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14/12/2013

WORKSHOPS


Neste mês de Novembro, Domingo de Primavera. Ou seja o chamado verão de São Martinho. Este encontro há bastante tempo que estava programado.

Era um encontro ( um Workshops) sobre novas tecnologias de Desenho Assistido por Computador ( ACAD), apresentação de uma nova versão.

As pessoas iam chegando e logo se integravam nos vários grupos de amigos e conhecidos, e lá se iam relembrando e relatando acontecimentos mais recentes de suas vidas, bem como relatos dos seus passados, histórias de cada um.
Já na apresentação do ano de 2012, ao falarmos de África, mais propriamente de Angola, conheci duas pessoas O Ricardo e a Manuela, nesse ano de 2012 tinham acabado de chegar de Angola, depois de um mês de férias, junto do filho, que lá se encontra a trabalhar claro que o tema da nossa conversa foi invariavelmente as últimas noticias de Luanda.
Este ano não fugimos ao tema e lá vieram as recordações da nossa querida e amada Luanda.

Contaram-me que o filho se encontra-se em Luanda a trabalhar no novo projecto de Remodelação dos Bairros periféricos a Luanda.

Este casal antes da sua vinda para Lisboa viviam em Dalatando, onde conheci alguns elememtos da tropa Portuguesa, e outros amigos que jogavam futebol na Equipa de os “ Dinizes”, no ano de 1973 fui com amigos partecipar no grande Prémio de Motocrosse de Salazar na altura a cidade tinha este nome.

Acabada a apresentação do Workshops ficou a promessa de se organizar um convivio, para recordar aqueles tempos da nossa juventude.

ZÉ ANTUNES
2013

BODAS DE CORAL

 

35º ANO DE CASAMENTO
Pois é, no dia 02 de Dezembro, eu e a Princesa do Uíje, celebramos mais um aniversário de casamento, o 35ª aniversário, que segundo dizem são bodas de Coral. Não sei para onde foram todos esses anos, mas conto festejar muitos mais.

O coral é formado pelo acúmulo de sedimentos, ganhando forma e intensa durabilidade com o passar do tempo, assim como deve acontecer em um casamento. A cada dia, a relação vai sendo moldada, ganhando forma,
força e durabilidade. Com isso, pequenos obstáculos vão sendo deixados para trás.

Alianças

 
 
Bodas de casamento é uma comemoração que celebra o aniversário de casamento, onde se renova as promessas trocadas entre o casal.

Boda é uma palavra que tem origem no latim "vota", que significa "promessa". O nome é mais usado no plural: bodas, que se refere aos votos matrimoniais feitos no dia do casamento.

As bodas de casamento são comemoradas na data em que foi celebrada a cerimônia de casamento. Para cada ano de bodas foi estabelecido um material representativo para nomear o período. No ocidente as bodas mais festejadas são a de prata, que comemora 25 anos de casamento e a de ouro que comemora 50 anos.

Os católicos comemoram os aniversários de casamento em eventos na Igreja, onde renovam os votos da união.

     Casamento em 02-12-1978

As festas das bodas surgiu na Alemanha, onde era costume de pequenos povoados, oferecer uma coroa de prata aos casais que completassem 25 anos de casados, e outra de ouro aos que chegassem aos 50. Então, com o passar dos séculos, foram criadas outras simbologias para os anos que ficam entre os 25 e os 50, e quanto mais tempo de casado, maior é a importância do material, que vai do mais frágil ao mais valorizado.

Este dia foi comemorado só entre nós os dois com um saboroso jantar.

Decidimos que ofereceremos um almoço á familia e a alguns amigos, alguns destes amigos que estiveram no dia 02 de Dezembro de 1978 na Cerimónia na Igreja de Fermentões e no copo de água em Guimarães.

No almoço para as nossas boda de Coral, em data a designar serão servidos todos os sabores de tão apetitosas iguarias, confeccionados pela Marinha ( São ). O almoço será uma Moamba de Galinha regada com bom vinho Alentejano.

Lá para o fim da tarde será saboreado um bolo comemorativo com a respectiva decoração alusiva ás Bodas de Coral.

