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28/12/2012

SUPORTE DO USUÁRIO



Recebi esse texto por e-mail e infelizmente não sei quem é o autor, mas achei muito inteligente e bem humorado.

Prezado Técnico,

Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo
[Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um
aplicativo inesperado chamado [ Bebê.txt ] que ocupa
muito espaço no HD.

Por outro lado, o [ Esposa1.0] se auto-instala em
todos os outros programas e é carregado
automaticamente assim que eu abro qualquer
aplicativo..

Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3],
[Noite_De_Farra 2..5] ou [ Domingo_De_Futebol 2.8],
não funcionam mais, e o sistema trava assim que eu
tento carregá-los novamente.

Além disso, de tempos em tempos um executável oculto
(vírus) chamado [Sogra 1.0] aparece, encerrando
Abruptamente a execução de um comando.

Não consigo desinstalar este programa. Também não
consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0 ]
quando estou rodando meus aplicativos preferidos.

Sem falar também que o programa [Sexo 5.1] sumiu do HD.
Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava
antes, o [Noiva 1..0], mas o comando [ Uninstall.exe]
não funciona adequadamente.

Poderia ajudar-me? Por favor!
Ass: Usuário Arrependido


RESPOSTA:

Prezado Usuário,

Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é
devido, na maioria das vezes, a um erro básico de
conceito: muitos usuários migram de qualquer versão
[Noiva 1.0] para [ Esposa 1.0] com a falsa idéia de
que se trata de um aplicativo de entretenimento e
utilitário.

Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso:
é um sistema operacional completo, criado para
controlar todo o sistema!

É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar
para uma versão [Noiva 1.0], porque há aplicativos
criados pelo [Esposa 1..0], como o [ Filhos.dll ], que
não poderiam ser deletados, também ocupam muito
espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].

É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os
arquivos dos programas depois de instalados. Você
não pode voltar ao [Noiva 1.0] porque [ Esposa 1.0]
não foi programado para isso.

Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema
para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [ Esposa
2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes
(leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente a
' Pensões Alimentícias' e ' Guarda das crianças' do
software [CASAMENTO].

Uma das melhores soluções é o comando
[DESCULPAR.txt /flores/all] assim que aparecer o
menor problema ou se travar o micro. Evite o uso
excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para melhorar a
rentabilidade do [Esposa 1.0 ], aconselho o uso de
[Flores 5.1], [ Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].

Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3],
[Antiga_Namorada 2.6] ou [ Turma_Do_Chopp 4.6], pois
não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0]
e podem causar problemas irreparáveis no sistema.

Com relação ao programa [Sexo 5.1 ] esquece! Esse roda quando quer.

Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de
instalar o [Esposa1.0 ] a orientação seria: NUNCA
INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a certeza de que é
capaz de usá-lo!

Boa Sorte

2012

ANO NOVO VIDA NOVA


Ano novo, resoluções de ano novo, novas! Eu não sei, mas tenho planos incríveis para o meu paladar e estômago neste 2013 de década nova. Sabem aquele monte de coisas que tu queres fazer e ficas adiando? Isso. E ainda que nem todos sejam muito realistas, vale a pena registar... Assim posso ir marcando com xis quando cada um deles for alcançado ao longo os próximos 12 meses. Será que dá? A crise está ai, e que crise, mas vamos ver se tudo o que estará marcado na agenda se concretiza.

1 - Comer hamburguer

Hamburguer é um menú sensacional. Não era, nem sou fã, mas…. Pão, carne, saladinha para quebrar a gordura, catchup para dar um toque de acidez. Em 2012 fiquei amigo das versões mais "sofisticadas", com pão especial, brie, foie gras, da Marinha & Dedeiras, come-se um hamburguer à crioula que é de chorar por mais, e não fiquei pobre e sem paciência... Haja carteira para bancar estes Hamburgueres, com suas batatinhas fritas. Tudo o que sei sobre a M D Bar, me animou. Acho que é lá!

2 - Tomar café da manhã no Tivoli

Ovos, bacon, panqueca com maple syrup? Sempre gostei dos pequenos almoços nos hotéis, e descobri o bufê matinal do Hotel Tivoli. Desde então, venho sonhando com ele sábado sim, sábado não...

3 - Provar o menu do Gaúcho

Anos e anos morando em Lisboa e reclamando da imaginação escassa das cozinhas locais. E é só eu sair para negócio andar! O Gaúcho abriu há mais ou menos dois anos. Rodizio fantástico. Quem cuida são os chefes que vieram de Porto Alegre - Brasil, que se conheceram e resolveram abrir o Restaurante. O que me deu água na boca foi a Picanha no especto, tudo reforçado com saladinhas feitas por dona Rosa.

