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29/03/2014

ALCUNHA

 
Uma alcunha é uma designação não-oficial criada através de um relacionamento interpessoal, geralmente informal, para identificar uma determinada pessoa, objeto ou lugar, de acordo com uma característica que se destaque positiva ou negativamente, de forma a atribuir-lhe um valor específico.

São também sinônimos de alcunha as palavras apodo, antonomásia, cognome e epíteto. A designação apelido pode causar potencialmente alguma confusão de sentido, visto que em sua origem significa o nome de família, embora na linguagem técnica a palavra mantenha seu significado original.

São fontes de inspiração para os apodos alguns ofícios (padeiro, leiteiro, pedreiro) e o local de origem (alemão, japonês, angolano, carioca). Em Portugal, no passado, diversos apelidos (nomes de família) tiveram esta origem.

Algumas alcunhas comuns têm normalmente origem em características físicas do indivíduo, como aleijadinho, manco, maneta, quatro-olhos. Deve-se considerar ainda que as alcunhas podem prejudicar psicologicamente o seu alvo, quando assumem caráter pejorativo, evidenciando uma característica que o mesmo desaprove. Wikipédia.

A palavra alcunha deriva do Árabe al kunia e qualquer dicionário de Português informará que se trata de apodos, cognomes ou apelidos.

No meu tempo de kandengue, na nossa meninice, no convívio com os nossos avilos muitos eram os amigos do Bairro e colegas de escola que foram simpaticamente baptizados muitas vezes pelos diminutivos e também com alcunhas, com mais ou menos sentido. Alcunhas essas que se agrafaram à pele e se mantiveram ao longo dos tempos. Havia muitos avilos que já não eram tratados pelos verdadeiros nomes ( muitos de nós nem os sabiam...), apenas pelas alcunhas. 

Cada alcunha tem sempre uma ligação a um facto concreto, filiação, profissão, inclinação artística, qualidades físicas ou morais, lugares, casas, palavras ditas em certos momentos e tantas outras

Algumas Alcunhas dos amigos de Luanda, principalmente dos Bairros Popular, Sarmento Rodrigues e Palanca. 

James Béu Béu ( agente secreto ) --- D'Jango ou Cú de Lado --- Bamba --- Perninhas --- Chico Maia --- Zé do Talho --- Bia --- Vaca Loura --- Zé da Mina ou Zé das Cenas --- Massemba --- Gindungo --- Paraquedista --- Vira o Disco --- Toalhinha --- João Bala --- Bom Moço --- Bolinhas ou Cú de Chumbo --- Cornos Grandes --- Luis Gordo ( já falecido ) --- Pasteleiro --- Das Kuarras ( Putas ) --- Pinguiço (já falecido) --- Dentolas --- Passarinho --- Cacepita --- Pompelix ( já falecido ) --- Pincel --- Sapateiro --- Rojão --- Camaláú --- Gambuzino ---   Madeirense --- Dificil --- Tirone --- Taúta --- Fritas ou Esfrega (já falecido) --- Timano --- Filho do Chui --- Policas --- Comprido --- Victor Russo --- Six Foot --- Menina --- Bacalhau --- Copito --- Caspuluca --- Doutor --- Avicuca --- Brinca na Chica --- Madié --- Sanguito --- Desliza --- Escaqueirado --- Canhangulo --- Guimas --- Zé Ideias --- Micas --- Bino --- Castelo --- Lâmina --- Toringa --- Paquito --- Bomba ( já falecido ) --- Sem Cú --- Carocha --- Mestre --- Faisca --- João da Tudor --- Tino da Cola --- Comando --- Roberto Carlos (já falecido ) ---Transmontano --- Zé Banqueiro --- Russo da Garelli --- Manito --- Guimas --- Magriço (já falecido) --- Suta --- Ampere --- Pimpim --- Saratoga --- Sandy Show --- Joao Cabof Cob --- Capacete --- Pantera Negra --- Carriço --- Stop --- Algarvio --- Bacalhau --- Escorrega --- Tião Abaterá --- Cuanhama --- Cri Cri --- Gugu ou Gorila  --- Yogurt ---Mamoeiro --- Cambuta --- Renhenha --- Doméstico --- Jipão --- Mário --- Tramagal ---Chanocas --- Bronson ou Piassá ---Tomate --- João Mulato ou Bob Dylan --- Mário Bébé ---Rabietas --- Carniceiro ---Fininho.

