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19/12/2012

PALACIO DE FERRO LUANDA

Palácio de Ferro.jpg
Palácio de Ferro em 2011



Luanda - Símbolo do renascimento da capital de Angola depois de 27 anos de guerra civil, o "Palácio de Ferro", restaurado pela construtora brasileira Odebrecht, é uma estrutura única projetada pela escola de Gustave Eiffel que ressurgiu da ferrugem e do abandono para virar um centro cultural. foi durante muitos anos a sede da companhia do açúcar.

A recuperação econômica do país de língua portuguesa rico em petróleo, que disputa com a Nigéria o posto de líder em produção do combustível na África subsaariana, se reflete em várias obras públicas em Luanda.

A capital, onde se refugiaram milhões de angolanos que fugiam da guerra, é cenário da construção de estradas e edifícios modernos. Ao invés de demolir os prédios históricos danificados, o município decidiu restaurar os imóveis. "A história do Palácio de Ferro conserva seus mistérios", afirma Emanuel Caboco, do Instituto Nacional Angolano para a Herança Cultural. "Não há arquivos sobre esta obra, mas pensamos que data de 1890", acrescenta.




Palácio de Ferro com original decoração
terá sido desenhado por Gustave Eiffel


O edifício, construído em módulos na França e que teria Madagascar como destino, teria sido interceptado pelos colonos portugueses quando o navio que o transportava foi obrigado a atracar na costa atlântica do continente, bloqueado pelas fortes correntes da Costa dos Esqueletos. "Diante da falta de documentos da época é impossível dizer por quê chegou aqui e não foi transportado até Madagascar", afirma Caboco. "Pensávamos que havia sido desenhado por Gustave Eiffel. Depois soubemos que por razões de datas deve ter sido obra de um de seus alunos".

A estrutura de dois andares parece ter sido utilizada como centro de exposições de arte até a saída dos portugueses, na independência de Angola em 1975. O Palácio de Ferro, como todos os edifícios da época, foi abandonado durante a longa guerra civil que explodiu com a independência.

Com o passar dos anos, vários sem-teto se refugiaram no local. Há pouco tempo, os habitantes da capital utilizavam o terreno como estacionamento. Depois de dois anos de obras financiadas pela empresa paraestatal de extração de diamantes Endiama, o Palácio exibe com orgulho atualmente os muros amarelos e as balaustradas de aço, como um símbolo do renascimento da cidade.

A Odebrecht começou os trabalhos com a retirada das partes destruídas. "Depois isolamos, parte por parte, o que restava do edifício", conta Alan Cunha, um dos engenheiros que supervisionaram os trabalhos. "Alguns pedaços estavam em boas condições, mas outros tiveram que ser reparados e os enviamos ao Brasil de avião", completa.

As peças muito destruídas tiveram que ser fabricadas no Rio de Janeiro, já que nenhuma indústria viável sobreviveu à guerra civil em Angola. Agora que a restauração terminou, os moradores se perguntam sobre o futuro da estrutura.

Para alguns, o Palácio de Ferro abrigará um museu do diamante. Outros afirmam que o andar superior foi preparado para receber uma cozinha industrial e que o Palácio será transformado em restaurante.


Palácio de Ferro em Luanda
na sua versão original, antes da reparação


Extraido de uma noticia de angola via net

2011

ARDINA



Ficheiro:Ardina (Porto).JPG
Estátua de um ardina no Porto,

O ardina era um vendedor de jornais de rua que apregoando a notícia chamava a atenção do potencial cliente. Figura muito retratada por artistas e muito popular pela sua exposição pública, a sua origem perde-se nos tempos e remete-nos à "notícia" que corria de boca em boca.

O ardina difere do atual distribuidor de jornais gratuitos. Preteridos pelo aparecimento de quiosques e outras meios de distribuição, já não se encontram ardinas pelas ruas de Lisboa, que
apregoavam a manchete do dia, e a informação fonte do seu sustento.

Os ardinas começaram por ser crianças esfarrapadas, descalças, de macaco de ganga remendado, muito despachadas e sempre de olho vivo. Homens adultos, mulheres e raparigas também ingressaram na profissão. As mulheres vendiam os jornais à porta dos cafés e igrejas.

