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18/10/2013

A TROIKA ORDENOU! ELES NÃO CUMPREM!



Há anos que vozes minoritárias, julgadas céticas e antieuropeias, reclamam atenção e cuidado com as verbas do erário público. Vozes que advertiram nesse sentido e que pediram e pedem uma retificação de estratégias e fiscalização rigorosa às Câmaras Municipais. Há anos, que se ouvem esses alertas para a existência da corrupção. Há tanto tempo! Quanto o da surdez dos dirigentes nacionais e europeus. O Estado é demasiado pesado, burocrático e não existe qualquer tentativa de melhorar a eficiência dos organismos públicos. João Duque, economista e presidente do ISEG, disse que “a maior parte dos organismos não produz riqueza, representa apenas despesa para o Estado, e isso atrasa a economia”. Por outro lado, a Troika queria reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores), bem como os carros “top-gama” distribuídos aos ex-Presidentes da República e reduzir o número de deputados da Assembleia da República (AR), de 230 para 80 (Oitenta), profissionalizando-os como nos países a sério. Até porque a maioria desses deputados, 117 estão em regime de part-time, acumulando as funções parlamentares com outras atividades profissionais no sector privado. Advogados, juristas, médicos, engenheiros, consultores, empresários, etc. Em diversos casos, prestam serviços remunerados a empresas que operam em sectores de atividade fiscalizados por comissões parlamentares que os mesmos deputados integram. “Noutros casos exercem cargos de administração ou fornecem serviços de consultoria a empresas que beneficiam, direta ou indiretamente, de iniciativas legislativas, subsídios públicos ou contratos adjudicados por entidades públicas”. Uma vergonha!
Aqui está Sr. Primeiro-Ministro, a “receita” para conseguir atingir a meta dos 4,5%, estabelecido como meta para o défice orçamental em percentagem do PIB de 2014.“Medidas” essas, que deveriam fazer parte do “Programa de Assistência Económica Financeira”. A Europa comunitária ignorou agricultores e pescadores. “Esmagou” aldeias e paróquias. Deixou as cidades transformarem-se em inóspitas semelhanças. Passou por cima das diferenças de cultura. Habituou-se à corrupção e à promiscuidade. Acumulou dezenas de milhões de desempregados, humilhando-os na sua Honra e Dignidade. Dos eleitos locais, fez administradores dependentes e, dos governantes, mordomos de luxo. Quanto à maioria do Povo.…lá continua ajoelhado e agarrado à fé, subserviente, escondido nos cacifos da intriga política, a postos para votar, bajulando os seus líderes partidários, esses “pimpões” do infantilismo revolucionário. 

Cruz dos Santos

2013 




17/10/2013

ESPLANADA BARRACUDA



A esplanada do Barracuda, a última antes da ponta da ilha e logo depois da Praia dos Russos, era o corolário de um percurso de catorze quilómetros de praias magníficas, (sete para cada lado) de apelidos sugestivos, imaginativos, folclóricos e algumas vezes mordazes. A esplanada suspendia-se sobre a praia, e abarcava não mais de dezoito a vinte mesas, rijamente disputadas pelos poucos afortunados que podiam pagar absurdamente, até para os padrões Europeus, a eficiência e um serviço de restaurante de qualidade máxima, numa cidade onde à grossa maioria faltava o mínimo. A visão deslumbrante do reflexo do Sol Africano no mar cálido, onde, não raro, se avistavam numerosas famílias de Golfinhos, convidava a mergulhos frequentes ou à contemplação entremeada de conversa fácil. As kivitas, que ficavam ali na praia, as mais bonitas mulheres de Luanda vinham à Esplanada da Barracuda banhar-se de Sol, preparando a pele para impressionar nas noites da “Discoteca do Hotel Panorama.”



Esplanada da Barracuda

Madié Joaquim Belo ( Quimbel ) era da malta UÍ, ( diziam-se não ser hippies) aqueles que se vestiam de túnica branca e tinham como lema “Make love not war” desde 1968, com as revoluções estudantis e com os festivais de Woodstock, virou anarquista. Contestavam tudo e todos, a maioria era do contra, mas com paradoxo não deixavam de viver a vida dos pais e dos amigos, foi o boom da moda hippie, e ele dedicou-se ao artesanato, que cá fora no passeio da Barracuda, de banca montada vendia as suas criações feitas de missangas e arames, bem como as roupas, com lantejoulas, aos visitantes e a muitos turistas.

