TuneList - Make your site Live

25/06/2014

SAUDADES DO BANGA NINITO




PÁREM UM BOCADINHO, PARA RECORDAR OS NOSSOS "BECOS", AS NOSSAS "BERRIDAS"...!??  E...


CANTEM...CANTEM...MINHA GENTE!
DEIXEM A TRISTEZA P'RÁ LÁ...
CANTEM FORTE, CANTEM ALTO
QUE A VIDA VAI MELHORAR!!!
QUE A VIDA VAI MELHORAR!!!

 Mas...será que vai melhorar????


Que saudades tenho de ti

MARTINHO DA VILA!!

E de ti ELEUTÉRIO SANCHES, com a tua canção do subúrbio!!

 E TETA LANDO, onde é que andas? Vê lá se encontras aí na nossa "banda" o

ELIAS DIA KIMUEZO, 

ou o TITO PARIS...!!!

AIUÉ...N'GOLA RITMOS!!

BARTOLOMEU,

SOFIA ROSA,

MINGUITO com a sua concertina a fazer o seu estilo;

ONDINA TEIXEIRA no "Chá das Seis" em matinée no Restauração; 

DUO OURO NEGRO, 

PAULO FLORES com as "Coisas da Terra"; 

a saudosa CESÁRIA ÉVORA! 

EDUARDO NASCIMENTO sempre com o seu "Vento Mudou", no Festival da Canção...

BONGA, 

RUI MINGAS com os seus "Meninos à Volta da Fogueira"; 

AIUÉ QUE SAUDADES!!! DOS MEUS MANOS AMIGOS LÁ DA BANDA:

Pateira "ganda" maluco das motas

Américo Alves "bom Mano", mas era "kandengue"

Xico Gonçalves “ possas, nem sei o que dizer! Verdadeiro "Santo"

António Gomes, o homem dos "Porches", que virou engº aqui no "puto"  

Henrique Tomé: 1º Sargº do "Bê-Ó"

Hernani Sebastião, virou já professor dos "kandengues" 

Juvenal, qui foi Alferes milº e Capitão das "gambas" e do "carangueijo de Moçamedes", rei da "Cuca"

Norberto, amigo de infância, branco di 1ª e filho do dono da "Casa Branca"..."Ti-Braz"

Zé Nobre, mais conhecido por "Zé da Minerva", qui vendia livro di "tabuada" e a "gramática portuguesa", para uso dos alunos do ensino liceal. Atualmente virou Engº da Informática..."gajo porrero", paciente, amigo do seu amigo, aliás, sempre foi...estou sempre a "xateá-lo", "madié", qualquer dia "vira bicho"

Aurélio dos Santos, "kandengue" "Lelinho"; "Bugueiro" 100%, sai ao Tio-Ninito,..."malandro", p'rá caraças!

Marçal, Sargº.-Mor, "ganda" maluco por carros alemães 

Zé Antunes, mais conhecido por "Benfiquista"..."Bué di Fixe", virou diretor do Blog "Luanda Tropical"

Zé Ideias, o verdadeiro "Trumuno" e Chefe de "Kazekuta"

Resende..."ganda" Amigo du Pêto 

Braguez (irmão do outro Braguez), professor porrêro, pensador do "Mufete" e "karindolo" guizado 

Cachuchito..."ganda kamanguista" e jornalista do Conselho da Revolução du "Karibala"

António Gonçalves... Alf. milº Eh! Cuidado com ele, "bugueiro" até dizer basta! Bastante "fixe", "ganda" Mano...juro mesmo!

Eurico Breda, moçambicano, "maningue" di fixe, "ganda" Camarada de luta 

Evaristo, chefe du posto do "bairro zangado"

Lopes da Silva, nem é bom falar..."porrero" até dizer basta! Amigo do seu Amigo, "ganda" amigo de Aquilino Ribeiro

Agostinho, "ganda" atleta, esquecido da "banda" porque não é jogador de futebol...se fosse, era campeão do mundo! 

Pedro Oliveira...nem sei o que dizer! Está junto da minha "muxima"! 


Fernando das Quarras, sempre a enganar o seu amigo para beber umas nocais.

Escaqueirado sempre a fugir dos Cangas

Cacepita, filho da Mariazinha irmão do Arturinho

Abraço a todos os "Kimbundos" qui vieram di Lá, sem "kumbús", "malaikos" dum raio...!

Para todos um valente "kandando"

Do sempre

Banga Fukula 

que virou Kota no "Puto", mais concretamente na cidade de Coimbra, porque levou "berrida"...TÁS A BRINCAR ou QUÊ???

Di seu nome verdadeiro, criado e batizado no São Paulo de Luanda!

Do verdadeiro
NINITO

2014


 

 

SENHORES DIRIGENTES: APOSTEM NO TURISMO!


Vivemos num Estado esmorecido, desalentado, desprovido de alento, sem forças para agir, cansado, esfalfado, sem esperança, um Estado sem graça, sem carisma, sem motivação, sem crença. Parece não bastar às pessoas serem, terem ou fazerem. Além disso, é absolutamente necessário que os outros saibam que eles são, têm e fazem – sob pena de, aparentemente, nada valer a pena. 

É que os políticos gostam de prometer programas impossíveis e absurdos como os da “revitalização do interior” ou da “fixação das populações nas suas regiões de origem”. Pensam que assim conseguem a adesão do eleitor. Deveriam tão-só apostar no Turismo, investindo nessas Aldeias e Vilas destruídas, despovoadas, nesse mundo rural feio, decrépito, sujo e desordenado. 

É que esse mesmo mundo, dá-nos a todos, belíssimas recompensas: Natureza, árvores magníficas, floresta linda, caça, pesca, passeio, repouso e reparação. Devem apostar forte no Turismo, mas com utilidade económica, desde que cuidada. Conhecem-se áreas despovoadas, habitações abandonadas, destruídas com o tempo, que poderiam ser recuperadas e ampliadas. 

Campos ricos para o desenvolvimento da agricultura, com proveito económico para toda a gente, deixados ao abandono, desertos. O descuido e o não aproveitamento são fruto dos homens, sejam eles proprietários, agricultores, autarcas ou governantes. É difícil, mas não é impossível imaginar Portugal com o interior rural ou natural belo e cuidado. Olhemos em volta, de norte a sul. Que sobra de interessante, aproveitado, arranjado e belo em mais de três quartos de território? Uma fração do Gerês.

O Alto Douro. O Douro vale pelo seu vinho. Mas também por si próprio. Pequenas áreas de Trás-os-Montes. Um pouco da serra da Estrela. O montado alentejano, os socalcos durienses e outros. Parte do Alentejo. Quase todos os Açores, com certeza. Enfim, estas e outras, são áreas onde o campo ou é aproveitado e produtivo, mas ainda equilibrado, com locais pacíficos e repousantes, onde os urbanos podem encontrar sossego, afeto, convívio e reparação. Uma função essencial, para o nosso bem-estar e felicidade, oferecida pelos nossos campos e interior (Vilas e Aldeias), desse belíssimo e atraente país!

Cruz dos Santos

2014
 

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO CINISMO…!


Vivemos no tempo da imagem, da fama e da reputação. Vivemos debruçados sobre o nosso umbigo e de costas viradas para todos aqueles que sofrem – penosamente - com essa austeridade inconstitucional! A opinião e a figura de “mandachuva” são hoje omnipotentes, mas andam controladas por inconstância, irregularidades, suspeitas e apego excessivo a formalidades e a etiquetas. 

