteiro não sabiam no que iria ser o futuro do Prédio. Como o prédio precisava de obras e não havia proprietário tinha que ser os inquilinos a fazer as obras, lá fomos arranjando os vidros das janelas as portas e o telhado, a quando do verão quente de 1975 depois de ter colocado alguns vidros nas janelas, eis que rebentam duas bombas em frente ao Hotel Vitória onde estava sediado o Partido Comunista Português, tendo os vidros que eu tinha colocados e mais alguns se estilhaçado, lá se gastou mais um pouco de dinheiro que era pouco na altura, para se repor novamente os vidros nas janelas. Vivi no Prédio até 1986. Nesse ano recebi uma missiva do Tribunal a dar a noticia que a Caixa Geral de Depósitos ia por o prédio a leilão, o que veio a acontecer, tendo o Espanhol dono do Restaurante a “ MÓ “ na rua da Madalena ganho com a melhor proposta, dizem que foi de 400 mil contos na altura, hoje seriam 2 milhões de euros. Como nesse ano já tinha comprado casa no Cacém e ficou lá a viver o meu amigo Zé Banqueiro, ele teve que sair e recebeu uma casa com uma renda de 20 mil escudos e foi viver para a Rua da Glória.

Passados seis meses, o prédio foi vendido a uma empresa espanhola atual proprietária do Edifício a “REVILHA” pelo dobro do preço, que elaborou logo um projeto de remodelação do Edifício, e no ano de 1988 começaram as obras tendo sido concluídas em 1991, onde se instalaram vários escritórios, e entre eles o famoso ABN AMRO BANK Banco da Holanda, ocupando o 4º 5º e 6º Pisos, curioso em Outubro de 1998 fui trabalhar para esse Banco no 5º Andar e claro estava diferente pois era um open espace e eu dizia aos colegas “ pois é amigos vivi aqui neste andar todo, meu filho andava aqui de bicicleta”, eles riam-se.

De lembrar que sempre que alguns dos meus amigos se deslocavam a Lisboa pernoitavam em minha casa pois a dita tinha 11 assoalhadas e era uma festa receber as amizades.

                                    Vivi  no 5º andar  Avª da Liberdade 141 Norte
                                                          de 1975 a 1986 )

1986

KISSAMA



Quem viveu em Angola conhece ou ouviu falar no Parque Nacional da Kissama. A 75 km a sul de Luanda, o Parque Nacional da Kissama tem uma área total de 9600 km². Os seus limites são, a norte o rio Kwanza, desde a sua foz até à Muxima; a sul o rio Longa, entre a foz e a estrada de Mumbondo a Capolo; a oeste a linha da costa entre a foz dos rios Kwanza e Longa; e a leste a estrada que vai da Muxima, Demba Chio, Mumbondo e Capolo até ao rio Longa.
A estrada que leva ao parque é a mesma de que vai para a Barra do Kuanza, para a praia do Cabo Ledo. Logo depois de atravessar a ponte que cruza o rio Kwanza entramos numa estrada de terra, são 40 km. A primeira metade é terra batida, uma boa estrada, mas na segunda metade andamos por uma picada estreita que nos leva até o portão de entrada da reserva.

                                              Picada de terra batida (Foto tirada da net )



Atualmente o Parque conta com um estabelecimento para visitantes, uma pousada e vários bungalows, Que saudades!!!

                                             Entrada do Parque (Foto tirada da net )

Após o portão já é possível ver uns veadinhos pelo caminho. À chegada reuniam-se as pessoas e iniciava-se o passeio.
Logo se lia  nas tabuletas que existiam em certos lugares



 
                                            Vista do Parque (Foto tirada da net )

Subia-se para os Land Rovers  e começava-se  o passeio pelo parque. Vegetação alta, imbondeiros por  todo lado, de todos os tamanhos e formas diferentes. Logo de início avistava-se uns golungos (veados),  que estavam  em abundância no parque. Eles ficavam  a olhar  para nós como se estivessem a fazer posse para serem fotografados.
                                          Golungos ( veados )

                                             Golungos ( veados )


O ponto alto dos passeios eram as girafas, encontravam-se normalmente em grupos, comendo a folhagem das árvores. Os machos sempre a olhar para nós como que a  proteger a sua família. Éra realmente muito diferente ver um bicho destes livre na natureza, muito melhor que os ver no  zoológico.

                                               Girafas

                                             Girafa

Vai-se vendo os  elefantes, alguns deles protegendo-se  do forte sol que se faz por aqueles territórios, Também existiam zebras no parque que pachorrentamente iam  aparecendo.