Maio de 1975 dia 28, dia solarengo, com uma temperatura a rondar os trinta graus, e na minha hora de almoço sempre que podia ia até a ponta da ilha e entabulava uma conversação com o madié, Quimbel ficava deveras feliz por ter os amigos ao seu redor.

Em frente ao Barracuda existia um Largo de terra batida onde se fazia a inversão de marcha, nesse Largo existia mesmo defronte ao Barracuda um quiosque de baleizões ( sorvetes ).

Eu era amigo do Quimbel desde os tempos da Escola Indústrial de Luanda. Nesse dia fui até á ponta da ilha, e ele ao me ver aproximou-se de mim e com toda a lenga lenga, que o negócio estava mal e que estava sem comer, cravou-me logo uma vintena ( nota de vinte escudos ).

Nesse espaço de tempo aproximaram-se de nós dois elementos das FAPLAS, que integravam as tropas de intervenção, que rondavam nos carros Hanimogs , junto da tropa Portuguesa e dos outros movimentos, aproximaram-se e já vinha com ar ameaçador e exigem ao Quimbel que lhes pague um Baleizão.

“ Como é camarada!! Pagas ai um baleizão para nós” !!!!

“ Não tenho cumbú, pedia aqui ao meu avilo Banga Zé uma nota para para os morfes, e além do mais não ando a roubar” !!!

O que o Quimbel disse!!!!!!!!

Exército Angolano ( Faplas )

Os madiés das FAPLAS, ficaram furiosos, engatilharam em simultâneo as kilunzas (kalashnikov), Quimbel quando vê o aparato, quase se urina pela calças a baixo. A tropa Portuguesa que integrava essa tropa de intervenção, nem mexeram uma palha, ficaram impávidos e serenos.

Quimbel todo nervoso e cheio de medo justificou-se:

Calma meus avilos eu sou Mangolé e sou da Paz, não quero maka nenhuma, me desculpem ai então.........

Estes brancos colonialistas, pensam que ainda estão na terra deles, vêm aqui ofender, fica bem, olha que estamos de olho em ti, vais–te portar bem, senão..........te varremos com estas mesmo que estás a ver aqui ( eram as kalashnikov ).

Quimbel arrumou as suas bicuatas, que estavam na Banca em frente ao Barracuda, ainda ofereceu uns colares de missangas aos madiés das FAPLAS para eles oferecem ás namoradas, esperou por um amigo que tinha um chiante e bazou, só parou mesmo nas Ingombotas, onde residiam os pais.

Ai eu falei com os madiés das FAPLAS, desculpando o QUIMBEL.

Olha aí, o madié é nosso avilo é um pouco malaiko, não lhe vistes as farrapeiras que vestia, saiu-lhe mal a resposta que te deu, e é verdade eu lhe dei uma ventoinha para ele comer uma sandes , estaca com bué de fome.

Estamos juntos, estou um coche atrasado, vou bazar para o meu salo, ainda tenho que bumbar toda a tarde, fiquem bem.

Peguei na torraite e bazei direitinho ao Largo Serpa Pinto onde estava o meu estaminé.

Praia da Barracuda

Nessa noite no Bairro do Café no TUTTI FRUTAS, falei com o Quimbel e ele o que me disse, foi .....

Porra meu. Vi a minha vida a andar para trás , me mijei todo quando engatilharam as armas, esses FAPLAS não brincam em serviço.

Eu falei então, a partir de agora com esses madiés tem que dar a gasosa, pois aquilo lá na ilha foi para te amedrontar, para ficares com cagunfa.

Claro que o tema de conversa de toda a noite foi o Quimbel, quase se mijando todo, fartamo-nos de rir perdidamente com a situação.

Quimbel com um ar mais sério disse..........

“ Os cotas estão a pensar ir para o Puto, vou com eles não dá mais para viver aqui. Certo é que mais tarde encontrei o Quimbel em Lisboa e claro está que nos fartamos de rir com a história, os planos dele era ir com os pais para o Canadá, o que acabou por acontecer.

Até hoje fica esta recordação do Barracuda.

ZÉ ANTUNES
1975




07/10/2013

O “CANCRO DA MAMA”!


Comovido e, simultaneamente, solidário com toda essas pessoas dotadas de um coração meigo, e que lutam contra o Cancro, Cruz dos Santos redigiu este texto para diversos Jornais, incluindo, como não podia deixar de ser, para o LUANDA TROPICAL.


