TuneList - Make your site Live

02/11/2016

NOSTALGIA


Muitas vezes acontecem coisas para as quais não temos explicações. De vez em quando temos nostalgia dos tempos já vividos, é um turbilhão de memórias inesquecíveis. Na realidade, quando era miúdo, queria.... ser rico. Penso, que esse até aos dias de hoje não foi o meu destino. Conheci muitos lugares, muitas pessoas, e vivi muitas aventuras e desventuras. 

Nem sequer vos consigo transmitir o que significa para mim estas lembranças da minha adolescência e Juventude.

Não há sensação melhor do que relembrar as coisas do passado, ver fotografias antigas, lembrar aqueles momentos inesquecíveis que jamais irão voltar. Aquele leve sentimento despertado pela lembrança de uma época boa, daqueles brinquedos de infância feitos por nós próprios. Tudo isso faz parte de uma nostalgia, que faz sabermos, que somos felizes !

A nostalgia não se resume a saudade das pessoas, mas também dos bons momentos que foram passados ao lado daqueles que eu sinto falta. Quando estamos em estado nostálgico, desejámos que aquelas pessoas (e aqueles momentos especiais) nunca tivessem desaparecido! 

Mas de vez em quando vem uma nostalgia dos dias da minha infância... de quando jogava á bola no Largo do Preventório Infantil de Luanda , lançava o papagaio, brincava de Índios e Cow-Boys e até tinha uma casa de madeira no Cajueiro em frente á casa de meus pais, e até me lembro quando tentava fintar o meu pai e minha mãe com as horas de chegar a casa.

Tenho saudades, do tempo em que havia ....tempo.

E até tenho saudades dos amigos com quem brincava:
Manelito, Chico, Litó, Cacito, Quim, Jorge, João, Manel João, Bia, Capoon, Albuquerque, Tó Barata, Beto, Galiano, Juca, Luís Van-Dúnem, Dário, Carlos Sousa, Luis Alfaiate, Peralta, Luis Gordo, Quim Mota, Festas, Adão, Pompeu, Salvador, infância feliz depois recordações dos mais velhos, Chico Leite, Moedas, Teixeirinha, Guimas, Caroças, Fernando Simões, Touringa, Castelo, Jaimito, Toalhinha, Bronson, Tony Novo, Augusto ( Russo ) que ficávamos ali no Muro do Matias até altas horas a contar e ouvir anedotas, e mais tarde das farras nos clubes, e ainda os mais cotas Nascimento, Delmar, Nogueira, Lobo , João Ferreira, Alberto ( Gugu), Américo Nunes, Manuel Alves da JOC, os manos Borges, Filipe Santarém, Cid Adão, Adelino ( Ninito ) Zé das Senas……..

E muitos mais, aos quais rendo a minha singela homenagem, pois fizeram parte de um tempo, em que havia tempo.

Muitos já partiram, outros andam por aí, talvez com a nostalgia do passado como eu. Tudo era novidade naquela fase da vida, e eu não sabia muito bem como lidar com os meus sentimentos. Assim, todas as emoções, alegrias e dores ficam desproporcionais e mais intensas, hoje vou sentindo essa nostalgia que me faz bem. 

 Alguns irão ler este pequeno texto que escrevi, pois fazem parte deste "Novo Mundo"!

Não falei ainda das miúdas do bairro. Ficaram para o fim pois já adolescente pulava de clube em clube para as conhecer e botar em qualquer funguta e numa boa dança, alguma conversa interessante, isso também é nostálgico. 

Lembro-me bem das garinas do Bairro: Dina, Virinha, minha irmã Amélia, Mila, Bety, Linô, Celina, Chú. Judite, Graciete, Leta Pita Grós, Nixa, Florinda, Mimi, Preciosa, Alice, Guiomar, Fernanda, Paula, Lena, Belinha, Fatinha, Ivone, Goretty, Felismina, Fernanda, Maria João, Tiza, Bela Mota, Alda, Ana Bela, Ana Maria, Cândida, Beatriz, Berta, Célia, Rosário, Crisanta, Zinha, Zita, Ester, Elisabete, Inês, Madalena, Helena, Ilda, Letinha, Zeza, São, Lili, Sónia e muitas mais que com o tempo a memória foi esquecendo mas de vez em quando abre-se a gavetinha das memórias e lá vem á lembrança outras garinas e os bons tempos da minha juventude.

ZÉ ANTUNES
2016

27/10/2016

JOÃO KAJIPIPA




A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA

 
O Chevrolet


 -Somos nós, Kanjika, meu irmão. Já não lhi conhecias a minha voz? Estás distraído, ou estás a pensar ainda na tua negra fula, qui lhi avistaste no “Bê-Ó”? Estamos aqui na tua moradia de “pau-a-pique”, eu e o madié Zé Catiqueze, para ti mostrar o carro qui comprámos no Stand do “Santos-Ki-Peixe”!

