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16/09/2013

FESTIVAL DA SAPATEIRA









Há vários anos a esta parte, que no mês de Setembro em quase todos os Restaurantes, e Marisqueiras do Oeste concordaram entre si realizarem o Festival da Sapateira.

Todos os ano no mês de Setembro, os Empresários da Indústria Hoteleira, fazem em conjunto este Festival da Sapateira, para poderem escoar os seus produtos e conseguirem ganhar mais uns tostões, que a crise está ai e para ficar.

De 06 de Setembro a 06 de Outubro, realiza-se na zona oeste o Festival da Sapateira.

A 17ª edição do Festival da Sapateira está de volta à Praia de Santa Cruz, de 6 de Setembro a 6 de Outubro pode comer sapateira à discrição por apenas 15,50€ por pessoa.

Restaurantes aderentes:
Hotel Santa Cruz
La Fontana
O Navio
O Polvo
Saborear – Hostel Bar Esplanada
Vela d’ Ouro

Fim de semana de 14 e 15 de Setembro de 2013 na Praia do Navio, entre Santa Cruz e a Póvoa de Penafirme.

Sábado á tarde, calor de Verão, ainda estão muitos veraneantes de férias, ou então foram passar o fim de semana , é vê-los na praia a banharem-se nas águas frias do oceano Atlântico e a descansarem, nas toalhas estendidas nas areias finas e escaldantes.

Outros já estão todos nos Restaurantes, Cervejarias e Marisqueiras, os clientes por um custo tabelado, degustam quantas Sapateiras a sua barriguinha suportar, pede-se que não vale estragar, é o lema, as bebidas são pagas à parte.

O antigo Restaurante “ Navio “ na Praia do Navio, que era do conhecidíssimo na zona da Póvoa de Penafirme, o José Carlos da Póvoa de Além, estava velho, com mais de trinta anos, e por que não havia criatividade para cativar os clientes, foi com uma nova gerência que se fez obras, e o Restaurante “Navio” está todo modernaço, com uma arquitectura vanguardista, linhas direitas, arquitectura actual.

A sala do Restaurante enche-se depressa, todos querem ficar junto ás vidraças que dão vista para a esplanada e para a praia, onde ainda se encontram muitas pessoas, apesar de a noite estar a chegar bem depressinha, outros ainda ficam na esplanada porque estão a fumar.

No nosso grupo, constituído por 17 pessoas, só havia lugar para 13, os ouros 4 ficariam numa mesa á parte, sem sermos supersticiosos, mas ninguém quer 13 pessoas á mesa, dizem logo: para o ano seguinte morre o mais velho, logo se resolve o problema, a gerência providência mais duas mesas que são colocadas em fila.

Noutras mesas , sentadas há pessoas que em circunstâncias normais, andariam por estes dias à volta com a lista de livros e manuais escolares, e a escolherem as mochilas para os filhos, pois está ai o inicio de mais um ano escolar.

Por esse motivo, aproveitou estes dias para se deliciarem com as Belas Sapateiras e as boas imperiais ( finos ) da Sagres ou da Super Book.

 






















Que Bela Sapateira ( foto Marco )


Convívio ameno, Sapateiras deliciosas e cerveja fresquinha, deu que o convívio se prolongou por mais um pouco de tempo e começou a haver um pouco de ansiedade, pois muitos viriam para Lisboa, e por todos aqueles que por causa da condução degustavam a Bela Sapateira e ingeriam líquidos tais como Sumol ou Coca Cola, o que diga-se de verdade, não joga lá muito bem, mas ficou “contratualizado” que alguém seria os condutores das Viaturas ( se conduzir não beba ).

Os proprietários e os funcionários deste local aprazível, não tiveram mãos a medir, passaram o dia a servir todos, sempre com um sorriso, e elegantemente vestidos com os seus aventais impecavelmente limpos.

Terminado este dia da Festival da Sapateira, dirigimo-nos para nossas habitações na esperança que em 2014 nos poderemos reunir de novo e conviver de novo neste gostoso e saboroso Festival


ZÉ ANTUNES

2013


JULGAR A POLITICA




Mas…o que é a política? Consultado o dicionário da Língua portuguesa “Porto Editor”, este diz que é a “ciência ou arte de governar uma nação; orientação administrativa de um governo”, etc.. Bom! O termo tem origem no grego “politiká”,uma derivação de “polis” que designa aquilo que é público. O significado de política, é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.

