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19/06/2013

CONTRADIÇÕES E…INCOERÊNCIAS DA VIDA!


O tempo voa, a vida corre e os dias são vividos quase sempre num aturdimento. Numa “loucura” momentânea de incertezas, misturadas com possibilidades, com ilusões destruídas, consentidas, recicladas! Tudo tão vago, tudo tão esmiuçado e tão impreciso, devoluto, enfeitado de promessas vagas….O tempo e a usura comerão as nossas caras, como a água que transborda do rio depois de uma inundação. O tempo, tudo pode, e um dia chegará a nossa vez.
 
Somos, como todos os humanos, uma imitação de espécimes superiores…Desumanos! As pessoas, com esta “epidemia” da “Troika” e com esta “praga” do FMI, andam sorumbáticas, subterradas em dívidas e totalmente absortas nas suas próprias circunstâncias materiais.
 
Tornaram-se mais egoístas, mais absorvidos em si mesmas. Gananciosas. Viver a vida pela metade mais segura é extraordinariamente seguro, mas não deixa de ser apenas meia coisa. Aceitar correr riscos passa por aceitar o desafio de ir mais longe, de poder errar ou falhar muito, mas também, de poder ganhar tudo. “Muitas vezes, tememos o sofrimento e evitamos os problemas a qualquer custo, mas, na realidade, o mal não é que existam problemas. Viver mal os problemas é que é o mal”!
 
E para quê tudo isso? Se o Mundo é tão maravilhoso, que é incrível como já não nos damos conta disso. Reparem só nisso: todas as manhãs, o “certeiro pontual” Sol, nasce no horizonte, inundando-nos as vidas com luz e o calor que impelem o grande ciclo orgânica da vida – uma energia natural – trinta milhões de vezes superior, num só segundo, à gerada pelas centrais elétricas feitas pelo homem, num só ano. Pontualmente, quando se põe, no crepúsculo, o Sol encerra o dia com uma triunfante explosão de faixas roxas, vermelhas e laranja espalhadas pelo céu.
 
A cor é o que torna o mundo mais belo – tal como escreveu o artista vitoriano John Ruskin: “…de todas as coisas que nos foram dadas, a cor é a mais sagrada, a mais divina e a mais solene”. Para além disso, essas tonalidades ilimitadas de cor e luz que enchem a nossa vida no dia-a-dia, marcam a procissão das estações do ano, lembrando-nos constantemente do profundo mistério da auto renovação da vida! Tudo tão belo!...
 
Perante todos estes enigmas coloridos, e tão atraentes paisagens; perante todos estes vistosos quadros e desenhos que a Mãe Natureza nos oferece, é caso para dizer: não há nada mais cheio de maravilha do que a própria vida! Que se lixe a Troika e o FMI!
CRUZ DOS SANTOS
2013

17/06/2013

DEPOIS DO ADEUS 22 - 23 - 24

EPISÓDIO 24 - " Acusações " 
9, 10 e 11 de junho de 1976


Maria do Carmo não perdoa a Álvaro por este lhe ter mentido sobre a existência de uma outra filha durante mais de 20 anos e obriga-o a sair de casa.
Joaquim mostra as contas falsificadas da fábrica a Casimiro que implicam Álvaro. Quando é confrontado por Casimiro, o empregado explica que está inocente e tenta prová-lo. Casimiro percebe que os números foram falsificados e que a letra não é igual à de Álvaro. Quando vai ao banco, Álvaro fica ainda a saber que o dinheiro desviado foi depositado na sua conta por alguém que fez uma assinatura que não se percebe. Apesar das evidências, Casimiro fica na dúvida e, perante a desconfiança do patrão e não conseguindo provar que é inocente, Álvaro acaba por se demitir.
Desta forma, Álvaro fica sem a família e sem o emprego.
Na mercearia, Maria do Carmo percebe o que se passa entre o patrão e Odete e convence-a a fazer-lhe frente, lembrando-lhe que sendo ele um homem casado também tem muito a perder.


EPISÓDIO 23 - "Ajuste de Contas "
11, 12 e 13 de maio de 1976

Horácio encontra Júlia e quer obrigá-la a ir com ele e com a filha para Angola. Maria do Carmo alerta Álvaro. Ao tentar socorrer Júlia, os filhos e os amigos de Álvaro ficam a saber que ela é sua filha. Natália recrimina o irmão e pede-lhe para se afastar de Júlia. Os filhos distanciam-se dele sem o conseguir perdoar.



