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11/02/2013

DEPOIS DO ADEUS- 4 - 5 - 6





EPISÓDIO 4 - MAIS UMA MUDANÇA

7 e 8 de agosto de 1975
 Uma acesa discussão entre Natália e Maria do Carmo leva Álvaro a sair da casa da irmã. A família instala-se na pensão de Sílvio, onde já mora Teresa, amiga de Angola. Lá está também Nando, um menino que perdeu os pais e que Ana encontrou no aeroporto quando chegaram a Lisboa.
Daniel regressa de Angola e dá conta a Álvaro da destruição e desorientação que existe no país. Daniel procura o filho, mas Jorge não quer saber do pai. Jorge é amigo de Gonçalo e Catarina e conhecido de Ana, a filha de Álvaro. Depois de ter ficado sem o dinheiro que o pai mandava, Jorge vive revoltado pela situação e despreza os retornados.
Daniel tenta reaver os seus bens através de um advogado conhecido, mas não consegue nada. O advogado está de partida para o Brasil, depois do escritório ter sido ocupado e as propriedades nacionalizadas.
Álvaro, Maria do Carmo, Ana, João, Daniel e Teresa participam no desfile de retornados. 

EPISÓDIO 5 - ZANGAS DE FAMILIA
 14 e 15 de agosto de 1975

João rouba um chocolate na loja da D. Odete e é apanhado. Maria do Carmo fica muito envergonhada e Natália faz questão de ir contar ao irmão para culpar a cunhada de não saber cuidar dos filhos.
Catarina convida Ana para ir viver com ela e os dois irmãos em sua casa, mas Álvaro e Maria do Carmo n...ão deixam.
Luísa encontra-se com Ana em casa de Catarina e ofenda a prima, lembrando o episódio do roubo do chocolate.
Natália e Joaquim vão visitar a família a Castelo Branco.
Daniel encontra-se com o filho Jorge, mas a conversa não corre nada bem. Jorge acusa o pai de o ter abandonado aos cuidados dos avós e de ter partido para Angola sem nunca mais dizer nada.
Álvaro reproduz os filmes que trouxe de Angola num projetor de Artur. Toda a família e amigos estão presentes para recordar os bons velhos tempos passados em Luanda.


EPISÓDIO 6 - NOVO DESAFIO
 18, 19 e 20 de agosto de 1975

Teresa conta a Maria do Carmo que antes de conseguir fugir de Luanda foi violada por vários guerrilheiros.
Joaquim espera que o cunhado saia da fábrica para combinar um encontro com Rosário na empresa.
Maria do Carmo arranja emprego na mercearia da rua onde trabalha Odete, que é amiga de Natália. Álvaro não reage nada bem ao facto de a mulher ir trabalhar, mas Maria do Carmo não está disposta a abdicar disso.
Os trabalhadores da metalúrgica decidem sanear o patrão Casimiro por ter interferido com o plenário que decidia fazer greve. Álvaro vê-se obrigado a votar a favor do saneamento para não perder o emprego.
Ana beija Gonçalo, o namorado da prima Luísa, e sente-se incomodada com o facto.

06/02/2013

MARINHA



NAVIO NRP VASCO DA GAMA


Foram criadas as chamadas "Instalações Navais", as de Bissau (Guiné), da Ilha do Cabo (Luanda) e de Metangula (Lago Niassa), nas quais estavam instalados os aquartelamentos, as oficinas, as messes e outros órgãos de apoio logístico.

No rio Zaire, fronteira natural de Angola, com fortes correntes de 4 a 8 nós, foi sempre utilizado pelos movimentos de libertação para as infiltrações no território. Ao longo das 90 milhas de margem fronteiriça, cabia à Marinha, com um dispositivo naval de Lanchas e Fuzileiros a fiscalização de margens e múltiplos canais.os fuzileiros embarcam na fragata “Vasco da Gama” que larga das Instalações Navais das Ilha do Cabo (INIC) em Luanda, com armas e bagagens, rumo ao norte, numa viagem que os levará aos diferentes postos de vigilância do rio Zaire.

Depois do transbordo para uma LDM – Lancha de Desembarque Média, esta unidade continuará para montante do rio, rendendo nos diferentes postos os camaradas que completaram as suas missões: Quissanga, Pedra do Feitiço, Puelo, Macala e Tridente.

