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25/08/2014

UMA AVENTURA AMOROSA, LÁ DA “BANDA”!


PEQUENO CONTO ANGOLANO

SÓ PARA AMIGOS E AMIGAS DE PEITO

Desculpem-me qualquer coisita, que vos possa "ferir" a sensibilidade!

Esta pequena aventura amorosa, aconteceu por causa de um problema alheio, quando o Zacarias acompanhou uma “garina”, chamada MARIA, muito minha amiga do “Bê-Ó”, à casa de uma “kimbandeira” (bruxa), conhecida lá do bairro. E, diga-se de passagem, nem sempre bem vista pelos “Kalús e "Kotas", seus vizinhos. É que o Povo tanto ama como odeia e, se uns a procuravam quando necessitavam, logo logo depois, fingiam qui não lhi conheciam e até mudavam de passeio quando lhe avistavam na rua. Recebeu-os numa sala, com paredes de “pau-a-pique”, coberta de chapas de zinco e “luando”. Tinha duas galinhas pretas amarradas junto de uma “sanga”, numa mesa toda torta com três pernas. O “cubico” (quarto) estava pouco iluminado (com um candeeiro de petróleo), que até assustava um “gajo”. Parecia qui tinha "Kamzúmbi"! Mandou-os sentar em dois caixotes vazios de sabão azul e branco e esta minha amiga, expôs o que a preocupava. Aqui para nós, creio que existem situações que temos, nós mesmos, di resolver e não contar tudo da vida, a uma “gaja” qui nem sequer lhi conhecia. Não é bem o meu estilo. Quando a Maria já estava esclarecida e aviada de um “patuá” e acompanhada de umas ervas para fazer chá, “milongo” (remédio), com a promessa que lhe iria trazer o "Xulo" (o namorado) dela de volta, a “Kimbandeira” virou-se para o Zacarias, fixou-lhe com olhos de "Liambeira" e lhe disse:


-E você, meu “kamanguista” dum raio, não precisas de nada? É que, desde que entraste aqui, senti que andas a fugir do amor…

Zacarias meio embaraçado respondeu:

-Desculpe? Mas…mas…como é que sabe que….?!!!


-Foi muito simplesmente pelo teu olhar, pois quem ti deseja quer mesmo ti conquistar e você estás com o medo, por causa de outras namoradas qui tivestes na Maianga, no Bairro do Cruzeiro e ti enganaram. Queres levar umas “coisitas”, uns “muloges” para ti dar entusiasmo?
-Não leve a mal, mas dispenso. Mesmo assim obrigada, respondeu Zacarias

 -De nada! Vou rezar à Nª. Srª da Muxima para ti dar “guzo” (força)!


E piscou-lhe o olho. Saíu dali todo baralhado e a pensar: como raio é que ela sabia que o Zacarias já tinha sofrido por amor e que andava “marado”, com a Josefa, uma miúda, preta-fula, cheia de “demengueno”, saia curta, com trança na carapinha, qui lhe pôs a delirar, e que há mais de 6 meses não a via. Oito dias depois (PASME-SE!) cruzou-se com a Josefa junto à loja do “Campino”, perto da Farmácia São Paulo, à entrada do Bairro Operário (Bê-Ó) e, como sempre, ela foi muito gentil. Convidou o Zacarias a sair com ela de noite, a assistir o filme “Aventureiros na Lua”, no Cine-Colonial. Sem perceber como, completamente “Boamado”, a boca dele respondeu-lhe que sim, que podia ser. Foi a correr p’ra casa, vestiu a calça de “Kaqui”, engraxou os “pankes” com as solas meias rotas, encheu os cabelos de brilhantina sólida, e “bazou”, mas…sempre a pensar na bruxa! Acreditem se quiserem, teve uma noite incrível em que a Josefa confirmou tudo o que ele pensava sobre ela e que, embora o negasse, se tivesse apaixonado por ela. Jantou no Cravo, dançáou no Braguez e aceitou ir para casa dela tomar um “Katembe” (vinho branco com pepsi-cola) bem gelada. A gostosura da “gasosa” com o vinho do “Puto”, levou-lhe a partilhar com ela num profuso beijo linguado e, se lhe inundou a boca, só pelo contacto do beijo, ficou “arrasca” com uma vontade grande de fazer amor com ela. E…”chôxo para ali, chôxo práculém”, despojados de roupa e numa histeria de sentimentos “embruxados”, fizeram amor logo ali na esteira, onde deitados nela, lhi arrancou gemidos de prazer. Gritava parecia qui tinha diabo na alma...