Joaquim vai à mercearia já em hora de fecho e vê Odete com o dono da loja. Ela percebe que é vista e pede a Joaquim que não diga nada porque está metida numa grande trapalhada. Duarte aceita que Maria do Carmo trate da contabilidade da mercearia.
João e Paulo procuram Ilda na pensão, mas o encontro de João com a prostituta não corre muito bem.

Vítor continua a procurar os serviços de Ilda sem esconder nada da mulher. Desesperada, Teresa fecha Vítor no quarto.

Casimiro propõe sociedade a Álvaro, deixando Joaquim cheio de inveja. O cunhado arma-lhe uma cilada: altera o valor do registo de uma venda e tira esse dinheiro do cofre.


EPISODIO 22 - Segredos do Passado

23, 24, 25 e 26 de abril de 1976

Maria do Carmo fica a saber que Júlia é filha de Álvaro. Uma filha que o marido escondeu durante mais de 20 anos, resultado de um caso que teve em Angola antes de conhecer a atual mulher. Ao saber da notícia, Maria do Carmo fica desesperada.
Joana quer dar o filho para a adoção à Santa Casa da Mi...sericórdia porque não se sente capaz de o criar. Enquanto assistem ao resultado das eleições em que Mário Soares ganha, Cidália tenta demover Joana da ideia.
Luísa é apanhada na cama com Jorge e o pai obriga-a a sair de casa.
Gonçalo namora com Rita mas, ao ver Ana, sente-se confuso.
Teresa sabe que o marido anda à procura da prostituta da pensão e quer que Sílvio a expulse.
Álvaro tem cada vez mais poder na fábrica, o que deixa Joaquim cheio de inveja.

AMIGOS, VIZINHOS DO Bº. DA CUCA



O tempo devora tudo menos as nossas memórias, por isso aqui recordo a família Santos Pereira, meus vizinhos do Bairro da Cuca.

No regresso da Barragem de Cambambe, onde meu pai estava a trabalhar, e onde residíamos, acabada a empreitada da Barragem, no regresso a Luanda, meu pai falou com o Senhor Calisto Santos, padrinho de batismo de meu irmão Victor e alugamos a casa que o Senhor Calisto possuía no Bairro da Cuca, casa situada atrás do colégio João de Deus.

Nossos vizinhos nessa altura a família dos Santos Pereira, ao qual o Senhor Manuel dos Santos Pereira era dono de uma pequena Empresa de Constução e o Genro de uma Transportadora de Mercadorias.

O transporte de Mercadorias, que eram originalmente carregadas no Porto de Luanda e distribuídas para as mais diversas cidades de Angola.

O Senhor Pereira tem três filhos, a Teresa a mais velha no ano de 1966 teria 30 anos, o Joaquim ( Quim ) com 27 anos e o António ( Tó ) com 16 anos de idade. A Teresa já estava casada com o Manuel Dias, eles trabalhavam todos para o Manuel Pereira ( filhos e genro ).

No dia 30 de Abril de 1966, o Quim e o Tó, (tinha feito os 16 anos no dia anterior) depois de visitarem os pais que estavam no hospital devido a um acidente na Gabela, regressam á cidade de Carmona no Distrito do Uije, onde estavam a trabalhar e na viagem ao kilómetro 44 tem um aparatoso acidente com um veiculo militar. O Quim ia a conduzir a novíssima Saab que já a conhecia bem, ou por distração ou por ter adormecido, não se sabe, embateu no veiculo militar e despistou-se, caiu numa ribanceira, o automóvel ficou todo danificado.

O Quim logo ali sucumbiu ao acidente, pelo que foi dito quando chegaram os primeiros socorros, e como se sabe nas estradas de Angola naqueles tempos era demorada a assistência a acidentes que aconteciam, diz-se que os primeiros socorristas chegaram umas 5 horas depois do acidente.

O Tó teve várias fraturas e estava em coma, foi transportado primeiro para a cidade de Carmona e depois de avião para Luanda e para a Casa de Saúde de Luanda, ficou vários dias em coma.

Quando o Tó acordou do coma, a preocupação dele foi saber do irmão, e como ele estava muito debilitado, a conselho médico, a família não disse que o Quim tinha falecido.