Não admira portanto, que os resultados de todas essas injustiças, estão à vista de todos. É que na relação entre a aparência e a realidade, existe um estranho e perverso desequilíbrio. Quando a imagem é má, principalmente quando ela aparece suja, envolta em ganância pelo poder, coberta pela prepotência e embelezada pela petulância do “posso, mando e quero”, ninguém tem dúvidas quanto à hipocrisia, que a mesma encerra. Se o aspeto é bom, e tem “dom” de palavra, sabe comunicar, exprimir, orar e ornamentar, acima de tudo, a mentira com promessas delirantes e fogosas, embora levante suspeitas, o Povo, impávido e sereno, deixa-se levar no chamado “conto do vigário”, condenando-os mais tarde, em praça pública, arrependidos por terem acreditado nesses “magnatas” de colarinho branco.

E se juntarmos a isto, uma comunicação social hiperativa, com uma influência sem par na História, os resultados são terríveis. Organiza-se a indústria do juízo precipitado, promove-se a “institucionalização do cinismo”, completa-se o paroxismo da murmuração e da “mexeriquice”. Como vivemos num tempo, que confundiu democracia com populismo e, como este elemento continua a “reinar” incontestadamente, entre nós – graças a Deus – o Povo, desta Nação, que já foi valente, Vota nos mesmos, alegando, simultaneamente, que “podem regressar, porque estão perdoados”! 

Portanto, não admira que, apesar do justo orgulho nos direitos humanos e no sistema judicial, se cometam, infelizmente, enormes e repetidas injustiças, toda a gente sabe que “anda meio mundo a enganar outro meio”, pelo que existe uma predisposição para pensar sempre o pior. 

Mais palavras para quê? Para bom entendedor…!

Cruz dos Santos
2014

19/06/2014

A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA

ILHA DA ARMONA


Aiué!...Como todos somos manos e manas (vou escrever com toda a justeza esta "Mukanda", propriamente do João Kajipipa, qui veio cus "tugas" e foi nus férias, na carrinha "VogseVaguem" (VW), aquela que é parecida cus "pão de forma", no Olhão para a Ilha da Armona, foi nus barco "Guadiana", juntamente com a sua namorada Maria das Dores, e uns "cambas" seus "avilos". Ali na ilha, quando chegavam, iam sempre apanhar berbigões, "kitetas", para fazerem uma "Kúdia", juntamente com a sua "barona", na praia da Contra Costa, lá nos confins... onde estão todos nús e os espreitadores vão lá só "espiar". Assim, quando eles estavam a apanhar as "mabangas", lhes deram as saudades do antigamente, qui lhe fizeram até chorar. Aí já então, olharam para um lado, olharam para outro, e como só avistaram areia e ondas baixas, foi ali mesmo...à "canzana"! Que bom..."Atuála"...está doce! Mas...a "garina", ali mesmo, não estava propriamente descontraída e como estava virada para o céu, lá ía "visionando", para ver se apanhava qualquer "madié" qui lhi fosse perturbar. E não é qui atrás mesmo deles, estavam dois mais velhos - "Kotas Kaúmbos", cheios de "catolo-tolo", pescadores e espiões? Aí já então, Maria das Dores, dona do seu físico, criado com óleo de palma e muita mandioca assada, gritou nus ouvido do João:

-"João...pára, pára lá com essa merda! Estão ali dois "Kimbundeiros" da merda, mais velhos, a nos olhar!" 

João Kajipipa, totalmente descontraído, lhi respondeu: 

-"Deixa lá queridinha! Os "Kotas", querem varrer um "pungo" à nossa custa! Descontrai-te, faje di conta qui não lhe vês....!!?? 

Acabada a função dus "tremeliques", os homens tinham desaparecido, eles então, vieram para junto dos amigos (ao pé do cais) no Bar do "Tolinhas", onde tinham combinado, para "varrerem juntos" umas cervejas. Embora, estes, tivessem estranhado a demora deles, não lhes desconfiaram... 

Aqui já então, a Maria das Dores, vestiu uma blusa diferente, colocou um chapéu por causa do sol e manteve-se, ofegante, ali a fazer companhia; mas, o João Kajipipa manteve-se com os mesmos calções , T-Shirt e boné, a mesma vestimenta, quando estava na função. Eles não ficaram verdadeiramente nús, até porque poderiam ter que dar alguma "berrida" a qualquer momento), então voltaram ao Bar do Tolinhas, onde o ritmo estava a pôr um gajo maluco e a "Kuíba" estava a progredir, quando viram passar os dois madiés, que eles lhes tinham "avistado" (os "Kotas"). Então, ambos se encostaram, para ouvirem o que é que eles estavam a dizer deles:

-"Talange" Mano é...Olha só, o gajo que estava lá em cima nos viveiros a comer a "barona" di "apanha cavacos"! Repara: agora está ali com a mulher, os amigos e a família. " 

-"E é mesmo! Filho da caixa, cabrão dum raio"!

A Maria das Dores, já se estava a rir, pois eles não lhe conheceram, porqui estava com outro vestido, na altura, quando estavam nus "trumunos", além do mais, trazia também um "chapéu qui não morresse", mas qui lhi faziam confundir. Enquanto o grupo ouvia isto, João Kajipipa e a sua namorada finjiam não saber o qui se tratava. No grupo, estava lá mais um "Kota", cambaio de uma perna, que também era "lixado" para gozar com um gajo. Aproveitando toda aquela confusão, disse: 

-"Olha o azar que eu tenho. Por ser o mais kota e não poder andar, estes gajos vão lá para cima, espreitar ver os outros a "trumunar", a fazer "karibeúla" e eu aqui, rétido, sem puder mexer as minhas "kinamas" (pernas)!

João Kajipipa e a Maria das Dores, aproveitaram esta deixa, para se "escangalharem a rir!!! 



BANGA ZÉ / NINITO

2014

18/06/2014

O PORTUGAL DOS PEQUENINOS E DOS GRANDES!



“Orgulhosamente sós” e pequenos, mas…diferentes. Com muito orgulho? Que motivo de orgulho há na pequenez? Cresçamos! Austero, intransigente é o tempo. O “Portugal dos Pequenitos” já existe. Urge construir o Portugal dos Grandes.
Grandes, em que sentido? Ficamos de “boca aberta” e deitamos as mãos à cabeça, ante o cenário que se nos depara no dia-a-dia: pessoas sãs a serem tratadas como débeis mentais, e gente doida tida como normal; criminosos com cama, mesa, roupa lavada, jogos, ginásios e música, a contrastarem com inocentes sem abrigo e sem migalha de pão; promovem-se os incompetentes e bloqueiam-se carreiras dos competentes; louva-se a parvoíce e despreza-se a lucidez; esconde-se a verdade e enaltece-se a mentira e a hipocrisia; passam-se “atestados” de estupidez a quem vê e sente as coisas, enquanto se despreza a sabedoria; fecham-se as portas às pessoas honradas e sérias, para as abrirem-nas aos gatunos e aos “pulhas”; amnistiam-se condenados, e tiram-se liberdades a cidadãos cumpridores da lei.
Dantes “chamavam-se os bois pelos cornos”; agora são os “cornos” que chamam "boi", àqueles que o não são! Os donos deste país de eufemismos, delirantes, pelos vistos, com cada revolução linguística, enchem de efeitos palavras rebuscadas, dúbias, inócuas de qualquer sentido da realidade, dentro do eterno conceito de “brandos costumes” que nos caracteriza.
 