E nós, como cidadãos, como qualquer cidadão português – pagadores de impostos – temos a possibilidade de “julgar” a política, uma coisa que diz respeito a todos. Sabemos que existe uma conceção, a do realismo político, segundo a qual a política está para além da moral e que não pode ser julgado moralmente. O problema de uma ética pública racional, é apenas o de encontrar critérios publicamente aceites, para provocar esse juízo. 

O sistema político é uma forma de governo que engloba instituições políticas para governar uma Nação. Monarquia e República são os sistemas políticos tradicionais. Dentro de cada um desses sistemas podem ainda haver variações significativas ao nível da organização. Por exemplo, o Brasil é uma “República Presidencialista”, enquanto Portugal é uma “República Parlamentarista”.

 Os vários estudiosos puseram a ênfase sobre os vários aspetos da valorização moral em ética pública. Os “utilitaristas”, centraram a sua atenção sobre a utilidade coletiva. Os políticos, segundo eles, são avaliados em relação aos benefícios coletivos que produzem.

Os “Kantianos” defenderam, que os princípios de uma sociedade justa, apenas podem nascer do diálogo, da convergência de pessoas racionais totalmente motivadas e que se encontram na mesma situação à partida. Segundo esta perspetiva, uma sociedade igualitária apenas poderá nascer de um diálogo racional, entre pessoas que tenham assumido uma posição igualitária, imparcial, e que se empenharam – seriamente – para alcançar um acordo. 

Deve existir honestidade de intenções, sem egoísmos, condicionalismos, ameaças, fraudes ou enganos. A finalidade da política é, então, a de defender estes limites contra as invasões por parte dos outros indivíduos mas, sobretudo, por parte do Estado. 

O conceito de direito, foi elaborado como defesa contra o Estado totalitário, mas hoje também, como defesa contra a burocracia. É exatamente isto, que caracteriza a racionalidade moderna. O bom, não é aderir a uma outra “seita”, mas emerge da discussão racional, do pensar os critérios, do afrontar racionalmente os dilemas da vida pública.


C. Santos.

2013

14/09/2013

PARA REFLETIR….



A todos os pais (e alguns avós) de Portugal

Chegaste a casa empolgado da manifestação, vieste com os olhos brilhantes a falar da mudança do sistema e do grande crime que as gerações mais velhas cometeram para com os da tua idade.

Vieste a falar do “massacre geracional” e dos benefícios dos reformados que serão vocês que sustentam. Disseste até que são explorados hoje e que, quando for a vossa vez, não terão o dinheirinho da reforma à vossa espera. Pois, filho, deixa que te diga umas coisas para acrescentares à tua reflexão. Eu e a tua mãe vivemos sempre do que pudemos ganhar com o nosso trabalho. Eu entrei para o Ministério como auxiliar de contabilidade, depois de tirar o curso à noite, a trabalhar de dia como vendedor, porque o meu pai, pobre agricultor, mal ganhava para o sustento dos meus irmãos mais pequenos. Nunca gostei de contabilidade, gostava era de vender, mas era uma profissão certa e eu tinha família para sustentar. A tua mãe ficou em casa, a cuidar de ti e da tua irmã, porque não havia escolas para os pequenitos e as vizinhas já não podiam tomar conta de mais crianças. Sempre sonhei montar o meu escritório de contabilista mas o que queres? 