Mais tarde com o consentimento dos médicos, começaram a prepara-lo psicologicamente, e então disseram-lhe que o irmão tinha falecido no acidente. 

Até aos dias de hoje não se sabe como se deu o acidente, qual a causa do despiste. O Tó entrou em depressão e ainda esteve mais de 3 meses internado na casa de Saúde de Luanda, lembro-me de eu e a minha família, irmos várias vezes visitá-lo.

Recordar ainda que a família Santos Pereira recebeu de todos os amigos, família e vizinhos, todo o apoio e muito carinho naquela hora trágica. 
O senhor Manuel dos Santos Pereira faleceu em Angola no ano de 1968 de doença. A esposa faleceu já em Portugal no ano de 2001.

Passados uns anos em Julho de 1975 a família Santos Pereira regressou a Portugal, devido aos acontecimentos de Angola, e seguiram para a Venezuela para refazer as suas vidas, onde se encontram até aos dias de hoje.

O António Pereira ( Tó ) meu amigo de longa data desde os tempos que era miúdo, lá nos vamos falando e trocando noticias através das redes sociais.Vive presentemente na Cidade do Barreiro - Portugal.


ZÉ ANTUNES

1975

ESCOLA INDUSTRIAL DE LUANDA


28º Almoço Anual da Escola Industrial de Luanda

Caro Ex-Colega/Professor

É com muito prazer que vamos realizar o nosso 28º almoço convívio dos alunos e professores da Escola Industrial de Luanda.
O almoço terá lugar no Restaurante “Gato Preto”, Rio Maior, no dia 25 de Maio de 2013.

Agradecíamos que anotassem o seguinte:
1º A concentração terá início pelas 11.00h no Restaurante “Gato Preto”
2º Agradecemos que confirmem a presença no convívio por telefone, mail ou correio até 12.Maio.2013
3º Em anexo enviamos morada e contacto do Restaurante
4º A fim de facilitar o nosso trabalho, agradecemos que paguem o almoço com dinheiro trocado
5º É obrigatório o uso do logótipo identificativo “28º Almoço”, dentro do restaurante

EMENTA

ENTRADAS
pastéis de bacalhau, rissóis mistos, mini croquetes, aperitivos líquidos diversos
SOPAS
sopa de peixe, creme de legumes
PEIXE
bacalhau alto assado (lascado) com batata a murro
CARNE
perna de porco no forno com arroz de passas, ananás e couve salteada com bacon
SOBREMESAS
Delicia de limão e chocolate, salada de frutas
BEBIDAS
Vinho branco, vinho tinto, sumos, cerveja, águas, café, digestivo

MÚSICA AO VIVO
BOLO COMEMORATIVO E ESPUMANTE

LANCHE
mesa de doces, mesa de frutas, mesa de frios, carne fatiada, franguinhos assados, morcela, linguiça, entremeada, caldo verde

PREÇO POR ALMOÇO (INCLUINDO FUNDO DE MANEIO)
ADULTOS…………………………………………….... 27,00€
CRIANÇAS DOS 5 AOS 10 ANOS…………………. 13,00€

28º ALMOÇO DA ESCOLA INDUSTRIAL DE LUANDA
A realizar no Restaurante “Complexo Turístico Gato Preto” em Rio Maior, no dia 25 de Maio de 2013

CONFIRMAÇÕES

José Esteves 966 940 612
geral@memoreira.pt , nuno.esteves@memoreira.pt
Fernando R. Fernandes 927 954 696
fernando.reis.f@gmail.com
Edgar Paiva 933 508 535 edgarpaiva4@hotmail.com
Élio Oliveira 967 036 073 eliooliveira@mail.telepac.pt

NOTA: Foi enviado convite a todos os contactáveis. Na eventualidade de haver endereços incorretos ou insuficientes e não terem conhecimento do referido almoço, por este meio agradecíamos que divulgassem o conteúdo desta carta a todos os colegas da vossa área residencial e não só, para que ninguém falte.

Mais uma vez solicitamos que façam a vossa marcação atempadamente, para não acontecer os episódios desagradáveis que nos últimos almoços se vieram a verificar, com excesso de colegas sem marcação.