Excelente amante, a Josefa! Que conseguiu travar o “tsunami” íntimo dentro do Zacarias. Não satisfeita, lhe arrastou para a cama, com colchão de palha de milho – cheio de caroços – e aí, sim! Amáram-se com fervor enfeitiçado, até dizer basta….! Abraçado a ela e totalmente feliz, pensou com os meus botões, se no meio daquele “trumuno” todo, não houve “dedinho” da “Kimbandeira”….?!
RECORDAÇÕES…que dão sempre Histórias para contar!


BANGA NINITO

2014

30/07/2014

O AMOLADOR


Hoje quando me dirigia para as Finanças do Cacém vi com uma motorizada toda moderna um antigo amolador de tesouras e facas e que também arranja chapéus de Chuva. Com curiosidade e por ser um jovem entabulei conversa e ele disse-me: amigo antes isto que andar a roubar, esta era uma das profissões do meu avô. Nostalgicamente recordo-me que nos idos anos em frente à Ginjinha da Avenida, depois de percorrer a rua de São José nos anos de 1975 parava o Amolador Sr. Venâncio para se refrescar com uma ginja com elas e ter dois dedos de conversa com o meu pai que na altura trabalhava na dita Ginjinha. Esta pequena história, passada na minha juventude para dizer que é umas das tais profissões que com os avanços tecnológicos se extinguiu. O Senhor Venâncio percorria todo o Rossio e Praça da Alegria, 

foto obtida em: http://www.amolador.htm

 
Estamos em tempo de chuva e este é também tempo de amoladores! Antigamente associava-se o som da “gaita” deles, ao sinal de chuva iminente.

O amolador o qual, antigamente, também era reparador de sombrinhas, é um comerciante ambulante, o qual transporta-se numa bicicleta ou motocicleta para oferecer seus serviços de amolar facas, tesouras e outros instrumentos de corte. Modernamente, ao longo do século XX, os amoladores urbanos tinham que se estabelecer em comércios situados já dentro do recinto dos mercados já na rua. Estes comércios têm uma dupla função, tanto lugar de trabalho para o amolado de ferramentas de corte como ponto de venda das mesmas.

O amolador tinha como funções afiar tesouras e facas, consertar guarda-chuvas, rebitar panelas e tachos e consertar alguidares de barro partidos (por aplicação de gatos – pequenos ganchos de arame).

Na primeira metade do século XX, havia uma grande comunidade de galegos em Lisboa, dedicados nomeadamente às antigas profissões de aguadeiros, amoladores, carvoeiros, taberneiros, merceeiros e alguns ligados à indústria hoteleira, que mais tarde se tornaram grandes empresários.


A bicicleta tem sido modificada de forma que em sua parte traseira leve montada o esmeril mecânico com uma pedra de amolar a qual emprega-se para amolar os objetos cortantes. Anda pelas ruas da cidade ou povoado e para anunciar sua proximidade usa uma flauta de pã de canos ou plástico como apito, chamada em espanhol de chiflo, a qual sopra fazendo soar suas tonalidades consecutivas, de grave a aguda e vice versa.


A começos do século XXI Já não se veem amoladores pelas ruas, mas agora vejo que ainda os há e assim vão ganhando uns trocados para as despesas.






 

 
 
 
 
 


 
Amolador da era moderna
 

 
ZÉ ANTUNES

1975











16/07/2014

AFINAL ANDÁVAMOS A PAGAR “ERROS” DOS BANCOS!


Junto te envio, revoltado contra este dirigente político dr. Passos Coelho, o texto abaixo redigido, para que o meu Amigo da "BANDA", publique no, "Blogue"...LUANDA TROPICAL… ("Giputo"), que dirige! É que, Hoje, já não existe divisão; existe, antes, desagregação que é a última fase de desunião e que procede à falência. Não obstante isto, as "falcatruas" (burlas) repetem-se, multiplicam-se, malbaratam-se, sinal evidente de que não se compreende a sua função, daí todos esses conflitos de agitação e desordem, nas manifestações que, ultimamente, se têm vindo a registar.