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Publicou o Diário de Coimbra (-6Out.13), um texto da distinta jornalista Ana Margalho, sob o título: “Onda rosa caminhou contra cancro da mama em Coimbra”, onde fala de uma heroína chamada de Maria Helena Silva, a “mais antiga voluntária do Movimento Vencer e Viver da LPCC (Liga Portuguesa Contra o Cancro), em Coimbra, e, portanto, uma referência para muitas outras mulheres que, nestes 16 anos, conseguiram provar que cancro da mama não é sinal de morte”, cita Ana Margalho, adiantando esta mesma popular plumitiva, que foi uma marcha que “teve um recorde de mais de 600 participantes. “Uma verdadeira onda rosa – a cor das t-shirts” que todas essas gentis e simpatizantes pessoas (“voluntárias e doentes com cancro, mulheres que ultrapassaram a doença e pessoas anónimas”), se juntaram – solidariamente – contra essa luta, essa batalha temível, que é a de vencerem, todos unidos, essa maldita peste mortal.

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Que majestoso quadro foi aquele, onde se vislumbraram gente de todas as idades, de Aveiro, Castelo Branco, Guarda, Leiria, Covilhã e Viseu, ostentando todos um sorriso de apoio e de companheirismo. Tão lindo…Todo aquele grupo de pessoas! Como pode haver, no meio de tanta gente egoísta e de tantos agiotas, Gente tão boa? Pessoas tão lindas interiormente e dotadas de um coração doce, harmonioso e meigo? Ninguém muda o mundo se primeiro não mudar o seu. Os problemas da humanidade, devem ser resolvidos não por um ou mais governantes, mas por uma mudança de mentalidade, uma geração de seres humanos sem fronteiras, que meditem como uma família humana, como pensa a Maria Helena Silva e tantas outras Marias e Mários deste país. Descobrimos, nesta marcha, que uma pessoa verdadeiramente grande, é tão pequena como os demais pequenos, e que é apenas portadora de um superficial verniz democrático. Alguns sectores da imprensa prestam um pecaminoso serviço à humanidade ao promover o culto da celebridade, seja de forma direta ou subliminar. Esquecem o espetáculo alvorecer da ética, produzido pelos anónimos, por aqueles que, sacrificada mente, tudo fazem por amor ao seu semelhante. Estão todos viciados no brilhantismo social. Salvo melhor opinião, julgo que toda esta sociedade está enferma, e um dos sintomas dessa enfermidade é que é raro ela premiar quem mais precisa…Quem somos? Somos todos meninos que entram eufóricos no teatro do tempo e que se silenciam no palco de um túmulo sem saberem quase nada dos mistérios que cercam a existência!


Cruz dos Santos

2013


30/09/2013

“SOMOS UM POVO ESPECIAL!”


"Descontentamento" que reina no Povo Angolano, sobre a governação do MPLA e sob a égide do Senhor Engenheiro JES - Presidente - há mais de 35 anos no poder

(CARTA DE UMA ANGOLANA AFRICANA)

“Angola, meus Amigos, é de todos os Angolanos (negros, mestiços e brancos). Ninguém é dono de país nenhum e muito menos da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente de ninguém! Somos livres e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja. A razão de ser da sua vida, é você mesmo. A limpeza do lixo que ficou para trás, para todos os efeitos, não temos mais marcas físicas mas outro lixo muito mais extenso e perigoso ficará para trás, o nosso lixo!
 
O lixo dos sentimentos negativos, ressentimentos e mágoas que respondemos ao ataque com ataque, seja ele com a palavra oral ou escrita e, assim, contribuímos para aumentar o problema em vez de atenuá-lo ou mesmo solucioná-lo. Assim, contribuímos efetivamente para realizar o que tememos. Em suma, nas palavras do ditado popular, o feitiço volta-se contra o feiticeiro. Somos o “povo especial” escolhido do Sr. Engenheiro José Eduardo dos Santos. E como povo especial escolhido por ele, não temos água nem luz na cidade. Temos asfalto cada dia mais esburacado.
 
Os que, de entre nós, vivem na periferia, não têm nada. Nem asfalto! Só miséria, lixo, mosquitos, águas estagnadas. Parasitas. Hospitais?!! Nem pensar. O povo especial não precisa. Não adoece. Morre apenas sem saber porquê. E quando se inaugura um hospital bonito e ficamos com a esperança de que as coisas vão melhorar, mudar minimamente, descobre-se que as máquinas são chinesas, com manuais chineses, sem tradução, e que ninguém sabe operá-las…Estas são opções especiais, para um povo especial. Educação?!! O povo especial não precisa. Cospe-se na rua (e agora com os chineses, temos que ter cuidado para não caminharmos sobre escombros escarrados de fresco…); vandalizam-se costumes, ignoram-se tradições. Escolas para quê? E para ensinar o quê? O Sr. Engenheiro é um herói, porque fugiu ali algures da marginal, acompanhado de outros tantos magníficos?!
 
