Já algum tempo andava para escrever sobre o dia das mentiras, visto ter estado numa tertúlia de caçadores, e ouvir algumas patranhas, que sabia de antemão que eram fanfarronices de quem as contava, pura exibição.
Neste grupo dos chamados mentirosos, também estão os pescadores ( da fama não se livram) que pescam peixes em quantidade e enormes. ( Há o velho chavão, mentirosos como caçadores e pescadores não há )
Ao receber um mail no dia das mentiras, decidir transcrever para aqui as dicas nele enerentes.
Mentiras, brincadeiras são elementos recorrentes no dia 1º de abril, o dia da mentira. A data já é tradicional no calendário, e é comemorada em vários países e costuma envolver muitas pessoas, mas alguém já se perguntou o porquê da data?
O Dia das Mentiras surge por brincadeira na França, no reinado de Carlos IX. Nessa época, o ano novo era comemorado a 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes, duravam uma semana e terminavam a 1 de abril.
Em 1564, com a adoção do calendário gregoriano, o rei decidiu que o ano novo deveria passar a comemorar-se a 1 de janeiro. Alguns franceses não aceitaram a mudança no calendário e continuaram com a tradição antiga. A população que adotou o novo calendário decidiu então brincar com os "conservadores" enviando-lhes presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o passar do tempo, a brincadeira alastrou-se a outros países da Europa e, mais tarde, para outros continentes.
A partir daí a data se tornou popular e até nos dias atuais é comum ver todos os públicos e todas as idades aderirem à brincadeira do primeiro de abril. Para os países de língua inglesa a data é conhecida como april fool's (abril dos tolos) na Itália e na França o dia é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, (peixe de abril).
Neste dia primeiro de Abril, dia das mentiras de 2013 , recebi algumas mentiras, mas como estava de sobreaviso, não levei a sério as mentitas que me disseram. Acabando logo por descobrir que eram petas .
JANTAR COM ÁRABES
Mentiras que ficarão para a história.
Estou-me a lembrar do grande jantar das arábias no Tavares Rico.
Num panorama de imprensa dominado pela mordaça da censura, o matutino Século publicou uma noticia inusitada, na manhã de 13 de Fevereiro de 1971:
“Uma missão da Arábia Saudita presidida exatamente pelo principe Iben Seddack ( primo de Iben Saud ), esteve em Lisboa quase 48 horas e o assunto foi o petróleo”.
Meia Lisboa ficou em polvorosa com a noticia, que falava do interesse dos Árabes no Crude de Cabinda.
Irritado , o ditador Marcelo Caetano pediu contas ao seu chefe da diplomacia:
“ Então, estão árabes em Lisboa e eu não sei de nada?”
Ruy Patricio respondeu-lhe que também não sabia de nada sobre o “facto”.
Os factos foram estes:
Na véspera , um Rolls-Royce parou à porta do Restaurante de Luxo Tavares Rico, com uma comitiva de homens vestidos à árabe, o proprietário do Restaurante telefonou a informar o jornal.
O chefe de redação, José Mensurado, enviou o repórter Roby Amorim para contar a história do jantar.
Mas a verdade foi esta:
Uma brincadeira levada a cabo por clientes habituais do Restaurante, na sequência de uma aposta de que se entrassem vestidos de árabes, ninguém os reconheceria.
As roupas e o carro foram alugados para aquela noite, pela trupe composta por Jorge Correia de Campos (que fazia de principe Seddak), Nicha Cabral (corredor de Formula 1), Manecas Mocelek ( gerente do Stones e do Ad-Lib, discotecas do jet set Lisboeta), Frederico Abecassis, Manuel Correia ( que levava um impressionante maço de notas), Michel da Costa ( o conhecido cozinheiro e hoteleiro, o único que falava árabe) e Eduardo Oliveira Rocha.
Na véspera , um Rolls-Royce parou à porta do Restaurante de Luxo Tavares Rico, com uma comitiva de homens vestidos à árabe, o proprietário do Restaurante telefonou a informar o jornal.
O chefe de redação, José Mensurado, enviou o repórter Roby Amorim para contar a história do jantar.
Mas a verdade foi esta:
Uma brincadeira levada a cabo por clientes habituais do Restaurante, na sequência de uma aposta de que se entrassem vestidos de árabes, ninguém os reconheceria.
As roupas e o carro foram alugados para aquela noite, pela trupe composta por Jorge Correia de Campos (que fazia de principe Seddak), Nicha Cabral (corredor de Formula 1), Manecas Mocelek ( gerente do Stones e do Ad-Lib, discotecas do jet set Lisboeta), Frederico Abecassis, Manuel Correia ( que levava um impressionante maço de notas), Michel da Costa ( o conhecido cozinheiro e hoteleiro, o único que falava árabe) e Eduardo Oliveira Rocha.
Outra grande peta que fica para a história foi a noticia do suicidio da Mónica Vitti.
Portugal chorou por breves instantes uma estrela italiana “ Mónica Vitti suicidou-se ontem em Roma” noticiou a 4 de Maio de 1988 o vespertino Diário de Lisboa reproduzindo uma noticia publicada nessa manhã pelo matutino francês Le Monde.
Mas, na manhã seguinte, o jornal parisiense enviava um ramo de rosas à atriz com um pedido de desculpas.
O jornal Le Monde contava que na antevéspera, um homem que se identificara como representante do agente de Mónica Vitti em França, ligara em lágrimas, para a redação. A comunicar o “infasto acontecimento”.
O jornal caiu na brincadeira de mau gosto e o Diário de Lisboa foi atrás, vendo-se a desmentir a noticia e a pedir desculpas.
Mais brincadeiras como estas foram noticia sendo depois vistas como grandes petas.
2013
Sem comentários:
Enviar um comentário