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22/11/2015

" BIA "


Amigo Carlos este ano de 2015 depois de saber da tua doença, estivemos juntos por diversas vezes, tinha o prazer da tua companhia quando vinhas aos tratamentos e almoçavamos juntos com vários amigos, e eu dizia-te que tinha esperança de ficares bem e quanto foste ao São João do Porto com avilos nossos amigos estavas com uma energia e um espirito positivo, na minha opinião estavas já sem ninguém saber a despedires-te de todos os teus amigos.

Depois estive contigo no último encontro dos miúdos da Rua da Gabela. Prometi-te na altura e tinha esperança de ainda o poder fazer de passar contigo muitos fins-de-semana, sabia que padecias dessa terrível doença ( o chamado Lobo Mau ) contra a qual estavas a lutar, mas tinhas um estado de espírito positivo, estavas feliz comendo, bebendo e dançando e por isso, nunca pensei que pudesses terminar tão cedo. Tenho muita, muita pena mesmo, de não poder voltar a estar contigo e partilhar as memórias de um passado comum em que éramos felizes sem saber. Se de facto outra vida existe noutra dimensão, espero que possas ser tão ou mais feliz ainda do que foste nesta. Mais uma vez vi que estavas a despedir-te de nós e mais comovente foi a visita do teu amigo do coração o Capon ( LOCAS ) que veio de Luanda para estar contigo .

Depois de várias visitas ao Hospital de Loures, no dia 16 de Novembro de 2015, eu e os teus amigos e familiares, fomos ter contigo sem saber que era uma despedida fui um de muitos que estiveram presentes dando homenagem a uma grande Pessoa que tu foste. Com tristeza no coracão lá subiste ao céu, lá nos encontraremos um dia. Descansa em paz meu avilo Deus te guarde agora e sempre.

Faleceu um grande Amigo, alguém de quem gostava muito. De trato fácil, bom amigo, homem culto e que sempre que estava com ele me dispensou palavras de amizade e encorajamento, não existem palavras que exprimam a intensidade da tristeza destes momentos que separam dois mundos...mas ficam com certeza muitas palavras para te recordar com carinho da tua passagem neste mundo...foram bons os momentos em que estivemos juntos...estejas onde estiveres, sei que estás bem, principalmente em paz e sem sofrimento...até um dia Carlos...para sempre nos corações de todos nós.

O Funeral foi dia 18 de Novembro, pelas 15 horas na Igreja do Colégio em Portimão, na Praça da República, de onde partiu para o cemitério de Portimão. O Corpo ficou em câmara ardente a partir das 10:30 dessa manhã.

No dia do funeral  soubemos  que o nosso já saudoso amigo Carlos Santos *BIA* era conhecido entre os seus pares e em Portimão de "embaixador" (foi dito por um dos familiares)...e não seria por acaso, é que nessa noite, num bar que era frequentado por ele, iria haver uma homenagem, com música e petiscos angolanos de forma a lembrarem-se e "tê-lo presente" como o maior anfitrião daquele espaço e de uma vida bem vivida...sem amarguras ou tristezas!
Daí, e a pedido dos filhos, e a referência do pároco na celebração ("festiva" e de menor drama) da homilia na despedida com o corpo presente.
Em tua representação consular e destes teus amigos saudámos a tua vida que, eternamente também será celebrada sempre que nos encontrarmos em qualquer espaço...é preciso que estejas presente....!! Porque para todos nós, não partiste ,...não apanhámos foi o mesmo machimbas para o "Largo do Bairro" que nos espera! 

Meu Querido Amigo, sei que foste para algum lado, e é aí que nos vamos reencontrar, um dia... para ouvirmos um som de Angola e bebermos uma bebida ! Até logo Carlinhos! O teu conceito de amizade durante estes anos todos,  foi linda para com todos os teus amigos.

Mas a verdade dói e a tua partida é uma verdade, mas também é verdade que por aqui só andamos de passagem, por isso meu amigo logo todos nós havemos de nos reencontrar.
Até lá vais sempre permanecer nos nossos coraçoes
Que Deus te guarde em grande glória.


"ideia original de Delmar Videira, Nelo Caroça, Luis Gil e Zé Antunes"

Zé Antunes
2015
 

21/10/2014

MACAMBIRA


Da "Fábrica Imperial de Borracha", no Macambira, junto à Rua Eugénio de Castro na Vila Alice ( hoje Bairro Belito Soares ) onde trabalhei nas Férias do 1º ano de Curso de Aperfeiçoamento de Serralheiro da Escola Industrial no ano de 1970.

Frequentava a Escola Industrial de Luanda, cursando o Curso de Aperfeiçoamento de Serralheiro e durante as férias grandes o meu pai punha-me a trabalhar para assim aprender a arte e como era amigo do Sr. Alfredo que residia na Rua de Porto Alexandre, e era chefe da secção de Serralharia da Fábrica Imperial de Borrachas pediu-lhe que me coloca-se na Fábrica. O Sr. José Rodrigues Pereira deu o seu aval e assim no 1º ano do Curso estive os três meses das férias grandes na Fábrica Imperial de Borracha ( Macambira ).

José Rodrigues Pereira residia no Bairro Popular nº 2, na rua de Ourique, frequentava o Bar São João onde com o Jorge o mais velho de dois irmãos, jogavam ás damas e ao Xadrez. O Jorge conseguia ganhar-lhe nas damas mas em xadrez era ele o mais forte, o que não admira pois ele aprendeu a jogar xadrez com o seu pai, a partir dos seis anos e muitas vezes saia do Bar São João e à noite ia jogar ao Clube de Xadrez de Luanda, onde era sócio. 

José Rodrigues Pereira estava ao leme da Fábrica e ainda ficou em Luanda, após a independência, a 11 de Novembro de 1975, continuando na Fábrica com plenos poderes para a gerir. O sr. Macambira deixou-lhe uma procuração para o substituir e manteve-o 6 ou 7 meses nesse cargo, altura em que o Governo de Angola entendeu nacionalizar todas as empresas cujo donos tivessem regressado a Portugal e deixado procuração a terceiros. A partir daí, José Rodrigues Pereira foi integrado ao serviço do Ministério da Indústria, em todas as fábricas têxteis de Luanda, Macambira, Textang, Fiangol, em Viana e Satec no Dondo, bem como as fábricas Macambira de Borracha, Plásticos e Cobertores.

Da parte do Governo angolano ele teve todas as facilidades nesse trabalho e
nunca houve problemas de produção nessas fábricas. Voltou a Luanda em
1989, mas com os problemas que existiam da falta de matérias primas e acessórios, numa reunião avisou as chefias angolanas que dentro de dois
a três anos, todas as fábrica iriam parar de laborar o que assim aconteceu. Voltou para Portugal em 1991.

Em 2004, quando lá voltou, todas as fábrica tinham sido desmanteladas e ficaram sem emprego cerca de 6.000 trabalhadores.

