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18/04/2013

CARNIFICINA E TERROR EM BOSTON!


Em Homenagem a todas as vítimas inocentes, que perderam a vida e a todas aquelas outras, que ficam para o resto da vida deficientes, a sofrerem com tanta dor e mágoa



 Porquê tanto ódio, tanta carnificina, existente no interior de muitos de nós? Porquê tanta selvajaria? Quem matou, usando panelas carregadas de explosivos, lâminas de chapas e pregos, contra seres humanos, em Bóston, sem pensar quanto sofrimento iriam causar a tanta gente? Porque razão, antes de cometerem esses hediondos crimes, não se colocam no lugar das suas vítimas, não penetram no sofrimento delas, não criticam as próprias obsessões violentas? Quem foi o autor deste ato bárbaro e sangrento? Desta tragédia e fatalidade dramática? Desta catástrofe horrível e de tantas outras, análogos a esta, onde o desespero e o medo, além de aniquilar tantos inocentes, gera o pânico a tanta gente sem culpa?

Os Jornais e as televisões noticiavam, em “Última Hora”: “Martin Richard tinha oito anos. É uma das três vítimas mortais dos atentados de Bóston. A mãe ficou ferida na cabeça, a irmã perdeu uma perna. Estão as duas num estado muito grave, aliás como vários dos 176 feridos causados pela dupla explosão (…) na zona da meta da Maratona…”

Uma família destruída, desfeita em lágrimas, que chora os seus mortos, a perda dos seus Entes queridos! Tantas alegrias desfeitas num ápice, num instante, num dia que poderia ser de alegria e que ornamentado pelo desporto! Porquê esse final? Somos livres para pensar sobre o mundo que somos e em que vivemos, mas não compreendemos como é fácil criar “monstros” no universo virtual das nossas mentes. Como é possível, existir tanta ira contida, tanto ódio mortal, para levar uma pessoa a desejar a morte a tanta gente indefesa, inocente?

Como é possível haver tanta cólera, tanta odiosidade? Toda a consciencialização é um sistema de interpretação e nós, não possuímos a realidade essencial das pessoas que nos circundam, embora possamos discorrer sobre elas. Não possuímos nem sequer a nossa própria realidade. Perguntamos: mas, quem somos? O que somos? O que é existir? O que é a morte? Quem é o Autor da nossa existência? Se Deus existe, porque não castigar esses “monstros”, esses assassinos, que matam – sem dó nem piedade –crianças, homens, mulheres e velhos indefesos, em vez de se esconder atrás da cortina do tempo e do espaço? Podemos conviver com milhares de animais sem nunca termos problemas de relacionamento. Mas, por melhor que seja a relação com um ser humano, haverá sempre frustrações importantes. Apesar disso, não conseguimos deixar de viver em sociedade. Não somos seres sociais pelo instinto que promove a sobrevivência biológica, como acontece com os outros animais, mas por sobrevivência psíquica. 

Mas…“As crianças, Senhor? / Porque lhes dai tanta dor? / Porque padecem assim?”

“Dai-lhes Senhor, o eterno descanso entre os esplendores da luz perpétua…Vinde em seu auxílio, santos de Deus!”


Cruz dos Santos
 
2013

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