Ao longo do percurso são visíveis os vestígios gravados no tempo pelas guarnições que ali passaram: “Cais construído pelo Destacamento n.º 11 FZE – os Rangers, Maio de 1965”.Mais a montante “Homenagem dos que partem aos que ficam na defesa das fronteiras de Portugal eterno – Destacamento n.º 6 FZE”, num obelisco ali construído. No posto do Tridente também os sinais da passagem do DFE 13. Foram dezenas os oficiais da Reserva Naval que ali cumpriram as suas missões em Unidades Navais (Fragatas, LFG’s ou LFP’s), Destacamentos ou Companhias de Fuzileiros. A própria fragata “Vasco da Gama” é também disso um testemunho com a passagem do 2TEN RN Luis Lourenço Soares de Albergaria Ambar, 5.º CEORN que, desde 27.10.63 pertenceu à guarnição daquela unidade naval que, mais tarde, cumpriu uma comissão em Angola de Agosto de 1964 a Abril de 1966. Meu tio André do Patrocinio esteve nesta comissão. Era o barbeiro do navio. O navio era comandado pelo então CFR Rui Ferreira Molarinho do Carmo. Houve ainda uma outra comissão da fragata “Vasco da Gama” em Angola, de Maio de 1970 a Agosto de 1970, sob o comando do CFR António de J.B.B. de Carvalho. Ai esteve o meu grande amigo Carlos Bastos.

Elementos pesquisados na net

1970

04/02/2013

JOÃO KAJIPIPA 13



João Kajipipa andava de olho na Garina Aninhas, que morava ali no Marçal e como tinha arranjado umas bumbas lá no Jornal “ A Província de Angola” queria "engatar" uma "kamundonga", toda estilosa, di perna alta e grande mataco!

Vai "di-embute" no Bairro Popular, e faz uma "revienga" na "Casa Confiança", qui era a Loja do "Cota" Senhor Novo, entra nu "buteko" e, armado em "craque", compra os cortes dus fazendas, para mandar fazer us carças azul escuro, juntamente com us borsos escondido, qui os "madié mais velho" chama di “Kafukolo” para guardar os "kitári". Aí já então, manda ainda fazer us camisa "ás mil flores", com macho nas costas. Dê seguida, comprou máji...corte de linho indiano, cor beje, para o Sió Zacarias, alfaiate de fama, fazeri nus sua máquina de costura di marca "Singer", uma "Balalaica" com quatro bolsos e com cinto na cintura dus mesmo técido. Eh!! Sió Zacarias, era arfaiate di primeira, fazia us fato para si vender nu "Quintas & Irmão" e nus "Armazéns du Minho"! Tás pensar quié quê?! Qui é qualquer um? Não ti lembras dele? Morava ali perto do cemitério de "Santa Ana", era "gingongo" cu os irmão dere...mais novo!

O João Kajipipa para se mostrar foi no alto forró no "Barengue" do Zéca Salapito, ali no Bairro Operário, o madié todo bangão entra e fica a visionar o ambiente, as máuas penduradas pra fazer style, de caxexe, topa as duias que estão sentadas. Aparelhagem "estéreo" solta alto merengue bué conhecido bem ao geito de dar altos sembas e umas kikortas à mistura, famoso "La Mecha".

O João Kajipipa não vacila, todo bangão, vai na mesa das damas, fala para uma então toda assanhada que tava a varrer altas "Cucas".

Numa de intimidação lhe pergunta com arrogância. Komé...dança!!!

Garina levanta toda injuriada e lhe pergunta. Xé!...Donde você me conhece que te dei confiança pra me chamar de Constança ?

Ai um pouco desmoralizado bazou e foi no Baile do Desportivo São Paulo, onde se encontrava a sua amada a Aninhas,

ÉH!! Olha só o João...meu Deus! Todo enfarpelado, todo gingão, a fazer os seus "esplingues" di fato e balalaica, a "rasgar" a passada com seu cigarro "negrita" e a dar as suas "bafuradas", qui parecia mesmo "Mindele du Puto". Está ali ele! A dar entrada na "farra" do Desportivo de São Paulo, com o seu olhar "di-esguelha", sapato di verniz, relógio com corrente a sair du "kafukolo"...a "galar" a Aninhas, preta-fula, de saia travada, carregada de brilhantina...