Assim, os "meninos mal comportados", são aqueles dotados de “hiperatividade comportamental”; “Ladrão”, deixou de ser “gatuno”, para passar a ser “corrupto”; a menina que faz birra e bate o pé, não é “teimosa”, mas uma: ”voluntariosa”; também não é bonito dizer-se: “aleijadinho”, “manco”, “perneta”, “maneta”, “marreco”, mas: “deficientes físicos”; da mesma forma que não se deve dizer, que um sujeito destituído de juízo é “maluco” ou “doido”, mas de: “portador de patologia do foro psiquiátrico”. Um “drogado”, passou a ser um “toxicodependente”; “Aborto” é a “interrupção voluntária da gravidez” e…atenção! –“Cego”, é um “Invisual”! Quanto aos: “Canalizadores”, “reparador de máquinas de lavar”, esquentadores, frigoríficos e outros, são: “Técnicos de eletrodomésticos”. Os “eletricistas”, são hoje: “Técnicos de energia elétrica”.
Sob o mesmo critério se englobam os “pedreiros”, “ladrilhadores”, “pintores de edifícios” e “trolhas”, como sendo: “Técnicos de construção civil”! As “criadas de casa” e “mulheres-a-dias”, são “empregadas domésticas”; os “contínuos”, “Auxiliares de educação” e os chamados “serventes”, passaram a ser “Auxiliares de limpeza pública”. Nem as prostitutas escaparam ao sacramento, para serem transformadas em “Profissionais do Sexo”. Mas estas, quiçá por terem a profissão mais antiga do mundo, são imunes a modernices terminológicas, que nenhuma conseguirá retirar o primitivo e autêntico valor semântico à suas expressões. 

É esta a imagem do País que somos. Quanto ao diagnóstico? Este não pode ser senão um: estado crítico!

Cruz dos Santos

2014

08/06/2014

NOITE DE LITERATURA EUROPEIA...




Na noite de 07 de Junho de 2014 e integrado nas festas da Cidade de Lisboa, e com o fim de voltar a divulgar a literatura Portuguesa e Europeia, certame onde se dá a conhecer novos escritores e também os já consagrados e prestigiados.

Nessa noite fui ao Palácio do Menino de Oiro ( onde funciona o British Council ) na Zona do Príncipe Real que foi escolhida para este evento onde além do Palácio do Menino de Oiro, foram escolhidos mais nove locais emblemáticos onde se realizou este pequeno mas intenso festival de literatura.



Entre Prosas e Poesias a noite da literatura Europeia de 2014, apresentou obras de fundo, Politicas, histórias familiares e pessoais, apresentação de vários homenageados e divulgação de novos escritores.

Esta iniciativa foi organizada pelos institutos culturais e embaixadas que integram a rede EUNIC Portugal, a saber British Council, Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, Embaixada da Áustria, e muitos mais

Neste festival de Literatura o livro mais relevante para mim e por se tratar de um acontecimento histórico e por mim em parte vivido foi a obra de Dulce Maria Cardoso “ O RETORNO “.

O Retorno trata-se de um tempo recente da história de Portugal, o difícil tema do fim do império Ultramarina e o conturbado regresso de mais de meio milhão de pessoas a Portugal.

A descolonização e a vida de jovens adolescentes que foram arrancados a um estilo de vida diverso que vieram encontrar na chamada Metrópole.

A Autora leva-nos a uma viagem que nos permite conhecer as consequências psicológicas dessa experiência avassaladora e de precaridade que todos os jovens de então se viram obrigados a amadurecer, a serem homens mais cedo, sempre com a esperança de melhores dias.

Aconselho este livro a todos os meus amigos que comigo viveram em África, e a todos os outros para terem uma ideia do que se passou naqueles tempos, e como foi difícil a nossa integração na sociedade Portuguesa.

Gostei desta iniciativa em que participei…

ZÉ ANTUNES

2014

27/05/2014

O 1º DE MAIO / 27 DE MAIO


Luanda - Sinceramente, não sei o que o MPLA quer dizer com o comunicado transcrito na imprensa Angolana. Quer dizer que os angolanos não podem homenagear as vítimas do 27 de Maio? Quer dizer que os angolanos, não podem relembrar o que aconteceu no dia 27 de Maio de 1977? Quer dizer (falando de um acontecimento mais recente) que os amigos, familiares e os angolanos no geral, não podem evocar Kamulingue e Kassule, desaparecidos á exactamente um ano... Não podem exigir que a Policia Nacional esclareça o que aconteceu a estes dois cidadãos?
Fonte: Club-k.net
É isto aproveitamento político? Se o é, porque o MPLA não conta a sua versão (que se exige à muito), no que se refere aos acontecimentos do 27 de Maio de 1977, para que não haja aproveitamento político por parte de alguns cidadãos?
O 1º de Maio Vs 27 de Maio
Será que o facto de o MPLA evocar a cada ano o "1º. de Maio", um acontecimento registrado na longínqua Chicago (EUA) com quase cem anos, È APROVEITAMENTO POLITICO?.. Porque o faz? Há alguma diferença entre o acto de Chicago que deu origem ao dia (internacional) dos trabalhadores e o de 27 de Maio de 1977? Um merece ser relembrado e o outro esquecido? Qual dos "eventos produziu" mais vítimas, melhor qual dos actos diz directamente respeito aos angolanos?

E é o que vemos cada ano. Quando acontece o "1º. de Maio", os dignatários do regime (vestem sorridentes a pele de cordeiro) emitem feriado ou tolerância de ponto, homenageando (com muita fanfarra e discursos) as vítimas de Chicago, que dizem ter representado todos os trabalhadores do mundo.

Quando acontece o 27 de Maio, os mesmíssimos dignatários do regime (despem a pele de cordeiro e mostram a sua verdadeira natureza) plagiam descaradamente os "colegas" de Chicago (os carrascos dos trabalhadores), e carregam furiosos, contra todos aqueles que tentem manifestar-se a favor das vítimas, e prendem ilegalmente co-cidadãos!

Porque o MPLA faz o aproveitamento politico do 1º. de Maio, se os trabalhadores angolanos são os "mais descriminados" do continente, e mais!... 90% das vitimas de 27 de Maio de 1977 eram simples e honestos trabalhadores!

Melhor, porque o MPLA não permite que os angolanos evoquem o 27 de Maio de 1977, e porque não esclarecem os desaparecimentos de Kamulingue e Kassule uma vez por todas?

Acho que cada um de nós sabe porque!

Isomar Pedro Gomes

Natural de Malange, estudou em
UNISA - University of South Africa; reside em Benguela.

Desmobilizado, em 1991, por força dos Acordos de Bicesse, foi entre­gue à sua sorte. Atirado para as sarjetas do desempre­go, sem apoios da Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA) ou de uma outra instituição castrense, lamenta a sua sina, assim como de milhares de ex-companhei­ros de farda. Recebi este pequeno escrito de sua autoria.