Não sei se compreendes este "paleio" da União Europeia, sim, porque tás habituado à "lenga-lenga" do Bê-Ó e do "Bairro Zangado"...Mas, enfim, vou arriscar!
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Sua Exaª o Sr. Primeiro-Ministro, disse: “…que os erros de avaliação dos bancos não devem ser pagos pelos contribuintes (…) Que as empresas que olham mais aos amigos, do que à competência, pagam um preço por isso, mas esse preço não pode ser imposto à sociedade como um todo e muito menos aos contribuintes”. Que é o mesmo que dizer, que não deve ser o dinheiro dos impostos dos portugueses (erário público), a cobrir as dívidas contraídas por esses seus gestores e família. Aliás, é até um roubo, pois em programa de nenhum partido diz que os contribuintes devem pagar os prejuízos causados por irresponsáveis corruptos. 

Acrescenta ainda o Sr. Primeiro-ministro: “que o povo não deve pagar os erros dos capitalistas”. Mas…Sr. Primeiro-ministro, afinal, é exatamente o contrário, o que temos vindo fazer. Andámos todos a pagar, há mais de dez anos, os erros desses gestores bancários! E não é só! Por exemplo, V. Exa., Sr. Primeiro-ministro (digo eu, agora), dispõe de um “arsenal de gente que surpreende não apenas pelo número como pela obscura natureza das ocupações. Vejamos, tem a seu cargo: um chefe de gabinete, dez assessores, sete adjuntos, quatro técnicos especialistas, dez secretárias pessoais, uma coordenadora, treze técnicos administrativos, nove elementos para apoio auxiliar, doze motoristas e não estão aqui incluídos, neste “batalhão”, o avultado grupo de platirríneos (“gorilas”) que o protege de eventuais percalços. Este pessoal custa, por mês, ao erário público, perto de 150.000 euros. E é V. Exa, que se prepara para aumentar, ainda mais, os impostos, “cortar outra vez nas reformas e nas pensões. Sinceramente!

Os exemplos procedentes de quem os devia dar estão “camuflados”, porque fundados numa forma de reflexão assente no cifrão e na cifra. E quando se pensa – e como não pensar? – que todo esse “esbanjamento” de dinheiros públicos, gastos nas costas dos contribuintes, nesta sociedade que despreza o futuro dos mais novos e ignora o desespero sem saída dos mais velhos, o que há mais a dizer? 

Meus Senhores: os vexames a que têm sujeitado os portugueses (alguns), são das situações mais tristes e ignóbeis registadas no nosso tempo. A Europa tem servido de respaldo, a muitas “patifarias”, que nos têm sido feitas, em subserviência à chanceler Merkel. O que a Alemanha não conseguiu, com duas guerras mundiais, está a obtê-lo agora, com a mediocridade ultrajante e a cumplicidade servil desses dirigentes políticos europeus. E... ainda têm a sorte de ganharem o “campeonato mundial de futebol”, estes plebeus! 

Aqui fica o ABRAÇO (Kandando, na línguagem dus Pretus) de grande Amizade, acompanhado dos Votos de muita saúde, para ti e para os nossos "Artilheiros" do Penico D'ourado! 

Do sempre AMIGO ao dispor
NINITO
(nome de motoqueiro Sanzaleiro)
Cruz dos Santos
 (nome de Escritor da União Europeia)

 
 2014

29/06/2014

VIDAS ( AMIGOS )



Joaquim Costa meu amigo de infância desde Luanda, conheci-o no Bar São João na Vila Clotilde em Luanda a quando do nosso regresso a Portugal, o I.A.R.N. aloja-o numa pensão ali para os lados da Rua dos Correeiros.


Estando em Lisboa lá nos íamos encontrando e quase todos os dias ao fim da tarde era ponto de encontro para beber uns finos nos Bares da Baixa Lisboeta, Bessa, Pic – Nic, Leão Douro e Pingo Bar onde copo atrás de copo íamos recordando dos nossos momentos anteriormente vividos em Angola principalmente em Luanda, e também desabafando o nosso dia a dia na Tuga.

