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29/07/2013

MUITA BEBIDA


Em 1976 morava na Avª Álvares Cabral nesse tempo com as nacionalizações, com as greves, por muitos saneamentos feitos pelas comissões de Trabalhadores em muitas Empresas, Portugal estava na banca rota, Lisboa era a capital do caos.

José Carlos primo da Marinha Gonçalves, residente na cidade do Porto, vem a Lisboa para tratar do Bilhete Identidade, combina comigo e eu digo-lhe para vir passar o fim de semana, para ter tempo de visitar alguns amigos.

Chega Sábado pela manhã, viajou toda a noite, pois as viagens de Lisboa ao Porto ou Porto Lisboa eram bem demoradas, só existia a Auto Estrada Porto Carvalhos e Lisboa Vila Franca de Xira.

Almoçamos no Tasco, no Largo do Rato, no Restaurante do Sr. Fernando, que se situava ao lado da Sede do Partido Socialista.

Degustamos um Bacalhau à Zé do Pipo, acompanhado de Vinho Verde “Casal Garcia”.

Findo o almoço dirigimo-nos à Pastelaria Estrela do meu grande amigo Júlio, situada na Álvares Cabral, onde bebemos uma saborosa bica (café) e um digestivo ( Aliança Velha ).

Seguidamente dirigimo-nos ao Princepe Real onde a Isabel Madruga nos esperava, iriamos receber um telefonema de sua mãe que ainda se encontrava em Luanda, telefonema esse que seria recebido ás 16 h 00. Telefonema recebido, feito pela a mãe da Isabel, onde nos relata mais ao menos as dificuldades de vida em Luanda, onde já faltava tudo.

Despedimo-nos da Isabel, ela iria na semana seguinte para Santarém, para a Escola Agricola. Dali descemos até à Avenida da Liberdade, e fomos ter com meu pai à Ginginha da Avenida onde bebemos umas ginginhas com elas.

Eu e o José Carlos seguimos até ao Rossio, onde nos esperava outros avilos, João da Lusolanda, Zé Banqueiro entre outros, ai chegados fomos para a esplanada do pic-nic e saboreamos uns finos, para refrescar as gargantas sedentas.

Como o José Carlos trazia uma carta para ser entregue ao Sr. Octávio, dirigimo-nos para o Castelo de São Jorge, lá chegados disseram-nos que o Sr. Octávio estava na Pastelaria do Daniel, para lá nos dirigimos, e ai ficamos, na companhia de mais uns amigos a recordar a nossa juventude, da nossa linda Luanda.

Como a subida que fizemos até ao Castelo foi feita a pé, lá chegados estavamos com bastante sede, vai dai mais uns finos ( cerveja em copo ).

Regressamos a casa, muito bem dispostos, só sei que no dia seguinte Domingo dia de descanço, acordei com uma fortíssima dor de cabeça, derivado ás misturas de bebidas que ingeri, no dia anterior, mas diga-se que foi um Sábado bem passado, em grande.

Mas eu nesse domingo prometi a mim mesmo que nunca mais faria misturas de bebidas alcoólicas, e até aos dias de hoje estou a cumprir

ZÉ ANTUNES

1976

JOSÉ SALGADO! BOM AMIGO...


José Salgado, cedo perdeu a mãe, seu pai com muitos sacrificios lá o foi educando. Ele vivia no Bairro do N`Gola, perto da Avenida Brasil e na Escola primária Nossa Senhora de Fátima, ai fez o ensino primário, era o mais traquinas e só queria galhofa, indo depois para e Escola Preparatória “ João Crisóstomo” foi ai que o conheci. transitamos os dois para a Escola Industrial de Luanda, onde entramos para o Curso de Aperfeiçoamento de Serralheiro.

