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06/01/2013

AS SAUDADES DE LUANDA, “MAGOAM” p’rá BURRO!



CAROS AMIGOS(AS) DE PÊTO...

(Só para malta de angola)

Não gosto nada de ser maçador. Mas...quando me "apertam" as saudades de Luanda...apetece-me repartir convosco esta dôr dorida. É ser "amigo da onça", não é? De qualquer modo e com o devido respeito, aqui vai mais este texto sobre LUANDA, espero que "sofram" como eu!

Espero que me perdoem.

Ai…que eu não consigo resistir, a esses “uivos” doloridos, que a saudade vocifera, em tom soturno e melancólico…aos meus ouvidos. É uma “chatice”, esta coisa dum “gajo” estar aqui asilado, fora dos seus “becos”, dos seus bairros, dos seus Amigos de infância, separado inocentemente da Terra que quase o viu nascer. Isto não se faz! Vocês, nem calculam, nem fazem ideia, como esta “DÔR” é!

E aqui estou eu, armado em escritor, a descrever para o papel, com os olhos “encharcados” de lágrimas, pequenos “Lembretes” que a faculdade da memória me vai brindando, e que eu, com todo o carinho e ternura, vou partilhando com os meus “Amigos de Peito”. São inspirações mucequeiras, oriundas de um “gajo” que foi “rosqueiro”, qui “pelejou” com “Liambeiros”, “Kamanguistas” do “Bairro Zangado”, “Sambizanga” e "Bairro da Lixeira"! Que aprendeu a dar “Baçulas à Pescador”, e que sofreu grandes “galhetas” e “Kapangas”, mas que…lá se foi safando, conforme foi aprendendo.

A Vila Alice, Bairro Popular e o Marçal embelezando toda essas minhas memórias, onde tantas vezes passei a fazer a minha “Banga-Fukula”, por causa de uma “garina”, que me punha a cabeça de rastos, quando lhe suplicava que me desse só um “beijo”! Conversávamos só à toa, “batia-lhe o córo”, mas…nunca passou disso. Depois que lhe “avistei” abraçada, com um “mulato” feio “p’rá burros”, que fumava tabaco de “quimbundo”, nunca mais lhe procurei. Mas ainda me lembro dela. Daqueles beiços, parecia uma “casbeiçurra”...mas eram tão bonitos e tentadores (deveriam ter gosto de "Maboque")…com muita pena minha…Nunca lhe provei…”Filha d’caixa”! Qui si LIXE! ....Mi vinguei, juro por Deus!

Esta saudade, PORRA!...é um peso que esmaga o coração dum Angolano…se ele é puro! Se for daqueles (como eu), que querem voltar, que não conseguem mudar de costume. Árvore de anos não se pode arrancar, dobrar nem transplantar...senão morre!

Estou “arrasca” meus Irmãos! Estou a sofrer p’rá burras! Longe das pessoas queridas da minha Terra, dói “p’rá xuxu”! Verdadeiramente meu coração ainda “Batuca”, estremece, quando pensa nessas coisas. Só me apetece “Xinguilar”, quando me lembra da “Joana Maluca”, do “Karibebe”, do “Velho Inhana”, do “João Cambaio” , da Velha Donana (Quintadeira afamada), por causa dos seus doces de ginguba. Ai que saudades daquelas nossas brincadeiras: “Dá-me fogo! Vai ali”; “Brincando na Serra, enquanto o Lobo não vem. Quê que o Lobo está a fazer? Está a vestir as cuecas…”; da “Caçumbula”; da “Treza…Ninguem mi atreza, até findei”!; do Jornal “A Palavra” com Renato Ramos, o maior Jornalista Angolano, que denunciou o vinho “Banga Sumo”, que provocava diarreia à toa. Queriam-lhe “Vuzar”, foi o Banga Ninito, mais o “Xiquinho” (Irmão do Chico Xavier), que tinha sido “Mister Músculo” em França, qui tomáram conta dele. Do Zé da LAL, quase dois metros de altura; do Zé dos Bimbos (chaufer do maximbombo do Dande)...grande “p’rá caraças”! Com uma “chapada” matou um porco de 100 kilos, do seu vizinho; Do “Kingromias”, que morava perto da “Casa Branca” e que nos dava “Berrida” com "burgaus"; Da “Marabunta”; do Enfermeiro Louro, que curava os “escan……….” da “malta”; Do Endireita ali na Rua dos Pombeiros em frente aos Correios, Do Luís Montês, que dava aqueles espetáculos no Sindicato do Comércio e Indústria e no cinema “Restauração” (“Chá das Seis”); Do “Alemão”, que era Estofador, que tinha umas “Manápulas” qui metiam medo ao diabo; Da “Chifuta”; dos “Irmãos Bezerra”; Do Cerqueira (grande Guarda-redes do ASA); Do Caseiro (irmão do Cerqueira) que nunca quis trabalhar e que fazia parte daquele grupo que pertencia à firma: “SIVAL" (Sociedade Industrial de Vadios de Angola Limitada); dos Irmãos Madeirenses (Fernando e Oliveira); Do Wilson; do “Zé Águas, grande “Liambeiro”; Do Tó-Tó Rei da “Kamanga”; do Azevedo, dono do “Bar Mariazinha"; Da mãe do Adriano (lutador), que era peixeira e "insultava" os seus clientes...