4 - Voltar ao Tico Tico

Já tentei várias vezes o cardápio do Restaurante Tico - Tico , mas o que mais me marcou no Tico-Tico foi o Bife á casa, degustação que comi junto com a turma da confraria do penico dourado no fim de 2009. Não consegui esquecer aquele suculento Bife, deixando escapar os cheiros de carne e temperos que passaram horas a se conhecer melhor. Nem o caldo, uma sopinha de camarão me demoveu de comer tão belo manjar. Quero de novo e vou.

5 - Ir aos sete mares

Tudo já foi dito sobre essa super cervejaria. Passarei por lá por volta das 20 horas e preparo-me para beber umas boas imperiais ( finos ) e uma boa sapateira...com alguns avilos da banda. Normalmente é lá que o pessoal se encontra depois de mais um dia de trabalho.

6 - Provar as receitas dos amigos

Tem muitos lugares que eu quero ir nessa vida, como dá para perceber. E alguns desses lugares, é a casa dos amigos. Tenho uns amigos de quem eu gosto muito e que eu sei que cozinham bem, e, ainda assim, não como o que eles fazem tanto quanto gostaria. Este ano vai ser melhor.

7 - Almoçar no Faz Figura e Jantar no Charrua.

Dizem que o universo conspira a nosso favor quando temos um objetivo claro. Não precisa nem saber alcançá-lo Então esse é o meu universo, Tenciono almoçar no Faz Figura e Jantar no Charrua, belos locais e que servem bem para um almoço e um jantar especiais.

8 - Almoçar no Tromba Rija

Não é que o Tromba Rija abriu uma casa nas docas ali a Santos. Bom local para nos reunirmos e fazer ou uma almoçarada ou uma jantarada com o máximo possível de confrades.

Será que este 2013 conseguirei obter estes meus objetivos!!!!!!!!!!

ZÉ ANTUNES

2012

JUSTIÇA…PARA PROTECÇÃO DOS MAIS PODEROSOS?


“A Justiça em Portugal é má. É lenta, é cara e, muitas vezes, não é justa. É uma Justiça com dois pesos e duas medidas – impiedosa, inclemente, inflexível, para quem não tem dinheiro para contratar um Advogado; dócil e até obsequiosa para quem tem dinheiro…” Quem afirma, é o célebre Dr. Marinho Pinto, o Bastonário da Ordem dos Advogados.

Então, e a Autoridade? Para que serve? À primeira vista, esta é uma questão que não merece grandes desenvolvimentos. Afinal, o discurso quotidiano está repleto de referências à “Autoridade”. Habituámo-nos a falar da “autoridade moral” que alguém tem para dizer o que diz; da “autoridade dos professores”; da “autoridade dos pais”, que por vezes se contrapõe à liberdade dos filhos; do “abuso de autoridade” e da “autoridade do Estado”, que todos nós gostaríamos, que fosse forte para nos proteger, mas não excessivamente autoritária e presunçosa para nos oprimir. Há quem diga, que em Portugal, a “Autoridade” é apenas um nome pomposo, que serve para assustar os mais pequenos. É que a consequência de compreender, perceber alguma coisa que englobe a “Autoridade”, tem de abranger as suas variadas vocações: moral e jurídica, política e religiosa, familiar e corporativa, professoral e administrativa.

Muita infelicidade e frustração advêm do facto de, na nossa sociedade, a lei ser comummente confundida com justiça, liberdade e igualdade. Na verdade a lei tem muito pouco a ver com estes princípios morais fundamentais. A lei existe para ajudar a sociedade a defender-se e é usada por aqueles que representam a sociedade, como uma arma com a qual dominam e discriminam os direitos e liberdades individuais. A lei é a tentativa tosca do homem para tornar a Justiça – um conceito teórico – em realidade prática. Infelizmente, é invariavelmente mais inspirada pelos preconceitos e interesses pessoais dos legisladores do que por respeito ou preocupação pelos direitos dos indivíduos inocentes. Jamais sociedade alguma teve tantas leis como nós temos. E no entanto, poucas sociedades tiveram menos Justiça. Muitas das leis que existem hoje foram criadas não para proteger indivíduos ou comunidades, mas para proteger o “sistema”. Hoje, poucos indivíduos podem dar-se ao luxo de tirar proveito da protecção oferecida pela lei. A lei oprime o fraco, o pobre e o desprotegido e protege-se a si própria e aos poderes que a preservam. O custo do litígio significa que existe uma lei para os ricos e nenhuma lei para o pobre. Resultado: a lei ameaça e reduz os direitos do fraco e fortalece e aumenta os direitos do poderoso. Termino com as distintas palavras da Drª. Maria José Morgado, ex-responsável pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira da Polícia Judiciária e a exercer, actualmente, funções de Procurador-Geral Adjunta no Tribunal da Relação de Lisboa: “Por detrás de reposteiros dourados, de sociedades fantasmas de certos escritórios, estão as comissões pagas para obter vantagens fabulosas em negócios de milhões, os dinheiros silenciosamente transferidos por certos políticos e dirigentes corruptos para paraísos fiscais, os circuitos financeiros ocultos da fraude e da corrupção, a aparente respeitabilidade dos poderosos do crime organizado, o poder subterrâneo cimentado por pactos de silêncio, a paz traiçoeira da impunidade.”