LOCALIZAÇÃO

Restaurante “Complexo Turístico Gato Preto”
Quinta das Acácias
Estrada Nacional nº114 – Casal do Barreiro
2040-335 Rio Maior
Telefone: 243 992 580

Coordenadas GPS:
39.366620, -8.888010 (N 39º 21’ 59.83” W 8º 53’ 16.84”)

Comissão Organizadora do Almoço

Este foi o convite endereçado a todos os ex-alunos e ex-professores da Escola Industrial de Luanda.

Almoço Convívio realizado no passado dia 25 de Maio em que se reuniram, na bonita cidade de Rio Maior, e no Restaurante “GATO PRETO” os ex-alunos e ex-professores, que não quiseram deixar passar em claro a comemoração do 28º aniversário.

Como aconteceu nos últimos anos, a presença de um número considerável de amigos fez-se notar, poderiam ser mais, mas possivelmente devido à distância geográfica que separa as suas residências do local do encontro, ou mesmo devido à grande crise em que o Pais está mergulhado, uma vez que praticamente todos são convidados para este evento.

Mas pela primeira vez e que são passados 28 anos de comemorações deste nosso evento, tivemos duas presenças novas, que adoraram o convívio e ficou a promessa de que para o ano voltarão, a promessa do Camilo também participar no almoço do ano de 2014.

Lá estiveram colegas do meu tempo, e colegas de outros anos. Muralha, Petiz, Sérgio, Leitão, Delmar, Manel Alves, Lili, Zeza, Adérito, o Mestre Paixão, o Professor Adelino e muitos outros.

Cumprindo o programa pré-estabelecido, pelas 11 h 00, deu-se o encontro dos convivas, que começaram a chegar aos jardins do Restaurante onde foi servido uns aperitivos de receção de boas vindas, onde se conviveu, pondo as novidades e recordações em dia, procedia-se também ás fotos da praxe para mais tarde recordar.

Pelas 13 h 00 começou-se a degustar o menu que estava na ementa e nos convites enviados aos convivas, estava-se a fazer horas de "dar trabalho ao dente", continuando as conversas a versar os acontecimentos de outrora, por isso este convívio ( Luanda ) e de hoje ( Crise atual ) porque após 38 anos da nossa vinda de Angola ainda há muito para contar.

Guardou-se como habitualmente um minuto de silêncio por todos aqueles que já não podem comparecer ao nosso convívio, mas que estão sempre no nosso coração e lembrar-nos-emos sempre deles.

Findo o repasto entrou-se na animação e a música principalmente africana e todos deram o seu pezinho de dança. 

Terminou mais este encontro/convívio com o já sempre presente bolo comemorativo, e as respetivas taças de espumante que serviu de base às "saúdes" e às despedidas até ao próximo encontro a realizar já no próximo ano, que será num local deste pequeno, mas querido, Portugal. Até lá, um bem-haja a todos os convivas e aos organizadores de mais este convívio.


ZÉ ANTUNES

2013



O MERGULHO DAS CELIBRIDADES NA CASA DOS BROTHERS!



Ó Portugal…tão cheio de nada! Hoje, somos herdeiros do sonho, mas também da desilusão. O nosso desânimo escondido, vergonhosamente disfarçado, nasce da sensação de termos experimentado tudo, sem atingir o sucesso prometido. Vivemos numa época de exibicionismos. Parece não bastar às pessoas serem, terem ou fazerem. Além disso, é absolutamente necessário que os outros saibam que eles são, têm e fazem – sob pena de, aparentemente, nada valer a pena. Portugal, não tem um aparelho produtivo, económico e social.
O drama é a existência de uma enorme classe de “parasitas”, que suga o produto dos demais. Aliás, ao conseguir aguentá-los, o aparelho económico até mostra que é ótimo. O problema não é o atraso, a debilidade ou a falta de produtividade. É a “febre da carraça”! Ou seja, onde dantes a reserva e o pudor eram sinal de bom gosto e de bom senso, hoje passou-se à exposição pública de todo o tipo de coisas, sem qualquer sentimento penoso. A possibilidade de se tornar “famoso” (mesmo que de forma efêmera) representa, para as camadas menos privilegiadas da população, a obtenção, mesmo que temporária, da condição de cidadão.
As personagens coloridas e indecorosas, ostentando penteados excêntricos e outras “quinquilharias”, que se destacam na primazia do indecente, para um público lascivo, concupiscente, não são nenhuma novidade. A televisão proporciona-lhes o direito de não ficar à margem. Querem é vender, nem que seja à custa dessas “anormalidades” da natureza! Programas formatados e exibidos publicamente, como o voyeurismo, a delação, a confissão de intimidades, os pedidos públicos de perdão, a ambição, os apetites sexuais, “ejaculados” no interior dessas “jaulas”, misturadas com a capacidade de rastejar por um punhado de notas, enfim, toda esta ostentação, esse alarde, essas representações tão cheias de nada, vazias, ridículas para atingirem a “fama”, deixa-nos estupefactos perante tanta ignorância, tanta incompetência e desconhecimento. Todas estas “fantochadas carnavalescas”, acompanhadas dos sorteios, incessantes, ininterruptos, deste ou daquele automóvel “top-gama”.“-Ligue para o nº. 700 e tal…Quantas mais vezes ligar, mais possibilidades tem de ganhar”…“Ligue, ligue…muitas vezes”!...É demais. Chega a ser doentio! Canais televisivos, que mais parecem “Stands” de automóveis, que propriamente de Órgãos de Informação!