As raparigas faziam a sua venda à porta dos cinemas e muitas percorriam as ruas a vender jornais.

Os jornais matutinos eram por regra vendidos pelos rapazes.

Os vespertinos eram vendidos nos carros elétricos pelos miúdos, que subiam e desciam do carro elétrico em movimento. Os ardinas iam comprar os jornais à Secção de Vendas. Nos anos quarenta as empresas jornalísticas começaram a ter vendedores nas estações, fardados que usavam um boné com um letreiro indicando o nome do jornal.

Estes vendedores recebiam os jornais meia hora antes dos ardinas e varinos e roubavam-lhes a clientela no Rossio.

Os ardinas tinham um sindicato. Em meados do século XX os jornais começaram a ser vendidos em locais fixos, nos quiosques, nas bancas, nas papelarias, acabando por extinguir a profissão de ardina.



Vendedores de Jornais em Lisboa 1940



T
Tipos e factos da Lisboa  (1900-1974). 

Publicações Dom Quixote, 1986, p. 201


1985

M'BANZA CONGO

História
   Brazão
A cidade foi fundada antes da chegada dos portugueses e era a capital de uma dinastia que governava desde 1483. O local foi abandonado durante guerras civis que eclodiram no século XVII.
M'Banza Congo foi o lar de Manikongo, que governava o Reino do Congo. No ano de 1549 foi construída uma catedral no local em que os angolanos reclamam ser a mais antiga da África Sub-Saariana, o nome da igreja no local é nkulumbimbi. Foi elevada ao status de catedral em 1596. O papa João Paulo II visitou a catedral em 1992.
O nome São Salvador do Congo apareceu pela primeira vez em cartas enviadas por Álvaro entre os anos de 1568 e 1587. A cidade voltaria a se chamar M'Banza Congo, após a Independência de Angola em 1975.
 
                                                  M`Banza Congo


Quando os portugueses chegaram a M'Banza Congo, ela já era uma grande cidade, a maior da África sub-equatorial. Durante o reinado de Afonso I, edificações de pedra foram criadas, incluindo o palácio e muitas igrejas. Em 1630 foram relatados cerca de 4000 a 5000 batismos na cidade com uma população de 100.000 pessoas.
A cidade foi saqueada várias vezes durante as guerras civis do século XVII, principalmente na batallha de Mbwila e foi abandonada no ano de 1678, sendo reocupada em 1705 por seguidores de Dona Beatriz Kimpa Vita, a partir desta época a cidade não foi mais abandonada.
Foi aqui as minhas férias de 1974 em julho.

1974

TORRES VEDRAS



Era uma vez um rei…


Vista Geral de Torres Vedras

Afonso Henriques de seu nome que em 1148 tomou aos mouros uma vila na Estremadura rodeada por suaves colinas e bonitos vales. Assim podia começar esta resenha histórica da cidade de Torres Vedras, situada no distrito de Lisboa, região agrícola de
forte componente vinícola e centro de uma intensa vida comercial e industrial que a torna um dos pólos mais modernos e importantes do Oeste. Esta tendência não é de agora pelo que Afonso III concedeu foral em 1250, confirmado e ampliado por D. Manuel I em 1510, reconhecendo-lhe o privilégio de vila que se manteve por 729 anos até chegar a cidade em 1979, sede de um concelho com 20 freguesias, 80.000 habitantes e 410 km2 de área total.

O perfil de Torres Vedras é como o daquelas mulheres que sendo elegantes mas não fascinantes, revelam-se encantadoras e gentis. Afonso III assim o entendeu: apreciando andar por estas paragens com a rainha D. Beatriz, mandou edificar um paço na encosta do castelo do qual não há rasto. D. Dinis foi outra conversa. Trazia a corte, mas por razões menos discretas deixava-se ficar por cá, enamorado que estava de D. Gracia Frois de quem teve um filho que chegou a ser conde de Barcelos. Vila doada a rainhas, sobretudo da dinastia de Avis, acabou por ter uma imperatriz nascida em Torres Vedras a 18 de Setembro de 1434, a infanta D. Leonor, filha de D. Duarte e D. Leonor, casada com Frederico III, imperador da Alemanha.

