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28/02/2013

SÓ PARA "MALTA" QUE ESTEVE EM ANGOLA, OU É ANGOLANO!


Quinzenamente, o Banga Ninito envia para o Blog "LUANDA TROPICAL", crónicas de opinião, e uma sátira humoristica intitulada: "A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA", que segundo julgo, está a despertar o interesse de todos os cibernautas e internautas, que fazem o favor de visitar este BLOG. Serve também de convite, para no caso de estarem interessados em deliciarem-se com as recordações da nossa Angola...Consultem "LUANDA TROPICAL" e... já sabem, encontrarão lá, não só as aventuras de João Kajipipa, como diversas passagens recordativas dos nossos companheiros e amigos de peito... Se tiverem algo para nos contar, enviem. Há sempre uma história para contar e divulgar.

Contamos com todos vós!

Deixem a crise de lado! Deixem as tristezas... e, “Batam o ritmo crioulo, o semba, a rebita e o merengue”, A essência a nossa música Africana...
Aiué mamãe!...que loucura! que saudade, que saudades! Não chores...Dança! Varre o ritmo, ginga a “ Bunda”, esse “Kuduro”, que faz parar o trânsito! Remexe a cinta! Treme, treme... Sorri...!! de lado … puxa!
Aiué mamãe! Que falta me fazes, esses olhares provocantes
 das nossas “garinas”; dos gritos das nossas “Kitandeiras”
 “Zungueiras”, do cantar do “Pimplau” e da “Celeste”, da
 sombra da Mulembeira e do canto da cigarra, escondida
no Cajueiro!!!
Vamos viver as recordações da nossa juventude, nem que
 seja só por pequenos pensamentos.
Que saudades , meu Deus!!


ZÉ ANTUNES

2013

“RECEITA” PARA ALIVIAR A NOSSA DÍVIDA À TROIKA?



A austeridade que este Governo nos está a impor, diariamente, além de ser demasiada violenta, está a provocar um mal-estar, agitação e um espalhafatoso descrédito, contra todos esses “cortes” e aumentos de impostos, assim como às mordomias (benefícios) concedidas pelo Estado, a altos funcionários. Não basta haver boas intenções, é indispensável haver um escrupuloso cumprimento da lei e um estrito sentido de responsabilidade. Só assim de defenderá o interesse de todos e se cuidará do bem comum com rigor e disciplina. Assim sendo, e como Sua Exa. O Sr. Primeiro-Ministro, diz que está recetivo a sugestões, para o combate a essa crise, aqui vai, uma prescrição, que é assim uma espécie de receita, que servirá - salvo o devido respeito - de alívio a todos os Portugueses desse pesadelo.

Então, se V.Exa. me permitir aqui vai:

-Reduza a 50% o Orçamento da Assembleia da República e poupará, cerca de 43.000.000,00€; depois 50% no Orçamento da Presidência da República, que poupará 7.600.000,00€; Corte as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e arrecadará 8.000.000,00€; Corte 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vai ver que juntará mais 2.000.000.00€; Diminua 50% das subvenções estatais aos partidos políticos. Aí juntará mais 40.000.000,00€. Quanto às centenas de Fundações e aos benefícios fiscais que às mesmas são atribuídas, “corte” aí também e vai ver que irá poupar 500.000.000,00€; Mande reduzir, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e mais 13.000.000,00€ reverterão para os cofres do Estado; Já agora, renegocie, a sério, as famosas “Parcerias Público Privadas” (PPP) e as “rendas energéticas” e poupará também aí 1.500.000.000,00€.

Como vê Sr. Primeiro-Ministro, só aqui, o Governo e o País, encurtaria a despesa em mais de 2 mil e cem milhões de Euros. Diligencie no sentido de ordenar, uma fiscalização à chamada “Economia paralela” e mande instaurar um processo jurídico, afim de enclausurar e hipotecar, os bens de todos aqueles, que se encheram com os dinheiros do “BPN”. Mande reduzir o número de viaturas de luxo do parque do Estado, das Câmaras e de outras entidades oficiais.

“Um dos motivos pelos quais o Estado não consegue reduzir a despesa, é porque não sabe ao certo onde “Cortar” de quantos Organismos existem”. Esta crítica vem do Investigador do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) Dr. João Cantiga Esteves, que fez essa contabilização, acrescentando que: “no total existem” (passo a citar): “cerca de 13.740 entidades que se alimentam do Orçamento do Estado”!