-Como é "Kandengue"? Queres fazer uma "puxada" comigo? Ou 'tás comprometida, com algum "Dêguebo"?

-Tás a pensar sô quem? Alguma "Minhungueira" da tua laia?

-Descurpa já antão! Não ti quis ofender.

Aí já então, se abraçaram, si deram bêjo como nu Cinema...rasgaram o chão com as suas bangas-fukulas, deixando os outros "Madiés" boamados p'ráxuxu!

"KUABO KAXE"!


Colaboração de Banga Ninito

ZÉ ANTUNES

2013

03/02/2013

CAIXOTES



Esta história passou-se com o Adelino Cardoso ( Ninito Pasteleiro ) tendo também ele vindo de Angola – Luanda, morava no Bairro Popular nº2 . Veio na Ponte Aérea como muitos e trouxe alguma bagagem que foi para os Armazém do Aeroporto Militar de Figo Maduro, Quinta da Francelha.

Eu tinha entrado para o I.A.R.N. em 09 de Setembro de 1975 para a Rua de São Ciro nº 79, e as minhas funções eram de elaborar todo o processo do retorno das pessoas que estavam a regressar das provincias ultramarinas, fazendo as fichas para se elaborar um cadastro.

Como entretanto iam chegando malas, caixas e caixotes ( alguns com dimensões enormes ) por via aérea, fui promovido a Supervisor e colocado na Quinta da Francelha, para dar despacho aos caixotes que se amontoavam nos Armazéns ali perto do Aeroporto Militar de Figo Maduro.

Em meados de Outubro de 1975, não sei precisar o dia, tenho a visita do nosso amigo do Bairro Popular, Adelino Cardoso, penso que acompanhado com o pai, para eu despachar os seus caixotes, um deles bem grande, que continham as maquinarias da Pastelaria que tinham em Luanda,

Caricato foi eu querer logo despachar os caixotes do Adelino, coisas de amizades por ele ser do Bairro Popular nº2, e o manobrador do empilhador querer ie almoçar e ainda não eram as 12h30, e eu a ordenar que ele tirasse os caixotes que ainda estavam por cima dos caixotes do Adelino, para os transportar para a camioneta que já estava à espera, pois já lhe tinha dado a guia de marcha ( guia de transporte ).

A hora do almoço a chegar e claro que alguns colaboradores tarefeiros contratados para carregarem as camionetas, começaram logo com aquelas piadas revolucionárias, venenosas sobre os retornados, tentavam boicotar as minhas ordens, lá lhes ia dizendo que não estava a favorecer ninguém, que toda a papelada já estava em oedem, só esperando que o empilhador carregasse a camioneta, para depois do almoço se dirigir a Santa Apolónia para serem despachadas para Oliveira do Bairro.

Nosso amigo Adelino e o pai foram-se embora com tudo tratado, eu e o restante pessoal fomos almoçar a um restaurante que estava na moda naquele ano de 1975 e ficava ali perto do Quartel, o restaurnte era o “ Cabeça do Touro “.

No periodo da tarde, com a guia de transporte elaborada, etiquetas coladas, devido ás dimensões de um dos caixotes fui a Santa Apolónia acompanhar a carga, onde o Sr. Baltazar factor da C. P. dava a arrumação nos vagões “JOTAS “ assim se chamavam os vagões que transportavam mercadorias para todas as estações dos Caminhos de Ferro.

Lá se despachou as imbambas do Adelino Cardoso ( Ninito Pasteleiro ) para a bela cidade de Oliveira do Bairro.

Depois de tantos anos sem termos contacto um do outro, eis que as redes sociais, nos pregaram esta partida de pelo menos sabermos uns dos outros, estarmos vivos , com saúde e sabermos novidades de outros avilos da nossa querida Luanda. Curioso costumo ir a Oliveira do Bairro e desde 1983 que estou a trabalhar em Santa Apolónia na antiga C.P. hoje REFER.



ZÉ ANTUNES

2013

24/01/2013

CAMINHAR AO AR LIVRE, É O QUE HÁ-DE MELHOR!