"KUABO-KAXE"! Depois falo mais...!

Sei que nos deram “Berrida”, por julgarem que éramos “Colonialistas”! Mas vocês aceitam isso? Que gajos, como nós, criados na mesma Sanzala, sejam corridos assim...À TOA???? ISSO NÃO SE FAZ!!!!!

Ideia original de BANGA NINITO

Adpatado por ZÉ ANTUNES

2013

AS MENSAGENS “urbi et orbi” DO “SANTO PAPA”



Ouvi o “Santo Papa” - no dia 1 de Janeiro 2013 - (Novo Ano), a dizer isso: “Infelizmente, apesar de o mundo ainda estar marcado por focos de tensão e de conflitos causados pelas crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo prevalecimento de uma mentalidade egoísta e individualista expressa inclusive por um capitalismo financeiro desregulados, bem como por diferentes formas de terrorismo e de criminalidade, tenho a convicção de que as multíplices obras de paz (…) testemunham a inata vocação da humanidade à paz”. Ouvi e vi o “Santo Papa” Bento XVI, na Televisão, em sua mensagem de Natal (2012) “urbi et orbi” (à cidade e ao mundo), a pedir ao “Jesus Menino” (passo a citar): “…Faça crescer as suas virtudes humanas e cristãs, sustente quanto se vêem obrigados a emigrar para longe da própria família e da sua terra, revigore os governantes no seu empenho pelo desenvolvimento e na luta contra a criminalidade…” Pergunto: Será, que as excelências desta Terra, esses “materialistas” famosos do capital, estes ignóbeis corruptos, souberam ouvir e interpretar essas palavras? CRISTO, expressava assim os seus pensamentos numa sociedade, sobre a crise existencial da espécie humana. Ele não impunha as suas ideias, mas expunha-as. Não pressionava ninguém a segui-lo, apenas convidava. Era contra o autoritarismo do pensamento, por isso procurava continuamente abrir as janelas da inteligência das pessoas para que refletissem sobre as suas palavras. CRISTO conhecia as distorções da interpretação, era elegante no seu discurso e aberto quando expunha os seus pensamentos. Jesus combatia a violência com a não-violência. Ele apagava a Ira com a tolerância, restabelecia as relações usando a humildade.