 



 
ZÉ ANTUNES
 
2014

28/03/2014

GARINA

Alfredo vive no Bairro Popular nº2 em Luanda – Angola, começa a rondar a casa de uma garina minha amiga de infância a Maria, ele já a tinha visto várias vezes, a quando das viagens no maximbombo 22, nas viagens do Bairro para o Liceu Femenino Dona Filipa de Lencastre onde ela estudava.

Alfredo um pouco timido não consegue aproximar-se da Maria. Ela entretanto já tinha percebido das intenções dele e comentou com alguns amigos, e esperava que ele toma-se a iniciativa de se aproximar dele e ai entabular uma conversa.

Num certo dia numa festa de quintal apresentei-o à minha amiga Maria, logo na festa criou-se uma empatia entre os dois e eles não pararam de dançar e de conversar.

Durante os dias seguintes iam-se encontrando aos fins de tarde, durante esses dias deixavamos de ter a companhia do Alfredo e da Maria.

Passados uns tempos, ele pede-a em namoro, os dois pombinhos felizes da vida dão-nos a novidade, desejamos felicidades aos jovens namorados.

Muitos madiés do Bairro ficaram com ciúmes do namoro deles, pois a Maria ainda nos tempos de hoje continua linda como naquele tempo. A Maria é linda e os rapazes do Bairro e de toda a cidade de Luanda por onde ela passava, ficavam boamados a olhar tanta beleza.

Alfredo ficara-se pelos estudos secundários e aprendeu o oficio de eletricista de automóveis, Maria ainda estudava, acabando o 7º ano Liceal, começa logo a trabalhar numa instituição bancária.

O namoro dos dois vai bem, em 1975 a quando da “Descolonização das Provincias Ultramarinas” devido ao conflito armado que alastrou por toda Angola, o Alfredo e a Maria embarcam na “Ponte Aérea” para Portugal para a Cidade de Lisboa, ai ficando uns tempos, até irem definitivamente para a cidade do Porto.

Alfredo emprega-se numa oficina de automóveis e a Maria numa Instituição Bancária.

Casam-se e do casamento nascem dois filhos. Um menino e uma menina, com as dificuldades que todos conhecemos, com sacrificios e agruras da vida, conseguem levar uma vida sem sobressaltos, os dois empregados e os filhos a estudar para terem uma vida melhor e um bom futuro.

Um casal feliz estes meus amigos de infância, o Alfredo, a Maria e os seus filhotes.

“Ninguém casa pensando em se separar. Quando o casamento se rompe, temos que lidar com o luto, com a perda, com a dor, com o fracasso. É muito doloroso.

Maria descobriu que o Alfredo mantinha um caso com uma mulher mais nova do que ela. “Penso que ele só estava esperando que a Maria descobri-se e pedi-se a separação. Ficou evidente que ela tinha que tomar uma iniciativa”.

E separaram-se.

Ocorrendo a separação, ambos os ex-parceiros , independente de quem tenha tomado a iniciativa, passam por um período de sofrimento em decorrência da perda da relação, por pior que essa estivesse no período imediatamente anterior ao divórcio.

No ano de 2010 recebo a noticia da separação, Alfredo foi viver com outra pessoa, a Maria ficou sózinha com os seus filhotes. 

Foto ( net )
Para mim uma separação é uma separação. Eu acredito que só desgasta o relacionamento, e tudo que se quebra uma vez , não tem conserto, sempre vai ficar as marcas ali....

A Maria durante dois longos anos passou mal, entrou em depressão, situações emocionais e psicológicas.

Ela sempre se repetia durante esse tempo “Eu gostava dele” “ eu amava-o” “ eu não merecia esta traição”

Acho difícil na minha opinião alguém passar por uma traição por exemplo e depois ¨perdoar¨ e esquecer completamente e começar do zero...... perdoar até se pode perdoar, mas esquecer penso que não……..

Alfredo entretanto foi para Luanda – Angola onde se encontra a viver e a trabalhar num novo projeto.

Entretanto a Maria refez toda a situação e presentemente está numa relação com outra pessoa.