2013
ZÉ ANTUNES
2014

27º-. ALMOÇO CONVIVIO DOS BAIRROS POPULAR Nº 2, SARMENTO RODRIGUES E PALANCA

 
 
 
Mais uma vez, os naturais, moradores e amigos dos Bairros Popular nº 2, Sarmento Rodrigues e Palanca da bela cidade de Luanda, reuniram-se num almoço/convívio que se vem realizando há vinte e sete anos e que se concretizou no passado dia 02 de Maio, de 2015 no restaurante Manjar do Marquês, perto da cidade de Pombal.
 
Nestas festas de confraternização de residentes nos Bairros citados tenta-se contactar o mais possivel de amigos. Deste modo nestes últimos anos o seu número tem vindo a diminuir oscilando entre os 150 e 200 tendo tido, neste ultimo encontro, a presença de 187 pessoas.
 
 
Muitos foram os presentes que de uma maneira ou outra todo o Bairro os conhecia destacando-se, dentro muitos, os Organizadores ( São Costa Pereira, Zé Antunes e o Carlos Abreu ) Celeste Pita-Grós, Manuela Pereira ( esposa do falecido Filipe Santarém ) Chico Leite, Carlos Malta, Domingos Castro, Carlos Jaulino, Fernando Rino e muitos outros cujos nomes olvidamos mas bem conhecidos por muitos, senão na totalidade, dos presentes.















A concentração iniciou-se as 11.00 horas da manhã e o almoço, pelas 13 horas, com a ementa estabelecida préviamente, degustou-se e saboreou-se o belo repasto e bebeu-se uma boa pinga, tudo com moderação pois muitos de nós teriam que conduzir as suas viaturas de regresso a casa.
Guardou-se um minuto de silêncio por todos aqueles amigos e amigas que já nos deixaram
 

Depois, como digestivo, foi a dança que (não fossem eles angolanos) lotou permanentemente a pista num rodopio quase permanente e, no caso dos Merengues, Quizombas, Mornas, Sambas e outras de raízes africanas que os musicos ( Chico Leite, Carlos Torres e o Zé Morais ) tocaram recordando bons tempos da nossa juventude, era o fim-do-mundo – toda a gente dançava não deixando um palmo sequer de espaço.
 

 
Finalmente procedeu-se ao corte dum grande e saboroso bolo de aniversário que foi acompanhado com espumante e se brindou por mais um excelente convívio de gente que nasceu ou viveu nos Bairros mais antigos e populares de Luanda e que se consideram irmãos não esquecendo as amizades cimentadas por tantos e tantos anos de convívio.
Nesta ocasião cantou-se os parabens á IRENE RUIVO pois era aniversariante
 
Quero congratular a Comissão destes encontros em particular os primeiros e grandes impulsionadores, Delmar, Micas, Miguel, Nela Pereira e muitos outros, e a atual líder deste pequeno e dedicado grupo de luso-angolanos, a São Costa Pereira, o Zé Antunes e o Carlos Abreu, que, de ano para ano, têm-se esmerado em apresentar as melhores opções para que estes convívios sejam de mais-valia e procurados por quem ama não só os Bairros onde outrora residiram mas também Angola que foi o berço de muitos portuguêses.
ZÉ ANTUNES
2015

29/04/2014

"A EUROPA MORREU EM CHIPRE”!


Portugal vive “atafulhado” de Economistas, daqueles Mestres dos números ligados à Ciência das grandezas, do raciocínio lógico e abstrato, das equações diferenciais, da “álgebra matricial” e programação matemática e outros métodos computacionais. É a matemática, que permite aos economistas formular proposições significativas e testáveis sobre muitos assuntos complexos e abrangentes que não poderiam ser adequadamente expressas informalmente. É essa linguagem, que leva os economistas a fazer afirmações claras, específicas e positivas sobre esses assuntos controversos ou“ contenciosos” que seriam impossíveis. 

Mas, concretamente, o que é a economia? Não é a Organização, ou a distribuição da produção em função das populações e do seu bem-estar? Ou é a utilização ou a marginalização das populações em função de flutuações financeiras anárquicas, sem ligação com as pessoas, mas exclusivamente ligadas ao lucro, em detrimento delas? Estaremos numa verdadeira economia ou, pelo contrário, na sua negação? É que no meio de tantas previsões e perante essa miséria agravada das populações, confundimos o escamoteamento da economia com o da política. Ou seja, os poderes políticos com o poderio económico. Já se sabe que a ideologia neoliberal, não respeita as leis da economia nem as obrigações do direito. Quando Viriato Soromenho-Marques escreve que “a Europa morreu em Chipre”, acrescentando: 

“Com ela, uma certa "Europa do humanismo e da solidariedade também”! E talvez para sempre, porque a capitulação daquele pequeno país prova que a mutação do ideal social em um estado omnipotente e autoritário (a Alemanha é que manda, até por interpostas economias) não é capricho do acaso, sim um projeto hegemónico (supremo) e perigosíssimo, pode conduzir à guerra (avisou Jean-Claude Junker). 

Mas há uma pergunta a formular: alguma vez essa "Europa do humanismo e da solidariedade" existiu? Meus Senhores: é o capitalismo que ordena as coisas e a própria vida das pessoas, que chegou excessivamente longe, com o apoio das irresponsabilidades e das cedências de quem devia ter uma posição moral irredutível. Nesta conjuntura avultam muitas traições e imprevidências. Chegámos a esta miséria. E agora? 

“Salvemos os bancos!”

Cruz dos Santos
2014
 

16/04/2014

MERCEDES NOVO


No ano de 1973/74 a mãe do Carlos pediu-lhe para ele ir comprar uma botija de gás. Ele pega no carro novo do pai um Mercedes- Benz, que mais tarde se iria transformar em Táxi, e em vez de ir ao Sr. Amaro comprar o gás, Carlos chama o Zé Barata que era seu vizinho e lá foram eles em direção ao embarcadouro do Kaposoca e do Kitoco que faziam a ligação Luanda - ilha do Mussulo, grande aventura ( imaginem ele sem carta), chegados ai á entrada tinham que virar a direita para descer até ao parque onde se estacionam as viaturas .

De repente o automóvel deu uma escorregadela de traseira e o nosso amigo Carlos inexperiente na arte de conduzir pisou a fundo nos travões, o carro derrapou e desceu a ribanceira a direito, Carlos aflito e com o pé nos travões, parou a um metro de uma árvore, ficando a viatura enterrada até a abertura da porta.

Carlos na altura ficou aflito, pois a hora do almoço estava a chegar e o automóvel não estava na garagem, seu pai iria dar por falta da viatura.

Começou-se a juntar pessoas na parte alta da ribanceira fazendo os normais comentários quando senas destas acontecem:

Alguém se feriu!!! Perguntaram…

Tudo bem só o automóvel é que ficou aqui na areia enterrado!!! Respondeu…

Apareceu o fornecedor que enviava o pão para a Ilha do Mússulo, e com a boleia dele vieram para Luanda e foram ter com os Bombeiros ( naquele tempo não existiam telemóveis )

Lá conseguiram que os bombeiros os fossem socorrer tiveram que levar uma grua para içar o belo Mercedes-Benz ladeira acima.

Nosso amigo Carlos chegou a casa sem o gás, encostou o automóvel junto á parede da garagem, porque tinha amassado a parte da embaladeira debaixo da porta do pendura, tomou um banho rápido de mangueira no quintal,

O pai do Carlos só deu conta dois dias depois, da parte acidentada do carro, e só soube da história quando chegaram ao Brasil.