Kanjika, bem compreendeu e conheceu logo, logo, a voz do seu amigo, apesar da linguagem de Oliveira que parecia fala de branco próprio do puto.

-Qui marca é?

-Chevrolet, rabo de peixe!

-Já não se usa essas “karipangas”. É grande p’rá xuxu e gasta “bué” de gasolina.

-E não é mentira, mesmo. Estás mesmo farar verdáde! O mais qui vale, é qui estes novos qui estão a sair agora, não valem nada. Chapa déle, parece chapa de cartolina; não trazem chássi e us guárda-lama parece di papel. Pára-choqui não vali nada...já os mais velhos se queixavam dessas merdas!

-Lhe trouxeste?

-Não! Ti vim só buscar para mi ajudar a impurrar, tu e o Zé Catiqueze, até nas bombas di gasolina, qui fica ali perto da padaria “Pameli”!

-PORRA! Vai-te lixar! Jurgas qui sou teu lacaio...vai pidir às tua “baronas” meu chulo du caraças!
Banga Ninito
2016

 
 
 
A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA

É DEMAIS!!
A lavra de mandioca, de milho, de feijão e mais das outras comidas começaram a desaparecer. Não sei, quem é qui está a “gamar” us meus latifundios. Um gajo com família p’ra conseguir comer qualquer coisa, só tinha de contar com us troco di saldo das murtas qui vinham por tudo e por nada, qui estes “kimbundeiros” dus “chimbas” estão a lixar um gajo, quanto mais agora, qui fica sem o seu sustento. É DEMAIS!! Ora, porqui dançou sem licença; ora, porqui faltou na concentração das vacinas; ora, porqui fartou nas consurta dus médico, enfim...É DEMAIS!! Um gajo trabalha, trabalha, nem sei p'rá quê?! Anda sempre Téso. Pior qui nus tempo dus "Colonos"....Chiça!!

João Kafito-Fito, teimoso da razão dele, por duas vezes recebeu a palmatória da ordem, mas, também, não semeou algodão, naqueles tempos, nem nas terras que os “Kabunda” (saqueador; colono desonesto)...Tás a brincar ou quê? Julgas qui ele éra médroso. Ou tás a julgar qui era engraxador du chefi di posto, o “poeira”? João Kafi-Fito...nunca teve medo de ninguém. Foi boxeur, nos tempos du Lobo da Costa...tás a julgar o quê?

Bajuladores di merda...cambada de cobardes, qui só sabem lamber as botas dus “kapangas” da “kamanga”...Filhos da Caixa!!

Kuabo Kaxi! Não fales di mais, vão-te “kangar”!!!

 
Banga Ninito
2016

 
 
 
 
 A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA

 
Madié

Madié Dibundo, como é? Continuas a présseguir a Joana Kilengue, aquela vizinha qui tinha cabeça parece “peixe pungo” e a testa dela, era comprida e lisa como prato que gato lambeu? Já lhi “engataste”? Manda “ku-duro”! A gaja, quando passava, cheia de estilo, a puxar a sua “banga”, corpo dela remexia, remexia, parece “reco-reco” do João Cambaio, aquele mucequeiro qui dava “bassúla à pescador”, no bairro zangado. Ti Lembras Madié Dibundo?

“Tambula óh conta”, o sabujo Martinho de Sousa, anda a “bombear” a tua garina...cuidado Zé, se fica zé, colado zé...na Cola Zé!

Nossa Senhora da Muxima qui ti ajude!



 
Banga Ninito
 2016

 


 A VOZ DE JOÃO KAJIPIPA

 
Banga Fukula


 Aquele homem, qui lha avistaste, no bairro da lixeira, só um bocado “kileba” (alto), cara dele é comprida e o “muezu” (barba) parece “kisutu” (bode), tem a mania qui é chefe “di Kazecuta”. Lhe conheces Pinto da Silva? O madié, é filho do Tonico, “rei da cabeçada”, “denguelista”, qui dá suas “puxadas” no seu “charro” (embrulhado em papel de mortalha com verdadeira e pura liamba), que quando dá as suas “bafarudas”, arrebenta uma purrada de estalidos, qui até fazem tremer o nariz de um gajo. Lhe conheces Pinto da Silva? 

Porra pá, o cunhado dele, é aquele fulano qui empurra os barcos na Alfândega, quando não pegam. Qui passa no passeio do “Santo-Rosa”, parece algemado nas calças de caqui e uma camisa por baixo dum colete a que a água lhe tirou a cor. Puxa o passo, cheio de “banga fukula”, armado em Zorro, qui puxa o passo, parece pisou com “sapato joão domingo” qui mostravam o “kanjondo” (unha aleijada da matacanha) do “kikoto” (dedo mindinho do pé, cheio de chulé). Lhe conheces Pinto da Silva?