                                  Elefante


O parque possuía  uma grande variedade de aves. Na estação chuvosa de Angola (Novembro a Abril) as margens dos rios Kwanza e Longa ficavam repletas de aves aquáticas como flamingos, garças, patos e pelicanos. Via-se a passarada de toda a especie desde rabos de junco,  viúvinhas e aos catetes.

                                           Ave exótica

A verdade é a seguinte, era uma boa aventura fazer um safari fotográfico durante 2 a 3 horas e se tivesse-mos  num dia de sorte poderíamos  ver elefantes, girafas, zebras, avestruzes, vários antílopes (Gunga / Olongo entre outras), gnus e muitas espécies de aves. Na Kissama, poderiamos  admirar a  beleza  do que a nossa vista alcançava.

                                 Rio Kwanza e Kawa

Contam que durante a guerra as populações  que fugiam das províncias, e no seu caminho   para  Luanda, começaram a caçar os animais e entre eles os elefantes para vender o marfim.  Uma judiação com os bichinhos, mas como repreender refugiados de guerra?

                                  Baobá ( Imbondeiro )

Em 2001  a  “Operação Arca de Noé” entra na segunda fase – Cinquenta espécies de animais, entre elandes, elefantes, girafas, zebras, gnus e avestruzes, já se encontram no Parque Nacional da Kissama, provenientes do Botsuana, no quadro da segunda fase do programa de repovoamento animal, denominado “Operação Arca de Noé”. Segundo o diretor do parque, Dr. Omar Karim da Silva, a continuidade de reabilitar e repovoar o parque assenta fundamentalmente no intuito de preservar a fauna selvagem, por um lado, e a defesa do ecossistema, por outro. O responsável da Fundação Kissama adiantou ainda que as espécies animais que nesta fase estão a constituir o repovoamento são oriundas da África do Sul e do Botsuana, pelo fato destes países terem excedentes de fauna que oferecem condições de rápida adaptabilidade ao solo angolano. O Parque Nacional da Kissama foi reaberto oficialmente no mês de setembro de 2000, e conta neste momento com aproximadamente cem espécies de animais estando prevista a chegada nos próximos tempos de mais uma vintena de animais, entre eles répteis. (EBONet)

2005




ALMOÇO DA BOAVISTA 2012



10º.Almoço-convívio dos antigos trabalhadores do Posto de Manutenção da Boavista em 17-11-2012.



Primeiro recebo o telefonema do Sousa depois o mail do Artur a convidar-me para este almoço convívio que se realizou no Restaurante Taverna da Cruz em Outeiro Livração, um Convívio de uma forte, longa e sã CAMARADAGEM e de uma Amizade desmedida, inexplicável, ornamentada de muitas saudades sentidas, ao longo de todos estes anos de separação!

Dirijo-me para Santa Apolónia e viajo no Alfa, chegado ao Porto Campanhã, recebo a noticia que por motivo de greve dos Maquinistas aos feriados e horas extraordinárias o comboio que me levaria à Livração fora suprimido, já com mais companheiros resolvemos ir no comboio seguinte que ia só até Caide, fizemos o resto do percurso em carros de amigos e de taxís até ao Restaurante.

Por causa destes atrasos o almoço só foi servido ás 14 h 00. A comida estava deliciosa. O silêncio manteve-se durante a operação do enchimento das barriguinhas. O vinho verde tinto e maduro tinto, caia nos copos e dali para as goelas sedentas. Libertada as vozes, entrou-se na animação, o que é natural quando nos damos bem com o “ Baco “. De salientar que fomos servidos pela dona Bina, que para connosco teve um carinho e um pedido de desculpas pelo atraso ao qual era alheia, o que compreendemos todos.

Claro que este almoço se atrasou e na espera, num momento de boa disposição eu levantei-me e comecei com ar solene a recordar algumas passagens pelos tempos idos enquanto trabalhei no Posto de Manutenção da Boavista.