( história do Carlos Alberto )

 
Zé Antunes
1973

11/04/2014

HÁ CRISE FINANCEIRA? OU FALTA DE MORAL?


Sim, há de facto uma crise na vida política portuguesa. Não é uma crise do sistema ou das instituições, mas sim uma crise a nível do carácter e dos valores das pessoas que fazem parte dessas mesmas edificações. O que é grave na crise, é que ela não é conjuntural. Não! O grave é que as demissões, os escândalos e as acusações cruzadas, são o resultado de um mal que vem das profundezas e que vai crescendo como um cancro, roendo aos poucos a credibilidade do regime. Parece que nada se discute e tudo se admite, com subserviência e resignação.

A crise é outra coisa. É a consciência da absoluta incapacidade dos dirigentes para as funções que desempenham e que só exercem como resultado da inaptidão e incompetência. Mas o mal além de ser profundo, está instalado. O mal é este clima político, sem uma fiscalização, sem uma auditoria rigorosa (os relatórios de uma auditoria são fontes seguras de orientação imparcial e especializada para os negócios), sem um exame minucioso, sem um escrutínio moral e já quase sem vergonha, onde, à superfície, temos os senhores regionais e a sua teia de “clientelismo” partidário larvar e, nos “subterrâneos do sistema”, temos o jogo escondido de influências e mútuos álibis entre empreiteiros, sucateiros e organismos públicos, entre grandes empresas e grandes escritórios de “advogados-governantes”, entre lugares públicos e lojas de irmãos maçons, entre privatizações e influências políticas, entre negócios nos PALOP e política externa do Estado, entre dinheiros públicos e universidades privadas, centros de saúde e hospitais privados, autódromos privados, urbanizações privadas, está tudo privado! Até nós, infelizmente, já estamos privados de liberdade.

Meus Senhores, já basta de tanta polémica ligada à “crise”, ao “défice”, à “austeridade”, enfim, a todos esses medos, que ultimamente nos têm vindo a ameaçar. Já enjoa isso tudo! É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multimilionários de um dia para o outro, é um “caldo de cultura”, que pode acabar mal. Aliás, a maioria de nós, receia mesmo que acabe e…muito mal! Os portugueses que interpretem o que quiserem.

Cruz dos Santos

2014

 

01/04/2014

SAUDADES AIUÉ SAUDADES

Ah!...Como eu gostaria de te ver de novo LUANDA! Regressar ao meu bairro, correr naqueles teus “becos” malucos, pisar a tua terra vermelha, “chapinar” nos teus “charcos”, ouvir o “tamborilar” da chuva a cair no telhado de zinco, na cubata de adobe, rebocada e caiada a cal; caçar os “kinjongos” nas “barrocas” da “Casa Branca”; “pelejar” nas areias quentes da tua ilha; mergulhar, dar umas “fimbas” naquelas tuas ondas do Mussulo; andar descalço nas tuas “picadas”; sentar na “Tasca” do “Zé-Kituba”, beber, uma laranjada “Mission”, comer doce de ginguba, feitos pela Tia Donana…AIUÉ minha Nossa Senhora! AIUÉ, que saudades! 

A vida ali era diferente. Não era igual no Rangel, nem quando a gente morava no “BÊ-Ó”, ou no Bairro de São Paulo”! Mas…porque razão, as nossas “Kintandeiras” e todas aquelas Mulheres que usavam panos de “chita”, nunca se sentavam nos bares ao pé da gente? Mesmo eu nunca vi as mulheres antigas, como a minha mãe, e as amigas dela, se sentar nesses sítios, mas porquê, então? Também era mania delas! Eu lhes disse uma vez: Minhas Senhoras: mi desculpem, porque não tiram esses “mileles negros” e estas sandálias di pneu e, nos fazem companhia? Insistia: “muxoxou”, me respondiam: -“Esta é a nossa roupa…Vocês d’agora não prestam!” Como lhes conhecia bem, cresci com elas no Sambizanga, não mais diantava conversar, ficavam com as zangas delas e me davam uma “Berrida”! 

Mas eu via bem que o coração delas estavam da cor dos panos coloridos, que usavam no domingo. Nenhum de nós esquece mais esses momentos! Se eu mesmo naqueles tempos, me dedicava mais, a brincar às escondidas, ou a “cabra cega”, ou ainda “dá-me fogo…vai ali”, ainda que estava melhor. Mas nas aulas, nos recreios e até no catecismo, só queria falar das minhas “gajas”, quase todas minhas namoradas. E quando, algumas delas me falavam no “Cine São João”?! e me convidavam, eu ficava “arrasca”, porque ainda era “kandengue” p’rá entrar no cinema e, mais a mais, com o Fernando Sabú na porta! –“Onde é que pensas que vais ó Miúdo?” Perguntava-me ele, todo cheio de peneiras, parecia ser ele, o “dono daquela m….”! O irmão dele, o Artur, era um gajo fixe, diferente, por isso me dizia: -“Espera aí um koxe, que já te deixo entrar”! 

Na primeira vez que fui assistir a um filme, me assustei, com o barulho e assobios que vinham da “geral”, naqueles bancos de madeira corridos sem costa, (cheios de percevejos). Em cima, nas melhores cadeiras, ficavam alguns brancos com as mulheres deles e os “monas” crescidos, que nunca faziam barulho. Eram os “brancos de primeira”! Brancos de primeira, mas é uma ova! Nem sabiam falar, era cada “parolo”! “Vinham lá de Xima”, como a “malta” dizia. Todos vermelhos…”Uá Kussuka”!

Mas foi, na Escola Primária “nº 176” (no bairro Popular nº 2), que aprendi a ler. Minha professora era uma Transmontana, má p’rá caraças. Apanhei cada “bordoada”, com aquela “palmatória de 5 olhos” e aquela puta daquela vara, que a “Madié” tinha ao pé do quadro, dava-me com ela na cabeça, quando eu não sabia distinguir uma vogal dum ditongo, e muito menos o que era uma consoante! –“Diz lá ó rapaz” (perguntava-me ela na aula de português): “No singular, diz-se: Ele tem! E no plural, como é que se diz?” –“Ele tinhavas”, respondia-lhe. –“Quem te “Entinhava” era eu! Seu branco-preto!” E malhava-me com aquele pau na “cachola”! Filha da p…, dizia eu baixinho. Nesses tempos, eu pensava era preciso aprender a namorar como a tabuada. 

Agora, quando me lembro, até me rio de mim mesmo, e até tenho saudades daquela transmontana que me ensinou a ler e a multiplicar, que dois vezes dois, são quatro! A Domingas (uma das minhas namoradas, mulata, natural da Kibala, aquela que mais saudades me deixou) é que tinha razão, quando dizia: -“O Sol é que faz tudo! A gente cresce, começa também a crescer as mamas, limão, maboque, laranja e, um dia, se queria mesmo os dedos dum rapaz a “desrespeitar” as nossas blusas… Uns que ficavam arrasca quando a gente lhes grita e finge que está zangada, mas outros… Se não lhe agarramos…”!

Porra!...Tenho Saudades da minha Sanzala e da minha (nossa) Angola! 

Bangas: Zé Antunes / Ninito

2014






CRITICAR E DENUNCIAR, ALIVIA-NOS A ALMA!