-Não? Antão vai à “bardamerda”!



Banga Ninito
 2016




22/10/2016

ANA PATRICIA


Olá boas tardes

Vim ao largo e estou á espera do maximbas 22 para ir até ao amazonas beber uns finos.

Pois é Passarinho já fiz isso mas posso tentar de novo aqui vai então os dados da Ana Patricia
Ana Maria de Sousa Patrícia ( Patty ) deve ter 53 anos vivia no Bairro Popular nº2  na rua de Serpa ( rua do cinema São João e da igreja ) nº 24 e 26 era minha vizinha assim com da Mila da Celina da Virinha do Dativo do Bronson do Manuel João ela era muita amiga doe dois irmãos  que moravam no Sarmento Rodrigues,   o irmão dela era o Alberto ( Beto ) ao que sei já falecido o pai era alfandegário no Porto de Luanda  também já falecido. A Patty das  últimas noticias dela são do ano de 1986,  pois ela era professora do ensino básico numa escola primária, ) já pedi a minha amiga Teresa Andrade para ver nos agrupamentos escolares, onde ela se encontra.
quem souber do paradeiro desta Garina favor contactar aqui o mazungue.
Beijoca especial para as garinas que se debatem em luta contra o lobo mau, principalmente a nossa amiga Nixa as melhoras a todas restantes garinas beijocas

avilos Kandandus

deste amigo

ZÉ ANTUNES

Depois de uma dica do Minguitos sobre um edital de uma expropriação de um terreno em que aparece o nome da Patty  e a morada actual, escrevi esta missiva e mandei o estafeta da Refer entregar, mas pelos visto errou no endereço, e não tive resposta.

Essa missiva rezava assim:

Lisboa, 14 de Novembro, de 2010

Ana Maria de Sousa Patrícia, venho por meio desta e depois de longas pesquisas e de ter a equipa do Bairro Popular nº2  a procurar pelo teu paradeiro, pensamos que finalmente te  poderemos contactar.

Eu sou o Zé Antunes, amigo da Mila que casou com o Minguitos da Celina que casou com o Zé Tó, da Virinha e Dininha irmão da Melita amigo da Chú que casou com o Nonocas, amigo do Paquito, Lili, Henrique.

Há vários anos que nos temos reunido e só faltas tu. Por noticias de uns e de outros soubemos que  morreu teu pai, tua mãe e o teu irmão Beto, eu sabia que davas aulas numa  Escola primária onde andou o meu filho até á 4ª classe com o professor Marques da Silva, mas depois não soube mais de ti,  disseram-me que foste para um agrupamento Escolar.

Querida amiga se realmente és a Patty e se  receberes esta missiva, que vou mandar para esta direcção contacta-me

José Antunes Gonçalves

Telefone .........

Telemóvel  .........

Ou

Estação de Santa Apolonia – sala ….

Largo dos Caminhos de Ferro

1100-105 Lisboa

Um grande Beijo de Saudades e um grande Kandandu ( abraço) da Nossa Luanda e do Bairro Popular nº2,

Certo é que  a Patty foi a Santa Apolónia a minha procura e ai disseram que eu não estava, e eu nunca soube da  ida dela a Santa Apolónia, depois uns meses mais a frente recebo um telefonema a dizer que aquela carta não era para aquele endereço e que  a senhora que me telefonou é empresária em Nova Yorke e que só vem a Lisboa de quando em vez, acabou-se ai a minha esperança de encontrar a Patty.

Minha irmã vem a Lisboa por altura do nosso almoço anual e dias depois fomos até ao Norte e fomos visitar o Minguitos e a Mila assim como restante familia, falamos de tudo e mais alguma coisa, recordações memórias e falamos novamente da Patty como era bom o grupo  estar quase todo reunido, faltando só dos amigos mais chegados o Reis e a Patty.

Despedidas e venho para Lisboa, dois ou três dias depois recebo um mail do Minguitos a dizer onde efectivamente a Patty dá aulas.

Não demorou muito,  naquela tarde fui lá, mas goraram-se as espectativas de a ver pois o horário dela , não dava para estar aquela hora na escola, pedi então se no dia seguinte haveria possibilidade de a encontrar.

A senhora de Serviço á portaria disse-me que sim e eu no outro dia lá estava a espera de ver a nossa Patty.

Grande emoção de nos encontrarmos  precisamente 38 anos depois. E ai troca de mails e telefones, e dia  07/07 /2012 iremos fazer um grande almoço de confraternização com quase toda a malta que morava ou frequentava a Rua de Serpa.

2012

ZÉ ANTUNES

17/10/2016

RESTAURANTES E AFINS….

 
Como na maioria dos posts que escrevi, as minhas recordações de infância passadas no bairro Câncio Martins ( Bairro Popular nº2 ), mais especificamente na Rua de Serpa e Largo do BAIRRO.

