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26/02/2013

O BALOIÇO




Hoje vou contar uma história vivida pelo JOSÉ CAMILO
em Luanda, mais propriamente no Bairro da Terra Nova,
ele tinha lá um grupo de Amigos que andavam sempre
juntos e faziam aquelas brincadeiras próprias da nossa
juventude.

Nos eucaliptos ao pé do Bairro Indígena tinha um
eucalipto marreco, todo torto, onde eles os Kandengues
costumavam ir fazer umas brincadeiras, resumo da
história, os kandengues penduravam-se no dito eucalipto
marreco, com uma corda puxavam a ponta da mesma
quase até ao chão, depois de devidamente agarrados era
solta a corda e lá estavam eles a balouçar até o dito parar
aquilo até era fixe, mas um dia a coisa complicou-se um
dos intervenientes na festa levantou voou e bateu com as
costelas no chão. Esse Amigo era o Assunção (Sanção).

Ficou bem cambalido com o corpo cheio de dores. Transcrevo esta história esperando que alguém se lembre desta dela e faça o seu comentário.
Tempos da nossa infância

ZÉ ANTUNES ( contada pelo José Camilo )

1975

MASOQUISMO!!!




De todas as Empresas de Projecto onde colaborei como Desenhador  Projectista houve uma Empresa que pelo  volume de trabalho e pela quantidade de Colaboradores, foi contratada uma pessoa que ficaria a controlar  as entradas e  saidas na Portaria do dito Edificio.

Certa vez essa pessoa, já depois de todos sairem deveriam
ser umas cinco horas da manhã, foi abordado por sete
individuos que sabendo que ele se encontrava sózinho o agrediram e foram directamente a sala de desenho e
levaram os oito Computadores, um Scaner e uma
Impressora de papel A1 ( uma plotter ).

Depois de consumado o roubo a dita pessoa toda ensanguentada e com um traumatismo craneano telefonou ao 112 e foi socorrido no Hospital, onde esteve internado três dias.

A Empresa lesada, chamou a Policia Judiciária e depressa
chegaram á conclusão que o funcionário agredido estava
de concluio com os assaltantes.

Interrogatório feito ao funcionário depressa se chegou a
essa conclusão e que o produto do roubo já tinha sido distribuido algum, e vendido outro sendo os lucros distribuidos por todos.

Chamados a tribunal, foram sentenciados a pagar os bens
materiais e as custas do Tribunal, bem assim como os
advogados.

O funcionário foi despedido, e nessa altura todos ficaram
admirados e surpresos, foi como é que ele se deixou agredir violentamente para se apropriar de meia dúzia de euros.

Só por puro masoquismo

Vá lá entender-se a mente humana.

ZÉ ANTUNES

2010

25/02/2013

O BORRABOTAS !



Por natureza, o homem é gregário e isto implica em estar integrado na sociedade e ter à sua volta outros indivíduos.

Pois, o mais certo, quase de certeza, entre estes, está o Borrabotas a que me refiro. Talvez ainda não te apercebesses, mas certamente até já tivesses tomado junto umas cervejas e quem sabe, já não sentiste nas costas, as palmadinhas da praxe, em aparente boa harmonia. Digo aparente, porque tu que és bom, que és são, nem te passa pela cabeça que as tuas frases, ou simples palavras, estariam a ser dissecadas no intuito cínico de nelas ser descoberto algo que o Borrabotas possa apelidar de ofensivo ou depreciativo para alguém, principalmente para indivíduos de quem estais na dependência. Quantas alusões cínicas o Borrabotas te teria já feito para provocar em ti alguma reacção na qual ele pudesse imaginar, porque o veneno das tuas reacções é pura imaginação do Borrabotas, uma vez que tu és bom, sério e honesto nas tuas acções e até reacções.

Por isso é que nem fazes ideia, o trabalho de sapa, que se desenrola à tua volta, e de que poderás ser vítima, como quase sempre acontece aos que por não serem cínicos só tarde dão conta do cinismo que os rodeia. Repara ainda que tanta vez até os influenciáveis, acabam por cair nas malhas da teia que subtilmente e a coberto das patifarias que te foram feitas, e outros, lhes estará sendo urdida, e que mais cedo ou mais tarde também os imobilizará, porque o Borrabotas, não denegride só num sentido. Para estes, a teia demora mais tempo e, tem de ser feita com melhores fibras e com maior subtileza, para mais facilmente os imobilizar e neutralizar à custa do veneno que hábil e lentamente estará sendo destilado para esse efeito. E quem sabe, se neste momento até, aqueles influenciáveis já estarão sentido os efeitos do Borrabotas! Não é nunhuma novidade a presença do Borrabotas na sociedade. Já Viriato e Sertório foram vítimas do Borrabotas, que por sua vez também fez rolar no cadafalso a cabeça de Robespierre, que se considerava seguro na sua quase omnipotente posição. Até Jesus Cristo foi empurrado para o calvário por intriga tecida à sua volta.