Cruz dos Santos

2013

26/02/2013

O BALOIÇO




Hoje vou contar uma história vivida pelo JOSÉ CAMILO
em Luanda, mais propriamente no Bairro da Terra Nova,
ele tinha lá um grupo de Amigos que andavam sempre
juntos e faziam aquelas brincadeiras próprias da nossa
juventude.

Nos eucaliptos ao pé do Bairro Indígena tinha um
eucalipto marreco, todo torto, onde eles os Kandengues
costumavam ir fazer umas brincadeiras, resumo da
história, os kandengues penduravam-se no dito eucalipto
marreco, com uma corda puxavam a ponta da mesma
quase até ao chão, depois de devidamente agarrados era
solta a corda e lá estavam eles a balouçar até o dito parar
aquilo até era fixe, mas um dia a coisa complicou-se um
dos intervenientes na festa levantou voou e bateu com as
costelas no chão. Esse Amigo era o Assunção (Sanção).

Ficou bem cambalido com o corpo cheio de dores. Transcrevo esta história esperando que alguém se lembre desta dela e faça o seu comentário.
Tempos da nossa infância

ZÉ ANTUNES ( contada pelo José Camilo )

1975

MASOQUISMO!!!




De todas as Empresas de Projecto onde colaborei como Desenhador  Projectista houve uma Empresa que pelo  volume de trabalho e pela quantidade de Colaboradores, foi contratada uma pessoa que ficaria a controlar  as entradas e  saidas na Portaria do dito Edificio.

Certa vez essa pessoa, já depois de todos sairem deveriam
ser umas cinco horas da manhã, foi abordado por sete
individuos que sabendo que ele se encontrava sózinho o agrediram e foram directamente a sala de desenho e
levaram os oito Computadores, um Scaner e uma
Impressora de papel A1 ( uma plotter ).

Depois de consumado o roubo a dita pessoa toda ensanguentada e com um traumatismo craneano telefonou ao 112 e foi socorrido no Hospital, onde esteve internado três dias.

A Empresa lesada, chamou a Policia Judiciária e depressa
chegaram á conclusão que o funcionário agredido estava
de concluio com os assaltantes.

Interrogatório feito ao funcionário depressa se chegou a
essa conclusão e que o produto do roubo já tinha sido distribuido algum, e vendido outro sendo os lucros distribuidos por todos.

Chamados a tribunal, foram sentenciados a pagar os bens
materiais e as custas do Tribunal, bem assim como os
advogados.

O funcionário foi despedido, e nessa altura todos ficaram
admirados e surpresos, foi como é que ele se deixou agredir violentamente para se apropriar de meia dúzia de euros.

Só por puro masoquismo

Vá lá entender-se a mente humana.

ZÉ ANTUNES

2010

25/02/2013

O BORRABOTAS !



Por natureza, o homem é gregário e isto implica em estar integrado na sociedade e ter à sua volta outros indivíduos.

Pois, o mais certo, quase de certeza, entre estes, está o Borrabotas a que me refiro. Talvez ainda não te apercebesses, mas certamente até já tivesses tomado junto umas cervejas e quem sabe, já não sentiste nas costas, as palmadinhas da praxe, em aparente boa harmonia. Digo aparente, porque tu que és bom, que és são, nem te passa pela cabeça que as tuas frases, ou simples palavras, estariam a ser dissecadas no intuito cínico de nelas ser descoberto algo que o Borrabotas possa apelidar de ofensivo ou depreciativo para alguém, principalmente para indivíduos de quem estais na dependência. Quantas alusões cínicas o Borrabotas te teria já feito para provocar em ti alguma reacção na qual ele pudesse imaginar, porque o veneno das tuas reacções é pura imaginação do Borrabotas, uma vez que tu és bom, sério e honesto nas tuas acções e até reacções.