Mecânica era a sua paixão, acabado o curso começou a trabalhar na Robert Hudson na zona industrial e com os primeiros dinheiros ganhos com o seu suor, como gostava de sublinhar, comprou uma Honda SS50Z , com a qual se deslocava do Bairro Indígena até ao seu trabalho lá na 5ª Zona Industrial no Cazenga, mais tarde o pai, deu-lhe uma moto Yamaha 250 c.c. com a qual fez o último motocrosse Internacional de Luanda nas Barrocas do Miramar. Ele e o Stop bateram-se bem, contra as potentes máquinas dos Sul Africanos e Belgas residentes no Zaire, acabaram os dois por fazer uma bela corrida.

Era com ele e mais outros amigos que fugava-mos principalmente ás aulas de Oficinas de mestre Paixão e íamos ou para a Piscina de Alvalade ou para o Porto de Luanda, para com meia dúzia de escudos comprar cigarros e revistas eróticas, de ressalvar que na época essas revistas eram proibidas.

Devido aos conflitos nas mercearias de muceque, seu pai em Setembro de 1974 foi expulso do Bairro Indígena, e foram residir para o Bairro Salazar e como meu amigo começou a frequentar mais vezes o Bairro Popular nº 2, integrando-se no nosso meio, participando muitas vezes nas corridas à volta do Largo.

Quando do seu regresso a Portugal na Ponte Aérea em 1975, foi residir para Viana do Castelo, de onde eram originárias as suas raízes e estabeleceu-se lá com uma oficina de Motos.

Muitas vezes quando me deslocava ao Norte do País ia a casa dele, ficava-mos horas a lembrar os bons momentos vividos na nossa querida Luanda. Mantinha contacto com ele através de telefone e pelas redes Sociais.

No dia 18 de Julho de 2013, um brutal acidente de viação na A3 perto de Braga, um veiculo pesado ( camião ) descontrolado embateu na mota do José Salgado, arrastando-o vários metros, ceifando a vida deste nosso grande amigo,

Descansa em Paz amigão


 ZÉ ANTUNES

2013


A CULTURA PELAS "HORAS D´AMARGURA”!


A Língua Portuguesa tem-se amoldado sempre às glórias e às desgraças do nosso Portugal. Ela foi brilhante em Aljubarrota, canção dolente e de saudade no alto mar, e elegia cortante em Alcácer-Quibir.

Foi corneta de fama e de patriotismo de Camões, grito de paixão e de súplica em “mares nunca dantes navegados”! Mas Hino, Literatura, Poema lírico, canção de lamento ou canto triste, ela nunca perdeu a sua beleza, a sua graça, o seu brilho. “Se foi lágrima, nunca deixou de ser sorriso; se foi cobardia - alguma vez - nunca deixou de ser força”! A literatura é uma profissão em que se torna indispensável dar provas constantes de que se tem talento para convencer pessoas que não têm nenhum. Hoje, a Literatura, está em vias de desaparecer.

O público, hoje, não tem tempo para analisar e muito menos para apreciar a “Arte de Redigir”. Só correm atrás da tragédia, da política, da busca da violência, passando por cima dos pontos sérios. A paixão do futebol, toldou-lhes o cérebro e fez com que eles dessem um “pontapé” nos livros e em jornais. Por outro lado, a doença da velocidade, bem como notícias “abimbalhadas” dos casamentos, divórcios e infidelidades, de todos estes “craques”, principalmente da bola”, exibidas constantemente pela TV, e denunciadas (catalogadas), por estas revistas “côr-de-rosa”, de “famosos” ou “célebres”, são, não só a a “gonorreia”do “lixo”, como o da loucura do interesse e da febre do utilitarismo. A televisão e os seus canais portugueses, são, na realidade, o “ópio do Povo”!

É um vento pestilento que ajuda a murchar a flor do bom gosto literário. Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno. 

Ao contrário do que existe noutros países, em Portugal, as televisões não conseguem fazer coexistir as duas tradições: a Culta” e a “Popular”. As televisões (com uma ligeiríssima ressalva para certos programas da estação pública), optaram definitivamente pelo afastamento de qualquer expressão de cultura. Mais do que a vulgaridade, deste batalhão de “Bimbos”, e a violência, o que realmente choca e enfurece é a destruição da Cultura, o desprezo pela informação séria, o escárnio pela Ciência e o ataque à inteligência perpetrados todos os dias. 