Esplanada na Rua Augusta ( foto net )

Falava-se muito das Províncias Ultramarinas do regresso dos nossos amigos para onde iam, onde estavam, enfim queríamos saber noticias. 

Nessa altura eu e ele fomos trabalhar no que nos iam aparecendo, eu já estava no Teatro Variedades, e a convite do meu irmão Fernando o Quim Costa vai trabalhar também para o Teatro Variedades, teatro de Revista que ia estrear a “ Aldeia da Roupa Suja” Revista com um grande elenco. 

No teatro tinha uma politica óptima que era na altura dos recebimentos, recebíamos á semana o que era bom pois tínhamos sempre dinheiro para os gastos.

Teatro Variedades ( foto net )

Nos jantares principalmente ao Domingo entre a sessão da tarde “matinée“ e a sessão da noite a “Soirée” íamos todos jantar ao Riba Douro, Águia de Ouro, “Júlio das Miombas” e muitas vezes ao “Ferreira” tudo ali perto do Parque Mayer.

Muitas figuras do elenco, Ivone Silva, Nicolau Breyner, Camilo de Oliveira, Mafalda Drumond, Natália de Sousa e muitos outros e também as bailarinas, iam jantar connosco e nesses jantares existia uma amizade entre todos, inclusive a Ivone Silva foi convidada para Madrinha de uma bebé de um funcionário do Teatro.

Ivone Silva ( foto net )

Amizade que no caso de Quim Costa e da Bailarina Patrícia deu namoro.

Minha mãe gostava do Quim e um dia disse-lhe:

Joaquim meu filho não te iludas, isso é sol de pouca dura, e realmente o namoro durou pouco tempo, pois a Patrícia depressa desapareceu com a ilusão de promessas que nunca foram cumpridas ( promessas de que iria para um grande programa da nossa R T P, o que nunca aconteceu quiseram foi aproveitar-se da ingenuidade dela, com vergonha nunca mais a vimos.

Joaquim Costa recompôs-se dessa situação.

No ano de 1977 nos Santos Populares, numa das festas Populares da Praça da Figueira, entre sardinhas assadas, saladas mistas, broa de milho, caldo verde e muito vinho, sangria e cerveja e muita animação, numa troca de olhares , lá estava o Quim e a Maria Manuela a dançarem durante toda a noite, foi ai que conheceu a mulher e mãe dos seus dois filhos. 


Santos Populares ( foto net )

Nestes anos todos de vivência ainda trabalhamos juntos na “FISIPE” Fábrica de têxteis sintéticos, comprada em 1975 pelos Japoneses, altura conturbada da nossa politica onde imperava o “ PREC “ Plano Revolucionário em Curso.

Meu amigo Quim, mais tarde é integrado numa companhia Holandesa de Reparações e Manutenções de Navios Cargueiros onde se encontra actualmente a trabalhar.

Nas suas vindas a Lisboa, faz um esforço para se reunir todos os seus amigos e com saudades combinamos todos uma jantarada que passa a fazer parte dos Convívios da Confraria do Penico Dourado de que ele também é membro.

Confraria do Penico Doirado

Sempre com esta animação, também nos entristecemos quando sabemos da ausência de algum nosso amigo. Teria muitas histórias para contar dos bons e alguns maus momentos que vivemos naqueles dias a seguir ao nossa vinda de Africa, tempos onde reinava também uma certa anarquia em Portugal.


ZÉ ANTUNES

1976






25/06/2014

SAUDADES DO BANGA NINITO




PÁREM UM BOCADINHO, PARA RECORDAR OS NOSSOS "BECOS", AS NOSSAS "BERRIDAS"...!??  E...


CANTEM...CANTEM...MINHA GENTE!
DEIXEM A TRISTEZA P'RÁ LÁ...
CANTEM FORTE, CANTEM ALTO
QUE A VIDA VAI MELHORAR!!!
QUE A VIDA VAI MELHORAR!!!

 Mas...será que vai melhorar????


Que saudades tenho de ti

MARTINHO DA VILA!!

E de ti ELEUTÉRIO SANCHES, com a tua canção do subúrbio!!

 E TETA LANDO, onde é que andas? Vê lá se encontras aí na nossa "banda" o

ELIAS DIA KIMUEZO, 

ou o TITO PARIS...!!!