Far-se-á o brinde tradicional a todos os presentes, e também nos lembraremos dos ausentes.


     Zé Antunes e Marinha em 02-12-2013


Assim será a comemoração da nossa Boda de Coral.

Todos os anos de casados têm a sua boda, o seu aniversário e as suas comemorações.

Esperamos no futuro comemorarmoa algo mais, sinal que ainda estamos junto daqueles que amamos.

Eis a lista de todas as Bodas

Nome das bodas:

01º - Bodas de Papel
02º - Bodas de Algodão
03º - Bodas de Couro ou Trigo
04º - Bodas de Flores, Frutas ou Cera
05º - Bodas de Madeira ou Ferro
06º - Bodas de Açúcar ou Perfume
07º - Bodas de Latão ou Lã
08º - Bodas de Barro ou Papoula
09º - Bodas de Cerâmica ou Vime
10º - Bodas de Estanho ou Zinco
11º - Bodas de Aço
12º - Bodas de Seda ou Ônix
13º - Bodas de Linho ou Renda
14º - Bodas de Marfim
15º - Bodas de Cristal
20º - Bodas de Porcelana
25º - Bodas de Prata
30º - Bodas de Pérola
35º - Bodas de Coral
40º - Bodas de Esmeralda
45º - Bodas de Rubi
50º - Bodas de Ouro
55º - Bodas de Ametista
60º - Bodas de Diamante
65º - Bodas de Platina
70º - Bodas de Vinho
75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro
80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho
85º - Bodas de Girassol
90º - Bodas de Álamo
100º - Bodas de Jequitibá




ZÉ ANTUNES
2013

03/12/2013

SENHORES GOVERNANTES: HÁ MUITA GENTE NA MISÉRIA!

CARO E BOM AMIGO "DU PÊTO"

ZÉ ANTUNES

Para o blogue

LUANDA TROPICAL

Junto envio-te um trabalho, que me deu a maior felicidade de redigir, por ter conseguido transpor para o papel, toda a inspiração sentida, em defesa dos mais necessitados.

Portanto, com um forte ABRAÇO, dos que são maiores que os braços - longos e leais - como a verdadeira Amizade que sempre nos tem unido, remeto-te a crónica, que é uma espécie de chamada de atenção aos senhores governantes deste parco país, à beira-mar soterrado.

 
Enquanto se confrontam todas essas excelências, com argumentos repetitivos e embelezados de uma filosofia já gasta, discussões parlamentares e debates televisivos (que não aquecem, nem arrefecem), e se diverte o “pagode” com as telenovelas e o “lixo” da “casa dos segredos”…Do outro lado da rua, milhares de pessoas vivem na miséria, dormindo em caixotes de cartão que lhes servem de casa e as calçadas de cama. Mora ali a miséria coberta pelas esquinas, habita entre nós, envergonhada pela fome. Rostos de gente esfomeada, de deportados, massacres chegam aos nossos sofás, aos nossos maples, às vezes em tempo real, quanto mais não seja por intermédio de ecrãs televisivos, entre duas doses de publicidade. Marchas, manifestações contra a Austeridade, contra a corrupção, contra as injustiças, contra os despedimentos e impostos…O desastre está em marcha, perfeitamente específico. A sua principal arma é a rapidez com que se insere, a capacidade de não inquietar, de surgir com naturalidade e como algo de inerente. Obedeceremos à interdição que nos afasta de angústias estagnantes, simultâneas às nossas vidas. Esqueceremos como é longo, lento, supliciante, o tempo que a infelicidade destila nas veias. Não detetaremos o sofrimento vergonhoso de estar a mais, de incomodar. O terror de ser inadequado. Do “mau aspeto” e do “mal vestido”. A lassidão de ser tratado como um estorvo, mesmo por si próprio, representado por um “batalhão” de Desempregados. Onde o mais nefasto (mais grave) não é o desemprego em si, mas o sofrimento que engendra e que provém, para muitos, da sua inadequação com o que o define. Angústia desses “excluídos”, dos que estão em vias de o ser e acerca dos quais nos esquece, nos esquecerá depressa que estão desesperadamente inscritos, cada um deles, com um nome, com uma consciência, ainda que nem sempre com um “domicílio fixo”. Cada um preso desse corpo que necessita de alimento, abrigo, cuidados, sobrevivência e que dolorosamente os subjuga. Lá estão eles, com as respetivas idades, os punhos, os cabelos, as veias, o estômago. Com o seu tempo deteriorado. O seu nascimento, que ocorreu e que foi, para cada um deles, o começo do mundo, o limiar do tempo vivido que os conduziu à atual situação. Olhares de adultos pobres e de velhos pobres – mas ainda se pode saber que idade têm? Olhares sem esperanças. Muitas vezes, não há pior angústia, pior tremor que a esperança. Portanto, instaura-se o esquecimento. Impõe-se, cada vez mais, a distância em relação aos outros e sobretudo a dos outros, que deste modo se furtam à angústia de talvez terem, um dia, de fazer parte do mesmo lote. Ninguém quer identificar-se com sombras que perderam a identidade. 

