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07/03/2014

OS NOSSOS MINISTROS, SÃO MUITO MAIS FINOS!


Eles, não têm culpa! Nunca ninguém lhes ensinou ou indicou um autocarro, um eléctrico, ou metro. O primeiro-ministro britânico. 



David Cameron

David Cameron, desloca-se quase sempre de metro e, muitas vezes não encontra sequer lugar sentado. David Cameron frequentou Eaton, colégio privado de rapazes, considerado o melhor de Inglaterra, onde andaram vários Primeiros-Ministros e os príncipes William e Harry. 

É formado pela Universidade de Oxford, sobejamente conhecida, não necessitando de adjectivos. É altamente qualificado, não lhe faltando mestrados. Tem sido um Primeiro-Ministro de mão cheia, batendo o pé a Bruxelas sempre que é preciso defender o seu povo e seu Pais! Tem punhos de ferro! ACHO QUE JÁ MERECIA UM CARRO e MOTORISTA! 

Como curiosidade, vem-me á lembrança que nos Países Nórdicos, os governantes e os deputados andam no meio do povo, nos transportes públicos e não têm nem metade das mordomias dos nossos queridos representantes parlamentares. Até o Rei Norueguês andava nos transportes públicos até há bem pouco tempo (até ao ataque que vitimou mais de 70 cidadãos)! O que vale é que nós somos ricos e enche-nos de orgulho o pagar todos aqueles carros (cerca de 250), viaturas “topo gama” e seus magníficos Motoristas. 

Queremos que os nossos membros do governo e deputados se desloquem confortavelmente e com a máxima segurança! Partilhem se acham que em Portugal os políticos deviam seguir o mesmo exemplo e digam-nos, por favor:

JÁ ENCONTRARAM ALGUM MINISTRO PORTUGUÊS, A VIAJAR DE METRO?

BANGA NINITO

2013

MAS… DE QUE GOVERNO PRECISA PORTUGAL?


Estamos todos endividados de uma forma preocupante, famílias, empresas, Estado e País; a economia desacelera, ano após ano, provocando todo esse mal-estar, em cada um de nós. E o caso não é pra menos! É que por essas contas e “derrapagens” que se têm vindo a registar e pelo clima depressivo que se sente no país e na vida política, não se vê como sair deste abismo económico. Os maus comportamentos, “pressentidos” e nunca confirmados pela Justiça, de alguns políticos, gestores e outros, no que respeita a dinheiros, públicos e privados, permite pensar que o “saque” está instalado e que, sendo arriscado o assalto a bancos ou a bombas de gasolina, aos autores de crimes de “colarinho branco” nada acontece. 

Por essas irregularidades e injustiças imputadas aos mais pobres, a Constitucionalista Drª. Isabel Moreira disse: “é incompreensível que o Governo insista em fazer uma correcção orçamental sempre sacrificando os mesmos”. Por outro lado, o distinto Constitucionalista, Prof. Dr. Jorge Miranda, declarou que “se trata de um imposto sobre os mais fracos, de uma medida inconstitucional (…) de uma violação dos princípios da proteção da confiança e da proporcionalidade (…), que há muito por onde cortar no Estado. O que é preciso é fazer um estudo objectivo sobre a tão falada reforma, para se perceber o que há a fazer. Seja em certas fundações ou mesmo instituições particulares de solidariedade pessoal, ou ainda na despesa com pessoal nos ministérios, há outras soluções, e a mim choca-me profundamente este tratamento desigual em relação a um grupo mais frágil". Por sua vez, a Presidente da direcção da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE) Drª. Maria do Rosário Gama, alegou que “esta decisão tem vindo a provocar um sobressalto constante aos reformados, que vivem na angústia de não saber o que vai ser o dia seguinte”, adiantando que os “Aposentados, pensionistas e reformados vivem permanentemente preocupados, desde que o Governou tomou posse e decidiu afrontar deste modo os pensionistas”. 