Fui para Angola com oito meses de idade e regressei com 20 anos. Lembro-me perfeitamente, que quando ia para a Escola primária nº 176, havia ali próximo daquele estabelecimento de ensino, um bar chamado: "Bar Cravo", que servia uns apetitosos e saborosos "franguinhos de churrasco", que eram uma verdadeira delícia. Perto dali, no Largo do chamado "Bairro Popular nº 2", ficava o bar: "São João", do Matias e do Jorge. Um pouquinho mais à frente, encontrava-se uma conhecida pastelaria a Détinha (perto da casa do Cid), onde eu e os meus companheiros de infância, "curtíamos" as nossas amizades, envoltas num sentimento de afeição, que perduram até hoje. Mais adiante, mais concretamente no bairro "Sarmento Rodrigues", existia uma popular cervejaria chamada de "Tirol", onde colocávamos a nossa “escrita em dia”. E quem se dirigia para o "bairro do Golfe", avistávamos logo ali o "Bar Pisca-Pisca", que era outro ponto de encontro das nossas trocas de amizade, bem como desta ou daquela notícia mais merecedora de atenção. Não me recordo lá muito bem, mas suponho que naquela época (metade do final da década de 60), o referido "Bar Cravo" só abria as suas portas no período da tarde, mas sei que, nos fins-de-semana, essas mantinham-se abertas durante todo o dia, devido ter anexado uma pequena mercearia. No entanto, a fragrância dos referidos "churrasquinhos", ainda se encontra presente no meu olfato (sentido responsável pela distinção dos cheiros e odores), que me têm provocado imensas saudades...!! Recordo-me ainda (se a memória não me atraiçoa), que nos Sábados à tarde, bebíamos uns finos ou "canhangulos" (cerveja servida em copos altos), a acompanhar uns pratinhos de "dobrada", que era um verdadeiro regalo, um louco
pitéu a "servir de boca", como se dizia em gíria mucequeira.  Aos domingos, como era tradição, o dia da semana, indicado pelos nossos pais e avós, para se almoçar fora do "cubico", geralmente íamos comer aos célebres restaurantes: do "Vilelas" enfardar umas valentes e saborosas postas de bacalhau; à "Floresta", junto à estátua da "Maria da Fonte", deglutir um deleitoso "Cozido à Portuguesa"; ao "Cacuaco", ingerir umas tentadoras e apetecíveis "gambas" grelhadas (mariscada); "Bar América", situado no popular Bairro de São Paulo "mamarmos" uns pratos de "mão de vaca" com grão e muitos outros restaurantes existentes em Luanda, mas que a memória envolta neste sentimento nostálgico provocado pela distância de (algo ou alguém), ou pela ausência de nossos Entes Familiares e Amigos, nos tem vindo a bloquear a identificação dos mesmos.

Decorridos todos esses anos e já a trabalhar, vêm-me à lembrança outros cafés e pastelarias na baixa, nomeadamente no centro de Luanda, que eu frequentava e dos quais me recordo, nomeadamente do célebre "Polo Norte", "Tongo", "Apolo XI", "Mutamba", "Baia", "Xenú", "Paris"," Pastelaria Ateneia", "Versailhes", tendo também neste leque de rememorações, as cervejarias "Amazonas", "Restinga", a "Munique", "Mónaco", "Portugalia", a "Biker" e muitas outras. Ainda na rua “Sá da Bandeira”, havia o “Bar Tutti-Frutas”; e nas traseiras do distinto “Liceu Salvador Correia”, o “Bar Acadêmico”, onde permanecíamos vigilantes a aguardar a chegada das “garinas” (jovens estudantes), que saiam da escola e lhe pedíamos namoro. Entretanto, neste intervalo, e como o calor apertava, ingeríamos as distintas cervejas “Cuca” ou “Nocal”, acompanhadas sempre de um bom petisco, que o paciente “velhote Hermínio” nos preparava e que era de “estalos”! Na velha “Mutamba”, local destinado à paragem dos “maximbombos” (auto-carros), existiam outros Snack’s-Bares, dos quais se destacava a “Tendinha”, devido ao seu conhecido e notório “prego no pão”; mais um pouco afastado, lá estava o afamado “Baleizão”, onde serviam as conhecidas e invulgares “sandes de presunto”, como o extraordinário e apetitoso gelado. Uns metros mais acima, percorrendo em direcção ao “Largo Serpa Pinto”, ficava a “Suissa” (bar famoso), onde forneciam umas apetecíveis “moelinhas”; atravessando outras ruas e bifurcações, seguindo a “Serpa Pinto” na Maianga, ficava, ali mesmo, a “Mexicana”, onde o pessoal das “torraites” se reunia à noite, afim de programarem as respectivas saídas de entretenimento. Outros estabelecimentos comerciais se faziam ouvir, como por exemplo, o “Mariazinha”; o “boteco” do “Velho Campino”, famoso com as suas sandes de peixe frito em óleo de palma; o “Bar Cravo” e a sua deliciosa “dobradinha”; a pastelaria “Vouzelense”, com as suas instalações no “Bairro de São Paulo” e “Bairro Operário” (Bê-Ó), respectivamente. Quero aqui informar-vos que a gastronomia Angolana, era quase toda ela confeccionada com “gindungo” (piri-piri), gengibre e outras ingredientes tropicais.