Antes de tudo, permitam-me,  que lhes diga o seguinte: primeiramente, essa coisa de fazermos ginástica, não deve ser só encarada como uma máquina, de “fabricar super-homens”, nem para transformar um gordo numa super vedeta modelo. Nada disso! Até porque, não há ginástica assim tão específica, com fins tão positivos e tão delimitados. É puro “charlatanismo”, quando se faz uma afirmação tão pretensiosa desta natureza e se recorre ao mesmo sistema de exercício para fins tão contrários. A educação física visa ao equilíbrio orgânico, tem um efeito geral sobre todo o organismo (melhor se for ao ar livre), provocando a rigidez de cada órgão e a eficiência de cada sistema, assegurando a saúde (esse precioso e tão desejado “tesouro”), que todos nós gostamos de a preservar. Nos tempos que correm ninguém está disposto a sugerir que se abandone o automóvel, a TV, os computadores, ou as máquinas domésticas de lavar só para que cada um de nós se torne mais “apto”. Como é óbvio, ficámos mais gordos, mais preguiçosos e doentes. Cerca de 15 a 20% dos nossos estudantes são obesos e por aqui se pode avaliar qual será o aspeto dos seus pais.



A caminhada é uma atividade que pode ser realizada por pessoas de todas as idades. Não requer prática e é um dos exercícios mais recomendados pelos médicos, sobretudo na prevenção da função cardio-respiratória. E caminhar ao ar livre é o que há de melhor! É fácil, saudável e barato! Saiba como pode colocar esta ideia em prática, com sugestões criativas. E criem o caderno de memórias das caminhadas em família! O modo de vida atual, com a emergência das tecnologias e insegurança nas ruas faz com que a vida das crianças se torne mais sedentária. A rotina dos mais novos é cada vez menos agitada e as brincadeiras decorrem sobretudo no contexto do lar, contribuindo para um modo de vida que poderá ser prejudicial para o futuro, mas que sabemos que é difícil combater. Por isso o desafio deve partir do adulto: incentive o seu filho para uma caminhada! Praticar exercício físico em conjunto e num contexto informal de lazer propiciará o fortalecimento do relacionamento entre pais e filhos e o estreitamento de laços de amizade, promovendo a saúde e o bem-estar da família. Para as crianças melhora a coordenação motora, o aumento dos níveis de disciplina, a socialização e auto-estima, reduzindo o risco de problemas de saúde no futuro. Para ambos - adultos e crianças - caminhar faz bem ao corpo e à mente. É uma atividade fácil de gerir mediante o tempo disponível por cada família, e na maioria dos casos, não requer marcação prévia, mas apenas a definição do lugar a visitar, que pode ser o parque mais próximo de casa ou um lugar novo surgido de uma pesquisa rápida na Internet. Pode escolher o itinerário à medida da sua família, atendendo aos gostos de cada um.
A caminhada poderá ser realizada num contexto urbano ou rural, com cariz mais natural ou cultural e com a duração desejada. O passeio pode ainda ser orientado ou não, caberá a si decidir. A idade da criança não é impedimento, pois muitos itinerários estão preparados para caminhadas com crianças de colo. E principalmente, a maioria dos parques e jardins são de entrada livre, não implicando quaisquer custos. E normalmente possuem zona de merendas, pelo que pode levar piquenique! Os miúdos adoram! Ao caminhar o adulto deve promover o convívio e as brincadeiras ao ar livre, motivando a observação e sensibilização para o património natural e paisagístico característico de cada lugar. Tente diversificar, ou seja, alterar os percursos que realizam, para quebrarem a monotonia.

C SANTOS

2012
                   

OS “FAMOSOS” DESCONHECIDOS!



Hoje, não vos vou falar daqueles habituais “famosos”, que todos conhecemos. Ou seja, daqueles que se fazem transportar em luxuosas limusinas ou em viaturas “top gama”. Muito menos das “celebridades” ornamentadas de presunção do mundo financeiro, do cinema e da política. Nem dos “craques” da bola, cheios de jactância, nem das “vedetas” das telenovelas ou dos “reality shows” pindéricos, como o “big brothers” e a “casa dos segredos”. Nada disso! Hoje, vou vos falar dos verdadeiros “Famosos”, que a maioria de nós desconhece! Aqueles, que na clandestinidade, tudo fazem para auxiliar e ajudar o seu semelhante. Aqueles que, voluntariamente, oferecem seus braços, seus gestos, em árduas tarefas, envoltos na mais bonita e extraordinária acção de “entreajuda”, que têm vindo a desenvolver através de iniciativas fabulosas e merecedoras de admiração, campanhas de recolha de vários materiais, de 1ª necessidade, incluindo a “recolha de sangue e novas inscrições no “banco da medula óssea”. Daqueles que andam no terreno, à chuva e ao frio (ao sol, à neve), que deixam as suas habitações, o “quentinho” dos seus aposentos e afagos, e vêm para a rua, conhecer as angústias, ouvir as histórias trágicas acompanhadas de drama.