AIUÉ...N'GOLA RITMOS!!

BARTOLOMEU,

SOFIA ROSA,

MINGUITO com a sua concertina a fazer o seu estilo;

ONDINA TEIXEIRA no "Chá das Seis" em matinée no Restauração; 

DUO OURO NEGRO, 

PAULO FLORES com as "Coisas da Terra"; 

a saudosa CESÁRIA ÉVORA! 

EDUARDO NASCIMENTO sempre com o seu "Vento Mudou", no Festival da Canção...

BONGA, 

RUI MINGAS com os seus "Meninos à Volta da Fogueira"; 

AIUÉ QUE SAUDADES!!! DOS MEUS MANOS AMIGOS LÁ DA BANDA:

Pateira "ganda" maluco das motas

Américo Alves "bom Mano", mas era "kandengue"

Xico Gonçalves “ possas, nem sei o que dizer! Verdadeiro "Santo"

António Gomes, o homem dos "Porches", que virou engº aqui no "puto"  

Henrique Tomé: 1º Sargº do "Bê-Ó"

Hernani Sebastião, virou já professor dos "kandengues" 

Juvenal, qui foi Alferes milº e Capitão das "gambas" e do "carangueijo de Moçamedes", rei da "Cuca"

Norberto, amigo de infância, branco di 1ª e filho do dono da "Casa Branca"..."Ti-Braz"

Zé Nobre, mais conhecido por "Zé da Minerva", qui vendia livro di "tabuada" e a "gramática portuguesa", para uso dos alunos do ensino liceal. Atualmente virou Engº da Informática..."gajo porrero", paciente, amigo do seu amigo, aliás, sempre foi...estou sempre a "xateá-lo", "madié", qualquer dia "vira bicho"

Aurélio dos Santos, "kandengue" "Lelinho"; "Bugueiro" 100%, sai ao Tio-Ninito,..."malandro", p'rá caraças!

Marçal, Sargº.-Mor, "ganda" maluco por carros alemães 

Zé Antunes, mais conhecido por "Benfiquista"..."Bué di Fixe", virou diretor do Blog "Luanda Tropical"

Zé Ideias, o verdadeiro "Trumuno" e Chefe de "Kazekuta"

Resende..."ganda" Amigo du Pêto 

Braguez (irmão do outro Braguez), professor porrêro, pensador do "Mufete" e "karindolo" guizado 

Cachuchito..."ganda kamanguista" e jornalista do Conselho da Revolução du "Karibala"

António Gonçalves... Alf. milº Eh! Cuidado com ele, "bugueiro" até dizer basta! Bastante "fixe", "ganda" Mano...juro mesmo!

Eurico Breda, moçambicano, "maningue" di fixe, "ganda" Camarada de luta 

Evaristo, chefe du posto do "bairro zangado"

Lopes da Silva, nem é bom falar..."porrero" até dizer basta! Amigo do seu Amigo, "ganda" amigo de Aquilino Ribeiro

Agostinho, "ganda" atleta, esquecido da "banda" porque não é jogador de futebol...se fosse, era campeão do mundo! 

Pedro Oliveira...nem sei o que dizer! Está junto da minha "muxima"! 


Fernando das Quarras, sempre a enganar o seu amigo para beber umas nocais.

Escaqueirado sempre a fugir dos Cangas

Cacepita, filho da Mariazinha irmão do Arturinho

Abraço a todos os "Kimbundos" qui vieram di Lá, sem "kumbús", "malaikos" dum raio...!

Para todos um valente "kandando"

Do sempre

Banga Fukula 

que virou Kota no "Puto", mais concretamente na cidade de Coimbra, porque levou "berrida"...TÁS A BRINCAR ou QUÊ???

Di seu nome verdadeiro, criado e batizado no São Paulo de Luanda!

Do verdadeiro
NINITO

2014


 

 

SENHORES DIRIGENTES: APOSTEM NO TURISMO!


Vivemos num Estado esmorecido, desalentado, desprovido de alento, sem forças para agir, cansado, esfalfado, sem esperança, um Estado sem graça, sem carisma, sem motivação, sem crença. Parece não bastar às pessoas serem, terem ou fazerem. Além disso, é absolutamente necessário que os outros saibam que eles são, têm e fazem – sob pena de, aparentemente, nada valer a pena. 