São estes exemplos da “coscuvilhice”(para não dizer outra coisa), que mostram bem a força incrível, que a definição centralizada dos programas dá ao aparelho do poder. Tudo é feito, alegadamente, apenas para permitir o acesso à incivilidade, à ignorância, à estupidez, tal como os antigos ditadores impunham a sua vontade só para bem dos seus súbditos.
Cruz dos Santos
2013

12/06/2013

A JUSTIÇA EUROPEIA


Os Europeus, muitos deles depois de chacinados em África pelas revoltas africanas, de regresso aos respetivos países embora destroçados de dor e amargura, receberam de braços abertos muitos dos antigos carrascos, dando-lhes um lar e emprego decente e uma vida digna, que jamais tiveram nos países de origem; Paz e sossego duradouro.

O contrario era possível?... Se ainda hoje 37 anos depois do fim da colonização, os dirigentes Angolanos (por exemplo) ainda desculpam-se na presença colonial Portuguesa em Angola, para justificar a Pobreza e outros pesares que "estamos com ele" eles não são, nunca serão culpados, mas o colono (37 anos depois), SIM, estou seguro que, quando Angola festejar o 50º aniversário, os dirigentes Angolanos, ainda estarão a rogar pragas ao colono Português.
HOJE ouvimos falar de relatos arrepiantes de governação de 'preto-para-preto' em muitos países africanos; Incompetência criminosa, bajulação estupida como doutrina, ganância e egoísmo exacerbado (primeiro eu - sempre), mentira como regra, assassinatos indiscriminados, prisões em massa, inexistência de liberdade de expressão - a 'Bíblia' citado pelo Morgan Tchavingirai. - (inclusive, gritar; "estou com fome" é crime passível de perder a vida. Kamulingue e Kassule, são a prova viva do facto), vida miserável, falta de empregos, corrupção endémica, justiça injusta e totalmente parcial, cadeias (horrorosamente infernais) a abarrotar de jovens provenientes das classes desfavorecidas, hospitais que mais parecem hospícios, escolas que mais parecem pocilgas etc. etc.

O paradoxo, é, se HOJE em África, usufruímos de um bocadinho de liberdade com sabor a vida, é precisamente graças aos Europeus, isto é aos brancos, que desenvolveram uma nova ordem de conduta internacional e instituições internacionais que vigiam sobre o globo incluindo obviamente Africa. As sanções internacionais e outras medidas de contenção paira sobre os dirigentes Africanos, e então, estes por sua vez, fingem praticar a democracia, não porque eles gostam da democracia, porque temem o "Deus branco e o seu braço punitivo". Porque se dependêssemos totalmente dos governos de "preto-para-preto" seguramente, não seria possível viver, na vasta maioria dos países Africanos.

 O protótipo Africano da UE (União Europeia) a chamada UA (União Africana) é uma mentira descabida, a UA é uma instituição falida, decrépita, débil e 'estaladiça' (como a bolacha 'chinesa' de água e sal) que ninguém leva a sério, uns poucos países africanos esforçam-se por dar credibilidade a UA e ao continente, houve até quem propusesse a seguinte designação DUA (DesUnião Africana), por exemplo quando teremos um Tribunal Internacional Africano? Se os tribunais da maioria dos Países membros é do "faz de conta", os Africanos instituíram também uma espécie risível de Parlamento Africano, que ações pratica tal PA já desenvolveu em beneficio dos Africanos?