Efectivamente, “sem” a economia conveniente haverá ainda mais desemprego, maiores desigualdades, mais pobreza, mais insegurança. É que se estão a acumular “danos sociais” e desequilíbrios financeiros, que prenunciam o aparecimento de perigosas tensões a médio/longo prazo, sobre a sustentabilidade financeira do País. Perguntamos: estarão ameaçadas a qualidade da saúde, o nível das pensões e dos diversos subsídios, a extensão e a qualidade do ensino? Como vamos enfrentar o crescimento da pobreza? Mas…então, de que Governo precisa Portugal? E de que estratégia?

Cruz dos Santos

2014

DECADA DE 70

No ano de 1971, eu era um kandengue que morava no Bairro Popular nº 2, tinha dezassete anos de idade. Estudava na Escola Indústrial de Luanda, e acabado o Curso, então não me restou outra alternativa a não ser começar a trabalhar para ter a minha independência, continuando os estudos á noite, para comprar a minha primeira motorizada uma Honda SS50Z, para levar a namorada ao cinema nos finais de semana, para beber uns finos, comer uns camarões e uma dobradinha nos Bares do bairro com os amigos, principalmente no Bar do Matias.


Tenho que agradecer aos meus Pais, muito obrigado Sr. Júlio e Dona Maria do Carmo, muito obrigado Luanda por darem-me a oportunidade de me tornar homem, responsável, destemido e acima de tudo um cidadão que aprendeu a amar Angola, a amar a cidade de Luanda, e continuando a amá-la até os dias de hoje.

Na década de 70, muitas novidades e fatos inesquecíveis aconteciam no mundo. Eu e muitos jovens na época ouvíamos as belas músicas dos Beatles, Bee Gees, Elton John, John Lennon, Pink Floyd, Yes, Supertramp, Roberto Carlos, Chico Buarque, Raul Seixas, Led Zeppelin, Deep Purple e tantos outros que faziam sucesso naquele tempo

Pink Floyd

Eu e meus amigos que residíamos no Bairro Popular nº 2, em Luanda, quase todos os avilos tinham a sua torraite e curtiamos as belas passeatas ao Porto Kipir, á Barra do Kuanza, ou na grande cidade de Luanda, ouvíamos os bons rocks clássicos, e também merengadas, rebitas, e dançávamos nos bailes, fossem em clubes ou na residência de alguém nosso amigo, nas festas de aniversário, casamentos, noivados ou qualquer comemoração. Foi uma época inesquecível, em que caminhávamos pelas ruas da cidade, principalmente nos seus musseques, em qualquer hora do dia, ou da noite, sem o perigo que se diz que se vive atualmente.

Quantas vezes atravessamos a Estrada de Catete, mesmo de madrugada, ou caminhava-mos pelas ruas do Sambizanga, Casa Branca, Rangel, Prenda Terra Nova, Cazenga, Palanca e tantas outras ruas de outros Bairros falando de alguma canção de sucesso ou mesmo conversando sobre os temas da actualidade, acompanhados de amigos ou mesmo das namoradas. 

Vivi na verdade o melhor tempo da minha Juventude. 

Bairro Popular nº 2 

Por onde será que estão atualmente os velhos amigos: Paquito, Zé – Tó, Minguitos, Luis Manuel ( Lili ) Zé Manuel, Zé Avelino, Carlos Barbara, Dativo, Moedas, Caroças, Tony Novo, Chico Maia, Nascimento, Seabra, Carlos ( Perninhas ) Nogueira, Zeca Dificil, Taúta, Barros, Manelito, Litó, Quim Costa, António Costa, Chico Teixeira, Cacito, Manuel João, Ninito, Zé Ideias, Soares, Sousa, Cacipita, Mano Meira, Soares, Faisca, Tony Sanguito, João da Lusolanda, Carlos Clara, Madruga, Mário Dias, e tantos outros? 

E as garinas Betty, Celina, Chú, Mila, Dina, Virinha, Leonor, Zeza, Crisanta, Teresa, Alice e Ivone, Goretty, Judite, Isabelinha, Lourdes, Florinda, Teresa, Rosário, Célia, Luisa, Marinha ( São ) minha namorada, e tantas outras. 