E cá estamos num mundo novo mas, esfarrapado, defraudado e amordaçado, dirigido por essas potências segundo sistemas inéditos, e no seio do qual, agindo e reagindo como se nada se tratasse, onde continuamos a sonhar, em função de uma organização e de uma economia que deixaram de funcionar. A nossa passividade deixa-nos nas malhas de uma rede política que cobre por inteiro a paisagem planetária.

Deste teu Amigo, e sempre ao dispor

CRUZ DOS SANTOS 

2013

27/11/2013

PORQUE VIVER NESTA EUROPA, POLUIDA E AGITADA?


Hoje é difícil saborear a vida. A sociedade mergulha-nos numa torrente tão avassaladora de interpelações, seduções e tentações que perdemos de vista a simples vida comum. Habitar nas nossas cidades significa ser permanentemente solicitado, agarrado e percutido por ruídos de sirenes, de “buzinadelas”, pelos gritos de notícias, cartazes publicitários, discursos, mendicidade, manchetes, anúncios, concursos, ofertas, oportunidades, etc., etc.. Uma tal “enxurrada” de estímulos acaba por nos toldar a sensibilidade. Vivemos, como na era do “fast-food” intelectual, em que tudo é rápido e pronto como um hambúrguer. Não estamos, ou melhor, não temos tempo de elaborar as informações, nem a promover o raciocínio esquemático, a arte da pergunta ou o idealismo. Dão-nos agora uma informação, passados alguns segundos, já está ultrapassada essa mesma notícia. A intensidade de informações e intimações, que ultimamente, têm “bombardeado” os nossos Jornalistas e a todos nós, deixam-nos surpreendidos, boquiabertos, estupefactos. O frenesim, que ultimamente, tem vindo a “inundar” a redação da comunicação social, o entusiasmo da notícia, o alvoroço da publicidade, os folclores da política, a omnipresença do divertimento, até a extravagância da moda, constituem exigências permanentes sobre a atenção dos nossos distintos Jornalistas e repórteres, que não têm mãos a medir, para denunciar (a tempo e hora), diariamente, todos os seus leitores. É o cumprimento da sua missão: Informar!

Porque não criamos as bases de uma nova sociedade, uma nova maneira de ser e agir? Por que não saímos deste marasmo? Desta vetusta Europa, poluída, agitada e habitada pelos seus inimigos, e partimos para uma cidade distante, pequena, tranquila? Porquê, pertencermos a essa flagelada, retalhada e “vendida” União Europeia? A esta aberração da miséria, onde só se fala em falências, em desemprego, em dívidas, em corrupção e corruptos? Porquê vivermos como europeus, se nada nos traz de agradável e útil? Onde o poder compra bajuladores, mas não verdadeiros amigos; compra uma cama confortável, mas não o descanso; compra alimentos, mas não o prazer de comer.