Mais palavras para quê?

Cruz dos Santos

2012

19/12/2012

PALACIO DE FERRO LUANDA

Palácio de Ferro.jpg
Palácio de Ferro em 2011



Luanda - Símbolo do renascimento da capital de Angola depois de 27 anos de guerra civil, o "Palácio de Ferro", restaurado pela construtora brasileira Odebrecht, é uma estrutura única projetada pela escola de Gustave Eiffel que ressurgiu da ferrugem e do abandono para virar um centro cultural. foi durante muitos anos a sede da companhia do açúcar.

A recuperação econômica do país de língua portuguesa rico em petróleo, que disputa com a Nigéria o posto de líder em produção do combustível na África subsaariana, se reflete em várias obras públicas em Luanda.

A capital, onde se refugiaram milhões de angolanos que fugiam da guerra, é cenário da construção de estradas e edifícios modernos. Ao invés de demolir os prédios históricos danificados, o município decidiu restaurar os imóveis. "A história do Palácio de Ferro conserva seus mistérios", afirma Emanuel Caboco, do Instituto Nacional Angolano para a Herança Cultural. "Não há arquivos sobre esta obra, mas pensamos que data de 1890", acrescenta.




Palácio de Ferro com original decoração
terá sido desenhado por Gustave Eiffel


O edifício, construído em módulos na França e que teria Madagascar como destino, teria sido interceptado pelos colonos portugueses quando o navio que o transportava foi obrigado a atracar na costa atlântica do continente, bloqueado pelas fortes correntes da Costa dos Esqueletos. "Diante da falta de documentos da época é impossível dizer por quê chegou aqui e não foi transportado até Madagascar", afirma Caboco. "Pensávamos que havia sido desenhado por Gustave Eiffel. Depois soubemos que por razões de datas deve ter sido obra de um de seus alunos".

A estrutura de dois andares parece ter sido utilizada como centro de exposições de arte até a saída dos portugueses, na independência de Angola em 1975. O Palácio de Ferro, como todos os edifícios da época, foi abandonado durante a longa guerra civil que explodiu com a independência.

Com o passar dos anos, vários sem-teto se refugiaram no local. Há pouco tempo, os habitantes da capital utilizavam o terreno como estacionamento. Depois de dois anos de obras financiadas pela empresa paraestatal de extração de diamantes Endiama, o Palácio exibe com orgulho atualmente os muros amarelos e as balaustradas de aço, como um símbolo do renascimento da cidade.

A Odebrecht começou os trabalhos com a retirada das partes destruídas. "Depois isolamos, parte por parte, o que restava do edifício", conta Alan Cunha, um dos engenheiros que supervisionaram os trabalhos. "Alguns pedaços estavam em boas condições, mas outros tiveram que ser reparados e os enviamos ao Brasil de avião", completa.

As peças muito destruídas tiveram que ser fabricadas no Rio de Janeiro, já que nenhuma indústria viável sobreviveu à guerra civil em Angola. Agora que a restauração terminou, os moradores se perguntam sobre o futuro da estrutura.

Para alguns, o Palácio de Ferro abrigará um museu do diamante. Outros afirmam que o andar superior foi preparado para receber uma cozinha industrial e que o Palácio será transformado em restaurante.


Palácio de Ferro em Luanda
na sua versão original, antes da reparação


Extraido de uma noticia de angola via net

2011

ARDINA



Ficheiro:Ardina (Porto).JPG
Estátua de um ardina no Porto,

O ardina era um vendedor de jornais de rua que apregoando a notícia chamava a atenção do potencial cliente. Figura muito retratada por artistas e muito popular pela sua exposição pública, a sua origem perde-se nos tempos e remete-nos à "notícia" que corria de boca em boca.

O ardina difere do atual distribuidor de jornais gratuitos. Preteridos pelo aparecimento de quiosques e outras meios de distribuição, já não se encontram ardinas pelas ruas de Lisboa, que
apregoavam a manchete do dia, e a informação fonte do seu sustento.