Luanda tinha também a Curbol, que fabricava botas e os famosos Kedis e estava prestes a produzir os sapatos “Campeão Português”, o topo de gama da época.
Este grande amigo que conheci em 1970 na Fabrica Imperial de Borracha faleceu em Lisboa em Outubro do ano de 2014.

José Rodrigues Pereira descansa em paz, que eu lembrar-me-ei sempre de ti.


ZÉ ANTUNES 

2014


02/09/2013

TARIQUE


A morte de Tarique dos Santos Van-Dúnem Aparício deixou Luanda mais pobre. Com ele partiu a Luanda que tinha a capital no Baleizão, onde apoiou tertúlias de jornalistas e homens de letras ou desportistas. No adeus, familiares e amigos disseram que perderam uma parte importante das suas vidas.

Entre os que foram dizer adeus a Tarique estiveram o general Helder Vieira Dias “Kopelipa”, Aldemiro Vaz da Conceição, José Van-Dúnem, ministro da Saúde, general Roberto Leal Monteiro, “Ngongo”, Rui Mingas, José Tavares, presidente da Comissão Administrativa de Luanda, embaixador Kiambata, general Cândido Van-Dúnem, ministro da Defesa e muitas figuras da política, da cultura e do desporto.
Dor, luto e lágrimas marcaram ontem em Luanda o ambiente que envolveu as exéquias fúnebres do nacionalista e empresário Tarique dos Santos Van-Dúnem Aparício. Filho ilustre da Ilha do Cabo deixa órfãos os ilhéus e amigos que ao longo da vida com ele conviveram.

O cortejo fúnebre partiu do Quartel Principal dos Bombeiros para o Cemitério do Alto das Cruzes. O sentimento de dor era visível no rosto de familiares e todos os que tiveram o privilégio de conviver com Tarique e receber dele o seu amor, a sua amizade e a sua infinita bondade.

Seu amigo de longa data, o desportista e empresário Carlos Cardona afirmou que perdeu um grande amigo “um senhor que sabia respeitar a amizade e tinha um grande respeito pelos valores humanos”.

Cardona disse à nossa reportagem que “não lhe conhecia um inimigo e ele tudo fazia para atender todas as pessoas que lhe batiam à porta procurando de ajuda. Nunca recusou a mão a ninguém”.

Carlos Cardona recordou que um dia antes da morte de Tarique, ambos partilharam um convívio agradável: “gostava que o amigo fosse recordado como um homem do povo”. E concluiu: “este homem com quem estabeleci uma amizade de mais de 60 anos jamais virou cara aos pobres e oprimidos”.
Pensamento idêntico tem a ministra da Cultura. Com o rosto triste e parca em palavras, Rosa Cruz e Silva recordou Tarique como um “bom cidadão e patriota”.
Homem multifacetado e um verdadeiro mecenas da Cultura, ele inscreveu também o seu nome na lista dos membros fundadores da Associação Cultural Chá de Caxinde. Jacques dos Santos lembrou a homenagem que lhe foi feita há um mês pelo contributo prestado à instituição. Lamentou a sua morte e realçou que perdeu um amigo e irmão mais velho.

“O momento é de dor e de luto em memória de um amigo que deve ser um exemplo a seguir, sobretudo nos nossos dias onde o verdadeiro sentimento de amor ao próximo, a amizade e a solidariedade estão a desaparecer”, disse.
O comandante “Ingo”, figura lendária da luta de libertação nacional, lembra que Tarique, no desporto, tinha dois amores, um escondido e outro à vista de todos: “ele amava o Atlético. Saía de casa dizendo que ia para o Sporting mais juntava-se a nós no Atlético, onde deu os primeiros passos na luta anti-colonial”.
O caixão de Tarique Aparício foi à Ilha, parou em frente ao Quintal da Tia Guida, seguiu até ao Farol e regressou. Fez mais uma paragem em frente ao seu Baleizão, a cervejaria de Luanda onde eram fabricados os melhores gelados do mundo. Até à Independência Nacional, baleizão em Angola e até em Portugal era sinómimo de gelado. Tudo obra do Tarique. Além do dirigismo desportivo, Tarique também foi um dos fundadores da Academia do Bacalhau.

O Bispo de Cabinda, D. Filomeno Vieira Dias, rezou a missa de corpo presente. “Os que acreditam na ressurreição, a vida não termina por aqui” e realçou que o “momento é de comunhão com a família e de nos despedirmos do nosso querido irmão”.
O prelado falou sobre a capacidade de pensamento, do sentimento de fraternidade que deve prevalecer entre as pessoas e lembrou que a fé tem um princípio que transcende a vida. 

“Para todos os que sentem a tristeza pelo desaparecimento do Tarique peço que rezem pela alma do irmão que partiu para o descanso eterno”, disse D. Filomeno Vieira Dias, que aproveitou a ocasião para citar uma passagem bíblica: “Quem crê em mim viverá”.

Sportinguista ferrenho, o clube do coração de Tarique, o Sporting que tanto amou também se associou às exéquias fúnebres. Na hora da despedida, um grupo de promessas do Sporting Clube de Luanda rendeu-lhe uma singela homenagem. A urna foi coberta com uma bandeira gigante do clube, um desejo que ele nunca escondeu.



“Foi para nós um pai e conselheiro, um verdadeiro amigo de todas as horas que vai sempre fazer parte das nossas vidas”, disse um jovem atleta do clube leonino. Foi até a morte o sportinguista número um. Desde 1975 que fazia parte da direção do clube, à qual presidiu muitos anos. Homem infinitamente bom, Tarique foi um grande empresário, mas também um nacionalista convicto e empenhado.

Percurso de uma vida, nascido em Luanda, no dia 30 de Maio de 1934, Tarique dos Santos Van-Dúnem Aparício, foi comerciante e industrial de grande mérito. Foi também um homem que se destacou no desporto. O seu rasgo como empresário fez do Baleizão o ex-libris da cidade de Luanda. Mas isso só foi possível porque o Tarique amava esta cidade como nunca ninguém amou. Ele dizia aos amigos: “só ama Luanda quem é capaz de viver as suas madrugadas”. Conhecia Luanda desde a primeira hora do dia à última noite. Descobriu todos os seus encantos, desde a sua bem amada Ilha do Cabo à terra vermelha dos musseques.
Ainda criança entrou para a escola do Grémio Africano. Nessa altura sua mãe, Madalena Inácio, e o pai, José Maria Aparício, viviam na Praia do Bispo. “Quando estávamos nos pioneiros do MPLA, levávamos grandes baldes de gelados para as crianças da Praia do Bispo. Era uma forma do pai Tarique recordar a sua infância”, recorda a filha Ana Maria.

Depois de ter concluído o ensino liceal, no Salvador Correia, decidiu ajudar o pai no Baleizão. Tinha 17 anos e os seus mestres vaticinavam-lhe uma carreira brilhante. Preferiu trabalhar para a família. Tomou conta dos negócios de José Maria Aparício e revelou-se um grande empresário.