Como funcionário teria direito à pensão para a qual descontava, a minha família beneficiava da ADSE, para a qual descontei, era a segurança da minha velhice e da tua mãe. Fiquei, fiquei 42 anos e reformei-me como chefe de repartição, a tua mãe com muito menos porque só descontou 20 anos como auxiliar numa escola. Com a velhice assegurada, ainda que modestamente, pagámos os teus estudos até tarde, já tinhas mais de 25 anos quando acabaste o curso na Universidade privada porque nunca tiraste média para ir para o ensino público. Foi com o meu salário que te compramos a mota, depois te demos a carta e o automóvel, foi porque pensámos que não precisaríamos de juntar para a velhice mais do que o que descontávamos que te pagámos os anos de inglês, o karaté, as viagens nas férias com os teus amigos. Sim filho, deixa que te diga, acusaste-me tantas vezes de ser conformado, de ir para a repartição e ter um salário modesto, querias que arriscasse, abrisse um negócio, como o pai da Elsa, a rapariga de quem estás divorciado, mas se eu deixasse tudo lá se ia a minha pensão e a proteção na saúde, teria que juntar para a minha velhice e da tua mãe e não poderia dar-te e à tua irmã o que tanto gostavam.

Comprámos a casa a crédito porque já não suportavas o bairro modesto, a casa alugada e velha, querias viver bem, a tua irmã dizia que tinha vergonha de levar lá os amigos do colégio, pagámos a casa mesmo a tempo de te ajudar a comprar a tua, quando casaste e o pai da Elsa já estava em sarilhos com os seus negócios Ainda te disse para ficarem lá em casa, até endireitarem a vida, a tua irmã já estava a estudar fora, no Algarve, no curso que escolheu, com um esforço acomodávamo-nos todos, mas não quiseste, gritaste que eu era manga-de-alpaca, que nunca teria uma vida capaz, a prova é que nunca saí da repartição, a contar com a reforma e as pantufas. Pois é, filho, desculpa, pensei que podia gastar contigo e com a tua irmã o que os meus pais não puderam gastar comigo. Pensei que tinha uma reforma e por isso não precisava de proteger mais os meus anos de velho.

O que eu não sabia era que te estava a explorar. Agora gritas que me sustentas, e à minha reforma e eu não sei porquê mas talvez tenhas razão, eu devia ter sido mais prudente e guardar para mim e para a tua mãe o que te dei com tanto amor. A contar que não te seria pesado, que não terias que me sustentar como eu fiz com os meus pais e a tua mãe com os dela, lembras-te? Vieram viver cá para casa, admiraram-se com a nossa casa tão grande, com o nosso nível de vida, e dividimos com eles o que havia. Ainda bem que terei uma reforma, pensei tantas vezes, posso gastar com eles o que ganho, e com os meus filhos, talvez com os meus netos se precisarem. Nunca levei a tua mãe ao México, ou ao Brasil, nem sequer a Paris, gasta com os garotos, dizia ela, eles têm que viver o tempo deles, a gente não precisa. Tu foste, foste a tantos lados, ficavas 6 meses e mais, dizias que era dos estudos, depois voltavas cheio de ideias para comprar um computador novo, um plasma, uns sofás novos, pai, dizias, os tempos são outros, se tens dinheiro compra, para que te agarras ao dinheiro se vais ter uma reforma?

Desculpa, filho, acho que te estou a massacrar, e à tua geração mas deixa que te diga que me preocupa muito a tua mãe, quando eu morrer ela só vai ficar com metade do que eu recebo, se ainda a deixarem receber isso, e não chega, não chega para te ajudar a pagar as pensões de alimentos aos meus netos, não chega, filho, não chega. Deixa que te diga que te dei tudo o que tinha, com orgulho e com amor. Hoje, filho, quando te ouço, penso quem me dera ter poupado para a minha velhice e da tua mãe, em vez de te ser tão pesado agora, com a minha pensão.

Recebido via mail

ZÉ ANTUNES

2013

13/09/2013

ROGER HODGSON



No fim de semana de 06 e 07 de Setembro de 2013, recebi um convite para ir assistir a um concerto no hipódromo de Cascais, espetáculo promovido pela rádio M80 e por ERB Remember Cascais.



“Mais do que um festival de música, é um festival de memórias”, refere a organização. Num evento com "Remember" como nome do meio, qual é a recordação em causa? Dicas: Roger Hodgson, José Cid, Level 42, The Waterboys, GNR, Opus... Exato: está tudo a postos para mais uma viagem aos anos 80.








