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19/12/2012

TORRES VEDRAS



Era uma vez um rei…


Vista Geral de Torres Vedras

Afonso Henriques de seu nome que em 1148 tomou aos mouros uma vila na Estremadura rodeada por suaves colinas e bonitos vales. Assim podia começar esta resenha histórica da cidade de Torres Vedras, situada no distrito de Lisboa, região agrícola de
forte componente vinícola e centro de uma intensa vida comercial e industrial que a torna um dos pólos mais modernos e importantes do Oeste. Esta tendência não é de agora pelo que Afonso III concedeu foral em 1250, confirmado e ampliado por D. Manuel I em 1510, reconhecendo-lhe o privilégio de vila que se manteve por 729 anos até chegar a cidade em 1979, sede de um concelho com 20 freguesias, 80.000 habitantes e 410 km2 de área total.

O perfil de Torres Vedras é como o daquelas mulheres que sendo elegantes mas não fascinantes, revelam-se encantadoras e gentis. Afonso III assim o entendeu: apreciando andar por estas paragens com a rainha D. Beatriz, mandou edificar um paço na encosta do castelo do qual não há rasto. D. Dinis foi outra conversa. Trazia a corte, mas por razões menos discretas deixava-se ficar por cá, enamorado que estava de D. Gracia Frois de quem teve um filho que chegou a ser conde de Barcelos. Vila doada a rainhas, sobretudo da dinastia de Avis, acabou por ter uma imperatriz nascida em Torres Vedras a 18 de Setembro de 1434, a infanta D. Leonor, filha de D. Duarte e D. Leonor, casada com Frederico III, imperador da Alemanha.

Dessas construções onde reis, rainhas e amantes se acolheram, mesmo os amplos edifícios onde D. João I decidiu reunir, em 1413, o seu Conselho a fim de legitimar a expedição a Ceuta, que assinala o princípio da expansão marítima de Portugal, ou onde o regente D. Pedro convocou Cortes, em 1411, para deliberar sobre o atribulado casamento de sua filha Isabel com o sobrinho Afonso V, nada resta. E não seria pouco se não devêssemos registar o fausto e esplendor dispensados por D. João II à visita da embaixada do rei de Nápoles, bem como a da República de Veneza, em 1496, feita nesta vila a D. Manuel I. Porém, não há só glórias a assinalar pois também sucederam dias negros.


Brasão de Torres VedrasBandeira de Torres Vedras

  Brazão                                             Bandeira

A alcaidaria esteve de preferência nas mãos de naturais da vila e quando assim não foi deu para a desgraça com intrigas e confrontos, como em 1384 quando o Mestre de Avis pôs duro cerco de modo a obrigar o alcaide castelhano Juan Duque a entregar as chaves. Razão igual obrigou D. João IV a tomar o mesmo caminho em 1640, agora com o alcaide português João Soares de Alarcão, bandeado para o lado dos Filipes. Há vozes históricas que atestam, com simpatia, a lealdade do povo da terra à Restauração da Independência, assim como a resistência aos franceses de Napoleão Bonaparte que não tiveram melhor sorte na Guerra Peninsular (1808-1810). Antecipando o presságio de uma derrota final, o general Delaborde foi derrotado em 21 de Agosto de 1808, nas batalhas da Roliça e do Vimeiro, pelo exército anglo-luso desembarcado em Porto Novo. Junot, o grande general instalado na vila, fez a trouxa e largou com o seu exército, em fuga para Lisboa, logo no seguinte dia 22, não sem ter saqueado o que pôde das igrejas e conventos.

A epopeia da resistência ao imperador francês é protagonizada pelo general inglês Arthur Wellesley, 1º Duque de Wellington e 1º Marquês de Torres Vedras, com a construção (1810-1812) das célebres
Linhas de Torres que acabaram por se estender do Tejo ao mar. Sistema fortificado e complexo, composto por 152 fortes e 628 bocas de fogo, tinha o seu coração no Forte de São Vicente, em Torres Vedras. Curiosamente, guerra, o forte só a conheceu quando as tropas cabralistas (Costa Cabral), do Duque de Saldanha, dali desalojaram os setembristas do Conde de Bonfim. Juntou cerca de dez mil homens a sangrenta Batalha de Torres Vedras que teve um mau fim para o Conde de Bonfim, obrigado a render-se no dia 23 de Dezembro de 1846. O rescaldo foi cerca de 500 feridos e 400 mortos, entre os quais o tenente-coronel Luís Mouzinho de Albuquerque, liberal desembarcado no Mindelo e sepultado aqui na Igreja de S. Pedro.

De guerras e batalhas a vila e o concelho ficaram fartos, optando pela paz e pelo progresso com o
caminho-de-ferro em 1886 , a luz eléctrica em 1912, a água canalizada em 1926. Cresceu a vila com novos bairros e ruas e tornou-se cidade em 1979. (…)

Mais de 20 Praias ao Longo do Litoral Torriense

Mesmo assim muitas são as opções para um banho refrescante no Atlântico ou simplesmente para repousar o corpo num banho de sol. Ao longo de mais de 20 km de costa, da Assenta a Porto Novo, mais de vinte praias estão ao seu inteiro dispor, algumas na proximidade de convidativas matas para um piquenique ou uma repousante sesta. De todas elas destacamos:
Praia da Assenta Sul
Praia da Assenta Norte
Praia de Cambelas
Praia da Foz do Sizandro
Praia Azul
Praia da Amoeira
Praia Formosa
Praia do Guincho
Praia da Azenha
Praia de Santa Helena

Praia do Centro
Praia do Norte
Praia da Física
Praia do Pisão
Praia do Mirante
Praia do Navio

Praia da Mexilhoeira
Praia da Vigia
Praia do Seixo
Praia de Santa Rita Sul
Praia de Santa Rita Norte
Praia de Porto Novo

Visite-nos! Deixe-se Tocar pela Natureza!
Vários são os motivos para usufruir de um passeio por Santa Cruz: Não só a beleza natural das suas paisagens mas também o poder de relaxamento e de descontração que vai encontrar.

Visite alguns locais impregnados de cultura, tocados pelos notáveis poetas e escritores que viveram nesta terra. Entenda porque corriam para o cimo destas arribas e sinta as suas fontes de inspiração.

Mapa do Concelho de Torres Vedras


2011

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