Ao ler o elogio fúnebre, Ladislau Silva, assessor do Governo da Província de Luanda, destacou que “Tarique percorreu todos os caminhos da cidade e neles descobriu os mil afetos que o moldaram como homem infinitamente bom”.
Uma parte da velha cidade morreu com este homem que foi um dos mais ilustres luandenses.
Recebi do Walter Sério
2013

29/07/2013

JOSÉ SALGADO! BOM AMIGO...


José Salgado, cedo perdeu a mãe, seu pai com muitos sacrificios lá o foi educando. Ele vivia no Bairro do N`Gola, perto da Avenida Brasil e na Escola primária Nossa Senhora de Fátima, ai fez o ensino primário, era o mais traquinas e só queria galhofa, indo depois para e Escola Preparatória “ João Crisóstomo” foi ai que o conheci. transitamos os dois para a Escola Industrial de Luanda, onde entramos para o Curso de Aperfeiçoamento de Serralheiro.

Mecânica era a sua paixão, acabado o curso começou a trabalhar na Robert Hudson na zona industrial e com os primeiros dinheiros ganhos com o seu suor, como gostava de sublinhar, comprou uma Honda SS50Z , com a qual se deslocava do Bairro Indígena até ao seu trabalho lá na 5ª Zona Industrial no Cazenga, mais tarde o pai, deu-lhe uma moto Yamaha 250 c.c. com a qual fez o último motocrosse Internacional de Luanda nas Barrocas do Miramar. Ele e o Stop bateram-se bem, contra as potentes máquinas dos Sul Africanos e Belgas residentes no Zaire, acabaram os dois por fazer uma bela corrida.

Era com ele e mais outros amigos que fugava-mos principalmente ás aulas de Oficinas de mestre Paixão e íamos ou para a Piscina de Alvalade ou para o Porto de Luanda, para com meia dúzia de escudos comprar cigarros e revistas eróticas, de ressalvar que na época essas revistas eram proibidas.

Devido aos conflitos nas mercearias de muceque, seu pai em Setembro de 1974 foi expulso do Bairro Indígena, e foram residir para o Bairro Salazar e como meu amigo começou a frequentar mais vezes o Bairro Popular nº 2, integrando-se no nosso meio, participando muitas vezes nas corridas à volta do Largo.

Quando do seu regresso a Portugal na Ponte Aérea em 1975, foi residir para Viana do Castelo, de onde eram originárias as suas raízes e estabeleceu-se lá com uma oficina de Motos.

Muitas vezes quando me deslocava ao Norte do País ia a casa dele, ficava-mos horas a lembrar os bons momentos vividos na nossa querida Luanda. Mantinha contacto com ele através de telefone e pelas redes Sociais.

No dia 18 de Julho de 2013, um brutal acidente de viação na A3 perto de Braga, um veiculo pesado ( camião ) descontrolado embateu na mota do José Salgado, arrastando-o vários metros, ceifando a vida deste nosso grande amigo,

Descansa em Paz amigão


 ZÉ ANTUNES

2013


12/06/2013

SENHOR RIBEIRO


Venho por este meio informar que mais um amigo partiu....

Para os amigos do Bairro Popular nº. 2, que não tenham tido conhecimento, sirvo-me deste meio para cumprir o doloroso dever de vos informar do falecimento, do nosso muito querido amigo, e companheiro, Sr. AUGUSTO DE JESUS RIBEIRO, esposo da Dona Tercília e pai da Marinha, Manuel Fernandes e do José Francisco. Sogro do Zé Antunes. Faleceu no dia 21 de Maio de 1990.

Não sei se recordam, mas o Sr. Ribeiro era assim que todos o tratava-mos, vivia na penúltima rua quem ia para as traseiras do Cemitério de Santa Ana, na Rua de Almada.

Em Luanda trabalhou nas Alfandegas de Luanda, no despachante Oficial Serra Coelho, tendo ainda trabalhado com o diretor das Alfandegas, o Grande Poeta Angolano
Mauricio de Almeida Gomes

Tudo aconteceu de repente, veio numa viagem de machimbombo de Guimarães a Lisboa sempre a cantarolar ao despique com a esposa e com as cunhadas, vieram á primeira comunhão do Bruno, de tanto cantar ficou rouco e a partir dai o Lobo Mau atacou-lhe os pulmões

Foi com grande tristeza e pesar que soube do falecimento do nosso amigo Augusto de Jesus Ribeiro que galhardamente se bateu com o Lobo Mau durante um ano, e que este ceifou a vida se um amigo

Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porque da nossa existência e nada parece fazer sentido. Concentramos a nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente; as perdas do ser humano. Perdemos um amigo, e acima de tudo um ser humano. Deus o receba de braços abertos e que tenha o descanso eterno.

Paz à sua alma, e a todos os familiares os meus sentimentos.

Agradeço que comuniquem também a outros amigos esta funesta ocorrência, pensando em todos quantos queiram e possam tributar-lhe, em presença um derradeiro adeus.
ZÉ ANTUNES
1990

30/05/2013

RIJO



É com grande tristeza e pesar que comunico a todos vós o falecimento do nosso colega Joaquim Filomeno Rijo Teixeira. Uma morte estúpida e brutal ceifou a vida a um homem bom e que sempre se mostrou um excelente e digno profissional.
Quem privou com o Rijo, era assim que os amigos o tratavam, jamais esquecerá a sua personalidade generosa, amiga e sempre correta, até na morte o Rijo foi diferente, morreu fardado, envergando a farda que ele em vida sempre soube honrar e respeitar!

Eu, e toda a equipa do Aeroporto de Lisboa, assim como todos os colegas da Prossegur não podemos deixar de manifestar nesta hora trágica as nossas mais sinceras condolências à família enlutada e todos os seus colegas e amigos!

Descansa em paz amigo, vais fazer muita falta e acredita que todos nós procuraremos ser sempre dignos do exemplo que nos deixaste.

Serve o presente para vos informar do local e hora em que terão lugar o velório e funeral do nosso saudoso colega Joaquim Filomeno Rijo Teixeira:

Velório a decorrer na Casa Mortuária da Igreja S. Pedro de Alenquer até às 24h00 de hoje.

Missa fúnebre: dia 11 de Janeiro às 09 h 00 em Alenquer

Funeral: 10h30 no dia 12 de Janeiro deste ano de 2011, no cemitério velho de Torres Vedras (junto aos arcos da entrada da cidade).



ZÉ ANTUNES

2011

16/05/2013

PADRE VERGÍLIO


Olá a todos 
 
A São Costa Pereira está inconsolável

Infelizmente venho por este meio informar que mais um amigo partiu...
Para os amigos do Bairro Popular nº. 2, que não tenham tido conhecimento, sirvo-me deste meio para cumprir o doloroso dever de vos informar do falecimento, dia 31.10.2011, pelas 03h00 da madrugada de doença súbita do nosso muito querido amigo, e companheiro, Padre Vergílio da Costa Pereira, 

Não sei se recordam, mas o Padre Vergílio era sobrinho do Padre da Igreja de Santa Ana o padre Costa Pereira e primo da nossa amiga que organiza os almoços do Bairro a São da Costa Pereira.