A UA é um club de "compadres" velhacos ditadores, egoístas que sonham com Paris, Londres, Estocolmo etc, ao mesmo tempo que transformam os respetivos países em autênticos 'buracos negros'. As independências em Africa foram 'feitas' para algumas centenas de indivíduos africanos, em detrimento de centenas de milhões, cada vez mais miseráveis.

Nunca a Europa 'recebeu' tanta riqueza de Africa como após a chamada "independência dos Países Africanos", os novos-ricos africanos, apressam-se a 'esconderem' os produtos da sua criminosa delapidação na Europa para o gáudio dos Europeus, contrariando aquilo que eles próprios evocaram e prescreveram na convocação para a luta de libertação nacional.

"Eu ir a Portugal algum dia?.. NUNCA!.. Nem morto!".- (1980 na idade de ouro do partido único) Disse, erguendo o punho direito bem alto em sinal de sacro-juramento, em pleno comício em Benguela, um dos então carismáticos dirigentes da "Revolução Angolana" que prescindo de citar o nome, hoje ele próprio, não só é frequentador assíduo e brioso de Portugal e "empresário português" como também é o orgulhoso presidente de uma agremiação desportiva portuguesa em Angola.

Quase meio século depois, podemos dizer que o IDH dos povos africanos subiu ou regrediu? Somos melhores tratados hoje pelos nossos irmãos dirigentes? Os ideais que nortearam a luta de libertação colonial ainda estão vivos e recomendam-se? Muitos dos nossos jovens usam orgulhosamente tecnologia de ponta os ipod, 'aichatissa' e 'aipad' fazem a banga da juventude, mas o meio que lhes rodeia é nauseabundo e desolador. O Stress agudo e o AVC matam tanto quanto a malária.
Isomar Pedro Gomes
Natural de Malange, estudou em
UNISA - University of South Africa; reside em Benguela.

Desmobilizado, em 1991, por força dos Acordos de Bicesse, foi entre­gue à sua sorte. Atirado para as sarjetas do desempre­go, sem apoios da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA) ou de uma outra instituição castrense, lamenta a sua sina, assim como de milhares de ex-companhei­ros de farda. Recebi este pequeno escrito de sua autoria.
2013

SENHOR RIBEIRO


Venho por este meio informar que mais um amigo partiu....

Para os amigos do Bairro Popular nº. 2, que não tenham tido conhecimento, sirvo-me deste meio para cumprir o doloroso dever de vos informar do falecimento, do nosso muito querido amigo, e companheiro, Sr. AUGUSTO DE JESUS RIBEIRO, esposo da Dona Tercília e pai da Marinha, Manuel Fernandes e do José Francisco. Sogro do Zé Antunes. Faleceu no dia 21 de Maio de 1990.

Não sei se recordam, mas o Sr. Ribeiro era assim que todos o tratava-mos, vivia na penúltima rua quem ia para as traseiras do Cemitério de Santa Ana, na Rua de Almada.

Em Luanda trabalhou nas Alfandegas de Luanda, no despachante Oficial Serra Coelho, tendo ainda trabalhado com o diretor das Alfandegas, o Grande Poeta Angolano
Mauricio de Almeida Gomes

Tudo aconteceu de repente, veio numa viagem de machimbombo de Guimarães a Lisboa sempre a cantarolar ao despique com a esposa e com as cunhadas, vieram á primeira comunhão do Bruno, de tanto cantar ficou rouco e a partir dai o Lobo Mau atacou-lhe os pulmões

Foi com grande tristeza e pesar que soube do falecimento do nosso amigo Augusto de Jesus Ribeiro que galhardamente se bateu com o Lobo Mau durante um ano, e que este ceifou a vida se um amigo

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porque da nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos a nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente; as perdas do ser humano. Perdemos um amigo, e acima de tudo um ser humano. Deus o receba de braços abertos e que tenha o descanso eterno.

Paz à sua alma, e a todos os familiares os meus sentimentos.

Agradeço que comuniquem também a outros amigos esta funesta ocorrência, pensando em todos quantos queiram e possam tributar-lhe, em presença um derradeiro adeus.
ZÉ ANTUNES
1990