Dessas construções onde reis, rainhas e amantes se acolheram, mesmo os amplos edifícios onde D. João I decidiu reunir, em 1413, o seu Conselho a fim de legitimar a expedição a Ceuta, que assinala o princípio da expansão marítima de Portugal, ou onde o regente D. Pedro convocou Cortes, em 1411, para deliberar sobre o atribulado casamento de sua filha Isabel com o sobrinho Afonso V, nada resta. E não seria pouco se não devêssemos registar o fausto e esplendor dispensados por D. João II à visita da embaixada do rei de Nápoles, bem como a da República de Veneza, em 1496, feita nesta vila a D. Manuel I. Porém, não há só glórias a assinalar pois também sucederam dias negros.


Brasão de Torres VedrasBandeira de Torres Vedras

  Brazão                                             Bandeira

A alcaidaria esteve de preferência nas mãos de naturais da vila e quando assim não foi deu para a desgraça com intrigas e confrontos, como em 1384 quando o Mestre de Avis pôs duro cerco de modo a obrigar o alcaide castelhano Juan Duque a entregar as chaves. Razão igual obrigou D. João IV a tomar o mesmo caminho em 1640, agora com o alcaide português João Soares de Alarcão, bandeado para o lado dos Filipes. Há vozes históricas que atestam, com simpatia, a lealdade do povo da terra à Restauração da Independência, assim como a resistência aos franceses de Napoleão Bonaparte que não tiveram melhor sorte na Guerra Peninsular (1808-1810). Antecipando o presságio de uma derrota final, o general Delaborde foi derrotado em 21 de Agosto de 1808, nas batalhas da Roliça e do Vimeiro, pelo exército anglo-luso desembarcado em Porto Novo. Junot, o grande general instalado na vila, fez a trouxa e largou com o seu exército, em fuga para Lisboa, logo no seguinte dia 22, não sem ter saqueado o que pôde das igrejas e conventos.

A epopeia da resistência ao imperador francês é protagonizada pelo general inglês Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington e 1º Marquês de Torres Vedras, com a construção (1810-1812) das célebres
Linhas de Torres que acabaram por se estender do Tejo ao mar. Sistema fortificado e complexo, composto por 152 fortes e 628 bocas de fogo, tinha o seu coração no Forte de São Vicente, em Torres Vedras. Curiosamente, guerra, o forte só a conheceu quando as tropas cabralistas (Costa Cabral), do Duque de Saldanha, dali desalojaram os setembristas do Conde de Bonfim. Juntou cerca de dez mil homens a sangrenta Batalha de Torres Vedras que teve um mau fim para o Conde de Bonfim, obrigado a render-se no dia 23 de Dezembro de 1846. O rescaldo foi cerca de 500 feridos e 400 mortos, entre os quais o tenente-coronel Luís Mouzinho de Albuquerque, liberal desembarcado no Mindelo e sepultado aqui na Igreja de S. Pedro.

De guerras e batalhas a vila e o concelho ficaram fartos, optando pela paz e pelo progresso com o
caminho-de-ferro em 1886 , a luz eléctrica em 1912, a água canalizada em 1926. Cresceu a vila com novos bairros e ruas e tornou-se cidade em 1979. (…)

Mais de 20 Praias ao Longo do Litoral Torriense

Mesmo assim muitas são as opções para um banho refrescante no Atlântico ou simplesmente para repousar o corpo num banho de sol. Ao longo de mais de 20 km de costa, da Assenta a Porto Novo, mais de vinte praias estão ao seu inteiro dispor, algumas na proximidade de convidativas matas para um piquenique ou uma repousante sesta. De todas elas destacamos:
Praia da Assenta Sul
Praia da Assenta Norte
Praia de Cambelas
Praia da Foz do Sizandro
Praia Azul
Praia da Amoeira
Praia Formosa
Praia do Guincho
Praia da Azenha
Praia de Santa Helena

Praia do Centro
Praia do Norte
Praia da Física
Praia do Pisão
Praia do Mirante
Praia do Navio

Praia da Mexilhoeira
Praia da Vigia
Praia do Seixo
Praia de Santa Rita Sul
Praia de Santa Rita Norte
Praia de Porto Novo

Visite-nos! Deixe-se Tocar pela Natureza!
Vários são os motivos para usufruir de um passeio por Santa Cruz: Não só a beleza natural das suas paisagens mas também o poder de relaxamento e de descontração que vai encontrar.