O corpo encontra-se em câmara ardente na Igreja do Carregado
Paz à sua alma, e a todos os familiares os meus sentimentos.

Agradeço que comuniquem também a outros amigos esta funesta ocorrência, pensando em todos quantos queiram e possam tributar-lhe, em presença, um derradeiro adeus.

Foi através do Carlos Abreu, que recebi esta noticia triste, a partida de mais um amigo de muitas jornadas e convívios, que muito prezava-mos pela sua amizade, carácter e lealdade. 

Em nome dos nossos amigos e companheiros, queremos associar-nos à vossa dor, deixar uma palavra de carinho e expressar a nossa solidariedade aos familiares e amigos, em especial à São Costa Pereira, com os nossos mais sinceros votos de pesar. Queremos também reafirmar que o Padre Vergílio e todos os outros amigos que partiram na frente serão sempre lembrados até que, a nossa memória se extinga. 
 
ZÉ ANTUNES
 

2011

18/04/2013

FERNANDO AUGUSTO


Olá a todos 

Estimados amigos, malta dos Bairros Popular e de São Paulo, da Luanda dos nossos tempos de menino(s)!

Venho por este meio informar que mais um amigo partiu...

Para os amigos do Bairro Popular Nº 2, e do Bairro de São Paulo que não tenham tido conhecimento, sirvo-me deste meio para cumprir o doloroso dever de vos informar do falecimento, dia 05/11/2011, pelas 11 h 00, do nosso muito querido amigo e companheiro SR. FERNANDO AUGUSTO mais conhecido pelo (Vermelho ) o Barbeiro de Luanda, era viúvo de Dona Maria do Carmo e padrasto de Zé Antunes, Fernando Antunes, Victor Antunes e da Maria Amélia Antunes. Ele já estava muito doente. 

Ele sofria de problemas de diabetes, que vinha combatendo galhardamente, há já cerca de 4 anos. Recentemente a situação agudizou-se e ele foi hospitalizado no Hospital de Torres Vedras, onde mereceu o melhor carinho e atenção que a medicina e os serviços hospitalares nos podem dar, mas que, infelizmente, não foram suficientes para vencerem o difícil quadro clínico que levou, do nosso convívio, este bravo amigo de tantas aventuras e episódios da nossa meninice e adolescência, contava 87 primaveras.

Paz à sua alma, 

Agradeço que comuniquem também a outros amigos esta funesta ocorrência, pensando em todos quantos queiram e possam tributar-lhe, em presença, um derradeiro adeus. Estará em câmara ardente na Capela de Póvoa de Penafirme,. Seguindo para o cemitério de Penafirme.

Com um sentido abraço a todos vós que partilham a dor da perda deste nosso amigo,

 
ZÉ ANTUNES


2011



 

14/04/2013

OCTÁVIO AMARANTE DINIS


Dia triste o de dia 09 de Novembro de 2002, com a ida ao Cemitério do Alto de São João para acompanhar à sua última morada o Cota Octávio, falecido no dia anterior aparentemente vitima de falta de cálcio nos ossos, pois já não podia andar havia vários meses.

Octávio Amarante Dinis de seu nome próprio, foi para mim sempre o Cota Octávio, com quem tive sempre, sempre um excelente relacionamento e de quem recebi continuas provas de muita amizade e carinho que eu sempre procurei retribuir e agradecer! E foram tantas e tão gratificantes as manifestações de amizade que sempre recebi deste meu amigo com que convivi desde tenra idade! Em Luanda, e depois em Lisboa

Casado com a Elvira Moço Diniz, pai da Maria Manuela Moço Dinis ( Nelita) que iria mais tarde ser madrinha de batismo do meu filho, Bruno.

Recordo-me bem dos meus tempos de meninice quando ele trabalhava na Petrofina em Luanda e quando chegava ao Bairro Popular com o seu FIAT 600 , ia até ao Bar do Matias beber uns finos, e eu kandengue pedia - lhe autorização para beber um fino, junto dos mais velhos.

No Bairro Popular o Cota Octávio vivia na Rua da Gabela junto ao depósito do pão, em Lisboa vivia no Castelo de São Jorge.

Cota Octávio era um homem profundamente calmo e muito educado, não me recorda de alguma vez lhe ter ouvido uma exclamação mais exaltada ou irada! Até mesmo sofrendo as exigências da Dona Elvira sua esposa, algo arisca e agitada, que dele sempre muito exigia - ”Octávio, vai buscar aquilo!”, “Octávio, põe ali!”, “Octávio, vai lá!” – Cota Octávio sempre obedecia, sem um queixume, sem uma zanga, numa gentileza e educação que a todos impressionava!

Propriamente com os meus pais o relacionamento também foi sempre bom e, sobretudo após a morte de meu pai, em 1978 a convivência que o Cota Octávio, nos prestou foi muito importante e sempre lhe manifestei a minha gratidão por isso!


Depois tínhamos também como convívio dos confrades do Penico Dourado. Amigos de longa data, comíamos, bebíamos e confraternizava-mos.

Guardo para o fim o narrar de um episódio que atesta o caracter e honestidade do já saudoso Cota Octávio: Há já mais de uma dezena de anos atrás levei-o em viajem até Guimarães, viagem que ele muito apreciou. No decorrer dessa jornada ele manifestou-me o quanto o confundia uma determinada ocorrência havida na família tempos atrás e questionou-me da razão da mesma. Achei inteligente da sua parte o levantar dessa questão e, por entender a sua preocupação, bem justa e oportuna, tive então o gosto de o esclarecer dos bastidores dessa ocorrência que vi que não o surpreendeu muito, devo dizer, mas pedi-lhe que aquela confidência não saísse de nós dois porque não havia necessidade de levantar mais poeira no assunto e dor na família. Pedi-lhe sobretudo que nem à sua mulher contasse porque, pelos mesmos motivos, o assunto era passado e estava encerrado.

Agora, morto que está o Cota Octávio, é justo aqui escrever que tenho a absoluta certeza que ele cumpriu o meu pedido e levou o segredo para a cova! Nem à esposa Elvira ele contou, conforme lhe tinha pedido! Se isso tivesse acontecido, ela não se conteria e, mais cedo ou mais tarde abordar-me-ia sobre o caso. Não resistiria.

Homem de palavra o Cota Octávio! Honra à sua pessoa!
Muitos teus amigos se lembram de ti
Que descanses em paz
ZÉ ANTUNES

2002

12/04/2013

AMÉRICO NUNES


Estimados amigos, malta do Bairro Pop, da Luanda dos nossos tempos de menino(s)!

Sirvo-me deste meio para cumprir o doloroso dever de vos informar do falecimento, dia 15.02.2011, pelas 22 h 30, do nosso muito querido amigo, AMÉRICO NUNES.

Ele sofria de problemas no sangue que degeneraram em leucemia, que vinha combatendo galhardamente, há já cerca de 4 anos. Recentemente a situação agudizou-se e ele foi hospitalizado no Francisco Xavier, onde mereceu o melhor carinho e atenção que a medicina e os serviços hospitalares nos podem dar, mas que, infelizmente, não foram suficientes para vencerem o difícil quadro clínico que levou, do nosso convívio, este bravo amigo de tantas aventuras e episódios da nossa meninice e adolescência. (sua caraterística de marca: chinelos , calções e a bicicleta ) todos do Bairro Popular o conheciam.

