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19/12/2012

SANTA CRUZ

Diz-se que Santa Helena apareceu em Santa Cruz e que foi vista pelos monges cistercienses.
Como Santa Helena guardou pedaços do madeiro da Cruz em que Cristo foi crucificado - as Santas Relíquias - durante a sua vida, e foi mãe do Imperador Constantino (o primeiro Imperador cristão do Império Romano), deu-se à terra o nome de “Santa Cruz”.
Assim, Santa Helena é padroeira de Santa Cruz.
A aparição deu ainda nome à praia da Amoeira porque, segundo contaram os monges que testemunharam a aparição, Santa Helena tinha uma expressão triste e amuada.


Praias Atlânticas de Rara Beleza Natural

Talvez pela rara beleza natural das suas praias, Santa Cruz é uma das estâncias balneares mais concorridas na região do Oeste.

Santa Cruz e os seus arredores são dotados de um conjunto de praias, quase todas formadas por extensos e dourados areais, envolvidas por majestosas arribas. Estas escarpas, formadas por sedimentos argilosos, vermelhos e acinzentados, ora cobertas pelo verde da vegetação ora a descoberto, envolvem os banhistas num quadro natural de excelsa beleza. Atraídos por estes encantos são aos milhares os turistas que se estendem por estes imensos areais, buscando momentos de repouso e delazer.

O mar e o vento podem por vezes fustigar agrestemente o areal, mas estes de tão extensos e muitos deles abrigados pelas arribas, aconchegam os corpos ávidos de sol. Paraíso para os surfistas que com tão fortes argumentos encontram aqui as condições naturais para a prática da modalidade.

Durante a época balnear e, em especial no mês de Agosto, Santa Cruz chega a ter uma população residente que ronda as 40.000 habitantes. Nos fins-de-semana solarengos, seja verão ou inverno, principalmente aos Domingos à tarde, várias centenas de pessoas que vivem nos arredores não dispensam o seu passeio dominical a Santa Cruz.


 Para saber mais clic As Praias


Praias Atlânticas de Santa Cruz à praia  Azul

2010



18/12/2012

RECORDAR É VIVER



Lembras-te desta velhinha nota de 100$00 ?

Então recorda-te do que tu e podias fazer com ela, há cerca de 40 Anos...

Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim 20$00

Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração) 10$00


Bebíamos 2 ginginhas no Rossio 3$00

Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos
 6$00

Jantar no Parque Mayer (Sardinhas Assadas) 17$50

Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque 16$00

Telefone para casa  para dizer que tínhamos perdido o último transporte  1$00

Dormir numa pensão com peq.-almoço incluído  25$00

O resto da nota dava para ir de carro eléctrico 1$50
  Total 100$00

Hoje ... 100$00 são € 0,50 e dá para uma simpática gorjeta !

Os tempos são outros, diferentes realidades, Que saudades, será que esta notinha ainda volta ????

António Aleixo já dizia

Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que ás vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência

ZÉ ANTUNES

2011

PÒVOA DE PENAFIRME



Um dia andavam uns pescadores à pesca no mar, até que se levantou um grande temporal acompanhado de nevoeiro e eles perderam o rumo de terra, ficando à deriva durante alguns dias. Debaixo de grande aflição fizeram algumas promessas. Uma delas, a de que se pusessem os pés em terra firme, essa terra ficaria a chamar-se “Terra de pé firme”. Assim aconteceu. O nevoeiro passou e eles começaram a avistar terra. Então conseguiram desembarcar e fizeram o que prometeram. Dizem que foi assim que nasceu o nome desta terra. Primeiro chamou-se “Terra de pé firme e depois de algumas alterações ficou com o nome de “Póvoa (fica à beira-mar) de Penafirme”.


           As Ruínas do Convento de Penafirme


“Convento velho” é o nome pelo qual se designam as ruínas do antigo convento que marcou profundamente a história de Penafirme. Segundo consta na tradição, o mosteiro foi construído neste local ermo de Penafirme devido aos constantes ataques que os monges sofriam dos muçulmanos da vila de Torres Vedras e que havia sido edificado em honra de Santa Rita (derivando talvez daí o nome da actual praia), sendo, Santo Ancieno, um eremita alemão da Ordem de Santo Agostinho, que fundou o convento, dedicando a Nossa Senhora da Graça, cerca do ano de 840.