Com meios diferentes e com objetivos novos, as televisões estão a provocar tantos danos à inteligência e à cultura quantos, no passado, produziram os inquisidores, as polícias e os censores.

Cruz dos Santos

2013

26/07/2013

UM PEQUENO CONTO ANGOLANO


Lembras-te João Cambaio, das nossas aventuras, quando brincávamos às escondidas nos quintais do “Bairro Pop“? Quando “pelejamos”, dava-mos “galhetas” e “baçulas à pescador” um ao outro, e no outro dia, já estávamos amigos outra vez? Nesses tempos, eu julgava era pecado a gente se insultar, porque Deus estava, também, a ouvir e se ia zangar. Minha mãe me avisava: “se não fores bonzinho para com os teus amigos, sejam eles negros, mulatos ou brancos, vais parar no Inferno”! Depois explicava-me o que era o Inferno. Ela dizia sempre, que no inferno, havia lá um grande caldeirão cheio de azeite a ferver e que um “gajo” – depois de morrer - se tivesse sido pecador e tivesse sido mau, muito mau, para os outros, passava a “eternidade” ali mergulhado, a sofrer p’rá burro! Mas ela tinha razão! Cada vez era mesmo verdade! Te lembras também da Domingas? Aquela negra fula, cheia de “demengueno”,quando passava no passeio da loja do “Sr. Novo” Casa Confiança, toda a “malta” lhe assobiava? O quê? Não ti estás a lembrar? Porra! Aquela miúda qui andava sempre vestida di mini-saia, e “kimone” de “chita”, qui um dia até lhi dei boleia na minha mota “Honda 350”, e lhe “reboquei” até no bairro da Vila Alice? Aquela…qui toda a gente dizia, qui era minha namorada? Mas não era, nessa altura já namorava, com respeito.

-Não me digas, qui era aquela qui era irmã do Tonico, o rei das cabeçadas? Qui o pai dela, além de ser alfaiate, também fabricava no quintal, “quimbombo”?

-Sim! Era essa mesma!

-Possas “Meu”!! Você é corajoso!!! E o irmão sabia?

-Claro qui sim! Coitada, depois, deixei de lhe ver, quando fui no “Rangel” na casa do Velho Inhana, passou muito tempo, e um dia mi disseram qui ela estava “amigada” (vivia) com um branco, um “H’nguenta”do “Puto”, todo vermelho, qui parecia qui tinha “massa de tomate” na cara. Eh!!…Diziam até, qui ela parecia uma senhora, bem vestida. 

-Foi a sorte dela!
-Estás mas é com Inveja! Inveja é cuêsa má, o senhor padre Luis das barbas (os Capuchinhos), da Igreja de São Paulo, tinha ensinado, que há pessoas tinham sorte e por isso viviam bem. Deus é que sabia, a nossa vez também ia chegar. E se não chegava, depois no céu, Deus tinha mais pena de nós…

-Vai-te lixar Zé Antunes! Afinal a Domingas é que ficou lixada: lhe deixaram com filho na barriga, coitada…!

-Tás a brincar…João Cambaio?

-Juro “Sangue de Cristo”! Mas mantem-te calmo Zé Antunes! A vida é pra ser vivida e no meio de tanta desgraça, ao menos um “coche” de calma. Vamos mas é “varrer uma cabeça de “peixe-pungo”, no Bar do Cravo”! Uma caveira de peixe. Ecologia. Uns comem. Outros são comidos. É assim a Natureza e de outra maneira não havia vida. Errado. Nem sequer havia outra maneira. Porque para haver outra maneira só com vida….Fim de citação”!

-Onde é que tu ouviste isso João? (já a postes para se instalar na cadeira).

-Foi mesmo na TPA (Televisão Pública de Angola)…Ó Banga Zé!!