Vou vos falar daqueles Funcionários (Homens e Mulheres), humildes, dotados de enorme sensibilidade, Amigos de seus Amigos, “Famosos” (com “F” grande) da “Fundação Bissaya Barreto”, da “Caritas Diocesana de Coimbra”, “Protecção Civil” e dos nossos distintos Bombeiros. Das célebres e populares: “Santa Casa da Misericórdia” e “Casa dos Pobres de Coimbra”. Daquele pessoal da “Liga Nacional Contra a Fome”; do “Centro de Solidariedade Social “O Pátio”; do Instituto “Justiça e Paz”, da “Associação de Pais e Amigos da Crianças com cancro; a “Casa do Pai”; “A Sorriso”; o “Ateneu de Coimbra”, da “Associação de Paralisia Cerebral”; da “ANAjovem”, da “Associação Portuguesa de Pais Amigos do Cidadão Deficiente Mental”, e também, daqueles Funcionários da “EDP” e daqueles Homens da “Recolha do Lixo”; dos nossos Estudantes Universitários (que saudades!), que através da Comissão da Queima das Fitas”, distribuem (anualmente) por algumas Instituições de Solidariedade, parte das verbas obtidas, bem como roupas e outros artigos. Vou vos falar também, destes extraordinários Jornalistas e Repórteres, que não têm mãos a medir, ora a máquina carregam, apontam e disparam, ora no chão se agacham, pulam e gesticulam com afanosa presteza. Desses verdadeiros heróis inesperados, em gestos que ultrapassam o habitual, enfrentando, diariamente, as colossais tempestades, os aflitivos incêndios, acidentes, as revoltadas greves e conflitos armados, para nos trazerem a todos nós, informações imediatas, imagens sobre cenas de horror, tragédias tão vivas e de tão grande e expressiva dor. Sim! Desses “Famosos” e destemidos Jornalistas, que têm coragem de escrever e denunciar essa corja de malfeitores, criminosos e corruptos. Sim! São todos esses, os verdadeiros e puros FAMOSOS, que o nosso mundo e a nossa gente desconhecem.

“Ó Sociedade débil, que amas a imagem, mas não o pensar. Que valorizas a embalagem, mas não a mensagem. O que te atraia, que não te trai? O mel que te farta é o veneno que te mata”.

BEM HAJAM todos!

2013

22/01/2013

DEPOIS DO ADEUS 1 - 2 - 3


Começou este Sábado 19 de Janeiro de 2013, uma serie na RTP 1 com este titulo “DEPOIS DO ADEUS” que neste primeiro episódio retrata a vida de um casal com dois filhos, a vida de trabalho, a calma e o conforto que se vivia em Angola, dá-se o 25 de Abril de 1974 e de repente no ano de 1975, faz-se a Ponte Área, são obrigados a abandonar a vida confortável que tinham em Luanda e o regresso a Portugal, seguidos de milhares de seres humanos e retrata as dificuldades que os novos residentes neste pais tiveram que sofrer para conseguirem sobreviver. O verão quente, de 1975, as barricadas, por causa do comício do P.S. na Alameda, enfim o PREC ( Plano Revolucionário em Curso ). O 25 de Novembro. As eleições. Fazer ou falar de politica era normal, vivia-se a Liberdade, e as discussões acesas entre fações antagónicas acabavam por vezes em pancadaria.

“Os retornados eram mal amados”. Nem o termo é aceite por todos, nem o tema era simples de ser abordado.