A política portuguesa, atingiu o nível mais baixo até hoje registado. Vivemos na sociedade mais criticada e desprezada da História. O descalabro do desemprego, a queda abissal da economia e, por fim, a consciência de que todo o programa tinha falhado, assim como as previsões, todas as provisões “cientificamente” consumadas, assistimos - cobardemente- impávidos e serenos (confortavelmente bem instalados), a toda esta miséria de encenações e aldrabices, exibidas por todos estes “fazedores de opinião”,comentadores, “treinadores de bancada”, nos canais portugueses da Televisão.
 
Contudo, a vergonha, nestes tempos sombrios, está, ela também, falida, esfarrapada e nem resquício da sua presença se advinha no horizonte das nossas preocupações. Vivemos num tempo, que adoramos o ódio em nós mesmos. Talvez por termos acumulado, no fim de tanto tempo, tanto rancor violento, tanta ira contida, tanta raiva e repulsa, a tantas injustiças e crimes arquivados, a “aguardarem melhor prova”!

Como pode uma sociedade odiar-se a si própria? Como na esquizofrenia, existe um processo de transposição. Ao detestar a sua cultura e comunidade, cada um assume-se externo a ela. Assim, apesar de pertencer ao alvo agredido, desvia o ataque para outros, através do mito da tal sociedade conservadora e bolorenta. Mas está a desprezar-se a si mesmo sem dar por isso. Chocar, denunciar, incomodar é tudo o que se faz. Está na moda e sabe bem. E, faz-se até à exaustão. –“E qual é a utilidade disso?”
 
Ó meus Amigos: alivia-nos a alma e o “stress”, “amansa-nos” a fera que temos em nós. Julgo até, salvo melhor opinião, que a sociedade sente-se muito melhor assim. E…aqui para nós: “Não é tão fácil destruir?” Difícil, difícil, é construir sobre os escombros, pois requer tarefa de criadores, e estes (os artistas), ou se demitiram ou estão desempregados. Mas, o mais engraçado, é que os tais comentadores, em geral, falam com sobranceria sobre o que desconhecem. É como na paixão amorosa, na “febre do futebol” ou no “fervor religioso”, só quem vive por dentro consegue compreender.
 
De longe, sempre distantes e escondidos por trás do televisor, ou em conjuntos com os nossos amigos, nos cafés e restaurantes, lá vamos mandando as nossas “bocas”, cheios de jactância, admirando ou reprovando, mas nunca avaliar ou analisar. Somos todos assim, incluindo eu! Lá diz o Povo: “De médico e louco, todos temos um pouco”!

Cruz dos Santos

2014

29/03/2014

ALCUNHA

 
Uma alcunha é uma designação não-oficial criada através de um relacionamento interpessoal, geralmente informal, para identificar uma determinada pessoa, objeto ou lugar, de acordo com uma característica que se destaque positiva ou negativamente, de forma a atribuir-lhe um valor específico.

São também sinônimos de alcunha as palavras apodo, antonomásia, cognome e epíteto. A designação apelido pode causar potencialmente alguma confusão de sentido, visto que em sua origem significa o nome de família, embora na linguagem técnica a palavra mantenha seu significado original.

São fontes de inspiração para os apodos alguns ofícios (padeiro, leiteiro, pedreiro) e o local de origem (alemão, japonês, angolano, carioca). Em Portugal, no passado, diversos apelidos (nomes de família) tiveram esta origem.

Algumas alcunhas comuns têm normalmente origem em características físicas do indivíduo, como aleijadinho, manco, maneta, quatro-olhos. Deve-se considerar ainda que as alcunhas podem prejudicar psicologicamente o seu alvo, quando assumem caráter pejorativo, evidenciando uma característica que o mesmo desaprove. Wikipédia.

A palavra alcunha deriva do Árabe al kunia e qualquer dicionário de Português informará que se trata de apodos, cognomes ou apelidos.

No meu tempo de kandengue, na nossa meninice, no convívio com os nossos avilos muitos eram os amigos do Bairro e colegas de escola que foram simpaticamente baptizados muitas vezes pelos diminutivos e também com alcunhas, com mais ou menos sentido. Alcunhas essas que se agrafaram à pele e se mantiveram ao longo dos tempos. Havia muitos avilos que já não eram tratados pelos verdadeiros nomes ( muitos de nós nem os sabiam...), apenas pelas alcunhas. 

Cada alcunha tem sempre uma ligação a um facto concreto, filiação, profissão, inclinação artística, qualidades físicas ou morais, lugares, casas, palavras ditas em certos momentos e tantas outras

Algumas Alcunhas dos amigos de Luanda, principalmente dos Bairros Popular, Sarmento Rodrigues e Palanca. 

James Béu Béu ( agente secreto ) --- D'Jango ou Cú de Lado --- Bamba --- Perninhas --- Chico Maia --- Zé do Talho --- Bia --- Vaca Loura --- Zé da Mina ou Zé das Cenas --- Massemba --- Gindungo --- Paraquedista --- Vira o Disco --- Toalhinha --- João Bala --- Bom Moço --- Bolinhas ou Cú de Chumbo --- Cornos Grandes --- Luis Gordo ( já falecido ) --- Pasteleiro --- Das Kuarras ( Putas ) --- Pinguiço (já falecido) --- Dentolas --- Passarinho --- Cacepita --- Pompelix ( já falecido ) --- Pincel --- Sapateiro --- Rojão --- Camaláú --- Gambuzino ---   Madeirense --- Dificil --- Tirone --- Taúta --- Fritas ou Esfrega (já falecido) --- Timano --- Filho do Chui --- Policas --- Comprido --- Victor Russo --- Six Foot --- Menina --- Bacalhau --- Copito --- Caspuluca --- Doutor --- Avicuca --- Brinca na Chica --- Madié --- Sanguito --- Desliza --- Escaqueirado --- Canhangulo --- Guimas --- Zé Ideias --- Micas --- Bino --- Castelo --- Lâmina --- Toringa --- Paquito --- Bomba ( já falecido ) --- Sem Cú --- Carocha --- Mestre --- Faisca --- João da Tudor --- Tino da Cola --- Comando --- Roberto Carlos (já falecido ) ---Transmontano --- Zé Banqueiro --- Russo da Garelli --- Manito --- Guimas --- Magriço (já falecido) --- Suta --- Ampere --- Pimpim --- Saratoga --- Sandy Show --- Joao Cabof Cob --- Capacete --- Pantera Negra --- Carriço --- Stop --- Algarvio --- Bacalhau --- Escorrega --- Tião Abaterá --- Cuanhama --- Cri Cri --- Gugu ou Gorila  --- Yogurt ---Mamoeiro --- Cambuta --- Renhenha --- Doméstico --- Jipão --- Mário --- Tramagal ---Chanocas --- Bronson ou Piassá ---Tomate --- João Mulato ou Bob Dylan --- Mário Bébé ---Rabietas --- Carniceiro ---Fininho.

 



 
ZÉ ANTUNES
 
2014

28/03/2014

GARINA

Alfredo vive no Bairro Popular nº2 em Luanda – Angola, começa a rondar a casa de uma garina minha amiga de infância a Maria, ele já a tinha visto várias vezes, a quando das viagens no maximbombo 22, nas viagens do Bairro para o Liceu Femenino Dona Filipa de Lencastre onde ela estudava.