-ALDRABÃO!! Naquele tempo Televisão? só “Rádio Ecclésias”, “ Voz de Angola” ou “Emissora Oficial”!! 
Zé Antunes

1971

"KANDENGUES VISIONEIROS"


Quando estávamos parados, na frente da minha casa, no muro do "Preventório Infantil de Luanda", os "Madiés" mais velhos, com as suas "motorus" (Zé Tó, Henriques, Minguitos, Paquito, Lili, Jorge, Carlos, Zé Antunes, Banga Ninito, Escaqueirado, Carnapeto , Russo da Garelli, Carlos Magalhães e outros), convertiam as conversas, nas habituais e acostumadas aventuras dos seus "engates", ou seja, nas "garinas namoradas di fingir", misturando toda esta "caldeirada dialogante", em histórias de combates de boxe e marcas famosas e de grande cilindrada de motos, tais como a "Honda", "Yamaha" e "Suzuki", que eram, sem dúvidas alguma, as mais populares e, como é óbvio, as mais procuradas e vendidas em Luanda, naquela época. Nessas alturas, apareciam alguns "kandengues", com sapato "João Domingo", remendo nus calças, qui falavam - entre eles - sobre as potentosas e nossas "máquinas".

-"Xê Mano Zito", a Honda é melhor! Tem mais "banga-fukula", mais bonita, escape cromado e "manda" pineu" mais grosso. Tás a brincar, ou quê?" 

-"Makuto caxe"! Vê-se mesmo, qui não percebes nada di motas. A "Yamaha" é que é a melhor. Lhe "avistaste" aquela corrida, na Fortaleza? Hum!!! Vou te falar".

-"Vocês, são mesmo "Buçais"! Não entendem nada de motos. A melhor mesmo...é a "Suzuki", aquela do Carlos Magalhães"

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Para felicidade de muitos "Miúdos", era ir dar uma volta com estes "malucos" na chamada "pendura", que - cheios de "Cagunfa" - e com a sensação da aventura, se agarravam a um "Gajo" na cintura, com receio de cair. Mas era bom, porque depois de vermos, todos eles, cheios de felicidade, ainda comentavam a favor da volta que tinham dado".

-"Banga Zé", "Banga Ninito", mi deixa ainda dar uma "quicorta" na tua "Motoru"!

-"Chê kafito-Fito"dum raio! Tás a brincar, ou quê? Ti vou "rebocar", com todo esse "ranho" pendurado no nariz? TÁS a Julgar que és Quê? Não vês qui sujas a moto! Porra! Vai lá mas é lavar a tua "xipala", seu "badalhoco" di merda"!!

Então...aí já, punha o "muleke" no banco de trás e ia dar uma volta, com ele no "Bê-Ó", "Bairro Zangado", atravessava alguns musseques em alta velocidade, levantando Poeira. O "Kandengue", ficava todo assustado, mas ao mesmo tempo feliz e falava já para os outro "diambeiros" à toa...

"-Banga Zé" e "Banga Ninito", são verdadeiros Amigos, andei só com ele na torraite, fomos à toa, ultrapassamos uns "Kaíngas" qui estavam só parados, e nós passamos na "Gazuza até cair", qui parecia vento...!"

Os amigos falavam já: Possas “Meu”!! Você é corajoso!!! Andares com esses malucos mais velhos, mete medo. Outras vezes lhe diziam: "-vamos dar uma volta, mas me dás uma quinhenta para a gasolina"!

-"Hi Hi este "Madié" manda "pimpa"! Não tenho quinhenta nenhuma, Juro mesmo - sangue de Cristo - faz lá um "coxito" de boa vontade Banga Zé. Dinheiro acabou. "Kuabo-Kaxe"! "Kitar malé", nem nus bolsos dus documento, nem no "cafukolo".

Zé Antunes
1970

23/07/2013

“ DOS FRACOS , NÃO REZA A HISTÓRIA ”!


Portugal suporta uma crise grave e duradoura. A economia portuguesa regista uma década tão medíocre que só encontra um paralelo próximo no fim da Monarquia e no princípio da República. É inacreditável, todos estes anos de democracia e de liberdades, de mudança social e de integração europeia, terem sido insuficientes para combater a desigualdade e o desemprego. Desprezar os fracos faz os medíocres julgarem-se fortes. E lá diz o povo: “dos fracos não reza a história”! O país não está bem. Anda desorientado e, receia ser o país pobre da Europa rica. Preocupa-se com a educação, mas julgam que a ignorância é mais democrática que o conhecimento. 