E comecei por recordar os famosos torneios de futebol de cinco que se realizavam no Clube Ferroviário de Campanhã e quem neles participava:
Principalmente num em que eu fui à baliza e como nunca tinha sido guarda redes sei que eles remataram só nove vezes e marcaram nove golos, nós rematamos trinta e tal vezes e marcamos seis golos, nessa equipa o Posto de Manutenção da Boavista fez alinhar os seguintes craques:

Guarda redes - Zé Antunes ( Vidraças )
Defesa -Arménio ( Estratega )
Defesa - Jaime ( Carraça )
Avançado - Leal ( Porca Russa )
Avançado - Carvalho ( Matrecos )

Suplentes
Leal ( Flach Gordon )
Álvaro ( Lu )
Carlos ( Matumbo )


Nesta embalagem lembro os companheiros que estiveram presentes

Azevedo ( Perninhas )
Américo ( Xasco )
Machado ( Finto )
Ernesto ( Fumaça )
Artur ( Vira Latas )
Gaspar ( Fantasma )
Teixeira ( Xanquinhos )
Aires ( Padreco )
Inácio ( Cagalhão )
Alves ( Maluqueira )
Coelho Eletricista ( Milongas)
Tavares
Faria ( Cigano )
Sevilha
Sousa ( Estufa )
António Silva ( Variações )
Coelho Serralheiro ( Pissas )

Pinheiro

E dos que não puderam estar neste convívio, por já não estarem entre nós.

Teixeira ( Cascão ) falecido
Arlindo ( Jandril ) falecido
Adriano falecido
Guedes falecido
Xavier de Oliveira ( Pilecas ) falecido
Outros por variadíssimas razões que também não compareceram
A Filha do Teixeira que era presença assídua nos Almoços, este ano esteve ausente.

O Luis ( Careca ) que também este ano não esteve presente
Batista ( O Seco )
O Adão ex - electricista de sinalização da Refer
O Santos ( Moina ) ex revisor de material
O Davide ex - soldador
O Lima Operário
O Passos ex - Chefe da Boavista
O Chefe Fernandes
O Espanhol: Galiza, também este ano não esteve presente
O Miguel. ( Corvo ) também não esteve presente

Todos os outros convivas foram ex- ferroviários, e foi a primeira vez que fizeram parte deste almoço.
Neste almoço estranhei não se falar de doenças, próstata, etc, devia ser da fome.

Uma das histórias foi contada pelo Alves maluqueira que se empolgou quando se recordou que levou 10 minutos das oficinas, da Boavista até à estação de São Bento e que ele até por cima dos passeios fugia dos semáforos a vermelho e que só se viajava uma vez, não havendo coragem para repetir.

Eu a chegada a Penafiel

Quanto à história em Penafiel foi contada pelo Artur assim:

Quando o Alves chegou a Penafiel, o Artur já estava à espera do Comboio, e então o Alves começou a berrar pelo vira latas, depois a sede era tanta que começou a dizer quero água e começou a correr para comprar uma garrafa de água, só que já não teve tempo para ir comprar a garrafa da água, o Artur como foi tirar uma foto à cauda do comboio que os iria levar a Porto Campanhã, entrou na última porta e ficou por ali sentado só por isso! Depois veio o Ernesto para fazer companhia ao Artur e ler o jornal, momentos depois também se juntou o Alves, a perguntar porque é que o Artur tinha fugido lá para trás, mas ficou sem resposta! Depois quando o Artur se foi despedir dos Amigos. O Artur disse-lhe: quem bebesse do vinho dele, faria efeitos na sua cabeça, e logicamente na sua bexiga, obrigando as pessoas a correr constantemente para o urinol ! Mas este que bebes-te no almoço subiu-te á cabeça e o efeito está à vista !! Imaginem a risada que provocou!! Agora depois de o Artur sair na Estação de Ermesinde não soube mais nada do que se passou!

O Inácio deu boleia para Penafiel a alguns companheiros e quase não embarcavam no comboio, porque andou a passear com eles a mostrar a zona e as curvas foram tantas, que ficaram mal dispostos.

Mais umas larachas daqui e dali e pelas 15H30 deu-se a debandada geral, pondo fim a este 10º encontro gastronómico e báquico de bons amigos. Eu vim diretamente com o Azevedo e mais um amigo para Campanhã afim de viajar no comboio alfa 126 que saiu a tabela 16h47 de Campanhã tendo chegado a Lisboa Santa Apolónia na hora programada.

No Almoço


ABRAÇÃO A TODOS

2012

A FLORESTA DA ILHA DE LUANDA



A Floresta da Ilha era um dos mais pitorescos locais de Luanda, procurado por milhares de pessoas, sobretudo aos fins-de-semana, para mergulharem nas águas tranquilas da baía e fazerem piqueniques à sombra das casuarinas, e de muitas palmeiras que ali tinham sido plantadas.

Os carros só podiam entrar no perímetro da Floresta com uma autorização especial, passada pelos Serviços de Agricultura.

