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24/10/2013

ISTO VAI DE MAL A PIOR!


Por toda a parte se fala, permanentemente, no desemprego. Enquanto se diverte o “pagode”, há milhares de pessoas, incluindo chefes de família com crianças e pessoas idosas a seu cargo, desempregados, que não sabem como agir a tanta aflição; que não sabem o que vão comer amanhã. Multidão de seres que lutam, solitários ou em família, para não “cair em desgraça”, ou pelo menos só em parte, ou só a pouco e pouco. Sem contar, na periferia, com os que, incontáveis, temem cair nessa situação e correm esse risco.
 
É a chamada miséria envergonhada! O mais grave, não é o desemprego em si, mas o sofrimento, a inquietude, a obsessão da tragédia…que julgam puder vir a enfrentar, dum momento pró outro. Este problema é gravíssimo. Está no centro das preocupações de todos, porque se trata de um drama catastrófico, penoso e delirante! 
Com as dificuldades conhecidas do Estado Social e a necessidade, urgente, de dar respostas à crise económica, resta saber como vamos enfrentar o crescimento da pobreza? E não é em tais circunstâncias de angústia coletiva que podemos buscar respostas muito mais eficazes e mais adequadas, se verificarmos que a nossa economia está em queda, diria mesmo, em ruína, desde os anos 80; que há uma reduzida taxa de natalidade, e um acentuado envelhecimento (longevidade) demográfica; que temos um Governo “desarmado” de poderes de intervenção económica, uma vez que estes foram transferidos para instituições europeias; que o universo de beneficiários de prestações públicas, é enormíssimo; que a “carga fiscal”, já é insustentável com o nosso nível de riqueza “per capita”, incluindo também o muito elevado peso da despesa pública (que o Governo, não decide “cortar”) e que portanto, num Estado “sem” poderes de intervenção e com uma economia falida, descontrolada, vai ser difícil meus Senhores, sairmos desse “buraco”, ou seja, dessa angustiante tragédia. Vamos de mal a pior!

Perguntam os Portugueses, por essas gigantescas manifestações de revolta, sobre o tempo necessário para que Portugal se liberte do “garrote” da imoralidade a que hoje está a ser submetido? Os políticos…Falam, falam e Nada dizem! Que corja de burlões!

Cruz dos Santos

2013

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