Amanhã vou acompanhar os familiares mais próximos nas diligências requeridas para esta situação, designadamente junto da Agência Funerária e logo que me for possível, darei mais notícias, por esta via ou por telefone, das cerimónias fúnebres, com a data/hora que venha a ser estabelecida, sendo que o local dessas ocorrências será na área de Cascais onde ele residia, desde que veio para Portugal.

Agradeço que comuniquem também a outros amigos esta funesta ocorrência, pensando em todos quantos queiram e possam tributar-lhe, em presença, um derradeiro adeus.

Com um sentido abraço a todos vós que partilham a dor da perda deste nosso amigo, sou, atentamente,

( Enviado pelo seu grande amigo BORGES )

P.S. Pedro Ferreira (em Luanda) agradeço que informes o pai desta situação. Trata-se de um amigo que ele também muito prezava. Obrigado

Zé Antunes

2011

05/04/2013

FERNANDO TRANSMONTANO


Em Luanda eram frequentes os encontros, muitas vezes no Bar São João na Vila Clotilde. Fernando já trabalhador e eu ainda era estudante. Conversava-mos e convivia-mos com amigos comuns na época.

Mais tarde a quando do nosso regresso a Portugal e a Lisboa continuamos a nos encontrar no PIC – NIC no Ponto de Encontro de todos os avilos chegados de Angola. Fazia-mos planos para conseguir vencer a situação que era um pouco caótica naquele verão quente de 1975.

No ano de 1976 ainda chegamos a trabalhar juntos na Metalúrgica Tejo. Uma empreitada na Fisipe, manutenção da maquinaria de tecelagem de fibra sintética, a fábrica parava e naqueles dois meses, reparava-mos e montava-mos tudo que estivesse em mau estado de Conservação.
Os tempos foram passando cada um foi à sua vida, ele chegou a andar na reparação de um navio que o levou até ás Filipinas, e mais tarde a quando da colocação do tabuleiro da Ponte sobre o Tejo para a circulação de Comboios ainda lhe arranjei trabalho no Sub-Empreiteiro que trabalhava para o Empreiteiro que ganhou o Concurso para a colocação das travessas e Carris e manutenção do tabuleiro inferior da Ponte 25 de Abril, Ponte sobre o Rio Tejo.
Nos Convívios da Confraria do Penico Dourado em que ele participava, não parava quieto, era de uma enorme energia sempre alegre e a contar as anedotas que todos nós gostava-mos de ouvir.
Três dias antes de falecer, estivemos a almoçar em Sintra com as respetivas famílias, fomos almoçar uma bela Moamba de Galinha confecionada pela Lourdes e pelo Necas que geriam um Restaurante em Sintra,
Foi com grande tristeza e pesar que recebemos a triste noticia do falecimento do nosso amigo FERNANDO que subitamente nos deixou, nada fazia prever o trágico acontecimento, mas um pequeno problema de saúde ceifou a vida de um grande amigo que privei na minha juventude. Faleceu em casa quando tomava o seu banho matinal, uma das filhas estranhou o Fernando demorar tanto tempo, depois de o chamar várias vezes, deparou-se com ele falecido na banheira.
Quem privou com o Fernando , TRANSMONTANO era assim que os amigos o tratavam, jamais se esquecerão dele pelos mais diversos acontecimentos, e pela grande amizade, e acima de tudo pela jovialidade e alegria em que participava

Na altura muitos confrades da Confraria do Penico Dourado, de Lisboa, manifestaram-se nessa hora trágica e deram as mais sinceras condolências à família enlutada. Ficamos na igreja de são Domingos de Rana em vigília e acompanhando-o para a sua última morada no Cemitério da Abóboda.

Descansa em paz amigo, eu pessoalmente lembrar-me-ei sempre de ti.
ZÉ ANTUNES

2008

04/04/2013

JORGE FRAQUITELAS


Jorge é um dedicado funcionário de uma Companhia de Seguros em Luanda, quando vem para lisboa é colocada na mesma companhia de Seguros, e vai trabalhando e convivendo com os então amigos de outrora.

Conheci o Jorge nesses Convívios ao fim da tarde quando saiamos dos nossos empregos e nos reunia-mos no Dom Pedro, mais tarde no Restauração e no Leão Douro.

Jorge Fraquitelas adorava degustar, um prato com feijão e dobrada, cozinhada pelo Jesus que tem uma tasca na Rua dos Douradores.

Certa vez estamos num convívio no Restaurante “ O BESSA “ a degustar uns camarões e a beber uns finos, quando de repente o Jorge diz:

Vou ali ao Jesus comer uma dobradinha, ele preferia esta iguaria do que os camarões e os preguinhos ao alho no pão.
Mais tarde nos anos 1996, fiz-lhe um projeto para uma oficina de reparação e lavagem de automóveis, para ser implantado num velho armazém em Xabregas. O projeto foi aprovado e totalmente financiado, sei que nos dias de hoje o velho armazém continua na mesma, cada vez mais degradado. 

Sei que nessa altura já não trabalhava e ia vivendo de alguns esquemas um pouco subterrâneos, e pouco legais. Levando a vida sem responsabilidades, como se tudo o que ele quisesse acontecesse, e era isso que nós observava-mos.
Quando sua filha e o seu genro vieram de Londres e montaram, a fechada casa de fados a “GRUTA” no largo da Trindade e remodelando-o para um belo Snack-Bar, todos nós pensamos que o Jorge, iria mudar de vida, mas foi sol de pouca dura e ele continuo na sua antiga vida.

Quem privou com o FRAQUITELAS, era assim que os amigos o tratavam, jamais esquecerão da sua personalidade generosa, amiga. Sempre brincalhão. Jorge tinha muitos amigos, mas também tinha muitos mais inimigos.
Porque para alguns e principalmente amigos de velhos tempos e da velha guarda não foi muito correto, e um dia o que todos nós previa-mos, aconteceu.

Uma morte estúpida e brutal, sua esposa já tinha saído para o trabalho, ele fica sozinho, tocam a campainha da sua habitação, ele ainda com a Toalha de Banho enrolada ao corpo, depois do seu banho matinal, abre a porta e foi baleado, com vários tiros, cai morto e ali fica até darem com ele, pois os vizinhos viram a porta aberta e sangue à entrada, chamando as autoridades médicas e policiais, foi removido o corpo, pouco mais se soube, e nunca soubemos se os assassinos foram entretanto capturados. 

Foi com enorme tristeza e pesar que num almoço em que estavamos quase todos , nos comunicaram a todos nós o falecimento do nosso amigo JORGE FRAQUITELAS . 

Todos os confrades da Confraria do Penico Dourado, e outros amigos não podemos deixar de manifestar naquela hora trágica, as nossas mais sinceras condolências à família enlutada e todos os seus colegas e amigo. 