Já pensaram em sair desta fábrica de ansiedade e de medo, serem amigos da paciência, andarem mais devagar? Fazerem as coisas passo a passo? Sentirem o perfume dos alimentos? Já imaginaram não sofrer pelo futuro, nem serem uma máquina de preocupação? Já pensaram em viver sem se preocuparem com os olhares sociais? Poderíamos contemplar a natureza, andar descalços na terra, ter tempo para conhecer as alegrias e as lágrimas uns dos outros. Vocês sabiam, que tanto ricos como pobres, são paupérrimos (miseráveis) no banco do tempo?

Banga Ninito 

2013

UM MUNDO DE DISSIMULAÇÕES E FINGIMENTOS!


A sociedade mediática em que vivemos leva-nos a admirar ou odiar personalidades a quem, de facto, nunca falámos. O mais ridículo, é que estamos realmente convencidos que compreendemos perfeitamente essas figuras públicas, que sabemos mesmo o que pensam ou querem, avaliando as suas opiniões e raciocínios. Se pensarmos um pouco, veremos que a única coisa que sabemos sobre eles, são os apontamentos dos jornais e o que nos diz a televisão. Mas a verdade é que esta sociedade mediática, nunca nos deixa tempo para analisar, pormenorizadamente, nem pensar sequer um pouco. Daí, despontar rivalidades, inveja, cinismo e ódio político. 

Comecemos pela rivalidade. Existe uma rivalidade má, que vemos não apenas entre concorrentes, mas também entre colegas. Pessoas que se tratam por tu, que parecem amigas, mas que, na realidade, lutam pela supremacia, pelo sucesso, pelo poder. Assim, quando uma destas pessoas adoece ou morre, outras há que, bem no fundo do seu íntimo, ficam satisfeitas por aquela ter saído de cena. A inveja, pelo contrário, nasce quando alguém as supera, quando alguém obtém mais reconhecimento que elas. Então, esforçam-se por convencer os outros, que aquela pessoa não tem valor e que não merece o mérito. Falam mal dela pelas costas, procurando dificultá-la nos seus afazeres e ficam extremamente felizes, quando ela falha, quando faz má figura, ou mesmo quando adoece. Há muita hipocrisia por detrás das celebrações e homenagens ditas oficiais.

Existe em seguida o cinismo, que se forma com o exercício do poder, com o hábito de tratar as pessoas como objetos, como meios para alguma coisa. E o hábito de decidir sobre o destino deles gera, muitas vezes, naquele que a dirige, uma espécie de indiferença face às alegrias, às dores, às esperanças dos outros. E, por fim, o ódio político. Bom, a política é luta, é “guerra”. Ninguém é imparcial (justo). Nos “nossos”, descobrimos virtudes maravilhosas. Nos adversários, defeitos e baixezas. O militante político, está pronto a vilipendiar, a insultar, a difamar, a liquidar (se for preciso) a pessoa mais nobre, o maior cientista, o poeta mais sublime, só porque não pertence às mesmas ideologias políticas. A piedade dos militantes políticos é unilateral. Choram os seus mortos, mas exultam (regozijam-se) quando o infortúnio e a morte se abatem sobre os seus adversários. Todos sabemos que os políticos só querem votos; os empresários são máquinas de fazer dinheiro e que os artistas buscam fama e proveito. No fundo, vemo-los como caricaturas, personagens de pantomina (mímica). Vivemos projetados… “Num mundo de dissimulações e fingimentos”, preocupados com coisas mesquinhas e sem interesse. Sobre elas, o que sabemos não passa de enredos de cordel gerados por mentecaptos “fabulosos”, produzidos por outros alienados, caducos e néscios. “Somos cada vez mais aquilo que queremos ver no mundo!”

Cruz dos Santos

2013


MALDITA CRISE !!!!


Todo o ser humano tem sonhos e desejam vê-los realizados, por isso estudam, trabalham, fazem sacrifícios para terem essa benesse esse seu sonho realizado.

Só que o resultado na vida de muitos tem sido a frustração ao ponto de irem ao desespero, pensando que não existe mais saídas para a falta de realização e também pelas dificuldades porque todos estamos a passar neste conturbado momento de nossas vidas. Muitos procuram apoio, mas não encontram ninguém, para os poder ajudar. Outros socorrem-se da família, dos pais e muitas vezes dos avós, quem ainda os tenha e os outros??????