Visite alguns locais impregnados de cultura, tocados pelos notáveis poetas e escritores que viveram nesta terra. Entenda porque corriam para o cimo destas arribas e sinta as suas fontes de inspiração.

Mapa do Concelho de Torres Vedras


2011

SANTA CRUZ

Diz-se que Santa Helena apareceu em Santa Cruz e que foi vista pelos monges cistercienses.
Como Santa Helena guardou pedaços do madeiro da Cruz em que Cristo foi crucificado - as Santas Relíquias - durante a sua vida, e foi mãe do Imperador Constantino (o primeiro Imperador cristão do Império Romano), deu-se à terra o nome de “Santa Cruz”.
Assim, Santa Helena é padroeira de Santa Cruz.
A aparição deu ainda nome à praia da Amoeira porque, segundo contaram os monges que testemunharam a aparição, Santa Helena tinha uma expressão triste e amuada.


Praias Atlânticas de Rara Beleza Natural

Talvez pela rara beleza natural das suas praias, Santa Cruz é uma das estâncias balneares mais concorridas na região do Oeste.

Santa Cruz e os seus arredores são dotados de um conjunto de praias, quase todas formadas por extensos e dourados areais, envolvidas por majestosas arribas. Estas escarpas, formadas por sedimentos argilosos, vermelhos e acinzentados, ora cobertas pelo verde da vegetação ora a descoberto, envolvem os banhistas num quadro natural de excelsa beleza. Atraídos por estes encantos são aos milhares os turistas que se estendem por estes imensos areais, buscando momentos de repouso e delazer.

O mar e o vento podem por vezes fustigar agrestemente o areal, mas estes de tão extensos e muitos deles abrigados pelas arribas, aconchegam os corpos ávidos de sol. Paraíso para os surfistas que com tão fortes argumentos encontram aqui as condições naturais para a prática da modalidade.

Durante a época balnear e, em especial no mês de Agosto, Santa Cruz chega a ter uma população residente que ronda as 40.000 habitantes. Nos fins-de-semana solarengos, seja verão ou inverno, principalmente aos Domingos à tarde, várias centenas de pessoas que vivem nos arredores não dispensam o seu passeio dominical a Santa Cruz.


 Para saber mais clic As Praias


Praias Atlânticas de Santa Cruz à praia  Azul

2010



18/12/2012

RECORDAR É VIVER



Lembras-te desta velhinha nota de 100$00 ?

Então recorda-te do que tu e podias fazer com ela, há cerca de 40 Anos...

Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim 20$00

Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração) 10$00


Bebíamos 2 ginginhas no Rossio 3$00

Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos
 6$00

Jantar no Parque Mayer (Sardinhas Assadas) 17$50

Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque 16$00

Telefone para casa  para dizer que tínhamos perdido o último transporte  1$00

Dormir numa pensão com peq.-almoço incluído  25$00

O resto da nota dava para ir de carro eléctrico 1$50
  Total 100$00

Hoje ... 100$00 são € 0,50 e dá para uma simpática gorjeta !

Os tempos são outros, diferentes realidades, Que saudades, será que esta notinha ainda volta ????

António Aleixo já dizia

Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que ás vezes fico pensando, se a burrice não será uma ciência

ZÉ ANTUNES

2011

PÒVOA DE PENAFIRME



Um dia andavam uns pescadores à pesca no mar, até que se levantou um grande temporal acompanhado de nevoeiro e eles perderam o rumo de terra, ficando à deriva durante alguns dias. Debaixo de grande aflição fizeram algumas promessas. Uma delas, a de que se pusessem os pés em terra firme, essa terra ficaria a chamar-se “Terra de pé firme”. Assim aconteceu. O nevoeiro passou e eles começaram a avistar terra. Então conseguiram desembarcar e fizeram o que prometeram. Dizem que foi assim que nasceu o nome desta terra. Primeiro chamou-se “Terra de pé firme e depois de algumas alterações ficou com o nome de “Póvoa (fica à beira-mar) de Penafirme”.