E os avilos do conjunto , “Os Rubis“ que abrilhantavam as farras, tocavam nos clubes, Chico Leite, Claudino, e os Manos Bondosos? E os The Windies do meu amigo Beto Calulu.

The Windies

No almolço anual da malta do Bairro Popular nº 2, encontramos muitos avilos da nossa meninice do Bairro, e logo ali matamos as saudades, recordando esses tempos. 

Os bares do Matias, Tirol, Pisca Pisca, o Bar Cravo, e as cervejarias na Baixa de Luanda, que não existem mais? Ou será que existem!! 

Quando eu estudava na Escola Indústrial, tinha também colegas, do Bairro, o Pinguiço, o Guimarães, o Fernando Simões, o Camilo da Terra Nova, o António Gilberto do Sarmento Rodrigues, o António Rodrigues do Cazenga. 

Quando eu ouço as músicas daquela época, logo me vem à lembrança as calças á boca de sino, as camisas justinhas ao corpo, os sapatos de tacão alto, os cabelos compridos, das pessoas e dos lugares por onde eu passei. São boas lembranças e espero que todos os meus amigos e conhecidos estejam muito bem em suas vidas. 

Sei que alguns já faleceram, como o Litó, o Filipe Santarém, o Jaimito, o Carlos Capacete, o Machado, o Mikinho, o Fernando das Quarras, o Fernando Transmontano, o Pinguiço, a Alice ( Nixa ), que descansem em paz, no seu eterno sono. 

Na juventude, dos anos 1960 a 1975, íamos muito ao cinema, trabalhei no Bar do Cinema para poder assistir aos filmes, aos encontros de jovens da igreja de Santa Ana, ( J.O.C. ) com os amigos (as) e namorados ( as ). 

O cinema do Bairro Popular o cine São João, muito famoso na época, depois de assistir a um bom filme, iamos para o muro do Bar do Matias até altas horas da madrugada. Vida muito difícil, para nossos pais que trabalhavam, pagávam os nossos estudos, tínhamos que ser responsáveis desde muito cedo, diferente da juventude de hoje, onde os pais patrocinam os filhos, que demoram muito mais para serem independentes. 

Fazíamos passeatas, que iam sempre dar ao Largo da Mutamba, quase tudo acontecia nas Avenidas próximas. Nesta época, surgiu o moderno Edificio da Mutamba, foi desde sempre o ponto de encontro, para curtir, simplesmente deixamos de ir a Biker jogar bilhar para frequentarmos o Mutamba, ou para simplesmente ouvir os amigos, desabafar, rir em amenas cavaqueiras, enfim ser feliz.

Largo da Mutamba ( foto Mário Silva 1972 )

Foi muito bom viver cada momento, marcado por boas e más lembranças, que fazem a história de nossa vida, ainda hoje tenho saudades desse tempo. 

Alguns comentários: 

Do grupo de AMIGOS que cresceram felizes no seu Bairro onde a amizade se foi fortalecendo ao longo de horas infindáveis de confraternização e brincadeira como se de uma imensa família se tratasse numa sala de visitas imensa, o Largo e o Café do Matias onde a qualquer hora sabia-mos onde estavam os nossos Amigos. ( Moedas

Na rua de Loulé, que mais tarde em frente foi construída a Defesa Civil (era a rua de Transição para o Bairro Sarmento Rodrigues ), e como todos os moradores frequentei o cinema S. João, a Igreja de Santa Ana, e quando entrei para a escola primária fui estrear a referida escola denominada Escola Primária nº 176. Tenho recordações das professoras Dona Fernanda e Dona Amélia, recordações dos intervalos, e da venda de doçarias á porta da escola, confecionadas pelas "quitandeiras" como a paracuca, pirolitos e o doce de coco. 

A minha sogra era cliente da loja de confeções Confiança, do Sr. Novo, pois ela era modista e confecionava roupa para a maior parte da malta jovem do Bairro principalmente camisas bem justinhas. Na entrada do Sarmento Rodrigues havia uma mercearia cujos donos eram o Sr. Aníbal e D. Dulce, onde havia uma frondosa árvore, o Imbondeiro, era a chamada loja do Sr. Dias. 