Continua o teu trabalho sério e honesto, mas cuidado....descobre o Borrabotas para te defenderes dele, com prudência, pois só assim, poderás evitar as suas nefastas artimanhas. Contra a gripe, há a vacina! Mas contra o Borrabotas, ainda nada se inventou.



BANGA

JOÃO KAJIPIPA 14




A “minina” “Gingongo”, que é a gentil afilhada de uma senhora “Unguenta” (branca dê priméra) e filha du “Kimbandéro” mais afamado do muceque Rangel – Sr. João Kassikéle - criada dê profissão, iducada na catequese da Igreja di São Paulo, juntamente cus Padre “Capuchinhos”, “Amigada” de quem não conhecia…e como é qui não sabendo “Jonjar” (“Karêbéula”) seu “cabaço” lhi foi “vuzado” por aquele rosqueiro da Vila Alice, mulato encardido – Zé Kindéle – “Sungaribengo” dum raio, sem respéto dos pais dela e sem pagamento du “Alambamento”.

Quando lhi levaram no posto, aí já o Regedor (cipaio de 1ª), lhe preguntou, com ordens du seu chefe:

-Quantos “Firios” você tem ?

-BEM!... As “minina” são seis!... Os “minino” são quatro....!?

Aí já o Chefe di posto, qui estava mesmo ali ao lado, lhe disse:

-Então sua prole é grande?

Resposta do “Madié”:

-Grande até qui não! Mas…tá sempre dura...!

Aí então, lhe partiram us cornos!

Não si admiti, qui um rosqueiro desses, abuse dessa manéra!



Banga Ninito

21/02/2013

E ASSIM VAMOS NÓS, COM A NOSSA SERIEDADE!




Nenhuma sociedade saudável, pode sobreviver sem se reger por um código de conduta ética, que faça sentido e que tente ser justo. Mas…ter um código não basta: é necessário que haja consequências. Convivemos todos os dias com a mediocridade instalada e que nos dizem legitimada pela vontade popular; com a promoção social e o reconhecimento público de fortunas feitas por métodos ínvios, ou melhor, por condutas irregulares; com promiscuidade, entre actividades incompatíveis numa mesma profissão, seja entre os políticos executores responsáveis, pelos líderes, deputados, militantes e simpatizantes, deste ou daquele partido e já se aceite, como sendo, procedimentos ou actos normais. Mesmo com o constante abuso de dinheiros, de subsídios e de favores públicos, que “constitui uma forma de espoliação, ou de apropriação ilegal dos necessitados a favor dos privilegiados”. Mas isto, já não é novidade nenhuma! Já estamos habituados, portanto, já nada adianta protestar. Dizia António Gedeão (Rómulo de Carvalho), num dos seus melhores poemas do volume, o da “morte aparente”:

“Nos tempos em que acontecia o que está acontecendo agora / e os homens pasmavam de isso ainda acontecer no tempo deles / parecia-lhes a vida podre e reles / e suspiravam por viver agora. / A suspirar e a protestar morreram. / E, agora, quando se abrem as covas, / Encontram-se às vezes os dentes com que rangeram, / tão brancos como se as dentaduras fossem novas”!

Portanto, contra tudo isto, não vale a pena perdermos tempo. Nenhum poder pode ser impune e nada deve ser gratuito. Numa sociedade saudável, não cabem todos e não vale tudo. Afinal de contas, a vida não é a feijões. Meus Caríssimos Amigos: perdeu-se, sem vergonha nem mágoa, a mais antiga das noções de ética: a dos que tinham vergonha de sair à rua com o nome desonrado e um coro de murmúrios à passagem.

Já lá dizia Camilo Castelo Branco: “A seriedade é uma doença! Dos animais que conheço, o mais sério é…o BURRO”!



Cruz dos Santos

2013

17/02/2013

THE REAL PRESIDENT...



APRECIEM A HUMILDADE DESTE HOMEM

OS POLITICOS PORTUGUESES, DESDE OS DEPUTADOS ATÉ AO PRESIDENTE, BEM PODIAM OBSERVAR E SEGUIR O EXEMPLO DELE!!!
São estas imagens que a nossa televisão devia passar nas horas de grande audiência...Leia no final.

 








Nada mais certo:

"DINHEIRO, FAZ HOMENS RICOS, O CONHECIMENTO, HOMENS SÁBIOS E A HUMILDADE FAZ GRANDES HOMENS!!!"