Eu na altura fiquei triste, pois ambos são meus amigos de muitos anos, não poderei interferir nas suas vidas, poderei sim dar a minha opinião sobre a separação deles, e na minha opinião uma separação é sempre má e angustiante e principalmente para quem gosta mesmo e ama o parceiro.

Só tenho que desejar que tenham muita saúde e como dizia o Raúl Solnado
“Façam favor de serem felizes”
 
ZÉ ANTUNES

 2013

IR AO MÉDICO PODE CUSTAR MEIA REFORMA

Pior do que os casos em si, que se acumulam uns sobre os outros, é a aparente indiferença com que assistimos a estas injustiças, ligadas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Corta o coração”, quando deparamos – diariamente – com os nossos idosos que são transportados sozinhos, para longe de casa, numa urgência e vivem a angústia do preço que têm de pagar para regressar à aldeia. Trata-se de uma falta de dignidade e de respeito pelos nossos idosos, no que concerne ao acesso à saúde. É uma situação de injustiça gritante, flagrante, que é urgente reparar.

Uma ida ao médico, pode levar metade da reforma e há denúncias de pessoas, que não vão à consulta, porque não lhes chega o dinheiro para o transporte e, muito menos para a compra dos medicamentos. Instituições como a Santa Casa da Misericórdia, conhecem bem estas dificuldades entre os utentes do lar de idosos com idades entre os 80 a 90 anos. Há mesmo “situações dramáticas”, sobretudo da população idosa, que “vive daquelas reformas rurais de 200 e poucos euros e que chega a pagar para regressar às suas aldeias 60, 70 ou 80 euros de táxi”. 

Os bombeiros “já têm ido em viaturas particulares buscar essas pessoas”, quando estão nos hospitais e se apercebem destes casos, esperam por elas e ainda facilitam o pagamento do transporte nas ambulância da corporação, porque sabem “o drama que vai ser pagar, o que para muitos é metade da reforma”.

É uma vergonha para todos nós Portugueses, essa miséria! Dados do INE, falam em dois milhões de portugueses em risco de pobreza, que comprovam que a classe média foi empurrada para o limiar da pobreza, alargando-se deste modo, o fosso em relação aos mais ricos. “Não há democracia que resista a uma falta de coesão social”, meus Senhores:

Não podemos deixar que o cortejo de aldrabices continue impune. Já não se trata, apenas, da miséria material em que vivemos, da fome que assola milhares de portugueses. É da degradação, da ruína, do abatimento da alma, da destruição do espírito que nos confunde e desorienta. Não podemos, nem devemos admitir que destruam o que ainda resta do decoro, da honradez, da moral e respeitabilidade desta Nobre Nação. 

Até onde nos levará o ideário desses governantes, que são áulicos servis? 

Cruz dos Santos

 2014
 

19/03/2014

FADO

A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, "destino", é a mesma palavra que deu origem às palavras fada, fadario, e "correr o fado".


Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos.

O Fado encontra-se numa primeira fase, associado á marginalidade e transgressão, em ambientes frequentados por prostitutas, faias, marujos e marialvas. Muitas vezes surpreendidos na prisão, os seus atores, os cantadores, são descritos na figura do faia, tipo fadista, rufião de voz áspera e roufenha, ostentando tatuagens, hábil no manejo da navalha de ponta e mola, recorrendo á giria e ao calão. Esta associação ao fado ás esferas mais marginais da sociedade ditar-lhe-ia uma rejeição pela parte da intelectualidade portuguesa.

Fado ( foto Net )

Atestando a comunhão de espaços lúdicos entre a aristocracia boémia e os mais desfavorecidos da população lisboeta, a história do fado cristalizou em mito o episódio do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana ( 1820-1846 ) , meretriz consagrada pelos seus dotes de cantadeira e que se transformará num dos grandes mitos da História do Fado. A evocação deste amor perpassará em muitos poemas cantados, e mesmo no cinema, no teatro, ou nas artes visuais, desde logo a partir do romance A Severa, de Júlio Dantas, publicado em 1901 e transportado para a grande tela em 1931, naquele que seria o primeiro filme sonoro português, dirigido por Leitão de Barros.