Os ardinas começaram por ser crianças esfarrapadas, descalças, de macaco de ganga remendado, muito despachadas e sempre de olho vivo. Homens adultos, mulheres e raparigas também ingressaram na profissão. As mulheres vendiam os jornais à porta dos cafés e igrejas.

As raparigas faziam a sua venda à porta dos cinemas e muitas percorriam as ruas a vender jornais.

Os jornais matutinos eram por regra vendidos pelos rapazes.

Os vespertinos eram vendidos nos carros elétricos pelos miúdos, que subiam e desciam do carro elétrico em movimento. Os ardinas iam comprar os jornais à Secção de Vendas. Nos anos quarenta as empresas jornalísticas começaram a ter vendedores nas estações, fardados que usavam um boné com um letreiro indicando o nome do jornal.

Estes vendedores recebiam os jornais meia hora antes dos ardinas e varinos e roubavam-lhes a clientela no Rossio.

Os ardinas tinham um sindicato. Em meados do século XX os jornais começaram a ser vendidos em locais fixos, nos quiosques, nas bancas, nas papelarias, acabando por extinguir a profissão de ardina.



Vendedores de Jornais em Lisboa 1940



T
Tipos e factos da Lisboa  (1900-1974). 

Publicações Dom Quixote, 1986, p. 201


1985

M'BANZA CONGO

História
   Brazão
A cidade foi fundada antes da chegada dos portugueses e era a capital de uma dinastia que governava desde 1483. O local foi abandonado durante guerras civis que eclodiram no século XVII.
M'Banza Congo foi o lar de Manikongo, que governava o Reino do Congo. No ano de 1549 foi construída uma catedral no local em que os angolanos reclamam ser a mais antiga da África Sub-Saariana, o nome da igreja no local é nkulumbimbi. Foi elevada ao status de catedral em 1596. O papa João Paulo II visitou a catedral em 1992.
O nome São Salvador do Congo apareceu pela primeira vez em cartas enviadas por Álvaro entre os anos de 1568 e 1587. A cidade voltaria a se chamar M'Banza Congo, após a Independência de Angola em 1975.
 
                                                  M`Banza Congo


Quando os portugueses chegaram a M'Banza Congo, ela já era uma grande cidade, a maior da África sub-equatorial. Durante o reinado de Afonso I, edificações de pedra foram criadas, incluindo o palácio e muitas igrejas. Em 1630 foram relatados cerca de 4000 a 5000 batismos na cidade com uma população de 100.000 pessoas.
A cidade foi saqueada várias vezes durante as guerras civis do século XVII, principalmente na batallha de Mbwila e foi abandonada no ano de 1678, sendo reocupada em 1705 por seguidores de Dona Beatriz Kimpa Vita, a partir desta época a cidade não foi mais abandonada.
Foi aqui as minhas férias de 1974 em julho.

1974

TORRES VEDRAS



Era uma vez um rei…


Vista Geral de Torres Vedras

Afonso Henriques de seu nome que em 1148 tomou aos mouros uma vila na Estremadura rodeada por suaves colinas e bonitos vales. Assim podia começar esta resenha histórica da cidade de Torres Vedras, situada no distrito de Lisboa, região agrícola de
forte componente vinícola e centro de uma intensa vida comercial e industrial que a torna um dos pólos mais modernos e importantes do Oeste. Esta tendência não é de agora pelo que Afonso III concedeu foral em 1250, confirmado e ampliado por D. Manuel I em 1510, reconhecendo-lhe o privilégio de vila que se manteve por 729 anos até chegar a cidade em 1979, sede de um concelho com 20 freguesias, 80.000 habitantes e 410 km2 de área total.

O perfil de Torres Vedras é como o daquelas mulheres que sendo elegantes mas não fascinantes, revelam-se encantadoras e gentis. Afonso III assim o entendeu: apreciando andar por estas paragens com a rainha D. Beatriz, mandou edificar um paço na encosta do castelo do qual não há rasto. D. Dinis foi outra conversa. Trazia a corte, mas por razões menos discretas deixava-se ficar por cá, enamorado que estava de D. Gracia Frois de quem teve um filho que chegou a ser conde de Barcelos. Vila doada a rainhas, sobretudo da dinastia de Avis, acabou por ter uma imperatriz nascida em Torres Vedras a 18 de Setembro de 1434, a infanta D. Leonor, filha de D. Duarte e D. Leonor, casada com Frederico III, imperador da Alemanha.