Todos os anos por alturas do Natal visitávamos a Mutamba onde no Jardim da Camara Municipal de Luanda se montava o imponente presépio e esta zona estava sempre toda iluminada. O presépio era algo de maravilhoso com todas as personagens bem representadas. Penso que de ano para ano havia uma inovação na sua montagem, o presépio era lindíssimo. ( Tiza

Infelizmente, ou felizmente, a vida é como uma roda gigante: uma hora estamos no alto, noutra hora, estamos em baixo, mas o mais importante é que as lembranças ficam cravadas na parede da nossa memória. 


ZÉ ANTUNES 

1970

PRIMEIRO RELÓGIO


O meu primeiro relógio, tive-o quando passei para a quarta classe, em 1964 e foi-me oferecido pelo meu pai. Nunca me esquecerei daquela manhã de Julho em que nos dirigimos à ourivesaria de São Paulo em Luanda me colocou no pulso um relógio, com bracelete de couro, era um Cauny. Custou na altura 250$00. Para mim era uma fortuna imensa, nunca tinha recebido uma prenda tão generosa. Ainda guardo esse relógio religiosamente.


Relógio Cauny Prima


Muitos episódios de minha vida esse relógio marcou: os amores, as partidas, os encontros e desencontros. Marcou com seus ponteiros e seu passo suíço minha esperanças e conquistas, como também as perdas e os vazios. Foi muito mais que um relógio.



“RELÓGIOLANDIA” Uma história discreta ( net )

Os relógios Cauny carregam consigo uma história suíça como qualquer outra saída do país que é conhecido e reconhecido como a capital da relojoaria… ou talvez não.

Ainda hoje persistem dúvidas acerca da própria fundação da empresa Cauny – enquanto uns apontam para a data de 1889, outros afirmam que foi bem mais tarde, no ano de 1927, que se começaram a produzir os primeiros exemplares dos relógios Cauny. Certezas há duas: por um lado, a empresa tem, desde a primeira hora, o seu quartel-general na emblemática cidade de Le-Chaux-de-Fonds, berço da arte de relojoaria suíça e sede de inúmeras marcas famosas e internacionais. Por outro lado, a Cauny, mesmo que discreta, destaca-se pelo design de relógios únicos.

A filosofia que tem impulsionado o trabalho da empresa Cauny desde que entrou para o mundo relojoeiro é: criar timepieces excepcionais, quer em termos de beleza e apresentação, quer em termos de um rigoroso processo de execução e montagem, onde nenhum detalhe, por mais ínfimo que pareça, é deixado ao acaso. 

A segunda metade do século XX foi um boom para o mercado dos relógios, com a introdução da tecnologia quartzo. Para a marca Cauny foi mais um motivo para fazer mais e melhor e, como sempre, esteve à altura ao apresentar ao mundo a linha “Cauny Prima”, um verdadeiro ex-libris da marca e ainda hoje aclamada. 

Gozando de grande popularidade nas décadas de 50 e 60, quem possui um modelo Cauny dessa época, guarda-o religiosamente, até porque continua actual e fiável. 

Hoje, a Cauny faz parte de um restrito legado de especialistas na arte que é criar um relógio e todo o seu processo de produção é monitorizado segundo testes de controle, que exigem padrões da mais elevada qualidade. À qualidade, que é e sempre foi a sua grande bandeira, a Cauny junta elegância, precisão e prestígio. 

Com uma vasta gama de modelos para homem e mulher, que incluem relógios de bolso, cronógrafos, relógios em ouro, desportivos e de “fantasia”, o prestígio da Cauny revê-se ainda nos seus preços, que podem atingir os €4800! No entanto, a marca pretende chegar a todos, por isso, também pode ter um Cauny no pulso por apenas €60!

ZÉ ANTUNES

1964


24/02/2014

PRECISAMOS DE GENTE SÉRIA E COMPETENTE!