Descansa em paz amigo, teus amigos sempre se lembrarão de ti, por muitas e variadíssimas razões.


ZÉ ANTUNES

2009

02/04/2013

CARLOS ALBERTO ( BAMBA )


Quando fui passar o Natal de 1975 a Guimarães, nessa primeira noite fiquei hospedado no Hotel do Toural, no dia seguinte vim tomar o pequeno almoço ao Bar que existia no Rés do Chão. Estava a começar a saborear o nosso chamado mata-bicho, quando deparo com o Zé Custódio, o Bamba e o Zeca. O Zeca, eu não o conhecia, mas sendo avilo de Luanda e tio do Bamba, logo ficamos amigos, o Bamba já o tinha visto com o pai no Rossio e no Pic-Nic, já por várias vezes tinha-mos estado juntos em algumas petiscadas, mas nunca imaginei que fosse residir para a Cidade Berço. Sei que das outras vezes que ia a Guimarães já me ia alojar a casa dele. A mãe Dona Celina era uma joia de pessoa, Lembro-me que na altura viviam na Avenida de Londres, mais tarde o Bamba começou a namorar com a Manuela ( Nela ). Naqueles tempos frequentava-mos a Pastelaria Ribela, onde passava-mos belas tardes a recordar a nossa meninice. Convidei-o para o meu casamento e foi ele que fez o leilão e corte da minha gravata. Mais tarde casou com a Nela e passados uns anos rumou a Londres onde foi trabalhar. Foi com grande tristeza e pesar que recebi a triste noticia do falecimento do nosso amigo Carlos Alberto Freitas Alves “ BAMBA “ que subitamente nos deixou no dia 30 de Março de 2006, e ainda com muitos anos para poder confraternizar com os avilos que o estimavam, mas um pequeno problema de saúde, fez o coração partir para outro plano. Plano de outra vida de um grande amigo que privei na minha juventude.

Sempre dizia: “ terra que me fez, terra que me há de comer” .... Ainda não chegou lá, mas em breve a família deseja espalhar as cinzas dele nas águas da Baia de Luanda para que seja concretizado o seu desejo!!!

Quem privou com o Carlos Alberto, BAMBA era assim que os amigos o tratavam, jamais se esquecerão dele pelos mais diversos acontecimentos, e pela grande amizade.

Eu, em nome de todos os confrades da Confraria do Penico Dourado, de Lisboa e amigos de Guimarães, não podemos deixar de manifestar naquela hora trágica as nossas mais sinceras condolências à família enlutada.

Descansa em paz amigo, eu pessoalmente lembro-me sempre de ti.

ZÉ ANTUNES
2006
 

25/03/2013

CHELAS



Carlos Alberto CHELAS era no Governo Colonial na Província de Angola em Cabinda chefe de Posto de uma localidade no interior do Mayombe, quando regressa a Portugal, é integrado no Quadro Geral de Adidos, e como funcionário Público é colocado no Hospital de São José em Lisboa como Administrativo.

Vivia com a Mãe perto do Bairro Alto. Conheci-o em Lisboa e politicamente tive algumas divergências com ele.

Quem privou com o Carlos Alberto, CHELAS era assim que os amigos o tratavam, jamais se esquecerão dele pelos mais diversos acontecimentos, e pela grande amizade, ajudava muitas pessoas com medicamentos que conseguia trazer do Hospital.

Mas como pessoa que comia bem e bebia melhor, nunca cuidando do corpo, Carlos Alberto era forte pesava 130 Kilos e deveria ter 1.70 de altura, cada vez engordava mais, e os amigos sempre o avisavam para ele ter moderação no beber e comer, pois um jovem com 60 anos, poderia-lhe acontecer um AVC.

Foi o que lhe aconteceu, foi com grande tristeza e pesar que recebemos a triste noticia do falecimento do nosso amigo CHELAS que súbitamente nos deixou, mas um pequeno AVC , ceifou a vida de um amigo que privei já na minha idade adulta.

Os confrades da Confraria do Penico Dourado, de Lisboa, e muitos dos seus amigos manifestaram-se naquela hora trágica endereçando as mais sinceras condolências à família enlutada.

Descansa em paz amigo, muitos teus amigos ainda hoje se lembram de ti.

ZÉ ANTUNES

2010

22/03/2013

NIXA



No Bairro Popular, de quando em vez aparecia uma garina Maria Alice Costa Santos “ NIXA “ numa mini honda amarela cabelos longos a esvoaçar ao vento, que fazia inveja a muitos kandengues que admiravam a sua beleza, Em Luanda cruzei-me algumas vezes com ela, sabia que morava no Sarmento Rodrigues e que era vizinha de amigos meus.

Quando regressou de Luanda foi viver ali para os lados de Carcavelos e eu e ela muitas vezes contactando-nos, ou por telefone ou muitas vezes nas redes sociais, e era nos almoços do Bairro Popular, Sarmento Rodrigues e Palanca que ela dava azo a sua juvealidade e alegria dançando muitas vezes descalça de tanta energia que ela tinha. Ela escrevia num Blog sobre a sua vida e a sua querida Luanda, que está nos meus blogues favoritos, que atentamente vou lendo as suas histórias que ficarão perpetuadas no Blogue “LUANDA SOL E HISTÓRIAS”.

Foi com grande tristeza e pesar que soube do falecimento da nossa amiga Maria Alice Costa Santos “ NIXA “ que galhardamente se batia com o Lobo Mau e que este ceifou a vida de uma amiga, ainda jovem.

Quem privou com a Nixa, era assim que os amigos a tratavam, jamais esquecerá a sua personalidade generosa, amiga e sempre correta.

Eu, em nome de todos os moradores dos Bairros Popular nº2, Sarmento Rodrigues e Palanca, não poderia-mos deixar de manifestar naquela hora trágica as nossas mais sinceras condolências à família enlutada.

No almoço dos moradores dos Bairros Populares, Sarmento Rodrigues e Palanca desse ano de 2012, foi lido um manifesto pela sua ausência e guardado um minuto de silêncio em sua memória

Descansa em paz amiga, vais fazer muita falta e acredita que todos nós procuraremos ser sempre dignos do exemplo que nos deixaste.

Para informar também que o óbito ocorreu dia 1 de Janeiro de 2012, o corpo esteve em camara ardente na igreja de são Domingos de Rana e o funeral foi dia 3 de Janeiro para o Cemitério de Tires


ZÉ ANTUNES

2012

14/03/2013

FERNANDO DAS KUARRAS



Fernando Ribeiro das “ kuarras” era assim que o tratavamos, trabalhava no ano de 1973, na Auto Rápida da Estrela, que se situava na Avenida António José de Almeida na Vila Alice, LUANDA ele era o estafeta da famosa Oficina de Automóveis.

Ia ás casas Comerciais que forneciam os materiais para a reparação dos automóveis avariados, que estavam na oficina e levava as requisições de compra que falsificava sempre, a Oficina pedia uma quantidade, e ele emendava para dez, pedia três e ele emendava para oito, sempre tinha um jeito de falsificar as requisições, claro que só trabalhou três meses, durou pouco a sua boa vida, pois enquanto tinha material vendia no mercado negro por metade do preço.