Quando sua “Santidade Bento XVI” disse, que apesar do mundo ainda estar marcado por focos de tensão e de conflitos causados pelas desigualdades entre ricos e pobres, quis fazer um apelo para que cessasse o derramamento de sangue, que se facilitasse o socorro aos prófugos (fugitivos, nómadas, vagabundos) deslocados e se procurasse, através do diálogo, uma solução para todos os conflitos. E tinha razão. O mundo em que vivemos é violento. A televisão transmite programas violentos. A competição profissional é violenta. Em muitas escolas clássicas, onde deveriam reinar o saber e a tolerância, a violência tem sido cultivada. “Violência gera violência”. Spinoza, um dos pais da filosofia moderna, que era judeu, declarou "que Jesus Cristo, era sinónimo de sabedoria e que as sociedades envolvidas em guerras de espadas e guerras de palavras poderiam encontrar nele uma possibilidade de fraternidade". E é precisamente com o apelo de Sua Santidade Bento XVI, que termino: “Paz para o Povo da Síria”; “Paz na Terra onde nasceu o Redentor e aos Israelitas e Palestinianos; Paz para o povo da Síria, profundamente ferido e dividido por um conflito que não poupa sequer os inermes (desarmados, indefesos), ceifando vítimas inocentes; Paz para os países do norte de África, em profunda transição à procura de um novo futuro, nomeadamente o Egipto. Paz para o vasto continente asiático. Que o Rei da Paz pouse o seu olhar também sobre os novos dirigentes da República Popular da China pela alta tarefa que os aguarda. Paz ao Mali e da concórdia à Nigéria onde horrendos atentados terroristas continuam a ceifar vítimas... Paz ao Quénia e que o Redentor proporcione auxílio e conforto aos refugiados do leste da República Democrática do Congo e abençoe os inúmeros fiéis em todo o mundo”.

Foram estas as sábias e santas palavras de BENTO XVI! FELIZ ANO NOVO!

C. S.

2013

LUANDA ANOS 70



Hoje é o dia do

Recordar o teu acordar, indolente, os maximbombos cheios de gente, o andar descontraído dos teus citadinos, pois eras a capital sem pressas.

As tuas lindas manhãs soalheiras, luminosas, as serenas tardes de Verão o teu deslumbrante nascer do dia e refletir o sol na Baia.




















Uma Praia

Recordo os teus crespúsculos de tons ralados, avermelhados / alaranjados como se de um arco – íris de mil cores se tratasse, a imergirem nas limpidae tépicas águas do Atlântico na exuberância do anoitecer.

As longas noites de cavaqueira em conversas acaloradas e amenas, com os pés em chinelos de dedo metido, descansando de um árduo dia de trabalho.
























  
Por do Sol na Marginal


Recordo as passeatas á noite aluaradas pela tua marginal bela e reluzente, sobre o prateado de uma calma lua na baia a brilhar.

As danças dos pirilampos, as tuas palmeiras ondulando como se a dança do ventre dançassem ao som do vento no seu suave cântico


     Eixo Viário ao anoitecer





























Miradouro da Cidade Alta

O Futungo de Belas para embarque no Kapossoca ou no Kileva ou ainda no Kitoco que sulcando as águas rumavam à ilha do Mussulo, de rara beleza paisagística e de natureza selvagem sem igual .


















Embardadouro do Mussulo anos 70


Recordo o molhar os pés nas tuas praias de areal sem fim, Restinga, Barracuda, Tamar, Floresta d
e dia percorridos por mim e à noite nelas estendido a amar.

Alguns dos teus musseques que conheci quase como as palmas de minhas mãos e as cubatas onde alguns meninos imberbes tiveram a sua iniciação sexual.


















Ilha, Restinga e Clube Nun`Álvares - anos 71


 

Recordo os teus suculentos frutos; o abacaxi, a goiaba, o maracujá, a pitanga, o tambarindo, o sape-sape, a mucua, o abacate, a fruta pinha, o mamão, a manga, o côcô e a sua água leitosa, o maboque, as diversas espécies de banana, o caju e tantos outros frutos deleciosos.

A cana de Açucar, o gindungo, a paracuca, a batata doce o doce de coco, a muamba de galinha com óleo de dendém ou de peixe com funge de farinha mandioca ( fuba ) ou funge de pirão ( farinha de milho )


















Mercado de São Paulo - Luanda


Recordo os trilhos caminhos poeirentos das barrocas de terra avermelhada contratando com alguns percursos de branca areia fina, que me levavam a outros bairros e a outras vivências.

O antigo mercado indígena de São Paulo com as quitandeiras no chão de terra batida sentadas, estendendo os coloridos panos do Congo, os colares de missangas de mil cores, os aromas dos frutos, os odores de peixe seco.































Mercado de São Paulo - Luanda
 

Recordo os silêncios ruidosos das tuas ruas, das tuas largas avenidas, das luzes do teu porto que por vezes eram um pálido clarão brilhando através da cortina de névoa lançadas pelo cair do cacimbo.

Aquela Luanda de que me apaixonei e que tentei perceber no meu jeito, onde cresci, vivi, chorei, sorri e sonhei em algumas esteiras que foram meu leito.






