“Em África tem-se o tempo, no ocidente tem-se o relógio”, diz Isabel Fragata sorrisos rasgados, sobre a vida nas antigas colónias portuguesas. Semblante carregado para recordar outro tempo, após 1975, já em Portugal:”

Portugal estava a mudar rapidamente, de um país pobre e fechado antes de 1974. Iniciava-se um novo ciclo que olhava para a frente mas não desprezava o passado. Foram tempos de mudança. Mas é preciso lembrar que no antigo regime mesmo com o seu isolamento, havia Coca-Cola em Angola mas não havia em Lisboa, havia discos que chegavam tarde a Luanda mas em Lisboa muitos deles eram censurados. Angola também era Portugal na altura mas Angola era longe. A Sociedade Portuguesa furtava-se ao consumismo, tinham medo e as suas economias eram tão poucas que mal dava para amealhar.

Faziam-se escolas mas não o suficiente para haver uma instrução básica. Os soldados aprendiam a ler e a escrever e tiravam a carta de condução na tropa.Depois do 25 de Abril a mudança foi demasiada rápida da pobreza para o consumo, sem parar para pensar na produtividade

Vou acompanhar esta série pois penso que me irá fazer lembrar aqueles dias conturbados desde 1975 , e vem a seguir à série, também  com  bastante  êxito  televisivo da RTP 1 -  o “CONTA-ME COMO FOI”.



depois do adeus

depois do adeus - jornal público

1º EPISÓDIO- O FIM

O Fim” - 18 de julho de 1975 Com a revolução do 25 de abril de 1974, Álvaro, Maria do Carmo e os dois filhos, Ana e João, são obrigados a abandonar a vida confortável que tinham em Luanda e a regressar a Portugal.
Para trás deixam ficar todos os seus bens: a casa, as terras e a fábrica. A família chega a Lisboa no dia 18 de Julho de 1975, com a roupa do corpo e uns sacos de plástico na mão.
Álvaro é recebido pela irmã Natália em sua casa, mas ninguém se sente confortável com a situação. As famílias não se conhecem e há mais de 20 anos que Álvaro não via a irmã. E, como se não bastasse, Maria do Carmo e Álvaro percebem que tão cedo não vão conseguir ter dinheiro para irem para uma pensão. O Banco de Angola não liberta as poupanças dos retornados e os contentores com os bens de quem regressa à metrópole são arrombados à chegada.
Entretanto, Ana conhece Gonçalo, amigo de Luísa e Pedro, os filhos de Natália e Joaquim. Os primos integram um grupo de maoístas que se confrontam com um grupo comunista durante a pintura de um mural. Ana ajuda Gonçalo a fugir e esta situação aproxima-o


2º EPISODIO - A BALBÚRDIA


Álvaro esta desesperado: não consegue levantar o dinheiro que tem no banco e não arranja emprego. Passa dias e dias nas longas filas do IARN (Instituto de Apoio ao Refugiado) para arranjar alojamento, mas nem sequer consegue falar com o funcionário.
Artur, o dono do quiosque, tenta arranjar-lhe um trabalho na empresa de um amigo que trabalha com camiões de frio. Apesar da experiência de Álvaro, os tempos são de grande agitação política e quando o dono fica a saber que ele é retornado recusa-se a dar-lhe trabalho, porque os empregados nunca iriam aceitar alguém que vinha de Angola.
João, filho de Álvaro e Maria do Carmo, tem muitas saudades de Luanda e não consegue adaptar-se à nova realidade e ao facto de os outros miúdos estarem sempre a chamar-lhe “retornado”.
Ana passa a envolver-se no trabalho político dos maoístas por sugestão de Gonçalo, mas é com a namorada Luísa que ele passa a noite. A  vida



A vida da família de Álvaro em casa da irmã começa a tornar-se insuportável. Natália e Maria do Carmo não se entendem.
Na metalúrgica onde Joaquim trabalha, os empregados, liderados por Costa, revoltam-se e querem obrigar o patrão a deixá-los participar na gestão da empresa. Perante a ameaça de ser saneado, o patrão Casimiro acaba por ceder.
Álvaro tenta arranjar trabalho na empresa do cunhado, mas quando os trabalhadores percebem que ele é retornado acusam-no de estar a roubar o trabalho aos outros e mandam-no embora. Contudo, Casimiro obriga-os a aceitarem Álvaro para ajudar nas encomendas urgentes, caso contrário a empresa pode ter de fechar.
Teresa regressa de Angola e conta a Álvaro e à mulher que Samuel foi assassinado. Teresa revela ainda que a empresa e a casa de Álvaro foram destruídas e os criados mortos. Não resta nada.
Gonçalo e Pedro formam o Comité Revolucionário dos Estudantes de Direito.