Todavia, com o decorrer do tempo os efeitos provocados pela proximidade do mar e a movimentação das areias, obrigaram a construção de um novo convento, que veio a ser erguido um pouco mais afastado da praia. É este o actual convento novo, que se julga ter começado a sua construção no ano de 1547 e que terá sido concluído em 1639, sendo ainda melhorado ao longo da primeira metade do século XVIII. Por esta altura, o mosteiro era um reflexo da pobreza em que viviam os religiosos: era mais pequeno que um mosteiro de padres capuchos com celas muito pequenas e tectos muito baixos, o claustro tinha um só andar, a igreja era pequena, e somente esta e a sacristia tinham cobertura. É então que em 1735 se dá a fundação da 3ª edificação, sob o impulso do provincial frei António de Sousa, da Casa de Távora.

Depois de 1755, após o terramoto e o maremoto, e com o avanço das águas provocado pelo mesmo, o convento acaba por sucumbir e torna-se inabitável. Houve a necessidade de se realizar uma reconstrução, pois o abalo de 1755 devastou o novo convento, sendo, assim, concluído em 1790. Mas ainda antes da sua conclusão, a comunidade dos frades foi viver para o novo mosteiro que também foi dedicado a Nossa Senhora da Graça.

Trata-se de edifício simples, de pobreza distinta, encontrando-se apenas algumas influências da arte barroca e do estilo Rococó do século XVIII na fachada da igreja e na porta do convento. A igreja é orientada, ou seja, dirigida para nascente, símbolo da esperança dos cristãos pelo advento do Sol Nascente que é Jesus. Em 1834, a extinção das ordens religiosas obrigou os frades a deixarem o convento e saírem do país, sendo o convento de Penafirme vendido em hasta pública, passando a sua posse por varias mãos, acabando por ficar o edifício ao abandono e o seu património sujeito a sucessivos saques.

Sabe-se que foram seus proprietários, entre outros, o Vice-almirante inglês Jorge Rosa Sertorius e José Avelino Nunes de Carvalho, negociante de Torres Vedras.

Mais tarde o edifício foi adquirido pelo pároco de A-dos-Cunhados José Jorge Fialho e no final dos anos 50 do séc. XX foi restaurado e aumentado com mais um andar com vista ao seu aproveitamento para a instalação de um seminário menor, respeitando as linhas arquitectónicas do edifício. Foi encerrado em 1975, pelas perseguições à Igreja surgidas pela Revolução do 25 de Abril de 1974.

Contudo, uns meses mais tarde, a população da Póvoa de Penafirme solicitou que as instalações do mesmo fossem aproveitadas para funcionar uma escola que servisse as áreas pedagógicas das freguesias da Silveira e A-dos-Cunhados. Em Outubro de 1975 o antigo seminário passou a funcionar como escola preparatória e secundária, através de um contrato de associação elaborado com o Ministério da Educação, com a designação de "Externato de Penafirme", sendo hoje uma das escolas mais prestigiadas deste concelho.

As Ruínas do Convento de Penafirme foi classificado pelo IPPAR na categoria de Arquitectura Religiosa e tipologia Convento através de 2 decretos: o decreto 29/90, DR 163 de 17 de Julho de 1990 e o decreto 45/93, DR 280 de 30 de Novembro de 1993.


Convento novo de Penafirme

ZÉ ANTUNES

ZÉ FERROVIÁRIO





ATRÁS DE UMA BAGUNÇA  ESTÁ SEMPRE UM BAGUNCEIRO…

A minha Teresa mal para em casa. Salta de manif para manif. Foi à do que se lixe a troica, foi a da CGTP, foi à das Farmá­cias... Vai a todas... Está numa de protesto permanente.

Por um lado eu não aceito muito bem o nervosismo com que ela encara a situação atual. Receio que o coração dela não aguente, mas não sou eu que lhe vou dizer para deixar de protestar contra o que ela pensa que está mal e precisa de ser corrigido.