O glamour de ir a um restaurante, vestido com roupa social, deixou de existir, de qualquer modo, não poderia acabar este “post” sem vos falar – abertamente e com algum prestígio - do célebre “Restaurante da Quinta Rosa Linda”, situado no “Futungo de Belas”, que era ali o lugar onde se realizavam quase todos os sábados casamentos e batizados. Deste modo e em virtude de sabermos que se tratava de um lugar – luxuoso - “chique”, lembro-me, que numa bela tarde de Sábado, bastante quente e ensolarado, uma prima do meu amigo João e seu namorado, tinham chegado de Carmona (por se encontrarem de férias), fui convidado a acompanhá-los a um casamento, que ali se realizava. Chegados lá, qual não foi o nosso espanto, quando nos barraram a entrada, em virtude de nos apresentarmos com umas indumentárias, que não eram indicadas, porque ali, todos se encontravam ornamentados em suas belas e vistosas fatiotas.

De momento, não me recordo de todos os restaurantes, porque a minha memória – provavelmente - não seria capaz de evocar, relembrar, mas, sei que nos anos setenta, em Luanda existiam:


CABARÉS


Tamar, Casa Portuguesa, Embaixador, Bambi, Choupal, Copacabana, Estoril, Marialvas, Rex, Gruta, Maxime, Flamingo.


BOITES


Grill-Room do Grande Hotel Universal, N'Goma, Tunel, Adão, Aquário

BARES


Calhambeque, Cortiço, Caixote, Coqueiro, Joquei, Gandola, El Chicote, Zorba, Lord, Nina, Acrópole, Quatro, Xeique, XVII Clube, Escape livre.

CINEMAS E TEATROS


Nacional Cine-Teatro, Restauração, Tropical, Colonial, Miramar, Aviz, N'Gola, Tivoli, Império, Kipaka, África, São João, Lis, Teatro Avenida.

RESTAURANTES e CERVEJARIAS

A Kaverna e El Pátio (Grande Hotel Universo), Cubata, Mar e Sol,
Portugália, Kitanda, Tongo, Restinga, Farol Velho, Versaillses, Amazonas, Charcuterie Française, Clube Naval, Z'ero, Kimbo, Tia Conceição, Munique, Palladium, Monte Carlo, Académica, Ganso, Chave de Ouro, Expresso, Caçarola, Tairoca, Polo Norte, Apolo XI, Madrid, S. Jorge, Tamariz, Barracuda.


RESTAURANTES TIPICOS


Embaixador, Belo Horizonte, Esplanada St. António, Retiro da Conduta, Estalagem do Leão, Escondidinho, Retiro Transmontano, Retiro da Mulemba, Esplanada Verde, Casa do Alentejo.


ZÉ ANTUNES

2016
 

06/08/2016

JOÃO KAJIPIPA

 

 (Retalhos da nossa Terra – Angola – do antigamente)

Malembe-malembe, malta do “Penico D’ourado”. Quem tem pressa parte us cabeça; cabeça partida vira “cabeça-di-pungo” e a gente é pessoa, não é peixe.

-Maji p’rá quê esta pressa toda, Mano “Kafito-Fito”?

Ai...não sabes? Se ti atrasas, Sô-Santo ti manda “quissende”, porque jurga qui tavas a “mangonhar”! Abre o olho, “kandengue di merda”! Quem não vem, não recebe, ‘tá dito! Tu sabes como é o patrão. E quem trabalha, não merece castigo.

E traduzia: “Que já conhecia o “Kota Santo”, homem de coração bondoso, maji quem lhi gozava, éh!... “Madié virava-bicho”!

Cála-te a boca...Zé Kitumba! Você, hoje, estás saliente. Miúdo qui pede muito, recebe é as “dibingas”. Delculpe só o “Bugue Madié”, ele apanhou muito sol nus cabeça.

Não quero saber disso. Quem vem? 

Sem esperar mais respostas, coragem de dentro da carrinha “Hudson” (caixa aberta, de 6 cilindros a gazolina), acelerou três vezes, puxou o seu estilo à camionista de “Kinfangondo”, buzinou, refilou cheio de arranque à “mucequeiro”:

Toca a subir, seus “Monangambas” di merda. Temos qui estar no Ambriz, ainda hoje, até às três horas da tarde, para carregar uma “porrada” de mangas.