Edgar Valles e a mulher Maria Lúcia Dias Valles, um casal de goeses. Que moravam na Floresta da Ilha de Luanda , Tinham três filhos Edgar Ademar, Sita Maria e Edgar Francisco. Fui ao casamento do Ademar em Dezembro de 1973 na Floresta, do casamento com a Isabel Penaguião nasceu o Frederico.

Engenheiro agrónomo integrado nos quadros dos Serviços de Agricultura e Florestas de Angola, O casal eram amigos dos meus pais e foi por intermédio do Sr, Edgar que minha mãe solicitou e obteve a Carteira para poder entrar, sair e circular pelo perímetro do Parque da Floresta da Ilha de Luanda.

Cartão de acesso ao Parque Florestal da Ilha de Luanda

Para as pessoas, a entrada era livre. Mas havia guardas em permanente vigilância. Era proibido fazer fogueiras, colocar lixo no chão ou cortar ramos das árvores. Quem não cumpria era expulso pelos vigilantes.
A Floresta tem um papel importante na Ilha de Luanda: impede que os ventos dominantes levem para a contra costa toneladas de areia que se depositam na estrada. Por isso, eram plantadas novas árvores todos os anos, para que a cortina vegetal fizesse as suas funções de proteção da estrada que atravessa toda a ilha.

Floresta da Ilha de Luanda


.

Floresta vista da Contra Costa

1967

HISTÓRIAS DA ESCOLA PRIMÁRIA


O meu contacto oficial com as primeiras letras foi feito na Escola Primária nº. 176 no Bairro Popular nº 2 , onde muitos de nós vivíamos. Nos dois primeiros anos, tive como professora uma respeitável senhora, Dª Fernanda, disciplinadora à moda antiga, exigente e, diga-se em abono da verdade, com alguma tendência para o castigo físico. Exageradamente, acrescento.

Dª Fernanda tinha um Fiat 600 em que as portas abriam de frente para trás e a garotada ficava à espera que ela chegasse para a ver sair do carro, ela de saias ou mesmo de vestido, claro está que a garotada queria era ver cinema à borla e Dª. Fernanda , do “alto” do seu 1,60 m de altura, impunha a disciplina à custa da “famigerada” “menina dos 5 olhos” que não era exatamente uma régua, tal a sua parecença com uma bolacha de madeira, artesanal, pesada e, sobretudo, dolorosa! Assim se castigava quem, por incapacidade, distração ou indisciplina, não agradava à professora.

São muitos os episódios que retenho desse tempo, desde a lousa de ardósia, à caneta de madeira e aparo, às carteiras com o tinteiro a meio, às brincadeiras e às primeiras “futeboladas” no recreio, à cabeça que parti ao Figueiredo (Fritas) com uma pedra mal direcionada, outra com umas setas de capim espetei uma na perna do João ( Bala ), ao respeito (ou seria medo?) que a presença da Professora Amélia (diretora da Escola) inspirava, em cada brincadeira que causasse danos físicos era chamado à Diretora, Lá ia eu a tremer como varas verdes, depois de uns raspanetes, tudo ficava bem.

Mas há um episódio para mim extremamente marcante e que hoje, à distância destes anos todos, revivo com muito pormenor. Estávamos no recreio já na 4ª classe e numa brincadeira daquelas dos miúdos se exibirem, o José Pacavira estava a equilibrar-se no muro da escola e eu vá lá saber-se porque, empurrei-o. Ele estatelou-se no chão e partiu um braço. Naquele tempo o respeito pelos professores era uma regra a ser considerada com extrema exigência e, por conseguinte qualquer “mau ato ou desrespeito” seria, com toda a certeza, objeto de intervenção “régual”. Daí o meu natural constrangimento quando fui chamado ao gabinete da Diretora que era minha professora da 4ª classe, entrei e lá vi a menina dos 5 olhos !

Começou o inquérito, pergunta daqui, pergunta dali, e eu calado sem dizer nada, cheio de medo do que me iria acontecer.

Às tantas, esgotada a paciência da Dª Amélia, que nem era muita, apercebo-me que a “menina dos 5 olhos” se preparava para entrar em ação, o que veio a acontecer, mas não da forma habitual. Eu, que me encontrava de pé, ela pega na minha mão e poisa a dita cuja e diz :

Para a próxima levas mesmo quero é juízo nessa cabeça e que não volte a acontecer nada semelhante.

Foi um alivio, e desde essa altura comecei a ter mais concentração nas brincadeiras com os colegas. Resultado, o José Pacavira foi para o Hospital acabando o ano letivo de braço ao peito.