É que os políticos gostam de prometer programas impossíveis e absurdos como os da “revitalização do interior” ou da “fixação das populações nas suas regiões de origem”. Pensam que assim conseguem a adesão do eleitor. Deveriam tão-só apostar no Turismo, investindo nessas Aldeias e Vilas destruídas, despovoadas, nesse mundo rural feio, decrépito, sujo e desordenado. 

É que esse mesmo mundo, dá-nos a todos, belíssimas recompensas: Natureza, árvores magníficas, floresta linda, caça, pesca, passeio, repouso e reparação. Devem apostar forte no Turismo, mas com utilidade económica, desde que cuidada. Conhecem-se áreas despovoadas, habitações abandonadas, destruídas com o tempo, que poderiam ser recuperadas e ampliadas. 

Campos ricos para o desenvolvimento da agricultura, com proveito económico para toda a gente, deixados ao abandono, desertos. O descuido e o não aproveitamento são fruto dos homens, sejam eles proprietários, agricultores, autarcas ou governantes. É difícil, mas não é impossível imaginar Portugal com o interior rural ou natural belo e cuidado. Olhemos em volta, de norte a sul. Que sobra de interessante, aproveitado, arranjado e belo em mais de três quartos de território? Uma fração do Gerês.

O Alto Douro. O Douro vale pelo seu vinho. Mas também por si próprio. Pequenas áreas de Trás-os-Montes. Um pouco da serra da Estrela. O montado alentejano, os socalcos durienses e outros. Parte do Alentejo. Quase todos os Açores, com certeza. Enfim, estas e outras, são áreas onde o campo ou é aproveitado e produtivo, mas ainda equilibrado, com locais pacíficos e repousantes, onde os urbanos podem encontrar sossego, afeto, convívio e reparação. Uma função essencial, para o nosso bem-estar e felicidade, oferecida pelos nossos campos e interior (Vilas e Aldeias), desse belíssimo e atraente país!

Cruz dos Santos

2014
 

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO CINISMO…!


Vivemos no tempo da imagem, da fama e da reputação. Vivemos debruçados sobre o nosso umbigo e de costas viradas para todos aqueles que sofrem – penosamente - com essa austeridade inconstitucional! A opinião e a figura de “mandachuva” são hoje omnipotentes, mas andam controladas por inconstância, irregularidades, suspeitas e apego excessivo a formalidades e a etiquetas. 

Não admira portanto, que os resultados de todas essas injustiças, estão à vista de todos. É que na relação entre a aparência e a realidade, existe um estranho e perverso desequilíbrio. Quando a imagem é má, principalmente quando ela aparece suja, envolta em ganância pelo poder, coberta pela prepotência e embelezada pela petulância do “posso, mando e quero”, ninguém tem dúvidas quanto à hipocrisia, que a mesma encerra. Se o aspeto é bom, e tem “dom” de palavra, sabe comunicar, exprimir, orar e ornamentar, acima de tudo, a mentira com promessas delirantes e fogosas, embora levante suspeitas, o Povo, impávido e sereno, deixa-se levar no chamado “conto do vigário”, condenando-os mais tarde, em praça pública, arrependidos por terem acreditado nesses “magnatas” de colarinho branco.

E se juntarmos a isto, uma comunicação social hiperativa, com uma influência sem par na História, os resultados são terríveis. Organiza-se a indústria do juízo precipitado, promove-se a “institucionalização do cinismo”, completa-se o paroxismo da murmuração e da “mexeriquice”. Como vivemos num tempo, que confundiu democracia com populismo e, como este elemento continua a “reinar” incontestadamente, entre nós – graças a Deus – o Povo, desta Nação, que já foi valente, Vota nos mesmos, alegando, simultaneamente, que “podem regressar, porque estão perdoados”! 

Portanto, não admira que, apesar do justo orgulho nos direitos humanos e no sistema judicial, se cometam, infelizmente, enormes e repetidas injustiças, toda a gente sabe que “anda meio mundo a enganar outro meio”, pelo que existe uma predisposição para pensar sempre o pior. 

Mais palavras para quê? Para bom entendedor…!

Cruz dos Santos
2014