Eh pá! Este gajo manda arranque de “Sambila”. Porra, parece mesmo qui está “diambado”...”Filho da caixa”!

“Kassunguila”! “Kassunguila”...Estás ouvir ou não? Fui nus Lisboa, almoçar com us patrício da nossa banda: 

 Maji...com quem?

Com o Meira da Cagalhoça, Nilton-Kituba, Samyr do bairro zangado e Zé-Benfikista “bugueiro” São Paulista, que depoisa se mudou para o Bairro Popular nº 2. Nem carculas o sacrifício que tive, por causa do “catolo-tolo” nus joelho. Sukuama!! Andei p’rá caraças...só à toa...!
 
Não mo lho digas?! E almoçaram aonde?

No “Zé dus Cornos”!

É pá não lhe diz isso. Tás ofender o “Madié Deguebo”? Pessoa qui faz isso no outro, não tem coração. Estes “pulas” não tem mais vergonha, nem respeito nus mais-velhos!...Maji, ele é casado ou “migado”?

“Kassunguila”! Toma atenção: Você é “matumbo”! Ele não tem us “corno”. Us “cornos” é o nome qui o pai falou quando pôs os cornos do boi nus paredes e escreveu “estes são os meus” , quando lhe criou...Aiuê! O ió muloji muene...

Mandas cada paleio, qui um gajo até fica sô “boamado”! Maji, afinar, ele é corno, ou não é corno...Si não é, É QUÊ ENTÃO???


 
AMBA KIEBE"

Cá estamos reunidos no Zé dos Cornos ( tasca famosa em Lisboa ) que faz recordar o Restaurante " A Floresta " que ficava ali no Kinaxixe na Maria da Fonte. A pretexto dos almoços da confraria do Penico Dourado lá fomos a uma degustação. Porra ficamos ali só a morfar o nosso Bacalhau recordando o velho "Cacusso com feijão e óleo de Palma.

Todos nós já carregados de Catolo - Tolo, lá nos fomos arrastando por aqueles atalhos sem a poesia dos nossos becos do santo rosa.

Tudo kota tudo arrasado, todos recheados de saudades dos tempos que já lá vão. acabado o repasto cada um seguiu a sua vida


                          Samyr-Meira- Ninito-Zé Antunes e Nilton
2016

BANGA NINITO

 



        
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 







 

 
 

22/11/2015

" BIA "


Amigo Carlos este ano de 2015 depois de saber da tua doença, estivemos juntos por diversas vezes, tinha o prazer da tua companhia quando vinhas aos tratamentos e almoçavamos juntos com vários amigos, e eu dizia-te que tinha esperança de ficares bem e quanto foste ao São João do Porto com avilos nossos amigos estavas com uma energia e um espirito positivo, na minha opinião estavas já sem ninguém saber a despedires-te de todos os teus amigos.

Depois estive contigo no último encontro dos miúdos da Rua da Gabela. Prometi-te na altura e tinha esperança de ainda o poder fazer de passar contigo muitos fins-de-semana, sabia que padecias dessa terrível doença ( o chamado Lobo Mau ) contra a qual estavas a lutar, mas tinhas um estado de espírito positivo, estavas feliz comendo, bebendo e dançando e por isso, nunca pensei que pudesses terminar tão cedo. Tenho muita, muita pena mesmo, de não poder voltar a estar contigo e partilhar as memórias de um passado comum em que éramos felizes sem saber. Se de facto outra vida existe noutra dimensão, espero que possas ser tão ou mais feliz ainda do que foste nesta. Mais uma vez vi que estavas a despedir-te de nós e mais comovente foi a visita do teu amigo do coração o Capon ( LOCAS ) que veio de Luanda para estar contigo .

Depois de várias visitas ao Hospital de Loures, no dia 16 de Novembro de 2015, eu e os teus amigos e familiares, fomos ter contigo sem saber que era uma despedida fui um de muitos que estiveram presentes dando homenagem a uma grande Pessoa que tu foste. Com tristeza no coracão lá subiste ao céu, lá nos encontraremos um dia. Descansa em paz meu avilo Deus te guarde agora e sempre.

Faleceu um grande Amigo, alguém de quem gostava muito. De trato fácil, bom amigo, homem culto e que sempre que estava com ele me dispensou palavras de amizade e encorajamento, não existem palavras que exprimam a intensidade da tristeza destes momentos que separam dois mundos...mas ficam com certeza muitas palavras para te recordar com carinho da tua passagem neste mundo...foram bons os momentos em que estivemos juntos...estejas onde estiveres, sei que estás bem, principalmente em paz e sem sofrimento...até um dia Carlos...para sempre nos corações de todos nós.

O Funeral foi dia 18 de Novembro, pelas 15 horas na Igreja do Colégio em Portimão, na Praça da República, de onde partiu para o cemitério de Portimão. O Corpo ficou em câmara ardente a partir das 10:30 dessa manhã.