Dessas construções onde reis, rainhas e amantes se acolheram, mesmo os amplos edifícios onde D. João I decidiu reunir, em 1413, o seu Conselho a fim de legitimar a expedição a Ceuta, que assinala o princípio da expansão marítima de Portugal, ou onde o regente D. Pedro convocou Cortes, em 1411, para deliberar sobre o atribulado casamento de sua filha Isabel com o sobrinho Afonso V, nada resta. E não seria pouco se não devêssemos registar o fausto e esplendor dispensados por D. João II à visita da embaixada do rei de Nápoles, bem como a da República de Veneza, em 1496, feita nesta vila a D. Manuel I. Porém, não há só glórias a assinalar pois também sucederam dias negros.


Brasão de Torres VedrasBandeira de Torres Vedras

  Brazão                                             Bandeira

A alcaidaria esteve de preferência nas mãos de naturais da vila e quando assim não foi deu para a desgraça com intrigas e confrontos, como em 1384 quando o Mestre de Avis pôs duro cerco de modo a obrigar o alcaide castelhano Juan Duque a entregar as chaves. Razão igual obrigou D. João IV a tomar o mesmo caminho em 1640, agora com o alcaide português João Soares de Alarcão, bandeado para o lado dos Filipes. Há vozes históricas que atestam, com simpatia, a lealdade do povo da terra à Restauração da Independência, assim como a resistência aos franceses de Napoleão Bonaparte que não tiveram melhor sorte na Guerra Peninsular (1808-1810). Antecipando o presságio de uma derrota final, o general Delaborde foi derrotado em 21 de Agosto de 1808, nas batalhas da Roliça e do Vimeiro, pelo exército anglo-luso desembarcado em Porto Novo. Junot, o grande general instalado na vila, fez a trouxa e largou com o seu exército, em fuga para Lisboa, logo no seguinte dia 22, não sem ter saqueado o que pôde das igrejas e conventos.

A epopeia da resistência ao imperador francês é protagonizada pelo general inglês Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington e 1º Marquês de Torres Vedras, com a construção (1810-1812) das célebres
Linhas de Torres que acabaram por se estender do Tejo ao mar. Sistema fortificado e complexo, composto por 152 fortes e 628 bocas de fogo, tinha o seu coração no Forte de São Vicente, em Torres Vedras. Curiosamente, guerra, o forte só a conheceu quando as tropas cabralistas (Costa Cabral), do Duque de Saldanha, dali desalojaram os setembristas do Conde de Bonfim. Juntou cerca de dez mil homens a sangrenta Batalha de Torres Vedras que teve um mau fim para o Conde de Bonfim, obrigado a render-se no dia 23 de Dezembro de 1846. O rescaldo foi cerca de 500 feridos e 400 mortos, entre os quais o tenente-coronel Luís Mouzinho de Albuquerque, liberal desembarcado no Mindelo e sepultado aqui na Igreja de S. Pedro.

De guerras e batalhas a vila e o concelho ficaram fartos, optando pela paz e pelo progresso com o
caminho-de-ferro em 1886 , a luz eléctrica em 1912, a água canalizada em 1926. Cresceu a vila com novos bairros e ruas e tornou-se cidade em 1979. (…)

Mais de 20 Praias ao Longo do Litoral Torriense

Mesmo assim muitas são as opções para um banho refrescante no Atlântico ou simplesmente para repousar o corpo num banho de sol. Ao longo de mais de 20 km de costa, da Assenta a Porto Novo, mais de vinte praias estão ao seu inteiro dispor, algumas na proximidade de convidativas matas para um piquenique ou uma repousante sesta. De todas elas destacamos:
Praia da Assenta Sul
Praia da Assenta Norte
Praia de Cambelas
Praia da Foz do Sizandro
Praia Azul
Praia da Amoeira
Praia Formosa
Praia do Guincho
Praia da Azenha
Praia de Santa Helena

Praia do Centro
Praia do Norte
Praia da Física
Praia do Pisão
Praia do Mirante
Praia do Navio

Praia da Mexilhoeira
Praia da Vigia
Praia do Seixo
Praia de Santa Rita Sul
Praia de Santa Rita Norte
Praia de Porto Novo

Visite-nos! Deixe-se Tocar pela Natureza!
Vários são os motivos para usufruir de um passeio por Santa Cruz: Não só a beleza natural das suas paisagens mas também o poder de relaxamento e de descontração que vai encontrar.

Visite alguns locais impregnados de cultura, tocados pelos notáveis poetas e escritores que viveram nesta terra. Entenda porque corriam para o cimo destas arribas e sinta as suas fontes de inspiração.

Mapa do Concelho de Torres Vedras


2011