Alfredo um pouco timido não consegue aproximar-se da Maria. Ela entretanto já tinha percebido das intenções dele e comentou com alguns amigos, e esperava que ele toma-se a iniciativa de se aproximar dele e ai entabular uma conversa.

Num certo dia numa festa de quintal apresentei-o à minha amiga Maria, logo na festa criou-se uma empatia entre os dois e eles não pararam de dançar e de conversar.

Durante os dias seguintes iam-se encontrando aos fins de tarde, durante esses dias deixavamos de ter a companhia do Alfredo e da Maria.

Passados uns tempos, ele pede-a em namoro, os dois pombinhos felizes da vida dão-nos a novidade, desejamos felicidades aos jovens namorados.

Muitos madiés do Bairro ficaram com ciúmes do namoro deles, pois a Maria ainda nos tempos de hoje continua linda como naquele tempo. A Maria é linda e os rapazes do Bairro e de toda a cidade de Luanda por onde ela passava, ficavam boamados a olhar tanta beleza.

Alfredo ficara-se pelos estudos secundários e aprendeu o oficio de eletricista de automóveis, Maria ainda estudava, acabando o 7º ano Liceal, começa logo a trabalhar numa instituição bancária.

O namoro dos dois vai bem, em 1975 a quando da “Descolonização das Provincias Ultramarinas” devido ao conflito armado que alastrou por toda Angola, o Alfredo e a Maria embarcam na “Ponte Aérea” para Portugal para a Cidade de Lisboa, ai ficando uns tempos, até irem definitivamente para a cidade do Porto.

Alfredo emprega-se numa oficina de automóveis e a Maria numa Instituição Bancária.

Casam-se e do casamento nascem dois filhos. Um menino e uma menina, com as dificuldades que todos conhecemos, com sacrificios e agruras da vida, conseguem levar uma vida sem sobressaltos, os dois empregados e os filhos a estudar para terem uma vida melhor e um bom futuro.

Um casal feliz estes meus amigos de infância, o Alfredo, a Maria e os seus filhotes.

“Ninguém casa pensando em se separar. Quando o casamento se rompe, temos que lidar com o luto, com a perda, com a dor, com o fracasso. É muito doloroso.

Maria descobriu que o Alfredo mantinha um caso com uma mulher mais nova do que ela. “Penso que ele só estava esperando que a Maria descobri-se e pedi-se a separação. Ficou evidente que ela tinha que tomar uma iniciativa”.

E separaram-se.

Ocorrendo a separação, ambos os ex-parceiros , independente de quem tenha tomado a iniciativa, passam por um período de sofrimento em decorrência da perda da relação, por pior que essa estivesse no período imediatamente anterior ao divórcio.

No ano de 2010 recebo a noticia da separação, Alfredo foi viver com outra pessoa, a Maria ficou sózinha com os seus filhotes. 

Foto ( net )
Para mim uma separação é uma separação. Eu acredito que só desgasta o relacionamento, e tudo que se quebra uma vez , não tem conserto, sempre vai ficar as marcas ali....

A Maria durante dois longos anos passou mal, entrou em depressão, situações emocionais e psicológicas.

Ela sempre se repetia durante esse tempo “Eu gostava dele” “ eu amava-o” “ eu não merecia esta traição”

Acho difícil na minha opinião alguém passar por uma traição por exemplo e depois ¨perdoar¨ e esquecer completamente e começar do zero...... perdoar até se pode perdoar, mas esquecer penso que não……..

Alfredo entretanto foi para Luanda – Angola onde se encontra a viver e a trabalhar num novo projeto.

Entretanto a Maria refez toda a situação e presentemente está numa relação com outra pessoa.

Eu na altura fiquei triste, pois ambos são meus amigos de muitos anos, não poderei interferir nas suas vidas, poderei sim dar a minha opinião sobre a separação deles, e na minha opinião uma separação é sempre má e angustiante e principalmente para quem gosta mesmo e ama o parceiro.

Só tenho que desejar que tenham muita saúde e como dizia o Raúl Solnado
“Façam favor de serem felizes”
 
ZÉ ANTUNES

 2013

IR AO MÉDICO PODE CUSTAR MEIA REFORMA

Pior do que os casos em si, que se acumulam uns sobre os outros, é a aparente indiferença com que assistimos a estas injustiças, ligadas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Corta o coração”, quando deparamos – diariamente – com os nossos idosos que são transportados sozinhos, para longe de casa, numa urgência e vivem a angústia do preço que têm de pagar para regressar à aldeia. Trata-se de uma falta de dignidade e de respeito pelos nossos idosos, no que concerne ao acesso à saúde. É uma situação de injustiça gritante, flagrante, que é urgente reparar.

Uma ida ao médico, pode levar metade da reforma e há denúncias de pessoas, que não vão à consulta, porque não lhes chega o dinheiro para o transporte e, muito menos para a compra dos medicamentos. Instituições como a Santa Casa da Misericórdia, conhecem bem estas dificuldades entre os utentes do lar de idosos com idades entre os 80 a 90 anos. Há mesmo “situações dramáticas”, sobretudo da população idosa, que “vive daquelas reformas rurais de 200 e poucos euros e que chega a pagar para regressar às suas aldeias 60, 70 ou 80 euros de táxi”. 

Os bombeiros “já têm ido em viaturas particulares buscar essas pessoas”, quando estão nos hospitais e se apercebem destes casos, esperam por elas e ainda facilitam o pagamento do transporte nas ambulância da corporação, porque sabem “o drama que vai ser pagar, o que para muitos é metade da reforma”.

É uma vergonha para todos nós Portugueses, essa miséria! Dados do INE, falam em dois milhões de portugueses em risco de pobreza, que comprovam que a classe média foi empurrada para o limiar da pobreza, alargando-se deste modo, o fosso em relação aos mais ricos. “Não há democracia que resista a uma falta de coesão social”, meus Senhores:

Não podemos deixar que o cortejo de aldrabices continue impune. Já não se trata, apenas, da miséria material em que vivemos, da fome que assola milhares de portugueses. É da degradação, da ruína, do abatimento da alma, da destruição do espírito que nos confunde e desorienta. Não podemos, nem devemos admitir que destruam o que ainda resta do decoro, da honradez, da moral e respeitabilidade desta Nobre Nação. 

Até onde nos levará o ideário desses governantes, que são áulicos servis? 

Cruz dos Santos

 2014
 

19/03/2014

FADO

A palavra fado vem do latim fatum, ou seja, "destino", é a mesma palavra que deu origem às palavras fada, fadario, e "correr o fado".


Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa após a reconquista Cristã. A dolência e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos.

O Fado encontra-se numa primeira fase, associado á marginalidade e transgressão, em ambientes frequentados por prostitutas, faias, marujos e marialvas. Muitas vezes surpreendidos na prisão, os seus atores, os cantadores, são descritos na figura do faia, tipo fadista, rufião de voz áspera e roufenha, ostentando tatuagens, hábil no manejo da navalha de ponta e mola, recorrendo á giria e ao calão. Esta associação ao fado ás esferas mais marginais da sociedade ditar-lhe-ia uma rejeição pela parte da intelectualidade portuguesa.