O país está a perder a inteligência e a consciência moral; está amassado em dívidas, corrupção e vinga-se na arte do escárnio e maldizer. Olhe-se em volta com olhos de ver e vejam que as alegrias são efémeras. A melancolia expande-se. A política é desinteressante e, no que é visível, fútil. Todos sabemos que os alicerces do nosso regime, como compete numa democracia, são os partidos políticos. Nada é possível sem eles, fora deles ou contra eles. Essenciais é que sirvam o país. Se não o fizerem, um sistema democrático pode destruir o futuro de uma sociedade, porque os partidos foram incapazes de agir com eficácia, rigor, seriedade, transparência e respeito pelo interesse geral. 

Meus Senhores, salvo melhor opinião, a primeiríssima prioridade política de Portugal, é a da criação de condições de atratividade de investimentos, destinados à produção de bens transacionáveis, de modo a permitir um crescimento sustentável, baseado nas exportações. Se não conseguirmos, teremos ainda mais desemprego, mais pobreza, maiores desigualdades e impossibilidade de manutenção de um modelo social parecido com o que existe. 

Os Responsáveis deste país, têm o dever moral, de baixar os impostos, de combater a burocracia, de baixar o preço das portagens, dos combustíveis, de pagar ambos os subsídios (férias e décimo terceiro mês), avaliar e incentivar os nossos Professores, criar postos de trabalho, apostar, de imediato, na nossa agricultura e restruturar a nossa frota pesqueira. Vendam os submarinos e invistam na aquisição de barcos de pesca. 

A nossa opção, nos tempos que correm, não é só “acudir-se” à democracia, nem estar sempre preocupados com a “liberdade” (estas, estão garantidas), mas sim, preocuparmo-nos – todos - com a nossa economia produtiva e competitiva, ou, acabamos todos, acreditem, por cair na…miséria! É que acontece que a urgência absoluta trazida pelas ameaças financeiras, não comporta mais delongas. Pensem nisso!

Cruz dos Santos 

2013

 

AFINAL QUEM CAIU NA LAMA?


Há em algum país da Europa, a amálgama descriminada e promiscua, esgoto a céu aberto, suja e podre de 'bairros' que vimos e vemos principalmente nas periferias das capitais Africanas (quase todas elas) principalmente dos chamados; País Especial.

Os dirigentes Africanos, nem conseguem combater eficazmente o mosquito, causa do paludismo e malária que dizima á meio século, diariamente milhares de almas (principalmente crianças) pelo continente adentro, as doenças diarreicas (produto da falta de sanidade básica) faz de igual modo uma 'ceifa' aterradora. Doenças que o colono quase já tinha debelado como a mosca do sono, ameaçam 'engolir' povos inteiros.

Tudo isso acontece perante a pecaminosa insensibilidade de um grupinho de "iluminados africanos" (abençoados pelas igrejas) que preferem comprarem castelos de milhões de Euros na Europa e em orgias depravadas (preferem dar de comer os cães), do que ajudar os seus irmãos, que não lhes pede mais do que apenas: BOA GOVERNAÇÃO... Gerirem o erário público para o bem de TODOS e da nação.

E há quem tem o desplante de vir a público protagonizar uma perversa peça teatral, choramingando; "O colono blá-blá-blá".
Quanto ao anjo, prefiro não comentar. Deus é Branco?.. Até posso aceitar, porem de uma coisa estou certo, preto, é que não é de certeza ABSOLUTA!

Isomar Pedro Gomes

Natural de Malange, estudou em
UNISA - University of South Africa; reside em Benguela.

Desmobilizado, em 1991, por força dos Acordos de Bicesse, foi entre­gue à sua sorte. Atirado para as sarjetas do desempre­go, sem apoios da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA) ou de uma outra instituição castrense, lamenta a sua sina, assim como de milhares de ex-companhei­ros de farda. Recebi este pequeno escrito de sua autoria.

2013