Não são poucos os que assim estão, e diz-se que o pior ainda está para vir, é o vazio que trazem no seu intimo, que mesmo com tantas tentativas não encontram soluções para saírem do fundo do poço.

Sem trabalho, sem nenhuma perspetiva de vida é caso para amaldiçoar tudo e todos............ Maldita Troika, Maldito Governo, etc, etc,

Tenho um amigo o Artur Gomes que no ano de 2008, reformou-se, recebeu uma compensação generosa e ficou com uma razoável aposentadoria, e um dia em conversa sobre a vida e a sua saída da empresa disse-me:

Amigo Zé Antunes, tenho a minha reforma, o filho está a trabalhar, comprou uma casa com um empréstimo bancário, está casado e a minha nora também trabalha, deram-me uma neta que é a menina dos meus olhos, eu e a minha Celeste agora pudemos usufruir um pouco do bom que a vida nos dá.

Naquela época eu fui lhe dizendo:

Amigo Gomes, olhe que a crise já começou, ainda não se nota, mas ela está aí e vai piorar a nossa vida!!

Veja o seu caso! Não é por acaso que estão a mandar muitos trabalhadores para a Pré- Reforma e mesmo para a Reforma.

Neste ano de 2013, por casualidade encontrei o nosso amigo Gomes, já não nos via-mos a bastante tempo, depois de nos cumprimentar, ele foi logo dizendo:

Sabes amigo Zé Antunes, estava relativamente bem, e de repente, foi tudo por água abaixo, desabou tudo, caiu tudo como um baralho de cartas.

Respondi:

Então amigo Gomes o que de tão grave aconteceu?

E lá foi-me dizendo, com uma amargura na voz que fiquei deveras preocupado com a situação.

O filho ficou sem emprego, a nora “idem” “idem” “ aspas” “ aspas” orgulhoso não disse nada aos pais e a situação financeira deles degradou-se, ao ponto do Banco acionar a hipoteca da casa e vendê-la em leilão, a neta teve que sair do Infantário e são os avós que tomam conta dela.

Era eu e a minha Celeste, mais o filho, saiu o filho quando casou, ficamos os dois, com esta maldita crise na época eramos três, agora somos cinco e sou eu e a minha Celeste que governamos esta situação.

Maldita Crise!!!!!!

Pensei cá para com os meus botões, na situação deste meu amigo, devem haver muitos mais e com situações piores de frustrações e impotências, para solucionarem a CRISE.


ZÉ ANTUNES

 2013

 

19/11/2013

TORNEIO CUCA


Foi o Dr. Manuel Vinhas, grande industrial, e fundador da Companhia de Cervejas União de Angola, CUCA. Esse homem tinha uma grande visão no relacionamento das suas importantes empresas, com as populações. A Cuca e o Dr. Manuel Vinhas patrocinavam a realização do Torneio Popular de Futebol CUCA, com equipas dos vários Bairros da Cidade, que acorriam com muito entusiasmo. No final do Torneio, a CUCA oferecia um almoço a todos os atletas e Dirigentes das equipas participantes, onde havia muita confraternização. A cidade de Luanda tem uma dádiva de gratidão para com o Dr. Manuel Vinhas, pelo seu grande contributo pelo desenvolvimento industrial e social do país. Para além de fábricas de Cerveja em Luanda e no Huambo, tinha outras empresas, como a fábrica de Chapas de Zinco para cobertura de habitações e armazéns, Aviários para abastecimento de pintos aos outros aviários, etc., etc. Este benemérito merecia que o seu nome fosse dado a uma bela avenida na zona da Cuca.

Desde o ano de 1966 que estava no auge o Torneio organizado pela Companhia de Cervejas União de Angola ( CUCA ) Entre as várias equipas está o Perdidos da Bola Futebol Clube, que tinha sede no Bairro Popular e é nela que jogou o famoso Jacinto João que viria a notabilizar-se no Vitória de Setúbal.