Na manifestação da Inter, no Terreiro do Povo, (antigo Ter­reiro do Paço) dei com ela, a minha. Teresa a discutir com um grupo de ferroviários. Discutir é uma maneira de dizer, porque de uma troca de opiniões verdadeiramente se trata.

O tema em discussão não podia ser mais complexo e difícil de clarificação. No centro da conversa estava, como não podia deixar de ser, a crise. Quem a provocou e quem a está a pagar com um palmo de língua de fora.

Uns afirmavam que a culpa era do governo ou do ministro qualquer coisa. Outros juravam que o mal estava no euro, por que, com o escudo, estaríamos muito melhor ou, pelo me­nos, menos mal.

Perante a complexidade dos problemas a minha Teresa, que não é estúpida e de parva tem muito pouco, ficava-se pela essência das coisas:

- O que eu sei, disse ela, virando-se para uma ferroviária que intervinha no diálogo é que alguns estão a fazer fortunas com esta crise, que esmaga os trabalhadores e os reformados, to­cando até muitas famílias da classe a média...

- Mas como é que eles ganham dinheiro se a economia está parada?

- Aí é que reside o problema, a economia está parada mas a máquina da especulação financeira é que não pára e, por mais estranho que pareça, até acelera. Este e o nosso grande mal. A economia está a ser subvertida pela finança. Com um simples computador um capitalista, um especulador, daque­les que nos (dizem que) emprestam o dinheiro das troicas, pode ganhar num minuto o que o dono de uma fábrica com dezenas ou centenas de trabalhadores não ganha num mês. Hoje não é a produzir que se ganha, mas a especular e a rou­bar.

- No caso da CP, que dizem estar a ser preparada para a venda aos privados, fala-se agora muito da bagunça que por aqui reinou nos últimos anos, bagunça que, por exemplo levou um governo do PS a proibir esta empresa pública de participar no concurso da travessia do Tejo, que acabou por ser entregue á FERTÁGUS adiantou outro circunstante.

Aqui a minha Teresa entendeu que era a altura de por alguma verdade em cima da mesa:

- Se o afastamento da CP, para se entregar o bolo todo à Fer­tágus foi para acabar com a bagunça, os que desenvolveram essa operação acabaram por fazer precisamente o contrário. Talvez por falta de pontaria, erraram o alvo e contribuíram escandalosamente para aumentar a bagunça que hoje dizem que pretendiam combater.

A CP foi afastada do concurso da concessão pelo Cravinho do PS depois dela ter feito a infraestrutura e a linha na Ponte 25 de Abril e de ter firmado o contrato dos comboios para fazer a travessia do Tejo, e que o governo do PS acabou por entregar à Fertágus, para que a esta fosse permitido assinar um contrato que lhe assegura o exclusivo dos lucros deixando para o Estado o exclusivo dos prejuízos …

Foi assim que o governo do PS decidiu acabar com a bagunça na CP. Um escândalo que se pode compreender melhor se, acrescentarmos isto:

Se no fim do ano a Fertágus ganhar, por hipótese, mil mi­lhões de euros, fica com a totalidade do lucro. No caso con­trário, se a Fertágus chegar ao fim do ano com um milhão de euros de prejuízo, é o Estado que suporta inteiramente as perdas.

Esta contabilidade encontra-se camuflada no contrato de concessão sob a fórmula de cálculo do movimento de pas­sageiros transportados. Se houver menos o Estado paga uma indemnização. Se houver mais, muito mais, a Fertágus arre­cada tudo...

Se esta é urna forma correta de defender os interesses do Es­tado é caso para se dizer que vou ali já venho, para não dizer outra coisa pior.

E por aqui nos ficamos...

Zé Ferroviário

“À TABELA” Nº 109 Novembro de 2012 Orgão da CT

ÉPOCA NATALICIA


Primeiramente, quero desejar ( para todos e para todos os vossos Entes Queridos), um Santo e Feliz Natal. Depois, anexar este pequeno texto, que é alusivo à época Natalícia.