Bulicio da Baixa da Cidade - anos 70


Recordo as minhas idades de mocidade que em ti passei, e sinto a falta dos teus cheiros, das noites de brisas quentes, dos meus bons companheiros e das lindas mulatas ardentes. Luanda capital sem fronteiras nem entre a vida e a morte, e a sombra das tuas belas palmeiras.Saber que estava num pais Tropical.



















Bairro da Maianga - anos 70


Recordo as alvoradas dos teus novos dias surgidos, rompendo trevas de antigas noites e povos de um vasto naipe de etnias estarem na sua terra sem açoites. Recordações que jamais abandonarei e nos meus silêncios derramo lágrimas de saudade pura, por ti Luanda que no meu coração perdura.

Terra amada, do meu crescer e da minha inocência perdida, andarei sempre contigo em pensamento no restante tempo da minha vida.
Terra do meu encanto, será que ainda te voltarei a ver e nas tuas ruas poder verter as minhas lágrimas, meu pranto,

Meu desejo está já feito, minha sepultura será o mar assim regressarei ao teu peito para em teus braços me aconchegar.

A ti Luanda, com o sentimento profundo de que eras a minha cidade, de que fazias parte do meu país da minha vida.


Piscina Olimpica de Alvalade - 1970

Texto da Cidália e fotos da net


ZÉ ANTUNES

1970

OS TEATROS


Ano de 1978 trabalhava no Teatro Variedades na Revista “ ALDEIA DA ROUPA SUJA” como técnico de Palco, funções que eram as montagens dos adereços e cenários na teia era o descer e subir cenários em telões. Trabalhava eu, o meu irmão Fernando e o Fernando Caravau (Zé Banqueiro) quando recebi um convite para fazer as gravações de uma série com vários artistas de Revista entre eles o Nicolau Breyner, Ivone Silva, Camilo de Oliveira entre outros.



Cartaz

Nessa época, faziam-se vários programas para a Televisão Portuguesa de onde se destaca como sucesso a série "O Espelho dos Acácios",
Nessas gravações que se realizavam num estúdio em Belém eu fiz de figurante em vários squetchs. O Guionista era o falecido César de Oliveira. No intervalo das gravações convivia-se com todos, desde as primeiras figuras, artistas secubdários, Bailarinos e o pessoal Técnico, Carpinteiros, Electricistas, Contra Regra, Costureiras, Pessoal da Orquestra e o Ponto ( colaborador que ficava no fosso a corregir as deixas dos textos.

Mais tarde fui trabalhar para o Teatro Monumental na Comédia “UM ZERO À ESQUERDA “, com Laura Alves Rodolfo Neves, Arminda Taveiro, Eduardo Viana e Victor Rosado, era eu que iniciava o espetáculo projetando slides e sicloramas. Acompanhei este espetáculo, até a última sessão em Lisboa, indo depois para tourné, esta comédia era dirigida pelo saudoso António do Cabo.
Fez furôr em Lisboa e no País, pelo titulo e pela época em que aconteceu.
Não foi um êxito de bilheteira, no computo geral mas no inicio mas bateu os records de permanência em cena e movia multidões.




Prospeto  Publicitário

Um espetáculo bem controverso e de muita polémica esteve três anos consecutivos em cena entre Lisboa, Porto e tourné! Saudades do majestoso Monumental

Nos anos 1988 fui trabalhar para o Bar do teatro ABC. Onde se estreava a Comédia “ Pijama para seis “ com Octávio Matos, Maria Tavares, Luís Mata, António Semedo, Isabel Alvarez e Isabel Damatta. Original de Marc Camoletti. Encenação e adaptação de Carlos César.

No teatro Monumental trabalhou comigo o Eduardo Garcia Pires, que era meu colega nos Caminhos de Ferro Portugueses, infelizmente já falecido, a minha homenagem a este amigo que trago sempre nas minhas recordações.




 



















Teatro ABC

Deixei estas lides teatrais em 1986 com a minha mudança para o Cacém, pois não me restava tempo para poder continuar.

Guardo boas recordações de todos que conheci.


ZÉ ANTUNES

1986

03/01/2013

COMO SERÁ O NOSSO MUNDO AMANHÃ?