Nos campos de distintos bairros de Luanda, a Académica Social Escola do Zangado, vencedora em 1968 do Torneio Popular Cuca, a mais importante competição extra - oficial do futebol angolano de então. Historia da Academica Social Escola do Zangado

Os 11 Perdidos da Bola, o seu maior adversário foi sempre o Escola do Zangado, de Joaquim Dinis, vulgo Man Dinas, Antoninho Parte os Cornos, Artur da Cunha, Lourenço Bento, Júlio Araújo, Firmino Dias, entre outras feras do futebol suburbano. Em 1966, durante a primeira edição do referido Torneio Cuca, em pleno campo da SIGA (Nocal), os 11 Perdidos da Bola Futebol Clube, com a sua principal estrela, Jacinto João, sucumbiu diante do Escola do Zangado, de Man Dinas, jogador que também se notabilizou no ASA e Sporting de Portugal. Porém, na época de 1972/1973, os 11 Perdidos da Bola Futebol Clube, com treinador principal Mestre Paixão da Escola Indústrial de Luanda, tal como um clarão de um relâmpago, iluminaram, se súbito, o cenário do futebol suburbano de Luanda e lançaram sobre os seus adeptos uma onda de incontornável euforia. Presença assídua no popular Torneio Cuca, o clube tinha sede no Bairro Popular e efetuava os seus jogos no campo da Fefa. 

Ao princípio, ninguém reparou na equipa dos 11 Perdidos da Bola. As melhores formações eram as do Juba, Cazenga, Escola do Zangado e Benfica de Kalumbunzi. Com o decorrer do torneio, os 11 Perdidos da Bola, desmentindo o seu próprio nome, impôs o seu futebol, demolindo tudo o que lhe apareceu pela frente. A equipa cilindrou o seu eterno rival Escola do Zangado por 3-0, não havendo reticências na vitória. Pai II, mais tarde Tozé da TAAG, com o seu fabuloso pé esquerdo, “brincou” com os defesas do Escola, marcando dois soberbos golos. André Costa, uma pérola do futebol luandense e que também despontou no Atlético e Ferroviário, ambos de Luanda, confirmando as suas qualidades de goleador, marcou o outro tento da equipa, falhando, de seguida, um lance que poderia ter aumentado o score. Eu na altura torcia pelo Benfica de Kalumbunzi, mas depois que o mestre Paixão foi para Treinador, fiquei adepto dos 11 Perdidos da Bola, e a sede era ali no Bairro Popular. Bairro onde residia.

Em 1972 o “ Andorinhas” de Benguela, ganhou o torneio CUCA a nível de Benguela e foi disputar a final do célebre torneio Cuca, em Luanda, no campo do São Paulo contra as equipas do Benfica do Kalumbunzi, Escola do Zangado e Sporting do Calomanda do Huambo. 

Recorda-se as goleadas sofridas nessa final, de 1972. O Andorinhas ganhou à Escola do Zangado por 5 - 4 através da marcação de penaltys pois o resultado final foi de 0 – 0, e na final, o Andorinhas levou uma surra do Kalumbunzi. O Andorinhas perdeu por 5-0. 

Na altura existiam equipas de vários bairros de Luanda, com destaque para os 11 Perdidos da Bola , Benfica do Kalumbunze, Benfica do Kinzau, Juba, Académica do Ambrizete, os Palmas, Bravos do Prenda, Barreirense da Barra do Dande, Cazenga, Escola do Zangado, Bangú, eram das equipas mais fortes que disputavam entre si os lugares cimeiros do torneio Cuca na altura, o grande papão era o Cazenga.

O Cazenga apresentava bons jogadores que eram quase todos oriundos das tropas Portuguesas que prestavam serviço militar em Luanda.

Nessa época a revista de cultura e espetáculos "Noite e Dia", o jornal que noticiava todas as noticias sobre o Torneio Cuca, mas mais tarde o “Província de Angola” e o “Diário de Luanda” já divulgavam também noticias sobre o evento.


ZÉ ANTUNES

1972