Recebam um forte Abraço de eterna Amizade e os desejos ardentes de muita saúde e votos de Festas Felizes.
Um pequeno texto de natal!
Hoje, nesta Sociedade de consumo e da época geológica e notável das tecnologias avançadas, já pouco damos importância à virtude da humildade: pouco, ou mesmo nada, à seriedade, à honra e à Amizade. O mundo moderno, já não nos dá tempo para essas disposições, para esses actos virtuosos e muito menos para cultivar o Amor. Pelo contrário, compadece-se de quem tem um comportamento puro, sincero, humilde e considera essa pessoa fraca, uma vencida. Esta imagem surge na nossa mente desta forma, porque se perdeu o significado profundo, espiritual da humildade. Nós vivemos como se os recursos da terra fossem ilimitados. O nosso orgulho é excessivo. Estamos convencidos de que as nossas acções são sábias, racionais. Na verdade, procedemos com arrogância e teimosia. Somos todos intolerantes, estamos convencidos de que só nós, conhecemos a verdade. Condenamos e exaltamos quem ajuíza e condena. Fazer Amigos hoje, está a tornar-se um “artigo de luxo”. As pessoas hoje, querem ser idolatradas, admiradas, famosas. Estão a perder os sentimentos, a pôr de parte o Amor pelo seu semelhante, pelo seu Irmão. Estão a “virar as costas” à fraternidade, à simpatia e à ternura. Mas CRISTO, nos últimos dias da sua trajectória nesta Terra, disse que queria muito mais do que admiradores, queria Amigos. Não há relação mais nobre do que ser e ter Amigos. Os Amigos mesclam-se, confiam mutuamente, desfrutam do prazer juntos, segredam coisas íntimas, torcem uns pelos outros. Os Amigos não se anulam um ao outro, completam-se. Quem vive sem Amigos…vive só e triste.

E quem somos nós perante Deus? Nada, um cisco no ar, uma gota de água suspensa do tecto e que pode cair a todo o instante. Então, porquê tanta vaidade? Porquê tanta petulância? Tanto ódio e tanta Inveja? A humildade de que nos fala a nossa tradição é, portanto, uma importante virtude. Ela torna-nos conscientes dos nossos deveres para com a Terra e o futuro. Tenhamos Fé. A Fé é o oposto do procedimento intelectual. A Fé é Amor apaixonado por Deus. Mas este Amor é o próprio Deus que o suscita. O homem pode apenas predispor-se a encontrá-lo. Fá-lo orando, transformando-se em “NADA” na presença Dele.

E é com esta mesma Amizade e Humildade, que rogo a DEUS, para que todos tenham, um Santo e FELIZ NATAL!

C. S.

RUA MACHADO SALDANHA



Rua Machado Saldanha do nosso glorioso “Popular” (era lá no meu tempo de miúdo que viviam as miúdas mais bonitas de Luanda) é um dos novos “teatros de guerra” onde o Estado angolano tem estado a ser batido todos os dias por uma “conspiração” de comerciantes estrangeiros/nigerianos que contra todas as normas e portarias transformaram aquela emblemática artéria num infecto/insalubre/engarrafado espaço de venda de sucata automóvel importada.

A reportagem publicada pela última edição do NJ retrata bem a dimensão desta “fascinante” (ou humilhante?) derrota, que está a ser duramente sentida pelas populações autóctones.

Se nesta cidade há um local de referência onde a qualidade de vida desapareceu completamente por força de uma aliança entre o comércio selvagem e a falta de autoridade pública/cumplicidade/conivência/corrupção, a Rua Machado Saldanha é já um caso de sucesso e de estudo.

PS- Ou será que agora o Governo quando se trata de garantir a qualidade de vida dos cidadãos, só pensa nas novas centralidades/condomínios/talatonas?


Rua Machado Saldanha - Bairro Popular nº 2
http://morromaianga.com/as-batalhas-que-o-governo-esta-a-perder-ou-ja-perdeu-mesmo#.UL3lR3X82Wc.blogger

NATAL





MEUS CAROS E BONS AMIGOS / AMIGAS/FAMÍLIA

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, mais conhecido como Pai Natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.

Em Angola – Luanda também fazíamos o Presépio. A palavra Presépio deriva do latim praesepium, que quer dizer curral, estábulo ou lugar de recolha de gado.