E durou pouco, porque o dono da Oficina começou a confrontar os fornecedores e viram logo a marosca, o nosso amigo Fernando foi despedido, foi trabalhando aqui e ali até ao ano de 1975 quando regressou a Portugal e a Lisboa na Ponte Aérea, chegado a Lisboa, começou logo a viver de esquemas, alguns muito duvidosos.

Muitas vezes era detido e dormia na esquadra, depois de bem cansado com os interrogatórios.

Certa vez nos Santos Populares – Festa de Santo António - no Martim Moniz, por causa de uma ex-namorada, que namorava com um amigo dele se envolveu numa disputa, que deu porrada, luta da valente, aquelas makas que sabemos. Ele teve que ir ao Hospital de São José tratar de alguns dentes partidos e de hematomas que tinha nos olhos, que de tão inchados que estavam, que ele nada enxergava.

Outra ocasião num dos seus negócios de Ouro, ficou a dever uma quantia razoável ao Pinóquio que parava no GALO, Restaurante à entrada do Parque Mayer , penso que já não se lembrava que devia essa quantia, entra no Restaurante e pede para trocar os cinco mil escudos para pagar o Taxi. O João que trabalhava naquele turno e que estava de sobreaviso recebe o dinheiro e dá-o ao Pinóquio.

O Pinóquio diz-lhe:

Este já cá mora, falta o resto.

O Fernando ficou sem saber o que fazer, o taxista chama a policia, que estava ali perto no Consulado da Espanha, pela rádio chama reforços e leva-os para a esquadra da Praça da Alegria, entretanto o taxista também vai até á esquadra pois queria receber a corrida que tinha feito desde a Praça do Chile até ao Parque Mayer, é elucidado pelo que se estava a passar e ai disse:

Fui berrado, já não recebo esta corrida que são duzentos e cinquenta escudos, deixou os seus elementos de identificação e foi-se embora.

Fernando e Pinóquio lado a lado, mais o policial.

Fernando dizia:

Poxa Pinóquio tinha que ser assim?

Pinóquio respondia:

Se não fose agora e desta maneira, nunca via este, assim só falta a outra quantia, que te digo meu avilo vais pagar, estamos todos de olho em ti!!!

O Fernando das “ kuarras” como tinha estado no dia anterior na Esquadra disse:

Pronto está bem, fica com o dinheiro e não se fala mais no assunto.

O Policia retorquiu:

Estou a ver que se entenderam, não é preciso queixa, mas tem que pagar ao taxista. Sr. Fernando amanhã venha cá e traga o dinheiro, que o taxista vem cá para receber. Está entendido?

Estamos, responderam os dois em unissono.

Voltaram para o Restaurante Galo e beberam umas imperiais como se nada se tivesse passado.

Foi hospitalizado em 2008 e mais tarde foi com grande tristeza e pesar que comuniquei a todos os amigos e confrades da Confraria do Penico Douradoo falecimento do nosso amigo Fernando Ribeiro “ DAS QUARRAS “ que galhardamente se batia com o Lobo Mau ( Cancro no Pulmão ) e que este ceifou a vida de um amigo.

Quem privou com o Fernando, DAS QUARRAS era assim que os amigos o tratavam, jamais se esquecerão dele pelos mais diversos acontecimentos.

Eu, em nome de todos os confrades da Confraria do Penico Dourado, manifestamos naquela hora tragica as nossas mais sinceras condolências à família e amigos enlutada.

O corpo esteve em câmara ardente no Hospital de Garcia da Horta em Almada, alguns dias, esperando que a filha viesse de Luanda, para reconhecer o corpo e autorizar o funeral para o Cemitério de Feijó - Laranjeiro.

Descansa em paz amigo,

ZÉ ANTUNES


2008

PINGUIÇO



JOSÉ DOMINGOS CASTRO
JOSÉ PINGUIÇO, era assim que os amigos o tratavam, jamais se esquecerão da sua personalidade generosa, amiga e sempre correcta, até na morte o Pinguiço foi diferente, morreu a caminho do seu emprego. Uma morte estúpida e brutal ceifou a vida a um jovem bom e que sempre se mostrou um excelente e digno profissional. No seu primeiro dia de trabalho em 1976, foi brutalmente colhido por uma viatura pesada que o arrastou a ele e á mota que conduzia por muitos metros na via norte, na Maia.

Eu privei com ele bons momentos a caminho da Escola Indústrial de Luanda, onde estudavamos.

Lembro-me de muitas situações a caminho da escola no machimbombo 23 o MINHUNGO , certa vez ele para fugir do pica bilhetes, pois não tinha dinheiro para o bilhete, desceu na estrada de catete com o maximbas em andamento e ficou todo arranhado,! feridas que demoraram a cicatrizar.

Quantas vezes iamos a pé para a Escola Indústrial de Luanda para pouparmos o cumbu para ir para o Bar atrás do Liceu Femenino, beber as nossas Coca-Colas, bar do Sr. Joaquim de Oliveira hoje dono da SPORTV

Eu, e penso que todos os moradores do Bairro Popular nº 2, Sarmento Rodrigues e Palanca, que conhecias, manifestaram-se nessa hora trágica as nossas mais sinceras condolências à família enlutada e todos os seus colegas e amigos!

Descansa em paz amigo, fazes muita falta e acredita que todos nós procuraremos ser sempre dignos do exemplo que nos deixaste.


ZÉ ANTUNES

1976

"MIKITO"



Falar sobre os nossos "AMIGOS DESAPARECIDOS", é de uma pureza extrema, de uma dignidade e honra, que, infelizmente, começa a estar em vias de extinção.

Realmente, quando nos morre alguém muito querido, muito AMIGO, é difícil encontrar um sentido para a perda. A morte daqueles que verdadeiramente amamos, que andaram connosco nas nossas "cowboyadas", que "cresceram" ao nosso lado, traz sempre dor. O corte definitivo e a ausência física, são ideias quase intoleráveis.

Custa muito, separarmo-nos daqueles que nos conheceram de "gingeira", como se costuma dizer. Toda a separação dói, mas aquela cuja dor chega a ser insuportável, é a separação pela morte. Deixar de ver alguém que nos é muito querido, que foi desde a infância, nosso "Amigo de peito", despedirmo-nos de uma pessoa que toda a vida esteve próxima, ou, nos casos mais dramáticos, enterrar um filho, ou uma mãe...é uma dor sem tamanho!