Por isso é que nem fazes ideia, o trabalho de sapa, que se desenrola à tua volta, e de que poderás ser vítima, como quase sempre acontece aos que por não serem cínicos só tarde dão conta do cinismo que os rodeia. Repara ainda que tanta vez até os influenciáveis, acabam por cair nas malhas da teia que subtilmente e a coberto das patifarias que te foram feitas, e outros, lhes estará sendo urdida, e que mais cedo ou mais tarde também os imobilizará, porque o Borrabotas, não denegride só num sentido. Para estes, a teia demora mais tempo e, tem de ser feita com melhores fibras e com maior subtileza, para mais facilmente os imobilizar e neutralizar à custa do veneno que hábil e lentamente estará sendo destilado para esse efeito. E quem sabe, se neste momento até, aqueles influenciáveis já estarão sentido os efeitos do Borrabotas! Não é nunhuma novidade a presença do Borrabotas na sociedade. Já Viriato e Sertório foram vítimas do Borrabotas, que por sua vez também fez rolar no cadafalso a cabeça de Robespierre, que se considerava seguro na sua quase omnipotente posição. Até Jesus Cristo foi empurrado para o calvário por intriga tecida à sua volta.

Continua o teu trabalho sério e honesto, mas cuidado....descobre o Borrabotas para te defenderes dele, com prudência, pois só assim, poderás evitar as suas nefastas artimanhas. Contra a gripe, há a vacina! Mas contra o Borrabotas, ainda nada se inventou.



BANGA

JOÃO KAJIPIPA 14




A “minina” “Gingongo”, que é a gentil afilhada de uma senhora “Unguenta” (branca dê priméra) e filha du “Kimbandéro” mais afamado do muceque Rangel – Sr. João Kassikéle - criada dê profissão, iducada na catequese da Igreja di São Paulo, juntamente cus Padre “Capuchinhos”, “Amigada” de quem não conhecia…e como é qui não sabendo “Jonjar” (“Karêbéula”) seu “cabaço” lhi foi “vuzado” por aquele rosqueiro da Vila Alice, mulato encardido – Zé Kindéle – “Sungaribengo” dum raio, sem respéto dos pais dela e sem pagamento du “Alambamento”.

Quando lhi levaram no posto, aí já o Regedor (cipaio de 1ª), lhe preguntou, com ordens du seu chefe:

-Quantos “Firios” você tem ?

-BEM!... As “minina” são seis!... Os “minino” são quatro....!?

Aí já o Chefe di posto, qui estava mesmo ali ao lado, lhe disse:

-Então sua prole é grande?

Resposta do “Madié”:

-Grande até qui não! Mas…tá sempre dura...!

Aí então, lhe partiram us cornos!

Não si admiti, qui um rosqueiro desses, abuse dessa manéra!



Banga Ninito

21/02/2013

E ASSIM VAMOS NÓS, COM A NOSSA SERIEDADE!




Nenhuma sociedade saudável, pode sobreviver sem se reger por um código de conduta ética, que faça sentido e que tente ser justo. Mas…ter um código não basta: é necessário que haja consequências. Convivemos todos os dias com a mediocridade instalada e que nos dizem legitimada pela vontade popular; com a promoção social e o reconhecimento público de fortunas feitas por métodos ínvios, ou melhor, por condutas irregulares; com promiscuidade, entre actividades incompatíveis numa mesma profissão, seja entre os políticos executores responsáveis, pelos líderes, deputados, militantes e simpatizantes, deste ou daquele partido e já se aceite, como sendo, procedimentos ou actos normais. Mesmo com o constante abuso de dinheiros, de subsídios e de favores públicos, que “constitui uma forma de espoliação, ou de apropriação ilegal dos necessitados a favor dos privilegiados”. Mas isto, já não é novidade nenhuma! Já estamos habituados, portanto, já nada adianta protestar. Dizia António Gedeão (Rómulo de Carvalho), num dos seus melhores poemas do volume, o da “morte aparente”:

“Nos tempos em que acontecia o que está acontecendo agora / e os homens pasmavam de isso ainda acontecer no tempo deles / parecia-lhes a vida podre e reles / e suspiravam por viver agora. / A suspirar e a protestar morreram. / E, agora, quando se abrem as covas, / Encontram-se às vezes os dentes com que rangeram, / tão brancos como se as dentaduras fossem novas”!

Portanto, contra tudo isto, não vale a pena perdermos tempo. Nenhum poder pode ser impune e nada deve ser gratuito. Numa sociedade saudável, não cabem todos e não vale tudo. Afinal de contas, a vida não é a feijões. Meus Caríssimos Amigos: perdeu-se, sem vergonha nem mágoa, a mais antiga das noções de ética: a dos que tinham vergonha de sair à rua com o nome desonrado e um coro de murmúrios à passagem.

Já lá dizia Camilo Castelo Branco: “A seriedade é uma doença! Dos animais que conheço, o mais sério é…o BURRO”!



Cruz dos Santos

2013