Também em eventos festivos ligados ao calendário popular da cidade de Lisboa o fado ganharia terreno. Apesar deste tipo de representação constituir um dos divertimentos célebres do carnaval lisboeta, de franca adesão popular e muitas vezes com um vincado carácter de intervenção, a regulamentação da censura em 1927 iria contribuir, de forma lenta mas irreversível, para a extinção deste tipo de espetáculo. O Teatro de Revista, género de teatro ligeiro tipicamente lisboeta nascido em 1851, cedo descobrirá as potencialidades do fado que, a partir de 1870 integra os seus quadros musicais, para ali se projetar junto de um público mais alargado.

No teatro de revista, com refrão e orquestrado, o fado será cantado quer por famosas atrizes, quer por fadistas de renome. Ficariam na história duas formas diferentes de abordar o fado: o Fado dançado e estelizado por Francis e o fado falado de João Vilaret. Figura central da história do fado, Herminia Silva consagrou-se nos palcos do teatro nas décadas de 30 e 40 do Século XX, somando os seus inconfundíveis dotes de cantadeira com os de atriz cómica e revisteira.

A guitarra, ao longo do século XIX, define-se na sua componente específica de acompanhamento do fado. 


Guitarra Portuguesa ( Net )

A partir das primeiras décadas do século XX o fado conhece uma gradual divulgação e consagração popular. Paralelamente, sedimentava-se a relação do Fado com os palcos teatrais, multiplicando-se as atuações de intérpretes de fado nos quadros musicais da Revista e das operetas.

O aparecimento das companhias de fadistas profissionais a partir da década de 30, veio permitir a promoção de espetáculos e a sua circulação pelos teatros de norte a sul do Pais, ou mesmo digressões internacionais. 

O Fado tem uma dimensão cada vez mais importante na vida cultural portuguesa e tem alcançado uma crescente projecção internacional.

A canção que deve a Amália os primeiros grandes esforços de internacionalização, em 27.11.2011, a Unesco declarou o Fado como Património Imaterial da Humanidade.


A partir de agora, o Fado não é apenas a canção de Portugal, a canção de Severa, Marceneiro, Amália, Carlos do Carmo, e de tantos outros que os seguiram, é um tesouro do mundo.

Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua lingua, dos seus poetas, mas também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a dor, o ciúme, a solidão, o amor.

O fado sente-se, não se compreende, nem se explica - Amália Rodrigues.


ZÉ ANTUNES

2014

“EM TERRA DE CEGOS, QUEM TEM OLHO É REI”


Que podemos fazer por nós próprios, tendo em conta que os propósitos políticos em causa, pouco ou nada projetam em nosso favor? Devíamos, talvez, aplicar a sabedoria dos nossos erros, para recriminar aqueles que nos conduziram à situação em que nos encontramos. Mas…recriminar quem? Gente importante? Os jornais publicam uma notícia sobre qualquer pessoa muito importante, que alegadamente fez qualquer coisa muito má.

O que acontece logo a seguir? Essa pessoa, que é muito importante, considera-se vítima de perseguição e recorre imediatamente aos seus Advogados, que são Juristas muito importantes e célebres no mundo da Justiça. Surgem depois outras figuras importantes, que vêm alertar para o vergonhoso desrespeito do chamado “segredo de justiça” em Portugal, que possibilita a atuação de “forças ocultas”. Iniciam-se então discussões, debates, denúncias, com requintes habilidosos de engenho e arte para justificar e reparar a difamação, o deserto de ideias, os projetos avulso para coisa nenhuma. Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar na legislação portuguesa para que estas coisas não aconteçam. Toda a gente conclui, “que não se pode mudar a quente a legislação portuguesa”. 

Então surgem outras pessoas importantes, que se sentam frente-a-frente no ecrã da televisão, à hora do jantar, para vomitar um “empadão” de palavras sem sentido. E a legislação portuguesa não chega a ser mudada para que estas coisas não aconteçam. As coisas voltam a acontecer! E os jornais publicam notícias sobre essa pessoa muito importante, dizendo que ainda fez coisas piores do que as muito más. Após um período suficientemente alargado de diligências (para que já ninguém se lembre do que se estava a investigar), a justiça finaliza as investigações e conclui que a pessoa muito importante, não fez nada de muito grave e que já prescreveu o que quer que tenha feito de muito mau.