Felizmente no ano seguinte, alguns de nós fomos para a João Crisóstomo, outros para o Liceu Salvador Correia e quase todas as meninas para o Liceu Feminino, para continuarmos os nossos estudos.

Outros tempos, outros métodos de ensino, outras formas de lidar com os nossos professores… nada comparável com os tempos atuais.

1967

BRUNO I



No meu casamento com a Marinha e de estarmos mais ao menos estabilizados na questão dos empregos, eu a trabalhar na C.P. e a Marinha na Darfil, trabalhando eu em Mirandela e a Marinha em Guimarães.

São – Bruno – Zé Antunes

Decorria o ano de 1980 nasce o Bruno precisamente no dia 15 de Abril. Com uma infância até 1983 com os avós maternos, regressamos a Lisboa, e de 1983 a 1990 esteve na Associação Pró-Infância Santo António, frequentando a Escola Primária nº 26 nos Anjos, Poderia contar muitas histórias da infância do Bruno, mas cito esta por ser bem caricata e ter deixando a Marinha bem preocupada. Nessa época a Marinha trabalhava no Centro Comercial Gália eu já em Santa Apolónia, mas tinha um part-time no restaurante “O Galo” na Rua do Salitre junto ao Parque Mayer. A Marinha foi buscar o Bruno aos tempos livres, à Associação Pró-Infância Santo António, descem as escadas para o Metro do Intendente e a Marinha distrai-se com a lojinha dos chineses que existia na altura na Estação, o Bruno na rotina diária entra na composição do Metro e sai na Estação da Avenida da Liberdade, e vem ter comigo, calado, mas mesmo muito calado para o que era habitual, senta-se num canto do bar da parte de dentro do balcão, como que a esconder-se, pergunto pela mãe e ele diz que já vem ai, pergunto se quer comer e diz-me que não tem fome, mas com a convicção que tinha feito asneira, tudo bem, continuei a trabalhar, nesse entretanto está a Marinha e já a policia a procura dele, toda aflita, pois foram uns segundos de distração, e vem ter comigo e na entrada da porta do Restaurante diz: Zé o Bruno desapareceu, sorri e disse: o Bruno está aqui! A Marinha com uma expressão de raiva, mas mais de alivio diz: Meu maroto estou aqui preocupada pois nunca mais te vi, a partir de hoje não sais mais de ao pé de mim, que esta situação não se repita!

Tendo depois até 1991 frequentado a António Sérgio e a Gama Barros onde concluiu o 12º ano de escolaridade. Teve o seu tempo da prática de Futebol de 1994 a 1997 , no “Sol nasce para todos” depois o “Atlético do Cacém” e mais tarde o “Real Massamá”

No ano de 1996 ou 1997 depois de assistirem a um jogo de Futebol Portugal – Alemanha deslocando-se com uns quatro ou cinco amigos para a Estação de Comboios de Benfica, um grupo de uns 15 indivíduos jovens todos felizes por Portugal ter ganho fazem uma barreira aos putos que vendo-se encurralados e ameaçados com armas brancas, tiveram que se despojar do que tinham de mais valor: casacos, sapatilhas e dinheiro, o Bruno ficou sem um casaco de penas de pato que na época custou muito caro.

Começando o seu vinculo profissional em 2000 no Ministério da Educação, onde se mantem até a presente data no I.S.C.T.E

Teve uma motinha acelera, que se fazia transportar nas suas saídas tanto para a escola ou outro sitio, vendeu-a ao primo Carlitos, depois mais tarde teve um automóvel.


Opel Corsa 2002

Certa vez dormia eu um belo sono quando as cinco horas da manhã toca o telefone meio a dormir meio acordado atendo e o Bruno com uma voz calma diz! Pai tive um acidente, despistei-me, eu estou bem, o carro é que não. Ok disse eu chama o reboque da Assistência em Viagem que já ai vou ter contigo. Chegado ao local apercebi-me logo da situação e dos estragos do automóvel, triangulo da Suspensão direita torcida, chegada do reboque carregar o veiculo e levá-lo para a oficina.

Depois de o Bruno conhecer a Sofia e estando a viver como casal á vários anos, eis que em 2010 mais propriamente no dia 04 de Agosto nasce a Beatriz, que é um encanto de neta, esperando que ela cresça com saúde. Foi um dia muito feliz para os avós e mais ainda quando no dia 29 de Maio de 2011 se realizou o seu batismo e simultaneamente o casamento do Bruno e da Sofia.


Beatriz Lopes Gonçalves Batismo da Beatriz

2011