No cartaz constava para atuarem na 6ª feira, dia 06 de Setembro, primeiro dia foi agendado, a abrir a banda de José Cid. José Cid foi, de facto, um dos músicos que mais marcou o crescimento do rock em Portugal, do Quarteto 1111 ao percurso a solo. E é dos poucos artistas que se pode gabar de ter sido redescoberto por toda uma nova geração e de ter reconquistado o carinho do público.



De Inglaterra chegam também os Level 42, autores desse êxito chamado "Lessons in love". O tema fazia parte do álbum “Running in the Family”, cujo 25.º aniversário foi assinalado em 2012 com uma reedição especial e com uma digressão.






E a estrela num concerto-prenda para os fãs dos Supertramp: apresenta-se Roger Hodgson, o vocalista original. "Give a little bit", "Dreamer" e "Breakfast in America" foram alguns dos êxitos celebrizados na sua voz e saídos da sua pena, desde que co-fundou o grupo britânico, em 1969, até que o deixou para se dedicar à família e enveredar por uma carreira a solo. Esta arrancou com "In the Eye of the Storm", em 1984, e registou um sucesso assinalável, embora incomparável ao da banda de rock progressivo. O percurso de Hodgson viria a ser marcado, em 1987, por aquele que é um dos maiores pesadelos de qualquer músico: dois pulsos partidos. O acidente deixou o cantor e multi-instrumentista fora de combate durante anos. Mas, mesmo desenganado pelos médicos, viria a recuperar, voltando ao estúdio e aos palcos.







E a estrela num concerto-prenda para os fãs dos Supertramp: apresenta-se Roger Hodgson, o vocalista original. "Give a little bit", "Dreamer" e "Breakfast in America" foram alguns dos êxitos celebrizados na sua voz e saídos da sua pena, desde que co-fundou o grupo britânico, em 1969, até que o deixou para se dedicar à família e enveredar por uma carreira a solo. Esta arrancou com "In the Eye of the Storm", em 1984, e registou um sucesso assinalável, embora incomparável ao da banda de rock progressivo. O percurso de Hodgson viria a ser marcado, em 1987, por aquele que é um dos maiores pesadelos de qualquer músico: dois pulsos partidos. O acidente deixou o cantor e multi-instrumentista fora de combate durante anos. Mas, mesmo desenganado pelos médicos, viria a recuperar, voltando ao estúdio e aos palcos.







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Sábado dia 07 de Setembro atuaram os grupos G.N.R. os Waterboys e os austríacos Opus



Na mesma altura dos Waterboys, nasciam em Portugal os GNR, que andam a celebrar precisamente 30 anos de carreira. No espetáculo "Efetivamente", pegam em temas como "Efetivamente", "Videomaria", "Dunas" ou "Asas" e dão-lhes outra roupagem. Perspetiva-se uma rara e saborosa viagem ao percurso do Grupo Novo Rock, conduzida por um Rui Reininho em excelente forma vocal e devidamente artilhado com o tom irónico, bem-humorado e algo desconcertante do seu discurso e lírica. Se os GNR cantam sobre "fugir da própria vida" (ver letra de "Sangue oculto"),


Waterboys. A banda nasceu no início dos anos 80, por iniciativa do cantor e compositor escocês Mike Scott, que assinou um dos grandes hinos do rock alternativo britânico, "The whole of the Moon". E esta canção é apenas a ponta mais visível da aclamada folk dos Waterboys, cuja discografia tem sido alvo de (re)descoberta. A recente autobiografia de Scott, “Adventures of a Waterboy” também tem ajudado.



os austríacos Opus são mais claros na sua filosofia. "Live is life" foi o single que os projetou para a fama mundial no Verão de 1985 e que continua a fazer eco ainda hoje como o grande pico da sua carreira.



ZÉ ANTUNES

2013

É URGENTE REFORMAR O ESTADO!




Falar de corrupção, de desvios de fundos, fuga aos impostos, falsificação, fraude, e de outras “artimanhas criminosas”, inseridas no plano económico deste pobre país, era o mesmo que “mexermos” num “covil” de serpentes, guardado por uma “alcateia” de hienas e de lobos famintos. Era o mesmo que tentar entrar nos “labirintos” dos grandes Bancos e também nas parecerias do Estado com capital privado em célebres empresas, geridas por regras alfandegárias, que garantiram mercados exclusivos. E para isso, teríamos que atravessar caminhos sinuosos, rampas e obstáculos difíceis de transpor, guarnecidas, quase sempre, por famílias burguesas (portuguesas e angolanas), mascaradas de bons e sérios samaritanos. “Excelências”, que continuam a ter no Estado um protetor e um organizador comprometido na distribuição da riqueza.
 