Outras pessoas importantes, acusadas de outras maldades, vão para as suas luxuosas vivendas, ornamentados de pulseiras eletrónicas. E nós “Otários”, serenos e cobardes, lá nos vão conformando com esta rotina de mentiras, servida respeitosamente com ferrete obediente, escudados pelo discurso da culpa alheia e pela esquizofrenia do politicamente correto. Vivemos numa época, em que o que se diz ser é o que conta. Mas precisamos de enfrentar esse ardil e resistir à falácia. É que aos ricos, prescrevem os delitos e aos pobres, prescrevem os direitos! 


Cruz dos Santos

2014

DIA DOS PAIS

























Em Portugal, o dia do pai é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).


Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Ike Turner teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Na família houve várias manifestações alusivas a seus pais, aqui transcrevo o que recebi:

Bruno escreveu: "É ao meu Pai que eu devo tudo o que tenho, e tudo o que devagarinho conquistei na vida ... Por isso, feliz dia do Pai ao melhor Pai do meu Mundo.

Sofia Lopes escreveu: Saudades do meu pai! Era um pai maravilhoso. Se estivesse “ cá “ comprava-lhe um saco cheio de figos (era viciado!), escrevia-lhe um postal cheio de mimo e juntava um desenho da Bia! Ia amar!
Como todos os dias, envio-te montanhas de amor, beijos e muitas, muitas saudades!!! Feliz dia, meu querido “mocho“ (esta só os meus manos vão perceber).

"Feliz Dia do Pai a ti, que me fizeste querer e ser Mãe! Lindo é o brilho nos teus olhos quando olhas para a nossa menina a fazer as brincadeiras com que tanto adora fazer-nos sorrir! Parabéns pelo Pai que és! És maravilhoso!"

Zé Antunes : Pai, tantas coisas eu te queria dizer. Os dias passaram-se e não tive tempo, e até coragem, para dizer o quanto foste importante na minha vida e no meu dia a dia. Nos momentos de alegria, Tu estavas ao meu lado. Nos momentos de tristeza, ali estavas Tu. E hoje, neste dia, gostaria muito que estivesses ao meu lado. Palavras não são suficientes para expressar o quanto amor tive e tenho por Ti, e o quanto sou grato por tudo o que foste na minha vida. Feliz dia dos pais.

ZÉ ANTUNES
2014

17/03/2014

CAIS DO SODRÉ


O Mano e amigo Manel, naquela época de 1975, nos velhos tempos do PREC, vivia num apartamento, num prédio em Lisboa, Uma noite encontrou uns Vádios ( no bom sentido ) do Bairro Popular nº 2, seus amigos de Luanda, que o levaram a um jantar e depois seguiram todos alegres para o Cais do Sodré. 

Já a madrugada se apresentava, e o amigo Manel voltou para casa com uns copitos a mais de tanto festejar com os Amigos do Bairro. Ao chegar ao prédio tocou a campainha do primeiro andar e uma Senhora respondeu pelo intercomunicador:

Sim quem é? 

O Manel perguntou:

Desculpe a Senhora é casada? 

Sou respondeu a Senhora.

E o seu marido está em casa? Está sim, está aqui a dormir comigo.

O Manel pede desculpa á Senhora. 

Toca para o segundo andar atende uma Senhora pelo intercomunicador:

Faz favor de dizer, quem é ?

O Manel faz a mesma pergunta:

A Senhora é casada?

Ela responde:

Sou sim, mas que horas são? já passa das quatro da manhã!!

O Manel insiste:

E o seu marido está em casa? 

Ela responde:

Está aqui a dormir comigo na cama. 

O Manel pede desculpa á Senhora. 

Toca para o terceiro atende uma Senhora, 

Sim, faz favor de dizer:

Desculpe diz o Manel, a senhora é casada?

Sou sim, diz a Senhora

E o seu marido está em casa?

A Senhora toda zangada diz:

Não, esse sem vergonha ainda não chegou a casa.

Fez-se um silêncio.

E diz o Manel baixinho:

Amorzinho anda abrir a porta que sou eu, o teu marido.

( Adaptado de uma história do )

 
ADELINO CARDOSO

2013