Quanto ao "MIKITO" (como era conhecido), chamava-se: MANUEL CALDAS. Tinha sido funcionário (operário), na Fábrica de Tabacos Ultramarina (FTU) em Luanda, durante mais de 20 anos. Regressado a Portugal em 1975, devido aos combates de guerra em Angola, regressou a Portugal, onde exerceu as funções de "Rececionista" em duas Pensões residências / Lisboa, sendo esta última, a "Pensão Nova Goa". MIKITO, foi um fiel e dedicado "Amigo do seu Amigo"! Cresceu no Bairro de São Paulo / Luanda, onde residia com seus pais e seu irmão mais velho. Tinha cerca de 64 anos, quando faleceu em Lisboa, com uma "cirrose hepática". Era dotado de uma Alma extraordinariamente alegre e era um "Amigão" verdadeiro de todos (negros, mestiços e brancos). Durante dois anos sofreu dores imensas e viveu em desconforto físico permanente nos últimos tempos de vida, mas nem no auge da doença perdeu o sorriso...e aquele olhar divertido que sempre o caracterizaram.

Deixou a todos...UMA ENORME SAUDADE!

Foi mais um Amigo, a juntar a tantos outros que já nos disseram Adeus....

Está aqui mais ou menos o "retrato" do que sinto por todos...OS MEUS AMIGOS!! Dizer ainda que o Mikito era primo do Banga Ninito e que 15 dias antes de falecer estivemos a almoçar juntos.


ZÉ ANTUNES

2012

JOSÉ MACHADO



Conheci o José Machado, quando ele era funcionário da Fidelis – Companhia de Segurança, agregada na altura à Associação de Comandos de Lisboa

José Machado levava uma vida pacata, amigo do seu amigo, de quando em vez, reunia.se com os amigos da Confraria do Penico dourado

No primeiro jantar convivio da Confraria do Penico dourado, foi ele o mestre de cerimónias e da cozinha, mais o Gomerzindo, jantar feito na Associação de Comandos de Lisboa na Duque de Ávila, foi servida uma Moamba a moda de Angola de se lhe tirar o chapéu.

Foi ele que me acompanhou certa vez depois de virmos da casa do Sousa que estava em construção, ali para os lados da povoação da Escaravilheira, o meu Toyota velhinho com 350 mil kilómetros gripou o motor e ali ficou parecendo dizer que tinha chegado aos fins dos seus dias. Foi com ele que esperamos pelo reboque e depois levei-o a casa altas horas da noite.

Quando comprei o meu toyota Comercial ele vendeu-me umas jantes que eram do seu Seat Ibiza.

De Angola sei o que me ia contando, desde a Ilha dos Padres, onde estudou, à sua celebre fuga que dizia ter feito de Luanda ao Caxito sózinho. Sei do seu casamento com a Elisabete e dos filhos, quando morou em Santo António dos Cavaleiros.

Mais tarde casou com a Ana e trabalhava como motorista particular.

Com o seu feitio irreverente foi para Angola Luanda onde esteve a trabalhar na Catramar, regressando alguns anos depois a Lisboa. Lembro-me dos nossos convivios gastronómicos e baquicos e das tardes bem passadas na confraria, juntos de outros confrades, posso dizer que sempre foi um bom conviva.

Anos mais tarde rumou a Moçambique ao Maputo, pois dizia que o sangue africano lhe corria nas veias e estava saturado da vida que vivia em Portugal, pois já nessa altura dizia que era uma vida sem futuro.

Regressou a Lisboa e súbitamente começa a adoecer, tendo combatido a doença galhardamente durante mais ao menos seis terriveis anos.

É com grande tristeza e pesar que escrevo sobre o nosso amigo José Machado, e do seu súbito desaparecimento de entre nós.

Quem privou com José Machado, jamais esquecerá a sua personalidade generosa, amiga e sempre correcta.

Eu, em nome de todos os confrades, não poderia deixar de manifestar nesta hora trágica as nossas mais sinceras condolências à família enlutada.

Descansa em paz amigo, fazes muita falta e acredita que todos nós procuraremos ser sempre dignos dos exemplos que nos deixaste.

Serve a presente para informar quer o óbito ocorreu dia 15 de Fevereiro, o corpo esteve em camara ardente na igreja de Corroios e o funeral foi dia 16 de Fevereiro para o Cemitério do Feijó - Almada


ZÉ ANTUNES

2013

25/09/2012

AMIGOS DESAPARECIDOS


Hoje acordei a pensar naqueles amigos que por alguma razão deixaram de fazer parte da nossa vida. É sempre um sofrimento com esses afastamentos, sobretudo com aqueles em que mais que puxe pela cabeça não consigo perceber a razão...

Realmente , quando nos morre alguém muito querido, muito AMIGO, é difícil encontrar um sentido para a perda. A morte daqueles que verdadeiramente amamos, que andaram connosco nas nossas "cowboyadas", que "cresceram" ao nosso lado, traz sempre dor. O corte definitivo e a ausência física, são ideias quase intoleráveis.

Custa muito , separarmo-nos daqueles que nos conheceram de "jingeira", como se costuma dizer. Toda a separação dói, mas aquela cuja dor chega a ser insuportável, é a separação pela morte. Deixar de ver alguém que nos é muito querido, que foi desde a infância, nosso "Amigo de peito", despedirmo-nos de uma pessoa que toda a vida esteve próxima, ou, nos casos mais dramáticos, enterrar um filho, ou uma mãe...é uma dor sem tamanho!raças a Deus não fm muitos, mas foram os suficientes para sonhar imensas vezes com essas pessoas! Umas sei que desapareceram porque a vida levou rumos diferentes, outros acho que se ofenderam com qualquer coisa... outros foram de vez e há aqueles que só a vida nos dirá!

Mas a verdade é que serão sempre Amigos e a eles agradeço terem feito parte, mesmo que pouco, da minha história de vida! Quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós. E a culpa? A culpa é da vida que tem início meio e fim.

A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto em perder alguém. Mas o tempo é remédio e só em Deus conquistamos o consolo, com Ele pensamos nos bons momentos. E com um pouco mais de tempo transformamos nossos ente queridos em eternos companheiros.

Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos. E no fim apenas a saudade e uma certeza, não importa onde estejam, estarão sempre connosco.

Deus vos recebera de braços abertos e tenham o descanso eterno"

JÚLIO INÁCIO - pai

MARIA DO CARMO ANTUNES - mãe

JOSÉ PINGUIÇO - amigo

LITÓ - amigo

OCTÁVIO AMARANTE DINIZ - amigo

AUGUSTO DE JESUS RIBEIRO - sogro

MARIA MANUELA DINIZ RIBEIRO - cunhada

AMÉRICO NUNES - amigo

FERNANDO RIBEIRO “ DAS QUARRAS “ - amigo

CARLOS ALBERTO S. ALVES “ BAMBA “ - amigo

CHELAS - amigo

FERNANDO TRANSMONTANO - amigo

JORGE FRAQUITELAS - amigo

ANTÓNIO MARTINS - padrinho da Marinha

FERNANDO AUGUSTO - Padrasto

PADRE VERGILIO COSTA PEREIRA - padre

RIJO amigo

NIXA -amiga

MANUEL CALDAS – “ MIQUINHO “ - amigo

JAQUES - amigo

FILIPE SANTAREM - amigo

PITTA-GRÓS - amigo

CARLOS DA CASA LINA - amigo



JOSÉ  MACHADO - Amigo