No dia do funeral  soubemos  que o nosso já saudoso amigo Carlos Santos *BIA* era conhecido entre os seus pares e em Portimão de "embaixador" (foi dito por um dos familiares)...e não seria por acaso, é que nessa noite, num bar que era frequentado por ele, iria haver uma homenagem, com música e petiscos angolanos de forma a lembrarem-se e "tê-lo presente" como o maior anfitrião daquele espaço e de uma vida bem vivida...sem amarguras ou tristezas!
Daí, e a pedido dos filhos, e a referência do pároco na celebração ("festiva" e de menor drama) da homilia na despedida com o corpo presente.
Em tua representação consular e destes teus amigos saudámos a tua vida que, eternamente também será celebrada sempre que nos encontrarmos em qualquer espaço...é preciso que estejas presente....!! Porque para todos nós, não partiste ,...não apanhámos foi o mesmo machimbas para o "Largo do Bairro" que nos espera! 

Meu Querido Amigo, sei que foste para algum lado, e é aí que nos vamos reencontrar, um dia... para ouvirmos um som de Angola e bebermos uma bebida ! Até logo Carlinhos! O teu conceito de amizade durante estes anos todos,  foi linda para com todos os teus amigos.

Mas a verdade dói e a tua partida é uma verdade, mas também é verdade que por aqui só andamos de passagem, por isso meu amigo logo todos nós havemos de nos reencontrar.
Até lá vais sempre permanecer nos nossos coraçoes
Que Deus te guarde em grande glória.


"ideia original de Delmar Videira, Nelo Caroça, Luis Gil e Zé Antunes"

Zé Antunes
2015
 

01/11/2015

GENTE ANÓNIMA " ILUSTRE"

Eu quando cheguei a Lisboa em 1975, e por aqui fiquei a morar na Av. da Liberdade, com o passar dos tempos, passei a perceber certas particularidades por vezes tão desconcertantes nesta cidade, fui descobrindo uma multidão anônima que parecia transitar invisível aos olhos das pessoas. Dentre esses anônimos alguns se destacaram ao ponto de fazer parte do dia-a-dia dos transeuntes e da história da cidade.

O FALSO CEGO – O Homem que nos anos 80, teria os seus 50 anos de idade ficava na Estação do Metro do Rossio com uns óculos de lentes muita grossas e uma bengala, fingindo-se cego ia pedindo esmola, como a mentira tem perna curta, mais tarde foi descoberta a sua malandrice. Deixei de o ver .
 

A VIÚVA – Mulher já com bastante idade, Enrolada em panos pretos Esmolava na esquina da Rua 1º de Dezembro com o Largo da Estação, ali ao pé da entrada do Restaurante Beira Gare implorava pela caridade chorando a sua dor de viúva. Descobriu-se que era o próprio filho que a punha ali desde manhã até ao anoitecer, a pedir esmola. A policia descobriu a farsa, e ela nunca mais foi vista.


                       Foto da net
 

A JOANA MALUCA DE LISBOA - Andava nos caixotes do Lixo a apanhar papel . Diambulava pelo Rossio e pela Praça da Figueira . Era uma mulher , alta e esguia que insistia em usar pó-de-arroz e um incrível batom vermelho a delinear-lhe a boca sem dentes. Uma rosa de plástico enfeitava-lhe os cabelos. Não deveria tomar banho á muitos meses. Sempre que arranjava uns centimos , era no álcool que se metia e depois de ficar já com o chamado grão na asa , gritava, xingava, ameaçava as pessoas. Só sossegava quando chegava a viatura da Policia. Um dia desapareceu.deixamos de a ver

 

                                 Foto da net 


TÓGUTO – Amigo da nossa geração, também veio na ponte aérea de Luanda, a profissão dele era aprendiz de mecânico, nunca conseguiu trabalho, ia vivendo da caridade de muitos de nós. Arrumava automóveis ali na Rua dos Sapateiros e sempre se ia alimentando com as esmolas que lhe davam, só que meteu-se na droga e foi a sua ruina, numa das vezes estivemos a admira-lo, sempre pedrado ele arrumava os carros dormia em pé , comia uma maçã e bebia uma Cerveja Super – Bock tudo ao mesmo tempo, e sempre que tinha 500 Escudos até de táxi ia á meia Laranja no casal Ventoso comprar a dose, Um belo dia do ano de 2006, recebemos a noticia que tinha falecido, com uma overdose.


ZÉ HUILA – Em 1976, quando isto se passou, eu tinha 21 anos de idade, e estes foram os meus primeiros contactos com quem estava agarrado á droga ( Zé Huila) que era empregado bancário em Sá da Bandeira e tinha chegado a Portugal na Ponte Aérea, deambulava pelo Rossio embrulhado num cobertor muito seboso, muito sujo, e já só se alimentava com um bolo de arroz esfarelado e metido dentro de uma garrafa de coca cola.
Estava senil , há várias versões que circulavam sobre a sua doença. Sei que a policia ás vezes o levava para a Mitra e até banho e roupas lhe davam. Mas ele fugia e aparecia de novo enrolado no cobertor, faleceu ainda jovem no ano de 1981.