Que a Deolinda Rodrigues morreu num dia fictício que ninguém sabe qual, mas nada os impediu de transformar um dia qualquer em feriado nacional!? O embuste da história recente de Angola, é tão completo e manipulado que até mesmo eles parecem acreditar nas mentiras que inventaram. Se incomodamos o Sr. Engenheiro de qualquer forma, sai a guarda pretoriana dele e nós ficamos quietos a vê-los barrar ruas, anarquicamente, sem nos deixar alternativas para chegarmos a casa ou aos empregos. O povo especial nem precisa ir trabalhar, se resolvem fechar as ruas. Se sairmos para almoçarmos e eles bloqueiam as ruas sem qualquer explicação, só temos uma hipótese: como povo especial, que somos, não precisamos de comer, dá-se meia volta de barriga vazia e…volta-se para o emprego.
 
 E isto quando não ficamos horas e horas parados, à espera que o Sr. Engenheiro e sua comitiva recolham aos seus luxuosos lares e nos deixem, finalmente, circular. Entramos em casa às escuras e saímos às escuras. Tomamos banho de caneca. Sim!, bem à moda do velho e antigo regime do MPLA-PT do século passado. Luanda, que ainda resiste a tantos maus-tratos e insiste em conservar os vestígios da sua antiga beleza, agora é violentada pelos chineses. Sodomizada, sistematicamente, dia e noite. Está exaurida; de rastos, de cócoras diante dos novos “amigos” do Sr. Engenheiro. Eles dão-se, inclusive, ao luxo de erguerem dois a três restaurantes chineses numa mesma rua. A ilha do Cabo, tem mais restaurantes chineses que qualquer outra rua de qualquer outra cidade ocidental ou africana: CINCO!! A China Town instalada em Luanda! As inscrições que colocam nos tapumes das obras em construção, admirem-se, estão escritas na língua deles.
 
Eles são os “novos senhores”. Os amigos do Sr. Engenheiro! A par do Sr. Falcone…a este, foi-lhe oferecido um cargo e passaporte diplomático. Aos outros, que andam aos “bandos”, é-lhes oferecida carne fresca das nossas meninas. Impunemente. Alegremente. Com o olhar benevolente dos cs de fato e gravata. Lá fora, no mundo civilizado, sem povos especiais, caçam os pedófilos. Aqui, em Angola, criam e estimulam pedófilos. Acham graça. Qualidade de vida é coisa que o povo especial nem sabe o que é! Nem qualidade, nem quantidade de vida, uma vez que morremos cedo assim que fazemos 40 anos. Se vivermos mais um pouco, ficamos a dever anos à cova, pois não nos é permitida essa rebeldia. E quem dura mais tempo, é castigado: ou tem parentes que cuidem ou vai para a rua pedir esmola! Importam-se carros e mais carros. De luxo! Esta é a imagem de marca deles: carros de luxo em estradas descartáveis, esburacadas. AH!!...E telemóveis!!
 
Qualquer Prado ou Hummer tem que levar ao volante um elemento com telemóvel. Lá fora, no mundo civilizado, sem povos especiais, é proibido o uso do telemóvel enquanto se conduz. Aqui, é sinal de “status”, de vaidade balofa!! Pobre povo especial! Sem transportes, sem escolas, sem hospitais. À mercê dos “Candongueiros”, dos “dirigentes” e dos remédios que não existem. Sem perspetivas de futuro. Os nossos “Amanhãs”, já amanhecem a gemer: de fome, de miséria, de subnutrição, de ignorância, de analfabetismo, de corrupção, de incompetência, de doenças antes erradicadas, de ira contida, de revolta recalcada. O GRITO está latente. Deixem-nos sair: BASTA!!!!

Solange – Angolana –Residente em Angola.

Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele, um dia a gente se encontra”!

ZÉ ANTUNES

2013
 

TURISMO E OS NOSSOS “LUXUOSOS” VINHOS!


Aqui vai um tema, que julgo merecer atenção de todos os Leitores do Blogue: "LUANDA * TROPICAL", que é alusivo a uma Atividade bastante popular em Portugal e digna de ser denunciada, não só para incentivar a comercialização dos nossos Vinhos, como para "Convidar" todos os Turistas, a visitar o nosso País.