           As Ruínas do Convento de Penafirme


“Convento velho” é o nome pelo qual se designam as ruínas do antigo convento que marcou profundamente a história de Penafirme. Segundo consta na tradição, o mosteiro foi construído neste local ermo de Penafirme devido aos constantes ataques que os monges sofriam dos muçulmanos da vila de Torres Vedras e que havia sido edificado em honra de Santa Rita (derivando talvez daí o nome da actual praia), sendo, Santo Ancieno, um eremita alemão da Ordem de Santo Agostinho, que fundou o convento, dedicando a Nossa Senhora da Graça, cerca do ano de 840.

Todavia, com o decorrer do tempo os efeitos provocados pela proximidade do mar e a movimentação das areias, obrigaram a construção de um novo convento, que veio a ser erguido um pouco mais afastado da praia. É este o actual convento novo, que se julga ter começado a sua construção no ano de 1547 e que terá sido concluído em 1639, sendo ainda melhorado ao longo da primeira metade do século XVIII. Por esta altura, o mosteiro era um reflexo da pobreza em que viviam os religiosos: era mais pequeno que um mosteiro de padres capuchos com celas muito pequenas e tectos muito baixos, o claustro tinha um só andar, a igreja era pequena, e somente esta e a sacristia tinham cobertura. É então que em 1735 se dá a fundação da 3ª edificação, sob o impulso do provincial frei António de Sousa, da Casa de Távora.

Depois de 1755, após o terramoto e o maremoto, e com o avanço das águas provocado pelo mesmo, o convento acaba por sucumbir e torna-se inabitável. Houve a necessidade de se realizar uma reconstrução, pois o abalo de 1755 devastou o novo convento, sendo, assim, concluído em 1790. Mas ainda antes da sua conclusão, a comunidade dos frades foi viver para o novo mosteiro que também foi dedicado a Nossa Senhora da Graça.

Trata-se de edifício simples, de pobreza distinta, encontrando-se apenas algumas influências da arte barroca e do estilo Rococó do século XVIII na fachada da igreja e na porta do convento. A igreja é orientada, ou seja, dirigida para nascente, símbolo da esperança dos cristãos pelo advento do Sol Nascente que é Jesus. Em 1834, a extinção das ordens religiosas obrigou os frades a deixarem o convento e saírem do país, sendo o convento de Penafirme vendido em hasta pública, passando a sua posse por varias mãos, acabando por ficar o edifício ao abandono e o seu património sujeito a sucessivos saques.

Sabe-se que foram seus proprietários, entre outros, o Vice-almirante inglês Jorge Rosa Sertorius e José Avelino Nunes de Carvalho, negociante de Torres Vedras.

Mais tarde o edifício foi adquirido pelo pároco de A-dos-Cunhados José Jorge Fialho e no final dos anos 50 do séc. XX foi restaurado e aumentado com mais um andar com vista ao seu aproveitamento para a instalação de um seminário menor, respeitando as linhas arquitectónicas do edifício. Foi encerrado em 1975, pelas perseguições à Igreja surgidas pela Revolução do 25 de Abril de 1974.

Contudo, uns meses mais tarde, a população da Póvoa de Penafirme solicitou que as instalações do mesmo fossem aproveitadas para funcionar uma escola que servisse as áreas pedagógicas das freguesias da Silveira e A-dos-Cunhados. Em Outubro de 1975 o antigo seminário passou a funcionar como escola preparatória e secundária, através de um contrato de associação elaborado com o Ministério da Educação, com a designação de "Externato de Penafirme", sendo hoje uma das escolas mais prestigiadas deste concelho.

As Ruínas do Convento de Penafirme foi classificado pelo IPPAR na categoria de Arquitectura Religiosa e tipologia Convento através de 2 decretos: o decreto 29/90, DR 163 de 17 de Julho de 1990 e o decreto 45/93, DR 280 de 30 de Novembro de 1993.


Convento novo de Penafirme

ZÉ ANTUNES