Com esta correria louca às sofisticadas e desenvolvidas tecnologias da Informática, tendo em conta o que a humanidade evoluiu no último século, é caso para perguntarmos: o que nos reservará o futuro? É que o mundo virtual, está a tomar proporções maiores do que as reais.

Até muito recentemente, as pessoas confiavam em “tertúlias de café”, através de diálogos amistosos, opiniões, tínhamos ouvidos prontos para pegar a última palavra do “boca em boca”, estávamos atentos a tudo o que era anunciado e chorávamos, juntos, a perda deste ou daquele Amigo…Sentiam-se as saudades! Com a banalização da Internet e da Ciência, os centros de decisão fundiram-se num só, ou seja, num imenso “quartel-general “Online”. A Internet fornece-nos todas as informações sem sairmos da nossa sala e só deixa de ser usada quando a demanda física nos ultrapassa. Outros tempos, outras modernidades…! Mas a vida é isso! Um “turbilhão impetuoso, que arrasta e envolve desordenada e veemente o vento dos negócios. Senão, vejamos: no passado, os objectos eram neutros. Não eram inteligentes e não possuíam um estado de espírito.

Se tinham uma personalidade, esta, era-lhes atribuída pelos seus dotes imaginativos e superficiais. As bonecas, por exemplo. Antigamente, não passavam de objectos inertes e pobres da sua forma humana (“bonecas insufláveis”), que serviam para simular o sexo. Hoje, com o avanço da tecnologia, há bonecas “Hiper realistas”, conhecidas por “Real Doll”. Um olhar descuidado pode nos fazer confundir com uma mulher de carne e osso! Para se ter uma ideia, a pele é feita de “cyberskin”, um material muito parecido com a textura da pele humana. O cabelo é trabalhado fio por fio, sem falar nos detalhes impressionantes do corpo: lábios da boca, dentes, olhos, orelhas, dedos, unhas, vagina, pelos e mamilos. E para deixar o negócio ainda mais realista, o fabricante aconselha que a boneca seja colocada numa banheira com água morna por uns vinte minutos para deixar a temperatura da pele igual à temperatura do nosso corpo.

Os possuidores da “Amazing Amanda”, podem já conversar com a sua boneca e a “Inteligência” está disponível sob a forma de acessórios de reconhecimento facial, reconhecimento de voz e dispositivo de identificação por frequência de Rádio, etc. Portanto, se esta ou aquela pessoa estiver só, pode adquirir uma “parceira ou um parceiro amoroso, de tamanho natural e fisicamente realista, entre os 7.000 a 10.000 euros, a uma empresa denominada “Realdoll.com” (boneca real).

Como será o nosso mundo amanhã? Bom!...A previsão é um jogo perigoso – o futuro nunca é uma linha recta, uma extrapolação linear a partir do presente. Porque as inovações e acontecimentos inesperados podem conspirar para uma viragem nos planos estabelecidos - , mas é melhor do que não pensar no futuro de todo. Como a vida quase nunca é como gostaríamos que fosse e a realidade raramente coincide com a ficção, cabe-nos perceber que, em matéria de afectos, tudo seria infinitamente mais fácil se deixássemos de viver numa atitude defensiva.

Todos teríamos a ganhar se apostássemos em conhecermo-nos melhor, e se conseguíssemos acreditar mais em nós e nos outros. E é justamente porque a confiança e a coragem fazem toda a diferença na vida, que vale a pena falar em ousar amar.

Cruz dos Santos

2012

A MINHA ANGOLA!!!



Lindo, ...a minha Terra!


"Um beijo sem nome"do livro "Vozes ao Vento"

Quando te disse
Que era da terra selvagem
Do vento azul
E das praias morenas...
Do arco-íris das mil cores
Do Sol com fruta madura
E das madrugadas serenas....

Das cubatas e musseques
Das palmeiras com dendém
Das picadas com poeira
Da mandioca e fuba também...

Das mangas e fruta pinha
Do vermelho do café
Dos maboques e tamarindos
Dos cocos, do ai u'ééé...

Das praças no chão estendidas
Com missangas de mil cores
Os panos do Congo e os kimonos
Os aromas, os odores...

Dos chinelos no chão quente
Do andar descontraído
Da cerveja ao fim da tarde
Com o Sol adormecido...