Cada vez mais os cidadãos sentem que a política e os políticos não lhes trazem as soluções prometidas e necessárias para promover a sua qualidade de vida, nem a de seus filhos e netos. O Estado português endividou-nos a todos para pagar os prejuízos dos bancos, essas imparidades, que resultaram maioritariamente do tráfico de terrenos, realizado por promotores imobiliários, vereadores de urbanismo e banqueiros. Consequentemente, o país, salvo melhor opinião, precisa urgentemente de capacidade de liderança e de inspiração das suas equipas; de homens competentes, que saibam administrar, com rigor, os dinheiros dos nossos impostos. De gente idónea, com a permanente preocupação pelo equilíbrio entre as ciências exatas, a matemática e todos os outros saberes.

Dotados de Fé, Esperança e a persuasão de que Portugal tem de voltar cada vez mais para a exportação e que terá que apostar forte e sem medo…no Turismo (o nosso petróleo)! De fazer crer a estes Senhores, de que a recuperação da Sociedade Portuguesa, não se consegue apenas com o recurso exaustivo a “cortes” e mais “cortes” e mais austeridade, que querem impor constantemente aos mais pobres. 

Devem “cortar”, isso sim, é nas despesas do Estado. Não se pode permitir é que tudo se mantenha como até aqui. Outro aspeto, que cada um de nós pode dar um contributo individual, é no aumento generalizado da censura social à corrupção. Quando dirigentes políticos mais associados ao fenómeno da corrupção começarem a ser mal recebidos em restaurantes ou marginalizados em ambientes sociais, esse será o momento da viragem. Foi assim em Itália, aquando da operação “Mãos Limpas”, processo judicial que levou à condenação e prisão de alguns dos mais relevantes políticos italianos.

À época, quando políticos chegavam a restaurantes e outros locais públicos, as pessoas arremessavam-lhes pequenas moedas de cêntimos e chamavam-lhes corruptos. 

Era o ambiente social propício a uma mudança de regime que se veio efetivamente a concretizar. Mas também a intervenção (ao nível dos efeitos sociais, económicos e políticos da corrupção) da Justiça, com a consequente punição dos prevaricadores e medidas que permitissem ao Estado português, recuperar os bens que nos têm vindo a ser “roubados” pela via da corrupção.

Só assim, seríamos capazes de “cortar o mal pela raiz”!

Cruz dos Santos

2014

GUERRAS…NUNCA MAIS!


Os jornais andam cheios com uma palavra que julgávamos extinta: Guerra (“Terrorismo e entrega de armas químicas do regime sírio”; “Ahmad Jarba, o chefe da Coligação, retribui ao governo a acusação de “falta de empenho sério” nas negociações e garantiu que a rebelião não baixará as armas…enquanto o regime continuar a matar o povo com aviões e barris explosivos”; “ONU enviou dois carregamentos de comida para Yarmuk, onde se morria à fome”; “Terror e diplomacia enquanto as negociações sobre o conflito sírio se arrastam em Genebra”…), porquanto o Ocidente prometeu acabar de vez com esse pesadelo e declarou solenemente: “Nunca mais”! Houve vários conflitos nos últimos 60 anos, mas em geral em zonas longínquas e, apesar de tudo, sem ultrapassar os limites locais. Agora porém fala-se cada vez mais de confrontos e embates com ramificações globais.

Verdade é que secas, enchentes, furacões, doenças, tremores de terra, tsunamis, guerras, atentados terroristas, revoltas populares e brigas nas ruas são coisas que compõem a nossa realidade cotidiana nesta era atual da humanidade. Os cataclismos naturais, por exemplo, fazem parte do próprio movimento da Terra embora muitos deles tenham hoje a frequência e a intensidade aumentadas por causa da nossa ação danosa sobre o meio ambiente (aceleração do efeito estufa). Quanto aos conflitos bélicos e políticos, não podemos jamais perder a consciência de que o mundo passou mais tempo em guerras do que em paz. Como é óbvio os avanços industriais aumentaram tanto a capacidade devastadora, que o ser humano tem hoje armas ainda mais mortíferas. Uma futura guerra pode ser final, pela aniquilação planetária.