Na tradição Portuguesa, as figuras que se colocam no presépio, além da Sagrada família (S. José, Maria e o Menino Jesus), dos pastores e alguns animais, e dos três Reis Magos, também encontramos figuras como o moleiro e o seu moinho, lavadeiras, e outros personagens típicos da cultura portuguesa.

Tradicionalmente feito de barro, podemos encontrar ainda peças de diversos materiais, desde tecido ou madeira até porcelana fina.

Não esquecer os doces, as rabanadas, as filhoses e demais iguarias tradicionais nesta quadra. Minha mãe tinha prazer em fazer estas iguarias para enfeitar a mesa de Natal.

A Consoada é celebrada sobretudo em
Portugal, no dia 24 de Dezembro de cada ano, o dia de véspera de Natal. Esta tradição leva as famílias a reunirem-se à volta da mesa de jantar, comendo uma refeição reforçada. Na véspera, depois da refeição tradicional que em nossa casa era o bacalhau cozido com batatas, couves e o polvo cozido.

Por ser uma festa de família, muitas pessoas percorrem longas distâncias para se juntarem aos seus familiares.

Na tradição católica os fiéis participavam, ao final da noite, na
Missa do Galo.

O Natal em Angola, Luanda, é um Natal diferente. Sem frio, sem neve. Natal na época do calor, Mas é (era) um Natal vivido com grande religiosidade e sem o desenfreado consumismo que agora há ( havia). Celebrava-se à meia noite a Missa do Galo, deixando a refeição festiva para o dia seguinte. Normalmente o Português era o Cabrito Assado no Forno. Os Cabo-Verdianos costumam fazer um cozido, enquanto os Moçambicanos preferem um assado de cabrito e os Angolanos comem pratos vegetarianos com mandioca. Bem que muitas famílias já degustavam o fiel amigo.

Enquanto os nossos pais e famílias iam à missa do Galo, a Juventude ia para a Ilha Luanda. Tomar banho nas belas praias, Era engraçado, o tomar banho de mar à noite, no Natal.

Lembro-me do meu tempo de criança eu e meus irmãos ficávamos frenéticos e ansiosos. Na véspera como manda a tradição lá se colocava o sapatinho no Fogão pois não tínhamos lareira com os pedidos elaborados por nós e a nossa mãe a dizer as dicas do que seria melhor para cada um de nós.

"Sempre irá existir aquela criança que acredita no Pai Natal!!! Lembro-me quando tentava acordar cedo para ver se via o Pai Natal!!! era mágico quando acordava e no sapato estava a minha prenda!!! Minha mãe nunca deixou o sapatinho sem, nada!!! Isso era mágico!!! Era Natal!!! Vou voltar a viver essa magia agora que sou Avô !!! Volta tudo como era!! é o ciclo da vida!!! Natal sempre Natal!!!!"

Mais um natal…Mais um ano!

O NATAL é bonito, é colorido, é um dia diferente, dia da família, mas…não deixa de ser uma confusão! Perde-se imenso tempo a fazer doces e decorações, a gastar dinheiro na compra de presentes, a suportar toda essa "trapalhada" dos cartões de boas-festas, dos mails, dos “embrulhos” ornamentados, das refeições de família, etc.!

Além desta canseira, desta correria louca às lojas comerciais, aos Super e Hiper-mercados, estão mesmo no centro do mistério supremo que nos leva ainda hoje a celebrar o Natal, porque o Verbo de Deus assim o determinou.

É verdade, mais um Natal…mais um Ano! Mais pobres, é certo, mas…sempre com aquele espírito Natalício, que sempre nos uniu. E, participar no Natal é amar o próximo, mudar de vida, entrar no Amor. Mas se não o fizermos, mesmo que não o queiramos fazer, ao menos participamos no Natal repetindo a canseira, despesa e trapalhada que foi desde o princípio.

Nesta Quadra Festiva, DESEJO A TODOS UM FELIZ NATAL e um FELIZ ANO NOVO para 2013, com muita Saúde, Prosperidades e Pleno de Realizações.

Um abraço / muitos beijos e que DEUS vos dê as maiores Felicidades (bem como a todos os vossos ente queridos), muita Saúde e muitos êxitos!


UM SANTO E FELIZ NATAL!






ZÉ ANTUNES

2012