Dos merenges e do batuque
Dos muquixes e dos mupungos
Dos imbondeiros e das gajajas
Da macanha e dos maiungos.

Da cana doce e do mamão
 papaia e do cajú...
tu sorriste e sussurraste
"Sou da mesma terra que tu!

ZÉ ANTUNES

2008

MAS O QUE QUEREM ESSES CANALHAS DA TROIKA E DO FMI? MAS O QUEREM ESTES GAJOS DA UNIÃO EUROPEIA? CHAMAS A ISSO UNIÃO? OU "DESUNIÃO"? MATAR-NOS - TODOS - À FOME?



Vivemos numa época em que, o que se diz ser, é o que conta. Mas precisamos de enfrentar esse ardil e resistir ao argumento capcioso que induz ao erro, ao falatório e ao engano. Empreender um esforço de compreensão, a fim de percebermos o que é importante para a comunidade. Hoje em dia, a conformidade geral de opiniões, a unanimidade, em torno da sua pessoa, sobretudo na Europa, é de molde a provocar “alergia” a quem é sensível a todas as INJUSTIÇAS. Nestes receosos dias de desespero pela crise e pelo nosso futuro, onde tantos incómodos e divergências se acumulam, os malabarismos da mentira política e da ignorância arrogante, pretendem sobrepor-se à mecânica das evidências. No entanto, já toda a gente sabe que a realidade é outra, e que a situação actual não pode manter-se por mais tempo. E os sinais indicam que são insuficientes, ineficazes, os procedimentos e as decisões até agora tomados pelos partidos. Então, o que podemos fazer por nós próprios, tendo em conta que os propósitos políticos em causa pouco ou nada projectam em nosso favor? Devíamos, talvez, aplicar a sabedoria dos nossos erros para recriminar aqueles que nos conduziram à situação em que nos encontramos. Todas estas figuras “decorativas”, chegam ao proscénio (à ribalta), tingidas por fora de impolutos predicados (carácter imaculado), prometendo “salvar a pátria”, através do nosso voto e dos nossos impostos. Sorriem, mas estão cheios de raiva e de ressentimento. Insultam-se, na Assembleia da República, com a baixa linguagem dos eguariços, e “desembainham a larga espada da justiça e da solidariedade”, como se estivessem a cumprir um destino. Entretanto, a aleivosia das generalizações, a farsa da propaganda, atingiu a mais atroz das banalidades e a mais inquietante das incertezas. A impostura e a hipocrisia, andam de mãos dadas. Portanto, nada de novo: privatizações a eito, limitação de direitos, benesses a quem dá emprego aos outros, "cortes" e mais "cortes", enfim, um manancial de iniquidades (desigualdade) e tirania. O fosso entre pobres e ricos aprofundou-se abissalmente. As manipulações de números, as mentiras que têm sido impostas como verdade irretorquíveis, bem como a desenfreada ganância do “mercado” está a pôr em causa o necessário equilíbrio económico mundial. O que pretendem esses Filhos da P….? Meterem-nos medo? Estamos, pois, numa encruzilhada, até que o apego excessivo a formalidades, a ignorância e a informação omitida e dirigida, permitirem uma unívoca concentração de poder, onde as alternativas nos são apresentadas como as únicas construções institucionais:

“Mudar tudo!”

MAS, AFINAL, ESTAVA TUDO MAL? ÉRAMOS TODOS UNS FALHADOS? HAVIAM PROFESSORES, ENFERMEIROS, MÉDICOS, JUÍZES, DIRECTORES, GENERAIS, POLÍCIAS, MILITARES, UNIVERSITÁRIOS INCOMPETENTES? ESQUADRAS, JUNTAS DE FREGUESIA, CENTROS DE SAÚDE A MAIS? MAS....ÉRAMOS TODOS CORRUPTOS E CALOTEIROS? E...ONDE PARAM, OS VERDADEIROS LADRÕES?

MAS...O QUE PRETENDE O FMI E A TROIKA? E A "NAZISTA" ANGEL MERKEL? VENDEREM TODO O NOSSO PATRIMÓNIO HISTÓRICO? ESMAGAR PORTUGAL? ESCRAVIZAR OS PORTUGUESES?

FILHOS DA P….!!!

Ninito

2012