Temos os mais bonitos e portentosos lugarejos (aldeias, povoações), dignos de serem visitados, não só devido ao seu extraordinário clima, como pela sua magnífica e saborosa gastronomia. Sem sombras de dúvidas, Portugal, é o melhor país para visitar! Aliás, o portal de viagens “Globe Sposts”, atribuiu ao território português o destaque especial no ranking dos dez melhores destinos para o Turismo. Onde Portugal surge em primeiro lugar, inserido na categoria de "melhor destino para grandes paisagens".

Bom! Mas hoje, é dia de beber um “copito” de vinho com todos vós, Amigos, inseparáveis, do blog LUANDA TROPICAL! Para vos falar e refletir sobre os nossos “sumos de uva”. Sabiam que os vinhos portugueses, foram premiados no concurso “Internacional Wine Challenge” (que decorreu em Londres), com medalhas de ouro (57, mais duas que o ano passado), prata e de bronze? Se existe sector ou produto no qual se fez obra importante, foi no vinho e, na vinha! Apesar da União Europeia e dos governos, a história da modernização da vinha e do vinho, com vinte ou trinta anos, serve para ensinamentos. Os vinhos premiados em maior número foram os generosos, seguidos dos tintos (maioritariamente do Douro e Dão) e dos brancos. Foram provados por um painel de quase 400 júris de vários países. Nos anos 70, encontrar bons vinhos no comércio e nos restaurantes, era fruto de investigação meticulosa. 

Os vinhos a granel (em garrafão, oriundos do produtor), condenavam a saúde de qualquer um. Eram de qualidade medíocre, mal fermentados e engarrafados. Eram vinhos, sem gosto nem carácter. O “Barca Velha”, o “Frei João”, o “Luís Pato” ou os vinhos do Buçaco, eram exceções. Hoje, tudo mudou! Produzem-se excelentes vinhos, capazes de comparar com os melhores do mundo. Os Portos, os do Douro, Alentejo, Dão, da Estremadura e até os “verdes”, figuram – honrosamente – nas listas internacionais dos melhores vinhos do mundo! Segundo o Instituto da Vinha e do Vinho, o 2.º trimestre de 2013 registou uma subida das exportações, em volume e em valor, registando um aumento de 5,2% em valor face ao período homólogo de 2012. Com esta evolução, a exportação de vinhos durante os primeiros seis meses de 2013 mantém uma subida face ao período homólogo de 2012, de mais de 2,6% em valor e mais de 7,7% em preço médio, apesar de ligeiro decréscimo em volume. As exportações para países extracomunitários são 42% do valor, com quatro destinos (Angola, EUA, Canadá e Brasil) a figurarem no grupo dos 10 principais mercados de exportação dos vinhos nacionais, bem como na Europa (Polónia e para Espanha), com crescimentos de 27,4% e 37% em volume e em valor, respetivamente. E até para a China!

Como se fez isto? Com empresários dedicados. Com investimento, enólogos e agrónomos qualificados. Com escolas superiores empenhadas na vinha e na enologia. Com tratamentos da vinha; seleção de castas e uvas; ciência e tecnologia; adegas decentes; boas rolhas; estratégia comercial; com muito trabalho e responsabilidade; determinação de preservar o singular, o rústico, o “terroir”,como se diz na gíria. Com os olhos postos na exportação, no Turismo; sem absentistas, e protecionismo. Tudo mudou? Quase tudo! Ainda há dezenas de milhares de produtores sem qualificação e sem capacidade, que pensam, que a Natureza dá e que não é preciso trabalharem. Também foi nesta Atividade Industrial, que menos se fizeram obras de fachada, para dar nas vistas. Foi no vinho que se resistiu à moda de fazer igual ao estrangeiro. O que se está a fazer, não começou nas leis, nem em planos ordenados pelo FMI ou pela Troika. Começou no princípio, pelos Trabalhadores ao sol e à chuva, nos sérios empresários honestos e nas quintas. É por isso, que não basta ter cheque, “fundo europeu” e lei. Por vezes, isso até atrasa.


Vai um “copito” à nossa Saúde?




BANGA NINITO


 2013

“UNAMO-NOS PARA CORRER COM ESTA CORJA…”!


O Estado Português chegou à falência, apenas porque sucessivos governos andaram a favorecer amigos, delapidaram o dinheiro dos nossos impostos e transformaram a política numa “mega central de negócios”. Andou a gastar acima das nossas possibilidades.
 