Hoje tal cenário ainda parece longe, mas também em 1918 ninguém acreditava que 20 anos depois se estaria de novo em guerra. Já se percorrem paulatinamente as etapas que lá conduzem. Como em séculos anteriores, pequenos passos de agressão, insignificantes em si, descem patamares de onde já não se sobe. No terrorismo cada nova crueldade é marco a ultrapassar. “Libertação do Kuwait em 1991”; Invasão da Somália em 1992”; “Bombardeamento libertador do Kosovo de 1999”; “Ataques punitivos ao Afeganistão em 2001 e Iraque em 2003”…Cada assalto estabelece o nível de violência de onde se parte na vez seguinte. 

Penso que, nessas horas, precisamos refletir e termos a mesma sobriedade com a qual agia Martinho Lutero, o qual tinha os pés no chão diante de qualquer histeria escatológica. Conta uma lenda popular nas Alemanha que, certa vez, teriam perguntado ao ilustre reformador da Igreja sobre o que ele faria caso soubesse que o mundo iria acabar no dia seguinte. A isto Lutero respondeu com sensatez e demonstrou fé no amanhã dizendo: "Eu plantaria uma macieira hoje!"
Cruz dos Santos                           

2014

20/02/2014

AMEAÇAS DOS TEMPOS PRESENTES

Essa coisa de calcular, reconhecer a grandeza, a intensidade que engloba um Orçamento de Estado, onde estão inseridas as contas públicas, cheias de detalhes e subtilezas, principalmente quando os cálculos da receita e despesa da administração pública costumam conter mini reformas fiscais, bem como a soma de todos os montantes gastos pela globalidade do Sector Público Administrativo, (incluindo Estado, Fundos e Serviços Autónomos, Administração Regional e Local e Segurança Social) e outras avaliações, além de ser medonho, é complicado e…mete medo! Mesmo dispondo de ilustres Economistas e meios técnicos da informática, com motores de pesquisa e acesso a tudo o que se possa imaginar, a complexidade não deixa de ser enorme!


Durante muito tempo, tivemos o medo da guerra nuclear, hoje arrumada algures nas profundezas da inconsciência, mas...continua a prevalecer a insegurança de todos os instantes. As sociedades ricas preocupam-se com os riscos para a saúde, mesmo ínfimos em probabilidade, provenientes de sistemas de alimentação ou de serviços. Sociedades pobres, em vias de industrialização e de modernização, começam a descobrir as ameaças para a saúde ou para a vida de poluições ou de acidentes industriais na utilização de materiais ou de produtos perigosos, enfim, por tudo isso, é que existem tantos estudos, debates, opiniões, controvérsias e enfoques, e o público acaba sempre confuso perante um novo Orçamento de Estado. 


Mas há um ponto que domina todos os outros e que tantas vezes acaba esquecido no meio de todas estas discussões, que é o “peso do Estado na Economia”! As despesas que os homens do poder, consomem com o dinheiro dos nossos impostos! É que mais de metade do que os portugueses produzem, é “engolido” pelo Estado. Daí o “défice”...que nunca mais é pago.

Tornou-se assim, uma espécie de “míssil nuclear” que tem vindo a arrasar, não só com a dignidade de cada um de nós e os riscos que dizem respeito às degenerescências da democracia (acordos não cumpridos, enriquecimento pessoal dos eleitos - anteriores e estes - desvio dos recursos públicos, corrupção) etc.. Irresponsabilidades associadas e cúmplices, enraizadas no egoísmo das nossas gerações. A nossa sociedade está a “esfrangalhar-se”, criando autênticos enclave de estratificação e discriminação social: os mais ricos “aprisionados” atrás de sólidos muros e portões de ultra vigiados e protegidos condomínios; os mais pobres excluídos e ignorados, ficam entregues a um destino implacável! É triste, mas é verdade: esta é uma geração de restos de tantas coisas...

Cruz dos Santos 
2014