A desigualdade, é acentuada por políticas fiscais destorcidas. Entre outras razões, este deficit fiscal, é explicado pelo recurso a “paraísos fiscais”. A começar por aquele, que o próprio Estado português disponibiliza. Só na Madeira, entre 2005/2010, o Estado perdeu mais de nove mil milhões de euros de receita fiscal. Dados oficiais. A desigualdade, é paga pelo trabalho. Não é só através dos lucros do capital, nem das transferências por via de impostos. É também pelo consumo quotidiano: portagens, eletricidade, combustíveis, comunicações.
 
Estas prestações, são hoje, o negócio de empresas privadas monopolísticas. Por outro lado, o papel dos Bancos foi também central noutros negócios com muito poder, ligados à construção civil e o imobiliário. Enquanto as cidades se degradavam, pelo aumento das casas vazias e abandonadas, a Banca concedia, massivamente, créditos à habitação. Para isso, endividava-se junto dos Bancos Alemães e Franceses. E daí resultou a maior parte da dívida externa portuguesa, que não é do Estado, mas sim dos Bancos. O sistema financeiro abandonou assim, definitivamente, o crédito aos sectores produtivos da economia. Portugal, torna-se assim, cada vez mais, dependente.
 
Produz cada vez menos daquilo que precisa; e o que consome, é cada vez mais importado. Com a crise financeira internacional, este “castelo de dívidas”, desmorona-se! O desemprego gera despesa social e diminui a cobrança fiscal.
 
Os impostos sobre o consumo, geram pobreza e contraem a produção. Sobre o regime da dívida, a própria democracia política é…ameaçada! Este é um país que era remediado e que agora arrisca cair novamente na miséria, mas em que os clientes dos Bancos pagam comissões bancárias e “spreads” de empréstimos que estão entre os mais caros dos países ricos da Europa. Conclusão: é urgente, reformar o Estado!

Cruz dos Santos 

2013


 

PROCOL HARUM

Procol Harun – uma banda cujo nome deriva de um gato - nasceu de uma ideia de Gary Brooker (pianista, vocalista e compositor) e Keith Reid (autor das letras).

Em estúdio, gravaram “A Whiter Shade of Pale”, em 1967. O êxito foi tão grande que não havia outra solução, senão criar uma banda que suportasse esse êxito.

Os
Procol Harum foram uma das bandas mais importantes do chamado rock progressivo ou rock sinfónico e, hoje em dia, pouca malta nova sabe da sua existência. Fazem mal.
Os Procol Harum souberam, como poucos, unir, harmoniosamente, a música “sinfónica” aos temas mais pop-rock, ainda por cima, com letras de qualidade.

Com meia dúzia de álbuns, a banda criou uma série de clássicos que, com diversas roupagens sinfónicas, continuam a surpreender.

Sou suspeito, porque sempre gostei dos Procol Harum. Aliás, um dos primeiros álbuns que comprei, foi dos Procol Harum, em novembro de 1972. 

Um ano antes, em 1971, os PH tinham gravado um álbum histórico – “
Procol Harum Live in Concert with the Edmont Symphony Orchestra”, em Alberta, Canadá.
Nessa altura, a banda era formada por Gary Brooker (voz e piano), Keith Reid (letras), B. J. Wilson (bateria), Alan Cartwright (baixo), Chris Copping (teclas) e Dave Ball (guitarra). 

Em 2008, os Procol Harum actuaram nos jardins do
 Palácio de Ledreborg
a oeste de Copenhaga. Tocaram com a Orquestra e Coro Nacionais da Dinamarca.

Nesta gravação, além do fundador Gary Brooker, Joseph Phillips toca órgão. Geoff Whitehorn toca guitarra, Mark Brzezicki encarrega-se da percussão e Matt Pegg com o baixo. Destaque para as versões sinfónicas de Homburg, A Whiter Shade of Pale e Grand Hotel, entre outras.