Não é preciso ser-se economista, para verificarmos ou analisarmos, que com essa austera e inacreditável “austeridade”, o Estado não resolve os problemas financeiros do país. Leva, isso sim, todos os portugueses a revoltarem-se indignados, por toda esta falta de respeito e de sem vergonha! Por outro lado, todos os Portugueses, deveriam ter conhecimento da “fatura”. Ou seja, saber quanto deve o país, a quem e porquê.
 
Hoje em dia, é cada vez mais claro, que não estamos sequer a conseguir atingir uma “trajetória” decrescente do crescimento da dívida, quanto mais pagá-la! A manutenção do Estado social e os direitos económicos, sociais e democráticos dos cidadãos, não podem ser posto em causa, ao mesmo tempo que se salvaguardam todos os interesses dos credores. Reforma fiscal europeia para dar às finanças públicas uma base sustentável, que crie um sistema fortemente progressivo, em que os ricos e os lucros das grandes empresas paguem efetivamente mais impostos do que os que menos têm e cuja harmonização, entre os países de UE, evite a competição e o “dumping fiscal”.



Senhores Governantes, Portugal está deprimido, acabrunhado, sem esperanças….Desacreditado! Já esgotou a paciência indignado, revoltado! E com razão! É que a dívida pública, não cessa de crescer e já toda a gente sabe que ela deixou de ser pagável – e muito menos, com os atuais juros. Parece eterna! E, como é possível pagar, se o desemprego “explodiu” para valores vergonhosos e desumanos. Meus Senhores: a economia “caiu a pique”, as falências continuam, o crédito malparado atingiu valores astronómicos. Assim como a construção, que está parada! Já somos o País mais desigual da Zona Euro.
 
Dizia o primeiro ministro em 2011: “O empobrecimento é a única alternativa para o reequilíbrio das contas públicas, porque temos vivido acima das nossas possibilidades”. Mas, o mesmo dirigente, muito recentemente- dava a volta ao texto - alegando que “nenhum político quereria tal destino para o seu povo”. 

Falta-nos grandeza, personalidade, coerência (carácter) e princípios. Mas estes elementos distintos, esta autenticidade ligada à formação moral – marca de teor espiritual contida na alma lusitana – só se adquirem com educação e cultura. E isso, meus Senhores, também já faz parte do passado. Termino, com as palavras do distinto e célebre Maestro Miguel Graça Moura, inseridas na crónica publicada no Diário de Notícias (24 set.2013), sob o título: “O que é que ainda falta para a revolta geral”, que diz (passo a citar): “…Unamo-nos para correr com esta corja de fanáticos incompetentes e insensíveis à miséria em que lançaram o nosso país. Se os deixamos mais dois anos à solta, não restará dele senão ruínas”.



Cruz dos Santos
2013 

24/09/2013

JOÃO KAJIPIPA 17


É pá, mi disseram que o Camarada presidente ZÉ-DÚ, anda dizáparicido. Qui "Bázou"! É verdade? Hum!! Cada vez é mentira! Cada vez foi só nus Suiça, lévar us pédras qui veio dos Lunda Norte, ou quem sabe, dos Lunda Sul, qui um "Garimpeiro" escravo, du "Cafunfo" lhi veio trazer. Também si ele não lhi dáva, o géneral Geraldo Sachipengo Nunda - qui é di Chefe di Estado-Maior das FAA e Chefe da "Kamanga", lhi "varria" com uma rajada. Tás a brincar, ou quÊ?

Ali quem manda, são os "Madiés" gerenais, qui também são comerciantes! Eles é que são os "donos" dus "Kumbús"!

Possas! Luanda está cheio di génerais "Kamanguistas" (diamantíferos!). É démais!! Varrem um gajo à toa. O povo qui está a morar nus Lunda Norte...ÉHH!! Tá Lixado! Lhé perseguem à toa; são impédidos de andar perto daqueles lugares, onde está a "kamanga"; ...sé te desconfiam, levas "purrada" qui basta. Ti "rebocam" nu Jeep "BMW's", devidamente "Kangado"! Si réfilares no caminho...

AH KUABO-KAXE! TI VUZAM MESMO!!

Si tua familia, lhi vai fazer queixa nus Polícia dus Governo!

AH KUABO-KAXE!...LHE LIXAM MESMO!!

"TAMBULA Ó CONTA"!

BANGA NINITO


2013