Fado ( foto Net )

Atestando a comunhão de espaços lúdicos entre a aristocracia boémia e os mais desfavorecidos da população lisboeta, a história do fado cristalizou em mito o episódio do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana ( 1820-1846 ) , meretriz consagrada pelos seus dotes de cantadeira e que se transformará num dos grandes mitos da História do Fado. A evocação deste amor perpassará em muitos poemas cantados, e mesmo no cinema, no teatro, ou nas artes visuais, desde logo a partir do romance A Severa, de Júlio Dantas, publicado em 1901 e transportado para a grande tela em 1931, naquele que seria o primeiro filme sonoro português, dirigido por Leitão de Barros.

Também em eventos festivos ligados ao calendário popular da cidade de Lisboa o fado ganharia terreno. Apesar deste tipo de representação constituir um dos divertimentos célebres do carnaval lisboeta, de franca adesão popular e muitas vezes com um vincado carácter de intervenção, a regulamentação da censura em 1927 iria contribuir, de forma lenta mas irreversível, para a extinção deste tipo de espetáculo. O Teatro de Revista, género de teatro ligeiro tipicamente lisboeta nascido em 1851, cedo descobrirá as potencialidades do fado que, a partir de 1870 integra os seus quadros musicais, para ali se projetar junto de um público mais alargado.

No teatro de revista, com refrão e orquestrado, o fado será cantado quer por famosas atrizes, quer por fadistas de renome. Ficariam na história duas formas diferentes de abordar o fado: o Fado dançado e estelizado por Francis e o fado falado de João Vilaret. Figura central da história do fado, Herminia Silva consagrou-se nos palcos do teatro nas décadas de 30 e 40 do Século XX, somando os seus inconfundíveis dotes de cantadeira com os de atriz cómica e revisteira.

A guitarra, ao longo do século XIX, define-se na sua componente específica de acompanhamento do fado. 


Guitarra Portuguesa ( Net )

A partir das primeiras décadas do século XX o fado conhece uma gradual divulgação e consagração popular. Paralelamente, sedimentava-se a relação do Fado com os palcos teatrais, multiplicando-se as atuações de intérpretes de fado nos quadros musicais da Revista e das operetas.

O aparecimento das companhias de fadistas profissionais a partir da década de 30, veio permitir a promoção de espetáculos e a sua circulação pelos teatros de norte a sul do Pais, ou mesmo digressões internacionais. 

O Fado tem uma dimensão cada vez mais importante na vida cultural portuguesa e tem alcançado uma crescente projecção internacional.

A canção que deve a Amália os primeiros grandes esforços de internacionalização, em 27.11.2011, a Unesco declarou o Fado como Património Imaterial da Humanidade.


A partir de agora, o Fado não é apenas a canção de Portugal, a canção de Severa, Marceneiro, Amália, Carlos do Carmo, e de tantos outros que os seguiram, é um tesouro do mundo.

Um tesouro que fala de Portugal, da sua cultura, da sua lingua, dos seus poetas, mas também tem muito de universal nos sentimentos que evoca: a dor, o ciúme, a solidão, o amor.

O fado sente-se, não se compreende, nem se explica - Amália Rodrigues.


ZÉ ANTUNES

2014

“EM TERRA DE CEGOS, QUEM TEM OLHO É REI”


Que podemos fazer por nós próprios, tendo em conta que os propósitos políticos em causa, pouco ou nada projetam em nosso favor? Devíamos, talvez, aplicar a sabedoria dos nossos erros, para recriminar aqueles que nos conduziram à situação em que nos encontramos. Mas…recriminar quem? Gente importante? Os jornais publicam uma notícia sobre qualquer pessoa muito importante, que alegadamente fez qualquer coisa muito má.

O que acontece logo a seguir? Essa pessoa, que é muito importante, considera-se vítima de perseguição e recorre imediatamente aos seus Advogados, que são Juristas muito importantes e célebres no mundo da Justiça. Surgem depois outras figuras importantes, que vêm alertar para o vergonhoso desrespeito do chamado “segredo de justiça” em Portugal, que possibilita a atuação de “forças ocultas”. Iniciam-se então discussões, debates, denúncias, com requintes habilidosos de engenho e arte para justificar e reparar a difamação, o deserto de ideias, os projetos avulso para coisa nenhuma. Toda a gente tem opiniões firmes sobre o que é preciso mudar na legislação portuguesa para que estas coisas não aconteçam. Toda a gente conclui, “que não se pode mudar a quente a legislação portuguesa”. 

Então surgem outras pessoas importantes, que se sentam frente-a-frente no ecrã da televisão, à hora do jantar, para vomitar um “empadão” de palavras sem sentido. E a legislação portuguesa não chega a ser mudada para que estas coisas não aconteçam. As coisas voltam a acontecer! E os jornais publicam notícias sobre essa pessoa muito importante, dizendo que ainda fez coisas piores do que as muito más. Após um período suficientemente alargado de diligências (para que já ninguém se lembre do que se estava a investigar), a justiça finaliza as investigações e conclui que a pessoa muito importante, não fez nada de muito grave e que já prescreveu o que quer que tenha feito de muito mau.

Outras pessoas importantes, acusadas de outras maldades, vão para as suas luxuosas vivendas, ornamentados de pulseiras eletrónicas. E nós “Otários”, serenos e cobardes, lá nos vão conformando com esta rotina de mentiras, servida respeitosamente com ferrete obediente, escudados pelo discurso da culpa alheia e pela esquizofrenia do politicamente correto. Vivemos numa época, em que o que se diz ser é o que conta. Mas precisamos de enfrentar esse ardil e resistir à falácia. É que aos ricos, prescrevem os delitos e aos pobres, prescrevem os direitos! 


Cruz dos Santos

2014

DIA DOS PAIS

























Em Portugal, o dia do pai é comemorado a 19 de Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José, marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).


Evoca-se como origem dessa data a Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um jovem chamado Ike Turner teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.

Na família houve várias manifestações alusivas a seus pais, aqui transcrevo o que recebi:

Bruno escreveu: "É ao meu Pai que eu devo tudo o que tenho, e tudo o que devagarinho conquistei na vida ... Por isso, feliz dia do Pai ao melhor Pai do meu Mundo.

Sofia Lopes escreveu: Saudades do meu pai! Era um pai maravilhoso. Se estivesse “ cá “ comprava-lhe um saco cheio de figos (era viciado!), escrevia-lhe um postal cheio de mimo e juntava um desenho da Bia! Ia amar!
Como todos os dias, envio-te montanhas de amor, beijos e muitas, muitas saudades!!! Feliz dia, meu querido “mocho“ (esta só os meus manos vão perceber).

"Feliz Dia do Pai a ti, que me fizeste querer e ser Mãe! Lindo é o brilho nos teus olhos quando olhas para a nossa menina a fazer as brincadeiras com que tanto adora fazer-nos sorrir! Parabéns pelo Pai que és! És maravilhoso!"

Zé Antunes : Pai, tantas coisas eu te queria dizer. Os dias passaram-se e não tive tempo, e até coragem, para dizer o quanto foste importante na minha vida e no meu dia a dia. Nos momentos de alegria, Tu estavas ao meu lado. Nos momentos de tristeza, ali estavas Tu. E hoje, neste dia, gostaria muito que estivesses ao meu lado. Palavras não são suficientes para expressar o quanto amor tive e tenho por Ti, e o quanto sou grato por tudo o que foste na minha vida. Feliz dia dos pais.

ZÉ ANTUNES
2014