Com 63 anos, na altura,
Gary Brooker estava ainda em grande forma – e isto sugere-me uma pergunta: este tipo de música desaparecerá com a morte dos seus autores/intérpretes?

ZÉ ANTUNES
1975

10/09/2013

O FININHO


Conheci em 1972 Carlos Reis, mais conhecido pelo ”Fininho”, nasceu em Freixo de Espada à Cinta, na idade militar , apresentou-se e fez recruta nos Rangers de Lamego, depressa é incorporado para rumar a Angola, para Luanda, onde vai concluir o restante tempo de vida militar, vai para os Comandos, como furriel vai viver para o Bairro Popular nº 2.

Sempre que podia o “Fininho” aos fins de semana ia até aos clubes do Bairro Popular e ao Clube do Bairro Sarmento Rodrigues e naqueles loucos tempos não faltava a nenhuma farra, diga-se de verdade o nosso “ Fininho “ até era um bom dançarino, as garinas só queriam dançar com o madié.

Certo, certo é que encontrou o seu par, uma mulata toda bangona que até se ajeitava na dança, e era vê-los os dois sempre juntos nas fungutas ou no Clube do Bairro Popular ou no Clube do Sarmento Rodrigues.

De tanto dançarem e conviverem, foi-se criando uma empatia entre os dois que deu namoro.

Depois de acabado o serviço militar e ter passado a disponibilidade, junta-se ao pessoal das motos e compra uma Honda 350 CB, casa-se com Dulce e foram viver para a Terra Nova, continuando aos fins de semana, onde houvesse farra, ai estavam eles a dançar.

Dulce tinha um tio que era merceeiro no musseque Rangel, e um dia já em 1974, numa grande maka, que se gerou na mercearia do tio, Dulce que estava no local errado, e na hora errada, é atingida com um tiro no peito e vem a falecer no Hospital de São Paulo.


A partir dessa data, a vida acabou-se para o nosso Carlos Reis “Fininho” que em Julho de 1975, na Ponte Aérea que entretanto se organizou, vem para Lisboa e instala-se com outras pessoas numa habitação na Avenida da Liberdade.

Para ir ganhando a vida monta uma banca de jornais, revistas e cigarros.

Sozinho e com saudades da esposa, lá vai sobrevivendo naquele verão quente e conturbado ( politicamente ).

Mas em 1982 cansado resolve ir para a cidade que o viu nascer, foi ter com familiares, foi para Trás-os-Montes, para Freixo de Espada à Cinta, desde essa data nunca mais vi o Carlos Reis ” Fininho “ até que no ano de 2012 estava em Nabais – Seia, tinha ido almoçar mais a família e uns amigos a Folgosinho ao Restaurante do Albertino, e reparo num olhar fixamente para mim, e eu para ele, e disse aos presentes!

Conheço aquele individuo, não sei de onde, disse á minha esposa:

Vou lá falar com ele, parece que ele também me conhece.

Dito e feito, levantei-me e dirigi-me a ele, e quando me aproximava, deu-se um clique, ele levantou-se e ficamos os dois a olhar um para o outro, e a uma só voz dissemos:

Eu: “Fininho”


Ele: “Banga Zé “

Estava ali e dizia para os meus botões que te conhecia, ao qual me respondeu que também olhava para mim e dizia para si próprio que também me conhecia.

Encontro inesperado ao fim de trinta anos, desde que ele saiu de Lisboa.

Logo ali recordamos a nossa vivência, as saudades e os mambos da nossa juventude, principalmente as farras, troca de telefones e de mails e agora lá vamos recordando o que vivemos no antigamente, principalmente a nossa Luanda e aqueles sete anos que fomos vizinhos em Lisboa, principalmente aquelas bombas que rebentaram ao lado da sua casa.

Carlos Reis refez a vida tornando a casar, tem dois filhos, e trabalha num negócio familiar ( Oficina de Automóveis ).

Agora vamo-nos encontrando principalmente em Fátima, onde se reúne muita malta de Luanda.
ZÉ ANTUNES

1972