Existem pessoas que não tem absolutamente nada, mas porque ocupam um determinado cargo em alguma grande, média ou pequena empresa, acham-se no direito de sentirem-se superiores aos demais, na verdade são pequenos e só conseguem sentir-se grandes, humilhando, pisando, tripudiando o seu semelhante, isso está sendo plantado em muitas empresas e o que colhem são pessoas amargas, doentes e determinadas a vencer a qualquer preço, na verdade se tornam pessoas infelizes e incapazes de realizações simples. Observem as fotos acima, o homem mais poderoso do mundo aproveitando momentos que muitos repudiariam, zombariam ou simplesmente achariam de péssimo gosto agir dessa forma. Ele é um ser humano como qualquer outro, tem anseios, necessidades, amor, tristezas, desilusões, aborrecimentos e tudo o que qualquer mortal possa sentir, mas ele sabe usufruir de momentos raros que jamais voltarão. "Não é riqueza ou o dinheiro que nos trazem felicidade, e sim a interpretação da vida"

VALERÁ A PENA A ARROGÂNCIA DE UNS, EM DETRIMENTO DA TÃO PEQUENA VIDA QUE TEMOS?

ZÉ ANTUNES
2011
Recebido por mail

MÚSICA I


Nas últimas décadas do controle colonial, Portugal encorajou activamente a produção e gravação de música de artistas locais. São criados os Estúdios Valentim de Carvalho, em Luanda, que apenas cessam a sua actividade em 1975. O resultado foi uma mini-indústria que, combinada com a excitação da liberdade que se antevia, viu nascer excelentes músicos e diversos estilos originais entre meados dos anos 60 até à Independência.

A música de Angola foi moldada tanto por um leque abrangente de influências como pela história política do país. Durante o século XX, Angola foi dividida pela violência e instabilidade política. Os seus músicos foram oprimidos pelas forças governamentais, tanto durante o período da colonização portuguesa, como após a independência. Ao longo dos anos, a música angolana influenciou também o Brasil e Cuba.

Luanda, capital e maior cidade de Angola, é o berço de diversos estilos como o merengue angolano (baseado no Dominicano), kazukuta, kilapanda e semba. Na ilha ao largo da costa de Luanda, nasce a rebita, um estilo que tem por base o acordeão e a harmónica. Há quem defenda que o próprio fado tem origem em Angola.
O semba, que partilha raízes com o samba (de onde a palavra tem origem e significa umbigada), é também predecessor da kizomba e kuduro. É uma música de características urbanas, e surge com das cidades, em especial com o crescimento de Luanda. À volta desta capital, criam-se grandes aglomerados populacionais, os musseques.

O musseque (expressão que em língua nacional kimbundu significa onde há areia, por oposição à zona asfaltada) é o espaço de transição entre o universo rural e a cidade.

A vivência quotidiana do musseque é a temática que predomina nas canções destas décadas: o filho desaparecido no mar, a garota de mini-saia, o assédio sexual entre o patrão (branco) e a criada (negra), os conflitos conjugais, a infidelidade amorosa, a condição da lavadeira, o feitiço e o enfeitiçado, o lamento da infância e a concretização da praga anunciada.

A primeira partitura conhecida data de 1875. Chama-se Madya candimba e conta a história de um europeu de amores com a sua empregada africana.

No musseque nascem as turmas, pequenas formações de músicos que tocavam no fim das tardes, ao pôr-do-sol. Os músicos faziam também parte dos grupos de Carnaval. São estas turmas os embriões da grande maioria dos grupos musicais angolanos que passaram a dominar musicalmente as cidades. Motivados por uma paixão pelos ritmos nacionais, a sua música integrou muitas vezes influências de estilos musicais de artistas congoleses, latino-americanos, entre outros.

Em bairros como o Coqueiros, Imgombotas, Bairro Operário, Rangel, e no Marçal vivia-se um ambiente intimista de preservação das músicas e tradições angolanas, marginalizadas pela dominação colonialista presente na época. O folclore dos musseques (bairros pobres) fascinam parte de uma geração de jovens lutadores de famílias humildes e resistentes, que resolve criar o seu próprio estilo musical, afirmando a especificidade da cultura angolana, numa época muito conturbada.
O respeito e a admiração pela música, dança, provérbios e vivência tradicional das gentes, o interesse pela música tradicional e pela cultura suburbana enquanto divulgação dos usos e costumes da linguagem e cultura angolana são as linhas mestre das canções desta época. A música era para eles uma forma de lutar sem armas, era uma forma de resistência cultural.


ZÉ ANTUNES - pesquisa da net

2002