FATIOTAS - Uma figura digna de um filme, bem vestido fatinho azul escuro camisa branca uma rosa na lapela, sapatinho de verniz preto. Intitulava-se “poeta incompreendido”. Circulava pela Praça Dom Pedro IV ( Rossio ), no passeio em frente ao Snack-bar PIC NIC e ao café Nicolas em cima de um pequeno caixote, costumava ai declamar seus versos. Morreu atropelado na Rua do Ouro.


EMPLASTRO - Uma das figuras actuais é o adepto do F.C. Do Porto, Fernando Alves, mais conhecido por “ emplastro”, tornou-se figura mítica por ficar junto aos jornalistas quando estão em diretos para a Televisão. De certeza que em Portugal todos o conhecem.

Depois destes anos todos a dizer que Jorge Nuno Pinto da Costa era seu pai e de fazer juras que é do F. C. do Porto, apareceu num video a dizer que é adepto do Benfica e que Filipe Vieira é seu Pai. Última vez que o vi foi no Estádio do Restelo num jogo do Belenenses. Mas o jornalista Eugénio Queirós do jornal Record descreve tudo ou quase tudo da vida do “
O emplastro "


http://www.record.xl.pt/revista-r/detalhe/o-emplastro-978366.html

 
 

                                  Foto da net 


DONA ROSA A FADISTA - Há poucas pessoas que não tenham já visto e ouvido a Rosa Francelina Dias Martins mais conhecida somente por Rosa, uma invisual que toca ferrinhos e canta fados e canções conhecidas portuguesas enquanto espera por uma dádiva na sua caixa de madeira com ranhura, ali junto á casa da Sorte no Rossio. Chegou a dormir na rua enquanto procurava uma casa para ela.

 

                                       Foto da net 

Dormia onde podia pagando com o dinheiro que ganhava pela venda dos bilhetes da lotaria. Foi roubada quando vendia lotaria e mais tarde concorreu a um bairro social do Monte da Caparica e foi-lhe atribuida uma casa onde habita até aos dias de hoje. Dizem que foi ao Estrangeiro gravar um C.D. No rossio deixei de a ver. Dona_Rosa
 
                               Foto da net 


O HOMEM SEM ROSTO - Chama-se José Mestre, e tem perto de 60 anos. É conhecido por ter a face completamente desfigurada não se lhe reconhecendo qualquer contorno do rosto. Há mais de vinte anos que é pedinte no largo do Rossio por não ser capaz de arranjar trabalho nestas circunstâncias. O tumor que foi aumentando desde os tempos de adolescente. Recusava-se a fazer qualquer tipo de cirurgia devido à sua opção religiosa, testemunha de Jeová, religião que é contra as transfusões de sangue.


José Mestre, o ‘Homem sem rosto’, que já foi operado nos Estados Unidos ao tumor, já está em Portugal e foi observado pelo cirurgião plástico Fernando Gomes Rosa, no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Não o tenho visto na Baixa de Lisboa. 
 

 

 

 
 
                                    Foto da net 

 

OS METRALHAS - Os metralhas que arranjavam maneira de vender e consumir, droga, eram três irmãos, quando apareciam no Rossio pediam dinheiro a quase todas as pessoas dizendo que era para se alimentarem, todos sabiam que era para a droga, o irmão mais novo matou o irmão mais velho à facada, no ano de 1983, os outros dois faleceram no ano de 1985, causa da morte “ Droga” nesse ano também faleceram por causa da maldita droga, os irmãos o “Tico” e o “Teco”, que andavam com eles, eram filhos de uma ilustre família vinda de Angola que moravam no Estoril.



HOMEM ESTÁTUA - Entre as a personagens do dia a dia de Lisboa, há um homem estátua verdadeiramente singular.
António Gomes dos Santos é dos motivos mais fotografados na baixa lisboeta pelos turistas. É o homem estátua. Uma ocupação que nasceu por causa de um problema de saúde.
Há 25 anos foi-lhe diagnosticada uma neurodermite, uma doença nervosa sem cura que impede os doentes de trabalharem, a não ser que fiquem imóveis.
 
 


                                      Homem estátua de Lisboa tem 4 recordes mundiais

Ver mais em:
http://www.lux.iol.pt/internacional/recorde-mundial/video-homem-estatua-de-lisboa-tem-4-recordes-mundiais


Eu, nas minhas andanças por Lisboa conheci muitos desconhecidos que se tornaram “ “ilustres”, e que dariam páginas de histórias.


 ZÉ ANTUNES

2015